Marca: Alexandre Herchcovitch
Direção criativa: Alexandre Herchcovitch
Styling: Mauricio Ianes
Beleza: Celso Kamura
Trilha: Max Blum
Direção de desfile: Roberta Marzolla
Inspirações: Marilyn Monroe
Materiais: Linho com algodão, couro, sarja de lã, denim, organza bordada, crepe, cetim duchese, seda rústica, gabardine, cashmere de seda, crochê bordado, tyvek, neoprene e látex.
Cores: Rosa, vermelho, coral, tons de azul, off white
Highlights: Mais uma bela apresentação comandada pelo maestro Alexandre Herchcovitch. Enquanto as modelos passavam no amplo espaço da Oca, no parque Ibirapuera, era claro que havia um feeling 50’s no ar, mas nunca o nome Marilyn Monroe cruzou minha mente. Mas quando o próprio estilista me conta sua inspiração, tudo faz sentido. E essa é a delícia de assistir aos desfiles de Herchcovitch: você nunca imagina o que pode ser, mas quando suas referências são reveladas, tudo está em seu lugar certo. "Como eu não pensei nisso?", nos perguntamos.
O desafio aqui foi transformar esse tema, fortemente associado a sensualidade, feminilidade e exuberância em uma imagem à la Herchcovitch. “A Marilyn tem códigos muito óbvios, como pink e brilho, e transformar esses códigos é que é o difícil”, ele conta. A sexualidade, o brilho, o pink e a feminilidade estão claramente presentes, mas com a assinatura de Alexandre, o que faz a imagem de uma estrela icônica ser revista com novos olhos, longe da obviedade e dos clichês.
Os vestidos, casacos e calças têm as formas e cortes a que estamos acostumados, com uma mistura inusitada de materiais. É só ler a lista acima e ver as fotos dos desfiles para perceber que praticamente cada look tem um tecido diferente. Do algodão ao látex, passando pela seda e o denim, a coleção é uma ode às possibilidades de materiais que uma roupa ou um look pode levar.
Peças preferidas: são lindos os casacos-capas em látex, e os casacos em cashmere com cristais, tão leves. O vestido pink em lã fria usado por Daiane para fechar o desfile, a saia e a calça de vinil (looks 4 e 5) e a brincadeira com o laço, que sai da cintura e aparece deslocado em delicados spencers de crepe de lã. Vale lembrar que há um esforço na parte de acessórios, com muitas opções de bolsas e sapatos, dia e noite. Uma Marilyn contemporânea, sem os remédios. É o lado bom da loucura que está vivo aqui. (CY)