Marca: Herchcovitch
Direção criativa: Alexandre Herchcovitch
Styling: Maurício Ianês
Direção de desfile: Roberta Marzolla
Beleza: Robert Estevão
Trilha: Max Blum
Inspirações: Os trabalhadores das minas de carvão e petróleo; trabalhadores do campo e os moradores do Oeste americano retratados na série de fotos “The American West”, de Richard Avedon, nos anos 1970 e 1980 (veja as fotos aqui)
Materiais: Couro mestiço, denim resinado, organza, tricoline, chiffon de seda
Highlights: A Herchcovitch é um bom exemplo de como ser comercial sem se distanciar do DNA do estilista. Fica claro, para quem conhece, que se trata de uma coleção com direção criativa de Alexandre Herchcovitch. As formas das peças, o shape 50's e a lingerie dão as pistas. Ao mesmo tempo, é uma coleção mais fácil de ser compreendida por um público maior e mais jovem. O jeans, tecido sinônimo de democracia na moda, é o material mais usado. Aparece em vestidos, macacões, calças e tops, mas em tratamentos diferentes, efeitos tie dye ou bruto, como no denim bruto japonês importado pela Vicunha com exclusividade para a marca.
A silhueta anos 50 mistura-se a referências das roupas dos trabalhadores do campo e de minas de carvão, com elementos de jardineira, como alças e bolsos.
Todas as peças contam uma história. Até os óculos da Chilli Beans têm as lentes propositalmente rachadas já que se trata de trabalhadores. O interior das roupas é forrado com tecidos da coleção, os botões olho de tigre trazem o logo da marca, cada pesponto é pensado também como um adorno além de ter uma função prática.
Os melhores looks: a chemise com estampa floral (foto 11), a parka de organza verde limão masculina (foto 14), o vestido de jeans japonês (foto 3), os tie dyes usados com camisas listradas (foto 23) e os vestidos de couro marrom ao final do desfile (fotos 28 e 32).
E vale mencionar as bolsas, os acessórios mais legais que a marca já mostrou. Há desde modelos pequenos, quase lancheiras ou maletas de ferramenta, a um modelo tote de couro, básico e chique, às maxi bolsas de couro e lona com um zíper na alça.
Ao final, Cris Herrmann, rosto da temporada, fecha com um vestido de couro, a peça mais forte da apresentação, ao som de uma versão maluca de "Simply The Best", de Tina Turner. Mais uma dica de como fazer o mesmo sem fazer o mesmo. (CY)
































Foto: Zé Takahashi/Ag. Fotosite
































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