A temporada de moda na França segue intensa com o lançamento de coleções inéditas, cenário no qual modelos brasileiras ganham cada vez mais notoriedade. Nesse contexto, na segunda-feira, 29 de junho, a marca Jacquemus promoveu seu desfile Resort 2027 na ilha de Córsega. Entre os principais nomes da apresentação, intitulada “Le Bonheur”, destacou-se a carioca Victoria Blecher, de 19 anos, que consolidou seu prestígio no mercado global.

A trajetória de Victoria no exterior iniciou em julho de 2025, com um contrato de exclusividade mundial para a grife Celine, marca pela qual estrelou campanhas e fechou o desfile da coleção Verão 2026. Atualmente, a modelo, agenciada pela WAY Model de Anderson Baumgartner, já possui passagens por etiquetas renomadas como Chanel, Dior e Calvin Klein. Sobre sua vivência, ela ressalta: “Minha relação com a moda começou cedo, desde criança eu sempre tive interesse, assistia vídeos e até desenhava croquis. Significa muito ver como essas criações são feitas na vida real e poder conhecer pessoas tão incríveis que nunca imaginaria conhecer. É muito legal poder absorver tudo isso”.

De vendedora a estrela das passarelas globais
Além disso, outro nome que repercute intensamente na França é Mariane Godoy. A paulista de 32 anos brilhou na passarela da Vetements, em Paris. Antes de estrelar campanhas para a Loewe, ela trabalhava como vendedora. “Meu primeiro emprego foi numa lojinha de bijuterias. Descobri que eu era boa vendedora e então segui por outros lugares, buscando vender, com a meta de investir na carreira de modelo. Gostei tanto de ser independente que eu trabalava até na minha folga. Aguçou meu lado comunicativo e me deu sabedoria para lidar com as pessoas”, relata.

Sobre o início tardio, ela relembra: “Comecei a flertar com a possibilidade de trabalhar como modelo ainda adolescente, mas minha família não tinha conhecimento sobre mercado da moda ou carreira artística, então evitamos no primeiro momento. Aos 23 anos, abandonei o trabalho CLT, pra trabalhar como modelo”. A decisão impulsionou a trajetória internacional e novos desafios: “Logo que comecei, fui chamada pra seguir carreira internacional”, pontua.

Por fim, com passagens marcantes pela Itália e Estados Unidos, Mariane celebra sua jornada: “Trabalhei até como diretora de casting para Pierre Cardin, organizando desfile e ensaio fotográfico. Eu já tinha 23 anos quando comecei a trabalhar como modelo, fui aprendendo tudo com dedicação, sem atalhos. Hoje tenho muito orgulho da minha carreira, desde a lojinha de bijuteria até as oportunidades que eu tenho como modelo. Trabalhar como modelo é uma construção de si mesma, do corpo, à mente, ao espiritual. É ter liberdade e entendimento que a gente pode atingir o melhor da gente, de dentro pra fora e de fora pra dentro. A moda mudou minha vida”.