Ao som de Tom Jobim, Sergio Mendes e trechos interpretados por Frank Sinatra, Junya Watanabe mostrou que o streetwear ainda guarda infinitas possibilidades de reinvenção. Sua proposta parte do universo urbano, mas o eleva a um território de sofisticação quase inesperado.
Bonés cravejados de pérolas e pedras preciosas contrastam com conjuntos esportivos, enquanto a alfaiataria desconstruída revela sua complexidade aos poucos: coletes que, num segundo olhar, denunciam a origem em um blazer; peças que desafiam a percepção e fazem da construção o verdadeiro exercício de estilo.
É uma coleção que encontra equilíbrio entre opulência e funcionalidade, entre o luxo e a rua. Urbana, sofisticada e inteligente, reforça algo que muitos insistem em decretar como encerrado: o streetwear não perdeu sua força, apenas precisava voltar a ser tratado como um campo de experimentação, e não de repetição.