Uma tendência que definiu os anos 2010 retorna agora como um ponto quase fora da curva em meio a tanta sobriedade: o color blocking. Se na década passada ele apareceu nas listras da Prada e na exuberância com perfume dos anos 1980 na Gucci de Frida Giannini, agora chega com um vocabulário mais esportivo e casual.

Três marcas têm sido decisivas nesse movimento. A primeira é a Loewe sob o olhar de Jack McCollough e Lázaro Hernandez. Desde a chegada da dupla em 2025, as cores primárias e vibrantes blocadas aparecem estrategicamente nas coleções e campanhas — cartela que representa o ápice do sportswear norte-americano aplicado à alfaiataria, com direção de styling afiada de Jodie Barnes.
A segunda é tão impactante quanto: a Celine de Michael Rider. Toda a funcionalidade dos clássicos do guarda-roupa é combinada a cores intensas. A jaqueta preta sobre a camisa vermelho-sangue, o tricô amarelo-gema com o bege do trench coat, o ton sur ton do jeans com malha azul Klein. A cor como elemento decisivo, não decorativo.
A japonesa Auralee completa o trio. Em seus desfiles mais recentes, a marca referência em básicos de qualidade, aposta em peças funcionais de cores marcantes usadas em camadas com tons de bege, off-white e jeans, criando blocos de cor deliberadamente descombinados — uma abordagem que já é assinatura da marca.

Fora das passarelas, o figurino da atual turnê de Harry Styles comprova a força do movimento. Nos primeiros shows, o artista vem apostando em peças de cores únicas combinadas entre si, assinadas por Prada, Celine e Calvin Klein.
Tudo indica que a tendência deve ganhar força no verão internacional. Por aqui, com a chegada do frio, o color blocking funciona como ferramenta para brincar com camadas e injetar cor nos looks escuros e sóbrios que costumam dominar a estação em combinações que trazem frescor ao look e iluminam qualquer estação e ocasião.
