Meryl Streep e Anna Wintour protagonizam uma das capas mais emblemáticas da Vogue em 2026, unindo ficção e realidade em um encontro que celebra moda, influência e legado. A edição especial chega em um momento estratégico, impulsionada pela estreia de “O Diabo Veste Prada 2”. Ressaltando o impacto cultural da personagem Miranda Priestly, eternizada por Streep, e sua relação com o universo editorial.
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Durante a entrevista, a atriz refletiu sobre o processo de construção da icônica editora fictícia, frequentemente associada à figura de Wintour. Embora já tenha revelado que buscou referências em diferentes personalidades, a conexão com a editora da Vogue permanece inevitável no imaginário coletivo.
Aliás, esse diálogo entre realidade e ficção se materializa também nos looks escolhidos para as fotos. Meryl Streep surgiu com um visual sofisticado composto por casaco da Dolce & Gabbana, calça da Loro Piana e acessórios da Prada. Já Anna Wintour manteve sua assinatura visual com peças da Chanel, incluindo casaco, vestido e broche, além de botas da Manolo Blahnik.

Poder da moda
Na entrevista, Anna falou sobre como o filme impulsionou e ampliou o olhar de diferentes tipos de pessoas para o universo da moda, que sempre foi nichado. “O que eu gostei no primeiro filme foi que ele mostrou ao mundo o quão gigantesco é o negócio da moda. É uma verdadeira força econômica global, e o primeiro filme reconheceu isso. Muita coisa mudou. Mas gosto de pensar que estamos evoluindo em vez de nos desintegrando. Ainda estamos aqui. Todos estamos fazendo nosso trabalho”, comentou Wintour.
“Talvez porque, muitas décadas atrás, vivíamos no mundo da alta costura, onde a moda caríssima era acessível apenas a um pequeno grupo de mulheres da alta sociedade. Hoje, a moda é muito mais democrática e sua influência é enorme. É fundamental para a cultura”, continuou a editora. Ela ainda exemplificou como as empresas de fast-fashion vem contratando grandes estilistas para realizarem parcerias.
Inspiração em Wintour
Por outro lado, Meryl Streep também revelou sobre como Wintour inspirou sua personagem, Miranda. “Em termos de Miranda, e voltando a essa personagem 20 anos depois, eu realmente pensei na Anna Wintour e tentei imaginar como seria carregar a responsabilidade dela e ser tão interessada no mundo e curiosa quanto ela deve ser”.