O futuro da grife Giambattista Valli tornou-se alvo de incertezas após a confirmação de que a marca não realizará seu desfile de alta-costura em Paris, originalmente agendado para a próxima segunda-feira.
Segundo informações apuradas pelo WWD, a Artémis — braço de investimentos da família Pinault e detentora do controle majoritário da empresa desde 2021 — estaria avaliando discretamente a venda da maison nos últimos meses.
Em comunicado oficial, a Artémis explicou que a grife passa por uma “reflexão profunda” sobre sua estrutura organizacional. A ideia visa garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo. A ausência na Semana de Alta-Costura, que ocorre entre 26 e 29 de janeiro, acontece em um momento de grandes mudanças no calendário parisiense. Esse contará com as estreias de Jonathan Anderson na Dior e Matthieu Blazy na Chanel.
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Sobre Giambattista Valli
A trajetória de Giambattista Valli na moda é marcada por passagens por casas renomadas como Fendi e Emanuel Ungaro, antes de fundar sua própria marca em 2005. Ele é conhecido tanto pela alfaiataria parisiense para o dia a dia quanto pelos volumosos vestidos de gala em tule e chiffon. O estilista romano também expandiu sua atuação para o mercado de noivas com a linha Love Collection e, anteriormente, com a marca de difusão Giamba.
Atualmente, a Artémis possui um portfólio diversificado. Isso porque inclue participações na Puma — da qual também pretende se desfazer —, Courrèges, na casa de leilões Christie’s e na agência CAA. Enquanto a holding redefine os rumos da Giambattista Valli, a porta-voz do estilista preferiu não comentar os detalhes, direcionando os questionamentos aos controladores da marca.