A moda se despede de uma de suas figuras mais emblemáticas. Jacqueline de Ribes, conhecida como a “última rainha de Paris”, faleceu na Suíça na noite de 30 de dezembro, aos 96 anos. Considerada um ícone de luxo e estilo de vida, ela deixou uma marca profunda na história da alta costura, sendo reverenciada por grandes nomes como Yves Saint Laurent, Valentino Garavani e Jean Paul Gaultier.
Nascida em 1929 em uma família de aristocratas parisienses, Jacqueline sempre conviveu com a nobreza. Casou-se aos 18 anos com o visconde Édouard de Ribes e, ainda jovem, aos 22, chamou a atenção da alta sociedade em um baile de máscaras em Veneza. Aliás, sua elegância foi rapidamente reconhecida, garantindo-lhe um lugar na lista das pessoas mais bem-vestidas do mundo apenas quatro anos depois. Ao longo da vida, ela transformou seu guarda-roupa em uma verdadeira galeria de arte.
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De acordo com a Harper’s Bazaar, além de consumidora de moda, Jacqueline mostrou seu lado empreendedor ao abrir sua própria grife em 1982, focada no mercado dos Estados Unidos. Ademais, a marca foi um sucesso até 1995, quando ela decidiu encerrar as atividades por questões de saúde. Já no século 21, sua importância cultural e filantrópica foi reconhecida com a Legião de Honra da França, em 2010. Também, com uma exposição dedicada à sua trajetória no Metropolitan Museum of Art (Met), em Nova York, no ano de 2015.
Fim da vida de Jacqueline de Ribes
Em seus últimos anos, Jacqueline viveu de forma mais reservada, sendo vista como uma figura rara e misteriosa. Em suas residências repletas de arte, ela recebia apenas amigos próximos. Além disso, manteve sempre o perfil glamoroso que encantou fotógrafos lendários como Richard Avedon e Irving Penn. Vale lembrar que seu charme único também cativou o escritor Truman Capote, que a escolheu como um de seus primeiros “cisnes”.