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    Satan Shoes: Entenda o Caso da Nike e Lil Nas X

    Lil Nas X e o Satan Shoes

    O rapper estadunidense Lil Nas X chamou atenção nos últimos dias. Além do igualmente polêmico e aguardado clipe de “MONTERO (Call Me By Your Name)”, que enfureceu conservadores com referências satânicas e teorias da conspiração, no melhor estilo pop anos 2000. O cantor ainda lançou um tênis exclusivo que pode estar envolvido em complicações jurídicas.

    Lil Nas X lançou um bootleg em colaboração com a MSCHF para criar uma série de 666 pares de Air Max 97 customizados, com simbologias satanistas, desde um pentagrama até uma suposta gota de sangue em cada uma das peças, chamado de Satan Shoes. As peças vendidas a US$1018 dólares se esgotaram em menos de 1 minuto no site da MSCHF. 

    Satan Shoes de Lil Nas X e MSCHF
    Satan Shoes de Lil Nas X e MSCHF

    Com o alvoroço desse lançamento, amplamente noticiado nos principais portais de streetwear, a Nike se manifestou, reiterando que não relação com isso e que não “compactua” com esse lançamento; posteriormente, a empresa anunciou que tomaria medidas legais contra os envolvidos. É aqui que pode ficar confuso: como Lil Nas X lançou uma série de modelos do Air Max 97 sem ser uma colaboração direta com a Nike? Explicamos. 

    A MSCHF, abreviação para Miscellaneous Mischief, é uma empresa difícil de definir, mas basicamente eles realizam projetos polêmicos e altamente viralizáveis, podendo ser interpretado como um estúdio criativo. Dentre as últimas empreitadas deles, uma série de Birkenstocks feitas com tecido de bolsas Birkins e o Jesus Shoes, “antagonista” do modelo de Lil Nas X e que contava com água benta no solado. Já conhecida por esses projetos, a MSCHF realizou o Satan Shoe com o rapper, uma série de 666 Air Max 97 numerados e customizados, que foram vendidos exclusivamente pelo site deles. captura-de-tela-2021-03-30-as-10-05-29

    a sandália Birkenstock feita de pedaços de bolsa Birkin, da Hermès

    Até os dias de hoje, a MSCHF se esquivou de complicações na justiça relacionadas a esses outros projetos, o que se deve a uma série de razões. Com o mercado de sneakers e resale cada dia maior, silhuetas customizadas também reforçam a imagem desses modelos e das próprias marcas, no caso, a Nike. A cultura do bootleg está aí há muito tempo, e não pode-se chamar esses modelos de falsificações, o que torna esse embate bastante controverso. Além disso, hoje em dia, embates legais repercutem amplamente nas redes sociais, e pode não pegar bem para uma empresa multibillionária tomar ações legais contra artistas e pequenos criadores. 

    No entanto, dessa vez, isso não parece impedir a Nike, que, após bastante pressão de conservadores, comunicou que deve entrar com ações judiciais contra os criadores. Se há precedentes para processos, também é questionável: segundo o site The Fashion Law, uma justificativa de uso justo e de “sátira” pode os livrar do caso; ainda, a Nike precisaria confirmar que a produção do “Satan Shoe” seria prejudicial à imagem da marca para encorpar o processo. 

    Muitos já criticam o fato da Nike ameaçar tomar ações judiciais, já que não fez o mesmo com o lançamento do “Jesus Shoe”, apenas agora, após toda a polêmica do novo clipe de Lil Nas X, partindo do entendimento que a customização não é prejudicial à marca em si. Já o rapper? No Twitter, parece levar tudo na brincadeira e no bom humor, como sempre, fazendo brincadeiras sobre a situação.

    Lil Nas X havia sido proibido de continuar a comercialização dos Satan Shoes, que havia esgotado, exceto pela última unidade, que seria sorteada ao final. Novos desdobramentos apontam que o processo foi resolvido judicialmente em acordo entre a Nike e a MSCHF. O acordo deve permanecer confidencial, mas a MSCHF deverá fazer um recall voluntário e comprar os tênis de volta pelo preço que foram vendidos.

    Qualquer consumidor que queira devolver o tênis ou tê-los reembolsado (tanto o Satan quanto o Jesus Shoes), a MSCHF será obrigada a comprá-los. Já para os consumidores que não queiram devolver os tênis, ficam sem o auxílio da Nike, possibilidade de troca ou reembolso.

    Matéria editada em 09/04. 

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