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    Red Carpet Advocacy: a iniciativa que traz novos códigos para o tapete vermelho
    Foto: Reprodução
    Red Carpet Advocacy: a iniciativa que traz novos códigos para o tapete vermelho
    POR Redação

    O Globo de Ouro abriu a temporada de tapete vermelho no início de janeiro. Agora, com o Grammy marcado para acontecer no próximo domingo (10.02) e o Oscar no fim deste mês (24.02), uma nova iniciativa chama para uma mudança de atitude no red carpet.

    Inspirada pelo movimento #TimesUp, quando em que as estrelas foram vestidas de preto no Globo de Ouro 2018 em protesto contra a frivolidade do tapete vermelho, a stylist Ariane Phillips e a consultora de marcas de luxo Carineh Martin criaram o Red Carpet Advocacy (RAD).

    O RAD foi fundado com a intenção de mudar a conversa no tapete vermelho de forma que não seja só sobre vestidos, mas sobre vestidos (ou smoking) e filantropia. Os dois assuntos ficam tão conectados, que você não pode falar de um sem falar do outro. “É possível pegar o fascínio com a cultura da celebridade e usa-lo para inspirar os fãs a fazer o bem?”, questiona Phillips ao NYT. Ela veio ao Brasil em 2011 para o seminário Pense Moda e é também conhecida por seu trabalho de longa data como stylist da Madonna.

    Carineh Martin e Arianne Phillips em foto publicada no New York Times / Reprodução
    Carineh Martin e Arianne Phillips em foto publicada no New York Times / Reprodução

    O objetivo da iniciativa é simples. O stylist e a celebridade selecionam a roupa, os acessórios e as joias que querem usar. Daí o RAD vai até as marcas escolhidas e pedem para que façam uma doação para a instituição de escolha da atriz/ator. E então, quando a roupa é mencionada, a doação também é – tanto nas entrevistas do tapete vermelho quanto nas redes sociais.

    Muitas atrizes/atores estão envolvidas em projetos filantrópicos ou apoiam causas importantes, mas a única coisa que conseguem dizer nas entrevistas ao vivo mais rápidas que um piscar de olhos é o nome da marca que fez eu vestido e que provavelmente a pagou muito bem para usar. Trabalhando com uma das maiores celebridades do mundo há tantos anos, a própria Arianne sabe muito bem como a indústria funciona, mas agora ela está adicionando um elemento a mais nessa conta.

    O RAD começou a ser colocado em prática no Globo de Ouro, mas ainda de forma um pouco tímida. Uma das primeiras apoiadoras do movimento foi a stylist Karla Welch, que vestiu Elizabeth Moss para o GO em Dior, Roger Vivier, Tamara Mellon e Neil Lane – todos fizeram doações para a American Civil Liberties Union.

    Após ver a ação com Elizabeth Moss, a Gucci apoiou Tracee Ellis Ross, patrocinando uma exibição de caridade que ela organizou do filme (filmaço) If Beale Street Could Talk. Através do RAD, a marca doou US$ 25 mil para o #MeToo e para o Essie Justice Group.

    Outra cliente de Welch, a cantora Camila Cabello, será a representante do RAD no próximo Grammys, beneficiando a ONG Save the Children.

    Vale dizer que este não é uma organização sem fins lucrativos. Phillips e Martin recebem uma taxa de administração de 15% das marcas, 33% das quais, por sua vez, são doadas para caridade.

    É fato que muitos veículos no mundo todo cobrem o tapete vermelho e há uma curiosidade do público em saber o que as atrizes estão usando. Isso não vai mudar, mas o discurso pode melhorar.

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