
Diane Von Furstenberg sempre foi adepta da praticidade na hora de se vestir e para o verão 2011 fez disso uma máxima. Em sua primeira coleção ao lado de Yvan Mispelaere _estilista que vem como substituto do Nathan Jenden_ mergulhou no seu vasto arquivo de estampas para uma re-edição que de nostálgica não tinha nada. Maiores, mais gráficas e mais poderosas do que antes vinham em ótima cartela de cores.
Contudo o melhor mesmo ficou por conta da alfaiataria. Simples, fácil e dotada de uma sofisticação natural, vinha quase como versão tropical da “célinezação” que tomou conta do inverno 2010. Calças retas, camisas cortas mais curtas, blazeres geométricos porém desestruturados recebiam força extra pela inteligente uso de cores. Combinações nada óbvias vinham como poderosos jatos de tinta quebrando a predominância de estampas geométricas.
O resultado é não só uma coleção poderosa, com mensagem direta e objetiva, como também um possível marco na história da marca. Agora como nova direção criativa, uma fase onde a simplicidade e apenas o essencial fale mais alto, bem como no tempo em que a marca ganhou os holofotes da moda nos anos 70.