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    Fevereiro marca dois anos sem a genialidade de Alexander McQueen
    Fevereiro marca dois anos sem a genialidade de Alexander McQueen
    POR Redação

    ©Romeu Silveira

    Há dois anos, completados no dia 11.02, a moda perdia uma de suas mais brilhantes mentes criativas: Lee Alexander McQueen. Nessa data, última quinta-feira de 2010 anterior ao Carnaval, os fãs de moda do Brasil se preparavam para aproveitar o feriado ou acompanhavam os desfiles de Outono/Inverno da semana de moda de Nova York. Todos, no entanto, voltaram seus olhos em choque para a Inglaterra diante da notícia do suicídio do estilista, encontrado sem vida em seu apartamento no bairro londrino de Mayfair.

    A morte de qualquer nome da importância de Alexander McQueen inspira comoção internacional e curiosidade, ainda mais em um segmento em que sua genialidade se fazia tão presente. Entretanto, o designer inglês era dono de uma personalidade tão amável e um trabalho tão fascinantemente autoral e comovente que sua perda tocou não só as mentes, mas também os corações de quem sempre acompanhou sua trajetória. Nascido em Londres em 17 de março de 1969, Lee Alexander McQueen era o sexto filho de uma família simples: seu pai, Ronald, trabalhava como taxista e sua mãe, Joyce, era professora de ciências sociais.

    A ligação de Alexander McQueen com a moda teve início “oficialmente” em 1984, quando aos 16 anos largou a escola para trabalhar como aprendiz em ateliês de alfaiates na famosa Saville Row em Londres. Com as técnicas e a habilidade desenvolvidas no período que passou nas oficinas de Anderson & Sheppard, Gieves & Hawkes e, por último, Angels and Barns, o britânico mudou-se para Milão, onde exerceu a função de cortador de tecidos na marca Romeo Gigli por um curto espaço de tempo. Em 1990, aos 21 anos, McQueen retornou a Londres e candidatou-se ao cargo de professor na Central Saint Martins, mas seu portfólio era tão impressionante que, no lugar do emprego, ganhou um convite para cursar o mestrado da faculdade – sua coleção de graduação, apresentada em 1991, foi inteiramente comprada pela stylist Isabella Blow, que viria a se tornar sua grande amiga e incentivadora.

    Outono/Inverno 2010, última coleção desenvolvida pelo próprio Alexander McQueen ©Reprodução

    Após a formatura, Alexander McQueen – o inglês utilizava seu primeiro nome, Lee, mas foi convencido por Isabella Blow a adotar esse pelo qual ficou conhecido – iniciou sua trajetória de sucesso. Desde suas primeiras coleções, o viés teatral e controverso de sua criações e desfiles, que eram considerados verdadeiros espetáculos, renderam-lhe a reputação de “enfant terrible” e “hooligan da moda britânica”. A introspecção e as perdas de entes queridos (Blow cometeu suicídio em 2007 e sua mãe faleceu na primeira semana de fevereiro de 2010) levaram McQueen a acabar com sua vida. O impacto que causou na moda por meio de seu trabalho, no entanto, permanece intacto na memória dos entusiastas desse universo e consta como legado para os novos apaixonados que surgem a cada dia.

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