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	<title>Notícias &#187; Verde</title>
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	<description>Portal Fashion Forward. Conteúdos exclusivos. Sites oficiais do SPFW e Fashion Rio. Moda. Comportamento. Cultura pop. Gente. Notícias diárias.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 May 2012 02:49:00 +0000</lastBuildDate>
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		<title>De olho: os highlights da maior conferência de moda sustentável do mundo</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/verde/de-olho-os-highlights-da-maior-conferencia-de-moda-sustentavel-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:54:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana  Lopes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Copenhagen Fashion Summit]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Juliana Lopes, direto de Copenhague ©Juliana Lopes Os pensamentos e planos em volta de uma grande ação exigem um grande evento. Por isso mesmo o Brasil, referência de recursos naturais abundantes – mas não inesgotáveis – vai hospedar o Rio + 20 em breve. Mas antes, para não perder o pé do que tem acontecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Juliana Lopes, direto de Copenhague</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-74637" title="abre-Copenhagen-Fashion-Summit" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/05/abre-Copenhagen-Fashion-Summit.jpg" alt="" width="636" height="424" />©Juliana Lopes</p>
<p style="text-align: justify;">Os pensamentos e planos em volta de uma grande ação exigem um grande evento. Por isso mesmo o Brasil, referência de recursos naturais abundantes – mas não inesgotáveis – vai hospedar o Rio + 20 em breve. Mas antes, para não perder o pé do que tem acontecido no mundo da moda sustentável, o FFW esteve presente no começo do mês na segunda edição do Copenhagen Fashion Summit. Conheça um pouco quem são e veja o que os palestrantes disseram para a plateia do incrível teatro (super high tech) Opera House.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Princesa Mary da Dinamarca</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Super apoiadora de moda sustentável, a princesa da Dinamarca esteve presente nas duas edições do evento. O modo de ser e de se apresentar ao público é uma lição de elegância. Em vez de querer estardalhaços, a princesa sempre entra, discretamente, por algum cantinho que ninguém desconfia. Se estão todos focados na passarela para ver o desfile, ela chega pelo lado oposto. Bonita e bem vestida, lembra ligeiramente Kate Middleton.</p>
<p style="text-align: justify;">A princesa fez um apelo às marcas de moda que protejam e preservem o planeta e os seres humanos. Pediu que as indústrias sejam transparentes, que informem o modo como trabalham e que sejam cuidadosas com o uso de substâncias químicas nocivas. “Information is needed” (“Informar é necessário”), resume o seu pensamento. E no final, um cutucão fashion: “Já ficou fora de moda ignorar esses valores”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Anne Prahl, consultora sênior do WGSN</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Representando o birô de tendências mais famoso do mundo, Anne Prahl frisou a importância de dois elementos basilares para uma moda melhor: informação e conexão. Ou seja, os produtos devem encontrar alternativas para informar de onde e como foram feitos. E o designer deve estar conectado ao consumidor, em um canal de informação onde o consumidor percebe o que está sendo criado e se aquilo respeita determinados valores. O que é mais interessante é que, no geral, se sente a questão de que é importante comprar melhor, mas menos.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns valores que Anne Prahl citou como importantes para esse novo momento da moda: longevidade dos produtos, inovação e criatividade para criar novos tipos de mercado e reutilização de ideias, de matéria-prima, tendência. Enfim, aproveitar mais o que temos, olhar a mesma peça com outros olhos. Estudantes de design, fiquem de olho, a solução vem de vocês!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helena Helmersson, diretora de Sustentabilidade da H&amp;M</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A H&amp;M não se escondeu dessa discussão, apesar de existir um consenso geral de que as empresas de fast fashion abusam da natureza e dos seres humanos para fazer uma moda tão rápida. A presença de Helena é uma ótima oportunidade de continuarmos observando se alternativas estão sendo tomadas. Mas é ainda bem difícil enxergar o processo produtivo da H&amp;M. Helena aconselhou os consumidores, apontando parcela de responsabilidade também a eles, a terem novas táticas de preservação das roupas, inclusive lavando menos. Porém, as roupas da H&amp;M duram menos que as outras, ainda as lavemos menos. Ela também afirmou que a empresa é a <a href="http://ffw.com.br/ffwblog/comportamento/ffw-blog-vanguarda-e-o-resgate-da-dignidade-nos-dias-de-hoje/" target="_blank">maior utilizadora de algodão orgânico no mundo</a>. Mas isso também pode causar impactos!</p>
<p style="text-align: justify;">“As pessoas gostam de moda e eu não quero que elas se sintam culpadas por isso”, disse. “Estamos fazendo tudo o que podemos”. Ok, Helena, então se tivermos certeza da transparência das empresas podemos consumir com tranquilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Kirsten Brodde, chefe das campanhas de “Detox” do Greenpeace International</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Greenpeace vem lançando essa campanha chamada “Detox”, ou seja, desintoxicar as indústrias. Principalmente as poluidoras da água. O discurso de Kirsten foi bem direto ao ponto. “A moda que estraga a água não é nada glamurosa”, falou, mostrando imagens de águas poluídas. Isso porque, em processos de lavagens de tecido, muitos resíduos destroem o ambiente. Sem contar a quantidade de água usada em processos como o denim, por exemplo, em que litros e litros são necessários. Kirsten pediu comprometimento político aos governantes. E disse que um dos objetivos do Greenpeace é transformar consumidores em ativistas. O consumidor ativista, entre outras coisas, simplesmente deixa de comprar as marcas nocivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas antes de finalizar, Kirsten acenou marcas que vêm demonstrando comprometimento em investigar a si próprias, como Puma, <a href="http://ffw.com.br/noticias/moda/exclusivo-gucci-%E2%80%9Co-luxo-nao-pode-vir-manchado-de-trabalho-infantil%E2%80%9D/" target="_blank">Gucci</a> e Alexander McQueen.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Holly Dublin, assessora de Sustentabilidade do grupo de luxo PPR</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O grupo PPR abrange várias marcas de luxo super conhecidas: Stella McCartney, Balenciaga, Yves Saint Laurent, Bottega Veneta e muitas outras. O grupo lançou um documento prometendo, em abril, atingir metas de sustentabilidade até 2016. Reduzir emissão de carbono, conduzir os métodos de trabalho, lançar coleções sem PVC, e não usar nenhum ouro ou diamante que cause impacto social ou ambiental nas comunidades produtoras. O discurso de Holly foi um dos mais cativantes. Ela disse que, se a moda tem a capacidade de influenciar lifestyle e inspirar os outros a seguir, então ela tem capacidade de espalhar esses valores nobres que precisam ser fortalecidos. Holly surpreendeu. Vamos ficar de olho nesse nome!</p>
<p style="text-align: justify;">A conferência rendeu muitas novas ideias e revelou personagens interessantes. O FFW promete divulgar mais sobre o assunto nos próximos posts!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>+ Veja mais fotos do Copenhagen Fashion Summit:</strong></p>
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		<title>Pimp My Carroça</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/verde/pimp-my-carroca/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 16:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Valois</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Pimp My Carroça]]></category>

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		<description><![CDATA[Grafiteiro cria projeto de inclusão social que deve chamar atenção no Rio + 20]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-73163" title="Pimp-My-Carroça-6" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Pimp-My-Carroça-6.jpg" alt="" width="636" height="440" />©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Invisíveis e marginalizados, os catadores de materiais recicláveis desempenham um papel de extrema importância para que a vida do cidadão “comum” flua conforme o planejado – apressada e displicentemente, no caso dos que habitam cidades como São Paulo. Apesar do imenso valor de sua função, esses trabalhadores são, em geral, alvo de reclamações por parte de motoristas que não enxergam além de sua própria necessidade imediata ou até de suspeita e discriminação despropositadas. Perceber essa realidade não é difícil, já movimentar-se para “subverter” a ordem nem tanto, e é isso que propõe o “<a href="http://catarse.me/pt/projects/582-pimp-my-carroc" target="_blank">Pimp My Carroça</a>”, projeto criado pelo grafiteiro <a href="https://twitter.com/mundano_sp" target="_blank">Mundano</a> que tem previsão para acontecer no início de junho, dias antes do “Rio+20” e da Virada Sustentável de São Paulo.</p>
<p><em>- Vídeo oficial do projeto &#8220;Pimp My Carroça&#8221;:  </em></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/39229903?title=0" frameborder="0" width="636" height="353"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">A ideia do “Pimp My Carroça” é muito simples e brinca com o programa “Pimp My Ride”, veiculado na televisão americana: pintar as carroças utilizadas pelos catadores com desenhos e mensagens, além de equipá-las com itens de segurança como lanternas, retrovisores, faixas reflexivas, luvas e cordas e fornecer a esses trabalhadores, a partir do auxílio de voluntários, consultas médicas, odontológicas e até uma refeição durante o evento. Após a reforma do “veículo” e do próprio homem que o conduz, acontece a “Carroceata”, uma exposição itinerante que deve acontecer na Avenida Paulista e reunir dezenas de catadores e simpatizantes da iniciativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Por meio do projeto, o grafiteiro Mundano espera chamar a atenção da sociedade e de entidades governamentais para essa classe tão marginalizada, que tem tanta experiência e faz tanto pela (tão em voga) sustentabilidade. O “Pimp My Carroça”, no entanto, não é financiado por nenhuma grande empresa e depende da doação de voluntários: até agora a iniciativa arrecadou R$ 19 mil, metade do valor mínimo previsto para a realização do evento. Todas as contas relativas às despesas que serão efetuadas estão disponíveis no site do “Pimp My Carroça”, que só terá local definido após o fechamento das contas no dia 10 de maio, mas que, de acordo com Mundano, será em lugar simbólico de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Fico imaginando a “carroceata” com centenas de catadores sorridentes, com o tanque cheio de combustível, saúde em dia e com suas carroças totalmente pimpadas com itens de segurança e com arte de qualidade. Mas meu sonho mesmo é que o “Pimp My Carroça” seja um marco histórico que servirá para questionar e mudar o descaso da sociedade em relação aos catadores e o destino de incontáveis toneladas de materiais recicláveis que desperdiçamos diariamente”, escreveu o idealizar Mundano no site do projeto. Mais que “tunar” as carroças, a iniciativa pretende trazer dignidade e elevar a alto-estima dessa classe tão negligenciada, além de chamar a atenção de membros dos mais variados segmentos da sociedade, da imprensa a instituições particulares e, é claro, ao governo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>+ Assista a palestra do grafiteiro Mundano no TEDxVer-o-peso, evento realizado em agosto de 2011 no Pará:</em></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/CXwstjBc2sw" frameborder="0" width="636" height="353"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Moda ética</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/verde/moda-etica-pequenas-acoes-para-grandes-transformacoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 17:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Yahn</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>

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		<description><![CDATA[Pequenas ações para grandes transformações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-72569" title="moda-etica-hm" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/moda-etica-hm.jpg" alt="" width="500" height="500" /><span style="text-align: center;">©Reprodução</span></p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente <a href="http://ffw.com.br/noticias/verde/o-fast-fashion-e-a-batalha-pela-sustentabilidade-voce-acredita/" target="_blank">a H&amp;M anunciou uma postura mais ética no que diz respeito a produção de suas peças e ao respeito com seus funcionários</a>. Se há algo do que as empresas não têm mais como fugir é desta preocupação. Aos poucos, cada vez mais marcas revelam planos para uma transformação verde ou ao menos lançam produtos chave pensando em como reduzir o impacto ambiental e capacitar comunidades carentes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-72558" title="Levis-2" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Levis-2.jpg" alt="" width="636" height="361" /><em>O jeans da linha Waterless, da Levi´s</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o que fez a Levi´s, que lançou sua primeira <em><a href="http://www.levi.com.br/brasil/waterless.aspx" target="_blank">waterless collection</a></em>. A marca se uniu à Water.org (organização que leva água limpa a centenas de comunidades pelo mundo) para mostrar como a economia de água pode beneficiar cerca de um bilhão de pessoas que não tem acesso à água limpa para beber. “Reduzimos o consumo de água no processo final através da redução do número de ciclos na máquina de lavar e da remoção de água na lavagem com pedra (<em>stone wash)</em>”, diz Erik Joule, Vice-Presidente de Global Merchandising e Design da Levi´s. Os produtos estão à venda no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">A gente nunca se deu conta, mas uma calça jeans leva 42 litros de água em seu processo final. A marca conseguiu reduzir essa quantia em 96%, economizando 172 milhões de litros de água na produção de 13 milhões de pares de jeans. Outro impacto grande vem do processo de cultivo do algodão e dos hábitos do consumidor na lavanderia de casa. Nós aprendemos vários truques para minimizar esses estragos em uma visita que fizemos à tecelagem Santa Constância.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra empresa que também aposta em uma “coleção ética” é a britânica TX Max, outra do grupo da baratérrimas. A novidade é a linha <a href="http://www.onemangotree.com/blogs/news/5861469-in-gulu-working-at-home-kicks-off" target="_blank">One Mango Tree</a>, que proporciona oportunidades remuneradas para comunidades em Uganda.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-72551" title="one mango tree boa" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/one-mango-tree-boa.jpg" alt="" width="630" height="450" /><em>Mulheres que participam da produção das pelas da One Mango Tree, da gigante TX Max</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Bolsas, sacolas e aventais produzidos pelas mulheres de Gulu, ao norte de Uganda, custam de £3.99 a £7.99 (cerca de R$ 16 a R$ 32) e ainda traz uma delicadeza extra: cada item vem com a assinatura da mulher que o produziu. “Isso faz parte de uma iniciativa que visa melhorar a vida de comunidades desamparadas na África. Esperamos fazer a diferença na vida dessas pessoas ao mesmo tempo em que oferecemos aos nossos clientes esses produtos lindos e únicos”, diz Jo Murphy, Diretor Corporativo de Responsabilidade Social.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à H&amp;M&#8230; A empresa sueca publicou o Conscious Actions Sustainability Report, que marca dez anos de sustentabilidade na H&amp;M. Os dados mostram que eles estão em primeiro lugar no uso de algodão orgânico, também economizaram 300 milhões de litros de água na produção de jeans e doaram mais de dois milhões de peças para organizações de caridade. “Queremos que nossos clientes saibam que tudo o que eles compram na H&amp;M foi criado, produzido e trabalhado com consideração pelas pessoas e pelo ambiente”, diz o CEO Karl-Johan Persson.</p>
<p style="text-align: justify;">A empresa faz parte do Grupo H&amp;M, que também inclui as grifes COS, Monki, Weekday e Cheap Monday e conta com 2.500 lojas e mais de 94 mil funcionários. Espera-se que essa atitude seja estendida a todas as marcas do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente também lançou uma linha eco-friendly de festa, chamada <a href="http://ffw.com.br/noticias/moda/preocupacao-com-moda-sustentavel-ja-existia-no-seculo-18-saiba-mais/" target="_blank">Exclusive Glamour Collection</a>, feita com algodão orgânico e poliéster reciclado, que já foi usada por várias celebridades, como a atriz Michelle Williams.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-72554" title="wind-farm" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/wind-farm1.jpg" alt="" width="636" height="518" /><em>Um dos centros de produção de energia eólica</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Saindo da moda, também descobrimos que a marca cult de brinquedos Lego também está se mexendo. A empresa que detém 75% da Lego está investindo US$ 530 milhões na compra de 1/3 de uma fazenda que produz energia à vento (eólica). A operação deve começar a funcionar a partir de 2015</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Lego, a terceira maior fabricante de brinquedos no mundo, essa ação deve gerar energia renovável para suprir suas necessidades, já que a fazenda vai produzir mais energia do que a empresa vai consumir.</p>
<p><a href="http://ffw.com.br/ffwblog/comportamento/ffw-blog-vanguarda-e-o-resgate-da-dignidade-nos-dias-de-hoje/" target="_blank">+ A revolução da sustentabilidade na moda</a></p>
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		<title>O fast fashion e a batalha pela sustentabilidade: você acredita?</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/verde/o-fast-fashion-e-a-batalha-pela-sustentabilidade-voce-acredita/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 20:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Valois</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[H&M]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto da campanha da coleção &#8220;Exclusive Conscious&#8221; da H&#38;M ©Terry Richardson/Reprodução Já falamos anteriormente sobre uma das maiores apostas da indústria de moda para produzir conscientemente: a parceria entre grandes conglomerados e pequenas marcas surgidas na última década com o intuito de propor alternativas sustentáveis à fabricação, bem como pensar a reutilização de matérias-primas inutilizadas. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71850" title="H&amp;M-EC-6" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/HM-EC-6.jpg" alt="" width="628" height="440" /><em>Foto da campanha da coleção &#8220;Exclusive Conscious&#8221; da H&amp;M</em> ©Terry Richardson/Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Já falamos anteriormente sobre uma das maiores apostas da indústria de moda para produzir conscientemente:<a href="http://ffw.com.br/noticias/verde/produzir-e-consumir-com-consciencia-e-possivel/" target="_blank"> a parceria entre grandes conglomerados e pequenas marcas surgidas na última década com o intuito de propor alternativas sustentáveis à fabricação, bem como pensar a reutilização de matérias-primas inutilizadas</a>. No entanto, é possível observar também um movimento interno de algumas empresas na busca de reestruturar seus moldes organizacionais para colocar-se à frente, na vanguarda das novas exigências do mercado. A H&amp;M, segunda varejista que mais lucra no mundo, logo atrás da Zara (grupo Inditex), já tem mostrado há algum tempo sua intenção de estabelecer-se como pioneira do “eco-fashion”. <a href="http://ffw.com.br/noticias/moda/preocupacao-com-moda-sustentavel-ja-existia-no-seculo-18-saiba-mais/" target="_blank">Além de desenvolver, desde 2011, linhas especiais a base de materiais orgânicos</a>, a rede sueca lançou no dia 12 de abril um relatório onde apresenta as “ações conscientes” tomadas no ano anterior e algumas das medidas planejadas para o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">A H&amp;M pretende, como afirmou no início de abril Lucy Siegle em sua coluna hospedada no jornal britânico “The Guardian”, posicionar-se como a solução ética no inconstante mercado da moda. No já mencionado relatório de “ações conscientes”, assinado por Helena Helmersson, que ocupa o subjetivo cargo de Chefe de Sustentabilidade, a varejista coloca-se da seguinte forma: “Nós somos uma das companhias de moda líderes no mundo, e com a liderança vem a responsabilidade. H&amp;M é moda e sustentabilidade – não apenas uma coisa ou outra”. Alegando transparência, a marca elenca uma série de números conquistados ao longo de 2011, como “mais de 442 mil trabalhadores em Bangladesh foram instruídos sobre seus direitos desde 2008”, “H&amp;M economizou 300 milhões de litros de água na produção de denim”, “100% das nossas sacolas plásticas são feitas de materiais recicláveis” ou ainda “Mais de 2.3 milhões de peças foram doadas a causas de caridade”. Ademais, até o momento, aproximadamente 7,6% de todo o algodão que a H&amp;M utiliza é orgânico; a empresa espera que até 2020 seja 100%.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71816" title="H&amp;M-EC-2" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/HM-EC-2.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Fotos da campanha da coleção &#8220;Exclusive Conscious&#8221; da H&amp;M</em> ©Terry Richardson/Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">As medidas tomadas pela H&amp;M são bem-vindas, mas, como a própria Helmersson afirmou ao “The Guardian”, não há garantias de que tais ações evitem todos os impactos ambientais e reclamações trabalhistas: “Eu não acho que garantia seja a palavra correta. Muitas pessoas pedem garantias: &#8216;Você pode garantir as condições de trabalho?&#8217;, &#8216;Pode garantir zero de produtos químicos?&#8217;. Claro que não podemos quando somos uma companhia tão imensa operando em condições tão desafiadoras. O que eu posso dizer é que nós fazemos o melhor que podemos com muitos recursos e direção clara do que devemos fazer. Nós estamos trabalhando realmente muito duro”. Para tentar diminuir quaisquer riscos, a H&amp;M investiu em cerca de 100 profissionais de CSR (sigla de Corporate Social Responsability, responsabilidade social corporativa, em português), dos quais 75 são auditores que fiscalizam regularmente as fábricas dos fornecedores da rede sueca, além de ter produzido uma série de vídeos a respeito da moda sustentável.</p>
<p><em>- Vídeo &#8220;H&amp;M sobre moda sustentável&#8221;, produzido pela própria varejista sueca:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/A9nDkoKpIys" frameborder="0" width="628" height="349"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Em matéria de 27 de março, <a href="http://ffw.com.br/ffwblog/comportamento/ffw-blog-vanguarda-e-o-resgate-da-dignidade-nos-dias-de-hoje/" target="_blank">a correspondente do FFW em Milão, Juliana Lopes, escreveu sobre uma palestra de Rebecca Earley, diretora do Textile Futures Research Centre (Centro de Pesquisa de Futuros Têxteis), entidade ligada à Central Saint Martins de Londres</a>. Nesta ocasião, Lopes adiantou que, em conversa informal, a britânica mencionou que um grupo da instituição já está trabalhando com a varejista sueca e que “a H&amp;M quer mudar o jeito de trabalhar”. Lopes, como a maioria de nós, não acreditou inicialmente nas “boas intenções” da H&amp;M, mas só o fato da gigante do fast fashion ter iniciado o debate e se posicionado a favor da busca de formas de produção mais conscientes é algo infinitamente positivo para uma indústria acostumada a produzir sem freios em busca do lucro.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da preocupação com a fiscalização das fornecedoras, a H&amp;M – e qualquer outra marca que se proponha a produzir “sadiamente” – enfrentará um empecilho talvez ainda maior: a demanda frenética por novidades. Se há 15 anos eram desenvolvidas duas grandes coleções (Outono/Inverno e Primavera/Verão), hoje as varejistas colocam quase que semanalmente peças novas à disposição do consumidor. O próprio conceito de “fast fashion” parece incompatível com o respeito à sustentabilidade. Então como instituir praticamente e disseminar esse modelo ético para outras empresas? Esta é uma questão que ainda não tem uma resposta unânime, mas Helena Helmersson pareceu sincera ao afirmar que estão trabalhando para descobrir uma solução viável. Já Earley se estendeu um pouco mais ao falar da dificuldade com nossa correspondente: “Estamos fazendo pouco a pouco, criando algumas peças isoladamente nos novos moldes de produção menos impactantes para a natureza e as pessoas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Acreditar ou não acreditar é uma questão de escolha, seja ela fundamentada em fatos ou pura ingenuidade. No entanto, como já dito acima, é um alívio perceber a cada dia um novo posicionamento de empresas e consumidores.</p>
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		<item>
		<title>Preocupação com moda sustentável já existia no século 18; saiba mais</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/moda/preocupacao-com-moda-sustentavel-ja-existia-no-seculo-18-saiba-mais/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 20:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andreia Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[eco-fashion]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Desfile de Kdon by Kim Cathers na Vancouver Eco Fashion Week ©Reprodução Consumo e sustentabilidade são dois temas que recentemente deram as mãos para nunca mais largar. Uma empresa que não se preocupa com a forma como produz ou um consumidor que não se preocupa com o que consome é muito “última temporada”. Uma coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71317" title="Abre-Eco" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Abre-Eco.jpg" alt="" width="628" height="419" /><em>Desfile de Kdon by Kim Cathers na Vancouver Eco Fashion Week</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Consumo e <a href="http://ffw.com.br/noticias/verde/produzir-e-consumir-com-consciencia-e-possivel/" target="_blank">sustentabilidade</a> são dois temas que recentemente deram as mãos para nunca mais largar. Uma empresa que não se preocupa com a forma como produz ou um consumidor que não se preocupa com o que consome é muito “última temporada”. Uma coisa é certa: o eco-fashion veio para ficar. Se por um lado o consumidor demanda uma maior<span style="color: #000000;"> consciência</span> das empresas, por outro, o mundo corporativo grita a plenos pulmões cada vez que realiza uma ação sustentável. Esta “tendência” permeia todas as áreas e na moda não é diferente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71278" title="H&amp;M-Glam" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/HM-Glam.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Dois looks da coleção sustentável da H&amp;M &#8220;Exclusive Conscious Glamour Collection&#8221;</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Até a gigante do <em>fast-fashion</em> H&amp;M, cuja maior preocupação é vender para as massas a qualquer custo, tem agora essa preocupação e procura agregar sustentabilidade aos seus produtos. Em 2011, a sua coleção The Green Garden foi inspirada em paisagens e modos de vida verde: o algodão e o linho usados eram orgânicos e o tencel e o poliéster reciclados e recicláveis. Em 2012 repetiu o feito, mas desta vez com vestidos de festa, a <a href="http://www.hm.com/pt/conscious-collection#inspiration/1" target="_blank">Exclusive Conscious Glamour Collection</a> (um desses vestidos foi inclusive usado por Michelle Williams nos prêmios Bafta). É <em>fast-fashion</em>? Sim, mas é ambientalmente consciente. Um vestido dessa linha sai em torno de 80 euros (cerca de R$ 200, o modelo amarelo) e 289 euros (cerca de R$ 500, o branco).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71310" title="michelle-williams-hm-baftas-2012" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/michelle-williams-hm-baftas-2012.jpg" alt="" width="628" height="958" /><em>Michelle Williams de H&amp;M nos prêmios Bafta</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://ffw.com.br/noticias/moda/total-transparencia-na-moda-esta-nova-marca-acredita-que-e-possivel/" target="_blank">HonestBy</a>, marca do ex-Hugo Boss Bruno Pieters, também apresenta essa proposta. Além de privilegiar a ética comercial – em cada compra você vê o que está pagando com cada centavo seu, desde o tecido até às horas da costureira &#8211; os tecidos são todos orgânicos e reciclados, respeitando assim as mudanças climáticas do meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como estes exemplos, temos várias outras histórias recentes, mas se você acha que isso é uma mania atual, leia abaixo e entenda quando tudo começou.</p>
<p style="text-align: justify;">A moda ecológica como a conhecemos hoje teve início nos loucos 60&#8242;s e no movimento ambientalista dos hippies. Mas os primórdios da moda sustentável se deram no início do século 18, quando os vestidos de seda feitos à mão eram alterados para dar uma nova utilidade ao tecido. Uma exposição montada no <a href="http://fitnyc.edu/" target="_blank">FIT</a> (Fashion Institute of Tecnology) em Nova York, em 2010, reuniu algumas das peças confeccionadas desta forma consciente ao longo dos séculos, que usam desde práticas de reaproveitamento de tecidos com tingimentos novos a direitos dos trabalhadores e dos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira algumas das imagens abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71266" title="Imagem-1-2-3-" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Imagem-1-2-3-.jpg" alt="" width="628" height="414" /><em>Da esquerda para a direita: vestido com brocado de seda de 1760 feito com tecidos de qualidade superior; vestido de 1840, feito com reaproveitamentos de seda do séc. 18; vestido de 1865 tingido para reaproveitamento de tecido</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71269" title="Imagem-4-e-5" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Imagem-4-e-5.jpg" alt="" width="628" height="628" /><em>Da esquerda para a direita: vestido de rayon, primeira fibra de tecido feita pelo homem usada em roupas de preço baixo, e vestido de seda de Madeleine Vionnet, a primeira estilista a oferecer férias pagas e pausas para café aos seus trabalhadores; capa feita de celofane, material composto por madeira, algodão ou cânhamo, e vestido de festa masculino feito de sobras de tecido do séc. 19</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71272" title="Imagem-6" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Imagem-6.jpg" alt="" width="628" height="628" /><em>Vestido de seda de 1941 cuja etiqueta diz: “New York Creations”, confirmando a produção local, com respeito aos direitos dos trabalhadores. A partir de 1941, essa etiqueta começou a aparecer em várias roupas</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71273" title="Imagem-7-e-8-" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Imagem-7-e-8-.jpg" alt="" width="628" height="538" /><em>Da esquerda para a direita: terno de nylon de 1959, feito com técnicas que amassavam menos o tecido, tornando </em><em>menos frequente </em><em>a necessidade de lavagem, e terno em algodão feito com a parte interna de um xale paisley do séc. 18; vestido Betsey Johnson de 1971 com a etiqueta “Woolmark”, prova de que foi feito usando lã virgem, e saia feita à mão por mulheres da cooperativa Apache</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71274" title="Imagem-10" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Imagem-10.jpg" alt="" width="628" height="673" /><em>Blusa Martin Margiela, “o pai da reciclagem”, feita de lenços de seda e suéteres feitos de meias de lã </em>©Reprodução</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71275" title="Imagem-9-e-11" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Imagem-9-e-11.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Da esquerda para a direita: vestido dos anos 70 feito com reaproveitamento de tecido de 1920 e vestido Halston feito de ultrasuede, um tecido versátil, duradouro e lavável na máquina (embora não seja biodegradável), desenvolvido pelo estilista em 1971; casaco Oscar de la Renta de 1995, de pelo </em><em>falso </em><em>de leopardo e pele de carneiro da Mongólia e casaco de estampa de tigre, falso também, Dolce &amp; Gabbana, de 1992</em> ©Reprodução</p>
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		<title>Produzir &#8211; e consumir &#8211; com consciência é possível</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/verde/produzir-e-consumir-com-consciencia-e-possivel/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 14:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Valois</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto do editorial &#8220;Proud to Shop&#8221;, da &#8220;Harper&#8217;s Bazaar&#8221; de set/2009 ©Terry Richardson/Reprodução Se há 20 anos a sustentabilidade não fazia parte da realidade do universo corporativo, a preocupação com as questões ambientais é hoje vital à boa imagem de uma empresa e pode até ser bastante lucrativa. Em matéria do “The Sustainable Business Blog”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71177" title="Vogue-Paris-7" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/Vogue-Paris-7.jpg" alt="" width="628" height="468" /><em>F</em>o<em>to do editorial &#8220;Proud to Shop&#8221;, da &#8220;Harper&#8217;s Bazaar&#8221; de set/2009</em> ©Terry Richardson/Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Se há 20 anos a sustentabilidade não fazia parte da realidade do universo corporativo, a preocupação com as questões ambientais é hoje vital à boa imagem de uma empresa e pode até ser bastante lucrativa. Em matéria do “The Sustainable Business Blog”, hospedado no site do jornal britânico “The Guardian”, a consultora de marketing italiana Ilaria Pasquinelli propõe uma reflexão sobre o crescimento das pequenas companhias e como elas podem ser a saída para um futuro mais sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">Para segmentos que, como a moda, exigem novidades constantes, as pequenas e médias empresas (PMEs, na abreviação em português) são fonte habitual de criatividade e inovação. Se o objetivo primordial de uma companhia nascente é estabilizar-se, crescer é algo imediatamente almejado. No entanto, por mais incomum que possa parecer, é cada dia mais frequente grandes empresas buscarem alguma forma de parceria com PMEs. Seth Godin, empresário e autor do livro “Small is the new Big”, aponta em sua obra o quão positivo pode ser essa aliança, já que o capital sobressalente de um negócio pode resultar em iniciativas bem sucedidas e lucrativas, além de econômicas – algo já até de praxe para companhias como Google, Facebook e Microsoft.</p>
<p style="text-align: justify;">O desprendimento e a liberdade das PMEs são o que as tornam origem de iniciativas tão inovadoras, assim como a liderança de talentosos visionários que sobrepõem as dificuldades da escassez de recursos com medidas inventivas. A produção em menor escala, segundo Pasquinelli, é outro fator que, em um mercado tão instável e turbulento, possibilita flexibilidade e adaptação: a possibilidade de assumir riscos estimula o desenvolvimento de ideias e produtos, afinal todo “criador” deseja deixar sua marca de sucesso no porvir. Atentas justamente a esse panorama, grandes empresas cada vez mais têm se reorganizado e, calculadamente, entrado em parcerias ou contratos de terceirização com PMEs.</p>
<p style="text-align: justify;">Os casos em que projetos modestos se convertem em êxitos financeiros e são vendidos por quantias extraordinárias também não são mais singulares: esta semana, por exemplo, o Facebook anunciou a compra do Instagram por US$ 1 bilhão (quase R$ 2 bilhões) e, em 2006, o Google tornou-se dono do YouTube ao dispor de US$ 1, 65 bilhões (R$ 3.02 bilhões). Mas a tendência, de acordo com Pasquinelli, é mesmo que as colaborações entre grandes empresas e PMEs se tornem cada vez mais comuns: em vez de tomar para si a responsabilidade, como acontece quando ocorre a compra, as companhias de alto vulto se aliam (com propósitos específicos) à PMEs superespecializadas que, em troca de fundos, desenvolvem ideias frescas, novas formas de utilização de objetos obsoletos, procedimentos mais sustentáveis ou, simplesmente, tecnologias alternativas que somem efetividade à produção responsável.</p>
<p><strong>A busca por inovação e a necessidade de alternativas na cadeia produtiva da moda</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na indústria da moda, que especificamente requer criatividade e inovação com uma velocidade cada vez mais frenética, as boas ideias podem surgir de lugares inesperados – aí está uma das causas do investimento constante em pesquisa e novas tecnologias. Mesmo em épocas de crise, as grandes marcam não abdicam da busca pelo novo; é esse o diferencial que as torna pioneiras e lançadoras de tendências. Com a percepção e o conhecimento que se dispõe hoje do impacto ambiental causado pelas distintas empresas que englobam a cadeia de moda, surgiu também a necessidade de se adaptar e transformar o modelo produtivo estabelecido nas últimas décadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para manter o consumo, mas atender às necessidades crescentes de medidas sustentáveis, a criatividade parece ser a única resposta. A Marks &amp; Spencer, rede varejista inglesa, por exemplo, lançou mão de recursos extremamente simples (como a economia em eletricidade e combustível), mas que renderam, apenas em 2011, £ 70 milhões (R$ 203 milhões). O “Plano A”, como batizada a série de resoluções da M&amp;S, é uma prova inequívoca de que iniciativas básicas e inventivas podem ser revertidas em lucro. A marca F&amp;F, pertencente ao grupo britânico Tesco, se uniu a From Somewhere, também do Reino Unido, para criar peças com restos de tecidos que estavam inutilizados em depósitos das fábricas da primeira no Sri Lanka. Os seis modelos da primeira coleção da parceria foram um sucesso e venderam cerca de 1.500 itens, a colaboração já se repetiu em duas ocasiões.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-71175" title="F&amp;F-From-somewhere-clothes" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/04/FF-From-somewhere-clothes.jpg" alt="" width="628" height="388" /><em>Modelos da parceria da F&amp;F com a From Somewhere</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ótimo exemplo é a parceria entre a Levi’s e a Reformation, pequena marca americana que dá novo propósito a roupas e aviamentos antigos: a Levi’s criou uma campanha onde propôs a seus clientes mais fiéis a revitalização das calças jeans 501, modelo icônico criado há mais de 100 anos. No lugar de jogar fora as peças e aumentar a quantidade já absurda que é jogada diariamente nos aterros, o consumidor terá, por US$ 200 (R$ 366), um par de jeans customizado a seu gosto. Há ainda a Worn Again, companhia britânica de “mínimo” porte que tem a máxima de reaproveitar todo e qualquer material têxtil. Desde 2005, ano em que foi idealizada por Cindy Rhoades, a Worn Again já empreendeu parcerias com empresas gigantes como a Virgin, Royal Mail e Eurostar transformando, a título de ilustração, jaquetas de couro em bolsas e carteiras.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que, como a própria Pasquinelli afirma, nem toda pequena iniciativa é sinônimo de lucro fácil, tampouco de chamariz para grandes empresas. A mera vontade de mudar o ciclo destrutivo que dominava a moda, no entanto, é extremamente válida e fonte de esperança para o desenvolvimento de uma indústria mais sadia e sustentável. Os exemplos bem sucedidos acima, além de outros tantos que já existem no mercado, incentivam novos projetos e a mudanças na atitude do próprio consumidor. “Pequeno é o novo grande apenas quando a pessoa dirigindo o pequeno pensa grande”, Pasquinelli parafraseia Seth Godin no término de seu artigo, mas tal afirmação pode ser estendida também para simples pessoas físicas que como você e eu temos a escolha de optar pelo melhor para nós e para o ambiente que nos cerca.</p>
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		<title>Saiba quais marcas de moda e beleza estão entre as mais éticas do mundo</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/verde/saiba-quais-as-marcas-de-moda-e-beleza-sao-consideradas-as-mais-eticas-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 16:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andreia Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[ètica]]></category>

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		<description><![CDATA[O instituto The Ethisphere Institute publicou, pelo sexto ano consecutivo, sua lista anual das empresas mais éticas do mundo. Da lista final de 145 empresas, várias da indústria  de moda e beleza foram destacadas. A premiação ocorreu no primeiro dia da conferência mundial sobre Ética nas Empresas (15.03), no Grand Hotel Hyatt, em Nova York, em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-68858" title="WEC_2" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/03/WEC_2.jpg" alt="" width="628" height="467" /></p>
<p style="text-align: justify;">O instituto <a href="http://ethisphere.com/" target="_blank">The Ethisphere Institute</a> publicou, pelo sexto ano consecutivo, sua lista anual das empresas mais éticas do mundo. Da lista final de 145 empresas, várias da indústria  de moda e beleza foram destacadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A premiação ocorreu no primeiro dia da <a href="http://www.globalethicssummit2012.com/" target="_blank">conferência mundial sobre Ética nas Empresas</a> (15.03), no Grand Hotel Hyatt, em Nova York, em um jantar de gala oferecido pelo instituto Ethisphere Institute com a presença de Madeleine Albright, ex-secretária de estado norte americana.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as empresas premiadas, destacam-se, na categoria de varejo, a inglesa <a href="http://www.marksandspencer.com/" target="_blank">Marks and Spencer</a>; na categoria de roupa, está a <a href="http://www.gap.com/" target="_blank">Gap Inc.</a> e a <a href="http://www.timberland.com/" target="_blank">Timberland</a>, ambas norte-americanas, e a israelense <a href="http://www.comme-il-faut.com/index.php" target="_blank">Comme Il Faut</a>. Em beleza e cosméticos as premiadas foram a francesa <a href="http://www.loreal.fr/_fr/_fr/index.aspx" target="_blank">L’Oréal</a>, a japonesa <a href="http://www.shiseido.com/" target="_blank">Shiseido Co.</a> e a marca brasileira <a href="http://www.natura.net/br/index.html" target="_blank">Natura</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação é feita através do preenchimento de um questionário por parte das empresas, que as torna elegíveis por um júri que conta com a diretoria do Instituto, professores da Harvard Business School e presidentes de empresas vencedoras e parceiras do instituto. Após o preenchimento do questionário, a verificação é feita com base em cinco categorias chave, todas elas relacionadas a ética no trabalho, procedimentos sustentáveis e responsáveis nos processos de execução, introdução de ideias inovadoras que estimulem o negócio e beneficiem o consumidor, e incentivos às empresas concorrentes em adotar os mesmos procedimentos. Qualquer empresa pode participar. Resta saber se seus métodos de trabalho a colocarão junto às demais selecionadas.</p>
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		<title>Designer francês de adesivos artísticos e sustentáveis ganha mostra em SP</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sarah  Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Tesquier Tedeschi]]></category>
		<category><![CDATA[Choix]]></category>
		<category><![CDATA[Hu2]]></category>

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		<description><![CDATA[Adesivo ecológico da Hu2 ©Divulgação Na quinta-feira (08.03) começa na loja-conceito Choix, em São Paulo, uma exposição do designer francês Antoine Tesquier Tedeschi, criador da marca Hu2, especializada em adesivos de parede, com o diferencial do viés sustentável: além dos designs com mensagens ecológicas, a empresa utiliza vinil sem PVC, totalmente livre de cloro e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-67004" title="1-Antoine-Tesquier-Tedeschi-hu2-choix" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/03/1-Antoine-Tesquier-Tedeschi-hu2-choix.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Adesivo ecológico da Hu2</em> ©Divulgação</p>
<p style="text-align: justify;">Na quinta-feira (08.03) começa na <a href="http://ffw.com.br/noticias/moda/nova-loja-conceito-em-sao-paulo-tem-marcas-cool-exclusivas/" target="_blank">loja-conceito Choix</a>, em São Paulo, uma exposição do designer francês Antoine Tesquier Tedeschi, criador da marca Hu2, especializada em adesivos de parede, com o diferencial do viés sustentável: além dos designs com mensagens ecológicas, a empresa utiliza vinil sem PVC, totalmente livre de cloro e plastificantes, biodegradável e 100% reciclável; até as embalagens são impressas em papel reciclado, com tinta vegetal.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-67005" title="2-Antoine-Tesquier-Tedeschi-hu2-choix" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/03/2-Antoine-Tesquier-Tedeschi-hu2-choix.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Adesivo ecológico da Hu2</em> ©Divulgação</p>
<p style="text-align: justify;">A Hu2 (de “Humanos, os dois tipos”, “um encontro de todas as inspirações, homens e mulheres”, segundo a explicação de Antoine) é atualmente distribuída em 16 países, mas teve uma origem bem despretensiosa: em uma banca de um mercado londrino, em 2007, quando seu criador tinha apenas 21 anos. “Para mim [a marca] é a oportunidade de expressar uma visão artística de ideias de design já existentes por meio de uma abordagem que mistura estética e funcionalidade”, ele explica.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-67006" title="3-Antoine-Tesquier-Tedeschi-hu2-choix" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/03/3-Antoine-Tesquier-Tedeschi-hu2-choix.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Adesivo ecológico da Hu2</em> ©Divulgação</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem ficou curioso sobre a proposta da marca, a exposição fica em cartaz até o dia 31 de março.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Exposição do designer francês Antoine Tesquier Tedeschi @ Choix</strong><br />
De 8 a 31 de março de 2012<br />
Abertura no dia 8, das 19h às 22h<br />
Entrada Gratuita</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Choix</strong><br />
Prof. Artur Ramos, 181<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Após uma década longe, polêmico Miguel Adrover volta à moda</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/moda/o-controverso-miguel-adrover-esta-de-volta/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Valois</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Adrover]]></category>
		<category><![CDATA[NYFW]]></category>
		<category><![CDATA[Outono/Inverno 2012/2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Miguel Adrover ©Reprodução Em meio a alguns novos rostos inexpressivos que despontam a cada temporada, velhos – e saudosos – talentos cativam a atenção geral. Miguel Adrover, designer visionário que impactou o mercado de moda nova-iorquino durante o final dos anos 1990 até meados dos 2000, ressurgiu após quase uma década de ostracismo para apresentar-se novamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-64855" title="Miguel-Adrover2" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/Miguel-Adrover2.jpg" alt="" width="628" height="440" /><em>Miguel Adrover</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a alguns novos rostos inexpressivos que despontam a cada temporada, velhos – e saudosos – talentos cativam a atenção geral. <a href="http://www.migueladrover.com/" target="_blank">Miguel Adrover</a>, designer visionário que impactou o mercado de moda nova-iorquino durante o final dos anos 1990 até meados dos 2000, ressurgiu após quase uma década de ostracismo para apresentar-se novamente na NYFW.</p>
<p style="text-align: justify;">Adrover, que nasceu em Maiorca, Espanha, em 1965, e mudou-se para Nova York em 1991, teve suas primeiras apresentações, em especial “Manaus-Chiapas-NYC” de 1999, muito festejadas pela crítica. No entanto, em virtude de problemas financeiros (o Pegasus Appareal Group, parceiro comercial e maior patrocinador da marca do espanhol, fechou as portas pouco depois dos ataques de 11 de setembro), dos “confrontos” com parte da opinião pública que considerava seu trabalho e suas opiniões ofensivas, e da má sorte de exibir uma coleção (“Utopia”, de 2001) inspirada no Oriente Médio apenas dois dias antes dos atentados ao World Trade Center, Adrover abandonou os Estados Unidos em 2005 para retornar a sua cidade natal.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-64857" title="Miguel-AdroverMET" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/Miguel-AdroverMET.jpg" alt="" width="628" height="420" /><em>Peças da Coleções &#8220;Manaus/Chiapas/NYC&#8221;, de 1999 e &#8220;Midtown&#8221;, de 2000, hoje no </em><em>acervo do MET</em> <em>(Metropolitan Museum of Art)</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-64870" title="Miguel-Adrover3" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/Miguel-Adrover3.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Looks da polêmica coleção &#8220;Utopia&#8221;, de Primavera/Verão 2002, e &#8220;TheSurrealReadWorld&#8221;, de Primavera/Verão 2003</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o período em que ficou sumido dos holofotes, Miguel passou a trabalhar como diretor criativo da Hessnatur, marca alemã especializada em produtos ecológicos, além de viajar por diversas localidades do mundo. A volta às passarelas de Nova York deu-se como uma surpresa a boa parte dos profissionais do mercado, mas a explicação do espanhol é pontual: “Eu deixei Nova York e minha marca em 2005 e estive aprendendo muito desde então. Tive a oportunidade de viajar para vários lugares do mundo, o que me inspirou bastante. Eu não podia mais segurar. E, também, acredito que há uma grande falta de criatividade na indústria, que está muito focada no lado comercial. Há um vazio lá fora, e eu tenho muito a dizer”, contou em recente entrevista ao &#8220;<a href="http://www.wwd.com/fashion-news/designer-luxury/the-return-of-miguel-adrover-5643945" target="_blank">WWD</a>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua <a href="http://ffw.com.br/desfiles/nova-york/inverno-2012-rtw/miguel-adrover/739162/colecao-completa" target="_blank">nova coleção (Outono/Inverno 2012/13), chamada “Out Of My Mind”</a>, Adrover reafirma seu espírito contestador: quase todos os 45 looks apresentados no Teatro Latea na noite do último sábado (11.02) eram customizações de peças do guarda-roupa do próprio designer, itens coletados por ele em suas viagens ou reaproveitados da Hessnatur. O espanhol não comprou um único pano ou utilizou qualquer máquina de costura, tudo foi unido à mão por ele e quatro assistentes. O hábito de transformar elementos de outras marcas também foi mantido: se, no começo dos anos 2000, Adrover exibiu uma série de trench coats da Burberry ao avesso, agora ele converteu lençóis Ralph Lauren em elementos integrantes de vestidos e saias.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-64861" title="Miguel-Adrover-Fall2012" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/Miguel-Adrover-Fall2012.jpg" alt="" width="628" height="467" /><em>Inverno 2012/13 de  Miguel Adrover: lençóis, bandeiras, uniformes de beisebol e até boias na passarela</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta por trás desta reutilização de matérias-primas, segundo Adrover contou à “<a href="http://www.anothermag.com/current/view/1748/Miguel_Adrover__Return_to_New_York" target="_blank">Another Magazine</a>”, é mostrar como belas roupas podem nascer sobrepondo às velhas convenções. A ideia acometeu o espanhol após uma viagem ao Egito e a Cuba. Durante a vivência que experimentou nesses locais, Adrover diz ter percebido o quão pouco é necessário para ser feliz e produzir algo realmente genuíno: “Eu não quero aderir a um sistema que produz coisas não autênticas, onde qualquer um pode ter qualquer coisa, em qualquer lugar e a qualquer tempo. Eu quero me re-entusiasmar, achar um modo de me expressar novamente que seja significativo e sustentável e respeite as mudanças que eu vejo acontecendo no mundo”.</p>
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		<title>Ética comercial na moda? Esta nova marca acredita ser possível</title>
		<link>http://ffw.com.br/noticias/moda/total-transparencia-na-moda-esta-nova-marca-acredita-que-e-possivel/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andreia Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Pieters]]></category>
		<category><![CDATA[HonestBy]]></category>
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		<description><![CDATA[Campanha da HonestBy por Bruno Pieters ©Alex Salinas/Reprodução Imagine uma grife completamente justa e honesta. Imagine que você pode comprar qualquer peça e saber exatamente pelo que está pagando. Quanto custou o tecido, de onde ele vem, quem o costurou, qual foi o preço das linhas, das agulhas, das horas de design da peça&#8230; Enfim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-63253 aligncenter" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/bruno-pieters_campaign.jpg" alt="" width="628" height="413" /><em>Campanha da HonestBy por Bruno Pieters</em> ©Alex Salinas/Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine uma grife completamente justa e honesta. Imagine que você pode comprar qualquer peça e saber exatamente pelo que está pagando. Quanto custou o tecido, de onde ele vem, quem o costurou, qual foi o preço das linhas, das agulhas, das horas de design da peça&#8230; Enfim, imagine que você pode saber exatamente o valor de cada centavo seu.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora pare de imaginar e acesse o site <a href="http://www.honestby.com" target="_blank">HonestBy</a>, do ex-diretor criativo da Hugo Boss, o belga Bruno Pieters. Ele apresentou a sua última coleção à frente da Hugo Boss na temporada Primavera/Verão 2010 em Paris, para depois se retirar para viajar pelo mundo durante um ano, e encontrar o que realmente o fazia feliz. Na Índia, o designer não encontrou a felicidade, mas encontrou um caminho: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” foi a frase de Gandhi que o inspirou a criar um comércio de moda que procura ser totalmente justo e transparente.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Video de apresentação HonestBy:</em></p>
<p><object width="628" height="456" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/MenaGLVyd_M?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="628" height="456" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/MenaGLVyd_M?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">A criação de Pieters, lançada dia 30 de janeiro de 2012, não é atraente apenas por ter um site esteticamente agradável e com um conceito inovador (logo na página principal, por exemplo, o usuário pode escolher a cor do background!), como também porque abre um precedente na indústria da moda.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao navegar pelo site, que apresenta a mais recente coleção de Bruno, de inspiração marcadamente minimalista, experimente clicar em um dos itens e ver a descrição abaixo. Lá, irá encontrar todas as informações sobre a peça, desde o tempo que o designer demorou a concebê-la até ao nome da costureira que costurou o botão. Outra novidade do site  é que a escolha da roupa pode ser feita por filtros como <em>Vegan</em>, onde se escolhem peças com tecidos livres de produtos animais, <em>Skin Friendly</em> (“amigo da pele”), com certificado de tecido antialérgico, <em>Recycled</em>, cujas peças são elaboradas com tecidos reciclados, e ainda <em>European</em>, com certificado que garante a confeção 100% europeia.<span style="text-align: center;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-63255 aligncenter" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/Looks-Bruno-Pieters.jpg" alt="" width="628" height="500" /><em>Dois looks da coleção de Pieters: casaco jeans orgânico e calça de algodão  e casaco de algodão satinado</em> ©Alex Salinas/Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">E não é só. A marca destina 20% dos seus lucros a uma ONG, e trabalha com coleções limitadas &#8212;  a atual é composta por 56 peças para homens e mulheres. Além disso, daqui a três meses já começam as colaborações com outros designers (que ainda estão sendo mantidos em segredo) dispostos a se envolverem com a causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos anos, a discussão sobre o preço a pagar por uma peça tem pautado as mesas redondas de vários debates sobre moda. Do preço dos materiais utilizados até o preço intangível de uma criação, são as grifes que decidem quanto querem cobrar. O design atemporal, a escassez de matéria-prima, a exclusividade, a força da marca, a garantia de qualidade e tantas outras questões sempre servem para precificar uma peça &#8212; mas para muitas pessoas, sempre fica a desconfiança de que se está pagando mais do que o preço &#8220;real&#8221;. No entanto, se por um lado as marcas decidem quanto vão cobrar, por outro, os consumidores também decidem se estão dispostos a pagar esse valor. Tudo é muito subjetivo e passível de discussão. A HonestBy vem de certa forma desconstruir essa ideia e, quem sabe, fazer um convite para que outras marcas façam o mesmo. Bruno Pieters, inclusive, oferece  em seu site consultoria a outras marcas de moda que queiram seguir esse caminho.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-63257 aligncenter" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2012/02/Bruno-Pieters-e-designer-revelacao.jpg" alt="" width="628" height="302" /><em>Bruno Pieters e a próxima designer ainda não revelada (alguém consegue adivinhar quem é?)</em> ©Reprodução</p>
<p style="text-align: justify;">Sustentável e totalmente transparente em relação ao seu trabalho, porque, como afirma o designer, “eu também sou consumidor”, o grande objetivo de Pieters é criar moda adequada ao mundo em que vivemos hoje: reconhecendo a crise mundial e o cuidado com que as pessoas gastam o seu dinheiro, respeitando os animais, as mudanças climáticas e do meio ambiente e, acima de tudo, ensinando o ser humano a ser mais consciente consigo mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheça aqui o <a href="http://www.honestby.com/" target="_blank">HonestBy</a> &#8212; que, sim, faz entregas para o Brasil!</p>
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