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Após uma década longe, polêmico Miguel Adrover volta à moda

Miguel Adrover ©Reprodução

Em meio a alguns novos rostos inexpressivos que despontam a cada temporada, velhos – e saudosos – talentos cativam a atenção geral. Miguel Adrover, designer visionário que impactou o mercado de moda nova-iorquino durante o final dos anos 1990 até meados dos 2000, ressurgiu após quase uma década de ostracismo para apresentar-se novamente na NYFW.

Adrover, que nasceu em Maiorca, Espanha, em 1965, e mudou-se para Nova York em 1991, teve suas primeiras apresentações, em especial “Manaus-Chiapas-NYC” de 1999, muito festejadas pela crítica. No entanto, em virtude de problemas financeiros (o Pegasus Appareal Group, parceiro comercial e maior patrocinador da marca do espanhol, fechou as portas pouco depois dos ataques de 11 de setembro), dos “confrontos” com parte da opinião pública que considerava seu trabalho e suas opiniões ofensivas, e da má sorte de exibir uma coleção (“Utopia”, de 2001) inspirada no Oriente Médio apenas dois dias antes dos atentados ao World Trade Center, Adrover abandonou os Estados Unidos em 2005 para retornar a sua cidade natal.

Peças da Coleções “Manaus/Chiapas/NYC”, de 1999 e “Midtown”, de 2000, hoje no acervo do MET (Metropolitan Museum of Art) ©Reprodução

Looks da polêmica coleção “Utopia”, de Primavera/Verão 2002, e “TheSurrealReadWorld”, de Primavera/Verão 2003 ©Reprodução

Durante o período em que ficou sumido dos holofotes, Miguel passou a trabalhar como diretor criativo da Hessnatur, marca alemã especializada em produtos ecológicos, além de viajar por diversas localidades do mundo. A volta às passarelas de Nova York deu-se como uma surpresa a boa parte dos profissionais do mercado, mas a explicação do espanhol é pontual: “Eu deixei Nova York e minha marca em 2005 e estive aprendendo muito desde então. Tive a oportunidade de viajar para vários lugares do mundo, o que me inspirou bastante. Eu não podia mais segurar. E, também, acredito que há uma grande falta de criatividade na indústria, que está muito focada no lado comercial. Há um vazio lá fora, e eu tenho muito a dizer”, contou em recente entrevista ao “WWD“.

Em sua nova coleção (Outono/Inverno 2012/13), chamada “Out Of My Mind”, Adrover reafirma seu espírito contestador: quase todos os 45 looks apresentados no Teatro Latea na noite do último sábado (11.02) eram customizações de peças do guarda-roupa do próprio designer, itens coletados por ele em suas viagens ou reaproveitados da Hessnatur. O espanhol não comprou um único pano ou utilizou qualquer máquina de costura, tudo foi unido à mão por ele e quatro assistentes. O hábito de transformar elementos de outras marcas também foi mantido: se, no começo dos anos 2000, Adrover exibiu uma série de trench coats da Burberry ao avesso, agora ele converteu lençóis Ralph Lauren em elementos integrantes de vestidos e saias.

Inverno 2012/13 de  Miguel Adrover: lençóis, bandeiras, uniformes de beisebol e até boias na passarela ©Reprodução

A proposta por trás desta reutilização de matérias-primas, segundo Adrover contou à “Another Magazine”, é mostrar como belas roupas podem nascer sobrepondo às velhas convenções. A ideia acometeu o espanhol após uma viagem ao Egito e a Cuba. Durante a vivência que experimentou nesses locais, Adrover diz ter percebido o quão pouco é necessário para ser feliz e produzir algo realmente genuíno: “Eu não quero aderir a um sistema que produz coisas não autênticas, onde qualquer um pode ter qualquer coisa, em qualquer lugar e a qualquer tempo. Eu quero me re-entusiasmar, achar um modo de me expressar novamente que seja significativo e sustentável e respeite as mudanças que eu vejo acontecendo no mundo”.

Após uma década longe, polêmico Miguel Adrover volta à moda

Ética comercial na moda? Esta nova marca acredita ser possível

Campanha da HonestBy por Bruno Pieters ©Alex Salinas/Reprodução

Imagine uma grife completamente justa e honesta. Imagine que você pode comprar qualquer peça e saber exatamente pelo que está pagando. Quanto custou o tecido, de onde ele vem, quem o costurou, qual foi o preço das linhas, das agulhas, das horas de design da peça… Enfim, imagine que você pode saber exatamente o valor de cada centavo seu.

Agora pare de imaginar e acesse o site HonestBy, do ex-diretor criativo da Hugo Boss, o belga Bruno Pieters. Ele apresentou a sua última coleção à frente da Hugo Boss na temporada Primavera/Verão 2010 em Paris, para depois se retirar para viajar pelo mundo durante um ano, e encontrar o que realmente o fazia feliz. Na Índia, o designer não encontrou a felicidade, mas encontrou um caminho: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” foi a frase de Gandhi que o inspirou a criar um comércio de moda que procura ser totalmente justo e transparente.

Video de apresentação HonestBy:

A criação de Pieters, lançada dia 30 de janeiro de 2012, não é atraente apenas por ter um site esteticamente agradável e com um conceito inovador (logo na página principal, por exemplo, o usuário pode escolher a cor do background!), como também porque abre um precedente na indústria da moda.

Ao navegar pelo site, que apresenta a mais recente coleção de Bruno, de inspiração marcadamente minimalista, experimente clicar em um dos itens e ver a descrição abaixo. Lá, irá encontrar todas as informações sobre a peça, desde o tempo que o designer demorou a concebê-la até ao nome da costureira que costurou o botão. Outra novidade do site  é que a escolha da roupa pode ser feita por filtros como Vegan, onde se escolhem peças com tecidos livres de produtos animais, Skin Friendly (“amigo da pele”), com certificado de tecido antialérgico, Recycled, cujas peças são elaboradas com tecidos reciclados, e ainda European, com certificado que garante a confeção 100% europeia. 

Dois looks da coleção de Pieters: casaco jeans orgânico e calça de algodão  e casaco de algodão satinado ©Alex Salinas/Reprodução

E não é só. A marca destina 20% dos seus lucros a uma ONG, e trabalha com coleções limitadas —  a atual é composta por 56 peças para homens e mulheres. Além disso, daqui a três meses já começam as colaborações com outros designers (que ainda estão sendo mantidos em segredo) dispostos a se envolverem com a causa.

Ao longo dos anos, a discussão sobre o preço a pagar por uma peça tem pautado as mesas redondas de vários debates sobre moda. Do preço dos materiais utilizados até o preço intangível de uma criação, são as grifes que decidem quanto querem cobrar. O design atemporal, a escassez de matéria-prima, a exclusividade, a força da marca, a garantia de qualidade e tantas outras questões sempre servem para precificar uma peça — mas para muitas pessoas, sempre fica a desconfiança de que se está pagando mais do que o preço “real”. No entanto, se por um lado as marcas decidem quanto vão cobrar, por outro, os consumidores também decidem se estão dispostos a pagar esse valor. Tudo é muito subjetivo e passível de discussão. A HonestBy vem de certa forma desconstruir essa ideia e, quem sabe, fazer um convite para que outras marcas façam o mesmo. Bruno Pieters, inclusive, oferece  em seu site consultoria a outras marcas de moda que queiram seguir esse caminho.

Bruno Pieters e a próxima designer ainda não revelada (alguém consegue adivinhar quem é?) ©Reprodução

Sustentável e totalmente transparente em relação ao seu trabalho, porque, como afirma o designer, “eu também sou consumidor”, o grande objetivo de Pieters é criar moda adequada ao mundo em que vivemos hoje: reconhecendo a crise mundial e o cuidado com que as pessoas gastam o seu dinheiro, respeitando os animais, as mudanças climáticas e do meio ambiente e, acima de tudo, ensinando o ser humano a ser mais consciente consigo mesmo.

Conheça aqui o HonestBy — que, sim, faz entregas para o Brasil!

Ética comercial na moda? Esta nova marca acredita ser possível

Sustentabilidade: moda e cuidados com o meio ambiente se encontram na Bienal

Por Flavia Brunetti, em colaboração para o FFW

Se o SPFW fosse uma cor, poderia ser verde. Evento Carbon Free* desde 2007, após neutralizar a emissão de gás carbônico plantando 5 mil árvores de 90 espécies em nove cidades do interior de São Paulo, é extremamente preocupado em não causar nenhum impacto por onde passa.

Cestos de coleta seletiva de lixo ©Juliana Knobel

“Desde 2006 os releases são digitais, a impressão de papel dentro da Bienal é mínima e os fornecedores e parceiros são instruídos a utilizarem lâmpadas que gastam pouca energia”, diz Graça Cabral, Diretora de Parcerias Estratégicas da Luminosidade. Também todo o papel-cartão da decoração da Bienal, feita pelo Estúdio Árvore, é reciclado. O lixo, obviamente, é reciclado e nos geradores de energia é usado biodiesel, ou seja, sua queima não contribue para o aumento das emissões de CO2 na atmosfera.

Movimentação no bar da cerveja Miller ©Juliana Knobel

Móvel de madeira reciclada do bar da cerveja Miller ©Juliana Knobel

Móvel de madeira reciclada do bar da cerveja Miller ©Juliana Knobel

Outra atitude corriqueira, mas que nessa edição ganhou destaque por ter sido agregado ao design, é o uso de madeira reciclada. No piso térreo, o bar da cerveja Miller recebeu móveis que foram replicados de desenhos de um dos mais conceituados designers italianos do final do século 20, Enzo Mari, e foram produzidos por uma oficina de moradores do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

O copo de água que circula pela Bienal ©Juliana Knobel

Outro fato inédito é a Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – doar copinhos de água que são distribuídos nos backstages dos desfiles e na sala de imprensa, para divulgar o projeto do governo estadual de despoluição do rio Tietê e incentivar o uso consciente da água.

Carvão usado na exposição “Universo Criativo – Projeto Brasil 02” ©Juliana Knobel

Quem visitar a exposição “Universo Criativo – Projeto Brasil 02”, na Bienal, vai notar que na base dos andaimes há montes de carvão. Tudo de madeira com certificado de reflorestamento. “Após o evento esse carvão voltará para a empresa de onde compramos para ser reutilizado”, nos contou Renê Serra, Coordenador de Produção do SPFW.

Atitudes conscientes nunca saem de moda.

*O Carbon Free é um certificado dado pela Ong Iniciativa Verde, com metodologia reconhecida pelas Organizações das Nações Unidas (ONU). O selo comprova a responsabilidade socioambiental de empresas, eventos, instituições públicas e pessoas comuns. Todo o consumo de energia, de recursos naturais e emissão de gás carbônico é calculado e assinado um compromisso para compensar a poluição.

Sustentabilidade: moda e cuidados com o meio ambiente se encontram na Bienal

Consultora de moda Chiara Gadaleta lança canal virtual sobre sustentabilidade

A consultora de moda Chiara Gadaleta ©Divulgação

Dentro do seu projeto “Ser Sustentável Com Estilo”, que busca estimular ações de desenvolvimento sustentável, a consultora de moda Chiara Gadaleta lançou na segunda-feira (09.01) o canal virtual WebTV SSE, que vai compartilhar em vídeo histórias de “gente que faz”. Nas palavras da própria:

“Com conteúdo exclusivo e foco em histórias transformadoras, pretendemos levar informações sobre um lifestyle mais conectado com a nossa época. Serão episódios semanais. Os inéditos irão ao ar todas as terças-feiras às 22h30. Já temos quase todos gravados e abordamos assuntos como, além de moda, claro, beleza, auto estima, design sustentável, alimentação e modo de vida. O foco sempre é mostrar outra maneira de ver as coisas, de pensar e consequentemente de agir, uma forma mais consciente e nova. E sempre mostrar através de exemplos lindos, afinal nós só acreditamos em transformação aliada a beleza. Por isso chamo a “A Nova Era da Moda”, além de fazer sonhar e deixar as pessoas lindas, a moda pode ser agente de transformação e inspirar as pessoas”, ela contou ao FFW.

O primeiro episódio mostra a história da Sachi, marca brasileira super legal de cosméticos artesanais naturais; assista abaixo:

Sobre a programação do WebTV SSE, Chiara complementa: “Logo após essa primeira temporada teremos personalidades mostrando dicas de como “ser mais sustentável e com muito estilo”, além de tutoriais de reciclagem, customização, upcycling e reaproveitamento. Serão conselhos bem simples para tornar nosso dia a dia mais saudável, consciente e lindo!”. Para quem quiser acompanhar o projeto, é só ficar ligado no sersustentavelcomestilo.com.br.

Consultora de moda Chiara Gadaleta lança canal virtual sobre sustentabilidade

Exclusivo: Sergio Rodrigues fala sobre homenagem no Fashion Rio

O arquiteto e designer carioca Sergio Rodrigues ©Reprodução

Um desfile não é apenas um desfile. Hoje em dia, um evento lançador de coleções tem também que agregar conteúdo, informar e ensinar o público. Trazer novas leituras ou um aprofundamento sobre assuntos da atualidade ou ainda reviver momentos, relembrar artistas cuja relevância faz valer a pena olhar para trás.

Esta edição do Fashion Rio é uma mistura de tudo isso. Além dos 24 desfiles, o evento terá três exposições que falam de passado e futuro, mas mostra que, às vezes, o tempo não tem nenhum grande efeito sobre a obra. Os três projetos que serão apresentados são atemporais e de grande valor, independente de sua época.

Com cenografia de Mari Stockler, antiga colaboradora da casa, o Fashion Rio fala de fotografia & tecnologia, com uma exposição interativa de Instagram; fala de design e música brasileira, com uma mostra de mais de 60 capas de disco do acervo de Charles Gavin, que traz de volta à luz o trabalho do designer Cesar Villela, autor de muitas capas de vinis clássicos da nossa música, realizadas há mais de 50 anos. E também fala de arquitetura e mais design, com uma retrospectiva do arquiteto carioca Sergio Rodrigues, exponente do melhor que há no design brasileiro.

Poltrona Mole (1957): estrutura de madeira maciça, com travessas que permitem a passagem de cintas de couro na qual se apoia o almofadão único do assento, do encosto e dos braços ©Reprodução

Quem ainda não é familiar seu trabalho, basta dar um Google na poltrona ou no sofá “Mole”, linha criada nos anos 50 e que tornou-se o cartão de visita de Rodrigues. Como disse Millor, em um simpático texto sobre a poltrona Mole (leia abaixo), ela é a Sharon Stone das poltronas. Mas sua carreira foi construída em cima da criação de outras centenas de peças bonitas, confortáveis e construídas com materiais naturais e artesanato brasileiro. Não, não é nem um pouco barato, e mesmo assim, tente encomendar uma na loja Dpot, na Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo. Seis meses para entregar. Os móveis de Sergio Rodrigues ainda estão entre os mais desejados para quem quer flertar com o design. “Apesar de a economia ser um dos quesitos principais para um bom design, algumas peças ultrapassam os valores considerados ideais, pois valorizam outras qualidades. Acredito que o preço dos meus móveis em geral é justo, considerando que valores como a matéria-prima e o artesanato alteram o preço final”, explica, em uma conversa por telefone com o FFW.

Pelo olhar de Mari Stockler, Rodrigues ainda é um “menino curioso”. “O Sérgio mudou a maneira de sentar do brasileiro. Ele é sempre novo, jamais ficou com as ideias engessadas”, diz.

Poltrona Oscar Niemeyer (1956): madeira maciça e assento e encosto de palha natural ©Reprodução

Emocionado com a homenagem, Sergio diz que o design brasileiro está em uma ótima fase. “Entramos em uma época de alta criatividade. Nossos designers estão ótimos, basta ler as revistas de design nacionais e internacionais. Eles também estão abrindo cada vez mais espaço para o comércio especializado e também nos museus”. Quando questionado sobre como ele se sentia resgatando sua própria obra, ele respondeu: “Não precisei mergulhar muito profundo, porque minhas criações sempre estiveram ao meu lado, bem perto de mim”.

Tem uma frase famosa do designer que é uma boa maneira de entender sua linha de pensamento criativo: “O móvel não é só a figura, a peça, não é só o material de que esta peça é composta, e sim alguma coisa que tem dentro dela. É o espírito da peça. É o espírito brasileiro. É o móvel brasileiro”.

Poltrona Lia (1962): estrutura de madeira maciça com assento e encosto de couro ©Reprodução

Leia abaixo texto de Millor Fernandes sobre a poltrona Mole:

Que sei eu de arquitetura?
Bem, vai ver, tudo. Sei de morar, sei de dormir, sei de sentar. De morar sei que devo estar sempre de frente para o mar, olhando para a montanha, e, no Rio, clima tropical, de cara pro nascente. De dormir. Só durmo com os pés da cama voltados para a porta principal de onde pode penetrar o Mal. Embora em minha vida só tenha penetrado o Bem, depois de premir o leve tímpano do seio, que leva direto ao coração. E de sentar, aprendi sentando em areia (de Ipanema), sentado em banco (de Liceu), e evitando sentar em cadeira de Bauhaus (Gropius mereceu terminar a vida com aquela chata da Alma Mahier). Ainda de sentar. Eu tinha concluído que, como a bunda não vai se modificar no próximo milênio, os arquitetos de móveis tinham que criar a partir dela (ou delas, se considerarmos a duplicidade dessa singularidade anatômica). Foi aí que o talento estético de Sergio Rodrigues veio ao encontro do meu bom senso e exigência de conforto e, inesperadamente, empurrou embaixo de mim a já citada Poltrona Mole. Onde não me sentei. Deitei e rolei. Que artefato meus amigos! Uns dizem qué é slouchingly casual, outros que antecipou a Bossa Nova, Sergio Augusto afirma que é um móvel em que a pessoa se repoltreia, e Odilon Ribeiro Coutinho que “tem o dengo e a moleza libertina da senzala”. Sei lá. Pra mim, essencialmente couro, foi natural curtição. Anatômica, convidativa, insinuante. Atração fatal. Sharon Stone. É prazer sem igual sentar-deitar numa e ficar olhando em frente, uma outra da Bauhaus. Melhor, uma outra Mole.”

Exclusivo: Sergio Rodrigues fala sobre homenagem no Fashion Rio

L’Oréal investe no Brasil com Centro de Inovação e foco em energias renováveis

 Escritórios da L’Oréal em Libremont, na Bélgica, onde está situada a sua fábrica 100% livre de emissões de carbono ©Reprodução

A L’Oréal, gigante francesa de cosméticos e produtos de beleza, anunciou recentemente a abertura de um centro de pesquisa e inovação na Ilha do Bom Jesus, no Rio de Janeiro.

A Ilha do Bom Jesus corresponde hoje à área do Centro de Tecnologia, da Faculdade de Letras da UFRJ, e servirá de palco a vários centros de pesquisa que queiram apostar em energias renováveis para o seu funcionamento.

A L’Oréal  é uma das marcas pioneiras na utilização de energias renováveis na Europa, sendo a primeira a construir uma fábrica totalmente sustentavél em Libremont, na Bélgica, em parceria com produtores locais de bio-energia, com o objetivo de cumprir a meta de reduzir as suas emissões mundiais de CO2 em 50% até 2015.

A marca, presente há mais de 50 anos no Brasil, conta já com um centro de desenvolvimento que funciona desde 2008 e que servirá de motor de arranque para este novo gigante de desenvolvimento e inovação, que terá como objetivo acelerar o crescimento e desenvolvimento de novos produtos feitos especialmente para o mercado brasileiro que serão depois comercializados na Europa.

Cada vez mais, grandes marcas apostam não só na abertura de lojas e comercialização de seus produtos no Brasil, como também na produção em território nacional.

São as exigências de um mercado que consome cada vez mais, melhor e de uma forma mais ecológica.

L’Oréal investe no Brasil com Centro de Inovação e foco em energias renováveis

Vá de bike: sustentabilidade fashion invade as ruas de SP

A bicicleta como complemento fashion @Reprodução

Se há cerca de um ano alguém falasse, em São Paulo, que ia de bike para o trabalho, seria considerado louco.  Pelo menos nas grandes metrópoles brasileiras, as bicicletas não eram consideradas um meio de transporte.

Mas nos dias de hoje, alguma coisa mudou. De repente, vemos no meio do trânsito executivos de terno e gravata e meninas descoladas, que pedalam  para o trabalho. A que se deve esta mudança?

A fase Eco-Friendly que recentemente dominou o mundo foi uma das razões principais. Mas não foi a única. Os governos dos estados, em um acesso de sustentabilidade, criaram ciclovias para que as pessoas pudessem apreciar a cidade onde vivem de outra forma: ao ar livre.

A moda pegou e, em São Paulo, o passeio de domingo passou a ser feito na faixa marcada em vermelho e limitada por cones. Aos poucos, os domingos estendiam-se até segunda, depois até terça, até que chegaram a todos os dias da semana. A certa altura havia nas ruas um número significativo de pessoas movimentando-se de bicicleta, e os motoristas tiveram que se habituar a elas. Ainda estamos longe do ideal no que se diz respeito a respeito e espaço para os ciclistas.

Sites como o euvoudebike criam fóruns de discussão e espaços para compartilhamento de experiências e permitem calcular a melhor rota colocando o ponto de partida e o ponto de chegada. Um GPS para os pedais, portanto.

Andar de bike foi se tornando menos perigoso, mais atrativo, mais fácil e principalmente mais fashion. Porque as próprias bicicletas também mudaram de visual e adaptaram-se às exigências de quem vive numa cidade cosmopolita como São Paulo.

A Velorbis, marca dinamarquesa estilo vintage que chegou recentemente ao Brasil, aposta na estética e no conforto que as bicicletas de cidade necessitam para criar “peças que apoiem o estilo de vida urbano das pessoas modernas”. Em Copenhagen, capital do país, onde, em 2002, o número de bicicletas ultrapassou o número de carros, a Velorbis criou um serviço para várias marcas, entre elas a Tiffany&Co., a fim de servirem como meio de transporte no trajeto casa-trabalho.

Em paralelo, a Velorbis criou também uma linha de acessórios, com bolsas em couro e cestinhos de bicicleta, e tem marcado presença nas últimas semanas de moda dinamarquesas. Saiba mais aqui!

À venda na TAG&JUICE, na Vila Madalena (SP), e representadas no Rio de Janeiro pela LIMIDAC COMPANY (21.3281 0607 e 21.9555 9725) , custam entre os R$ 3.800 e os R$ 5.800.

É o preço da sustentabilidade aliada ao melhor estilo.

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©Velorbis

Velorbis for Tiffany&Co.

Vá de bike: sustentabilidade fashion invade as ruas de SP

Vivienne Westwood cria campanha para defender a Amazônia

Vivienne Westwood: engajada na causa ambiental ©Reprodução

Além de ser embaixadora de uma fundação que defende a integridade e manutenção dos ecossistemas por meio da promoção de práticas sustentáveis e de ser parceira da ONU em um projeto de defesa das florestas da Europa, Vivienne Westwood dá mais um passo pela preservação do meio ambiente.

A estilista acaba de investir um milhão de libras em uma campanha de angariação de fundos para ajudar a Cool Earth, uma organização baseada no Reino Unido que luta contra a destruição das florestas tropicais, através de um trabalho especial com as comunidades que vivem nessas áreas.

Kate Moss, Lily Cole e Sadie Frost, convidadas a colaborar ©Reprodução

A campanha leva o nome de “No Fun Being Extinct” (algo como “não é divertido ser extinto”) e pretende levantar 7 milhões de libras nos próximos 18 meses para garantir a segurança de três florestas: a do Peru, a Amazônia e a do Congo, além de áreas de floresta tropical na Ásia.

A estilista recrutou outros nomes da moda para ajudar a causa, como as modelos Kate Moss e Lily Cole e a atriz Sadie Frost. Depois de levantar os outros 6 milhões de libras, a organização pretende ajudar comunidades de regiões de florestas tropicais a construir formas sustentáveis de viver, sem precisar destruir o ecossistema. Vivienne deve apresentar um relatório ao governo britânico mostrando como suas doações foram gastas.

Vivienne Westwood cria campanha para defender a Amazônia

Evento sustentável em SP tem piquenique, arte e cinema ao ar livre

“Cinema Paradiso” ©Reprodução

Aproveitar um sábado em um parque para desfrutar de um grande piquenique, com várias pessoas juntas para curtir a cidade à tarde e  assistir a um filme em uma tela de cinema ao ar livre. Parece uma boa ideia? E é. São Paulo recebe no dia 29.10 (sábado) a segunda edição do SlowMovie, projeto de Tatiana Weberman, à frente da agência Frida Trends em parceria com a BlueCanario Films, que mistura todos esse programas com o objetivo de desacelerar o ritmo de quem vive o dia-a-dia caótico da maior cidade da América Latina.

O projeto nasceu quando a publicitária foi estudar pesquisa de tendências em Barcelona e conheceu o movimento “Slow” (em tradução livre, “lento”). “É um movimento mundial, que começou na Itália e busca uma desaceleração, busca mais contato com a natureza, estimula as pessoas a se preocuparem com sua alimentação e saúde” explicou Tatiana ao FFW.

A primeira edição do projeto aconteceu em maio deste ano e reuniu cerca de 800 pessoas na Praça do Pôr-do-Sol, na Vila Madalena, em São Paulo. A sessão de cinema ao ar livre estreou com o clássico dos anos 80 “E.T., o Extraterrestre”. “Aquela cena da bicicleta fez todo mundo ficar emocionado, como se estivessem sentindo o que sentiram pela primeira vez que viram o filme”, relembra Tatiana.

Quer ver que legal que é? Veja alguns momentos da edição passada abaixo:

Para a nova empreitada, no Parque Burle Marx, o filme em cartaz será “Cinema Paradiso” (1988), do diretor italiano Giuseppe Tornatore. “Não definimos nada como ‘temos de passar filmes dos anos 80’ ou algo assim, a escolha é meio natural, como o clima do momento”, avisou Tatiana.

Além do grande piquenique (com direito a açaí, pipoca e chá mate gelado distribuídos pela organização e cangas com estampas da Kalimo para forrar a grama) e da sessão de cinema, claro, o evento conta ainda com shows musicais. Dan Nakagawa, músico que já se apresentou ao lado de Nando Reis e Jorge Mautner; Joana Flor, cantora carioca que fez show no primeiro SlowMovie; e a DJ Márcia Bisker tomam conta do som.

A programação lúdica do SlowMovie vem alinhada a um discurso de sustentabilidade. “A sustentabilidade é um grande pilar neste movimento”, diz Tatiana. O projeto Ecoparade disponibilizará quatro ecobases assinados pelos artistas Marcio Moreno, Prozac, Rafael Highraff e pelo Coletivo Recicla Flores. Os resíduos coletados passarão por um processo de análise para identificar o que o público está consumindo.

“E.T.” levou cerca de 800 pessoas à Praça Pôr-do-Sol para exibição ao ar livre ©Reprodução

Ainda na pegada ecológica, o SlowMovie fará em parceria com a loja Tag and Juice uma oficina de reciclagem comandada pela Reciclamundo, de onde sairão as indicações, sinalizações e bituqueiras para o evento. Quem quiser participar basta levar materiais recicláveis (como papelão, papel, garrafas PET etc.) e tesoura e cola para a Tag and Juice (Rua Gonçalo Afonso, 99 – Vila Madalena, São Paulo). A organização garante animação com música brasileira e cerveja gelada. Tudo isso na próxima quinta-feira (20.10), a partir das 16h.

Agora basta se programar e torcer para fazer sol, porque se chover, o evento será cancelado.

+ SlowMovie no Facebook

SlowMovie: “Cinema Paradiso” @ Parque Burle Marx

29.10 (16h abertura com programação musical e exibição do filme às 19h30)
Avenida Dona Helena Pereira de Morais, 200 – Campo Limpo/Morumbi, São Paulo
Entrada Gratuita

Evento sustentável em SP tem piquenique, arte e cinema ao ar livre

Drops verde: óculos feitos com shape de skate, um cinema reciclado e +

natural-cotton-color2©Reprodução

Uma nova marca brasileira tem feito sucesso no meio eco-friendly. A Natural Cotton Color produz tecidos de algodão, utilizando os diferentes tons de cor possíveis de alcançar a partir do material natural. Pensava que algodão só poderia ser branco? Pois não! Há mais de 40 cores naturais da fibra. A produção dos tecidos sem precisar colorí-los utiliza 70% menos água do que na produção tradicional. Compradores no Japão, Espanha, França e Reino Unido já estão atrás do produto.
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LittleGreen_Kids_Detangler©Reprodução

Para quem tem filhos (ou sobrinhos, afilhados, irmãozinhos), produtos bacanas destinados para os pequenos sempre fazem brilhar os olhos. É o caso dos produtos da Little Green, uma marca de produtos naturais de beleza, que vende itens específicos para crianças e bebês. Xampu, condicionador e loção corporal fazem parte da linha, tudo enriquecido com vitaminas, usando matérias-primas naturais como azeite de oliva e manteiga de karité. A marca está à venda nos EUA e Europa, mas é possível arriscar uma encomenda pelo Amazon.
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Para quem curte dar um ar verde para seus gadgets, os cases para iPhone e iPad feitos pelo grupo de designers Grove são uma boa. São peças entalhadas em bambu, com ilustrações bem bacanas de artistas de vários locais do mundo, e com tudo feito à mão. Os cases de iPad são feitos em bambu e couro. O Grove vende online e entrega no mundo inteiro.
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©Reprodução

Óculos de sol feitos de madeira reciclada: já pensou? A marca Shwood faz armações feitas com shapes de skates reciclados. São vários modelos fabricados a partir de técnicas artesanais de alta precisão, com tudo feito em uma carpintaria. Quem tem um trabalho parecido é a Drift Eyewear, que também utilizou a madeira reciclada de skates para criar uma coleção de armações. Veja o vídeo da Shwood:

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Flyer DiagramFINAL©Reprodução

Em apenas um mês, um grupo de jovens voluntários londrinos colocou de pé  um espaço de convivência e cultura feito com materiais reaproveitados e doados. O Folly for a Flyover é uma espécie de cinema temporário, construído embaixo de um viaduto da cidade. A proposta une sustentabilidade, cultura e um olhar diferente sobre a interação com os espaços urbanos. A estrutura é feita com tijolos de barro e madeira e tem, além do espaço de projeção, bar e café. O público pode até dar umas voltinhas no canal em canoas que saem de um píer montado ali mesmo. Já pensou?

LittleGreen_Kids_Detangler

Drops verde: óculos feitos com shape de skate, um cinema reciclado e +