Novas tecnologias transformam o couro no tecido do verão

29/12/2009

por | Moda, Techno

Basta o termômetro subir alguns graus e as peças de couro são devolvidas ao devido lugar: o fundo do armário. Afinal, trata-se de um material pesado e que não permite muita troca de calor entre nosso corpo e o ambiente, certo? Em parte, sim.

O couro, em seu estado natural, tem todas essas características que são muito úteis nas temporadas de frio, mas graças às avançadas tecnologias da indústria têxtil, já é possível utilizá-lo em condições que seriam, outrora, adversas. Não por acaso, o couro foi um dos tecidos mais recorrentes na última temporada de desfiles internacionais (Verão 2010).

Looks verão 2010 de Celine, Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Hermès

Looks Verão 2010 de Celine, Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Hermès ©FirstView

A Hermès, por exemplo, maison conhecida por seus acessórios de equitação e artigos de couro, abusou do material em sua coleção para o Verão 2010. Vestidos, calças e até uma saia plissada bem esportiva ganharam versões no tecido. Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Celine foram outras marcas que utilizaram couro bem leve para dar estrutura à saias, aos vestidos e até blusas que fogem da forma e função clássicas que imaginamos para o couro.

Portanto, esqueça valores como poder, sensualidade e fetichismo. O couro do Verão 2010 vem mergulhado na onda da praticidade do sportswear, mas com um toque extra de sofisticação. Sempre em modelagens mais soltas e confortáveis, ele dá forma e estrutura às peças cotidianas, que se tornam mais refinadas em decorrência do material empregado.

Segundo a estilista Patricia Viera, autoridade máxima no trabalho com o material aqui no Brasil, a tecnologia têxtil está tão avançada que já é possível produzir um tipo especial de couro – até na cor preta – que tem 40% menos penetração de calor, ou seja, é mais fresco e arejado.

Além disso, a tecnologia de corte e tratamento também permite versões ultra finas e com aparência de outros tecidos, conferindo à peça caimento mais confortável, toque mais leve, frescor e grande maleabilidade. Assim, aquela blusa de couro que pode parecer abafada demais, na verdade possui toque tão delicado quanto o da seda.

Vestido de ráfia resinada Reinaldo Lourenço, vestido de tecido sintético Lanvin, vestido de jeans resinado Gustavo Silvestre, vestido resinado Maria Bonita, todos verão 2010 © Agência Fotosite e FirstView

Vestido de ráfia resinada Reinaldo Lourenço, vestido de tecido sintético Lanvin, vestido de jeans resinado Gustavo Silvestre, vestido resinado Maria Bonita, todos verão 2010 ©Agência Fotosite e FirstView

Outra saída pra quem quer investir no visual são os tecidos ou materiais que imitam a aparência do couro. Peças resinadas – como os jeans do Inverno 2010 de Gustavo Silvestre –, látex, PVC, tie-weck e náilon podem ganhar aparência similar a do couro. Mas mesmo assim eles ainda são inadequados para altas temperaturas. O que reforça ainda mais a soberania do couro neste verão.

E você: usaria uma peça feita de couro mesmo no calor brasileiro? Comente abaixo!

couro_verao2010
Looks verão 2010 de Celine, Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Hermès

Hora de morfar! Seguidores do portal SPFW, nosso Twitter mudou de nome!

08/12/2009

por | Techno

Como parte das mudanças que acontecerão por aqui assim que nosso novo portal de conteúdo, o ffw.com.br, entrar no ar, nosso perfil no Twitter também mudará de nome. De @portalspfw iremos para @portalffw. Mas não seu preocupe, se você é nosso seguidor, não precisará fazer nada: ao alterarmos o nome do nosso perfil, vamos manter todos nossos amigos e seguidores!

Se você ainda não segue o @portalffw clique aqui e passe a seguir!

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WGSN: tendências de negócios

29/10/2009

por | Moda, Techno

Para o lado business da moda, fica cada vez mais óbvio que o modelo tradicional de duas temporadas e dois desfiles por ano não está acompanhando a velocidade progressiva do mundo. Mesmo com a criação de temporadas-nicho como Alto Verão e Outono, ainda há uma mudança de comportamento dos consumidores para algo mais transtemporal e emergencial.

O WGSN listou 5 macrotendências de negócios testadas e aprovadas nas quatro grandes capitais da moda – Londres, Milão, Nova York e Paris – durante a temporada de Verão 2010, e o sucesso deve encorajar muitas outras marcas e empresas a fazer o mesmo em um futuro próximo.

#1 A aproximação do consumidor

texto-blogsOs blogueiros na primeira fila da Dolce & Gabbana ©Reprodução

Apesar de não estar de corpo presente – imprensa e compradores ainda formam a maior parte do público de desfiles –, o consumidor tornou-se uma terceira plateia, e de tremenda importância, durante as apresentações.

Essa sentença é confirmada pelo streaming ao vivo de desfiles como o de Alexander McQueen (via SHOWstudio.com), Louis Vuitton (via Facebook), Burberry e Dolce & Gabbana.

Stefano Dolce e Domenico Gabbana foram além e convidaram quatro blogueiros – BryanBoy, Garance Doré, Jak & Jill e The Sartorialist – para sentar na fila A, abrindo as portas para discussão sobre a veracidade jornalística da blogosfera. Tweets intermitentes também chamaram a atenção.

#2 O colapso das coleções de temporada

texto-agoraDuas temporadas por ano não são o suficiente ©Reprodução

Em alguns casos, além de assistir aos desfiles em tempo real, os consumidores também puderam pré-comprar itens. A Burberry, por exemplo, disponibilizou dois trenchcoats do Verão 2010 por 10 dias para compra em territórios norteamericano e europeu. As peças serão entregues em novembro – três meses antes do lançamento oficial da coleção.

A Condé Nast aproveitou os desfiles para linkar seus negócios: os desfiles publicados no Style.com vieram com a nova seção “compre o look”, onde tendências identificadas eram conectadas a itens já à venda em sites de ecommerce, como o eluxury.com (outra propriedade da Condé Nast).

O WGSN nota que será o papel de ambos consumidor e imprensa de moda reacender o desejo pelas peças seis meses após as passarelas – um trabalho e tanto em uma sociedade que considera meio ano uma eternidade.

#3 A conexão entre cidades da moda

texto-burDesfile da Burberry, em Londres ©Marcio Madeira

As decisões de onde desfilar estão cada vez mais globalizadas, e cada vez mais conectadas com a realidade econômica do momento: a Burberry, enraizada em Milão, retornou à Londres para comemorar os 25 anos de London Fashion Week e fortalecer seus vínculos com a cidade, enquanto estilistas ingleses como Gareth Pugh e Giles Deacon deixaram a nação por Paris, em busca de um mercado maior.

Ralph Lauren, embora desfile em Nova York, convidou clientes e imprensa para assistir à apresentação ao vivo em sua loja londrina, em reconhecimento aos temidos cortes de budget (muita gente deixou de viajar, ou ficou menos tempo fora).

A marca Temperley London escolheu uma abordagem diferente: desistiu da passarela tradicional e apresentou uma instalação itinerante chamada Circus Zoetrope, que deve ser levada para outras grandes cidades da moda – incluindo São Paulo.

#4 Controvérsia e celebridades ainda funcionam

texto-chanelLily Allen no desfile da Chanel: atraindo jovens consumidores ©Marcio Madeira

Pode parecer batido, mas a máxima “falem mal, mas falem de mim” ainda funciona, especialmente quando a publicidade é gratuita.

Um exemplo máximo foi a estreia de Lindsay Lohan como consultora artística da Ungaro: a coleção foi duramente criticada, mas amplamente comentada. Segundo o WGSN, o trabalho da marca será acomodar propriamente as duas estreantes (a estilista Estrella Archs teve apenas um mês para criar a coleção) e transformar o frenesi em reconhecimento e, principalmente, vendas.

O estilista Mark Fast também conseguiu manchetes com seu desfile em Londres, graças à inclusão de três modelos “maiores” (de tamanhos 38/40) no casting. A decisão causou atrito suficiente para que seu stylist pedisse demissão e precisasse ser substituído de última hora – o que garantiu ainda mais publicidade.

#5 Não são apenas compradores que fazem uma carreira

texto-showShowroom de Alexandre Herchcovitch: a receita para o sucesso está mudando ©Luigi Torre

De acordo com o portal, a rota tradicional para se construir uma marca está acabada, ou pelo menos invertida: criar estratégias de distribuição agora vem depois de conseguir patrocínios e colaborações exclusivas.

Ao redor dos desfiles, marcas e estilistas trabalham para aproveitar ao máximo os cada vez mais efêmeros holofotes através de lojas pop-up, festas, showrooms, bares e parcerias no varejo. É o que acontece, por exemplo, nas hoje constantes colaborações entre gente como Rei Kawakubo e H&M, Kate Moss & Topshop, Rodarte e Target, Reinaldo Lourenço e C&A.

texto-mcqueenO histórico desfile de Alexander McQueen, trasmitido ao vivo pela internet ©Reprodução

Platão já dizia: a necessidade é a mãe da invenção. Historicamente, são em tempos pós-crise (social, política, econômica) que surgem novas idéias. Quando budgets estão sendo esquartejados e negócios totalmente reestrurados, essa é uma boa lembrança.

Prada Transformer abre em Seoul

28/04/2009

por | Moda, Techno

Feito primariamente de quatro formas geométricas (um círculo, uma cruz, um hexágono e um retângulo), o pavilhão Prada Transformer foi oficialmente aberto em 25.04, em Seoul, Coreia do Sul.

O espaço de 20 metros de altura foi erguido próximo ao Palácio Gyeonghui, no centro da cidade. Rem Koolhaas, um dos principais arquitetos do projeto, explicou o conceito por trás do gigante: “Ao invés de ter apenas uma condição, concebemos um pavilhão que, através da rotação, adquire um caráter diferente e acomoda diferentes necessidades.” “É um projeto excitante por ser o primeiro híbrido entre a moda Prada e a Fondazione Prada”, continuou.

A exposição “Waist Down – Skirts by Miuccia Prada” abre o calendário de cinco meses da estrutura temporária, que será remodelada para acomodar outros eventos culturais. Já se sabe que o evento final será um desfile da Prada para 500 convidados.

saias-prada-transformerAlgumas das saias de “Waist Down”, a primeiro expo do Prada Transformer ©Reprodução

+ www.prada-transformer.com