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    Escola de pirataria
    Escola de pirataria
    POR Redação

    Movimento social a favor da pirataria ©Reprodução

    Você já baixou arquivos de música, filmes ou séries sem pagar? Já comprou algum CD ou DVD em camelôs? Já tirou xerox de um livro? Fez uma festa com música e não pagou à gravadora? Convidou amigos para assistir a filmes em casa? Então você é um pirata, mas não se desespere, pois não está sozinho, como aponta a Associação Cultural da Terceira Onda e o Partido Pirata da Espanha, que farão nos dia 20 e 21 de julho em Madri o “Primeiro Curso de Pirataria”. No blog Escuela de Pirateria, os criadores dizem ter escolhido o nome “escola” porque querem difundir informações sobre a questão da pirataria, que eles descrevem como sendo “um dos esforços mais interessantes e emocionantes que podem ser feitos nos tempos modernos para o desenvolvimento e promoção da cultura, educação e ciência”. Para participar do curso basta enviar um e-mail com nome e sobrenome. Nada mais. Por enquanto o curso é exclusivamente presencial, mas há, por parte dos grupos envolvidos, um desejo em criar uma versão online para que mais pessoas possam participar. Os tópicos abordados vão desde explicações sobre o que é pirataria, no que diz respeito à ética, legislação e direitos autorais, à censura, liberdade na internet e Creative Commons;  e também da pirataria como movimento político e social. O que para o governo e entidades financeiras é considerado crime, para estas pessoas é um avanço para a cultura. Cópia de softwares, falsificação de produtos, direito de expressão, censura e liberdade de informação; enquanto os assuntos se misturam, o movimento da pirataria parece abranger a voz de uma geração.

    Pôster de 1906: “Direitos autorais vão proteger você dos piratas… e te darão uma fortuna” ©Reprodução

    No topo da lista de preocupações das empresas está a cópia de programas de computador. Em uma pesquisa da BSA (Business Software Alliance), estima-se que 57% dos usuários de PCs possuam programas piratas, o que equivale a US$ 63,4 bilhões em prejuízo para as empresas somente em 2011. De acordo com Robert Holleyman, CEO da BSA, “a pirataria de software persiste drenando a economia global, a inovação tecnológica e a criação de empregos”. Já para os usuários, o grande impedimento está no alto custo, o que gera uma elitização dos consumidores não só de softwares, mas como também de DVDs, CDs, roupas, perfumes, relógios, óculos e outros produtos da lista dos mais pirateados. Enquanto a falsificação ou cópia de qualquer produto é considerada crime na grande maioria dos países, alguns outros são menos rigorosos. No Canadá, por exemplo, é permitido fazer o download de músicas, contanto que seja para uso sem fins lucrativos.

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