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    E-commerce
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    POR Camila Yahn

     

    Home do e-commerce masculino Estilo Certo ©Reprodução

    A compra online já é uma realidade da qual marcas de todos os segmentos não podem mais fugir. Apesar de uma grande adesão a esse tipo de serviço, o Brasil ainda não se compara a países como os Estados Unidos, o número 1 em compras pela web. Hoje, tem muita gente que nem visita mais as lojas físicas, que estão começando a funcionar mais como um showroom, em que o público tem uma experiência com o material e o conceito da marca, mas deixa para efetuar sua compra no ambiente online. As grifes que nascem hoje optam por existir na internet e já não acham necessário um espaço físico.

    Segundo previsões do e-bit, que avalia a satisfação de consumidores em suas compras na internet, o comércio virtual vai movimentar, até o final de 2013, cerca de R$ 28 bilhões, apresentando um crescimento de 25% em relação ao ano passado. Moda e acessórios aparecem como a segunda categoria que mais vende online, perdendo apenas para os eletrodomésticos.

    Para confirmar as suspeitas do crescimento do mercado, em fevereiro deste ano, a empresa e.Bricks Digital e a M. Sense realizaram a segunda edição da pesquisa “E-commerce de moda no Brasil” (a primeira foi feita em julho de 2011) com o objetivo de mapear o perfil dos consumidores de moda e acessórios, procurando entender o que eles consideram vantajoso no comércio online e o que ainda pode ser melhorado. “Trata-se de um mercado recente e com altíssimo potencial de crescimento”, diz Fabio Bruggioni, CEO da e.Bricks Digital.

    Fabio Bruggioni, CEO da empresa eBricks Digital ©Divulgação

    De 2011 para cá, o consumo de moda e acessórios pela internet aumentou 50%, com um crescimento significativo do mercado masculino. O Net-a-Porter, em primeiro lugar no ranking dos e-commerces de moda, se desdobrou em 2011 para o Mr Porter, o seu braço masculino, enquanto que no Brasil, sites como o Estilo Certo reúnem não só roupas de várias marcas como também dicas de looks e guias de estilo em formato de editoriais, para ajudar os homens na escolha certa. De acordo com os resultados da pesquisa, a maioria das mulheres se considera uma consumidora moderada, enquanto os homens se dividem entre racionais e econômicos.

    Bruno Maletta, sócio da M.Sense, acredita que o crescimento se deve principalmente ao preço competitivo face às lojas físicas e à melhoria das condições de entrega. “O crescimento expressivo no segmento de moda ocorreu por conta dos melhores preços do canal online – não só o valor mais baixo, mas a possibilidade de buscar as melhores opções -, e na percepção de melhoria nos processos dos lojistas na entrega e na segurança de pagamento”, afirma. Os preços no mercado online conseguem ser mais competitivos devido à falta de uma estrutura física que geralmente traz mais encargos para a marca, e o processo de entrega de produtos tornou-se mais rápido, mais fácil e menos burocrático.

    Apesar do crescimento significativo, o mercado de moda online ainda tem muito espaço para crescer no país. “O Brasil é o número dois no Facebook e no Twitter. No caso da Farfetch, é o único país em que o Facebook funciona de verdade e vende. Mesmo assim, o público brasileiro ainda não aderiu às compras online. Apenas 2% das transações no país são online. Fora do Brasil esse número aumenta para 15%. O Brasil representa 9% do nosso faturamento global”, diz José Neves, fundador do Farfetch, em entrevista ao FFW, e a pesquisa confirma.

    Que o e-commerce é a loja do futuro, não restam dúvidas, e a (r)evolução está chegando cada vez mais rápido. Hoje em dia, quem não implementar este pensamento em seu plano de negócios vai perder em vendas, clientes e competitividade.

    *Foram ouvidas 1.700 pessoas, entre 18 e 55 anos, das cinco regiões do país. A amostra principal foi composta por 65% de mulheres. Nesta segunda edição da pesquisa, também foram ouvidos homens (35%). Dos entrevistados, 34% têm entre 25 e 34 anos, 49% são da região Sudeste e 47% pertencem às classes B2/C1.

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