Exclusivo WGSN

Pinterest é nova opção de marketing das grifes de moda

18/05/2012

por | Techno

A página inicial do Pinterest da Kate Spade ©Reprodução

Um dos sites em toda a história a mais rapidamente ultrapassar a marca dos 10 milhões de usuários, o Pinterest continua atraindo a atenção da mídia — e, claro, do mercado. Depois de receber aportes de capital dos investidores Andreessen Horowitz, Bessemer Venture e FirstMark Capital, de acordo com a agência Reuters, agora é a vez da japonesa Rakuten, terceira maior empresa de comércio eletrônico do mundo, anunciar seu investimento, de US$ 100 milhões, na rede social de compartilhamento de imagens e vídeos, elevando seu valor de mercado para US$ 1,5 bilhão.

O WGSN recentemente fez um report interessante explorando o crescimento do Pinterest e sua “dominação global” — para se ter uma ideia, em março de 2012, de acordo com o bureau de pesquisa de tendências, a rede atingiu a marca de 18,7 milhões de usuários únicos e impressionantes 2,3 bilhões de impressões de página por dia. Sua popularidade é tanta que já existe por aí uma série de plataformas similares como o Gentlemint, exclusivo para homens, e o Lover.ly, focado em noivas. Na China já há cerca de 20 sites-clone, o que demostra a relevância internacional do site mesmo em países onde ele não pode ser acessado.

Com seu público formado por 87% de mulheres, sendo 80% entre as idades de 24 a 54 anos, e com seu formato imagético perfeito para designers, o Pinterest está agora no top 5 dos sites de referência para muitas marcas femininas de varejo, ao lado do Facebook, StumbleUpon, Google e Twitter. O WGSN cita que para o e-commerce britânico My-Wardrobe, a rede é o maior traffic driver além da busca paga e orgânica, e que isso é apenas uma das provas do valor que o Pinterest tem para as marcas. Como resultado, afirma o bureau de tendências, muitas delas estão tentado descobrir como marcar presença e ativamente interagir com essa audiência cativa.

Veja abaixo algumas das maneiras como as marcas de moda têm explorado o potencial do Pinterest:

Uma das imagens do board “Bridal” da Oscar de la Renta no Pinterest ©Reprodução

A Oscar de la Renta realizou um live-pinning de seu desfile de noivas em abril. Um board temático intitulado “Bridal” mostrou fotos de tudo: do cabelo no backstage a fotos de maquiagem, a closes detalhados de produtos e imagens da passarela. Mais de 400 fotos foram “pinadas”, atraindo a atenção de quase 18 mil seguidores.

A varejista americana Shopbop celebrou o primeiro aniversário de sua Wedding Boutique com um concurso, convidando usuários a criarem boards de inspiração de casamentos, usando ao menos três produtos Shopbop para concorrer a vales-presentes. A BCBG Max Azria também usou a ideia de um concurso, intitulado “I Do”, pedindo que seus fãs criassem um board com o tema casamento, valendo um vestido do designer para o seu grande dia.

Uma das imagens do board “Harrods Diamond Jubilee Celebration” da Harrods no Pinterest ©Reprodução

A loja de departamento de luxo Harrods criou um concurso para escolher quem fará o design de uma de suas famosas vitrines, em celebração ao Jubileu de Diamante da Rainha. Os usuários tinham que criar um board baseado na ideia de uma festa de rua para a ocasião, e twittar suas ideias para @HarrodsofLondon usando a hashtag #HarrodsWindows. Os três boards selecionados pelo diretor de imagem da Harrods serão expostos no Facebook este mês, e o mais votado será transformado em vitrine pela equipe da loja.

Para celebrar sua nova coleção de jeans, a Guess lançou o concurso Color Me Inspired pedindo que os usuários criassem boards inspirados pelas quatro cores da coleção de primavera: Noir Teal, Hot House Orange, Red Hot Overdue e New Plum Light; o vencedor de cada cor ganhou um par de jeans na cor correspondente. Já a Kate Spade lançou a Ride Colorfully, em que seus fãs tinham que criar um board baseado no lugar para onde eles gostariam de viajar com o prêmio da campanha: uma Vespa customizada pela marca nova-iorquina.

Duas imagens do board “New York Fashion Week” do “The Wall Street Journal” no Pinterest ©Reprodução

O “The Wall Street Journal”, em sua cobertura da semana de moda de Nova York Outono/Inverno 2012/2013, selecionou nove jornalistas que fotografaram e compartilharam imagens de desfiles, backstages e streetstyle. Todas as fotos e tweets eram divulgados em uma página do NYFW do site do jornal, sendo que as melhores eram então repostadas em um board no Pinterest e em uma conta do Instagram. Com quase 200 imagens, o board alcançou mais de 10 mil seguidores, que podiam escolher as suas preferidas dando likes e adicionando a hashtag #bestofwsj. As fotos mais populares foram então re-repostadas no blog Heard on the Runway.

+ #Consumo: as tribos do tumblr e as novas possibilidades do marketing

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Aplicativos

Instagram pode virar câmera fotográfica digital que imprime na hora

09/05/2012

por | Techno

Projeto de câmera no formato do ícone do app mistura post-its, Instagram e impressão instantânea ©Reprodução

O Instagram, com seus 15 milhões de usuários, é um dos aplicativos mais populares para smartphones e já rendeu vários assuntos neste ano. Comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão e com o público estendido agora com a versão Android, o app fotográfico também serve de plataforma para comunidades criativas, como o #Instamission.

Agora, designers italianos do ADR Studio criaram o Instagram Socialmatic Camera, que é basicamente uma câmera fotográfica no formato do conhecido ícone do App. No entanto, o mais legal de tudo é a possibilidade de imprimir as fotos no próprio aparelho, em um papel especial com cola para que possa ser grudado em paredes e objetos; uma mistura de Polaroid com post-its. Além disso, o sistema terá wi-fi e bluetooth para que possa sincronizar as fotos tiradas com o próprio aplicativo na internet.

Todos os ângulos da Instagram Socialmatic Camera ©Reprodução

No aspecto técnico, a câmera tem a proposta de ter armazenamento interno de 16 gb, visor touchscreen 4:3, duas lentes (uma principal com zoom e outra para efeitos e filtros especiais), flash de LED e impressora colorida interna. Por enquanto é ainda um projeto, mas pela repercussão que teve nas mídias, é bem provável que a ideia seja comprada por algum fabricante e caia logo no mercado.

Instagram Socialmatic Camera e seus componentes ©Reprodução

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Stylesight

Como elementos de games podem ser usados no mercado?

09/05/2012

por | Techno

O uso de elementos comuns aos jogos já está presente em muitos produtos. Um exemplo é o programa de milhagens em cartões de créditos ©Reprodução

O FFW já deu uma amostra do tamanho da indústria dos games na atualidade. Tais dados refletem a importância dos jogos para a geração atual, não somente no que diz respeito ao consumo, mas também à importância na cultura e comportamento da população. É uma geração que respira interatividade. Observando isso, o Stylesight fez um estudo sobre a incorporação de elementos tradicionais dos games em produtos e nas mídias, ou seja, uma “gamificação”, termo que está ficando cada vez mais popular.
O que diferencia as atividades cotidianas das de um game pode ser resumido em quatro principais características: missões e recompensas; definição de metas pessoais e competição amigável; sistema de pontuação e ranking; e incentivo às ideias alheias e liberdade para inovações. Basicamente a gamificação pode ser resumida como a incorporação destes elementos em atividades relacionadas ao trabalho, consumo e também em ações do dia-a-dia.

Incentivo à produtividade

Incentivar a competição em um ambiente de trabalho não parece ser uma ideia sensata para um convívio pacífico. No entanto, quando transformado em algo amigável e estimulante, tarefas comuns – ou chatas – podem ser realizadas muito mais rapidamente, sem o stress . Um dos exemplos é o The Email Game, um sistema simples em que os usuários ganham pontos quanto mais rápido conseguirem responder e-mails. Da mesma maneira, sistemas de pontuações e evolução são aplicados em vendas, suporte técnico e recursos humanos de empresas como eBay e Deloitte.

A tarefa de responder uma lista de emails pode tornar-se divertida com o The Email Game ©Reprodução

Liberdade total

Uma das características mais importantes nos games é a liberdade para testar, explorar, errar e tentar novamente. Pensando nisso, as empresas estão criando ambientes com imunidade a críticas, para que seus trabalhadores se sintam à vontade para tentar ideias sem qualquer medo de represália. Na mesma linha de pensamento, o brainstorming se une ao crowdsourcing e um novo termo surge, o gamestorming. O Hotel Marriott criou um jogo no Facebook, onde as pessoas são gerentes de seus próprios hotéis virtuais, treinando funcionários, deixando os clientes felizes e também estocando materiais. A pontuação é medida por meio da avaliação dos clientes virtuais.

Jogo de Facebook do Hotel Marriott, um dos exemplos de “gamestorming” ©Reprodução

No dia-a-dia

Essa interatividade não é focada somente no aumento da produtividade no local de trabalho. As mais diversas atividades pessoais podem se tornar divertidas com essa gamificação. No âmbito das atividades físicas, a Nike e Adidas criaram sistemas similares para ajudar as pessoas a completarem metas pessoais. O Nike+Fuelband calcula quantos passos uma pessoa deu no dia e também a quantidade de calorias queimadas por isso, como um análogo do sistema de pontuações. Já para os atletas, o tênis Adizero F50 consegue calcular a velocidade, intensidade e tempo das corridas. Para os que precisam de um pouco mais de incentivo, existe o Zombies, Run!. Este app cria uma narrativa apocalíptica de zumbis, traçando rotas de fuga e pontos de chegada para proteção ou aquisição de comida e armamentos.

Adidas Adizero F50, tênis que mede a velocidade, tempo e intensidade das corridas no gramado ©Reprodução

Outro exemplo interessante é do Shame Game – ou, jogo da vergonha -, conceito que está ficando popular. De acordo com o Stylesight, a vontade de impressionar os outros e também o medo do fracasso são dois fatores importantes para notar nos consumidores. O app japonês Okite é programado para tuitar algo vergonhoso toda vez que o usuário aperta o botão de soneca do despertador. Há também apps que publicam no facebook da pessoa toda vez que esta abre a geladeira durante a madrugada.

Sistema de pontuação e benefícios

Desde os fliperamas antigos até os jogos mais recentes, ganhar pontos é um sinal de superioridade, e consequentemente de benefícios. O exemplo mais popular é o de milhagens nos cartões de créditos, também é possível citar os cartões de fidelidade em restaurante e lojas de departamento. Um exemplo menos proposital, mas que acaba servindo como um sistema de pontuação é o próprio universo das redes sociais. Na Florida, a Bal Harbour Shops organizou uma festa exclusiva da Fashion’s Night Out para as pessoas mais influentes do twitter e facebook, medidos pelo Klout.

Em Londres, existe o Chromaroma, que incentiva as pessoas a conhecerem melhor a cidade. Ao utilizar o Oyster, cartão para uso de transportes públicos, é possível ganhar pontos ao realizar caminhos diferentes no dia-a-dia. Existe um ranking dos melhores jogadores e também uma lista dos lugares mais visitados, além de missões a serem completadas para a conquista de pontos.

Vídeo do Chromaroma, jogo que atribui pontos aos usuários que mais explorarem Londres

Para se ter uma previsão do que é e até onde pode chegar a gamificação, uma pesquisa da Gartner indicou que até 2014, 70% das grandes empresas terão pelo menos um produto usando elementos de game. A ideia não é iludir o trabalhador, consumidor ou simples cidadão a realizar uma tarefa que outrora seria desagradável, mas sim incentivar, tornando os afazeres do dia-a-dia mais divertidos. Afinal de contas, é para isso que os jogos existem.

Burberry dá show de interatividade em Taiwan; Brasil deve receber o evento

27/04/2012

por | Techno

A fachada da loja conceito da Burberry em Taiwan ©Divulgação

A Burberry inaugurou a sua primeira loja conceito em Taiwan com um evento sensorial e muito interativo, que mostrava “ao vivo” o mundo da marca, juntando suas raízes e tradições com uma modernidade e tecnologia impressionantes. Em Taiwan, a marca já está presente em 21 pontos de venda, mas esta é a sua primeira loja conceito.

Christopher Bailey, diretor criativo da marca para todas as áreas, responsável também por toda a concepção das lojas, esteve presente na inauguração, no evento intitulado “Burberry World Live”, que aconteceu na praça Xin Yin, em frente ao shopping. O projeto, idealizado pelo próprio Bailey, foi uma manifestação de uma das especialidades da Burberry: ativação de marca e experiências digitais. Telas gigantes foram colocadas por toda a praça criando um efeito 360º, exibindo imagens conceituais da marca numa combinação de vídeo, música ao vivo e interatividade, simulando o peculiar e tradicional tempo britânico. Folhas e chuva dourada caiam do teto. “É basicamente todo o conceito da marca embalado em uma só experiência, e uma grande celebração da joia multifacetada que é a Burberry. É uma celebração de ‘britanismos’ um pouco por todo o mundo”, disse Bailey à “Vogue” britânica.

Este foi o início de muitos outros eventos que virão, em Londres, Hong Kong, Chicago e,  em São Paulo. À princípio, Bailey e convidados VIPs chegam à cidade para uma grande festa marcada para o dia 31.05. A vinda do estilista ao Brasil tem como principal motivo divulgar a marca no país, assim como a nova loja no shopping JK Iguatemi. O shopping ainda não tem uma data exata de abertura, mas ao que parece, os planos continuam de pé. Vamos aguardar mais informações e esperar que a grife replique seu modelo de eventos tecnológicos por aqui.

Veja abaixo o vídeo do evento disponibilizado na página de Facebook da marca.

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Curadoria na web

A importância do seu olhar no conteúdo sem fim da rede

26/04/2012

por | Techno

 Uma das páginas do Pinterest, que também funciona como ferramenta de curadoria

Só na última terça (24.04) 250 milhões de fotos foram postadas no Facebook; 864.000 horas de vídeo foram publicadas no You Tube e cerca de 294 bilhões de e-mails foram enviados. São dados que o autor e blogueiro Steven Rosenbaum mostra em uma ótima matéria que fala sobre o poder da curadoria na internet. Essa pequena parcela de dados na web já faz a gente perceber o quanto de conteúdo é publicado diariamente em sites, blogs, Twitter, Facebook, Pinterest, etc, etc, etc.

O volume de informação cresce cada vez mais; o tempo se torna mais escasso. Ferramentas como Google Reader e a possibilidade de você escolher quem segue nas mídias sociais funcionam como um filtro para bloquear qualquer outra informação que não te interesse ou as pessoas que não compartilham seu estilo de vida e ideais.

A curadoria na web vai ficar cada vez mais forte. Ironicamente, seu sucesso está apenas nas mãos dos humanos, não há nada que as máquinas possam fazer nesse sentido.

O que significa curadoria na web? É você ter informação e gosto por determinados assuntos e organizar essas informações em uma área que possa ser acessada por outros. Recolher o que importa em meio a tanto lixo virtual. É o que é interessante sob o seu ponto de vista. E assim, você continua alimentando seus leitores/seguidores com suas opiniões, visões e insights.

Homepage do Curator´s Code

O autor indica ótimos sites que fazem essa curadoria de assuntos, como BoingBoing e Brain Pickings, e ainda mostra alguns exemplos de como as marcas estão querendo entrar nessa área. A Harley Davidson, por exemplo, criou o Ridebook, com matérias de cultura, estilo, música e viagem. Existe até um site chamado Curator´s Code, com uma proposta de proteger o conteúdo original e o curador. Vale olhar

A ideia inicial à época do estouro dos blogs tinha tudo a ver com isso, mas hoje encontramos mais bobeiras do que opiniões que valham à pena. Ser um bom curador pode sim trazer benefícios econômicos, mas à princípio, é um trabalho solitário e de muito esforço.

Quer começar a dividir seu olhar, suas vivências e sua opinião com os outros? Há vários sites que podem ajudar: CurationSoft, PearlTrees, Curated.by, Storyful, Paper.li e Magnify, entre outros.

Página do StoryFull, um dos sites especializados em curadoria

As ferramentas estão aí, cada vez mais práticas e modernas. O que importa agora é o que passa dentro da sua cabeça.

Caiu na rede…

Profissão tuiteiro: será que isso existe?

24/04/2012

por | Techno

Será que o tuiteiro pode ser considerado profissão? ©Reprodução

Em março deste ano o Twitter completou seis anos de existência. Hoje é o oitavo website mais acessado do mundo, com a medalha de prata nas redes sociais, perdendo somente para o Facebook. São mais de 140 milhões de usuários – cerca de 33 milhões são brasileiros – produzindo diariamente 340 milhões de tweets e realizando 1.6 bilhão de pesquisas em sua ferramenta de busca. Tudo isso construído em cima do minimalismo de se expressar usando apenas 140 caracteres. No entanto, como está escrito na descrição do próprio site, “não deixe o pequeno tamanho te enganar”.

No Brasil, o perfil dos usuários mais influentes vai de jogadores de futebol a fotógrafos, fashionistas a ex-BBBs, estilistas a humoristas e, é claro, marcas e produtos. Com um número de seguidores na casa dos milhões, um simples tweet de 140 caracteres atinge outras proporções; e visibilidade é dinheiro. Rafinha Bastos (@rafinhabastos) disse em entrevista ao site Wired.com, em março de 2011, que já chegou a ganhar US$ 4 mil por um único tweet. Na época, uma pesquisa do Twitalyzer apontou que o twitter do humorista brasileiro era o mais influente do mundo. O indicativo analisou não somente o número de seguidores, mas também o número de vezes que o perfil era mencionado por outros usuários.

No entanto, um dos vários fatores que diferem o twitter – ou talvez a internet em si – de qualquer outro ambiente com visibilidade é o surgimento de celebridades da web, sejam elas reais ou personagens. É o caso de perfis como @Katylene, @Cleycianne, @OCriador, @pedreiro_online, @HugoGloss e @pecesiqueira. Tão diferentes em termos de origem, conteúdo, tamanho e proposta, estes twitters representam alguns dos inúmeros perfis que são capazes de fazer – e fazem – dinheiro por sua influência, sendo que alguns deles têm isto como principal fonte de renda e consideram o meio um instrumento de trabalho. Mas tuiteiro é profissão? “O tuiteiro apenas presta serviços emprestando sua imagem, credibilidade e, em muitos casos, capacidade criativa para a marca contratante”, explica Pablo Sanchez (@negobao), gerente de projetos em mídias digitais, que complementa dizendo que “o Twitter é só mais um ambiente”. Já o dono de um perfil com quase 1 milhão de seguidores pensa que “o twitter dá dinheiro hoje em dia porque as marcas pensam que fazer um tweet pago é relacionamento online e marketing de vanguarda. Não é.”, diz. Além disso, chegou até a ressaltar o ponto de que a maior parte dos negócios realizados são ilegais, já que são poucos os tuiteiros que possuem empresa e emitem notas fiscais pelos serviços prestados.

Top 10 + seguidos do Brasil: apesar de estudos apontarem que o número de seguidores não é a melhor maneira de medir influência, os números ainda impressionam – Imagem tirada do TweetRank

No ponto do valor de um tweet ou campanha, também não há nada regulamentado. Beto Siqueira (@betosiqueira), irmão de PC Siqueira (@pecesiqueira), comenta que “se você não tem um bom agente que possa negociar e saber quanto cobrar profissionalmente, nada acontece. Troca-se tweets por produtos, contatos, mas o valor real nunca é pago”. Mas quanto vale um tweet? Pablo Sanchez acredita que o mercado ainda está assimilando as mídias digitais. “Quanto vale uma divulgação de uma pessoa bonita com dois mil seguidores de interesses variados? E quanto vale a de um conhecido profissional com o mesmo número de seguidores, mas especializado em um segmento? É preciso fazer uma investigação prévia. Isso significa examinar cuidadosamente o público-alvo do prestador de serviços.”

Outra dúvida interessante também pode ser levantada sobre o assunto. Como estas pessoas conseguiram tanta influência? Tirando o fato de algumas delas terem o twitter aliado a blogs ou vídeos que fizeram sucesso, ou mesmo à sua própria figura pública, a conquista de uma voz forte no twitter é uma questão de sorte ou visão? O nosso perfil anônimo de 1 milhão de seguidores comenta que entrou no twitter por curiosidade de saber como a ferramenta funcionava. “Criei o perfil porque queria fazer uma gracinha na internet. (…) continua sendo uma brincadeira, mas que agora dá dinheiro”. Já Beto Siqueira diz que fez o twitter assim que ele surgiu, “totalmente por diversão, e as pessoas passaram a seguir e comentar o que eu falava. (…) Mas desde que notei que muitas pessoas me seguiam, comecei a ‘cultivar’ esses seguidores soltando mais tweets, interagindo, lendo e retuitando coisas engraçadas que me escreviam, principalmente sendo impertinente; quanto mais impertinente, mais as pessoas gostam”. Pablo fecha o assunto dizendo que “cada rede social, ou site de relacionamento, tem seus recursos de interação. É necessário talento para percebê-los e conhecimentos específicos para conquistar audiência e mantê-la interessada. Então não se trata apenas de sorte.”

Sorte ou visão, o fato é que o Twitter, enquanto ambiente de publicidade, é um dos principais meios para se realizar campanhas online, sendo indispensável para qualquer marca ou produto. O que vocês acham a respeito?

Nova ferramenta da C&A usa integração com o Facebook para facilitar as compras

19/04/2012

por | Moda, Techno

Imagem da campanha C&A Fashion Like ©Reprodução

A marca de varejo C&A lançou na quarta-feira (18.04) um projeto na sua fanpage do Facebook que promete ajudar (e muito) as clientes na hora de escolher que peça levar para casa. A ação, criada pela agência de publicidade DM9DDB e intitulada “Fashion Like”, foi feita para a coleção especial Dia das Mães e pretende substituir as amigas na hora das compras. Funciona da seguinte forma: na página de Facebook da C&A estão expostas 10 das peças que compõem a coleção. Em cada uma há um botão de like (curtir) e um espaço para comentários. Dê um like na peça (ou nas peças) que mais gosta e vá acompanhando em tempo real como estão as votações. Até aqui, nada de novo.

Uma prévia dos cabides que estarão na C&A do Iguatemi ©Reprodução

A novidade é que estas votações estarão expostas em conjunto com as peças, em displays digitais nos cabides das mesmas, na loja C&A do shopping Iguatemi em São Paulo, já a partir deste sábado (21.04) em uma arara especial, que não só lhe diz qual a peça mais votada até aquele momento, como também atualiza as votações em tempo real. Com tecnologias assim, quem precisa de companheiras de compras?

Confira abaixo o vídeo da ação:

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Drops Tech: o Pinterest de Oscar de la Renta, vestidos costumizados online e +!

18/04/2012

por | Techno

Página de feed do site Threadflip ©Reprodução

O Threadflip é mais uma startup de e-commerce em que os usuários podem comprar itens dos guarda-roupas uns dos outros. Com uma diferença: você não precisa só comprar os armários dos outros, pode também vender o seu. O site, que até pouco tempo atrás era fechado ao público em geral e acessível apenas por convite, foi criado por Manik Singh, um engenheiro informático de Silicon Valley que quis resolver o problema “tanta roupa e nada para vestir” de sua mulher Theresa. Depois do cadastro, usando o Instagram ou o Facebook você pode postar fotos de itens que acha que estão ocupando espaço no seu guarda-roupa e a plataforma calcula o preço e trata do pagamento e envio, por apenas 15% do valor da compra. E aí, tem peças sobrando?

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As funcionalidades do Paper ©Reprodução

Agora você não precisa mais carregar o seu sketchbook e o seu iPad. Esta sempre foi a promessa que nunca chegou a ser cumprida: os aplicativos existentes não eram tão precisos para o desenho e atingir o charme do sketchbook era ainda muito difícil. Até agora. O estúdio FiftyThree desenvolveu o Paper, um aplicativo que você pode baixar aqui, que não só tem várias ferramentas de desenho disponíveis como reconhece a pressão aplicada na tela, garantindo assim a precisão e a versatilidade dos desenhos feitos à mão. Com o adicional de os seus menus serem no formato de Moleskines.

Veja abaixo o vídeo demonstrativo:

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A página do Pinterest de Oscar de la Renta, onde foi “transmitido” ao vivo o desfile da coleção Bridal 2013 ©Reprodução

Desde o início do Pinterest diz-se que esta é a rede social das noivas. Boards de imagens de casamentos idílicos, arranjos de flores perfeitos e vestidos de sonho lotam o site. Quem tirou proveito foi a grife Oscar de la Renta, que resolveu transformar isso em uma vantagem. No seu último desfile de noivas, Bridal 2013, a marca transmitiu todos os detalhes via Pinterest, desde fotos de backstage a fotos do desfile e de provas de última hora. Será Oscar de la Renta + Pinterest o casamento perfeito?

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Vestidos da coleção de Primavera da eShakti ©Reprodução

“Nós desenhamos, você costumiza” é a palavra de ordem do site eShakti. A ideia é ter roupas prontas para uso e prontas para serem customizadas em todos os tamanhos, do 0 ao 50, com as medidas exatas de cada usuário ou com algum detalhe que você queira mudar. Viu o vestido dos seus sonhos mas você não fica bem em tomara-que-caia? Peça para colocar uma manguinha. A resposta é sempre sim e sem custos adicionais. No passo dois da sua compra você insere suas medidas exatas, “da ponta da cabeça até à ponta do pé”, muda o que você quer mudar e faz o seu pedido – que por enquanto só pode ser entregue nos Estados Unidos ou Canadá. Quanto você pagaria por isso? No eShakti um vestido por medida custa entre 40 e 90 dólares (75 e 170 reais).

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Tupac na sua atuação no Coachella ©Reprodução

O Coachella, festival de música na Califórnia, já se tornou parada obrigatória no roteiro de festivais do ano. Até para presenças que seriam difíceis de confirmar. Durante o show dos rappers norte-americanos Snoop Dogg e Dr. Dre, o já falecido Tupac Shakur fez uma aparição surpresa durante as músicas “Hail Mary” e “2 of Amerikaz Most Wanted”. Impossível? Por meio da tecnologia de criação de hologramas (lembra do Gorillaz?), não só é possível, como também é bastante fácil de acreditar que o próprio Tupac está vivo, de boa saúde e se apresentando no Coachella.

Confira o vídeo abaixo com a apresentação:

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O iPad2 e as suas várias versões de capas coloridas ©Reprodução

Por enquanto são só boatos lançados pelo portal chinês NetEase (traduzido aqui), mas segundo os mesmos, o Mini iPad seria a nova proposta de lançamento da Apple e já teria até tamanho e preço definidos: custaria entre 249 e 299 dólares (470 e 560  reais) e mediria 17 centímetros, concorrendo diretamente com o Kindle Fire da Amazon. De acordo com o portal, a razão pela qual ainda não foi lançado é porque Steve Jobs não via necessidade; “é muito grande para competir com os smartphones e muito pequeno em comparação ao iPad”, ele supostamente dizia. Para quem não sabe ainda exatamente que utilidade dar ao iPad, ainda terá mais um tempo para pensar se quer o normal ou o mini.

Evento Brazil S/A leva design brasileiro ao Salão Internacional do Móvel, em Milão

11/04/2012

por | Techno

Oskar Metsavaht ©Reprodução

Entre os dias 17 e 22 de abril acontece no Palazzo Giureconsulti, em Milão, o Brazil S/A, espaço utilizado para o estreitamento das relações e geração de negócios entre empresas e profissionais de áreas como arquitetura, decoração, design e artesanato. O evento acontece paralelamente ao Salão Internacional do Móvel e da Design Week, ambos também realizados em Milão.

Para esta próxima edição – a primeira aconteceu em 2010 na Via Tortona e recebeu cerca de 15 mil visitantes durante seus seis dias –, o Brasil S/A trará as exposições das fotografias criadas para o livro “B+ Inspiração Brasil” e “Renda-se ao Brasil”, com a participação da estilista alagoana Martha Medeiros. Além das mostras, serão realizadas, no dia 20, palestras com Oskar Metsavaht, designer e proprietário da Osklen, que falará sobre o mercado nacional de luxo, e Rose Andrade, coordenadora responsável pela publicação da ABEST.

Brazil S/A @ Palazzo Giureconsulti, Milão
17 e 22 de abril
+ www.brazilsa.com.br 

3ª rede mais acessada dos EUA, Pinterest terá que repensar suas fontes de renda

09/04/2012

por | Techno

A nova rede social pode precisar de novas fontes de renda ©Reprodução

O Pinterest está em terceiro lugar no ranking das redes sociais mais acessadas nos EUA, logo atrás do Facebook e Twitter. Até já explicamos aqui o quanto é legal pinar as imagens em murais, como fazíamos quando crianças. Apesar disso tudo, a rede está perdendo em um aspecto: o comercial. Foi nesse ponto que Julian Green, do jornal britânico “The Telegraph”, tocou ao mostrar que quando dinheiro se tornar uma necessidade – e com certeza irá -, o website não poderá contar com a publicidade de produtos. De acordo com o autor, o principal motivo para isso é a razão do sucesso do Pinterest, que é o da curadoria individual, impedindo que o sistema force uma imagem comercial.

Gráfico que mostra a porcentagem de temas publicados no Pinterest ©Reprodução

Outros dois fatores importantes também contribuem para essa desvantagem comercial. Primeiramente, em um gráfico com as porcentagens de temas compartilhados na rede, os principais são Casa, Moda e Culinária. No entanto, estes são assuntos em que os grandes formadores de opinião são as celebridades, que ainda não estão usando o Pinterest. O segundo fator reside na falta de estrutura organizacional para levar um usuário até uma página de compras. Em resumo, por mais que alguém se interesse pela bolsa em uma foto, não há como compra-la diretamente pela rede.

Com a atual estrutura, só é possível ter a promoção de uma marca, mas não a venda de produtos. No fim das contas, sabemos que o dinheiro é essencial para a manutenção e aprimoramento dos serviços do Pinterest. Se essa é a direção da nova rede, seja por inocência, altruísmo ou falta de planejamento, no fundo torcemos para que nenhuma intenção comercial estrague a fórmula que está dando tão certo até agora.

Conheça a turma por trás do novo projeto de conteúdo “Sometimes Always”

09/04/2012

por | Techno

A equipe do “Sometimes Always”  ©Juliana Knobel/FFW

A busca por propostas verdadeiramente inspiradoras e que apresentem um caráter inovador, esteja ela ligada de modo intrínseco à moda ou não, é o que motiva o FFW. Ao descobrir o “Sometimes Always”, projeto multidisciplinar fundado pelo arquiteto e designer gráfico Gabriel Finotti e conduzido em parceria com alguns de seus amigos mais próximos, é impossível não se encantar com o conteúdo “home made” que envolve de forma criativa temas abrangentes como arte, estilo, música, design e arquitetura.

Por meio de imagens e textos produzidos por uma equipe fixa e conteúdo enviado por colaboradores livres, o “Sometimes Always” se divide em site, atualizado todos os dias, e revista, editada quadrimestralmente com o resumo do que foi publicado online, mas de forma mais aprofundada. Montagens, vídeos, mixtapes, zines e ensaios fotográficos, além da realização de eventos, a ideia por trás dessa iniciativa é ultrapassar o canal informativo e ser um espaço de criação para qualquer um que tenha interesse em contribuir com esse rico universo.

Manual explicativo do funcionamento do “Sometimes Always” ©Reprodução

Para entender como surgiu a ideia e qual a dinâmica por trás do “Sometimes Always”, o FFW conversou com Gabriel Finotti. Confira abaixo a entrevista com o designer gráfico:

Como você começou a se interessar por design e como desenvolveu suas habilidades neste segmento? Qual sua formação acadêmica?

Eu me formei em Arquitetura e Urbanismo no fim do ano passado, e já nos primeiros semestres da faculdade o que eu mais gostava era diagramar as pranchas e montar as apresentações dos trabalhos. Nesse período de graduação algumas coisas foram acontecendo pra que eu tomasse mais gosto ainda por design gráfico. Fiz um estágio num escritório de paisagismo onde, além de ilustração à mão, eu fazia boa parte do conteúdo visual de apresentação do escritório. Além disso, durante meu período como secretário do diretório acadêmico do curso, eu fazia todos os pôsteres dos eventos que rolavam ali dentro. Eu tinha pouquíssimo conhecimento de técnica, era muita experimentação, aprendendo sozinho, buscando referências e tentando fazer algo parecido. Foi então que em 2010 eu e mais dois amigos começamos a fazer uma festa no Bar Secreto onde produzíamos algumas mixtapes e imprimíamos os discos. Eu era responsável por fazer a arte do encarte, que era basicamente de colagens. Foi a primeira vez que mostrei meu trabalho como designer num âmbito maior, sem ser acadêmico ou arquitetônico. Pouco depois disso, comecei a trabalhar na Mojo, onde estou até hoje. Foi lá que realmente aprendi sobre técnica, tipografia, uso de cores, etc.

“Relatório de Viagem: Inhotim” ©Reprodução

Como surgiu a ideia de criar o “Sometimes Always”?

Quando terminei a faculdade, estava certo de que não queria ser um arquiteto de escritórios e muito menos ter meu trabalho resumido à arquitetura. Sempre gostei muito de arquitetura como ciência, mas sou completamente descrente com os modos de produção da mesma atualmente. Acho obsoleta e vazia, desconexa com o caminhar dos homens, das cidades… 2011 foi um ano inteiro dedicado ao meu trabalho de conclusão de curso em que procurei expor essas ideias em relação à arquitetura e consegui montar um portfólio de design com o livro da minha monografia, com o tema “Praia Urbana – Apropriação e zelo de espaços coletivos”. Por esse descontentamento, queria buscar outras maneiras de falar de arquitetura e de outros temas. Comprei uma câmera fotográfica destinado a fazer zines impressas para explorar diferentes assuntos de diversas maneiras. Foi então que no réveillon deste ano, conversando com alguns amigos e minha namorada, percebi que a zine seria insuficiente. Então veio a ideia do “Sometimes Always”. O projeto é composto por três pilares. O primeiro deles é o site, a parte mais dinâmica, onde postamos conteúdo diário, atingimos mais pessoas e podemos utilizar mídias que não entram num impresso como vídeos e músicas. O segundo pilar são nossas produções autorais. É a forma que encontramos pra dividir informação a partir da nossa própria ótica. Na verdade, é a forma que eu encontrei pra fazer tudo o que eu sempre quis, mas nunca tive espaço: zine, música, fotografia, colagem, vídeos… O último pilar ainda a ser concretizado é uma revista quadrimestral com o resumo do site e dessas produções autorais onde aprofundamos mais os temas.

A equipe do “Sometimes Always” (Gabriel ao centro, de camisa cinza e calça cáqui) ©Juliana Knobel/FFW

O “Sometimes Always” é um site com inúmeros colaboradores. Como você fez para reunir esta equipe e colocar em prática o projeto?

A iniciativa do projeto foi minha. Comecei sozinho, criei o nome, a identidade, o site. Sempre rolava conversas com amigos. Queríamos fazer as mesmas coisas, estávamos desacreditados com a profissão, com as pessoas, com o mundo… queríamos muito ter um projeto próprio. Mas isso nunca saía do papel. Foi aí que criei o “Sometimes Always” e saí em busca de amigos para ajudar. O projeto completa um mês esta semana e tudo que foi feito até agora foi feito na amizade e com ajuda de verdadeiros amigos. As primeiras produções contam com uma mixtape do Erik Camacho, um americano que morou comigo em Austin em 2009; um texto incrível que é uma espécie de manifesto do “Sometimes Always” feito pelo Christopher Rey Pérez, um texano que recebi em minha casa no ano passado sem conhecer e que acabei virando melhor amigo; um relatório de viagem de Inhotim com texto e fotos de dois amigos da faculdade, Gabriel O. Garcia e Leandro Miyashiro, que também me ajudaram a montar o guia do usuário revisando textos, dobrando, grampeando. O Gregorio Marangoni, tatuador, que aceitou ser filmado. O Henrique Oli deu uma bela força com o layout e programação do site. Tive ajuda também do Rafa e do Gui, da “Cotton Project“, que curtiram a ideia e cederam o espaço do open studio deles pra fazermos a festa de lançamento. E claro, a Vivis, minha namorada, que me ajudou e incentivou muito quando o projeto ainda era só um embrião. Enfim, fui atrás de gente que estava com gás pra produzir e apostou no “Sometimes Always”. O projeto está aberto a qualquer contribuição, desde que compartilhe dos nossos ideais, linguagem, etc.

- Entrevista com o tatuador Gregorio Marangoni:

Quantas pessoas participam ativamente e como é a dinâmica de atualização?

Não sei dizer quantas pessoas participam ativamente do site. Algumas colaborações já estão meio fixas, outras estão surgindo por meio de iniciativas próprias e indicações de amigos. Basicamente, surge uma pauta daí vou atrás dos que podem ajudar com alguma coisa, seja com fotos, com texto, com vídeo. Junto então o material produzido e faço uma formatação final que vira o post. Nossa meta é ter sempre uma atualização diária com conteúdo nosso ou não.

Qual a proposta e o que vocês pretendem oferecer de inovador? Como escolhem as pautas?

Nossa proposta maior é tentar ser um canal de informação e produção extremamente parcial, onde o usuário sabe bem o que vai encontrar e o que não vai encontrar. Além de sermos entusiastas de novas ideias, sentimos a necessidade também de produzir nossos próprios trabalhos. Diferente de um blog fechado em si mesmo, propomos expandir nosso campo de atuação e exercer também a função de um espaço criativo através de diferentes tipos de mídia. Por meio dessas produções autorais podemos tratar de assuntos presentes de fato em nosso cotidiano, e assim, sermos mais diretos ao expressar nosso olhar sobre determinados temas. Acho que isso é o que temos de mais inovador ou, pelo menos, mais particular para oferecer. Escolhemos pautas que se encaixam em alguma das categorias do site e que se assemelham em ideologias, percepções e linguagem. Não somos especialistas em nenhum desses temas, mas acreditamos que todos, de alguma maneira, são componentes da nossa cultura e da nossa geração.

Montagem enviada pelo colaborador Ms Neaux Neaux ©Reprodução

À parte o “Sometimes Always”, você tem um trabalho “oficial”? E como faz para conciliar ambos?

Eu entro no meu trabalho “oficial” às duas da tarde, então tenho minha manhã livre para tocar o “Sometimes Always”. Dependo também da disponibilidade dos amigos, muitos ainda estão na faculdade, o que dificulta ainda mais a administração do tempo. Mas no geral tem sido tranquilo, fazemos nossas produções quase sempre a noite ou em finais de semana, sem pressa e nos divertindo acima de tudo. É muito recente, não dá pra saber que rumos o projeto vai tomar, mas os planos são muitos e estamos muito felizes com o caminhar de tudo até agora.

Quais são suas principais referências e inspirações?

Acho difícil citar alguém, principalmente hoje, quando somos metralhados com conteúdo diariamente e é comum não sabermos a fonte ou o autor. Livros, revistas e zines principalmente. Boa arquitetura. Colagens. Música. Na verdade, qualquer trabalho bem feito, sério e que partilhe das mesmas crenças e anseios que os meus.

WGSN: a evolução do 3D e o futuro da tecnologia no mundo da moda

04/04/2012

por | Techno

“Avatar” (2009) foi a grande obra do cinema que revitalizou o uso da tecnologia 3D ©Reprodução

Em 2009, o mundo conheceu o filme “Avatar”, projeto ambicioso de James Cameron, que demorou quase 14 anos tirá-lo do papel. Apesar de que falar sobre a ambição e grandiosidade de filmes deste diretor é quase uma redundância, “Avatar” está no topo das bilheterias de todos os tempos principalmente por outro fator: a popularização do cinema 3D. Desde então praticamente não há um filme hollywoodiano de ação ou aventura que não tenha sido produzido usando tecnologia 3D, seja nas filmagens ou na pós-produção.

O WGSN fez uma matéria sobre o assunto, intitulada “O futuro do 3D na publicidade”, onde ressalta a importância de Hollywood para a popularização do 3D, que se tornou uma espécie de artimanha infalível para conseguir uma alta bilheteria. Assim, as pessoas começaram a pagar mais caro para assistir a filmes 3D que não acrescentavam em nada. Mas há esperanças. Jeffrey Katzenberg, CEO da DreamWorks Animation, diz acreditar no futuro do 3D: “Se você coloca ferramentas nas mãos de visionários, talentos verdadeiros, elas conseguem ser incríveis”.

Mas e quando isso irá sair de Hollywood? Já saiu e aos poucos está incorporando outros setores, principalmente o da moda. Não existe marca melhor para começar a falar de inovação do que a Burberry: já conhecida como a marca mais eficiente nas redes sociais, ela também foi pioneira no uso da tecnologia quando passou o vídeo do desfile de sua coleção Inverno 2010 ao vivo em 3D para fashionistas em Tóquio, Nova York, Paris e outras capitais. Pouco depois, a Armani Exchange soltou a sua campanha em 3D para a mesma temporada. Já em setembro de 2011, Nicola Formichetti realizou um vídeo para a Mugler em sua loja pop-up em Nova York, além de permitir que as pessoas interagissem com seus iPads.

Campanha 3D da Armani Exchange Inverno 2010:

Interação e realidade. É nestes fatores que Robin Harvey da Atelier, parte da agência de publicidade Leo Burnett, acredita que reside o verdadeiro futuro na moda. “A indústria de moda tem usado muito bem o 3D em projeções por mapping e hologramas”. A Ralph Lauren demonstrou isto em 2010, com projeções nas fachadas de suas lojas em Nova York e Londres. Já em abril de 2011, a Burberry realizou um evento para celebrar a abertura de sua nova loja em Pequim com mistura de projeção 3D com hologramas e modelos reais:


Para além do espetáculo

Para Norma Kamali, a tecnologia 3D pode e deve ir além do espetáculo. No final de 2011, Ermenegildo Zegna lançou sua loja online 3D, onde a atriz Milla Jovovich aparece como hostess de um ambiente onde o usuário pode navegar pelas prateleiras e vestir modelos com suas roupas. Até um novo nome está sendo promovido pelo criador do conceito, James Lima, que também trabalhou em “Avatar”. Em vez do website, temos o webplace.

As marcas Brooks Brothers e a Selfridges também pensam da mesma maneira e criaram um sistema onde um leitor faz uma leitura do corpo do cliente para que este possa “experimentar” roupas em suas lojas virtuais. Apesar de ser uma ideia genial, a tecnologia ainda é cara demais para ser encontrada em qualquer lugar.

Loja virtual 3D da Ermenegildo Zegna para o iPad:

O que o futuro nos reserva?

Apesar de parecer perfeitamente engatilhado, Robin Harvey da Atelier diz que tudo irá depender do sucesso da tecnologia, ou seja, se as televisões 3D começarem a ser vendidas, o mercado irá atrás, mas não é o que está acontecendo agora. O cinema parece estar bem consolidado quanto a isso, mas não se vê ou ouve falar de muitas pessoas que compraram um aparelho 3D para suas casas.

É claro que o otimismo prevalece. No mundo da moda, o 3D ainda está em fase de experimentos, mas o que todos ressaltam é a importância de se ter em mente que o seu uso deve ter um sentido, uma utilidade, e não somente ser usado para encantar o público. Nas palavras de Chris Spencer, diretor da Brand Transparency: “Atualmente me parece que o 3D é um brinquedo. Com o tempo nós vamos ver um firmamento entre o entretenimento, info-entretenimento, brand utility e brand experience”, com os dois últimos termos se referindo a elementos em produtos que deem sentido e agreguem um valor às vidas de quem os consome.

+ No Blog: ainda não viu “Pina”? Filme é bela experiência visual

Jovens Empreendedores: o sucesso por trás do #Instamission

30/03/2012

por | Techno

Daniela Arrais (@daniarrais) e Luiza Voll (@luizavoll), as idealizadoras do Instamission ©Juliana Knobel/FFW

Esta é a segunda edição da seção do FFW sobre Jovens Empreendedores. Desta vez, a história de sucesso é o Instamission, uma espécie de comunidade dentro do aplicativo Instagram, que vai muito além da fotografia.

Luiza Voll, mineira, publicitária e Daniela Arrais, jornalista nascida em Recife, ambas de 28 anos, criaram há um ano um projeto pessoal sem intuito comercial, que se baseava em uma pergunta: O que deixa o seu dia mais feliz? A partir daí, todas as semanas, o Instamission lança uma missão temática: sorrisos, festas, cachorros, saudade, chão e cenas de filme são alguns dos temas das 60 missões que o Instamission já deu aos seus 10 mil seguidores.

Com missões que chegam a 4 mil participações, umas premiadas, outras só pela diversão, o Instamission nasceu de uma vontade de duas amigas de fazer uma coisa mais divertida dentro do aplicativo que já estavam usando sem parar.

Confira a entrevista com as meninas e entenda a razão de tanto sucesso:

Como surgiu a ideia do projeto?

Luiza: A gente se encontrava sempre e surgiu a ideia de criarmos uma empresa juntas. Começou mais ou menos assim: a gente pensou que poderia colaborar muito para pessoas que queriam estar na internet, mas ainda não sabiam como. A Fernanda Resende, da Oficina de Estilo, tem um papel muito importante, porque a gente estava ainda pensando, mas a coisa não andava e ela falou “eu contrato vocês. Vocês têm que fazer alguma coisa para mim”.

Daniela: Esse foi o primeiro trabalho: criar a a estrutura desse site novo e o conteúdo institucional. Depois que fizemos esse trabalho para o Oficina de Estilo, elas começaram a nos indicar para um monte de gente. E continuamos a trabalhar nessa linha, reformulando a presença na internet de pessoas com um potencial enorme que na hora que você abria os sites delas, não transparecia. Fundamos uma empresa, a Contente.

Luiza: Ficamos mais ou menos um ano fazendo isso e estava muito legal só que demandando muito, porque temos que trabalhar sempre com fornecedores e isso estava atrapalhando. A gente tem uma característica que é a de um trabalho muito autoral. Então começamos a pensar que a nossa empresa deveria ser mais do que uma empresa web, deveria ser uma coisa de projetos pessoais. Na época nós estávamos usando muito o Instagram. Desse pensamento até o Instamission acho que não deu nem uma semana.

A primeira missão do Instamission e uma das participações ©Reprodução/©debcotrim

De quem partiu a ideia do Instamission?

Daniela: A ideia foi muito de nós duas. Pensamos: como podemos usar o Instagram de um jeito legal? E surgiu a ideia de fazer missões semanais, escolher um tema por semana e convidar as pessoas para fotografarem sobre aquele mesmo tema. E aí, numa sexta-feira a gente decidiu lançar. Eram onze da noite. E a surpresa foi muito grande. No sábado de manhã vimos que um monte de gente começou a postar. A missão era “Fotografe um Sorriso”, e aí todo o mundo na rua, com amigo, namorado, família postando. Foi muito rápido.

E como as marcas começaram a procurar vocês?

Daniela: Começamos a fazer uma missão atrás da outra, até que chegou o momento em que uma marca procurou a gente. Nunca havíamos pensado em um modelo de negócio. Era só um projeto para a gente curtir ainda mais essa ferramenta.

Luiza: Em um primeiro momento pensamos que seria legal dar prêmios, só que esse projeto não tinha um drive econômico, de lucro, era uma coisa muito pessoal, com um rigor muito pessoal. A gente nunca abriria mão de transformar ele em outra coisa para ganhar dinheiro. Daí aconteceu.

Daniela: Foi muito inesperado. Eles perguntaram: “Quanto é que vocês cobram para fazer o Instamission?”. Daí a gente falou: “Então, a gente vai analisar e manda uma proposta para vocês”. Só para dar mais tempo para pensar, porque a gente não sabia, não fazia ideia! (risos) O tema da primeira missão patrocinada foi muito legal, “Fotografe uma cena digna de um filme”, para a LG, em junho do ano passado.

Como funciona uma missão patrocinada?

Luiza: Recebemos um valor fixo e a empresa ainda fica responsável pelo prêmio da melhor missão. Já tivemos prêmios simbólicos ou maiores, como no caso da LG, que deu uma super TV, que custava quase uns R$ 3 mil. Para o cliente, é quase como se fosse um investimento em mídia. Quando a gente vende o pacote, incluímos a missão e a divulgação em determinados canais: Facebook, Twitter, e o próprio Instagram. Já fizemos missões com a Coca-cola, hotéis Mercure, banco Itaú, Mary Kay Brasil, Apogeu Investimentos, Cine Joia e LG.

Uma das fotos concorrentes ao almoço no D.O.M ©dudabuarque/Reprodução

São vocês que divulgam a missão?

Daniela: Sim, e deixamos bem claro que é uma missão patrocinada por uma marca. Brincamos que no começo a gente sofreu um bocado de bullying. As pessoas falavam que o Instamission tinha se vendido, que já não era a mesma coisa, que gostavam mais quando era o Instamission independente… Assustou um pouco. Porque é isso, na internet, é muito rápido. Você coloca um projeto com a sua cara, você tem que se sujeitar às críticas também. Para fazer missão patrocinada, a gente tem que amarrar muito certinho a missão inteira. O tema, a divulgação, o prêmio em si… Tem que ter a nossa cara.

Luiza: A missão patrocinada é uma forma de premiar as pessoas e elas gostam disso. A gente foi analisar as participações e as missões patrocinadas são aquelas que têm mais cliques mesmo. Por mais que tenha às vezes cinco pessoas comentando alguma coisa negativa, a maioria das pessoas curte. O objetivo final do Instamission não é dinheiro. E acho até que foi muito por isso que ele começou a dar dinheiro. (risos) A gente quase não prospecta. Prospectamos até hoje missões com personalidades, por exemplo, com o chef Alex Atala. Ele usava muito o Instagram e a gente queria dar esse prêmio, a possibilidade de ir conhecer o D.O.M.

O Instamission fez um ano agora…

Daniela: Fizemos um vídeo para marcar esse um ano porque o nosso projeto vai além da fotografia mesmo. As pessoas se conhecem através do Instamission, elas começam a conversar, se encontram numa festa ou num bar… tem sempre alguma história que chega pra gente de um encontro por causa do Instamission. E nós achamos isso tão bonito que quisemos mostrar.

E quando o projeto explodiu de fato?

Luiza: Na primeira semana saímos na “Criativa”, depois no Catraca Livre. Então foi uma bola de neve. O Instamission já apareceu até no Jornal Nacional.

Daniela: Foi em julho do ano passado. A gente foi conversar com o pessoal do FILE (Feira Internacional de Linguagem Eletrônica). Seria legal levar o Instamission para um lugar físico,  pensamos em fazer uma exposição.

Luiza: Era um cenário que a gente queria entrar. Foi o criador do FILE que conversou com a gente direto, que deu um apoio, desafiou a gente e perguntou: “E aí, como vai ser a instalação?”. No fim, criamos uma instalação no Conjunto Nacional. Durante uma semana, passam 40 mil pessoas por dia.

Daniela: O tema da instalação era “Invente um Sorriso”, baseada na primeira missão. Era um convite às pessoas que passassem por lá para serem fotografadas. As imagens que surgiam, ficavam passando no telão na vitrine da Livraria Cultura. O público era outro e tinha de tudo! Crianças, famílias, mendigos, estátuas vivas, músicos. Mais de duas mil pessoas tiraram fotos.

Luiza:  Quando o Jornal Nacional foi fazer uma matéria sobre o FILE, escolheu o Instamission como exemplo.

Um dos participantes na FILE no Conjunto Nacional ©Reprodução

Qual foi o investimento inicial no Instamission?

Luiza: O Instamission, em termos de investimento, foi zero. Zero, zero. Quando a gente começou a gastar dinheiro? Foi agora, que a gente decidiu fazer o site da empresa. Não temos lugar fixo de trabalho porque é tudo virtual, então já diminui o custo. O resto era os gastos com contador, a mensalidade e com design de logomarcas, tanto a da Contente como a do Instamission. Fora isso, nunca gastamos com assessoria de imprensa, nem com nada. Após um ano de Instamission e dois de empresa, achamos que estava na hora de investir um pouquinho e contratamos uma agência que vai cuidar da parte online dos nossos projetos e do site.

Como as pessoas podem participar do Instamission?

Luiza: Ele é só um perfil no Instagram, tem uma fan page no Facebook e um perfil no Twitter. Para participar, você só tem que seguir o perfil do Instamission no Instagram,  colocar #Instamission e o número da missão.

Como é escolhido o vencedor?

Luiza: Nas patrocinadas a gente combina assim: se são dez prêmios no final, a gente escolhe 20 ou 30 fotos, manda para o cliente e a decisão final é deles. Olhamos todas as fotos. Já chegamos a olhar mais de 4 mil fotos em uma missão. Eu mando a minha seleção para ela e ela para mim, cruzamos e chegamos em uma imagem final.

Daniela: A gente já teve mais de 60 missões, já vimos muita foto e conhecemos o nosso público. Hoje a maneira como olhamos as fotos é diferente. A missão desta semana é “Fotografe Chão”. Temos mais de dois mil participantes já e ainda é segunda! Esta vai ser recorde. E não é patrocinada, não tem prêmio nenhum.

Uma das participações da missão desta semana “Fotografe Chão” ©paulanersessian

É possível viver só do Instamission?

Daniela: Hoje sim, seria possível viver só do Instamission.

Quanto tempo depois de ter começado?

Luiza: Uns seis, oito meses. Hoje a gente poderia viver disso, mas queremos construir uma base de projetos maior. Sabemos que tem início, meio e fim. Já até imaginamos como vai ser o final e, por isso, temos que planejar nosso futuro.

Daniela: A gente tá o tempo inteiro pensando e tendo ideias. Combina com o nosso espírito agora, ter várias ideias e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Então não sei se seria da nossa natureza fazer só o Instamission.

Luiza: Esse ano vamos lançar mais dois projetos, ainda nesse primeiro semestre.

Por que deu tão certo?

Luiza: No início, tudo o que inviabilizava, a gente cortava. Às vezes, temos ideias incríveis que ficam no ar porque não saem do planejamento. As pessoas pensam que precisam ter isso ou aquilo e nunca lançam suas ideias. Não é o nosso caso. 100% é inimigo do lançamento. Porque senão a gente faz coisas imaginárias, que ficam só na nossa cabeça. Deu certo até agora porque gostamos demais do que fazemos e faríamos mesmo sem ganhar dinheiro.

Daniela: Outra coisa legal é que, com o acesso constante à Internet, a gente vê e recebe muitos links, muita informação e acaba ficando saturada. O Instagram e o Instamission vêm para alegrar. Tem muita gente que critica, que fala que é um mundo paralelo cor-de-rosa, de sorrisos e felicidade porque com os filtros qualquer foto fica incrível, mas eu gosto muito porque é uma maneira de ver através de amigos, como eles tão vendo o seu dia a dia. Dá alento. O Instamission é um convite para fazer uma coisa leve, alegre. Você tira uma foto, alguém curte e isso é legal.

+ Veja aqui Jovens Empreendedores: Scarf Me

Fotografias feitas com o Google Street View questionam arte e autoria

26/03/2012

por | Techno

“#29.942566, New Orleans, LA. 2008.”, 2009 ©Doug Rickard/Reprodução/Google Street View

Novas formas de lidar com a fotografia surgem a todo momento, ainda mais em uma era completamente tecnológica. Também, o dilema da fotografia como arte não é novo. Baudelaire, em 1859, disse em uma carta a uma revista francesa: “… a indústria fotográfica foi o refúgio de todos os pintores fracassados, demasiado mal dotados ou preguiçosos para acabar seus estudos. Esse deslumbramento universal teve não somente o caráter de cegueira e imbecilidade, mas também, a cor de uma vingança”. Podemos imaginar o que ele diria caso vivesse nos tempos de hoje, em que está em voga formas de reprodução, apropriação, colagem e ressignificação de imagens. Porém, no meio do caminho surgiram Duchamps, Warhols e Banksys, dando uma nova visão a toda essa história. Assim também, o conceito de arte, com toda a polêmica que assombra o uso da palavra, e sua apreciação tomaram rumos diferentes e positivos.

“#32.700542, Dallas, TX. 2009.” 2010 ©Doug Rickard/Reprodução/Google Street View

O artista Doug Rickard estava em uma lista de seis artistas escolhidos pelo MoMA em Nova York para compor a exposição New Photography 2011. O nome diz tudo. Mostrar o trabalho de fotógrafos que exemplifiquem a diversidade de estilos e técnicas da fotografia de hoje. Inspirado pela sua formação em história e sociologia, em seu projeto “A new american picture” (“Uma nova visão da América” em tradução livre), ele realizou uma extensa pesquisa de lugares nos Estados Unidos com extremos índices de desemprego e baixa educação. Por meio de uma viagem virtual pelo Google Street View, registrou cenas da pobreza americana em belas imagens com cores fortes feitas diretamente da tela do computador. De certa forma, um voyeur do voyeur, as fotos mostram o lado do sonho americano que não deu certo. Para reforçar a ideia, Doug fez questão de usar somente as imagens de baixa resolução feitas pelas câmeras nos carros do Google, já que notou uma diferença na qualidade das imagens de Manhattan com as dos subúrbios de Detroit, por exemplo.

Doug Rickard conta sobre o seu processo criativo e influências:

Algumas imagens parecem cenas de filmes, mas são, na verdade, cenas da vida real. Veja abaixo algumas imagens da série de Doug Rickard:

Doug Rickard - Google Street View
"A New American Picture" ©Doug Pickard/Reprodução/Google Street View

Novo site de e-commerce oferece consultoria personalizada de moda

15/03/2012

por | Moda, Techno

Helena Linhares e André Beisert do OLOOK.com.br ©Andreia Tavares

Em um mundo cada vez mais digital, na quarta-feira (14.03), mesmo dia em que o jornal “Folha de S.Paulo” noticiou que a internet vende mais roupa e acessórios do que livros, a stylist Helena Linhares lançou oficialmente, no espaço da designer Emar Batalha na Alameda Lorena, em São Paulo, o site de e-commerce OLOOK, um projeto de venda de acessórios e de consultoria de moda online.

A plataforma, inaugurada em dezembro pelos empresários Peter Ostroske e André Beisert, ganha agora uma nova cara e um lançamento oficial, ao comando de Helena, ex-dona da loja Pelu, que irá agir como coordenadora da equipe de estilo, consultora de moda, curadora dos produtos disponíveis no site e ainda personal stylist de quem tiver efetuado o cadastro online. Isto porque, após cadastramento e preenchimento de um quiz rápido e fácil, o OLOOK envia mails periódicos com conselhos de produtos específicos para cada pessoa, baseados no perfil gerado. E o melhor? Os preços são fixos e variam só entre três valores: R$ 69,90, R$ 99,90 e R$ 129,90.

O site, com um SAC dinâmico e ativo, pronto a responder qualquer pergunta ou dúvida, seja relacionada ao processo de compra, ou sobre como combinar determinada peça — o FFW fez o teste –, tem como principal proposta trazer informação de moda personalizada às pessoas que têm poder de compra, mas poucas referências. Com coleções novas todos os meses de aproximadamente 35 modelos de sapatos, 40 modelos de bolsa e 30 acessórios diferentes, todos eles terão a aprovação e a curadoria de Helena.

Alguns dos produtos vendidos no site ©Andreia Tavares

Em um ambiente agradável, alguns produtos do OLOOK estavam expostos e uma série de iPads estavam disponíveis para quem quisesse fazer o seu cadastro ou já efetuar a primeira compra com o aconselhamento pessoal de Helena. O FFW se cadastrou e aproveitou ainda para conversar com Helena para saber um pouco mais sobre o projeto.

Como surgiu o convite?

Quando eu entrei no projeto ele já tinha uma forma. Fui apresentada aos sócios André e Peter pelo nosso fundo de investimento, o Monashees (o mesmo do PeixeUrbano), que é focado em moda e educação. Eu tive a Pelu durante oito anos e quando resolvi mudar, sabia que queria tecnologia e internet.

Qual é o objetivo do OLOOK?

A ideia é levar um fast fashion e um produto bacana com preço acessível para o maior número de pessoas. Nós somos a primeira plataforma de recomendação de moda no Brasil. Queremos oferecer o melhor custo benefício design/preço e poder levar informação de moda para o maior número de pessoas. Ainda existe uma carência muito grande de informação de moda, apesar de termos uma capacidade de consumo crescendo no Brasil. E ao mesmo tempo com a internet, não existe mais fronteira, então a informação é muito rápida. De repente uma pessoa que não tinha ideia de moda, passado três messes ela já sabe, já vê, já está comprando o que é tendência.

Tem muita gente que tira dúvidas de moda?

Muita. Em cada imagem de produto tem uma dica de como usar, muito simples, muito clara. Achei muito legal que eu dei uma dica de que podia usar scarpin com shorts e deu um resultado muito bom! É muito legal porque acabo tendo um dinamismo muito bom com o cliente.

Sapato, bolsa e acessórios, os três grupos de produtos disponiveis no site ©Andreia Tavares

Por que ele é diferente dos outros sites de compra online?

Você entra no site, preenche um quiz que vai nos dar algumas dicas sobre quem você é, para podermos escolher o que define o seu perfil. Todo mês a gente vai enviar por e-mail sugestões de produtos que se encaixem com esse perfil. Ainda, independente disso, temos uma coleção nova por mês, o que torna o site super dinâmico.

Como conseguem manter os preços baixos e a qualidade?

A gente tem ótimos fornecedores, e conseguimos ter muito volume. Estamos entrando na terceira coleção, já temos meio milhão de clientes cadastrados e quase 300 mil likes no Facebook. Então existe uma coisa muito dinâmica. A questão do preço ser acessível só vai reverberando e trazendo cada vez mais clientes.

Como funciona se o produto não serve ou a cliente não gosta?

Temos um desafio principal que é de vender sapato pela internet, que você não consegue experimentar, então temos uma política de troca bem bacana. Você tem uma semana para devolver o produto caso você não goste e tem um mês para fazer troca de tamanho. É só entrar em contato por e-mail ou pelo SAC. A gente tem um SAC super dinâmico e prestativo, responde muitas dúvidas de como usar o site e ainda tira dúvidas de moda. O frete para o Rio de Janeiro e São Paulo é gratuito e para o resto do Brasil em compras acima de 120 reais, que é bem fácil de conseguir, basta você comprar um produto de 129 e já não paga. O vai e vem da devolução e troca também é gratuito.

Quais os planos para o futuro?

Hoje em dia já temos 40 pessoas na equipe, divididas pelas áreas de tecnologia, marketing e moda, da qual eu sou diretora. Tenho um departamento de estilo e trabalho todo o desenvolvimento de produto, do zero. A meta agora é bater o nosso primeiro milhão de clientes até julho, agosto (risos). Agora a gente começa com uma série de ações com parcerias e locomoção, de lançar o site em novas cidades, etc.

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