Tendências

Palestra do WGSN no Fashion Rio ensina como ser um bom “cool hunter”

24/05/2012

por | Cultura Pop

Por Julia Pitaluga, em colaboração para o FFW

Carol Althaller, do WGSN ©Julia Pitalunga

No segundo dia de Fashion Rio Verão 2012/2013 (23.05), o portal de tendências WGSN organizou uma palestra sobre cool hunting apresentada pela correspondente do portal na América do Sul, Carol Althaller, que há três anos trabalha no escritório brasileiro da empresa, em São Paulo. Cool hunter é uma nova profissão e há cursos específicos para aprender como fazer um bom cool hunting, mercado que procura pessoas excêntricas que exprimem coisas novas e influenciam outras pessoas.

No começo da palestra Carol disse: “Espero que vocês saiam inspirados dessa sala”. E foi isso o que aconteceu. O lounge da SEBRAE RJ se tornou um nicho de inspirações para quem quisesse entender melhor como o comportamento e a cultura podem influenciar diretamente a constituição de uma coleção e a vontade dos consumidores que têm desejo de comunicar, por meio da sua maneira de vestir, o seu modo de vida e seus pensamentos.

Por que é tão importante a pesquisa de tendências? As tendências não são diagnosticadas através de bolas de cristal. O grupo do WGSN procura decorrências estéticas e de comportamento ao redor do mundo, seja no passado ou no presente, para prever o que as pessoas gostam e querem no seu momento atual e, assim, construir as macrotendências. “A reciclagem de ideias é importante. Reciclamos mais do que criamos. É tudo uma combinação de ideias, futuros e processos de vida”. Essa pesquisa vai muito além da moda. A busca é feita por meio de pessoas que estão abertas a novos caminhos, buscam ser diferentes e se destacam da massa por seus objetivos de vida. Como artistas, designers ou pessoas com possibilidade de viajar e contar coisas novas, sonhos novos e mostrar o que elas realmente sentem. “São essas as pessoas em quem ficamos de olho aberto!”, diz Carol.

Carol conta sobre as formas de disseminação de tendências em qualquer empresa cool hunter:

Existe o modelo randômico, como a Polaroid, por exemplo. Todos falam disso e fazem fotos com esse filtro. E o modelo linear, em que primeiro vê-se uma pessoa, depois uma roupa, depois uma marca e depois junta-se as informações para formar uma tendência.

“É importante não olhar para a moda. O mundo acontece no olhar sobre economia, política do lugar onde você vive, religião. Tudo isso leva ideia para a moda. É preciso conectar sinais e juntar as referências que já foram vistas antes também”. Ela explica: “Observamos muito os jovens, que estão sempre mudando e são influenciados por seus semelhantes e não pelo marketing. Chamamos de ‘jovens barra’ aqueles DJs, estilistas e atores, jovens que fazem muitas funções diferentes ao mesmo tempo. Tem-se que observar livros, revistas, ler coisas que acontecem onde você vive e no mundo inteiro. E mais que isso tudo, ver TV! Novelas! Tem que assistir. A televisão tem um impacto muito grande nas pessoas e é curioso saber o comportamento dos indivíduos perante esse meio de comunicação de massa”, ensina.

A internet também não pode ser ignorada. “Vemos muito a publicidade em blogs, Facebook e redes sociais em geral. Queremos saber o que os jovens estão compartilhando ali, no que eles se interessam e como eles traduzem as tendências na vida real. A música, as artes e a arquitetura orgânica das cidades (reparar em prédios, como as pessoas se comunicam em suas próprias cidades) também são muito importantes para entender o mercado de tendências”.

Olhos abertos então!

WGSN: os blogs de “faça você mesmo” estão virando negócio

23/03/2012

por | Moda

Tutorial do blog PS – I made this ©Reprodução

O portal de pesquisa de tendências WGSN fez um report super interessante a respeito do movimento DIY (sigla de “Do It Yourself”, ou “faça você mesmo”, em português) entre as consumidoras de moda, expondo os principais fatores que contribuem para a sua popularidade e destacando quatro blogueiras que estão transformando essa arte do “feito em casa” em negócio. Confira os principais pontos abaixo:

A cultura da recessão

O WSGN aponta a recessão econômica como um dos motivos que levou os jovens consumidores a procurarem meios alternativos de colocar as mãos em itens da moda. Os blogs de DIY surgiram como uma solução criativa por seus tutoriais que ensinam como recriar o estilo de peças da passarela por um preço muito abaixo do mercado – afinal, a maioria dos projetos DIY consegue alcançar um visual profissional com materiais acessíveis e que não custam muito dinheiro.

Consumo consciente

O DIY é descrito como um movimento que encoraja as pessoas a pensar e agir de maneira sustentável. Os consumidores estão cada vez mais atentos quanto à integridade social e ambiental dos produtos que eles compram, e a moda está incluída nesse radar. Assim como o “slow food” ou o movimento que encoraja o consumo de produtos locais, os adeptos do DIY acreditam que têm o poder positivo de transformação no ato de simplificação e de fazer eles próprios as suas coisas.

Gratificação instantânea

Os projetos DIY, especialmente os mais simples, que podem ser seguidos por qualquer pessoa, representam uma gratificação instantânea muito atraente – “por que esperar seis meses para o lançamento comercial de uma peça da passarela se eu posso produzir o mesmo estilo em algumas horas, ou até em alguns minutos?” é o pensamento dos adeptos do movimento.

Individualidade e exclusividade

Em um mundo de consumo de massa, com grandes redes varejistas produzindo milhares de cópias de uma mesma peça, os consumidores enxergam no DIY uma possibilidade de expressão de individualidade por meio da customização. Mesmo que uma adepta do DIY compre um vestido básico de uma grande rede, o risco de ela chegar em uma festa e dar de cara com uma pessoa com a mesma roupa, por exemplo, é praticamente zerado, já que ela pode ganhar um senso de exclusividade mesmo com pequenas alterações feitas em casa.

As marcas de olho no DIY

O WGSN aponta que as marcas estão de olho nas blogueiras especializadas em DIY e que cada vez mais estão buscando parcerias com elas como uma forma alternativa ao marketing tradicional. Os tutoriais de customização de seus produtos, segundo o bureau de pesquisa de tendências, são vistos como uma oportunidade que as marcas têm de criar um diálogo eficiente com seus consumidores, e uma maneira certeira de aumentar a popularidade e o consumo de suas mercadorias. Afinal, quando uma blogueira de DIY recebe uma peça para ser customizada com total liberdade criativa, os leitores do blog passam a enxergar o potencial aspiracional desse produto.

Conselhos para as marcas

O WGSN perguntou a algumas blogueiras que conselhos elas dariam às marcas que querem entrar na onda do DIY. Carly Cais, do Chic Steals, sugere que elas “permitam a customização de suas peças pelo comprador no ponto de venda (no site oficial, por exemplo), ou até que incluam um pequeno kit de decoração com a camiseta que elas vendem para deixar a coisa divertida e permitir que o comprador tenha uma participação no processo”. Geneva Vanderzeil, do A Pair and a Spare, acredita que “há um enorme mercado para se trabalhar com marcas que vendem itens básicos, que são o fundamento dos projetos DIY. Todo dia meus leitores perguntam onde eu compro itens de roupa para meus projetos DIY, e eu acho que as marcas seriam espertas de explorar esse interesse. Marcas que vendem itens básicos como a American Apparel, Levis e J Crew, e mesmo marcas maiores como a H&M, seriam ótimas para se trabalhar em conjunto. Além disso, também há uma oportunidade para as marcas, revistas e sites adotarem o movimento DIY para promover uma experiência de compra mais positiva e interativa, e para criar mais interesse em geral”.

Interessou? Então conheça as quatro blogueiras especializadas em DIY destacadas pelo WGSN:

Erica Domesek, do PS – I made this

Erica Domesek, do PS – I made this, e um projeto de sapato inspirado em modelo da Charlotte Olympia ©Reprodução

Descrita como uma “magnata do mundo da moda DIY”, ela vive pelo lema “Vejo. Gosto. Faço”. Desde a criação do seu bem-sucedido blog, a nova-iorquina de 29 anos já lançou um popular livro de DIY e apareceu em programas de grande audiência televisiva. Ela já trabalhou com uma longa lista de marcas, não só de moda, que vão da Kate Spade à Coca Cola.

Geneva Vanderzeil, do A Pair and a Spair

Geneva Vanderzeil, do A Pair and a Spair, e um projeto de saia com barra assimétrica ©Reprodução

A australiana de 25 anos tem uma fiel legião de seguidoras que lhe garante 400 mil page views por mês, além de um registro de crescimento de audiência de 15% a 20% por mês. Sua habilidade com projetos DIY já lhe rendeu parcerias com a J Brand, “Foam Magazine”, e com a Free People.

Arianna Berk, do Runway DIY

Arianna Berk, do Runway DIY, e um projeto de brincos inspirados em modelo da Givenchy ©Reprodução

Uma relativa novata da blogosfera DIY, a nova-iorquina de 24 anos abriu o seu blog em fevereiro de 2011 para focar em projetos faça-você-mesmo que recriam tendências vistas na passarela e em revistas. Com a intenção de transformar a ideia em negócio, ela recentemente lançou kits que permitem que seus leitores recriem em casa seus tutorias mais populares.

Kristen Turner, do Glitter ‘n’ Glue

Kristen Turner, do Glitter ‘n’ Glue, e um projeto de bolsa neon para festas ©Divulgação

A fundadora deste popular blog de DIY tem 28, é natural de Los Angeles, e conta que criou o site por necessidade: “Eu comecei a fazer DIY das últimas tendências porque estava quebrada”. Com muitas amigas perguntando como ela havia criado as coisas que estava usando, ela começou o blog, que já lhe rendeu parcerias com a Target, Converse, Forever 21 e Lucky Brand Jeans, entre outras.

As lavagens, estampas e acabamentos de jeans que devem dominar o Verão 2013

07/03/2012

por | Moda

Revestimento resinado dado ao jeans, uma das tendências da estação ©Reprodução

A Vicunha Têxtil, uma das maiores empresas têxteis do Brasil, especializada em jeans, organizou na terça-feira (06.03) em parceria com o bureau de tendências WGSN uma palestra intitulada “Universo Denim e Tendências de Lavagem” sobre os caminhos das lavagens e estampas de jeans para o Verão 2013. A palestra foi ministrada por Catalina Marin, colombiana especializada no mercado denim que trabalha há 10 anos com o WGSN. A parceria vem na sequência do novo site lançado pela WGSN, o “Denimhead”, área do portal que apresentará com regularidade as tendências especializadas neste segmento.

Catalina começou apresentando os três grandes grupos de consumidores de 2012/2013, que aliás, já tínhamos visto na apresentação feita por Katie Sturch, editora sênior do portal no Reino Unido e especialista em tendências direcionadas ao varejo, durante o SPFW. São eles os Novos Culturalistas, que valorizam o produto local e, em consequência, os padrões étnicos; os Hedonistas Democráticos, que buscam produtos atemporais e sofisticados; e os Adoradores da Realidade que, como o próprio nome indica, baseiam o seu consumo nas tendências do “agora”.

O denim é um tecido que sempre está presente ao longo das temporadas e dos anos. É uma espécie de uniforme global, que tem uma evolução constante e que, hoje em dia conta com várias técnicas de lavagem e de estampagem e  pode servir vários estilos. Para esta temporada, estes são os mais cobiçados:

Tie-dye em Isabel Marant, franjas grunge em Jeremy Scott e cortes a laser em 3.1 Philip Lim, Verão 2012 ©Reprodução

Manchas hi-lo e tie-dye: Esta lavagem consiste na utilização do denim manchado, com uma pigmentação simples, muitas vezes aplicada com spray e com um tingimento assimétrico. Esta tendência cruza com a febre do DIY (do it yourself – faça você mesmo) que tem invadido a internet por meio dos blogs que ensinam a técnica.

Franjas e desfiados: Os desfiados e as franjas desordenadas dão um look vintage e desgastado às peças dentro de uma tendência mais “grunge”.

Cortes a laser e tecidos perfurados: Os cortes a laser e os tecidos perfurados são apostas futuristas. Quase como se o objetivo fosse dar um aspecto controlado  com uma textura futurista e de outro mundo aos looks denim esportivos e grunge.

Aparência molhada em Richard Nicoll, o jeans quebradinho de Jeremy Scott e as texturas fluidas da Colcci, Verão 2012 ©Reprodução

Texturas plastificadas e resinadas: Estes são tipos de revestimento do tecido jeans que o fazem parecer quase um couro. Plastificadas até parecerem molhadas ou revestidas de resina, as técnicas permitem várias utilizações e estilos – desde um jeans que vai ficando com um aspecto de vidro quebrado ao longo do dia, até um jeans que dá a impressão de que está molhado.

Texturas leves e fluidas: Esta tendência é caraterizada pela utilização de fibras sintéticas sofisticadas para dar um brilho e uma fluidez ao tecido, tornando-o mais requintado e leve.

A aparência de linho em D&G, o look fosco “sujo” na DSquared² e o estruturado da Acne ©Reprodução

Aparência de linho: A volta às fibras naturais está tomando conta das passarelas e das tecelagens. Uma ideia de uma produção mais sustentável e natural para substituir fibras sintéticas é atraente, mas não muito barata, e vários tecidos tentam imitar a fibra natural, como é o caso do linho, com tramas mais abertas e visíveis.

Aparência fosca: A tendência fosca de cor esfumada e em alguns casos “suja” chega para cortar os brilhos e iridescências utilizados na grande maioria das peças.

Aparências estruturadas: Por meio de novas tecnologias de modelagem, é possível dar ao jeans um look modelado e estruturado, que se mantém por mais tempo.

Jeans coloridos de Manish Arora, as iridescências em Kanye West e o tingimento ombré da Moschino, Verão 2012 ©Reprodução

Jeans pálidos: Muito anos 90, esta tendência consiste em lavagens ultra pálidas que deixam o jeans quase sem qualquer coloração.

Cores do arco-íris: O jeans esta temporada vem em todas as cores, tão intensas que remetem a cores sintéticas.

Iridescências e brilhos: São considerados revestimentos de luxo. Não só são estampas e cores futuristas como o fato de poderem ser aplicadas ao jeans é muito vantajoso, pois permite criar estruturas e texturas novas. As cores metalizadas prata e dourado chegam para ficar pelo menos durante mais algum tempo.

Tingimento ombré: A utilização de dois tons de azul no jeans, seja ele com contornos bem definidos ou não, está presente em várias peças desta estação.

As estampas “tapeçaria” de Isabel Marant, o camuflado de Tommy Hilfiger e as listras em Jeremy Scott, Verão 2012 ©Reprodução

No que diz respeito a estampas, as estampas de tapeçaria, quase artesanais, estão sendo aplicadas ao jeans, assim como estampas camufladas e listradas, com listras bem espaçadas, novamente muito anos 90.

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A Era do Espaço: o que ela significa para a cultura moderna?

29/02/2012

por | Cultura Pop

Imagem do filme “Viagem à Lua” de Georges Méliès ©REprodução

O espaço é uma ideia fascinante e misteriosa, que até hoje inspira várias áreas da arte, desde a arquitetura à moda, música e cinema. Em um artigo publicado pelo WGSN, entendemos melhor o porquê das descobertas espaciais influenciarem a nossa cultura. Se olharmos para a história das descobertas do universo desde a revelação de Galileu – “A terra é redonda” – até a afirmação do astrofísico pop Neil deGrasse Tyson de que “Somos todos poeira cósmica”, percebemos que são revelações que tratam da nossa vida e do nosso futuro.

Moby não se enganou quando compôs “We are all made of Stars”. Somos mesmo todos feitos de estrelas, e o melhor? Está provado cientificamente. Em uma época em que a grande tendência é encontrar beleza no inesperado e no desconhecido, como aliás já tínhamos ouvido do WGSN, cientistas descobrem que o nosso DNA veio de uma explosão espacial há muitos milhares de anos.

O mês de abril de 2011 marcou 50 anos que Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir para o espaço, acendeu  a imaginação do mundo por meio das imagens que fez em sua “viagem” e influenciou a cultura pop na literatura, na arte, na música, na TV e no cinema. Em abril de 1961, em sua nave Vostok 1, Gagarin completou uma órbita completa da Terra. Esta volta demorou apenas 108 minutos, mas mudou a percepção do mundo – o que era ficção cientifica tornou-se realidade. A Era do Espaço havia chegado. A vitória russa ecoou pelo mundo e abriu caminhos para uma “guerra” com os Estados Unidos que, antes do fim da década, colocou um homem na lua. Nesta época, a imagem do astronauta enquanto ícone do século XX  nasceu e a década viu uma explosão de cultura relacionada com o tema do espaço.

Existe um forte apetite por tudo o que é relacionado ao espaço, que certamente ganhará mais força quando ainda este ano, os primeiros turistas espaciais decolarem a bordo da “invenção” de Richard Branson, a Virgin Galactic.

Poster soviético de 1961 com a imagem de Yuri Gagarin ©Reprodução

Novas Fronteiras

A influência de Gagarin reflete as aventuras, a vontade de conhecer e o lado curioso dos elementos da corrida ao espaço. A televisão norte-americana foi a primeira a participar desta onda com uma série de programas e seriados, que não só despertavam a atenção e o humor dos adultos, como o seriado  “Star Trek”, como também faziam voar a imaginação das crianças com a família futurista “Os Jetsons”.

A tripulação de “Star Trek” ©Reprodução

Musicalmente, este conceito permitia a criação de novos e diferentes sons e efeitos visuais com algum sentido de humor “cósmico” ou algum outro absurdo. A MTV passou uma fase apaixonada pelo tema e exibia inúmeros vídeos de música relacionados com o espaço, paixão que a música pop alimenta  até hoje. Sucessos antigos como “Man on the Moon”, do REM, ou mais recentes, como“Intergalactic”, do Beastie Boys, revelam a relação que a música tem com o imaginário espacial.

O look futurista de David Bowie é um dos marcos dos anos 70 e recentemente foi lembrado em capas da “Rolling Stones” e “Vogue” francesa. No clássico “Space Oddity”, Bowie conta a sua versão de uma viagem espacial. “Dark side of the Moon”, disco auge do Pink Floyd, é outro exemplo de como temas relacionados ao espaço influenciaram a música pop.

REM – “Man on the Moon”

David Bowie – “Space Oddity”

Na literatura, o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, a obra de Pierre Boulle “Planeta dos Macacos”, e o livro de Arthur C Clarke, escrito em paralelo com o filme de Kubrick, “2001: Odisseia no Espaço”, dão ao leitor a oportunidade de imaginar como seriam esses mundos distantes.

No cinema, o curta-metragem de Georges Méliès, “Viagem à Lua”, mostra uma das visões fantasiosas que os homens possuíam da Lua, mas foi “Star Wars”, de George Lucas, que ajudou a escalada da indústria cinematográfica com filmes de ficção. Com “2001: Odisseia no Espaço”,  o teor cômico e das viagens espaciais foi posto de lado e o “desconhecido espacial” começou a ser visto com mais seriedade e, em alguns casos, como uma ameaça aos homens. Já “Barbarella”, de Roger Vadin, é também uma divertida aula da moda futurista dos anos 60.

Jane Fonda como Barbarella (1968) ©Reprodução

Essa ameaça do desconhecido à raça humana ainda é muito retratada no cinema. Filmes apocalípticos, como “Dia da Independência”, e mais recentemente o de Lars Von Trier, “Melancolia”, mostram a tensão que o medo do fim do mundo gera na humanidade.

O trailer de “Melancolia”, de Lars Von Trier:

Na moda, três estilistas destacaram-se como criadores da chamada “Space Age”. Em 1964, o pioneiro André Courrèges lançou a coleção Spage Age, seguido por Paco Rabanne em 1966, com a sua interpretação do tema futurista, criando roupas de plástico e metal. No mesmo ano, Pierre Cardin criava a sua versão do look “Space Age” com chapéus com formato de capacetes espaciais e vestidos aerodinâmicos. Nos três videos abaixo, podemos ver essa influência no trabalho dos designers.

André Courrèges:

Pierre Cardin:

Paco Rabbane:

Hoje, a influência é traduzida de outra forma. As viagens ao espaço propriamente ditas tornaram-se comuns e hoje, o que causa espanto e admiração são as descobertas científicas de moléculas e galáxias distantes. E as peças mostram estampas iridescentes e estelares, e tecidos metalizados e plastificados, que ajudam a criar uma cor não identificável, desenvolvidos com alta tecnologia.

Givenchy, Chanel e Alexander McQueen: todos apostam nas iridescências ©Reprodução

Para finalizar, no vídeo abaixo, o astrofísico Neil deGrasse Tyson explica por que é fascinado pelas recentes descobertas da ciência sobre o espaço: “Estamos todos conectados, uns aos outros, biologicamente; com a Terra, quimicamente; e com o resto do universo, atomicamente. Nós estamos no universo e o universo está em nós”.

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Palestra do portal WGSN antecipa os caminhos da temporada 2012/2013

26/01/2012

por | Cultura Pop

Andréa Bisker e Katie Sturch na palestra do WGSN no Shopping Iguatemi ©Fernando Godoy

A palestra do WGSN, um dos portais de tendências mais consultados do mundo, aconteceu na terça-feira (24.01) no Shopping Iguatemi, ministrada pela diretora do portal na América Latina, Andréa Bisker, com a presença de Katie Sturch, editora sênior no Reino Unido e especialista em tendências direcionadas ao varejo, dando as diretivas para as temporadas de 2012/2013, assim como inspirações artísticas divididas por grupos de tendências. Acompanhada por vídeos expressivos de cada grupo de tendências, a manhã que começou cedo na sala do Cinemark se tornou uma das mais inspiradoras da temporada de moda Inverno 2012, para quem quisesse entender melhor como o comportamento e a cultura podem influenciar a construção de uma coleção e a vontade do consumidor em querer espelhar na sua maneira de vestir o sinal dos tempos em que vive.

As tendências para a Primavera/Verão 2013 foram divididas por Katie em três grandes grupos macro:

1.Idiomatic (“idiomático”)
2.Wonderlab (“laboratório fantástico”)
3.Story of Now (“história do agora”)

O casaco inspirado nas touradas, Jeremy Scott para Adidas; e Laduma Ngxokolo inspirado na tribo Xhosa ©Reprodução

O grupo de tendências Idiomatic (“idiomático”), como o próprio nome indica, trata de valorizar a riqueza das diferentes culturas locais. “Ser provinciano é cool” foi uma das frases de abertura do vídeo que apresentava esta tendência, que contou com a trilha sonora do sertanejo mais traduzido dos últimos tempos, “Ai, se eu te pego” de Michel Teló. Nada mal para as nove e meia da manhã de uma terça-feira. O que o vídeo e a música queriam expressar era a valorização da essência de uma cultura (o sertanejo, no caso) e a reação das pessoas a mesma.

As tribos de consumidores desta tendência são chamadas de New Wave Culturalists (“culturalistas nova onda”) e valorizam não só a cultura, como a produção e o conteúdo local. A globalização deixa de ser o inimigo e permite que o local se inspire e floresça de acordo com as tendências globais.

As cores vão ser mais pasteis e cores mais frias, que vão ser a paleta para estampas listradas e vibrantes, em peças de algodão que mostrem a trama com que foram realizadas. Estas cores são aplicadas a peças com cortes mais retrô, inspiradas em tribos, culturas e tradições locais.

O perfume molecular Molecule 01; e os tecidos Sci-tech Chanel Primavera/Verão 2012 ©Reprodução

O segundo grupo de tendências é o Wonderlab (“laboratório fantástico”). A frase que marca esta tendência é “ciência é cool”. E não só é cool, como valoriza o conhecimento raro sobre alguma coisa ou assunto e caracteriza isso como um luxo só permitido aos mais interessados, que procuram marcas e peças sustentáveis.

A extrema valorização do conhecimento resulta em procurar e ver beleza no inesperado e no desconhecido, com inspirações em radiografias cerebrais, vírus e moléculas para criar as estampas aplicadas em um look mais sportswear. As silhuetas são clean e modernas e muitas vezes realizadas em tecidos metalizados cuja cor é difícil de identificar.

Os consumidores desta tendências são chamados de Democtratic Hedonists (“hedonistas democráticos”), que procuram e aprendem a viver em novos estilos de vida, buscando conhecimentos raros e inspirados em comportamentos Sci-Tech – que une tecnologia e ciência.

O vestido inspirado em papel de parede com fita adesiva de Vanessa Bruno Primavera/Verão 2012; e a arte de rua em Berlim ©Reprodução

O terceiro grupo de tendências, Story of Now (“história do agora”), valoriza o real e contemporâneo de uma forma que nunca vimos. Diferente do carpe diem que vivíamos até hoje, pautado por um “a vida é agora” quase obrigatório, esta tendência assenta na valorização de tudo o que é real, do bonito ao feio, do normal ao estranho, vendo beleza em tudo o que existe. Desta forma, encontramos uma valorização de roupas “entediantes” do dia-a-dia, que caminham para um minimalismo urbano e mundano. Os cortes clássicos voltam a ser utilizados como forma de exaltação do look urbano, que procura inspiração na arte de rua de Berlim e na pós-modernidade.

Os consumidores desta tendência são os Reality Worshippers (“veneradores da realidade”), que celebram o real e o mundano e querem transmitir isso na forma de vestir e estar na vida.

Como brinde final, Katie presenteou-nos com o vídeo de Frank Ocean, Novocane, como representante das tendências apresentadas e como elas são refletidas em outras áreas.

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Editora de Viagens e Arte do WGSN fala da importância do “ser” sobre o “ter”

14/01/2012

por | Cultura Pop

Catrin Davies, editora de Arte e Viagens do WGSN, no Fashion Rio Inverno 2012 ©Juliana Knobel/FFW

Catrin Davies, editora sênior do setor de Viagens e Arte do bureau de tendências WGSN, contou no sábado (14.01) ao FFW quais os caminhos da arte e das viagens para o próximo ano.

A grande tendência identificada por Catrin no mercado da Arte e das Viagens é a de criar experiências, e não posse. O verdadeiro luxo deixou de estar relacionado com ter e passou a ser sobre ser; deixou de ser sobre itens exclusivos e passou a ser sobre experiências exclusivas. A arte, por sua vez, também precisa se renovar e criar novas formas de comunicação que atendam um consumidor cada vez mais exigente.

No papo descontraído que batemos com a editora, aprofundamos mais estes temas, tão importantes para pautar a moda, a arte e todas as tendências culturais em geral.

O que a traz ao Brasil para além do Fashion Rio?

Nós temos um guia da cidade então estou vendo as lojas e os restaurantes, para recolher ideias de como fazer um update desse guia. Nós temos uma correspondente aqui no Rio, que é ótima, mas é sempre bom vir ver pessoalmente.

Já tinha vindo ao Brasil?

É a minha segunda vez no Rio. Estive aqui há cerca de três anos mas este é o meu primeiro Fashion Rio. Na verdade, desta vez, tive mais tempo para ver as coisas porque os desfiles começam mais tarde, o que facilita muito para fazer turismo de manhã.

O que pensa do Rio de Janeiro? Viu muitas mudanças?

Eu vi que as lojas multimarcas cresceram muito desde a última vez que estive aqui. É muito interessante ver as marcas brasileiras se misturarem com as internacionais. É muito bom. Ontem falei com um amigo que me disse que as marcas de roupa de praia internacionais não vendem no Rio. Todas as lojas a que eu já fui de roupa de praia só vendem marcas brasileiras. Eu acho isso muito interessante e muito patriota. Vocês realmente fazem a melhor roupa de praia. (risos)

Como é trabalhar no WGSN?

É um lugar fascinante de se trabalhar. A parte mais interessante é ver como as ideias e tendências se transformam em objetos reais, nas lojas, palpáveis. Isso é muito legal. É o melhor trabalho do mundo. Estou no Rio de Janeiro (risos). Tenho a oportunidade de viajar muito, estou sempre vendo arte contemporânea e trabalho com pessoas muito criativas. Não só fora mas no próprio escritório também, temos um ambiente de trabalho muito bom, onde todo mundo é convidado a partilhar as suas ideias.

Qual vai ser a tendência de destinos?

No início do ano sempre pensamos nessas coisas, o que vai ser novidade, o que pode ser interessante… Temos falado muito do Oriente Médio em termos de arte e de turismo. A ideia das pessoas de que Dubai, por exemplo, é um palácio de cristal sem nada dentro está mudando e as pessoas começam a ver o apelo do Oriente Médio.

Eu vou sempre à Bienal de Veneza e esta última edição teve muita coisa vinda do Oriente Médio em geral, como tecidos, têxteis… e depois temos coisas que vêm de países específicos como o Uzbequistão ou o Azerbaijão, que são países difíceis de visitar mas muito inspiradores em termos de cores, combinações, tecidos… que inspiram uma viagem mais orientada para o consumo.

Depois temos destinos como San Sebastian, no norte de Espanha, que já é famoso há algum tempo mas recentemente, devido à crise na Europa, tornou-se uma espécie de resort de luxo barato.

Em termos das coisas que as pessoas querem e esperam da viagem, tem uma tendência bem interessante. Por causa da crise, as pessoas querem mais do dinheiro que gastam e então, em vez de procurarem viagens puras, procuram experiências únicas, por isso vemos muitos hotéis fazerem um “re-posicionamento” transformando-se em uma espécie de boutique, para que as pessoas sintam que foi bem gasto o seu dinheiro e que estão vivendo uma experiência interessante. Mesmo para as pessoas que viajam com um orçamento apertado, é importante apreciarem o design do hotel, os detalhes… Um pedido que temos muito hoje em dia é de apartamentos nos lugares. As pessoas querem passar tempo nas cidades, sentir-se parte do bairro, enfim, ter uma experiência. Alguns dos lugares que estão borbulhando nos Estados Unidos vão ser bons lugares para se viajar. Cidades do interior, pouco conhecidas, que ofereçam uma vivência única a um preço justo.

A arte também precisa de se renovar e criar experiências?

Claro. Acho que, inevitavelmente, as pessoas vão procurar também ter experiências pessoais na arte. Ir a uma exposição porque ela é em um lugar interessante; ter na exposição algo que interaja com as pessoas vai ser muito importante. Algo que fale com os vários elementos da vida dela. E que já agora faça uma campanha de marketing; não é por ser arte que não precisa!

Como as parcerias dos designers de moda com os balés?

Exatamente. Assim como muitas grifes estão com exposições. A Louis Vuitton, por exemplo, vai fazer uma exposição em Paris em março, a Louis Vuitton/Marc Jacobs, que vai ser muito interessante para mostrar as duas visões da mesma marca. Mas eu acabo sempre por achar que é uma ótima ideia do Marketing das marcas.

Acha que o futuro das exposições é virtual, como se pensa de tantas outras áreas?

Como o museu do Valentino, por exemplo, não é? Acho que é um ponto muito interessante para os curadores de galerias, os artistas, porque é uma nova plataforma para mostrar uma exposição e um artista. As pessoas já “vivem” online há mais de 10 anos e já se espera que as coisas sejam sempre via internet. Ou pelo menos que esse seja um dos meios principais. Em Londres por exemplo tivemos uma exposição do Leonardo da Vinci e pela primeira vez eles fizeram uma transmissão ao vivo da abertura, em plataformas digitas e também nos cinemas. É uma forma de usar a mídia digital para se comunicarem e acho que é muito interessante. Não acho que vá substituir a exposição física na galeria tradicional, pelo menos por enquanto. Mas é uma forma complementar que é muito importante que exista.

O que o Brasil tem para oferecer ao mundo em termos de arte?

A ARTRIO cada vez mais tem sido muito importante para nós. Este ano foi ótimo porque para nós é muito mais fácil saber onde está a arte na Europa do que na América Latina e sempre que temos algo de alguma outra parte do mundo é muito novo, interessante e refrescante.

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No Rio-à-Porter, WGSN aponta caminhos do universo feminino

13/01/2012

por | Moda

Por Nuta Vasconcellos

O último dia do Rio-à-Porter começou com uma palestra da revista “Elle” e WGSN sobre “O universo feminino e a moda 2012”. Clarissa Araújo, gerente para novos negócios da agência de tendências, apontou os cinco principais caminhos da moda, chamados de Key Looks, para a Primavera/Verão 2012.

Water Babies

©Reprodução

O mundo aquático vem como inspiração. Os oceanos, a vida aquática real ou mitológica, conchas e texturas iridescentes para dar cara de mar aos tecidos. A beleza é natural, molhada, frágil. Essa tendência aborda a fantasia e a magia e encanto do mar.

Cores-chave: branco, prata, todos os tons de azul, turquesa, candy colors e a cor principal da tendência, verde-água.

Tecidos-chave: tecidos como organza, seda ou chiffon. Lantejoulas iridescentes.

Peças-chave: peplum, calça flare, vestidos de prega, tops, bainha plissé, saias wrap e os shapes sereia.

A Sporting life

©Reprodução

A estética é limpa, funcional, moderna. A inspiração vem do universo dos esportes e do hip hop. A modelagem é mais solta, e os shapes são “reaproveitados” dos uniformes dos esportes. Esse universo é colorido, ativo e confortável.

Cores-chave: branco, laranja, preto, azul.

Tecidos-chave: malha, neoprene, couro (branco), tela.

Peças–chave: costas nadador, peças com amarração e corda.

50’s Twist

©Reprodução

Essa tendência se inspira no estilo de vida e beleza da mulher dos anos 50. É feita para a mulher que gosta de buscar no passado e em mulheres mais maduras inspiração para sua vida e guarda roupa. Essa tendência é ligada a estética cinematic.

Cores-chave: candy colours, rosa pálido, rosa choque, turquesa.

Tecidos-chave: renda, cambraia, jeans.

Peças-chave: conjuntos, peças de cintura alta marcada, fenda.

MOD Couture

©Reprodução

Essa tendência é vista como uma neo-nostalgia. Na década de 60 a moda era voltada para o futuro e hoje em dia ter desejo por ela é quase ter desejo pelos dias atuais. É um olhar para o futuro com um quê de admiração pelo passado. Inspiração na pop art e geometria.

Cores-chave: menta, metalizados, preto e branco.

Tecidos-chave: encorpados que não mostrem as formas da mulher.

Peças-chave: vestidos em A, formas retas.

Tribal Arts

©Reprodução

É a busca pelo natural, pelas origens, pelo mundo antigo. Forte apelo artesanal, rústico e histórico. Inspiração no Egito, art déco e tribos da África.

Cores-chave: nude, marrom, vermelho e ouro velho.

Tecidos-chave: naturais, rústicos.

Peças-chave: amarrações, saia envelope, franjas.

Todas as edições da “Vogue” América desde 1892 estão disponíveis no WGSN

13/12/2011

por | Moda

Layout do Vogue Archive ©Reprodução

O WGSN e a “Vogue” América acabam de lançar um projeto online que disponibiliza na rede todas as páginas de todas as edições da “Vogue” América desde 1892 (!). São 400 mil imagens coloridas e digitalizadas das capas, reportagens, editoriais, ilustrações e até das propagandas, tudo projetado para pesquisas precisas: o usuário pode fazer buscas por edição, década, estilista, fotógrafo, personalidade, artigo, imagem, cor, material, roupa… Além disso, é possível gerenciar, imprimir e compartilhar todos os arquivos, que serão atualizados mensalmente, sempre com a última edição da revista.

O projeto é viabilizado globalmente pelo WGSN, mas independe de assinatura do bureau de tendências – ou seja, você não precisa necessariamente ter uma conta do WGSN para poder assinar o acesso aos arquivos da “Vogue”. O preço do pacote anual para clientes do Brasil é sob consulta, mas para se ter uma ideia, o site norte-americano Fashionista divulgou que o valor por lá é de US$ 1.575. Para instituições acadêmicas e bibliotecas, o Vogue Archive também está disponível no ProQuest, o provedor de pesquisa digital. As assinaturas podem ser feitas pelo wgsn.com.

+ Valentino reúne 50 anos de moda em museu virtual para download

WGSN: os caminhos da beleza para o Outono/Inverno 2012/2013

07/12/2011

por | Cultura Pop

Ainda dentro da temática “caminhos do Outono/Inverno 2012/2013”, o FFW publica nesta semana o report do WGSN focado no universo da beleza. Dentro dos conceitos “Hipercultura”, “Neutralidade Radical” e “Eco-hedonismo”, antecipe o que virá com força total na próxima temporada:

Hipercultura

©Reprodução/WGSN

Inspirado por uma mistura fantástica de origens e influências, diferentes elementos culturais se unem em harmonia para criar uma estética vibrante e super-híbrida. A “colonização cultural” abre espaço para a “colaboração cultural”, misturando referências étnicas para formar uma nova revolução global.

Campanhas: estética global. O WGSN cita como referência a campanha da Estée Lauder com Constance Jablonski, Liu Wen e Joan Smalls, respectivamente as primeiras francesa, chinesa e porto-riquenha contratadas pela marca. O bureau cita também a campanha “Bobbi Brown Pretty Powerful”, lançada em fevereiro de 2010, que mostrava “mulheres de verdade” de várias idades e grupos étnicos.

Cabelo: o report do WGSN indica uma abordagem mais criativa ao hairstyling, com finalizações que criam texturas contrastantes. As tranças e rabos de cavalo devem seguir com força, mas serão atualizados – as tranças serão espalhadas pela cabeça em diferentes tamanhos, e os rabos de cavalo terão texturas variadas. O cabelo preso em meio rabo será particularmente popular entre os mais jovens, com experimentações com texturas e ondas. Para os homens, a tendência das texturas molhadas e secas, muito vista nas passarelas, continuará com força; o foco, porém, será no acabamento em múltiplas texturas, em vez de uma ou duas áreas contrastantes. Além disso, os homens de cabelo curtinho vão deixar os fios mais longos; os fios serão grossos e com volume, por isso produtos de styling, especialmente os em pasta, serão essenciais.

Coloração: a coloração tem aparecido de forma mais experimental, graças à influência de celebridades como Rihanna, Lady Gaga e Nicki Minaj. De acordo com o WGSN, o foco será nos tons avermelhados, tanto para as mulheres quanto para os homens, só que em tons mais discretos do que os que têm feito sucesso atualmente. O dip-dye hair vai abrir espaço para blocos de cor, e os consumidores vão deixar o “faça-você-mesmo” e voltar para os salões de beleza especializados. A cor bem gráfica estará em alta, com mechas bem definidas de loiro, castanho escuro e preto espalhadas como luzes, ou na parte inferior do cabelo, quase escondido. Cores intensas também serão concentradas no topo da cabeça, em uma atualização do cabelo ombre. Quem tem fios escuros também vai experimentar com a cor, contrastando raízes claras com comprimentos escuros, ou adicionando “fatias” de cor no meio do comprimento dos fios.

Referências capilares do WGSN ©Reprodução/WGSN

Lábios: para o Outono/Inverno 2012/2013, os produtos para os lábios serão criativos e funcionais. Foco nos aplicadores tipo caneta, stick e crayon, como os que já estão sendo fabricados pela Smashbox, Revlon, Clinique e Nars. O acabamento mais utilizado será o matte, em fórmulas quase pastosas — as cores matte tendem a deixar os lábios ressecados, então as fabricantes de produtos de beleza terão que criar fórmulas altamente pigmentadas e de longa duração, e que também possuam ingredientes hidratantes.

Olhos: o vermelho e dourado estarão em alta, com texturas opacas que dão um efeito impactante. A cor é espalhada por toda a pálpebra e pode se estender até as sobrancelhas para um visual futurista. Para acompanhar, lábios nude e pele fresca.

Unhas: o nail art cheio de decorações vai começar a desaparecer; adesivos, cores duocromáticas e efeitos craquelados darão espaço a cores sólidas em tons vibrantes. Quanto ao formato, ele será bem longo e com a ponta arredondada. De acordo com o WGSN, as unhas naturais vão parecer falsas por causa do formato, e as unhas artificiais serão as mais longas vistas há muito tempo.

Rosto: os produtos multifuncionais serão importantes porque os consumidores levam vidas agitadas. Pra reduzir a necessidade de várias aplicações, além de tempo e dinheiro, os produtos híbridos vão oferecer múltiplos benefícios – por exemplo, em bases com serums e propriedades anti-idade. Entre as marcas que já oferecem esse tipo de produto estão a Stila, MAC, Biotherm, La Prairie, By Terry e John Tsagaris. O BB Cream (“blemish balm cream”), creme multiuso muito popular em países como a Coreia do Sul e o Japão, vai ganhar força no Ocidente.

Neutralidade Radical

©Reprodução/WGSN

O foco é em um novo minimalismo. Mensagens de calma e discrição permitem que a pureza e a simplicidade ganhem destaque. O menos, definitivamente, é mais. As regras de gêneros são quebradas e a divisão masculino-feminino fica mais tênue.

Campanhas: a ideia de androginia teve um forte impacto em campanhas recentes de beleza. O WGSN cita como referências a coleção Primavera 2011 da Nars, com a modelo Iris Strubegger com o cabelo puxado para trás, vestindo uma camisa masculina com gravata; e a campanha do Magically Cool Liquid Powder da MAC, que, segundo o bureau de tendências, representa bem a mensagem de neutralidade de gêneros com seu efeito desbotado, neutro e simples.

Cabelo: o rabo de cavalo bem arrumado continua, e é atualizado com a altura na base do pescoço. O formato em cone, como usado recentemente em um desfile de Issey Miyake, é citado como referência pelo WGSN. Quanto ao corte, o cabelo bem curto e com cara de masculino será muito adotado pelas mulheres, com styling cheio de gel para manter os fios no lugar, como tem aparecido muito nas passarelas. O bureau aposta também nas franjas curtas, tanto para elas quanto para eles. Para os homens, a novidade é o comprimento bem longo dos fios, como na passarela de Jean Paul Gaultier, em que os modelos tinham cabelos compridos, ondulados e com divisão lateral. O WGSN prevê uma versão mais “usável” desse look, com o comprimento médio e ondas naturais.

Coloração: o preto virá como uma cor sólida, em cortes gráficos finalizados com produtos que dão um visual brilhante, quase plástico. Com o número crescente de modelos asiáticas nas campanhas e desfiles de moda, o WGSN prevê um novo desejo por fios escuros e brilhantes, aumentando a oferta de tons de preto nos salões especializados em coloração. Quem tem fios claros também vai experimentar com os castanhos escuros e pretos, e mesmo as cores vibrantes darão espaço a um visual mais natural. Quanto aos fios loiros, eles devem ganhar reflexos dourados e quase cor de rosa, que dão um efeito “dirty blond”.

Referências capilares do WGSN ©Reprodução/WGSN

Lábios: a simplicidade é fator central na Neutralidade Radical, e tem um enorme impacto nas embalagens de beleza. O foco será na eficiência e performance dos ingredientes, especialmente em cosméticos com cor, particularmente nos feitos para os lábios. O WGSN aposta nas seleções de tons nude, naturais, em texturas cremosas, e cita a coleção de batons da marca Tom Ford como referência dessa tendência.

Olhos: sobrancelhas marcantes. Ultimamente os produtos voltados para o fortalecimento dos cílios têm dominado o mercado, mas o WGSN prevê que o foco irá para as sobrancelhas fortes e gráficas, combinadas a um rosto e lábios nude. O bureau cita como referência o Eyebrow Renewing Serum da marca alemã M2Beauté, que promete promover o crescimento dos pelos das sobrancelhas.

Unhas: dentro da Neutralidade Radical, a tendência é de unhas simples, curtas, levemente quadradas e pintadas em cores neutras. O WGSN cita como referência a coleção Cashmere da Nails Inc, e o tom Naked da Deborah Lippmann.

Rosto: a estética será de pele com textura natural, em sua melhor forma possível; por isso, produtos que oferecem limpeza profunda serão chave. O Clarisonic Skincare System é citado como referência por prometer uma limpeza seis vezes mais eficiente do que a manual, diminuindo o tamanho dos poros, uniformizando a pele, reduzindo o aparecimento de linhas finas e potencializando a penetração de cremes e serums na pele. Quanto aos cosméticos, os primers serão importantes para garantir uma pele perfeita; o WGSN cita os produtos da Nars (Pore Refining Primer), Bobbi Brown (SPF15 Tinted Moisturiser), Alpha-H (linha Clear Skin) e Absolution (estes dois últimos, por seus produtos unissex) como referências dessa tendência.

Eco-hedonismo

©Reprodução/WGSN

O eco-hedonismo combina sustentabilidade com misticismo e hedonismo. O foco é na criação de um novo luxo paralelo à natureza por meio da mistura do orgânico, sintético e elementos de engenharia para criar híbridos contemporâneos.

Estética: “nature luxe”. Trata-se de uma mistura do orgânico+luxo, ou do orgânico+performance, com uma nova geração de produtos que devem capturar esses extremos e contradições. O design da passarela do desfile Inverno 2011 da Lanvin é citado como referência pelo WGSN devido à atmosfera sinistra e nebulosa que une natureza e ambiente de luxo. O bureau cita ainda o Floating Gardens Spa, espaço que deve ser finalizado ainda este ano no centro de Amsterdã, com um projeto sustentável que inclui um jardim vertical criado para ajudar na conversão de CO2 em oxigênio.

Cabelo: o WGSN aposta em cachos bem definidos conquistados com a ajuda de produtos de styling – o xampu seco dará espaço a produtos tipo sérum, usados com equipamentos elétricos como babyliss. Quanto aos penteados presos, o Outono/Inverno 2012/2013 trará uma grande variedade de coques em formas orgânicas, como os vistos na passarela de Antonio Marras. Os homens também devem experimentar com os cachos, ajeitando-os na frente da cabeça, quase como uma franja, e mantendo as laterais e a parte de trás mais curtas. Para os meninos de cabeço liso, a aposta é no penteado empurrado para a frente, em camadas curtas com textura seca e bastante movimento.

Coloração: o foco será nas cores inspiradas pela natureza; loiros terão menos destaque, abrindo espaço para os castanhos e os vermelhos escuros. As cores serão aplicadas em camadas para criar um efeito intenso, saudável e tri-dimensional, por isso os consumidores retornarão aos salões profissionais. Para quem não se separa dos fios loiros, a novidade é que os tons mais quentes estarão em alta, tanto para elas quanto para eles, em castanhos claros e tons quase de areia.

Referências capilares do WGSN ©Reprodução/WGSN

Lábios: as cores vibrantes ficarão mais escuras, fortes, altamente pigmentadas e em textura matte. O WGSN prevê também a expansão de linhas de maquiagem ecologicamente corretas e com ingredientes naturais, citando como referências a coleção Uruku da Aveda, produzida em colaboração com a tribo brasileira Yawanawa, e a coleção Pretty Amazing Lipcolor da Bare Minerals, enriquecida com minerais.

Olhos: os tons em alta serão os terrosos e esverdeados, incluindo cáquis, verde-limão e verde-oliva, usados em combinações de dois ou três enquanto o resto do rosto fica natural. O WGSN indica o uso do lápis verde para contornar os olhos como alternativa ao clássico delineador preto. Os tons de bronze, populares atualmente, devem continuar em alta, mas atualizados para um laranja avermelhado. O bureau destaca também a importância das sombras em pó com brilho metálico em substituição às texturas cremosas atualmente em alta no mercado.

Unhas: os novos esmaltes vão focar na inovação de ingredientes em vez de acabamentos, já que a tendência será a volta das cores sólidas. O WGSN destaca o esmalte Gold Leaf Nail Varnish da Rococo, feito com ouro 24 quilates, como exemplo do luxo associado a cores e acabamento naturais. O bureau destaca também o crescimento do mercado de esmaltes atóxicos, livres de substâncias químicas nocivas, e cita a marca Organic Pharmacy como referência da tendência.

Rosto: o WGSN aponta para o crescimento do segmento de produtos naturais altamente sofisticados, chamados de “naturais híbridos” por sua combinação de ingredientes naturais e tecnologias avançadas. O bureau cita as marcas Bare Minerals, Origins, La Mer e Ahava como referências da tendência.

WGSN: conheça os conceitos que guiarão o Outono/Inverno 2012

02/12/2011

por | Cultura Pop

“Um mundo, infinitas perspectivas” — esta é uma das provocadoras definições que abrem o report de macro-tendências Outono/Inverno 2012/2013 do WGSN. “Hipercultura”, “Neutralidade Radical” e “Eco-hedonismo” são os conceitos que devem guiar a próxima temporada, e cujos resumos você vê primeiro aqui:

Hipercultura

©Reprodução/WGSN

O cada vez mais importante design cross-cultural e as conversações sócio-econômicas criaram uma nova ordem visual. A web quebrou distâncias físicas e também acelerou a evolução cultural. Conexões globais de redes que ligam uma nova geração de artistas, designers e pensadores fazem uso de tradições antigas ao mesmo tempo em que transcendem seus limites para criar algo novo.

Amizades modernas: a internet e a mudança do poder econômico pelo mundo possibilitaram novas amizades e um novo entendimento cultural. A globalização muda de uma força às vezes negativa para uma que promove a troca positiva de habilidades, ideias e culturas. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o projeto “Made In…” de Miuccia Prada, que envolve coleções de luxo do mundo todo – do Japão à Escócia, da Índia ao Peru. Produzido em workshops tradicionais, os itens exemplificam as habilidades de cada lugar. A ideia subverte a concepção comum do “made in China” ou “made in Italy” como identificadores instantâneos de produção em massa ou luxo. A Prada olha para as origens de uma roupa como um statement que destaca as habilidades especializadas dentro daquele país.

História 360: novos canais de acessibilidade tornam possível redesenhar a história global para incluir perspectivas múltiplas. Uma das referências indicadas pelo WGSN é uma reportagem publicada em agosto de 2010 na edição de aniversário de cinco anos da “Vogue” China, intitulada “100 Years of Chinese Women”. Ao lado da linha do tempo principal, ela tinha uma segunda linha do tempo que mapeava os acontecimentos culturais ocidentais correspondentes da época. As perspectivas múltiplas da reportagem mostram um olhar mais amplo do que é entendido como história tradicional por inserir paralelos e desenvolvimentos em outras culturas.

Herança global: a herança do futuro está sendo criada agora e será uma não-tradicional mistura super-híbrida de influências. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o Die Antwoord, descrito como um “grupo rave hip-hop futurista” da África do Sul. Suas músicas e videoclipes absurdos misturam mitologia africana local com hip-hop americano com o kung-fu asiático com elementos do estilo trashy Euro-Afrikaan. +dieantwoord.com

Opostos se atraem: a possibilidade de criar uma nova estética cultural misturando-se marcas, estilos, valores e ícones que incorporem suas origens culturais. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o coletivo de design We Make Carpets, que na feira Dutch Design Week 2010 apresentou um tapete turco tradicional construído com resíduos plásticos europeus de cuteleria made in China. +wemakecarpets.wordpress.com

Neutralidade Radical

©Reprodução/WGSN

Subjacente a essa tendência está um chacoalhão em alguns dos mais fundamentais entendimentos humanos. O gênero se torna mais aberto a traduções à medida em que os estilos de vida e sexualidades múltiplas se tornam mais comuns. O individualismo se infiltra no genérico e a uniformidade é usada como um inesperado veículo de statements complexos.

O terceiro gênero: as restrições impostas pelo gênero relaxam e permitem mais escolhas quanto ao que vestimos e como interagimos. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o trabalho da fotógrafa e DJ Sincerely Hana; seu projeto Switcheroo é uma série de imagens que envolve casais convencidos a trocar de looks entre si, das roupas ao estilo do cabelo. Os casais então são fotografados duas vezes exatamente no mesmo lugar, criando uma composição quase idêntica. +sincerelyhana.com

Protesto silencioso: esta é uma nova forma de ativismo inteligente que opera de uma forma não-violenta e sob a bandeira da neutralidade. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a situação referente à linha de trem que deve ligar Hong Kong a Shenzhen, na China — o projeto tem a resistência de ativistas e de moradores de uma vila que teve de ser evacuada para as obras. Um grupo de jovens estudantes, então, iniciou um inesperado método de protesto: todo fim de semana, eles se mudam para a vila e silenciosamente trabalham nas terras em um statement de preservação daquele modo de vida.

Ausência: pode ser mais radical remover o ponto focal de uma cena e mudar a relevância da imagem para comunicar uma nova mensagem. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a câmera Buttons, que não tem lentes – quando você aperta o botão, a câmera memoriza o horário exato e procura na internet por outras fotos que tenham sido tiradas naquele mesmo momento. Essencialmente, é uma câmera que tira as fotos dos outros. A ideia é promover uma identidade global e resistir à tentação de adicionar cada vez mais imagens à internet fornecendo aos seus usuários uma fotografia que já existe. +blinksandbuttons.net

Falsa uniformidade: enquanto a superfície aparenta ser única ou repetitiva, sob a maquiagem há uma diversidade de texturas e culturas. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a série “Between Red” do artista Sea-Hyun Lee. À primeira vista, são simples imagens monocromáticas de paisagens, mas olhando bem, percebe-se que são misturas de montanhas da Coreia do Norte e Coreia do Sul, combinadas a navios de guerra e cenas de bombas atômicas – dualidade que cria um elemento de tensão sob a aparência de beleza.

Eco-hedonismo

©Reprodução/WGSN

Os novos tipos de produtos e serviços que capturam os extremos e as contradições que regem a temporada.

Pós natureza: a sofisticada fisiologia da vida vegetal é celebrada e impulsionada para novos territórios que incluem o sintético, o produzido pelo homem e a engenharia. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o trabalho da fotógrafa Jacqueline Di Milia, que mistura homem, natureza e um senso do sublime por meio de múltiplas sobreposições e exposições fotográficas. +jacquelinedimilia.com

Forrageamento: o que antes era uma técnica de sobrevivência é agora uma maneira luxuosa de comer e uma aventureira experiência de compras. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a estratégia de marketing da marca de cosméticos Aēsop, que passou a disponibilizar frascos de testes na parede externa de suas lojas, convidando os passantes a experimentar o produto antes de entrar — uma espécie de forrageamento urbano.

Enigma: a estética do “quase” engloba música, arte mística, interiores fantasmagóricos e fotografia espectral. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o artista Terence Koh, associado ao novo movimento artístico gótico, e que começou a trabalhar com o projeto coletivo Gagakoh! com Lady Gaga in 2010. Seus trabalhos incluem escultura, performance e livros que se referem a rituais e cultos antigos. Além do seu trabalho artístico, o visual de Koh é marcante: ele mistura Balenciaga, Gareth Pugh e Margiela para criar um look de “xamã contemporâneo”, como o WGSN definiu.

Luxo invertido: o subterrâneo se torna o novo território do luxo em contraste com as coberturas de arranha-céus do passado. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o projeto de uma casa subterrânea fruto da colaboração entre os escritórios de arquitetura SEARCH e Christian Müller. Ela fica na Suíça, no vilarejo de Vals, inserida em uma montanha. +christian-muller.com

Super dossiê: saiba quais são os filmes mais aguardados para 2012!

Entramos em novembro. Daqui para frente os olhares – e as expectativas – já estão em 2012, inclusive no cinema. E o WGSN fez uma lista com os lançamentos que têm tudo para agradar, seja qual for seu tipo de filme preferido. Confira abaixo – e assista a todos os trailers, para ir matando a vontade.

CERTEIROS

“The Hobbit” ©Reprodução

Embora, como já dizia o roteirista William Goldman, em Hollywood ninguém tenha certeza de nada, há filmes nos quais os estúdios apostam suas fichas sem muito medo, pois sabem que sim, eles irão render uma excelente bilheteria. É o caso do novo Batman, “The Dark Knight Rises”, que tem Anne Hathaway, e “The Avengers” (versão em filme de “Os Vingadores”). “The Amazing Spider Man”, da Sony, até traz certo risco, já que tem outro ator no papel de Peter Parker (Andrew Garfield, que fez “A Rede Social”) e outra Mary Jane (Emma Stone, de “A Mentira”). E não se pode esquecer de “O Hobbit”, que fará a felicidade de nerds do mundo todo no final de 2012.

+ Trailer “The Dark Knight Rises”:

+ Trailer “The Amazing Spider Man”:

+ Trailer “The Avengers”:

GRANDE APOSTA

A Disney está confiante com o lançamento do ano que vem “John Carter”, já que a história é um tanto parecida com “Avatar”, que foi um sucesso estrondoso. Nele, John Carter é um veterano de guerra abduzido por aliens de Marte, e lá precisa resgatar uma princesa da tirania local. A obra é de Edgar Rice Burroughs, autor de “Tarzan”. Os riscos, porém, envolvem a produção, já que é o primeiro filme em live-action do diretor Andrew Stanton (que fez “Procurando Nemo”) e é uma história não muito conhecida pelo público alvo.

+ Trailer “John Carter”:

AÇÃO EM CONTOS DE FADAS

Em 2010, “Alice nos País das Maravilhas” rendeu US$ 1 bilhão de bilheteria. Prova mais do que suficiente para que os estúdios acreditassem no poder dos contos de fadas. Para 2012, são pelo menos dois títulos que seguem o ‘Era uma vez’, e ambos são ramificações da história da Branca de Neve. “Evil Queen” traz Julia Roberts no papel titulo, e Lily Collins como a Branca de Neve que quer recuperar seu reino destruído, com a ajuda de sete anões. No outro, “Snow White and the Huntsman”, são Charlize Theron, Chris Hemsworth e Kristen Stewart que fazem os papéis principais, no caso, a Rainha, o Caçador e Branca de Neve.

“Evil Queen” e “Snow White and the Huntsman” ©Reprodução

REVIVALS

2012 será também o ano de tirar a poeira de seriados clássicos e transformá-los em filmes, ou de reanimar franquias que estão a algum tempo descansando, além dos remakes. É o caso de “Dark Shadows”, seriado que foi ao ar entre 1966 e 1971, que será filmado por Tim Burton, estrelando Johnny Depp (de novo!) como o vampiro Barnabas Collins, ou de “Twilight Zone”, que passou entre 1959 e 1964 e que agora vai virar filme pela companhia de Leonardo Di Caprio.

“Dark Shadows”, de Tim Burton ©Reprodução

Já as franquias, aguarde para ano que vem “Men in Black III”, “American Reunion”, (o mais recente da série “American Pie”), “Prometheus”, de Ridley Scott (uma sequência de “Alien”), uma terceira “Bridget Jones’s Diary” e um novo filme dos Muppets. De remakes, podemos esperar um novo “O Vingador do Futuro”, com Colin Farrell, e um novo “Dirty Dancing”!

+ Trailer “Men in Black III”

+ Trailer “Prometheus”:

+ Trailer “The Muppets”:

FICÇÃO INFANTO-JUVENIL

Depois de se acabaram as reservas dos estúdios para os ‘jovens adultos’, com todos os Harry Potter lançados e o último “Crepúsculo” chegando aos cinemas ainda esse ano, os estúdios estavam a procura de algo para suprir a demanda. Eis que o escolhido para 2012 é o primeiro da série de filmes baseados na trilogia “Hunger Games” (“Jogos Vorazes”, no Brasil), de Suzanne Collins, na qual uma jovem se depara com ação em um futuro caótico.

+ Trailer “Hunger Games”:

APIMENTADOS

Para os estúdios, após o sucesso de “The Hangover: Part II” e “Bridesmaids” ficou bastante claro que há uma procura por comédias, digamos assim, um pouco mais apimentadas. Por isso mesmo, em 2012, a oferta de filmes do mesmo estilo será grande. “Bachelorette” traz Kirsten Dunst, Isla Fisher e Lizzy Caplan em uma espécie de versão feminina de “The Hangover”, enquanto “The Sitter”, com Jonah Hill, faz comédia envolvendo mau comportamento e crianças colocadas em perigo.

“Magic Mike” traz a história de um stripper masculino, vivido por Channing Tatum, que é mentor de Alex Pettyfer, ao lado de Joe Manganiello (o Alcide do seriado “True Blood”) e de Matthew McConaughey, que aparentemente tem um problema em cobrir o tórax. Melissa McCarthy, de “Mike & Molly”, está no elenco de “This Is 40”, sequência de “Ligeiramente Grávidos”, que também tem Paul Rudd, Megan Fox, Jason Segel, Chris O’Dowd e Leslie Mann.

+ Trailer “The Sitter”:

FILMES DE PRESTÍGIO

Um diretor de primeira, atores indicados ao Oscar e um clássico – literalmente – estão em “The Great Gatsby”. Dirigido por Baz Luhrmann, que fez “Moulin Rouge”, traz Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan no elenco, além de algo no mínimo curioso: o filme será em 3D. Pacote parecido está na adaptação de “Anna Karênina”, romance do russo Tolstói, que terá direção de Joe Wright (de “Desejo e Reparação”), com Keira Knightley, Jude Law e Aaron Johnson no elenco, além de roteiro adaptado por Tom Stoppard, de “Shakespeare Apaixonado”.

Pôster de “The Iron Lady”, com Meryl Streep e Carey Mulligan em cena de “The Great Gatsby” ©Reprodução

“War Horse”, adaptação ao cinema do romance de Michael Morpurgo, é o próximo filme de Steven Spielberg, que conta a história de um cavalo vendido para o exército, e que vai lutar na Primeira Guerra Mundial. O jovem ator do filme, Jeremy Irvine, também está no longa “Great Expectations”, de Mike Newell, adaptação de uma história de Charles Dickens, que conta também com Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. No âmbito das biografias, 2012 terá “J. Edgar”, de Clint Eastwood, que conta a história da formação do FBI e do seu primeiro e controverso diretor, John Edgar Hoover, vivido por Leonardo Di Caprio, e “The Iron Lady”, que com certeza valerá o ingresso do cinema: traz Meryl Streep, indicada 16 vezes ao Oscar, como a Primeira Ministra da Inglaterra Margaret Thatcher.

+ Trailer “War Horse”:

+ Trailer “J. Edgar”:

+ Trailer “The Iron Lady”:

CINEMA DE AUTOR

Entre os filmes que alimentarão festivais como Cannes, Veneza e Berlim, se destacam o novo de Wong Kar Wai, chamado “The Grandmasters”, com Ziyi Zhang e Tony Leung, que marca o retorno do diretor às artes marciais, 17 anos depois do seu último filme com a temática, “Cinzas do Passado”; “Amour”, de Michael Haneke, que dirigiu ‘A Fita Branca’, estrelando Isabelle Huppert; “The End”, de Abbas Kiarostami, de “Cópia Fiel”; e “Après Mai”, de Olivier Assayas, que dirigiu o longa “Carlos”, de cinco horas de duração.

Jacques Audiard, que dirigiu “O Profeta”, dá um grande passo em sua carreira ao fazer o filme “Rust and Bone”, com um orçamento de US$ 22 milhões e com Marion Cotillard no papel principal, mas há rumores de que o filme só chegue aos cinemas em 2013. O mesmo vale para “Nymphomanic”, o drama com sexo hardcore de Lars Von Trier.

+ Trailer “The Grandmasters”:

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Para eles saiba o que uma gola diferente pode fazer pelo seu look

01/11/2011

por | Moda

©Reprodução

O WGSN juntou seu time de moda para detalhar o quente do verão quando o assunto é camisa masculina. Muito além dos básicos, o bureau de tendências mostra que os rapazes vão ter opção de fazer diferente dando atenção aos detalhes nos tipos de colarinho, que vêm com inspiração vintage, do mundo dos esportes e da alfaiataria.

Colarinho resort

Street style ©WGSN / Lou Dalton ©Reprodução

A gola com lapela aberta é um detalhe essencial para as camisas com cara de resort. As proporções podem ser clássicas (como na primeira foto), ou até mesmo com pontas mais arredondadas (segunda foto).

Colarinho abotoado casual


General Ideas
©Reprodução

Um jeito casual de usar o colarinho abotoado, típico do uso formal de camisa (com gravata, por exemplo). Botões coloridos (foto) ou o uso de tecidos mais informais como o jeans inovam o jeito de abotoar o colarinho.

Colarinho micro

Primavera de Yigal Azrouël ©Reprodução / Burberry Prosum ©Imaxtree

O colarinho micro dá um tom minimalista e clean ao uso das camisas. Pode ser usado completando camisas de modelagem mais justas ao corpo, ou contrastando com proporções mais volumosas. Pode ser acentuado quando a gola contrasta com camisas estampadas ou de cor diferente.

Colarinho redondo


Street style em cliques de Scott Schuman e do WGSN ©Reprodução

O colarinho redondo acrescenta uma estética vintage elegante à clássica camisa branca e pode dar cara nova ao look de trabalho mais casual.

Camisa de fraque


Street style ©WGSN

A camisa com colarinho usado no clássico da alfaiataria é renovado quando colocado fora do conjunto. Novos tecidos como cambraia ajudam o look a ficar ainda mais com a cara do verão e são um jeito mais despojado de usar camisa com gravata.

Gola padre


Emporio Armani ©Imaxtree / Roark at Tranöi @Reprodução

Não é exatamente novidade, mas a gola tipo padre continua como uma importante alternativa para adicionar um efeito elegante com cara de vintage a looks formais e casuais.

Sem colarinho


Richard Chai ©Reprodução

As camisas sem colarinho, como as usadas pelos jogadores de baseball, dão uma pegada minimalista ao look. A falta de gola combina bem com camisas tanto na versão manga longa ou manga curta.

Colarinho contrastante


Primavera de General Idea, street style e Yigal Azrouël ©Reprodução

Colarinhos contrastando com as camisas em que estão aplicados atualizam o look. Cai bem na tendência do color-blocking ou no contraste de camisa estampada com gola lisa.

Abaixo a ditadura, excesso de gostosura está na moda!

26/07/2011

por | Moda

abreCurvas na moda ©Reprodução/Steven Meisel

Aos poucos, o corpo com curvas vai ganhando vantagem em direção ao pódio de escolhidos da moda. Começou com os seios, em 2010, e toda a estética dos anos 50 em voga, e agora chega ao corpo todo, com as tais modelos “plus size” estampando capas de revistas e editoriais mundo afora. O bureau de tendências WGSN fez uma análise do movimento e afirma: “Big is beautiful!”. Confira abaixo:

vogueitalia©Reprodução/Steven Meisel

Na capa da edição de junho de 2011 da “Vogue” Itália, as modelos plus size Tara Lynn, Candice Huffine e Robyn Lawley. Em fevereiro deste ano o site da revista lançou um canal interno chamado “Vogue Curvy”, com o objetivo de abordar a moda de forma mais abrangente a outros tipos de corpo. O canal traz ícones curvilíneos, guias de “como usar” e dicas diárias de estilo. Já na edição de julho da mesma revista, a modelo australiana Sophie Sheppard estampa editorial de “certos” e “errados” da moda para corpos cheinhos. Além disso, a editora-chefe da publicação, Franca Sozzani, está fazendo uma petição online contra sites e blogs pró-anorexia.

vogueitalia_2Dicas da “Vogue Italia” de Julho/2011 ©Adriano Russo

Os designers também estão se limitando cada vez menos aos tamanhos convencionais (a eles). Marc Jacobs está trabalhando em uma linha “plus size”, e também foi recentemente anunciado que a grife Clements Ribeiro está colaborando com a Evans, uma grande rede de lojas que trabalha com tamanhos do 44 até 62, para criar uma linha premium dentro do segmento. A Evans também anunciou que, devido à variedade de silhuetas existentes, vai etiquetar suas roupas de acordo com formas corporais, como seios grandes, pera, maçã ou ampulheta, além do tamanho.

rennRenn três vezes: plus size, photoshopada na “Vogue” mexicana e quando sofria de anorexia ©Reprodução

A modelo americana Crystal Renn começou a carreira como uma modelo mainstream e travou uma longa batalha com a anorexia, ressurgindo no mercado com cerca de 30 quilos a mais, como modelo plus size. Enquanto as mulheres da vida real são definidas como plus size acima do manequim 46, classificar uma modelo de plus size é um pouco mais complicado. Na última vez em que foi medida, Renn tinha 97 cm de quadril, o que a classificaria como tamanho 40. Normal para a maioria, mas plus size para as modelos. Nos últimos seis meses, o peso de Renn flutuou drasticamente e na edição de fevereiro da “Vogue” alemã ela apareceu bem magra, e acusações de uso excessivo do photoshop circularam por vários blogs. Isso levou a debates se ela deveria ser classificada como uma modelo plus size.

A agência que alçou Renn à fama, Ford Models, lançou recentemente um book chamado de Ford+, apresentando meninas curvilíneas emergentes, como Inga Eiriksdottir, McKenzie Raley, Leah Kelley, Alyona Osmanova e Michelle Olsen.

Blogs para ver:

blogs_umNicolette Mason e Gisele Ramirez ©Reprodução

O blog de Nicolette Mason oferece um vislumbre de sua vida e estilo pessoal, um mix de peças assinadas e moda de rua. Em um vídeo no Youtube, feito com outra blogueira, Gabi, Nicolette oferece um tour guiado pelo seu guarda-roupa, e dá informações valiosas sobre o que funciona para a sua silhueta. Gisele Ramirez é uma autoproclamada “garota de 18 anos de proporções generosas, aspirante à fotógrafa, designer, fashionista e vivendo em Sydney”.

GabiFresh, o blog de Gabi, saiu na revista “Glamour”, no “Guardian” e no “New York Times”, e recentemente ela criou um editorial em colaboração com a Wilhelmina Curve, uma agência de modelos plus size.

gabi_freshO editorial feito em parceria com Gabi, e a própria ©Reprodução

Nome importante dos acessórios, Tom Binns admira Oscar Niemeyer

21/07/2011

por | Gente, Moda

tombiins_abreCriador e criaturas ©Reprodução WGSN

Ao se falar de acessórios, um nome que sempre sobressai é Tom Binns, que ganha exposição de suas peças em Hong Kong, chamada “It is Now“, e que leva seu trabalho pra On Pedder, uma espécie de Meca dos acessórios. Nascido na Irlanda, mas criado em Los Angeles, o designer procura optar por coleções temáticas, e possui uma legião de fãs, inclusive no Brasil. O bureau de tendências WGSN fez uma entrevista com ele, e descobriu de onde vem sua inspiração. Confira abaixo:

Como você descreveria seu trabalho?

Meus trabalhos são bastante pessoais. Cada peça exibe o pensamento e a cultura de um homem. São as emoções, pensamentos e experiência dessa pessoa sendo expressa em um momento particular.

tombinns2Cynic” e “Nobody Home” ©On Pedder

Seus acessórios foram usados por pessoas influentes, como Michelle Obama. Você possui uma mensagem por trás do seu trabalho?

Eu só gosto de criar a partir de ideias que têm profundidade e que desafiam quem as usam.

Onde você busca inspiração?

Eu fico inspirado com muitas coisas, de literatura a poemas e filmes. Às vezes eu escrevo um poema e o transformo em arte. Todas as minhas peças possuem um titulo. Às vezes o título vem antes, então eu crio a peça, e às vezes é ao contrário.

Qual sua obsessão atual?

Cores! Um jeito selvagem de brincar com cores, como aquela vista na minha coleção “Maasai Future Fantastic Fluo”, inspirada no povo Maasai, da África. É como se alguma coisa de fora do espaço encontrasse a África – um equilíbrio entre cores e elegância. Há um ritmo e uma fluidez nos designs.

tombiins_2“Cluck” ©On Pedder

Há algum artista ou designer em seu radar?

Fauvismo, que desafiou o uso das cores na pintura. Também, os prédios de Oscar Niemeyer. E eu amo o design do iPod. Não estou interessado em arte moderna; gosto de arte velha.

Você tem um destino de viagem preferido?

Eu realmente não viajo, então obrigado à “On Pedder” e “Joyce Boutique” por me darem a oportunidade de ir a Hong Kong pela primeira vez.

Como é seu espaço de trabalho e casa em Los Angeles?

Meu escritório tem 3000ft² (cerca de 280m²), de frente para a praia, e minha casa é bastante minimalista. Quando seu escritório se parece com um lugar logo depois de ser atingido por uma bomba, seus olhos precisam descansar em casa.

Anos 70 fever! Os óculos redondos são a bola da vez

14/07/2011

por | Moda

redondos_abre©Reprodução

Todo mundo provavelmente já cansou de ouvir que os anos 70 estão de volta à moda. No entanto, como a maioria das releituras de décadas passadas, usar um look todo setentista exige expertise para que não vire fantasia. E é aí que entram os acessórios.

Após a febre dos óculos gatinho, é chegada a vez dos óculos redondos, iguais aos imortalizados por John Lennon e por Ozzy Osbourne. Nos dias de hoje, Mary Kate Olsen e Lady Gaga são algumas das famosas adeptas ao redondinho.

redondos_lennonLennon, ícone ©Reprodução

Mas nem só do modelo clássico, com aro fino de metal, se faz a moda dos óculos redondos. Tem para todos os gostos e níveis de modernidade. Armações de tartaruga, extragrandes (tudo a ver com Jackie Kennedy nos anos 50) ou estranhos-divertidos, como os da coleção “Baroque” da Prada, e os da Lady Gaga.

redondos_referencias3Acima, Kirsten Dunst em catálogo da Band of Outsiders, e abaixo, exemplar tipo “faça-você-mesmo” inspirado em modelo de Sonia Rykiel ©Reprodução

O bureau de tendências WGSN sugere que se brinque e adicione elementos modernos, já que o modelo é bastante clássico, como cores, desenhos e detalhes com correntes, por exemplo. Nas cores, a ordem é se divertir, e pegar o embalo do color blocking, tanto nas armações quanto nas lentes.

Se inspire na galeria!