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Abaixo a ditadura, excesso de gostosura está na moda!

abreCurvas na moda ©Reprodução/Steven Meisel

Aos poucos, o corpo com curvas vai ganhando vantagem em direção ao pódio de escolhidos da moda. Começou com os seios, em 2010, e toda a estética dos anos 50 em voga, e agora chega ao corpo todo, com as tais modelos “plus size” estampando capas de revistas e editoriais mundo afora. O bureau de tendências WGSN fez uma análise do movimento e afirma: “Big is beautiful!”. Confira abaixo:

vogueitalia©Reprodução/Steven Meisel

Na capa da edição de junho de 2011 da “Vogue” Itália, as modelos plus size Tara Lynn, Candice Huffine e Robyn Lawley. Em fevereiro deste ano o site da revista lançou um canal interno chamado “Vogue Curvy”, com o objetivo de abordar a moda de forma mais abrangente a outros tipos de corpo. O canal traz ícones curvilíneos, guias de “como usar” e dicas diárias de estilo. Já na edição de julho da mesma revista, a modelo australiana Sophie Sheppard estampa editorial de “certos” e “errados” da moda para corpos cheinhos. Além disso, a editora-chefe da publicação, Franca Sozzani, está fazendo uma petição online contra sites e blogs pró-anorexia.

vogueitalia_2Dicas da “Vogue Italia” de Julho/2011 ©Adriano Russo

Os designers também estão se limitando cada vez menos aos tamanhos convencionais (a eles). Marc Jacobs está trabalhando em uma linha “plus size”, e também foi recentemente anunciado que a grife Clements Ribeiro está colaborando com a Evans, uma grande rede de lojas que trabalha com tamanhos do 44 até 62, para criar uma linha premium dentro do segmento. A Evans também anunciou que, devido à variedade de silhuetas existentes, vai etiquetar suas roupas de acordo com formas corporais, como seios grandes, pera, maçã ou ampulheta, além do tamanho.

rennRenn três vezes: plus size, photoshopada na “Vogue” mexicana e quando sofria de anorexia ©Reprodução

A modelo americana Crystal Renn começou a carreira como uma modelo mainstream e travou uma longa batalha com a anorexia, ressurgindo no mercado com cerca de 30 quilos a mais, como modelo plus size. Enquanto as mulheres da vida real são definidas como plus size acima do manequim 46, classificar uma modelo de plus size é um pouco mais complicado. Na última vez em que foi medida, Renn tinha 97 cm de quadril, o que a classificaria como tamanho 40. Normal para a maioria, mas plus size para as modelos. Nos últimos seis meses, o peso de Renn flutuou drasticamente e na edição de fevereiro da “Vogue” alemã ela apareceu bem magra, e acusações de uso excessivo do photoshop circularam por vários blogs. Isso levou a debates se ela deveria ser classificada como uma modelo plus size.

A agência que alçou Renn à fama, Ford Models, lançou recentemente um book chamado de Ford+, apresentando meninas curvilíneas emergentes, como Inga Eiriksdottir, McKenzie Raley, Leah Kelley, Alyona Osmanova e Michelle Olsen.

Blogs para ver:

blogs_umNicolette Mason e Gisele Ramirez ©Reprodução

O blog de Nicolette Mason oferece um vislumbre de sua vida e estilo pessoal, um mix de peças assinadas e moda de rua. Em um vídeo no Youtube, feito com outra blogueira, Gabi, Nicolette oferece um tour guiado pelo seu guarda-roupa, e dá informações valiosas sobre o que funciona para a sua silhueta. Gisele Ramirez é uma autoproclamada “garota de 18 anos de proporções generosas, aspirante à fotógrafa, designer, fashionista e vivendo em Sydney”.

GabiFresh, o blog de Gabi, saiu na revista “Glamour”, no “Guardian” e no “New York Times”, e recentemente ela criou um editorial em colaboração com a Wilhelmina Curve, uma agência de modelos plus size.

gabi_freshO editorial feito em parceria com Gabi, e a própria ©Reprodução

Abaixo a ditadura, excesso de gostosura está na moda!

Ajude Franca Sozzani no novo projeto online da “Vogue” italiana

francaFranca Sozzani em novo projeto online ©Reprodução

A editora-chefe da “Vogue” italiana, Franca Sozzani, resolveu criar um novo canal no site da revista que aborde a moda de um jeito mais completo. Franca, que já tinha declarado não gostar dos blogs – e depois ter transformado o sentimento em amor – anunciou este projeto para setembro.

Em seu blog, ela explicou que o canal será ideal para todos que amam escrever. “Vamos falar sobre moda, fotografia, designers, tecidos, acessórios, bolsas, sapatos, joias e cabelos. E mais, cinema e arte e notícias do mundo sempre ligadas à moda, tradições e à história de um país”.

Franca está em busca de colaboradores e tem mostrado todo o processo de edição e escolhas em seu blog. Ela chegou a escrever um post pedindo para os interessados colocarem suas propostas e ideias na seção de comentários.

A editora também publicou uma lista do que parece ser uma das propostas recebidas nos comentários, com suas próprias edições e sugestões. Aparentemente, ela tira mesmo tempo para responder aos leitores. E quem quiser contribuir para o novo canal da “Vogue” italiana tem até a próxima terça (26.07) para escrever suas sugestões no blog.

Ajude Franca Sozzani no novo projeto online da “Vogue” italiana

Drops de moda: documentário sobre t-shirts, Kate Moss, Terry Richardson e +

joias-vogue“Vogue” italiana prepara mostra de fotos de joias ©Reprodução/Jamie Nelson

Milão, na Itália, receberá uma exposição de fotos dedicada a joias. A editora-chefe da “Vogue” italiana, Franca Sozzani, anunciou a notícia em seu blog e a equipe editorial da revista já escolheu algumas fotos da seção de joalheria do site. Para a mostra, serão escolhidas obras de dez fotógrafos e um desses profissionais pode ser selecionado para fotografar a campanha de uma renomada marca de joias.
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ju-oliviapalermo-fashionrioverao2012-105Olivia Palermo, nova blogueira no pedaço ©Juliana Knobel

A socialite Olivia Palermo, que esteve no Brasil para desfilar para a Coca-Cola Clothing no Fashion Rio, vai investir em uma nova empreitada: virar uma blogueira de moda. Uau, que novidade… Olivia contou ao “WWD” que o blog terá dicas de estilo e deve ser lançado no meio do verão do hemisfério norte. Olivia não está sozinha nesse mundo de famosinhas que viraram blogueiras. Lembra do “The Beauty Department”, de Lauren Conrad?
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camisetasDocumentário conta história das camisetas ©Divulgação

O canal francês Canal+ exibiu na semana passada o documentário “T-shirt Stories”, que investiga a história e o poder das tão populares T-shirts. O filme, dirigido pelos jornalistas franceses Dimitri Pailhe e Julien Potart, capta a incrível influência cultural das camisetas e conta história de gente criativa e apaixonada pelas camisetas, como o fundador da American Apparel, Dov Charney, o ex-vocalista do Sex Pistols Johnny Rotten e o skatista Tony Alva. O documentário, produzido especialmente para o Canal+, foi exibido no dia 29 de junho, mas um DVD com o filme já foi lançado e está sendo vendido na Colette. Veja o trailer:

T-SHIRT STORIES TRAILER from Julien Potart on Vimeo.
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nicolaNicola Formichetti nega que não gosta de trabalhar com modelos GG ©Reprodução

Depois da “W Magazine” ter publicado uma entrevista com Nicola Formichetti onde ele afirmava já ter abandonado uma sessão de fotos após descobrir que seus modelos eram cheinhos, o estilista fez questão de negar os fatos em sua página no Facebook. “Eu sei que deveria deixar para lá, mas realmente odeio quando os jornalistas escrevem o que querem. ‘Eu não trabalho com pessoas gordas’… Por que alguém diria isso? Você não precisa ser magro para ser lindo. Não acreditem em tudo o que vocês leem”, afirmou. Nicola também postou em seu perfil fotos de editorais estrelados por modelos plus-sizes. “Sempre trabalhei com diferentes tipos de corpo”, completou.
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moss-hince-terryBeijo dos noivos Jamie e Kate ©Reprodução/Terry Richardson

O fotógrafo Terry Richardson postou em seu blog, “Terry’s Diary”, fotos super insiders do casamento de Kate Moss e Jamie Hince. Veja na nossa galeria os retratos dos convidados da festa, como Jude Law, Jack White e Paul McCartney.

Drops de moda: documentário sobre t-shirts, Kate Moss, Terry Richardson e +

Saiba o que a editora Franca Sozzani pensa sobre photoshop, blogs e anorexia

franca-materiaFranca Sozzani ©Reprodução

Franca Sozzani é uma das mulheres mais criativas e poderosas da moda no globo. Editora-chefe da “Vogue” italiana há 22 anos, ela usa a revista como plataforma para publicar imagens das mais impactantes vistas em um veículo de moda, pois além do quesito impacto, elas também têm uma preocupação estética grande e bastante personalidade. De todas as “Vogues”, é a italiana a obrigatória para quem trabalha com criatividade. Franca também é personagem polêmica. Ela não tem papas na língua e fala o que acha em entrevistas e, recentemente, em seu blog dentro do site da Vogue.it.

Essa semana ela deu uma entrevista ao portal “WWD”, veículo exclusivo para assinantes, e o FFW publica os melhores momentos, pois vale a pena serem lidos.

Quem é o leitor da vogue.it? É o mesmo que o da revista?

O que faz a “Vogue” italiana diferente é que ela conta a sua própria história, às vezes mais forte do que as outras revistas. A força da “Vogue Italia” é criatividade e imagem. Levar tudo isso para o site não foi muito fácil, porque quando a imagem é tão criativa e exclusiva, pode não ser compreendida por um público maior. Mas nós conseguimos fazer essa transição. Não só trouxemos nossos leitores para o site, como também ganhamos outros, que não liam a revista. Como consequência, a venda da revista, em alguns meses, subiu 27%.

Quais são as partes mais visitadas do site?

Graficamente, ele é bem diferente dos outros sites. É rico em notícias, não apenas comerciais, e é fácil de usar. O meu blog é a parte mais visitada, com cerca de mil a três mil leitores diários. Nós criamos agora a seção Photo, em que você pode fazer um upload de suas fotos e criar um portfólio, o que ajuda novos fotógrafos que não têm agentes. Em dois dias, mais de duas mil pessoas publicaram suas imagens lá.

Você acha que, na sua posição, você deve ser engajada em causas sociais?

Sim. Por exemplo nós temos uma petição contra sites e blogs pró-anorexia. Se as pessoas dizem que é um absurdo e hipócrito a “Vogue” ser contra a anorexia, eu digo: “Por quê?”. Eu não posso mudar o mundo, mas faço o que está ao meu alcance. Nós temos esse maldito photoshop, em que meninas de 14 anos são tratadas, têm sua barriga diminuída e ficam parecendo mais magras do que são. E qual o problema das pessoas terem rugas?

Você usa photoshop também?

Nós usamos cada vez menos. Na verdade, atualmente eu tenho sido bastante contra seu uso. Mas agora é parte do dia-a-dia… Há poucos fotógrafos que não usam photoshop. Mas você não pode dizer que a moda é a causa da anorexia. E a Twiggy nos anos 60? Ou a Jean Shrimpton? Já havia anorexia e não foi por causa delas. É um problema psicológico. 90% das pessoas concordam comigo, mas há 10% que acham um absurdo pelo fato de a “Vogue” ser uma revista de moda e mostrar modelos magras. Quando Kate Moss apareceu, todos falaram “aí está uma anoréxica”, mas ela só tinha 15 anos! E agora todos estão contra ela novamente porque tem celulite. Nós todas adoraríamos ter celulites como as da Kate Moss.

Como você se sente quando seu blog recebe reações negativas?

Eu digo: “eles podem ir todos pro inferno”. Falo que estou cansada e que não vou mais escrever no blog e então eles dizem: “ah, continue….”. Escrevo o que penso e sei que não é todo mundo que concorda. Mas se fosse assim, onde estaria o lugar para as controvérsias? Se não há controvérsia, não há opinião. Eu não preciso provar nada para ninguém, pois sou editora dessa revista há 22 anos e acho que posso expressar minhas ideias do jeito que quero. Agora, se você não concordar, a gente pode discutir sobre isso. Eu não digo que estou certa, digo o que penso. É por isso que é fundamental falar com nossos leitores. Eles são muito diversos, é importante entender como eles pensam.

Você sempre foi reservada e se comunica muito através de imagens. Como você se sente tendo que escrever?

O que mais me deixa entediada é escrever sobre desfiles porque a minha experiência com eles acontece em um nível visual. Escrever sobre isso é muito difícil, me interessa muito menos e me dá menos prazer também. O que eu gosto mesmo é de lidar com vários assuntos diferentes.

vogue-italia-2003-2005-2011Edições de fevereiro 2003; agosto 2005 e fevereiro 2011

O que você acha da moda italiana hoje?

A Itália está passando por um momento mágico. Em nenhum outro lugar do mundo há uma concentração tão grande de nomes e grifes famosas. E elas são muito influentes. Nos últimos dois anos, a Itália tem estado à frente na criação de moda.

Como é sua relação com a Anna Wintour?

Nós somos totalmente independentes uma da outra, mas estamos no mesmo barco. Nunca aconteceu dela propor uma ideia que eu não gostasse e vice-versa. E nós somos muito rápidas, em cinco minutos resolvemos tudo. Somos muito diretas. Não há jogos, somos transparentes. Quando Anna diz uma coisa é aquilo. Ela é uma pessoa fiel e justa.

É verdade que você acha os desfiles um pouco entendiantes?

Eu fico um pouco entediada nos desfiles. Os shows devem ser criativos sem ser ridículos, senão é melhor fazer uma apresentação no showroom. E também fico entediada com o que acontece ao redor dos desfiles.

Celebridades?

Nem isso. São todos esses fotógrafos, todos esses blogs, essas revistas… Você nem sabe quem eles são. Eles te param o tempo todo e se você não parar, fica com fama de grossa. Eu acho que é uma distração sem razão de ser. Mas, como acontece com as revistas, eventualmente eles serão selecionados.

Seu post sobre os blogueiros não caiu muito bem para alguns deles.

Sim, porque eu já falei o suficiente para esses blogs. É a quantidade, todo mundo pode tirar uma foto, colocar no blog e dizer gosto, não gosto. Qualquer um pode fazer um blog. Preferiria que as pessoas achassem seu próprio estilo. Acho Scott Schuman um gênio porque ele criou o Sartorialist, ele criou o conceito. Depois dele, quandos outros surgiram? Milhões, mas ele continua lá. Meu post sobre isso realmente teve muitos comentários negativos.

Agora que o grupo LVMH comprou a Bulgari, há muitas conversas sobre companhias internacionais estarem comprando empresas italianas.

Eu não acho isso errado. Se um grande grupo, seja americano, francês, inglês ou alemão, comprar uma marca italiana e a criatividade e aprodução permanecerem italianas, a imagem permanece italiana. Não é Bulgarí (imita sotaque francês) só porque pertence ao Bernard Arnault. Bottega Veneta pertence ao grupo PPR e continua uma empresa italiana, mesmo desenhada por um estrangeiro. Assim como a Fendi. Acho que temos que perceber o mundo na sua totalidade, é a maneira de ter uma visão global.

Leia a entrevista que Franca deu com exclusividade ao FFW

Saiba o que a editora Franca Sozzani pensa sobre photoshop, blogs e anorexia

Drops de moda: desfile verde, Amir Slama exclusivo e Havaianas à italiana

Já conhece a Runway to Green? Trata-se de uma ONG que arrecada fundos para instituições de proteção ao meio ambiente e que está organizando um desfile cujas peças especialmente desenvolvidas por 26 grifes convidadas serão leioladas pela Christie’s – alguns poucos exemplares serão vendidos pelo site Net-a-Porter. Entre as grifes participantes estão Prada, Gucci, Yves Saint-Laurent e a brasileira Osklen, que criou um look composto de hoodie de eco couro, saia mista de lã com pirarucu, ankle boots e bolsa de couro de salmão.

O desfile acontece em Nova York no dia 29 de março, e a renda do leilão será distrubuída entre as 7 entidades beneficiadas pela Runway to Green.

runway-to-green-osklenMatéria da “Vogue” italiana de março/2011 com croquis das grifes participantes do Runway to Green; no detalhe, croqui da Osklen ©Divulgação

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O Espaço Designers da flagship C&A em São Paulo — que faz parcerias para desenvolver coleções especiais, somente para a marca — acaba de receber uma linha assinada por Amir Slama, estilista que fez seu nome à frente da grife de moda praia Rosa Chá. São 53 itens entre biquínis, maiôs, saídas de praia e macaquinhos; se você vai viajar no Carnaval, ainda dá tempo de garantir o seu modelo.Os preços variam de R$ 45,90 a R$ 199,90.

A flagship C&A fica no Shopping Iguatemi, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, São Paulo. Tel: (11) 2131-0004

amir-slama-cria-coleçao-exclusiva-para-cea-shopping-iguatemiAlgumas das 53 peças da coleção à venda na C&A do Shopping Iguatemi ©Divulgação

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A Missoni criou uma coleção para a Havaianas que deve aquecer mais ainda o verão europeu, já que os nossos tradicionais chinelos viraram mania no exterior. A linha, chamada Missoni Loves Havaianas, traz quatro modelos, entre eles um tipo alpargatas,  estampados com o famoso zigzag colorido da marca italiana. Há também, propositalmente, uma fusão cromática das bandeiras do Brasil e da Italia, mais outras cores escolhidas pela Missoni. Os preços vão de 50 a 130 euros.

Por enquanto os produtos só estão à venda fora do Brasil, nos espaços da Missoni e nas lojas online  Havaianas.com e Net-a-Porter. Em breve a linha chega por aqui também, mas os pontos de venda e os valores ainda não estão definidos.

havaianas-missoniModelos da linha especial Missoni Loves Havaianas ©Reprodução

havaianas-missoni

Drops de moda: desfile verde, Amir Slama exclusivo e Havaianas à italiana

“Vogue Italia” promove open house em seu escritório nesse fim de semana

fachada-do-escritorio-da-vogue-italiaEntrada do escritório da “Vogue Italia” ©Reprodução/Vogue.it

Quem já sonhou em visitar a redação de uma revista de moda e conhecer pessoalmente jornalistas, editores e grandes nomes dessa indústria tem uma oportunidade de ouro entre os dias 10 e 12 de dezembro: a “Vogue Italia” promove um open house no seu escritório, e qualquer pessoa pode se inscrever e participar.

O “Vogue Experience” marca o lançamento do livro “I capricci della moda” (“Os caprichos da moda”), uma compilação dos melhores textos publicados diariamente pela editora-chefe Franca Sozzani no blog da vogue.it _no ar desde fevereiro de 2010, o conteúdo do blog é composto por pensatas dos mais variados temas, como estampas animais e a posição das mulheres no jornalismo de moda.

Além de conhecer Sozzani e ter seu autógrafo, quem participar do “Vogue Experience” ainda terá a chance de topar com os convidados especiais da editora: Donatella Versace e Angela Missoni, entre outras.

Para se inscrever, é só preencher o formulário do site da vogue.it e escolher um dos concorridos horários disponíveis _de acordo com entrevista de Sozzani ao “WWD”, 40 pessoas se registraram nos primeiros 30 minutos de funcionamento da ferramenta de inscrição.

+ Vogue Experience

“Vogue Italia” promove open house em seu escritório nesse fim de semana

35+: geração de mulheres maduras vira alvo da moda internacional

photoO inverno 2010 no Hemisfério Norte não será das menininhas, e sim das mulheronas. De preferência aquelas com mais de 35 anos de idade. É isso que constatou uma pesquisa encomendada pelo bureau de tendências WGSN.

Os indícios são vários. Olhe para as capas de revistas das principais publicações de moda neste mês de setembro: A “Vogue US” tem Halle Berry (43); a “Harper’s Bazaar”, Jennifer Aniston (41); a “Elle” convocou Sandra Bullock (46); a “Love” com Lauren Huton (42) [foto ao lado]; enquanto a “Vogue UK” trouxe Kate Moss (36).

As campanhas seguem o mesmo caminho: Christy Turlington (41) é uma das estrelas da Louis Vuitton, Madonna (52) aparece novamente como rosto da Dolce & Gabbana e Tilda Swinton (49) também mais uma vez para Pringle of Scotland. Isso sem contar na supermodelo Kirsten McMenamy (46) que está praticamente em todas as publicações _”Vogue Itália”, “Vogue US” e “Dazed & Confused”, só para citar algumas.

O movimento parece natural, já que a moda _sempre em ciclos_ vinha favorecendo uma jovialidade exacerbada nos últimos anos. O fato é que o mercado de consumidoras chamadas de “35+” há tempos vem pedindo um pouco mais de atenção fashion.

São mulheres que hoje estão envelhecendo muito diferentemente de suas mães. Com atitude jovial e um forte senso de moda, essas mulheres não irão comprometer seu guarda-roupa conforme envelhecem. Seus closets são cheios de roupas (acumuladas ao longo do tempo), fato que as torna mais seletivas e ponderadas na hora da compra.

“Baixa qualidade e design duvidosos são aspectos que dificilmente passarão pelo seu crivo exigente. A geração 35+ consome apenas o necessário e, ainda assim, peças que agreguem valor ou atualizem o seu acervo pessoal”, conclui a pesquisa do WGSN.

35+: geração de mulheres maduras vira alvo da moda internacional

EXCLUSIVO Anna Dello Russo: “Eu teria desaparecido sem a internet”

anna-dello-russo-ffw-juliana-lopesAnna Dello Russo e sua Cucciolina durante a entrevista concedida ao FFW em Milão ©Juliana Lopes/FFW

Entrevista por Juliana Lopes, de Milão

Uma tarde de verão cheia de luz. Em muitos sentidos. Foi assim o encontro do FFW com a consultora e editora de moda Anna Dello Russo, que comanda a “Vogue Nippon” há 3 anos e trabalhou outros 12 ao lado de Franca Sozzani, na “Vogue Itália”. Anna é uma daquelas pessoas que preenche qualquer ambiente em que esteja com felicidade, animação, positividade, novidade, generosidade. Sendo assim, ela é o tempero ideal para o fervilhante caldeirão que é o mundo da moda.

Famosa por vestir “looks de passarela”, Dello Russo é amiga de estilistas, catapulta de tendências e twitteira de mão cheia. “Sou uma tela em branco, para a moda escrever o que quiser em mim”, confessa.

Não quer se sentar?
Estou há muito tempo sentada. Você cuida da Cucciolina enquanto vou ao banheiro? Ela pode chorar, mas não se preocupe.

(Anna deixa Cucciolina amarrada no pé de uma cadeira. A cadelinha acompanha seus passos com um olhar aparentemente desesperado. Tento entreter o animal. A fuga de Cucciolina seria uma tragédia).

Prefere dar uma volta?
Vamos? Obrigada! A Cucciolina está mesmo precisando. Vem que eu carrego a sua bolsa pra você conseguir segurar o bloquinho de anotações.

Você é chamada de “Fashion Director at Large & Creative Consultant” da “Vogue Nippon”. Na prática, o que isso quer dizer?
É um nome imenso, coisa dos japoneses, mas quer dizer que eu sou diretora de moda. E ponto.

Como é trabalhar com o Japão morando na Itália?
Costumo acordar sempre muito cedo, às 5h30, para fazer 1 hora de ioga e depois 1 hora de natação. Se preciso falar com Tóquio urgentemente, ligo para eles antes de começar meu dia. Mesmo porque quando são 5h da manhã na Itália já são 14h no Japão.

Os telefonemas que costuma dar são para quais lugares?
Costumo falar muito com equipes que estão nos Estados Unidos. Quase todos os profissionais que preferimos estão lá. Fotógrafos de moda, maquiadores, stylists, tudo. Nova York e Los Angeles são as cidades que melhor funcionam para isso, não tem jeito.

Que locações têm escolhido com maior freqüência?
Todo mundo quer ir pra Tóquio! Meus colaboradores vivem me pedindo isso e na medida do possível tento agendar editoriais por lá. Não é sempre que dá. Mas a moda, você sabe, é feita em todos os lugares.

Você tem algum editor para te ajudar no Japão?
Não, sou eu quem escolho tudo, passo o briefing pra todo mundo. Mas, como não sei falar japonês, escrevo os textos em inglês e alguém da redação traduz.

Você consegue acompanhar os ensaios de moda?
Só os mais importantes, como as capas. Mas mesmo estando longe, eu arquiteto tudo, converso bastante com todos. Então não é necessário que eu esteja presente fisicamente nos shootings.

Já teve algum problema ao dirigir um fotógrafo de estilo marcante?
Não, não tenho esse problema. Quando eu chamo um fotógrafo é porque quero a direção dele. Senão seria chatíssimo, né? Tudo igual, apenas com a minha direção, seria muito monótono. Já escolho a história e o vestido que combinem com o fotógrafo. Sei que o Terry Richardson, por exemplo, tem capacidade de aproveitar um determinado tipo de roupa, uma determinada atitude que aquela roupa provoca. E isso também vale para os modelos e stylists. Meu trabalho é fazer essa costura, orquestrar isso, escolher as pessoas certas para trabalharem juntamente.

Na hora de criar o conceito para os editoriais, você pensa na consumidora japonesa?
A “Vogue Nippon” fala com a mulher japonesa em outras seções. Temos matérias de consumo, reportagens que falam com essa mulher. Nos editoriais, no entanto, faço sempre uma escolha internacional. Acredito que se olharmos os editoriais de todas as “Vogues”, não conseguimos descobrir de que país é cada uma delas. Porque estamos falando de uma mulher internacional, não importa onde são feitas as revistas. Quem faz “Vogue” trabalha para construir um sonho.

As pessoas que trabalham para construir esse sonho da moda, nos últimos tempos, acabaram virando estrelas. Tipo a Anna Wintour.
Sim, mas isso acontece porque estamos vivendo uma nova fase. A moda, de uns cinco anos pra cá, passou a existir de fato na internet. E a web, que tornou tudo mais aberto, provoca uma maior curiosidade em torno desse mundo. Existe a vontade de investigar, por isso todos querem saber, conhecer, entrevistar as editoras de moda. São mentes pensantes, criativas. A diferença de hoje, com a internet, é que, quem não for verdadeiro, quem não trabalhar com sinceridade e paixão, não vai durar. Ficou mais fácil separar o joio do trigo.

Já que você entrou no assunto internet, impossível não falarmos sobre o seu perfil no Twitter.
Óbvio! Mas o meu Twitter (@AnnaDelloRusso) surgiu depois do meu blog (annadellorusso.com). O blog tem uma função mais geral. O Twitter para mim é um diário online, de notícias que estão acontecendo ao longo do dia. Faço atualizações dos meus percursos. Por exemplo, existe um preparo para fazer uma edição mensal de uma revista: falar com pessoas, ter ideias. Pelo Twitter eu consigo compartilhar isso com muita gente. Deixar já algumas pistas, uns highlights do que estou fazendo. E também ter novas ideias e conhecer novas pessoas.

Estar no Twitter significa também estar mais acessível aos seus admiradores.
É a primeira vez na história da moda que o lado de cá fala com o lado de lá. A internet mudou a moda. Cairam as barreiras, capisci? Antes se imaginava que quem trabalhava com moda fazia parte de uma casta inacessível da sociedade, e na realidade era isso mesmo. Hoje, com tudo assim escancarado, conseguimos conhecer melhor quem são as mentes pensantes atrás da moda. E, claro, se descobre que realmente essas mentes são maravilhosas, são pessoas criativas, mas que trabalham muito.

Antes, nós, criadores de moda, éramos fechados numa bolha, num grupinho separado do mundo. Éramos só nós. É estúpido isso, entende? Éramos vistos como pessoas inacessíveis. Tínhamos alguns palpites, fazíamos previsões do que as pessoas gostavam, mas era um feeling nosso de longe, não tínhamos a possibilidade de saber a verdade, de conhecer o gosto das pessoas mesmo. Hoje não existe mais isso, está tudo aí para quem quiser ver. Você posta alguma coisa, uma imagem, uma ideia, e na hora consegue saber se isso funciona. É útil não só para mim, mas para a indústria de moda no geral.

Você gosta então de ser um personagem que existe virtualmente.
Eu adoro ser chamada de “internet icon”! Se não fosse a internet, eu provavelmente não trabalharia como trabalho hoje. Sem a internet, eu teria desaparecido.

Como quer que as pessoas te vejam?
Quero que vejam que eu sou humana! Tenho minhas fraquezas, meus momentos, minhas manias, sabe?

E sobre a sua mania de vestir “looks de passarela”… Algo a declarar?
Existe um trabalho enorme, de meses e meses, até o look chegar à passarela! Tem o trabalho do estilista, que criou as peças. Depois do stylist, que estudou um melhor modo de combinar essas peças. Se ninguém repete o que está exatamente ali, esse trabalho é todo perdido, sabe? Vai embora, morre. Pode parecer superficial, mas para mim existe algo mais profundo nisso, em usar um “look de passarela”, não sei como definir.

Como podemos definir uma “fashion victim”?
Eu! A primeira de todas as fashion victims sou eu. Eu sou uma tela em branco, a moda pode desenhar o que quiser em mim. Sou obcecada, mas essa obsessão para mim não é um problema, eu adoro a moda. Por isso que trabalho bem com os japoneses, eles também são super obcecados por moda!

Apesar de tanta obsessão pela moda, a crise deu uma balançada na indústria. A moda italiana, como a francesa, inglesa e americana devem perder a hegemonia?
Sim, dá para sentir que isso vai mudar! O Japão, por exemplo, está se tornando mais importante. Não podemos esquecer do fenômeno irrefreável da China.Quem será o grande azarão, depois da crise? Pode ser simplesmente um país que nem mesmo imaginamos. E isso é a vida, é a impermanência da vida. É um pensamento muito bonito esse que estamos dividindo aqui, vero?

Sim, é verdade. O conceito de impermanência como “única coisa permanente” é oriental, não?
Sim, é oriental, e eu acredito nele. Acredito que tudo está em constante mutação. A humanidade no geral. E, não sei explicar o porquê, mas a moda é a primeira a sentir essa mutação. As mudanças chegam ao social depois de passarem pela moda. A moda tem antenas que captam isso primeiro.

E quais sinais suas antenas estão captando?
Já temos sinais fortes. E muito deles aconteceram por causa da Internet. Quando é que se pensou que existiria uma bambina como a Tavi [Gevinson]? Uma criança de 13 anos fazendo um blog de moda? Quando é que se imaginou que um garoto das Filipinas, o Brianboy, viraria essa personalidade que ele virou? Hoje está tudo aberto, tudo é possível. Quem for competente, vai conseguir o seu espaço. Caiu a máscara da imobilidade da moda, do que era frio, imóvel. Minhas antenas captam isso: não podemos mais ter certeza de nada _nada!_ que está por vir.

O que exatamente é essa “máscara que caiu”?
Imaginava-se que o mundo era feito de pessoas ricas, famosas, num infinito benessere (bem-estar). E agora, com a crise e a internet que mostra tudo, onde está o benessere? Onde estão os ricos e famosos? Estão pobres e desgraçados! Caiu tudo por terra, capisci? O tom como se falava era alto demais. Agora deu uma diminuída. A crise veio e deu uma chacoalhada tão violenta que é óbvio que tudo vai mudar. Já está mudando.

Qual a sua opinião sobre as publicações impressas na Era Digital?
Eu penso temos muitos jornais. Troppo, troppo. Nosso momento cultural vai selecionar o que é o melhor. E só o que for mesmo the best é que vai gozar do grande valor do papel. O valor do papel é estupendo, como o valor dos livros. Criar é bom, mas criação demais não adianta, não serve, non va bene.

Por que não?
Porque a criatividade deve ser respeitada, deve ter um tempo para ela. A criatividade é um dom, não dá para criar coisas como se faz sorvetes, pizzas.

Existe já uma discussão do conceito de “slow fashion”, o que você acha disso?
Quem já discute o slow fashion?

Foi discutido no evento Fashion Summit, em Copenhague, durante a COP15 for Climate Change.
Sim, eu acho que o futuro é esse, o futuro é o slow motion. Dá pra perceber que as quantidades estão diminuindo. Quase ninguém, por exemplo, está desenvolvendo pré-coleções. O produto tem que ser mais lento, ninguém consome assim com tanta velocidade. Perde-se a alma das coisas… Exato, slow fashion, como slow food…

Na sua opinião, então, é possível que se produza menos e ainda sobreviver?
A saída é a estrada do meio termo. Isso vale pra tudo, é preciso encontrar o caminho do meio. Cada um cuidar de si próprio e também pensar no mundo em volta. É por isso que eu medito, para trabalhar bem com as pessoas. Uma forma de salvar o planeta, para mim, é trabalhar o meu eu interior buscando a serenidade. Medito e tento passar essa mesma serenidade aos outros à minha volta.

UMA RAPIDINHA COM… ANNA DELLO RUSSO:

Anna Wintour
Super powerful! É o sistema da moda em pessoa!

Blogs de moda
Novidade! Curiosidade! Adoro!

Gisele Bündchen:
Madonna mia! Que mulher! Eu queria ser ela! Não é só uma figura de moda, mas tem uma vida esportiva, cuida da alma, é positiva. Uma verdadeira top.

Japão
Graças a Deus me dá esse belo trabalho! Adoro os japoneses porque são obsessivos pela moda como eu!

Brasil
O que eu gosto do Brasil é a consciência corporal. São os melhores cultuadores do corpo. O corpo vem antes da moda. Primeiro vem o corpo. Se o corpo não caminha, você não vai à parte alguma. Acho importante dar atenção à filosofia do corpo. É essa a mensagem que o Brasil me passa. Como nomes conhecidos vindo do Brasil lembro das Havaianas! E daquele estilista, o Alexandre Herchcovitch! Agora pensando vejo que não recebo muitas informações sobre a moda brasileira, isso é uma pena… esse fluxo precisa melhorar.

China
A China é uma superpotência, está ganhando um mercado absurdo. Sabia que a “Vogue” chinesa chega ao ponto de rejeitar anúncios tamanha é a quantidade de ofertas? E tem a questão da cópia, não sei muito o que dizer, acho que eles estão buscando uma nova forma de trabalhar.

Domenico Dolce & Stefano Gabbana
São meus amigos do coração, adoro os dois. Transformaram o mercado italiano em internacional. Têm uma sólida visão estética do Mediterrâneo, do Sul, da Pulha, que é de onde vim, que é nosso “pequeno Brasil”.

WGSN e outros escritórios de tendência
Não conheço o trabalho do WGSN, me desculpe, não quero criticar um escritório que não conheço. Porque de repente eles são bons, não é? O que eu posso dizer sobre tendência é que a tendência é algo que eu sinto o cheiro de longe. Sinto no ar, sabe? É algo inconsciente, não podemos não acreditar nesse fator do inconsciente. E eu sou a mais sensitiva! É uma linguagem coletiva que não se pode traduzir em palavras, em explicações. Quanto mais você usa palavras pra explicar tendência, mais a perde, mais a diminui.

*Anna Dello Russo entrou na “Vogue Nippon” em 2007. Formou-se em História da Arte na universidade de Bari. Mudou-se para Milão para fazer um mestrado em Moda na Domus Academy, que tinha como um dos professores Gianfranco Ferrè. Conseguiu, no fim dos anos 80, trabalhar como assistente nas revistas menores da “Vogue”: “Vogue Pelle”, “Vogue Gioelli”. Com a entrada de Franca Sozzani na “Vogue Itália”, em 1989, Anna Dello Russo foi convidada para fazer parte do novo team e assim foi editora de moda por 12 anos. Em 2001 foi convidada para ser editora chefe da “Uomo Vogue”. Alguns anos depois sentiu vontade de voltar para o universo feminino e finalmente voltou para a “Vogue”, em 2006. Até ser convidada, no começo de 2007, para ser editora de moda e consultoria criativa da “Vogue Nippon”. Foi nessa época que começou o blog e a se envolver bastante com a internet.

EXCLUSIVO Anna Dello Russo: “Eu teria desaparecido sem a internet”

FFW fashion digest: o número da sorte de Katie Grand, censura e +!

censura 10Guinevere van Seenus duplamente censurada: por espuma e tarjas brancas ©Divulgação

Censura fashion na edição de inverno 2010 da revista “Ten”. A modelo Guinevere van Seenus aparece toda coberta por uma espuma que faz as vezes de tapa-sexo cobrindo suas partes mais íntimas. Porém, parece que só isso não foi suficiente. Quem for atrás da publicação nas bancas irá encontrá-la com duas trajas brancas cobrindo seios e vagina da modelo. Não precisava, né?

+ Site oficial: 10magazine.com

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love-magazine-coversAs quatro últimas capas da “Love”: Kelly Brook, Sienna Miller, Agyness Deyn e Ms. Perfect ©Divulgação

As quatro últimas capas da quarta edição da revista “Love” já estão rolando na internet. Agyness Deyn, Sienna Miller, Kelly Brook e Ms. Perfect (uma boneca criada por Marina Bychkova) são as modelos que completam o outro quarteto formado por Alessandra Ambrósio, Gisele Bündchen, Rosie Huntington e Lauren Hutton. Em sua edição #3, a “Love” já havia apostado em oito capas diferentes com oito modelos nuas segurando cordas e com tarjas de censura. Qual será a mística de Katie Grand com o número 8?

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Um dos editoriais da edição de setembro da “Dazed & Confused” ganhou vídeo e caiu na web. Inspirado na rebeldia adolescente, o ensaio com styling de Robbie Spencer ganhou vida _literalmente_ com direção de Sharif Hamza. Veja acima!

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Pela primeira vez o CFDA confirma parceria com uma revista de moda que não é a “Vogue”. O Council of Fashion Designers of America irá se unir a tradicionalíssima “Harper’s Bazaar” para uma ação paralela durante a New York Fahsion Week, com objetivo de promover novos designers de acessórios.

+ CFDA: cfda.com

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Depois da presença do editor da “Vogue” americana no corpo de jurados, a 14ª temporada do America’s Next Top Model promete trazer importantes nomes da moda para avaliar as modelos. A série que estreia no dia 8 de setembro nos EUA terá convidados como Roberto Cavalli, Diane Von Furstenberg, Patricia Field, Zac Posen, os fotógrafos Matthew Rolston, Patrick Demarchelier, Francesco Carrozzini, as modelos Karolina Kurkova e Margherita Missoni, e a editora da “Vogue” italiana, Franca Sozzani (já leu a entrevista exclusiva que ela concedeu ao FFW?). Nesta edição do programa, a vencedora vai ganha ruma capa da “Vogue Italia”. Nada mau, né?

FFW fashion digest: o número da sorte de Katie Grand, censura e +!

EXCLUSIVO! Franca Sozzani, da Vogue Itália: “A moda precisa de tempo”

franca-sozzani-portal-FFWFranca Sozzani, a mulher que comanda há 22 anos a revista “Vogue Itália” ©Divulgação

Entrevista por Juliana Lopes, de Milão

Um cachorrinho branco, peludo e pequeno late e dispara pelos corredores da Condé Nast em Milão. É Lazlò, importado da Hungria, que vai todos os dias trabalhar com Franca Sozzani, diretora de redação da “Vogue Itália”. Ele late para um dos funcionários que toma café num copinho de plástico. Ali perto, uma  secretária procura um papel timbrado para escrever um cartão de aniversário.

É uma redação de revista como qualquer outra. E posto que não existe glamour numa redação _nem mesmo de uma “Vogue”_ fica mais fácil penetrar na mente de Sozzani, que recebeu o portal FFW usando rasteirinhas, cabelos soltos e make “nada”.

Franca comanda a “Vogue Itália” desde 1988, quando tinha 38 anos de idade. Antes disso trabalhou para a revista “Lei” (“Ela” em italiano). Neste ano ela entra para a turma dos sexagenários, tendo dedicado 22 anos de sua vida somente para a versão italiana da “Vogue”, sempre de braços dados com o seu parceiro criativo Steven Meisel, que também conheceu nos anos 1980.

A moda mudou muito nas últimas duas décadas, mas o pensamento de Sozzani parece estar à frente. Na verdade ela parece tão forward que transmite a sensação de que, a qualquer momento, vai estar em outro lugar _mesmo fisicamente: Franca senta e me olha, mas de repente se levanta e vai examinar a vista de sua janela que dá para um belo bairro milanês. Ela está concentrada!? Empolgada!? Entediada!? Franca é intangível _e, sim, inatingível_, gosta de dar respostas ácidas e fluidas. “É preciso tempo para que a moda exista”.

Como é uma jornada sua de trabalho normal? Começa como e termina como?
Não existe nada de brilhante, são apenas projetos, reuniões, planos. Encontro com várias pessoas, converso com os redatores.

Quantas horas por dia de trabalho?
12 horas.

Conseguiria trabalhar menos?
Conseguiria. Se tivesse menos coisas para fazer.

Existem procedimentos?
Não tem regra. Se tivesse regra não seria uma revista criativa. Vamos decidindo o que queremos aos poucos, as ideias brotam.

E de onde brotam, por exemplo, as ideias para os editoriais de moda?
De qualquer lugar. Alguém me telefona, ou eu vejo um filme, alguma revista que me chama a atenção. Ou então numa conversa pinta uma ideia. Ou então alguém vem até a minha sala e me propõe alguma história. Não tem regra, entende?

Mas você tem as suas fontes de inspiração?
Depende. Algumas coisas me inspiram, de outras já não gosto mais. Se fosse burocrático seria um escritório e aqui não é um escritório, não é comercial. Desde 1988 é assim, foi sempre assim. A tendência se cria assim.

Falando em tendência, hoje muitas marcas pagam alto para ter acesso às pesquisas feitas por bureaus…
[corta a pergunta no meio] Tendência não se compra. Quem faz tendência não compra esse tipo de informação. Esse tipo de informação é pra outra coisa, não para criar estilo. É um blefe, não tem valor. Ou você acha que a Prada compra tendência? A Prada faz. Quem vai atrás da tendência é porque não a produz, entende? Cada um tem que produzir o próprio trabalho.

Então a senhora acha errado os países em desenvolvimento se inspirarem na moda que é feita em países consagrados?
Acho. Acho erradíssimo. É erradíssimo se inspirar nos outros, cada um tem que encontrar as coisas que funcionam em seu próprio lugar. Porque, se eu vou ao Fashion Rio e vejo coisas que estão sendo feitas em Paris, não tem sentido ir ao Rio, entende? Ir ao Rio é menos cômodo, mais complicado. Então ir ao Rio para ver Paris não me serviria para nada.

Como você enxerga o estilo brasileiro?
Não vejo um estilo brasileiro definido. Sei que existe uma beleza brasileira, mas não enxergo um estilo. Não é fácil encontrar a própria estrada, é preciso esforço e criatividade. A moda precisa de tempo.

Precisa de tempo e precisa de dinheiro, de uma economia forte…
A receita para levar a moda adiante é ter um conceito forte, um pensamento por trás.

E a Itália tem esse pensamento forte por trás da moda?
Temos gênios que confirmam isso, como Valentino. Nomes que você vê [no mundo todo] como Dolce & Gabbana, Versace. Não temos apenas estilo.

Então a senhora acredita que é preciso tempo para se construir moda?
Sim. Essa história não quer dizer que o passado precisa ser levado para as passarelas. Vivemos no presente. Mas, temos que ter alguma história pra contar.

O passado, então, não ajuda?
O passado pode ser um fardo. Ele pode minar a sua liberdade.

O fotógrafo Steven Meisel é um colaborador importante para a “Vogue Itália”. Quando começou essa parceria?
Nos conhecemos quando eu ainda era editora da revista “Lei”. Todos nós estávamos começando, não tínhamos nada a perder. Eu gostava do que ele fazia, de como via as coisas, percebia que existia um conceito em suas imagens, que até então eram poucas: ele tinha um book com 3 ou 4 fotos. A redatora na época era a [atual estilista] Anna Sui. Deu certo e assim ficou.

Como é fazer uma revista italiana com um fotógrafo que não mora na Itália?
Os editoriais da “Vogue Itália” são feitos nos Estados Unidos, entre Nova York e Los Angeles. Eu e Meisel nos telefonamos sempre. É mais viável fazer tudo lá do que trazer para cá a estrutura toda, os fotógrafos, as modelos, que praticamente moram todas no exterior. Quando temos que sair daqui [de Milão], vamos com uma equipe super reduzida.

E os novos fotógrafos? A senhora deve receber muitos portifólios…
Não. No momento não tenho nenhuma aposta. É preciso trabalhar, é preciso tempo para tudo.

Existe espaço na Itália para novos estilistas?
Esse não é um problema da Itália, é um problema mundial. É difícil também na Inglaterra, em Paris, em Nova York. É preciso dar tempo a esses nomes. Não podemos já chegar dizendo que eles são “gênios”, porque daí eles vão achar que já estão no topo. Muitos nomes se destacam numa temporada, mas depois somem. Não é fácil. Aqui na Itália existem novos talentos como o Francesco Scognamilio e muitos outros. Mas é preciso tempo: eles têm que trabalhar, têm que crescer.

A Itália é mundialmente famosa por fazer uma moda considerada sexy. O que acha disso?
Toda mulher se veste para agradar, para ser sexy. É o normal, mas sexy não pode ser sinônimo de vulgar. É possível ser sexy com camiseta e calça. As mulheres, em sua essência, são sensuais.

Saída de um país novo como o Brasil, temos alguns nomes na moda como Gisele Bündchen, que é a modelo mais bem paga, a número 1 do mundo.
A Gisele não é a número 1. Isso é um conceito brasileiro, não mundial.

Mas ela está no topo da lista das modelos mais bem pagas do mundo segundo a “Forbes”.
Ser a mais bem paga não significa que ela é a número 1, existem várias “números 1”. Várias modelos que são boas, que não são somente belas, mas têm personalidade, entendem o fotógrafo. Natalia Vodianova também é uma número 1. E outras 3 ou 4 também o são. Ser bem paga não quer dizer que ela seja a mais valiosa para o mundo da moda. Muitas modelos, por exemplo, não fariam Victoria’s Secret. Capisci?

Uma pergunta impossível de não fazer é sobre a Anna Wintour. O que a senhora achou do episódio em que o calendário de moda na Itália diminuiu porque ela avisou que não poderia estender sua estadia em Milão?
Existe um ditado: “A casa mia si mangia quello che mangio Io” (em tradução livre: “Na minha casa, come-se da minha comida”). Não dá para culpar quem vem de fora. É culpa de quem, em casa, não soube se impor.

Onde a senhora costuma comprar suas roupas?
Não tenho regra para isso. Posso passar na frente de uma loja e gostar de alguma coisa. Se tenho que dar algum exemplo, diria a Corso Como 10 [a loja foi fundada pela irmã de Franca, Carla Sozzani].

Você gosta de cozinhar?
Sim, para nós italianos a cozinha não é só questão de comer, mas é um momento onde convivemos entre nós, onde dividimos nossos momentos. Não cozinho, mas tenho meu prato favorito: tortelli di zucca, típico de Mantova, minha região.

Gosta de música?
Temos que ouvir de tudo. Fomos os primeiros a falar da banda Tokyo Hotel. Ouço música clássica, Sting, Tracy Chapman. Mas também gosto de Lady Gaga.

Lê muita revista?
Leio. Muitas. Quer dizer, vejo, vou passando os olhos. Vejo revistas até de arquitetura, decoração.

Quais?
Muitas, não sei dizer. Mas são muitas.

E livros?
Não leio livros teóricos sobre moda. Os livros que leio são de literatura, contos. Leio 3 ao mesmo tempo porque gosto de entender o que está acontecendo e pronto. Às vezes me canso do livro e troco, fico entediada.

A Itália conta com uma matéria-prima de altíssima qualidade e um diálogo constante entre estilistas e artesãos. Isso procede?
Quem desenha, desenha para ser produzido numa matéria-prima, então é óbvia essa troca. Se você vai fazer o sapato, desenhá-lo, vai desenhar em alguma coisa, não é? Assim funciona o nosso made in Italy, que conta com alta qualidade, mas também com muita produção.

Apesar de toda a produção, existe o impacto da crise econômica.
Tem crise sim, é inútil querer esconder. Crise na Itália e em todo o mundo. Nunca houve uma crise como essa, nessas proporções. Ouvimos geralmente sobre crises específicas, mas uma crise geral como essa, não me lembro.

Nem mesmo a crise de 1929?
É muito antiga essa crise, está num passado muito distante. As pessoas dessa época já não existem mais, ninguém lembra.

O que se pode aprender em momentos de crise?
Na crise se aprende a descobrir o novo.

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Frases do Twitter de Franca Sozzani (twitter.com/francasozzani)

So many pointless blogs! Most of them a waste of time!
Tradução livre: Quantos blogs sem sentido! A maioria deles é uma perda de tempo!

The most surprising and annoying thing during fashion week is that everybody is constantly twitting: but who’s watching the shows?
Tradução livre: A coisa mais surpreendente e irritante durante uma semana de moda é que todo mundo não para de twittar: mas quem assiste ao desfile?

I don’t care what people think about Carla Sarkozy. She is just GREAT.
Tradução livre: Eu não me importo com o que as pessoas pensam da Carla Sarkozy. Ela é DEMAIS.

Not many fashion students can become great designers, but many can achieve important positions in the fashion industry
Tradução livre: Não são muitos os estudante de moda que podem se tornar grandes estilistas, mas muitos podem alcançar posições importantes dentro da indústria da moda.

The best part of social networks is getting in touch with people, the worst part is losing your privacy
Tradução livre: A melhor parte das redes sociais é o contato com as pessoas, a pior parte é a perda de privacidade.

Beautiful models give suggestions on how to be beautiful. Do you really believe that the same cream will have the same effect on you?
Tradução livre: Modelos lindas dão dicas de como ficar bonita. Vocês realmente acham que o mesmo creme vai ter o mesmo efeito em vocês?

This is the period in which everybody only talks about diet. Too late and too boring!
Tradução livre: Estamos numa época em que todo mundo só fala de fazer dieta. Muito tarde e muito tédio!

I love reading magazines and books. I love touching the paper.
Tradução livre: Eu adoro ler revistas e livros. Amo o contato táctil com o papel.

EXCLUSIVO! Franca Sozzani, da Vogue Itália: “A moda precisa de tempo”