Além de ser embaixadora de uma fundação que defende a integridade e manutenção dos ecossistemas por meio da promoção de práticas sustentáveis e de ser parceira da ONU em um projeto de defesa das florestas da Europa, Vivienne Westwood dá mais um passo pela preservação do meio ambiente.
A estilista acaba de investir um milhão de libras em uma campanha de angariação de fundos para ajudar a Cool Earth, uma organização baseada no Reino Unido que luta contra a destruição das florestas tropicais, através de um trabalho especial com as comunidades que vivem nessas áreas.
A campanha leva o nome de “No Fun Being Extinct” (algo como “não é divertido ser extinto”) e pretende levantar 7 milhões de libras nos próximos 18 meses para garantir a segurança de três florestas: a do Peru, a Amazônia e a do Congo, além de áreas de floresta tropical na Ásia.
A estilista recrutou outros nomes da moda para ajudar a causa, como as modelos Kate Moss e Lily Cole e a atriz Sadie Frost. Depois de levantar os outros 6 milhões de libras, a organização pretende ajudar comunidades de regiões de florestas tropicais a construir formas sustentáveis de viver, sem precisar destruir o ecossistema. Vivienne deve apresentar um relatório ao governo britânico mostrando como suas doações foram gastas.
Ela completou 70 este ano, mas diminuir o ritmo não está nos planos de Vivienne Westwood, que está na indústria da moda há mais de quatro décadas. Sua próxima empreitada é uma linha de acessórios, feitos com lixo reciclado do Quênia.
A estilista se uniu à Agência das Nações Unidas e ao portal Yoox.com para empregar pessoas de Nairobi, no que ela chama de “nada de caridade, apenas trabalho”. A “Ethical Fashion Africa Collection” contém vários modelos de bolsas criadas com todo tipo de lixo, de chinelos a velhos tecidos de tendas feitos por pessoas carentes do Quênia, em um esquema de condições de trabalho justas.
“O que eu faço, fazer bolsas, pode fazer a diferença. Esse projeto dá as pessoas controle sobre suas vidas – caridade não dá isso, ao contrário, as torna dependentes”, disse a estilista ao “Telegraph”. “Essas pessoas têm mais controle sobre suas vidas e por consequência podem escolher não explorar o meio ambiente, pois eles têm uma alternativa para fazer dinheiro”.
O fotógrafo de moda Juergen Teller a acompanhou para documentar a viagem, o que resultou num conjunto impressionante de imagens que celebram Westwood e sua moda na comunidade africana.
“Nosso projeto permite que algumas das pessoas mais pobres do mundo entrem na corrente de valores da moda como produtores, ao mesmo tempo que permite aos estilistas que querem produzir eticamente que conheçam seus colaboradores nas favelas de Nairobi”, disse Simone Cipriani, responsável pelo The International Trade Centre. “É um tanto incrível pensar que nós podemos ser capazes de salvar o mundo através da moda”, acrescentou Westwood.
Enquanto divulgava seu trabalho feito no Quênia, Vivienne Westwood deu declarações sobre diversos tópicos da moda, com toda a experiência que 40 anos na indústria lhe deram.
Sobre a Duquesa de Cambridge, declarou: “Acho que ela tem um problema com a maquiagem dos olhos. A linha acentuada em torno de seus olhos faz ela parecer difícil”, e aconselhou que “ela deveria usar suavizado ou não usar nada”. Sobre o estilo de Middleton, a estilista falou: “Deixe-me colocar dessa forma. Para mim parece a imagem de uma ‘mulher comum’. Portanto, compradora de comércio de rua. E eu só acho que ela deveria ser uma mulher extraordinária, onde quer que ela compre suas roupas”.
Kate Moss, que recebeu toalhas de presente de casamento de Vivienne pois “todos nós mandamos toalhas, não?”, também foi assunto da estilista: “Ela usa muito vintage”, disse. Mas a festa de casamento da modelo, que durou dias, foi “a melhor festa que eu já fui”, completou.
A respeito de John Galliano, ex-estilista da Dior, e responsável pelo vestido de noiva de Kate, Vivienne elogiou: “Ele parecia muito bem. Não parecia mais exausto ou acabado”.
Mas nem só de comentários alheios se vale a entrevista da estilista. Ela também falou sobre sua vida pessoal e tocou no assunto do seu ex-marido Malcolm McLaren, que morreu ano passado. “Posso falar isso porque ele morreu, mas eu tive uma experiência incrível quando estava com Malcom. Você poderia cortar a eletricidade entre nós com uma faca. Ele era lindo”.
A Céline abrirá ainda neste semestre duas flagships, uma em Paris e outra em Nova York. O conceito das lojas ficará a cargo do arquiteto Peter Marino, o preferido da moda, com projetos para Chanel, Dior e mais um montão de marcas importantes. De acordo com o site “WWD”, fontes do mercado afirmam que a Céline foi deficitária no ano passado, mas que para este ano, é esperado que a fortuna da grife cresça, com previsão de lucros em 200 milhões de euros. A última vez que a Celine teve um momento de glória assim foi entre 1997 e 2004, quando era encabeçada por Michael Kors. Agora, sob a mão firme de Phoebe Philo, a marca conseguiu se reerguer. O sucesso de Phoebe à frente da Céline é atribuido ao estilo despretencioso que ela conseguiu dar à grife, além de uma estética minimalista adulta.
A atriz Kate Hudson fechou uma parceria com a joalheria Chrome Hearts para desenvolver uma coleção cápsula de joias. O nome da linha será CH + KH e terá peças feitas de diamantes, pérolas e pedras preciosas. As joias devem ser lançadas no segundo semestre deste ano.
A britânica Vivienne Westwood venceu uma batalha judicial contra o designer Anthony Edward Knight. Vivienne acusou Knight ter copiado desenhos similares aos seus para a marca Too Fast to Live Too Young to Die. O juiz considerou que Knight feriu leis de direito autoral e que os desenhos de Knights eram tão parecidos com o de Vivienne que poderiam confundir os consumidores.
A H&M lançou uma coleção unissex para arrecadar fundos para campanha contra o vírus da AIDS. A linha Fashion Against AIDS traz várias celebridades como Selma Blair, Penn Badgley, Akon, Ginnifer Goodwin e Scissor Sisters vestindo as roupas para apoiar a causa, com direito a vídeo de alguns famosos na sessão de fotos, chamando os consumidores a juntarem-se à luta contra a doença.
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O amor é tema do novo catálogo da J.Crew e quem aparece posando nas fotos é a top Arizona Muse, ao lado de seu filho de 2 anos, Nikko. O menino já apareceu em um ensaio com a mãe na “Vogue” americana e agora aparece nesse catálogo que tem tudo a ver com o dia das mães que está para chegar.
O mês de abril veio recheado de aniversários de grandes nomes da moda: nesta sexta (15) Grace Coddington, a diretora criativa da “Vogue” americana, completa 70 anos. Na sexta-feira passada (8), foi a vez de Vivienne Westwood comemorar seu 70º aniversário. Ruivas e com a mesma idade, estariam Grace e Vivienne ligadas pelo signo de Áries?
Uma certeza é que as duas são unidas pelo Reino Unido. Vivienne, claro, é britânica de carteirinha, nascida em uma pequena cidade chamada Tintwistle. Mudou-se para Londres aos 17 anos e foi por lá que começou sua história com a moda, rock e o movimento punk, que inclusive, ela disse ter sido uma oportunidade de marketing. “Era a alternativa no momento, pegar o sadomasoquismo e a pornografia e transformá-los em moda. Você não pode fazer isso mais, mas quando eu olho para trás, vejo que foi apenas uma oportunidade de marketing”, afirmou em entrevista ao “Wall Street Journal”.
Já Grace é natural do País de Gales, que também faz parte do Reino Unido. Sua paixão com a moda começou quando ela era adolescente e esperava ansiosa a chegada da edição da “Vogue”, que chegava pelo menos com três meses de atraso a sua cidade. Aos 17 anos (mais uma coincidência com Vivienne?), ela participou de um concurso de modelos promovido mesma revista que ela esperava todos os meses, venceu e iniciou sua carreira nesse meio. No mercado editorial, Grace começou como editora da “Vogue” inglesa e, quase 20 anos depois, mudou-se para Nova York para trabalhar na Calvin Klein. Logo em seguida, em 1988, ela passou a integrar o time de Anna Wintour na “Vogue” América, onde está até hoje.
Made in India, made in China, made in Brazil. Que lugares você está acostumado a ver nas etiquetas de suas roupas? Uma indicação de “feita no Quênia” pode ser rara, mas só por enquanto. Vivienne Westwood criou uma coleção de bolsas em parceria com o Programa de Moda Ética, ligado às Nações Unidas. Todas feitas a partir da reciclagem de anúncios de beira de estrada e antigas tendas de safári. Cada bolsa foi feita à mão, por um grupo de 69 mulheres que vivem e trabalham em favelas de Nairóbi, no Quênia. E a equipe da estilista inglesa demanda profissionalismo das trabalhadoras africanas. “É trabalho, não caridade”, defende a equipe. Westwood gostou do resultado e deve repetir a dose, fazendo uma coleção ainda maior.
A loja online ASOS lançou no ano passado o projeto ASOS Africa. Duas vezes no ano, a marca lança uma coleção desenhada no QG da grife, em Londres, mas produzida no Quênia, em um workshop organizado pela SOKO, organização que oferece um pequeno workshop para costureiros e artesãos do Quênia. Lá os trabalhadores _na maioria mulheres_ ganham salários justos pela produção das peças, cerca de £6,50 por dia (o equivalente a R$ 20), quase o dobro do salário mínimo local.
Desta vez, a coleção é assinada pela estilista jamaicana radicada em Paris Jessica Ogden, e a cada item vendido, cinco libras são revertidas para a SOKO e a ASOS ainda doa cinco libras adicionais. Jessica criará uma linha para o projeto por ano. “O fato de dar um retorno para a comunidade faz tudo brilhar. Sou jamaicana e sei a diferença que faz colaborar com uma pequena comunidade. Não é só conversa, é real e afeta as pessoas”, disse Ogden para o jornal inglês “The Telegraph”.
Quem também aposta no Quênia é o estilista Max Osterwis. Em 2008, ele criou a Suno, fazendo uma coleção que trabalhava com tecidos vintages, vindos direto do Quênia. “Comecei a marca porque queria dar trabalho para as pessoas do país”, diz Osterwis, que tomou a decisão logo depois dos episódios de violência que marcaram a eleição local em 2007. “Eu quis criar empregos de longo prazo, e mostrar que investir na África não é só construir novos safáris”, defendeu o estilista. A marca mantém mais de 50 pessoas trabalhando o ano inteiro e trouxe treinamento dos Estados Unidos para os costureiros quenianos. Hoje, a Suno está no calendário da semana de moda de Nova York.
A Edun também produz no país africano. A grife foi criada como empresa sem fins lucrativos, por Bono Vox e sua esposa, Ali Hewson. No ano passado, a marca foi adquirida pelo conglomerado de luxo LVMH e, como Vivienne Westwood, não está produzindo no uênia por caridade. A designer responsável pela Edun, Sharon Wauchob, acredita que ainda falta fazer as roupas feitas no Quênia parecerem modernas para que desperte desejo nas jovens garotas. “É preciso imaginá-las nas ruas de Nova York ou de Londres”.
Mas a marca pode estar no caminho para fazer as peças africanas virarem desejo. Integrando o calendário de Nova York, a Edun desfilou saias de crochê que fizeram sucesso na passarela. E a surpresa foi grande quando se descobria que elas foram fabricadas por um grupo de 100 freiras em Nairóbi, que fazem crochê para levantar dinheiro para a comunidade. Apesar de comprometida em fabricar roupas na África, a Edun também produz em fábricas no Peru e na China.
No fim, o que os estilistas que resolvem fabricar roupas em países africanos querem é que os projetos funcionem porque as pessoas gostam dos produtos, não só pela “boa ação”.
O modelo-que-parece-menina Andrej Pejic desfilou para Jean Paul Gaultier. Também desfilaram Karolina Kurkova, Aline Weber e Coco Rocha, todas com cabelos grisalhos. Na Givenchy, as modelos Frank Rayder e Natasha Polly estavam na primeira fila vestidas de Givenchy. Liv Tyler também estava lá.
Andrej Pejic no desfile de Gaultier
Veja todas as coleções, completas e com a ferramenta superzoom, que faz com nenhum detalhe passe despercebido.
Na noite do último domingo (16/01) aconteceu a 68ª edição do Globo de Ouro. Entre indiações e troféus, ficamos de olho mesmo foram nas escolhas das atrizes que pisaram no tapete vermelho da premiação.
O FFW selecionou as 5 escolhas mais legais (e 1 look-bônus), levando em conta a ousadia _e ironia_ das escolhas.
Tilda Swinton foi de Jil Sander Spring 2011. Só o fato da atriz sair do óbvio vestido longo e usar ‘saia + camisa fazem dela a escolha mais ousada e elegante.
Helena Bonham Carter escolheu um modelo Vivienne Westwood, que muitos (no twitter) julgaram duvidoso. O FFW discorda e acha a escolha super ousada e divertida. A cara da atriz.
Julianne Moore, de Lanvin, acertou ao escolher pink no meio de tantos nudes, pretos e vermelhos. O volume na manga e a silhueta que afunila sutilmente também merecem destaque.
Natalie Portman, de Viktor & Rolf, escolheu uma silhueta império (que valoriza sua gravidez) e tons claros, mas a aplicação da rosa vermelha é um detalhe que quebra toda essa aparente delicadeza.
Emma Stone escolheu um Calvin Klein que se destaca pela cor e pela silhueta simples. Em uma premiação que 9 em cada 10 convidadas escolhem brilhos, decotes e babados, quem opta pelo minimalismo acaba chamando mais atenção _e ficando mais elegante.
Olivia Wilde foi de Marchesa _escolha certeira nos bailes de Hollywood_, com muito brilho e muito volume. E o FFW gostou justamente por isso. Se é para brilhar e ir com saião, que exploda de uma vez!
Confira na galeria abaixo os looks das demais convidadas:
Quem nunca passou pelo dilema de ter que escolher entre uma peça ou outra na hora de sair de casa? Eis que as passarelas (sobretudo as gringas) sugerem uma solução bem simples: use tudo ao mesmo tempo! Algo como um “nômade pós-moderno” que precisa carregar no corpo tudo aquilo que possui. Seu look, seus pertences, sua(s) identidade(s), sua(s) personalidade(s).
Tudo começou de forma tímida lá no verão 2010, quando o tribalismo e outros elementos de diversas etnias surgiram como uma das principais vontades da temporada. Na estação seguinte, o inverno 2010, todo esse clima étnico ganhou extrema força com sobreposições, quase acúmulos de heranças e tradições passadas ao longo do tempo. Ciganos nômades modernos, como os de Jean Paul Gaultier com seus turbantes, estampas primitivas e equipamentos de alpinismo. Ou então como em Vivienne Westwood com seu recorrente gosto pela história propondo um delicioso clash de estampas retros de borboletas e flores, bem como um papel de parede embolorado.
A lista de estilistas que aderiram ao movimento é ainda maior: Tao Kurihara com seu patchwork de tecidos típicos de China e Índia; Kenzo com sobreposições “infinitas” de tonalidades neutras, Missoni com seus tricôs tribais, Rodarte com seus florais apocalípticos e até mesmo a tradicionalíssima Chanel com suas (falsas) peles.
Isso foi um prato cheio para stylists e editores de moda que desdobraram a vontade em diversas interpretações nas edições de outubro e novembro das principais publicações de moda do mundo.
Em termos práticos, estamos falando de um mix de possibilidades fundindo alfaiataria com referências safári, com peças leves de sportswear contrapostas à outras pesadas do outerwear, mais o incansável jogo do artesanal versus o tecnológico. Passado, futuro e presente num look só. Tecnologia e tradição conjugadas numa mesma mensagem de forma totalmente livre e despretensiosa.
E não precisa nem ser necessariamente étnico. Daniel Ueda, stylist e colaborador super querido do FFW, mostrou algo similiar, conjugando elementos da cultura de rua e do surfe com uma parafernália imagética pop em nosso mais novo FFW Shooting.
Essa ideia nômade, na verdade, esconde um desejo escapista, uma fuga da realidade. Também pode sugerir uma super sobreposição de elementos, um mosaico de referências com as quais nossas personalidades e identidades são compostas e alteradas a todo segundo, sobretudo numa época onde a maior parte das informações têm a vida útil limitada aos 140 caracteres.
Beyoncé Knowles foi formalmente acusada de ter copiado um par de leggings que faz parte de sua mais nova coleção para a House of Dereon, grife própria. A islandesa E-label afirma que o par de leggings que a cantora usa na campanha promocional da sua marca é altamente similar a um modelo que a própria cantora teria comprado numa loja da E-label em Londres no ano passado. “Estou em choque”, disse a sócia da E-label Helba Hallgrimsdottir. “Nem percebi que era uma campanha da House of Dereon, achamos que ela estava simplesmente usando as nossas leggings numa foto de estúdio. É praticamente um copy/paste”. Beyoncé ainda não se manifestou sobre o assunto.
Mais uma das peripécias de Lady Gaga: os rumores sobre a sua participação num ensaio de moda masculino da revista “Vogue Hommes Japan” parecem ter sido confirmados. Na persona de Jo Calderone, “um mecânico italiano que sonha em ter sua própria oficina e que nunca havia posado para um retrato”, Gaga posou para as lentes de Nick Knight com styling do seu fiel escudeiro Nicola Formichetti _foi ele, aliás, quem divulgou as imagens das capas que você vê acima.
Muito fofo o vídeo de Abigail (“Abbey”) Clancy _modelo e apresentadora de TV_ gravado exclusivamente para o aplicativo de iPad da revista “Love”. Durante 2m16s, Abbey fala sobre coisas que ela “ama”. Assista:
O novíssimo site da Vogue.com reportou que, finalmente, o estilista Alexander Wang vai abrir a sua primeira flagship store em Nova York. A loja vai ficar na 103 Grand Street (no mesmo lugar onde o legendário Yohji Yamamoto já teve uma loja) e deve estar pronta até o final deste ano. Apesar de manter sob sigilo os detalhes, Wang falou com o site da revista americana: “A localização é icônica e perfeita, cheia de janelas. Vai ser uma nova abordagem do luxo”. De que maneira “um monte de janelas” vai revolucionar o conceito de luxo, isso só saberemos depois que a loja estiver aberta ao público.
Ainda sobre o novo site da “Vogue” americana: a Condé Nast está mesmo jogando com seu time no ataque. Depois de retomar as rédeas dos negócios aqui no Brasil (o que causou a transferência dos títulos “Vogue” da Carta Editorial _onde ficaram por mais de 30 anos_ para a Editora Globo), a editora internacional anunciou que o site da Vogue.com passa a ser independente do Style.com, onde esteve abrigado nos últimos anos. “Por que não ter duas de nossas marcas mais fortes dominando o ambiente online?”, declarou Drew Schutte, vice-presidente sênior da Condé Nast. “A competição está ficando cada vez mais acirrada, então em vez de deixarmos o segundo lugar livre para ser ocupado, queremos ocupar as duas primeiras posições”, disse ao jornal “WWD”. O movimento da editora confirma a tendência vigente nos negócios de moda.
O estilista Michael Kors vai pagar de cantor durante a próxima edição do Fashion’s Night Out: especula-se que Kors vai subir ao palco montado em sua loja na Madison Avenue, em Nova York, para cantar ao lado de Idina Menzel (também não sabe quem é? Clique aqui).
Manjada a fórmula que a “Interview” encontrou para retratar a top model Lara Stone num ensaio para a sua edição de setembro. Com styling de Karl Templer e fotos da dupla Mert Alas & Marcus Piggott, Lara é novamente colocada no posto de dominatrix sedenta por mostrar suas curvas e, em especial, seus seios. “Vogue Paris”, “W”, “Numéro” e “Love” já exploraram à exaustão essa farta comissão de frente da top holandesa. Inclusive a própria “Interview” já havia publicado imagens com teor S&M/sexual de Lara Stone.
Está no ar a maior exposição de sapatos que Vivienne Westwood já montou: são cerca de 200 pares que mostram a evolução da estilista inglesa desde 1973 até o dias de hoje. O jornal “Telegraph” conseguiu chegar perto da lenda viva e gravou um depoimento delicioso, confira:
Pra quem estiver em Londres…
“Vivienne Westwood Shoes: An exhibition – 1973-2010″ QUANDO de 26 de agosto até 22 de setembro ONDE Selfridges London (400 Oxford Street, Londres, W1A 1AB) QUANTO entrada gratuita COMO CHEGARveja o mapa
É verdade que a busca por um novo terno tomou conta dos desfiles masculinos de Milão e Paris nesta temporada. Porém, por trás dessa busca sartorial por uma nova elegância havia um certo clima sombrio. Os acessórios do verão 2011 são os responsáveis por injetar frescor nas coleções: marcantes e essencialmente masculinos, aparecem como importante contraponto.
Grandes. Brutos. Tribais. Industriais. Perversos. É como se os acessórios tivessem sido conquistados em expedições a culturas esquecidas do continente africano, com colares, pulseiras e correntes altamente agressivos. Carregados sobre o peito ou bem à mostra nos braços, esses adornos evocam poder.
Foi assim que Lucas Ossendrijver _na Lanvin_ deu força ao homem da marca. Se, por um lado, as roupas traziam leveza e delicadeza, placas metálicas e correntes pesadas envolviam os pescoços dos modelos, num ótimo contraponto.
Vivienne Westwood adornou seus looks com pingentes de (réplicas) dentes de animais, correntes e elementos tribais. Rick Owens e seus braceletes tipo “Mad Max”. A Givenchy com gargantilhas de ossos e a Burberry investindo em tachas e espinhos, assim como fez a Emporio Armani. Esse duelo de opostos _entre as roupas sofisticadas e os acessórios brutais_ vai dominar o visual dos homens no próximo verão.
Para comemorar seus dez anos de existência, a revista “10” resolveu colocar nas bancas dez capas diferentes. E históricas.
Os “deuses da moda” que estampam a edição comemorativa são: Karl Lagerfeld fotografado por ele mesmo, Vivienne Westwood por Juergen Teller, Tom Ford por Jeff Burton, Alber Elbaz por Julio Piatti e Tom de Ruitter, Azzedine Alaïa por Sarah Moon, Domenico Dolce e Stefano Gabbana por Terry Richardson, Donatella Versace por Alexei Hay, John Galliano por Paolo Roversi, Ralph Lauren por Bruce Weber e Helmut Lang numa foto que parece ter sido tirada do seu passaporte.
O pai do punk rock, ex-marido e sócio de Vivienne Westwood (na loja Let It Rock, em 1971) e produtor musical Malcolm McLaren morreu nesta quinta-feira, dia 8 de abril, em Nova York, aos 64 anos. A causa da morte foi um câncer contra o qual ele já lutava há alguns anos.
Além de ter lançado para mundo os Sex Pistols, Malcolm lançou outras bandas como Bow Wow Wow e discos com pegada eletrônica nos anos 1980 e mais alguns projetos que não chegaram a ter tanta repercussão. Foi ele o criador do “Vogue” junto com Willie Ninja. Madonna foi esperta e mastigou isso pro mundo inteiro, um ano depois do lançamento de “Deep In Vogue” (vídeo abaixo), em 1989.
Abaixo, o vídeo de “Madame Butterfly“, que é lindo e inspirado na ópera de mesmo nome, sucesso nos anos 80.
Em 1989, Bruce Weber dirigiu o vídeo para “Something’s Jumping In My Shirt”, do (muito bom) álbum “Waltz Darling”, estrelando Lisa-Marie Presley, filha de Elvis. Em seusite oficial, a mensagem diz que Malcolm “vai retornar logo” e com novidades.
A alfaiataria masculina clássica tem uma posição de destaque no inverno 2010. Enquanto as grifes de Milão resgataram a tradição do vestir masculino, em Paris as transgressões deram o tom da temporada.
As calças largas que remetem aos anos 1940 ressurgem neste inverno com drapeados, pregas e volumes desestruturados. Tipo as calças do personagem de Leonardo DiCaprio no filme “Ilha do Medo”, só que fazendo contraponto aos blazeres retos e jaquetas mais ajustadas ao corpo.
No desfile da Yves Saint Laurent, Stefano Pilati montou um belo contraste entre a modelagem soltinha das calças em tecidos leves com jaquetas encorpadas e mais enrijecidas. Jean Paul Gaultier foi buscar no sportswear o apelo contemporâneo para a sua tradicional alfaiataria, e Kris Van Assche tomou esse mesmo caminho.
Também tem os modelos de calças menos amplas, porém alongadas: uma opção interessante. Prada, Gianfranco Ferré eLanvin alongaram as barras de suas calças produzindo aquele afeito “embolado” na região do tornozelo. A modelagem “cenoura” também volta com bastante relevância e apelo comercial. Ótima para compor looks como aqueles mostrados nas coleções da Dior Homme,Rick Owens e Vivienne Westwood.
Essas pequenas alterações podem parecer irrelevantes, mas não se engane: são os detalhes que ajudam a contar uma história!
Muitas lembranças de infância têm cheiro de Melissa, e agora elas poderão ser ainda mais antigas: a marca desenvolveu com Lady Vivienne Westwood dois modelos para meninas de 1 a 3 anos de idade.
A frente arredondada e velcro no calcanhar garantem o conforto das crianças, e o toque da estilista dá estilo às mini-Melissas – uma delas, inclusive, é claramente uma pequena versão da famosa Lady Dragon.
Quem diria que Vivienne Westwood – a estilista considerada “mãe da estética punk” e uma das criadoras mais ousadas da atualidade – iria se render às parcerias com empresas de design e decoração? Recentemente, Westwood fechou contrato com a Cole&Son (uma gigante do segmento no Reino Unido) para uma coleção de papéis de parede baseados em estampas de seus desfiles mais emblemáticos.
Ao todo, são três estampas retiradas de coleções antigas da estilista, como a icônica “Pirate Collection” (Inverno 1981, foto ao lado) ou, mais recentemente, a “I Am Expensive” (Verão 2007). O preço médio é de aproximadamente US$ 90 (aproximadamente R$ 156) para um rolo padrão (cerca de 5 m). Modelos mais elaborados, como uma estampa trompe l’oeil que simula o tartan envelhecido (o famoso xadrez britânico), já ficam ao redor dos US$300 (aproximadamente R$ 520/ 5 metros).
Parcerias entre moda e décor não são exatamente uma novidade. Vários estilistas já colaboraram com empresas de decoração e design, ampliando seu universo criativo para além das roupas. Só aqui no Brasil, tivemos Alexandre Herchcovitch que já fez jogo de cama e cozinha; Adriana Barra com móveis; Rita Wainer com seus abajures; e André Lima para a Micasa. Entre as internacionais, Diesel, Giorgio Armani, Kenzo, Missoni, Versace, Rick Owens e Paul Smith são algumas das marcas que diversificam sua variedade de produtos para outras searas que não o vestuário.
O assunto, contudo, gera polêmica entre estilistas e profissionais da área. Em 2008, durante uma palestra do Fashion Marketing (evento organizado pela consultora de estilo Gloria Kalil), Tufi Duek chegou a afirmar que o papel de um estilista não é só criar, mas também manter-se antenado com tudo o que acontece à sua volta. “Eu sempre fui um estilista do comércio”, afirmou ressaltando que o estilista deve se focar totalmente na elaboração de suas roupas para atender as demandas de seus consumidores. Em sua visão, quando um estilista começa a trabalhar em outras áreas, esse foco no consumidor acaba sendo desviado e prejudica a identidade da marca.
Já para a diretora do Studio Berçot, Marie Rucki, o trabalho de um estilista se mostra realmente completo quando este consegue transbordar a sua identidade estética e universo criativo para outras áreas. Caso, por exemplo, de Christian Lacroix. O estilista, amante do barroco e rococó, já fez decoração de banheiro, de quarto de hotel, assentos de trem e até uniformes de aeromoças – sem perder a sua identidade. Hedi Slimane, quando migrou de diretor criativo da Dior Homme para fotografia, é outro bom exemplo. Toda a sua estética andrógina, rocker e cheia de emoção que marcava suas criações de moda podem agora ser identificadas em imagens retratos cheios de poesia.
Veja mais modelos de papéis de parede criados por Vivienne Westwood: cole-and-son.com