Dita Von Teese assina coleção de lingerie para Bloomingdale’s, que agora entrega no Brasil

10/02/2014

por | Moda

Conjunto da linha “Tulip”, que faz parte da coleção de Dita Von Teese para a Bloomingdale’s ©Reprodução

Dita Von Teese vai assinar uma coleção de lingeries em parceria com a Bloomingdale’s. As peças estarão à venda a partir de 15 de março na flagship store da marca em Nova York. A boa notícia é que a linha também será vendida pelo e-commerce da Bloomingdale’s, que recentemente passou a entregar no Brasil.

De acordo com o “WWD“, esta será a primeira linha premium da rainha do burlesco para o mercado norte-americano. Dita, cujo primeiro trabalho foi em uma loja de lingerie, fará uma aparição na flagship store no dia 20 de março.

Grande parte da coleção traz referências aos anos 1930, 40 e 50, obsessão de Dita. A coleção terá peças de inspiração vintage divididas em vários temas. Entre eles estão “Parisienne” (peças delicadas e femininas), “Tulip” (com sutiãs em formato de tulipa e estampa de leopardo) e a “Madame X” (itens mais ousados que foram destaque no desfile de Alexis Mabille na Paris Fashion Week).

Os preços deverão variar de US$ 65 a US$ 100 (em torno de R$ 155 a R$ 240) para sutiãs e de US$ 25 a US$ 55 (aproximadamente R$ 60 a R$ 132) para calcinhas.

Peças da coleção de Dita Von Teese para Bloomingdale’s ©Reprodução

Novo endereço

14/06/2013

por | Gente

Fábio Souza, dono do brechó À La Garçonne ©Ricardo Toscani

O brechó À La Garçonne reabre neste sábado (15.06) em novo endereço, agora na rua Oscar Freire, 2.127, em São Paulo.

Inaugurado em 2009, o espaço hoje é um dos brechós mais conhecidos e respeitados na cidade. Nas araras e prateleiras, há uma ampla oferta de peças, que vão desde as clássicas camisetas de banda a jaquetas punk originais dos anos 1970, vestidos do início do século, peças antigas da Chanel e Courrèges à roupas étnicas Navarro, sapatos e tênis. Todos os produtos são importados, garimpados por Fábio Souza, dono da loja, nos Estados Unidos, Europa e Japão. Os brechós também não têm apenas a função de vestir, mas também servem como fonte de pesquisa para estilistas, stylists e figurinistas.

Antes, Fábio costumava trazer as peças de viagens, mas hoje compra em quantidades maiores selecionadas diretamente com fornecedores que são como dealers, que buscam o vintage e vendem para o atacado. São experts em achar peças raras e abastecem os melhores brechós do mundo. Seus nomes valem ouro e são mantidos em segredo.

Apesar de circular no ambiente vintage seja na Europa ou no Japão, Fábio acredita que o Brasil não está preparado para encarar isso como um estilo de vida. “Em outros países muitas pessoas vivem em torno disso e compram não só roupas, mas móveis antigos”, diz. “Aqui é algo cultural. Nossas construções antigas foram demolidas para dar espaço a prédios feios, com design tosco. Nunca vi um vestido brasileiro da virada do século. A nossa história é destruída, não é valorizada”.

Parte de cima das novas instalações do À La Garçonne ©Ricardo Toscani

Parte da implicância do brasileiro com peças vintage está na ideia antiga de que roupa de brechó é roupa de caridade, que custa R$ 20. “Isso é uma lenda. Você pode encontrar nos EUA brechós que são verdadeiras muvucas, com as peças sujas, bagunçadas e mal selecionadas. Aí você vai encontrar coisas muito baratas mesmo. Mas é bem diferente de você ir a um brechó bacana no Soho, por exemplo, com uma curadoria de roupas e super bem cuidadas”.

Segundo Fábio, alguns critérios podem encarecer ou não uma peça antiga: o produto, a marca, o tecido, a raridade, a época e o nível de conservação.

Fábio nasceu em Marília e veio para São Paulo aos 18 anos estudar decoração. Após uma temporada em Milão fazendo um curso de móveis, foi morar em Belo Horizonte em busca de uma vida mais tranquila que a caótica São Paulo. Lá, trabalhava de casa e tinha uma pequena loja chamada Belory Hills, uma brincadeira com Beverly Hills e Belo Horizonte. Em 2007, em uma visita a São Paulo para visitar fornecedores, ele conheceu o estilista Alexandre Herchcovitch, com quem se casou pouco tempo mais tarde.

Se em BH ele levava uma vida hippie, foi só voltar a São Paulo para logo abrir sua loja própria. “São Paulo praticamente te obriga a agitar”, diz.

Hoje, ele faz o que gosta, seu negócio está crescendo, assim como a cultura em torno dos brechós no Brasil. “O mundo não suporta mais tanta produção. Precisamos usar e reutilizar o que está aí, que já é bastante”.

À La Garçonne
Rua Oscar Freire, 2.127, Pinheiros, São Paulo

@alagarconne

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Jaqueta Chanel R$ 2.940

Vintage

22/11/2012

por | Moda

As várias opções de “Polo Bear” que podem ser estampadas no tricô da Ralph Lauren ©Reprodução

A norte-americana Ralph Lauren lançou recentemente uma linha vintage, a RL Vintage, com roupas selecionadas diretamente dos extensos arquivos da marca. A linha é vendida através do site, onde os consumidores podem comprar ou simplesmente obter mais informações sobre cada peça. A cada temporada o designer escolherá itens novos, inseridos em um tema diferente – o da primeira coleção é Western e inclui casacos em couro com franjas pintados à mão, blazers e coletes em algodão e casacos militares.

“Estou feliz em dar as boas-vindas à RL Vintage, uma experiência muito pessoal para colecionadores que partilhem o meu amor por artesanato, herança e estilo pessoal”, disse o designer à “Vogue” britânica. “Desde criança me sinto atraído por coisas antigas – cobertores mexicanos, uniformes, jaquetas jeans, quadros, fotografias e carros – desde uma pick-up velha até um Bugatti. Adoro as histórias que contam e o seu estilo duradouro. Estas são as coisas que inspiram tudo o que faço”, acrescenta.

Saia em algodão e lã com fivela em couro de 1990 ©Reprodução

O site inclui também uma aba de colecionadores que inspiraram o próprio Ralph Lauren para o lançamento da linha, e que traça perfis dos entusiastas da marca ao redor do mundo, os itens que possuem e qual a sua história com a grife.  Além disso, você pode também sugerir à marca qual “Polo Bear” quer ver estampado no tricô, clicando na aba “Bring it back”.

O preço das peças não aparece no site, mas se você se interessar, pode preencher um formulário e pedir mais informações.

Reflexão

28/06/2012

por | Moda

Peças da Hermès expostas antes de serem leiloadas ©Reprodução

Originalmente usada para avaliar a idade de um vinho, a palavra “vintage” se juntou ao vocabulário da moda para definir uma peça de roupa ou acessório de um estilo pertencente a outra época, nomeadamente das décadas de 1920, 30, 40, 50 e 60. Mas esta é uma definição que podemos encontrar no dicionário. Na prática, o que é vintage? O que significa? Por que faz tanto sucesso ultimamente? O site BoF – Business of Fashion -  fez as mesmas perguntas em uma matéria sobre o tema.

A definição do que é vintage é o que parece dar sempre o mote para discussão. Poderíamos limitar a definição apenas à idade da peça, mas estaríamos sendo simplistas. Principalmente se olharmos para as mudanças que ocorreram no mundo da moda nos últimos tempos: um vestido não-póstumo de Alexander McQueen ou uma peça de Raf Simons para a Jil Sander é quase tão vintage quanto uma bolsa de crocodilo da Hermès (grande sucesso nos leilões das casas especializadas) com mais de 20 anos.

Cameron Silver, dono do brechó Decades, em Los Angeles ©Reprodução

Para Cameron Silver, dono do Decades, um dos brechós mais conhecidos de Los Angeles, “vintage implica valor de arquivo”, diz ao BoF. Matt Rubinger, diretor de acessórios de luxo na prestigiada casa de leilões texana Heritage Auctions, complementa esta definição afirmando que, além do valor de arquivo de uma peça, é a importância que as pessoas lhe dão que confere o seu verdadeiro significado: “Para algumas pessoas, o uso que a peça tem é o mais importante; para outras essa importância está muito mais relacionada ao seu aspecto visual; e ainda tem quem acredite na singularidade da peça, de serem os únicos a tê-la”, acrescenta. Mas não é só. A experiência de compra de um artigo vintage pode também ser um fator importante. A caça ao tesouro que muitas vezes acontece nas araras bagunçadas de um brechó só ajuda nessa valorização.

Julia Roberts na cerimônia do Oscar em 2001 usando um Valentino vintage; e Reese Witherspoon em 2006 e Natalie Portman em 2012, ambas em Dior vintage, também na entrega dos prêmios da Academia ©Reprodução

O que todo o mundo parece concordar é que nos últimos tempos, vintage é tendência. Segundo o BoF, alguns experts no tema atribuem a paixão por roupas e acessórios de outras épocas ao aparecimento, cada vez mais comum, em desfiles de celebridades no tapete vermelho. Há dez anos, poucas estrelas usariam um vestido vintage em cerimônias de gala, mas hoje em dia é mais comum a exibição de um longo “datado” — no bom sentido da palavra. Após o aval das celebridades, não tardou até que os veículos de moda começassem a introduzir com mais assertividade a palavra vintage no seu vocabulário, e que lojas de departamento de luxo como a Liberty e a Bergdorf Goodman reservassem espaços especiais – The Dress Box Vintage e Coquette Atelier, respectivamente -, para coleções impressionantes de artigos vintage, a maior parte deles mais caros do que as peças atuais.

O espaço reservado à coleção vintage The Dress Box Vintage na londrina Liberty, loja de departamento de luxo ©Reprodução

O preço dos artigos vintage é outra das questões colocadas pelo BoF. Nos leilões da Christie’s, por exemplo, uma bolsa Hermès de crocodilo em bom estado de conservação e de uma cor rara pode atingir o dobro do seu valor em loja. E não precisa ser assim tão antiga – no último leilão anual de luxo “Elegance”, foram vendidas um total de 58 bolsas Hermès, a maior parte fabricada há menos de cinco anos, por 2 milhões de reais, aproximadamente. Ou seja, quase R$ 34.500 cada, sendo que uma bolsa nova da grife francesa custa cerca de R$ 16 mil. A marca, o modelo, o estado de conservação, o material e a cor são os fatores que levam a peça a atingir este preço. Nos brechós, o esquema é mais ou menos o mesmo, já que eles podem se guiar pelos preços dos leilões. Existem itens que são precificados pela época a que pertencem, outros pelo designer, alguns pela raridade e outros ainda pelo estado de conservação.

Independentemente do critério, o que um artigo vintage não pode deixar de ter é um significado – algo que faça com que o consumidor se apaixone e consiga  justificar o fato de pagar o dobro do valor que pagaria em uma peça atual.

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Noruega Vintage

25/04/2012

por | Cultura Pop

Photochrom feita na Noruega em 1890 ©Reprodução

Antes de qualquer coisa, não, não são fotos de Instagram. São fotografias produzidas na Noruega há mais de 120 anos e que impressionam pela precisão dos detalhes e, é claro, pelo valor histórico de poder ver belíssimas paisagens e construções antigas. Mas calma lá, não são fotografias propriamente ditas. Talvez seja mais preciso definir como “falsas fotografias”, porque na verdade isto se trata de um processo chamado photochrom. Na fotografia, a luz atravessa a lente e chega ao filme ou CCD, no caso das câmeras digitais, e “escreve” a informação. Neste caso, os negativos em preto e branco são usados para imprimir em placas litográficas, que depois são pintadas com tinta para ter a imagem final colorida. Então, de certa forma, o processo está mais próximo da gravura. Processos à parte, as imagens impressionam pela qualidade, beleza e textura.

Para ver mais imagens, acesse a página do flickr da The Library of Congress.

Bicicletas hypadas da Dinamarca acabam de chegar ao Brasil; confira!

O modelo de bicicleta Victoria Balloon Black, que acaba de chegar ao Brasil ©Divulgação

Não se sabe ao certo o que trouxe as bicicletas vintages de volta aos holofotes: se foi o espírito sustentável que está pairando sobre nós há algum tempo, ou a onda anos 50-60-70 que está com tudo, ou tudo junto. O fato é que de repente, é legal ser dono de uma bela bicicleta, confortável, mas com cara de velhinha e que em nada lembre aqueles modelos super esportivos de competição.

Acontece que no Brasil a oferta não era tão animadora… até agora. Acabam de chegar ao país os modelos da marca dinamarquesa Velorbis.

Há quatro anos, os dinamarqueses Kenneth Boediker e um sócio identificaram a demanda da população por esse meio de transporte e criaram a Velorbis. Porém, o mercado lá é bastante competitivo, já que há muitas marcas de bicicletas urbanas na Europa. Também pudera, só em Copenhague, capital da Dinamarca, 40% dos habitantes pedalam diariamente.

Churchill Balloon ©Divulgação

Com isso em mente, os criadores focaram em diferenciais para a marca, como a criação de modelos funcionais e versáteis, que pudessem ser usados para passeio e trabalho; uma linha de acessórios, que inclui bolsas de couro especiais para as bicicletas e cestos super resistentes; e também, uma das coisas mais legais, a partir de estudos sobre design de moda feminina e analisando as necessidades das mulheres, desenvolveram bicicletas capazes de transportar o peso da bolsa, e das sacolas de compras, por exemplo, com estabilidade e com um jeitinho mais feminino.

Graças a isso, a Velorbis já é parte da cultura dinamarquesa. Quer um exemplo? Em um acontecimento no parlamento dinamarquês, todos os ministros do partido Liberal chegaram à residência da Rainha Margaret II não em carros oficiais, mas em dois modelos da Velorbis: Victoria Classic Ladies e Churchill Classic.

Scrap Deluxe Ladies ©Divulgação

Aqui no Brasil chegam sete modelos – todos com design inspirado nas antigas bicicletas de ferro europeias – que estarão à venda com exclusividade na Tag & Juice, em São Paulo. São eles Churchill Balloon, Scrap Deluxe, Student Balloon Green, Student Balloon Black, Studine Balloon Ivory, Scrap Deluxe Ladies e Victoria Balloon Black. Quer uma para chamar de sua? O valor a ser desembolsado varia de R$ 3 mil a R$ 6 mil reais.

TAG & JUICE

ONDE R. Gonçalo Afonso, 99 – Pinheiros, SP

COMO CHEGAR Veja o mapa

TEL 2362-6888 / 2362-5888

+ velorbis.com

Especial: os primeiros passos para um roteiro vintage na Itália

24/08/2011

por | Moda

Texto e fotos por Juliana Lopes, de Milão e Florença

vintage abre

O modo artesanal como os italianos se aproximam e amam a moda foi o que levou a Itália a criar seu império de  sobrenomes fabulosos.  Mas o que virou grande, começou pequeno, como qualquer artesanato, de um detalhe, uma pesquisa genuína. Esse mesmo olhar, que construiu o design italiano, é o que estrutura o universo vintage da Itália. Que reconstrói a moda olhando o passado e repropõe a beleza atemporal.

Não à toa estão na Europa os melhores brechós: foi ali que a moda nasceu e ainda reina como referência de qualidade. Quem quer encontrar modelos de outras épocas, encontrados e conservados com paixão, tem que ficar de olho nos lugares mais especiais.  Na Itália, eles estão, principalmente, de Roma pra cima. Esperamos que nem a força rápida do Made In China atropele esse modo de ver a moda.

FFW dá algumas pistas, mas sabemos que o universo vintage italiano é vasto…

1) A.N.G.E.L.O.

acervo ANGELO issey miyake

A ANGELO não é uma loja, é um evento. A sede é um edifício de três andares com várias peças vintage de diversas décadas, para compra (YSL, Emilio Pucci etc.) ou consulta (é preciso marcar horário para pesquisar). Mas não pára por aí: os proprietários também se dedicam a valorizar seus acervos mais espetaculares, como o de Issey Miyake, que foi exposto em Florença semestre passado, com curadoria “Angelo Museu”.

Corso Giuseppe Garibaldi, 59, Lugo, Ravenna  +39 0545 35200

2) LAMÙ VINTAGE

A Lamù é outro nome bastante frequente nos principais mercados e encontros vintages da Itáila (como o que vai acontecer em setembro, em Padova, veja em http://www.vintagefestival.org/vintage/). Super especializada em óculos, a loja garante autenticidade (vintage mesmo, e não objetos refeitos) e também dá preferência por vender óculos que nunca foram usados. Os modelos vão, geralmente, da década de 60 aos mais atuais da década de 90 (para muitos, a década de 90 ainda não é vintage, mas cabe a você escolher!). O acervo é em Bolonha, mas as meninas da Lamù costumam informar os clientes pelo email de onde vão estar (esse acima!).

info@lamuvintage.it +39 3385886655

3) ONLY ONE

only one brescia

Em todos os bons brechós italianos é assim, mas fica mais fácil acreditar quando pegamos com as próprias mãos raridades de outros tempos, vistas na internet ou revistas. Aquelas maravilhosas camisas estampadas que Gianni Versace lançou nos anos 80… existem ainda e estão à venda (não garantimos que ninguém está comprando enquanto você está lendo…). Algumas dessas raras peças estavam expostas no Vintage Selection, em Florença. Todas ali, no cabide, esperando que algum fashionista  reconheça o quanto são atemporais.

Via Pasubio 32
Brescia (BS)
+39 335/6261287

antichitalacupola@hotmail.it

4) VINTAGE DELIRIUM by Franco Jacassi

Não por acaso o brechó de Franco Jacassi se autodenomina “Vintage Delirium”. Os apaixonados por vintage simplesmente caem duro ao entrar no labirinto perfeitamente caótico e escondido no centro de Milão.  Jacassi, o mito, está sempre ali, pronto pra pinçar um cabide entre milhares, e jogar na tua cara uma peça Chanel raríssima, acompanhada obviamente de sua história. Não que ele esteja sempre disponível: se entra um designer de alguma mega grife, como Salvatore Ferragamo ou Gucci,  Jacassi sai correndo pra acudir a desesperada alma fashion em busca de uma iluminação do passado. Mas mesmo que sua intenção não seja criar uma coleção, um pit stop por ali pode render, no mínimo, uma armação vintage Dior para seus próximos óculos.

Via Giuseppe Sacchi, 3
20121 Milano
TEL: +39 02 86 46 20 76
info@vintagedeliriumfj.com
francojacassi@tiscalinet.it

5) LA TERRA DELLE DONNE

vintage place

Pra quem quer circular pela capital do Piemonte, Turim, vale a pena girar no Quadrilátero Romano e em torno à Molle Antonelliiana, construção não católica que é estranhamente o cartão postal desta cidade italiana.  Nesse giro é impossível não passar pelo La Terra Delle Donne. O fato de sua proprietária ser uma arqueóloga torna a ideia mais interessante, não? Ali dá pra encontrar bolsas, clutchs, chapéus, objetos e móveis desde 1700 até os anos 70 do século passado.

Via San Domenico, 18

Turim

Tel: +39 347 418 1308

6) VENTURINO VINTAGE SNC (ASTI)

Asti, por ser a cidade famosa que produz o Barbera D”Asti, um dos vinhos mais conhecidos da região do Piemonte, costuma fazer parte dos roteiros de enófilos. Mas a moda também está lá, com seus mercados antigos e cantinhos preciosos como o Venturino Vintage, nome sempre presente em eventos vintage na Itália. Eles prometem uma pesquisa refinada em bijouterias, botões, lenços e acessórios.

Via Sant’Evasio, 19

Asti, 0141595946

7) LA TILDE

la spilla allegra gucci

A proposta das meninas do La Tilde é respeitar a cultura rural que ensina,  segundo elas contam em seu site, “a não jogar nada fora, porque tudo pode servir”.  As designers e pesquisadoras saem à caça de objetos antigos e os reapresentam, restaurados ou simplesmente “olhados” de uma outra forma.

Via Ospedale, 9

12051 ALBA (CN)

info@latilde.it, +39 0173010100

8) BETTY PAGE BOUDOIR

O nome já é delicadíssimo: “Penteadeira de Betty Page”. Por que não visitar, em plena Gênova? No meio das ruazinhas, turistas se misturam com genoveses, subidas e descidas com a sensação (verdadeira) de que a qualquer momento vamos ver o mar. Gênova é cheia de especiarias saborosas e nesse espírito pode ser muito interessante entrar dentro de um brechó. Provavelmente vamos encontrar plumas, bolsinhas, vestidos de moça antiga, dos idos de 1800 até algumas décadas atrás.

via di Ravecca, 51r

Genova

9) JULES E JIM

bolsas grifes

A Jules & Jim, como tantos outros locais interessantes na Itália, investe não só nas peças e na pesquisa de moda que oferece, mas também numa prática que os italianos adoram: o aperitivo. Loja bacaninha que se preze na Itália vai ter, vez ou outra, uma tarde com DJ e taças de prosecco. Em Florença, os locais vintage são vários, e inclusive acontece, duas vezes por ano, o Vintage Selection (um encontro de importantes brechós italianos).  Quem quiser seguir esse brechó no Facebook, a página é http://www.facebook.com/group.php?gid=73734393953

via dei Pecori 11/r- secondo piano

Firenze

10) JEWELS OF FANTASY

Não é difícil encontrar na Itália um tipo de loja ou galeria que só funciona se você marcar horário. Ou então que você tenha que tocar a campainha até aparecer alguém que abrirá uma portinha misteriosa. FFW encontrou peças da Jewels of Fantasy numa feira vintage, mas ainda não visitamos sua sede, que funciona daquele jeito: você marca um horário por telefone e os colecionadores te convidam pra ver o acervo.  Para quem passar por Roma e quiser conhecer apaixonados por jóias e bijouterias vintage da Hermès, Givenchy, YSL e Chanel, dos anos 1920 à década de 80, fica a dica! Se não der pra comprar nada, pelo menos dá pra tomar um café com o Juan Carlos, argentino, um dos sócios (o outro, americano, fica em Nova York).

Via Annia, 58, Roma

designcp2002@yahoo.com +39 3388891947

O velho e o novo, lado a lado, na MiCasa; quer saber mais?

05/04/2011

por | Cultura Pop

A Micasa é uma loja de móveis e decoração com forte ligação com o design, que tenta ligar o mobiliário contemporâneo com outras formas de cultura, como moda e arte. Sempre pensando para frente, a loja também não tem medo de expor e vender peças antigas, que têm seu valor e até hoje servem como referência. No novo projeto do proprietário Houssein Jarouche, o selo Oldesign, couro craquelado, tecido rasgado e tinta descascada responde por essa memória inspiracional.

Os produtos do novo selo levam curadoria de Fabio Souza, dono da loja À La Garçonne, uma mistura de loja de roupas e antiquário, onde os móveis e os objetos de decoração também estão à venda. Fabio, que é arquiteto especializado em design de mobiliário, defende que o vintage é o futuro e acredita que o Oldesign é uma forma de resgatar a memória que dá sentido ao design.

latas-micasa

O cooler xadrez sai a R$ 325 e a lata de metal custa R$ 195 ©Divulgação

O selo apresenta apenas exemplares originais, de estilos variados. Nesta primeira leva, os objetos vão desde peças francesas do século XVIII até da era industrial americana, nada restaurado. Há robôs de sucata dos nos 70, sofás e poltronas clássicas e um armário de guardar ferramentas do século XVII, entre os ítens que podem ser encontrados na Micasa, a partir de hoje.

Micasa
R. Estados Unidos, 2109
Jardim América, São Paulo
(11) 3088-1238

O novo negócio da Lily Allen: agora ela é estilista e dona de loja

30/03/2011

por | Gente, Moda

lilyallensarah_materiaSarah Owen e Lily Allen, irmãs-vintage © Trent McGinn para Harper’s Bazaar

Parece que as cantoras britânicas têm uma queda por roupas vintage. Basta olhar Kate Nash, Florence Welch e Lily Allen (só para citar algumas) e notar que a moda feita há algum tempo tem lugar cativo em seus guarda-roupas. E a paixão de algumas é tanta, que acaba virando negócio. É o caso de Lily Allen, que abriu ano passado uma loja de roupas vintage em parceria com sua irmã, Sarah Owen, e agora expande a oferta com uma linha própria com 18 modelos, todos eles com carinha de vintage.

A coleção é inspirada na personagem fictícia Lucy, que também dá nome a loja “Lucy in Disguise” (veja aqui um vídeo das irmãs contando sobre a loja), que segundo Lily contou ao jornal “WWD”, é uma “fashionista viajante no tempo que está convidando vocês para explorar o guarda roupa dela… É uma excelente oportunidade de brincar com a personagem”.

lilyvintage_04Croquis da linha de roupas com inspiração vintage desenvolvida por Lily e sua irmã © Reprodução WWD

Os vestidos possuem nomes de personagens e lugares importantes, como Capone (o gângster italiano Al Capone famoso nos anos 30, revivido por Robert de Niro no filme “Os Intocáveis), um vestido inspirado nos anos 30, de paetês preto, Fortnums (referência a loja de departamentos Fortnum & Mason, quase um símbolo de Londres, que existe desde o século 18), um “tea dress” _vestido com comprimento acima do joelho, geralmente com cintura marcada com padronagem floral¬_ dos anos 40 com estampa de lírios do vale, e Chatsworth (um palácio rural na Inglaterra, dos Duques de Devonshire), um maxidress de cintura alta com aplicações de paetês foscos dourados.

Com lançamento previsto para junho, as aspirações de Lily e sua irmã Sarah não são poucas. Além de a coleção ser vendida na loja física Lucy in Disguise e na Harvey Nichols, em Londres, também estará disponível online no endereço lucyindisguiselondon.com (dica: há um vídeo fofo de abertura), no Le Bon Marché, na França, e Shopbop.com, nos EUA. Depois disso, a coleção estará em 70 pontos de venda internacionais. Ficou curioso sobre os preços? Os valores vão de US$ 175 a US$ 630.

lilysarah_estiloA paixão pelas roupas “vintage” das irmãs britânicas © Reprodução

Ao abrir a loja, em setembro do ano passado, Lily Allen falou a ELLE UK que resolvera abrir a loja porque amava roupas vintages, mas não era uma estilista. Aparentemente, seis meses é tempo suficiente para mudar de opinião e adquirir um novo ofício, não é Lily?

Confira na galeria mais croquis da coleção Lucy in Disguise.