O ano nem bem começou, mas Pharrell Williams já é o cara de 2014; entenda o hype

10/03/2014

por | Cultura Pop

Pharrell Williams e o duo Daft Punk recebem troféu no Grammy pela música “Get Lucky”: chapéu ganha notoriedade ©Getty Images

O ano nem bem começou, mas já se pode dizer que 2014 será de Pharrell Williams. Depois de sete indicações e de ganhar vários prêmios no Grammy (inclusive o de produtor do ano), seu nome estava na lista do Oscar de melhor canção com “Happy”, do filme de animação “Meu Malvado Favorito 2”. Mas não dá para se medir de forma tão objetiva o quanto ele é cool. Para se ter ideia, ele pode ser considerado o paralelo masculino da atriz Lupita Nyong’o: os dois são ótimos profissionais em suas áreas (tanto que estão indicados aos principais prêmios) e são disputados por grifes porque têm o talento para transformar em desejo tudo que vestem. Se Lupita virou a queridinha da fila A nos desfiles de Paris e tem sido eleita mundo afora a mais estilosa dos tapetes vermelhos, Pharrell é o cara da hora: transforma em hit tudo em que põe a mão, transita por vários mundos — do pop ao rap, da moda às causas humanitárias —, já foi eleito o “Homem Mais Bem Vestido do Mundo” e ainda é “do bem” (é dele a From One Hand to Another, organização que ajuda crianças e jovens em situação de risco).

Performance da canção “Happy” durante a cerimônia do Oscar: a volta do chapéu de Pharrell ©Getty Images

É bem verdade que Pharrell não levou a estatueta do Oscar. Mas ele não precisava, porque é expert em tirar o máximo proveito de suas aparições. Ao ser questionada sobre como se sentia por não ter levado o Oscar de melhor atriz, Amy Adams disse que não tinha problema, já que dançou com Pharrell no evento. Aliás, você lembra da apresentação do vencedor do Oscar de melhor canção? E da performance do cantor com seu chapéu gigante e tênis vermelhos? Pois ele já chegou ao Oscar causando ao atravessar o tapete vermelho em um traje de gala Lanvin — só que, no lugar de calças, uma bermuda. Enganou direitinho com a história do leilão do chapéu do Grammy (um modelo de Vivienne Westwood que rendeu US$ 41 mil para a From One Hand to Another), porque todo mundo achou que o chapéu não reapareceria. Mas eis que ele volta aos holofotes no Oscar na apresentação da música “Happy”. E agora o chapéu que mais parece o logo da lanchonete americana Arby’s vem com tudo, tornando-se um dos maiores memes de moda já vistos.

Look para o tapete vermelho do Oscar: traje Lanvin com bermuda ©Getty Images

Antes da história do Oscar, ele já havia ganhado sete prêmios Grammy ao total, dois como melhor produtor do ano (em 2004 e 2014), e já tinha vendido mais de 100 milhões de cópias no mundo todo com os trabalhos em que foi produtor. Sua mão está em duas das canções mais conhecidas de 2013: “Blurred Lines”, de Robin Thicke, e “Get Lucky”, do Daft Punk. E em sua carreira já produziu sucessos de Jay Z, Nelly, Gwen Stefani, Snoop Dogg, Britney Spears, Justin Timberlake, Kanye West, Maroon 5, Shakira, Jennifer Lopez e Miley Cyrus.

Imagem de divulgação da parceria entre a Uniqlo e Pharrell ©Reprodução

Não é só o mundo da música que ama Pharrell: as grifes e redes fashion também o cobiçam. Ele está preparando, em parceria com a Comme des Garçons, um perfume para homens e mulheres, de acordo com informações do WWD. O lançamento deve se chamar GIRL, nome do último disco do cantor, e será a primeira parceria de Rei Kawakubo com um músico na criação de uma fragrância. O produto deve começar a ser vendido em setembro. Em abril, ele vai lançar uma linha de camisetas e chapéus para a Uniqlo, coleção chamada “I am Other”. O nome não é por acaso: é como se chama uma de suas empresas de entretenimento (a outra se chama “Star Trak”). Aliás, não é a primeira vez que ele colabora com grandes marcas. No ano passado, o cantor já havia lançado uma linha de óculos com a Moncler. Ainda em 2008, colaborou na criação de uma linha de joias e óculos para a Louis Vuitton. Mas sua ligação com a moda vem de longa data: Pharrell co-fundou as marcas de roupas Billionaire Boys Club e Ice Cream Footwear, que inclusive tem uma loja em Nova York.

Pharrell tem 40 anos e há muito tempo forma com o amigo Chad Hugo o duo de produtores The Neptunes. Eles se conheceram no colégio, quando ainda estavam na sétima série. Na década de 1990, os dois formaram um grupo de R&B, The Neptunes, mesmo nome adotado por eles quando formaram a dupla de produtores. Em 2001, eles produziram o single de Britney Spears “I’m a Slave 4 U”, a primeira música que passou pela dupla a se tornar número um nas paradas do mundo todo.

Em novembro de 2013, Pharrell lançou o videoclipe da música “Happy”, o primeiro da história com 24 horas de duração. Ao longo de um dia, artistas como Magic Johnson, Steve Carell, Jimmy Kimmel, Jamie Foxx e Steve Martin se revezam em danças que transmitem o sentimento de felicidade do título. Em dezembro de 2013, quando saiu a lista de indicações do Grammy, o nome de Pharrell aparecia em sete categorias, incluindo Produtor do Ano. O artista já tinha trabalhado na trilha do primeiro “Meu Malvado Favorito”, que conta com a música “Rocket’s Theme”, que Pharrell compôs para o filho. Rocket Man Williams tem cinco anos e é fruto de seu relacionamento de longa data com a modelo e estilista Helen Lasichanh, com quem se casou em outubro passado.

+ Assista ao clipe da música “Happy”:

+ Clique aqui para ir para o site da música “Happy”.

O ano de 2014 parece estar sendo muito produtivo para Pharrell mesmo se deixarmos de lado as premiações — e aparições. No início deste mês de março, já lançou um disco, “GIRL”, que inclui o hit “Happy”. Além das colaborações para grifes, seus planos para o ano no campo musical incluem a trilha de “The Amazing Spider-Man 2”. Quem sabe não é a semente de outras indicações?

+ Veja mais fotos da trajetória (do chapéu) de Pharrell:

Cantor-Pharrell-Williams-bone-Memorial-Day-Weekend
Getty Images
Pharrell em maio de 2013: ele sempre foi fã de chapéus e bonés, mas na época ainda não havia aderido aos modelos mais ''volumosos''

Drops: expos de Lagerfeld, óculos de grife na Chilli Beans e a nova estrela da Uniqlo

16/01/2014

por | Moda

Auto-retrato de Karl Lagerfeld feito em New York, em 2011 ©Reprodução

Karl Lagerfeld irá ganhar duas grandes exposições neste ano na Alemanha. “Karl Lagerfeld, Parallel Contrasts: Photography, Books, Fashion“, no museu Folkwang, em Essen; e a “Feuerbach’s Muses – Lagerfeld’s Models“, no Hamburger Kunsthalle, em Hamburgo, sua cidade natal. Ambas têm início marcado para fevereiro.

A primeira mostra os trabalhos de Karl nos últimos 50 anos, incluindo todas as áreas em que ele atua, e olha que a lista é longa. Além das criações de sua marca homônima, da Chanel e da Fendi, haverá uma enorme seleção de fotografias, livros, direção de filmes, gravuras, joias, figurinos, cenários, itens de beleza, instrumentos musicais, objetos de decoração e até brinquedos. Já a Feuerbach’s Muses será menor, retratando o erotismo e a adoração das musas de Anselm Feuerbach (pintor alemão radicado na Itália, que viveu entre 1829 e 1880), que estão entre as obras preferidas de Lagerfeld.

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Óculos de Alexandre Herchcovitch para a Chilli Beans ©Divulgação

A Chilli Beans convidou estilistas brasileiros para assinar uma nova coleção de relógios e óculos para o verão. Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga, Isabela Capeto e AMP (A Mulher do Padre) foram os responsáveis pelas 35 peças das linhas. Herchcovitch fez referência ao seu trabalho com caveiras, madeira e o mundo navy. Ronaldo olhou para a década de 60 e 70, com cores vibrantes e detalhes divertidos. Isabela Capelo abusou do charme da bossa de sua grife e usou seus acessórios pessoais e enfeites de casa como inspiração. E a AMP traz as referências do mundo do rock; destaque para os relógios com pulseira de metal, com ar retrô e visores sem ponteiro. As linhas já estão disponíveis em todos os pontos de venda da marca e os preços variam entre R$ 258 e R$ 358.

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Look criado por um dos finalistas do concurso, Xiao Li ©Reprodução

A H&M anunciou os oito finalistas do concurso Design Award, competição para alunos de moda do todo o mundo, cujo vencedor, além de ganhar um prêmio em dinheiro, assina uma coleção cápsula para a marca. Entre os critérios de avaliação estão: criatividade, visão de moda e habilidades técnicas. Os talentos foram julgados anteriormente em Londres por um júri internacional, incluindo Serena Hood, da “Vogue” inglesa, a atriz Michelle Dockery, o designer Erdem e a fashionista Michelle Harper. O grande vencedor será anunciado no dia 28 de janeiro, durante a semana de moda de Estocolmo. Muito bom ver empresas consolidadas apoiando os novos talentos.

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Fotos da campanha da Uniqlo com Dakota Fanning e Odell ©Reprodução

A atriz Dakota Fanning e o cantor inglês Tom Odell foram os escolhidos para estrelar a nova campanha de verão da  japonesa Uniqlo. A coleção tem os clássicos e básicos, como camisas e calças, como itens principais. A previsão para  chegada às araras é no inicio de fevereiro, junto com o novo anúncio.

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A bolsa Mosaic da Vionnet, criada por Goga Ashkenazi ©Repodução

Após apenas um ano na direção criativa da marca francesa Vionnet, a milionária Goga Ashkenazi lançou uma nova bolsa batizada de Mosaic. Inspirada nas malas escolares dos filhos de bilionários em Moscou, ela tem como conceito vários estilos em um — as partes da bolsa vêm separadas e podem ser montadas de diferentes formas. Goga nasceu no Casaquistão e foi criada na Rússia. A Mosaic chega ao mercado em junho de 2014 com preços que vão de US$ 665 (aprox. R$ 1,6 mil) a US$ 1,5 mil (aprox. R$ 3,5 mil).

Business

18/09/2012

por | Business

Tadashi Yanai, fundador da Uniqlo ©Reprodução

A história da Uniqlo e a visão de seu fundador rendem um livro. Um aperitivo dessa história foi publicado no site do “The Wall Street Journal“, que fez uma entrevista por conferência com Tadashi Yanai, fundador da marca e o homem mais rico do Japão.

De cara, diz que entre seus objetivos está o de transformar a Uniqlo na maior varejista do mundo. E ele está quase lá. Além de oferecer itens básicos em uma infinidade de cores a preços acessíveis, a empresa também está engajada na descoberta de novos materiais. O Heattech, que é gerador de calor, foi desenvolvido com a mesma empresa que fornece fibra de carbono para o Boeing 787. E tem também o Airism, um tecido fresco que, segundo o próprio Yanai, é o “must buy” número um para o verão.

A empresa se prepara para tomar os Estados Unidos. Sua loja na 5ª avenida, em Nova York, é a segunda maior do mundo. E neste semestre São Francisco e Nova Jersey ganham grandes unidades da Uniqlo, com cerca de três andares. O CEO da empresa nos EUA, Shin Odake, soltou que eles planejam operar seu e-commerce global a partir da América e que o inglês é a língua oficial da Uniqlo, que planeja abrir de 20 a 30 lojas por ano nos EUA e bater a Gap na oferta de itens básicos a preços amigos para o público americano.

Entrada da loja da 5ª Avenida, em Nova York, a segunda maior da empresa no mundo ©Reprodução

O jornal questiona se uma marca japonesa de estética minimalista pode se tornar uma força do varejo. Yanai acha que sim, dizendo que não vê diferença entre os consumidores de Manhattan e de Milwaukee. Ele ainda cita como exemplo o empresário Steve Jobs, cujo maior talento era transformar o simples em chique. Cada vez menos Tadashi identifica a Uniqlo com outra empresa de varejo. Ele está mais para o império high-tech de Jobs, numa constante busca por inovação.

O diretor criativo da marca, Naoki Takizawa, que já passou pela Issey Miyake, relembra seu primeiro encontro com o empresário. “Ele me falou que não queria um estilista que segmentasse seu consumidor e que eu deveria colocar minha competência para atingir um público de massa”, conta. “Pediu para eu pensar no iPhone, que não foi feito para um público em questão, mas tinha a ver com a criação de um produto perfeito. É para qualquer um, é uma marca eficaz e de confiança e era para eu agir da mesma forma com as roupas”. Tanto que o slogan da Uniqlo é: “made for all”.

O formato está dando certo, especialmente neste período de recessão nos EUA. “Há poucas categorias de peças que as mulheres topam pagar caro hoje em dia”, diz Janet Kloppenburg, analista de varejo. “É a bolsa do momento, o jeans que mais veste bem do mercado, os Jimmy Shoes e Louboutins. Ninguém quer pagar alto por peças básicas”.

Tudo é criado no Japão e passado para as unidades ao redor do mundo, desde a maneira como os vendedores devem falar com o cliente até a forma de entregar o cartão de crédito (com as duas mãos). Os gerentes de cada loja são levados ao Japão para meses de treinamento. “A Uniqlo trata clientes com pouco dinheiro para gastar de uma forma que eles não estão acostumados”, diz Kloppenburg.

Oferta de cores é uma das ferramentas mais bem sucedidas da Uniqlo ©Reprodução

A primeira Uniqlo foi aberta em Hiroshima em 1984, oriunda de um negócio de família que existe desde 1949. Expandindo ao longo da década seguinte, Yanai abre lojas pelo Japão até chegar ao bairro descolado de Harajuku em 1998, com uma loja flagship. Pouco tempo depois, a empresa lança o produto que transformaria a marca em um nome familiar: uma jaqueta de fleece de US$ 20, produzida em todas as cores do arco-íris.

A partir daí, o fleece deixa de ser um tecido caro e tecnológico usado por escaladores e esquiadores para ser usado na rua, no trabalho, na faculdade, em casa… Só no ano 2000, a Uniqlo vendeu 26 milhões de peças no Japão e deu a Yanai o gosto de deixar sua marca em toda uma sociedade.

Em meados dos anos 90, quando a grife ainda não tinha muita importância, o empresário já escrevia planos detalhados de expansão global, até que no início dos anos 2000, ele virou seu foco para a Europa e o Oriente. Em 2005, a Uniqlo chega aos EUA, com três pequenos espaços em shoppings de Nova Jersey. Mas a performance das lojas foi muito pobre e elas acabaram sendo fechadas. “Você não tem como ser bem sucedido com uma roupa casual quando sua marca não é reconhecida e ainda dentro de um espaço pequeno e ordinário”, diz Odake.

Um ano mais tarde, Yanai estava de volta, desta vez com uma loja de mais de 3 mil m² no SoHo. Em poucos anos mais duas lojas apareceram em NY (na 34ª e na 5ª avenida), com o dobro e o triplo do tamanho da primeira. O fundador da Uniqlo é também dono da Fast Retailing Co. Ltd, que tem em seu guarda-chuva marcas de design que estão cada vez mais caindo nas graças do público que acompanha moda: Theory, Helmut Lang e as francesas Comptoir des Cotonniers e Princesse Tam Tam.

Djokovic, um dos três melhores tenistas do mundo, é embaixador da Uniqlo ©Reprodução

Na semana passada, quem acompanhou a final do US Open de tênis não tinha como não notar o logo da Uniqlo na camiseta de Djokovic, jogador sérvio campeão do mundo, que foi anunciado embaixador da marca. Ao contrário de outros esportistas, que são patrocinados por marcas de esportes, como Adidas e Nike, Djokovic usa roupas da empresa japonesa, atraindo o tipo de visibilidade que Yanai tanto quer: enquanto a Uniqlo ainda briga para ser a número um, Djokovic já atingiu o primeiro lugar.

Em tempo: em 2011, o jornal “Folha de S.Paulo” noticiou que a empresa poderia abrir uma loja na avenida Paulista, em São Paulo. Desde então, outras notícias surgiram, mas ainda não há uma confirmação oficial da entrada da marca no Brasil.

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Uniqlo aposta em projeto que quer revolucionar a produção de roupas

19/09/2011

por | Moda

uniqlo©Reprodução

A Uniqlo não é uma marca que segue as tendências de moda — pelo menos é isso que defende Naoki Takizawa, dono da grife. Agora a cadeia japonesa tem um grande projeto de inovação. Em vez de tentar seguir tendências do momento, a marca pretende produzir itens superbásicos.

O último grande lançamento da Uniqlo foi a coleção cápsula feita em parceria com a Jil Sander. A ideia daqui para a frente é investir em tecnologia experimental e inovação nos tecidos.

Para Takizawa, apesar de o mercado ter mudado muito, o processo do design é o mesmo. O projeto de inovação pretende ter mais a ver com o desenho industrial do que com a produção de moda, tão ligada às etiquetas.

O projeto de inovação é, na verdade, um esforço de grupo. O diretor criativo Kashiwa Sato e o estilista Nicola Formichetti também estão nesse trabalho com Takizawa. “Precisamos de mais de um olho, ideia e perspectiva”, defende o dono da Uniqlo.

As novidades da Uniqlo têm como motivo fundamental uma preocupação humanitária. Para Takizawa, as tragédias que ocorreram no Japão ao longo deste ano mudaram as pessoas. “Jovens costumavam ser muito mais materialistas, mas agora eles reagiram à situação. Estão pensando mais seriamente sobre as coisas, então pensamos: o que vamos responder a isso?”, afirmou o dono da marca ao jornal britânico “The Independent”.

Uma das primeiras ações planejadas foi uma colaboração da Uniqlo com a Condé Nast japonesa para arrecadar dinheiro para aliviar o impacto do terremoto. Nicola Formichetti conseguiu trazer Karl Lagerfeld, Alber Elbaz, Charlize Theron, Blake Lively e Lady Gaga para criarem camisetas que tiveram o lucro revertido para as vítimas dos terremotos. Segundo o estilista, esses nomes também já se mostraram interessados no projeto de inovação da Uniqlo.

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Prepare-se: Uniqlo deve abrir sua primeira loja no Brasil na avenida Paulista

06/07/2011

por | Moda

uniqlo-soho1A loja do Soho, em NY, que recebe cerca de 24 mil consumidores em um sábado regular. Será que a da Paulista será assim? ©Jeff Chien-Hsing Liao para “New York Magazine”

Há um ano, em junho de 2010, começou um burburinho de que a gigante japonesa Uniqlo – famosa por suas peças básicas e baratas – estaria se preparando para abrir suas portas no Brasil.

Na ocasião, o diretor criativo da empresa, Kentaro Katsube, declarou ao jornal “Folha de S.Paulo” que o país era estimulante, muito criativo e com uma economia animadora. Ele também acrescentou que a expansão para o Brasil aconteceria a médio prazo. “Neste ano vamos nos concentrar na Ásia, mas o Brasil está no radar para os próximos três ou quatro anos.”

uniqloTadashi Yanai, fundador da Uniqlo, seu patrimônio que gera mais de 9 bilhões de dólares ©Getty Images

Aparentemente, a expansão está mais próxima do que nós imaginamos, já que o caderno Mercado, também da “Folha”, publicou a informação de que a primeira loja da Uniqlo no Brasil provavelmente será na avenida Paulista onde, por dia, circulam cerca de 1,5 milhão de pessoas, sendo que muitas delas são consumidores que compram 10 vezes mais roupas que moradores da Grande São Paulo. Tem muito mais a ver com o conceito da marca do que com a versão brasileira da Topshop, que vai abrir dentro de um shopping center do Grupo Iguatemi.

A Uniqlo surgiu em 1984, no subúrbio de Hiroshima, mas só ganhou fama em 2006, quando abriu sua primeira loja em Nova York, no Soho. A receita da marca naquele ano foi de US$ 3,5 bilhões, e em 2010 ultrapassou US$ 9 bilhões. E pensar que todo esse dinheiro surgiu a partir da venda de camisetas básicas de US$ 19,50…

Após três anos, Jil Sander diz tchau tchau para a gigante Uniqlo

29/06/2011

por | Moda

uniqlo_jilsanderJil Sander e Tadashi Yanai, CEO da Uniqlo, em 2009 ©Reprodução

Tudo que é bom infelizmente acaba. Assim como a parceria entre a designer alemã Jil Sander e a Uniqlo. A colaboração começou em 2009, depois de um hiato desde 2004 da estilista, após a venda de sua grife homônima para o Grupo Prada, e foi bastante festejada pelos fashionistas.

Nomeada +J Collection, a marca que ganhou o Brit Insurance Design Fashion Award este ano seguia a estética minimalista da estilista, com camisas brancas super elegantes, casacos com linhas limpas e calças de alfaiataria, porém com uma etiqueta de preço muito mais acessível, e teve duas brasileiras em suas campanhas: Raquel Zimmermann e Isabeli Fontana.

uniqloColeção Verão/2011 e Inverno/2010, com Isabeli Fontana e Raquel Zimmermann ©Reprodução

Sobre a descontinuação da parceria, a Uniqlo se pronunciou em release: “Com a recente conclusão do projeto da coleção de outono-inverno, a Sra. Sander e a Uniqlo concordaram que haviam explorado todas as possibilidades criativas da colaboração e realizado o que eles se propuseram a fazer. Consequentemente, as duas partes decidiram encerrar seu acordo de consultoria de design com esta coleção”.

Aos órfãos das criações de Jil Sander resta aguardar a próxima empreitada da estilista.

Uniqlo + Jil Sander: veja as fotos da nova coleção, para o Verão 2011

31/03/2011

por | Moda

Em 2009, quando foi anunciado que a estilista Jil Sander trabalharia como consultora da gigante japonesa Uniqlo depois de quase 5 anos de hiatus, fãs de seu estilo clean minimalista suspiraram aliviados – a alemã não dava as caras no mundo da moda desde que havia se desligado definitivamente de sua grife homônima, comprada pelo Grupo Prada.

A marca colaborativa +J, produzida pela Uniqlo com coordenação de Sander, teve sua primeira coleção lançada no inverno 2009 e em pouco tempo de existência tem acumulado prestígio: recentemente, ela foi escolhida vencedora em uma das sete categorias relacionadas ao design no 4º Brit Insurance Design Award do Museu do Design de Londres.

Quer ver se o hype se justifica? Veja imagens da recém-lançada campanha de Verão 2011 da marca, com inspiração nas cores, linhas e elementos gráficos do deserto do Saara:

+ Site oficial da +J