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Conheça a visão que está por trás do sucesso da Uniqlo

18/09/2012

por | Business

Tadashi Yanai, fundador da Uniqlo ©Reprodução

A história da Uniqlo e a visão de seu fundador rendem um livro. Um aperitivo dessa história foi publicado no site do “The Wall Street Journal“, que fez uma entrevista por conferência com Tadashi Yanai, fundador da marca e o homem mais rico do Japão.

De cara, diz que entre seus objetivos está o de transformar a Uniqlo na maior varejista do mundo. E ele está quase lá. Além de oferecer itens básicos em uma infinidade de cores a preços acessíveis, a empresa também está engajada na descoberta de novos materiais. O Heattech, que é gerador de calor, foi desenvolvido com a mesma empresa que fornece fibra de carbono para o Boeing 787. E tem também o Airism, um tecido fresco que, segundo o próprio Yanai, é o “must buy” número um para o verão.

A empresa se prepara para tomar os Estados Unidos. Sua loja na 5ª avenida, em Nova York, é a segunda maior do mundo. E neste semestre São Francisco e Nova Jersey ganham grandes unidades da Uniqlo, com cerca de três andares. O CEO da empresa nos EUA, Shin Odake, soltou que eles planejam operar seu e-commerce global a partir da América e que o inglês é a língua oficial da Uniqlo, que planeja abrir de 20 a 30 lojas por ano nos EUA e bater a Gap na oferta de itens básicos a preços amigos para o público americano.

Entrada da loja da 5ª Avenida, em Nova York, a segunda maior da empresa no mundo ©Reprodução

O jornal questiona se uma marca japonesa de estética minimalista pode se tornar uma força do varejo. Yanai acha que sim, dizendo que não vê diferença entre os consumidores de Manhattan e de Milwaukee. Ele ainda cita como exemplo o empresário Steve Jobs, cujo maior talento era transformar o simples em chique. Cada vez menos Tadashi identifica a Uniqlo com outra empresa de varejo. Ele está mais para o império high-tech de Jobs, numa constante busca por inovação.

O diretor criativo da marca, Naoki Takizawa, que já passou pela Issey Miyake, relembra seu primeiro encontro com o empresário. “Ele me falou que não queria um estilista que segmentasse seu consumidor e que eu deveria colocar minha competência para atingir um público de massa”, conta. “Pediu para eu pensar no iPhone, que não foi feito para um público em questão, mas tinha a ver com a criação de um produto perfeito. É para qualquer um, é uma marca eficaz e de confiança e era para eu agir da mesma forma com as roupas”. Tanto que o slogan da Uniqlo é: “made for all”.

O formato está dando certo, especialmente neste período de recessão nos EUA. “Há poucas categorias de peças que as mulheres topam pagar caro hoje em dia”, diz Janet Kloppenburg, analista de varejo. “É a bolsa do momento, o jeans que mais veste bem do mercado, os Jimmy Shoes e Louboutins. Ninguém quer pagar alto por peças básicas”.

Tudo é criado no Japão e passado para as unidades ao redor do mundo, desde a maneira como os vendedores devem falar com o cliente até a forma de entregar o cartão de crédito (com as duas mãos). Os gerentes de cada loja são levados ao Japão para meses de treinamento. “A Uniqlo trata clientes com pouco dinheiro para gastar de uma forma que eles não estão acostumados”, diz Kloppenburg.

Oferta de cores é uma das ferramentas mais bem sucedidas da Uniqlo ©Reprodução

A primeira Uniqlo foi aberta em Hiroshima em 1984, oriunda de um negócio de família que existe desde 1949. Expandindo ao longo da década seguinte, Yanai abre lojas pelo Japão até chegar ao bairro descolado de Harajuku em 1998, com uma loja flagship. Pouco tempo depois, a empresa lança o produto que transformaria a marca em um nome familiar: uma jaqueta de fleece de US$ 20, produzida em todas as cores do arco-íris.

A partir daí, o fleece deixa de ser um tecido caro e tecnológico usado por escaladores e esquiadores para ser usado na rua, no trabalho, na faculdade, em casa… Só no ano 2000, a Uniqlo vendeu 26 milhões de peças no Japão e deu a Yanai o gosto de deixar sua marca em toda uma sociedade.

Em meados dos anos 90, quando a grife ainda não tinha muita importância, o empresário já escrevia planos detalhados de expansão global, até que no início dos anos 2000, ele virou seu foco para a Europa e o Oriente. Em 2005, a Uniqlo chega aos EUA, com três pequenos espaços em shoppings de Nova Jersey. Mas a performance das lojas foi muito pobre e elas acabaram sendo fechadas. “Você não tem como ser bem sucedido com uma roupa casual quando sua marca não é reconhecida e ainda dentro de um espaço pequeno e ordinário”, diz Odake.

Um ano mais tarde, Yanai estava de volta, desta vez com uma loja de mais de 3 mil m² no SoHo. Em poucos anos mais duas lojas apareceram em NY (na 34ª e na 5ª avenida), com o dobro e o triplo do tamanho da primeira. O fundador da Uniqlo é também dono da Fast Retailing Co. Ltd, que tem em seu guarda-chuva marcas de design que estão cada vez mais caindo nas graças do público que acompanha moda: Theory, Helmut Lang e as francesas Comptoir des Cotonniers e Princesse Tam Tam.

Djokovic, um dos três melhores tenistas do mundo, é embaixador da Uniqlo ©Reprodução

Na semana passada, quem acompanhou a final do US Open de tênis não tinha como não notar o logo da Uniqlo na camiseta de Djokovic, jogador sérvio campeão do mundo, que foi anunciado embaixador da marca. Ao contrário de outros esportistas, que são patrocinados por marcas de esportes, como Adidas e Nike, Djokovic usa roupas da empresa japonesa, atraindo o tipo de visibilidade que Yanai tanto quer: enquanto a Uniqlo ainda briga para ser a número um, Djokovic já atingiu o primeiro lugar.

Em tempo: em 2011, o jornal “Folha de S.Paulo” noticiou que a empresa poderia abrir uma loja na avenida Paulista, em São Paulo. Desde então, outras notícias surgiram, mas ainda não há uma confirmação oficial da entrada da marca no Brasil.

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Uniqlo aposta em projeto que quer revolucionar a produção de roupas

19/09/2011

por | Moda

uniqlo©Reprodução

A Uniqlo não é uma marca que segue as tendências de moda — pelo menos é isso que defende Naoki Takizawa, dono da grife. Agora a cadeia japonesa tem um grande projeto de inovação. Em vez de tentar seguir tendências do momento, a marca pretende produzir itens superbásicos.

O último grande lançamento da Uniqlo foi a coleção cápsula feita em parceria com a Jil Sander. A ideia daqui para a frente é investir em tecnologia experimental e inovação nos tecidos.

Para Takizawa, apesar de o mercado ter mudado muito, o processo do design é o mesmo. O projeto de inovação pretende ter mais a ver com o desenho industrial do que com a produção de moda, tão ligada às etiquetas.

O projeto de inovação é, na verdade, um esforço de grupo. O diretor criativo Kashiwa Sato e o estilista Nicola Formichetti também estão nesse trabalho com Takizawa. “Precisamos de mais de um olho, ideia e perspectiva”, defende o dono da Uniqlo.

As novidades da Uniqlo têm como motivo fundamental uma preocupação humanitária. Para Takizawa, as tragédias que ocorreram no Japão ao longo deste ano mudaram as pessoas. “Jovens costumavam ser muito mais materialistas, mas agora eles reagiram à situação. Estão pensando mais seriamente sobre as coisas, então pensamos: o que vamos responder a isso?”, afirmou o dono da marca ao jornal britânico “The Independent”.

Uma das primeiras ações planejadas foi uma colaboração da Uniqlo com a Condé Nast japonesa para arrecadar dinheiro para aliviar o impacto do terremoto. Nicola Formichetti conseguiu trazer Karl Lagerfeld, Alber Elbaz, Charlize Theron, Blake Lively e Lady Gaga para criarem camisetas que tiveram o lucro revertido para as vítimas dos terremotos. Segundo o estilista, esses nomes também já se mostraram interessados no projeto de inovação da Uniqlo.

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Prepare-se: Uniqlo deve abrir sua primeira loja no Brasil na avenida Paulista

06/07/2011

por | Moda

uniqlo-soho1A loja do Soho, em NY, que recebe cerca de 24 mil consumidores em um sábado regular. Será que a da Paulista será assim? ©Jeff Chien-Hsing Liao para “New York Magazine”

Há um ano, em junho de 2010, começou um burburinho de que a gigante japonesa Uniqlo – famosa por suas peças básicas e baratas – estaria se preparando para abrir suas portas no Brasil.

Na ocasião, o diretor criativo da empresa, Kentaro Katsube, declarou ao jornal “Folha de S.Paulo” que o país era estimulante, muito criativo e com uma economia animadora. Ele também acrescentou que a expansão para o Brasil aconteceria a médio prazo. “Neste ano vamos nos concentrar na Ásia, mas o Brasil está no radar para os próximos três ou quatro anos.”

uniqloTadashi Yanai, fundador da Uniqlo, seu patrimônio que gera mais de 9 bilhões de dólares ©Getty Images

Aparentemente, a expansão está mais próxima do que nós imaginamos, já que o caderno Mercado, também da “Folha”, publicou a informação de que a primeira loja da Uniqlo no Brasil provavelmente será na avenida Paulista onde, por dia, circulam cerca de 1,5 milhão de pessoas, sendo que muitas delas são consumidores que compram 10 vezes mais roupas que moradores da Grande São Paulo. Tem muito mais a ver com o conceito da marca do que com a versão brasileira da Topshop, que vai abrir dentro de um shopping center do Grupo Iguatemi.

A Uniqlo surgiu em 1984, no subúrbio de Hiroshima, mas só ganhou fama em 2006, quando abriu sua primeira loja em Nova York, no Soho. A receita da marca naquele ano foi de US$ 3,5 bilhões, e em 2010 ultrapassou US$ 9 bilhões. E pensar que todo esse dinheiro surgiu a partir da venda de camisetas básicas de US$ 19,50…

Após três anos, Jil Sander diz tchau tchau para a gigante Uniqlo

29/06/2011

por | Moda

uniqlo_jilsanderJil Sander e Tadashi Yanai, CEO da Uniqlo, em 2009 ©Reprodução

Tudo que é bom infelizmente acaba. Assim como a parceria entre a designer alemã Jil Sander e a Uniqlo. A colaboração começou em 2009, depois de um hiato desde 2004 da estilista, após a venda de sua grife homônima para o Grupo Prada, e foi bastante festejada pelos fashionistas.

Nomeada +J Collection, a marca que ganhou o Brit Insurance Design Fashion Award este ano seguia a estética minimalista da estilista, com camisas brancas super elegantes, casacos com linhas limpas e calças de alfaiataria, porém com uma etiqueta de preço muito mais acessível, e teve duas brasileiras em suas campanhas: Raquel Zimmermann e Isabeli Fontana.

uniqloColeção Verão/2011 e Inverno/2010, com Isabeli Fontana e Raquel Zimmermann ©Reprodução

Sobre a descontinuação da parceria, a Uniqlo se pronunciou em release: “Com a recente conclusão do projeto da coleção de outono-inverno, a Sra. Sander e a Uniqlo concordaram que haviam explorado todas as possibilidades criativas da colaboração e realizado o que eles se propuseram a fazer. Consequentemente, as duas partes decidiram encerrar seu acordo de consultoria de design com esta coleção”.

Aos órfãos das criações de Jil Sander resta aguardar a próxima empreitada da estilista.

Uniqlo + Jil Sander: veja as fotos da nova coleção, para o Verão 2011

31/03/2011

por | Moda

Em 2009, quando foi anunciado que a estilista Jil Sander trabalharia como consultora da gigante japonesa Uniqlo depois de quase 5 anos de hiatus, fãs de seu estilo clean minimalista suspiraram aliviados – a alemã não dava as caras no mundo da moda desde que havia se desligado definitivamente de sua grife homônima, comprada pelo Grupo Prada.

A marca colaborativa +J, produzida pela Uniqlo com coordenação de Sander, teve sua primeira coleção lançada no inverno 2009 e em pouco tempo de existência tem acumulado prestígio: recentemente, ela foi escolhida vencedora em uma das sete categorias relacionadas ao design no 4º Brit Insurance Design Award do Museu do Design de Londres.

Quer ver se o hype se justifica? Veja imagens da recém-lançada campanha de Verão 2011 da marca, com inspiração nas cores, linhas e elementos gráficos do deserto do Saara:

+ Site oficial da +J