Um dos grandes momentos da semana de moda de Nova York deve ser um não-confirmado desfile de moda feminina de Tom Ford. Mas não é só seu retorno ao closet das mulheres que atraiu manchetes: sua marca lançou o primeiro esmalte, intitulado, como seu primeiro perfume, Black Orchid.
Desde 2006, quando substituiu Kate Moss, Keira Knightley é a garota-propaganda do perfume Coco Mademoiselle, da Chanel. Nesta semana, em Paris, a atriz gravou o novo comercial para a fragrância. O diretor é o mesmo do primeiro comercial: Joe Wright, que já trabalhou com Knightley em “Orgulho & Preconceito” e “Desejo & Reparação”.
A parceria entre Lanvin e H&Mtrará, além de roupas, a primeira incursão da maison no mundo da maquiagem: batons! A coleção, ainda em absoluto segredo, chega às lojas em novembro.
A onda de filmes de beleza não pára. Após o belo clipe do Nowness, dois novos e igualmente belos vídeos surgiram. Um é o comercial do novo batom NARS, o Pure Matte. A modelo que aparece nas imagens caleidoscópicas é Heather Marks:
O outro é o curta “Poem”, da Illamasqua. Por 2 minutos, podemos acompanhar a transformação da atriz Vicky McClure, um novo talento na Inglaterra. Este é o primeiro de três filmes, e encoraja a experimentação com maquiagem.
Começou nesta quarta-feira (08/09) mais uma edição da Semana de Moda de Nova York com seu calendário saturadíssimo de desfiles e apresentações _muitas delas, inclusive, acontecendo em horários concomitantes. Dessa vez a novidade fica por conta da locação. Depois de 17 anos acontecendo no Bryant Park, as tendas migram para o Lincoln Center.
Estruturalmente pouca coisa muda. Além de, é claro, a agenda ainda mais apertada dos editores e compradores que terão que se locomover com ainda mais pressa pela cidade para os desfiles que se dividem entre a nova locação, os estúdio Milk e demais localidades de desfiles independentes _aqueles que não fazem partem nem da Mercedes-Benz Fashion Week, nem da MAC & Milk.
O portal FFW vai fazer a cobertura dos principais desfiles, fiquem ligados!
Não é de hoje que os estilistas descendentes de países do Leste da Ásia invadiram a indústria da moda americana. Só no último CFDA Awards _o “Oscar” da moda_ três dos premiados tinham traços orientais: Richard Chai como melhor estilista de moda masculina, Jason Wu como melhor estilista feminino e Alexander Wang como melhor designer de acessórios.
O movimento se verifca também nas principais escolas de moda de NYC, onde mais da metade dos matriculados em cursos de moda são de origem asiática.
A New York Fashion Week ainda promete algumas estreias. Olivier Theyskens (ex-Rochas e ex-Nina Ricci) irá fazer uma pequena apresentação para imprensa e compradores em seu showroom para mostrar sua nova coleção para a marca Theysken Theory. Outro preview aguardado _ainda que não oficialmente confirmado_ é da linha feminina de Tom Ford. Segundo rumores ventilados na internet, o estilista irá promover uma festa no dia 12 de setembro para uma lsita de convidados super restrita, para quem vai mostrar a sua nova coleção.
Falando em estreias, Marc Jacobs inaugurou na semana passada sua primeira livraria, a Book Marc. Localizada no West Village, o novo ponto já promete ser parada obrigatória para os fashionistas da cidade que querem ter um lápis, um bloquinho de anotações ou um art book curado pelo estilista mais bem sucedido de sua geração.
Bookmarc
403 Bleecker Street
New York, NY 10014-2157, United States
(212) 924-0026
Cathy Horyn, a critica de moda do jornal “New York Times”, conversou com alguns dos principais diretores da castings para descobrir quem são as apostas da temporada. Segundo Horyn, essas são as meninas que vão bombar nas passarelas internacionais durante os desfiles do verão 2011:
Mais de 1.500 pessoas foram ao Lincoln Center, em Nova York, na noite da última terça-feira (12/09) pra ver Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio, Naomi Campbell, Karolina Kurkova e Adriana Lima _além de outras tops_, no mega desfile de abertura do Fashion’s Night Out NYC 2010.
Os looks da apresentação foram selecionados pessoalmente por Anna Wintour e sua equipe da “Vogue US” e fazem parte da coleção de inverno de grifes variadas. “Escolhemos um mix de peças que já estão a venda nas lojas fazendo um estilo hi-lo para mostrar que você pode estar bonita com um look de US$ 10 ou US$ 100”, comentou André Leon Talley, editor da publicação, em entrevista à CBS. Quem cuidou da beleza das 200 modelos foi a dupla Guido Palau e Pat McGrath _escoltados por um time de mais de 100 assistentes, é claro.
A participação especial no filme “A Single Man” de Tom Ford, em 2009, foi crucial para a boa fase que Aline Weber está vivendo agora. Depois de desfilar para grifes como YSL, Balenciaga (a única brasileira no casting do desfile), Louis Vuitton, Narciso Rodrigues, Alexander Wang, Jean Paul Gaultier e Givenchy durante a temporada internacional, a top pode ser vista na “Vogue Deutsch” fotografada por Patrick Demarchelier. Além disso, a dupla Inez & Vinoodh vai fotografar Aline para 3 trabalhos seguidos: a nova campanha da Chloe e dois editoriais para a “Vogue Paris”. E ela também foi fotografada por Greg Kadel para a “Harper’s Bazaar” americana.
Sem contar que a revista masculina “Hercules” apontou Aline como um dos ícones em se tratando de modelos brasileiras na sua mais recente edição (junto com Bruna Tenório, Michelle Alves, Izabel Goulart e outras).
A modelo, que aqui no Brasil é agenciada pela Alpha Group, é presença confirmada nesta temporada de desfiles no eixo Fashion Rio/SPFW.
Para comemorar seus dez anos de existência, a revista “10” resolveu colocar nas bancas dez capas diferentes. E históricas.
Os “deuses da moda” que estampam a edição comemorativa são: Karl Lagerfeld fotografado por ele mesmo, Vivienne Westwood por Juergen Teller, Tom Ford por Jeff Burton, Alber Elbaz por Julio Piatti e Tom de Ruitter, Azzedine Alaïa por Sarah Moon, Domenico Dolce e Stefano Gabbana por Terry Richardson, Donatella Versace por Alexei Hay, John Galliano por Paolo Roversi, Ralph Lauren por Bruce Weber e Helmut Lang numa foto que parece ter sido tirada do seu passaporte.
No mundo da moda, quando falamos em Tom Ford os predicados “provocativo” e “sexual” vêm logo na sequência. Seu trabalho nas grifes Gucci e Yves Saint Laurent ao longo dos anos 1990 foi marcado desta forma, impregnado por essas palavras. Portanto é no mínimo surpreendente que a sua primeira produção cinematográfica seja um longa-metragem “sensível” e “romântico”.
Baseado no livro “A Single Man”, escrito por Christopher Isherwood em 1964, o filme (em português, “Direito de Amar”) relata a história de George Falconer (Colin Firth), um professor universitário que, após a morte do seu namorado, decide se suicidar.
Solteiro, homossexual e em profundo estado de depressão, Falconer se desconecta da realidade. Tom Ford traduz esse rompimento através de um interessante jogo de luzes: o protagonista aparece sob luz fria, em cores desbotadas, como se a vida lhe fosse aos poucos extraída. A iluminação esquenta somente quando o professor se relaciona com os demais personagens em tempo real ou então na sua memória, em que relembra a vida ao lado de Jim (Matthew Goode). No caso dos flashbacks, as cores entram numa gama altíssima, sendo quase saturadas. O efeito visual é impactante, capaz de emocionar até as audiências mais sisudas.
Tom Ford trata o filme como se fosse um grande ensaio de moda, com a diferença que as roupas fazem o papel de coadjuvantes. O figurino assinado por Arianne Phillips (a mulher que cuida das turnês de Madonna) ganha finalização extra refinada pelas mãos do estilista: um terno sendo arrumado milimetricamente sobre a mesa, o vestido turquesa de uma criança, as cenas em que sua amiga Charlie (Julianne Moore) aparece à bordo de vestidos finos, sempre com a beleza impecável, numa orquestra regida em perfeita sintonia com os objetos do cenário. O rigor e a precisão de cada peça de roupa cria uma relação íntima com o perfil dos personagens, além de retratar muito bem um período de transição na sociedade americana do final dos anos 1950 e início dos 60. Era a época, por exemplo, em que o grooming masculino se fazia essencial: cuidados meticulosos com o corte e caimento dos ternos são retratados de maneira fidedigna.
Vale pontuar também a genialidade de Tom Ford ao fazer a transição da moda para o cinema. Numa época em que moda deixou de ser apenas roupas, ele se mostra plenamente capaz de extrapolar os limites das passarelas para desbravar uma seara onde nenhum outro estilista desta geração, ou de qualquer geração anterior, havia tido êxito.
Com sensibilidade à flor da pele, “Direito de Amar” mostra um lado desconhecido de Ford. Todo aquele controle imagético que o estilista exerceu durante suas gestões na Gucci e Yves Saint Laurent continua marcante. Mas a diferença agora é que, através da Sétima Arte, sua visão transborda na riqueza das imagens e ganha uma profundidade antes impossível, com altas doses de emoção.
A modelo Aline Weber (Alpha Group International) está em São Paulo para fazer 5 desfiles no SPFW. Vinda de Porto Rico, “um lugar paradisíaco”, após o evento ela segue para Nova York.
Conversamos com ela sobre sua participação no primeiro filme do multifuncional Tom Ford, “Direito de Amar”:
Como surgiu o convite?
Uma semana antes, fui convidada para conhecer Anna Wintour. Conversamos bastante, ela perguntou sobre minha vida, meus estudos, minha família… Pouco tempo depois, minha agência ligou dizendo que ela havia me indicado à Tom Ford para participar de um filme.
Onde foram e quanto tempo duraram as filmagens?
Voei para Los Angeles e filmei quatro cenas em três dias.
Qual é seu papel?
Eu faço a namorada do estudante, que está atraído pelo professor mas ainda está indeciso. Minha personagem fica com ciúme, brava.
Você treinou para o papel?
Só soube o que faria quando cheguei!
Já conhecia Tom Ford? Como foi trabalhar com ele?
Foi a primeira vez que o vi. Ele estava super animado, e era muito detalhista, principalmente com as roupas, que ficava arrumando o tempo todo. Ele também era muito simpático, falava com todo mundo no set.
Muitas modelos arriscam na carreira de atriz. Está nos seus planos?
Não sei se eu gostaria, porque é tanto tempo fora de casa… Conversei com outros atores e eles me disseram que as filmagens costumam demorar 3 meses, às vezes emendam um filme com outro. Mas foi uma boa experiência. Aprendi a lidar com luzes, câmeras de vídeo…
Você já viu o filme?
Não!
Nem os dailies, os vídeos gravados no dia?
Não vi nada [risos]. Mas me disseram que é bom.
“Direito De Amar” estreia no Brasil no dia 26 de fevereiro de 2010.