Fóruns de moda: por que os “pais” dos blogs estão perdendo importância

16/01/2013

por | Business

Eugene Rabkin, fundador de um dos maiores fóruns mundiais de moda, o StyleZeitgeist ©Reprodução

Em uma matéria publicada por Eugene Rabkin, um dos colaboradores do site The Business of Fashion, ele questiona a pouca importância dada aos fóruns de moda. Fundador de um dos maiores fóruns mundiais desse segmento, o StyleZeitgeist, e editor da revista com o mesmo nome, Rabkin coloca os fóruns de moda na posição de antecessores dos blogs, mas mais importantes e democráticos que os mesmos, e pergunta-se por que as pessoas não olham para os fóruns com tanta seriedade (ou interesse) como olham para os famigerados blogs.

Os fóruns de moda, segundo explica Rabkin, são ferramentas muito úteis não só para quem quer ficar por dentro das discussões mais quentes do mundo da moda, mas também para designers e lojistas conhecerem melhor comportamentos de consumo ou para estilistas terem uma ideia de como os consumidores estão avaliando cada coleção. E a maioria das opiniões é sincera: o caráter anônimo com que os usuários podem se inscrever nos fóruns permite que as suas identidades sejam preservadas e que as opiniões dadas sejam desprendidas de qualquer ligação com a pessoa física. Este tipo de honestidade opinativa que se encontra nos fóruns, e talvez menos nos blogs, é altamente valorizada; a sua natureza alicerçada em uma conversação aberta e livre faz com que sejam mais democráticos do que os blogs — de acordo com a linha de pensamento de Rabkin.

Layout do fórum StyleZeitgeist ©Reprodução

Os fóruns funcionam por temas de conversa. Qualquer pessoa pode se tornar membro e iniciar uma conversa, juntar-se a uma já existente, partilhar uma compra ou postar um look do dia. No fundo, o mesmo que se faz em blogs, mas de uma forma mais participativa e dinâmica – os usuários entram no tema que lhes interessa e discutem com outras pessoas interessadas no mesmo assunto. Susanna Lau, mais conhecida por Susie Bubble, fundadora do blog Style Bubble, era membro assíduo e participativo do The Fashion Spot. “Tinha membros que realmente abriram os meus olhos para o que acontecia no Japão, por exemplo. (…) Eu gostava de fazer parte daquela comunidade e sentir que podia ter conversas com pessoas que eu não teria na vida real”, explica a blogueira.

Layout do fórum The Fashion Spot ©Reprodução

Os fóruns citados por Rabkin, como o The Fashion Spot, o fórum por excelência para a discussão de moda feminina, ou os fóruns de moda masculina (estes últimos muito mais fragmentados por temas, como o StyleForum, para discutir menswear de luxo, o Superfuture para streetwear ou o seu próprio fórum, o StyleZeitgeist, focado em designers e moda artesanal), todos apresentam números de acessos significativos. Embora nem todos os inscritos postem as suas opiniões – a maioria dos usuários só quer ficar informada –, o StyleForum, por exemplo, tem aproximadamente 128 mil membros registrados e gera 10 milhões de pageviews por mês (de acordo com os dados que o próprio fórum fornece aos anunciantes, sua principal fonte de renda).

Então qual será a razão para que uma ferramenta tão útil seja muitas vezes esquecida e pouco utilizada? Quem usa, usa muito, mas a verdade é que há relativamente poucas pessoas utilizando fóruns, principalmente de moda. Talvez as redes sociais tenham dissipado os vários fóruns existentes. E talvez os blogs tenham feito tanto sucesso com o seu formato que os fóruns, os seus verdadeiros antecessores, perderam o brilho. Todos os fóruns citados, que começaram por ser só isso mesmo, já se converteram ao layout dos blogs.

E vocês? Usam fóruns de moda? Quais os seus preferidos?

Blog internacional de moda afirma que o Brasil é a terra das oportunidades

12/08/2010

por | Moda

Suleman-AnayaDepois do “WWD” e das revistas “Economist” e “Wallpaper” agora foi a vez do blog The Business of Fashion ressaltar o boom do mercado de moda em solo verde e amarelo. “Algo especial está acontecendo no Brasil”, escreveu Suleman Anaya (foto ao lado) que esteve em São Paulo durante a última edição do SPFW. “O país está conquistando seu espaço no cenário global, sendo que a moda tem um grande papel nesta ascensão”.

Na matéria publicada no dia 5 de agosto, Suleman aponta como o Brasil tem se mostrado como terra de grandes oportunidades para grifes como Diane Von Furstenberg, Missoni, Chanel, Louis Vuitton e Gucci _que investem no mercado brasileiro. Um dado interessante da matéria é que, segundo porta-voz da Gucci, a loja de São Paulo _localizada no Shopping Iguatemi_ foi uma das que mais lucrou no ano passado.

O blog aponta como alavancas para esse sucesso o favorável cenário econômico _resultado de um clima político e social razoavelmente estável_, o crescimento da classe média e o aumento da renda nacional (ainda que com grande índice de desigualdade), e a própria cultura brasileira que, segundo o jornalista, ajudou a construir um certo apuro estético e de qualidade no consumidor nacional.

Além de falar sobre marcas internacionais fincando raízes no Brasil, a matéria ainda cita o crescimento da moda feita por aqui, destacando que uma das maiores virtudes da moda brasileira é que ela é praticamente autossustentável. Ou seja, só o nosso mercado interno já dá conta de movimentar as engrenagens da indústria. Isso também contribui para que marcas locais comecem a estudar planos de internacionalização.

Suleman faz o contraponto citando a alta taxa de importação e exportação como um dos principais problemas a serem resolvidos tanto para grifes nacionais, como para o próprio consumidor brasileiro.

+ Leia na íntegra: businessoffashion.com