Afinal, o que é peplum? Saiba tudo sobre a grande tendência de 2012

04/04/2012

por | Moda

Lily Donaldson na “V” #76 ©Sharif Hanza/Reprodução

A moda é intermitente – ao contrário do que se costuma afirmar no segmento, de que a mesma é cíclica. Nenhuma tendência retorna da mesma maneira; assim como os padrões métricos e materiais são alterados com o passar dos anos, também o são os ideais estéticos e o gosto dos consumidores. A cada estação, uma cor, forma ou comprimento se reinventa, convertendo-se em desejo imediato e movimentando todos os setores da cadeia têxtil, que precisa atuar de forma cada vez mais rápida para suprir a ânsia pelo novo. Nas últimas duas temporadas internacionais, com destaque para as marcas que desfilam em Londres e Paris, um elemento até então esquecido nos livros de história da indumentária voltou a protagonizar produções que foram das passarelas às ruas: o peplum.

O peplum icônico da Christian Dior ©Reprodução

O nome pode parecer um tanto exótico e não remeter a nenhum item do guarda-roupa contemporâneo, ou até soar como um traje digno das melhores ficções científicas ou filmes de época. A verdade é que o peplum, apesar de realmente ter origem no vestuário feminino da Grécia antiga (especula-se que 500 a.C.) e denominar um gênero de películas que dominou o cinema italiano até meados da década de 1960, é uma simples quantidade sobressalente de tecido que, adicionada a blusas, jaquetas, saias e vestidos, envolve parte da cintura e quadril. Antes de ressurgir nos desfiles internacionais de Primavera/Verão 2012, o peplum foi eternizado por Christian Dior em 1947 em sua primeira coleção, que seria batizada de “New Look”. Ainda, como prova da intermitência da moda, o peplum foi revitalizado nos anos 1980 e, ao contrário da elegância proposta pelo estilista francês, tornou-se parte da estética extravagante do período.

Carol Trentini no editorial “Dare to Flare” da “Vogue” americana ©Craig McDean/Reprodução

Ao aparecer repetidas vezes nas passarelas de marcas influentes como Alexander McQueen, Givenchy, Burberry Prorsum, Lanvin e Jil Sander, sobretudo a partir da Primavera/Verão 2012, o peplum voltou a chamar a atenção de outros designers, coolhunters e editores de moda internacionais. Em janeiro de 2012, a “Vogue” americana dedicou um editorial inteiro à tendência: em “Dare to Flare”, a brasileira Carol Trentini aparece em seis páginas vestida em algumas das peças mais desejadas da estação. E o que Anna Wintour e Grace Coddington aprovam certamente repercute em matérias, campanhas publicitárias e looks de tapete vermelho. No Oscar deste ano, que aconteceu no dia 26 de fevereiro em Los Angeles, Michelle Williams, indicada a Melhor Atriz por “Sete Dias com Marilyn”, surgiu linda em um longo coral da Louis Vuitton. Além da cor, o grande destaque do vestido era o peplum, que de forma delicada adicionou alguns centímetros de quadril ao corpo delgado da americana. Coincidentemente – ou não, já que tendências não acontecem por acaso – Tina Fey e Georgina Chapman, designer da Marchesa, compareceram ao evento com à bordo de peças que também possuíam o já tão falado “babadinho”.

Michelle Williams, Tina Fey e Georgina Chapman no Oscar 2012 ©Reprodução

Das peças apresentadas nos desfiles internacionais às produções de celebridades ou ícones de street style, como Anna Dello Russo e Giovanna Battaglia, o peplum caiu no interesse das ávidas trendsetters e blogueiras de moda. Como ocorre usualmente com as tendências “recém-renascidas” do século 21, o próximo passo do peplum é dominar as vitrines e estantes de grandes redes varejistas, pequenas lojas e bairros e, como acontecem em casos mais extremos (lembre-se das “clogs” e das bolsas “Chanel 2.55”), camelôs. Mas, ainda falta bastante para tal, em especial no Brasil, em que poucas marcas expuseram a proposta nas últimas edições do Fashion Rio e SPFW. No momento, a preocupação de quem deseja aderir à tendência é escolher o peplum correto.

Giovanna Battaglia, Emma Stone e Diane Kruger ©Reprodução

A quantidade extra de tecido pode duplicar o tamanho do quadril, mas pode também, dependendo de sua circunferência, diminuir alguns centímetros de cintura. Para quem possui o corpo em formato de triângulo invertido (ombros largos e quadris estreitos), o peplum cai com perfeição ao equilibrar a silhueta. Isso, no entanto, não significa que as curvilíneas devem evitar a tendência: o ideal é escolher peças com modelagens menos volumosas e cores escuras, além da adição sempre bem-vinda de saltos altos. A dica é provar muitas opções, até encontrar a melhor para você, ou seja, a que te deixe confortável e eleve sua auto-estima.

+ Confira na galeria abaixo o peplum nas passarelas de Paris, Londres, Nova York, Milão e São Paulo:

Burberry-Prorsum-Fall2012-13
©Reprodução
Burberry Prorsum Outono/Inverno 2012/13

Verão 2012: o que e como usar, com dicas de editores de moda

06/01/2012

por | Moda

Nos últimos meses, o FFW mostrou as principais direções da moda para o Verão 2012. Algumas matérias, além de informar, também inspiram formas de se vestir; outras trazem dicas mais concretas de quem entende do assunto. Veja aqui o que vai nortear esse verão, que já chegou!

Tangerine Tango

Filhas de Gaia, New Order e Matthew Williamson ©Reprodução

Desde que a Pantone anunciou “Tangerine Tango” como a cor oficial de 2012 não se fala em outra coisa. Os armários estão recheados com esta cor de sabor adocicado, prontos para abraçar as temperaturas quentes.

Metalizados

Christopher Kane, Osklen e Triya ©Reprodução

Tem aquela peça metalizada no armário que ama mas que só usa em festa? Esqueça. Os metalizados saem da noite para ver a luz do dia. Aprenda aqui como criar um look cool e descontraído com a ajuda dos metais.

Tropical

Carolina Herrera, Pedro Lourenço, Adriana Degreas ©Reprodução

Já sabemos, o lema do Verão é Tropicalize. Mas tropicalize direito. A menos que tenha o dom de misturar estamparia da cabeça aos pés, este link traz bons conselhos!

Calça Curta

Pedro Lourenço, Huis Clos, YSL ©Reprodução

“Cropped” é o nome técnico deste estilo de calça que promete ser hit neste Verão. Saiba aqui as peças certas que podem compor com as calças “cropped” para que ninguém pense que você se enganou no tamanho.

Moda Praia

Lenny, Água de Coco e Triya ©Reprodução

Quem melhor que o Brasil para ditar os caminhos da moda praia? Nesta temporada, assistimos a uma evolução magnífica da moda de praia, tanto em termos de tecidos e materiais – agora há tecidos que permitem o bronzeamento –, quanto em estampas e formatos. O beachwear tem cada vez mais recebido a importância devida. Veja no link os biquínis e maiôs que vão fazer bonito nas areias, nas piscinas e nos barcos.

Materiais

Huis Clos, Maria Bonita Extra, Cavalera, Cori ©Reprodução

Em termos de materiais, a temporada de Verão foi da seda, do couro, dos perfurados, das transparências, do crochê, do linho, do jeans,  dos paetês e de todos eles misturados!

Jeans

Cantão, Cavalera e Amapô©Reprodução

Vão aparecer com força, leves e estruturados. Nesta estação, só não vale lavagem detonada. De resto, até com cores ou look jeans total.

Silhuetas

Ausländer, Cori e Tufi Duek ©Reprodução

Para nosso descanso, vai ter de tudo. Cintura alta, baixa à la anos 20, mini, midi, longa, barriga à mostra, calça justa, pantalonas… o Verão 2012 é um convite à nossa imaginação e criatividade. Use e abuse dela.

Estampas

Reinaldo Lourenço e Têca ©Reprodução

Não é só a estampa Tropical que vai forrar o Verão. Vamos ter desde listras a étnicas e bichos, passando pelas abstratas e pelo xadrez. Alegre os seus dias, oportunidades não vão faltar.

Pantone anuncia a cor de 2012: prepare-se para “tangerine tango”

12/12/2011

por | Cultura Pop

Imagem de referência da Pantone para o “tangerine tango” ©Reprodução

Como o FFW já havia falado rapidamente, a “cor do ano” eleita pela Pantone para 2012 é o “tangerine tango”. Esse relatório tradicionalmente anunciado a cada fim de ano já é referência na indústria do design, decoração, moda… Por isso, vale a pena se aprofundar no assunto e entender de onde vem e para onde vai essa influência cromática.

A própria Pantone explica que para chegar à seleção da “cor do ano”, a empresa vasculha o mundo procurando por influências cromáticas, que podem vir da indústria do entretenimento e de filmes em produção, de coleções de arte, artistas em ascensão, destinos populares para viagem e outros fatores sócio-econômicos, novas tecnologias, e até mesmo de eventos esportivos futuros que possam chamar a atenção do mundo – alô, Olimpíadas 2012!

A cor “tangerine tango” (PANTONE® 17-1463), eleita como “cor do ano” de 2012, é descrita pela própria empresa como “provedora da energia que precisamos para recarregar e seguir em frente”. “Sofisticada mas ao mesmo tempo dramática e sedutora, Tangerine Tango é um laranja com muita profundidade”, explica Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute. “Evocando as nuances radiantes de um pôr-do-sol, Tangerine Tango casa a vivacidade e adrenalina do vermelho com a simpatia e calor do amarelo, para formar um matiz magnético de alta visibilidade que emana calor e energia”, ela completa.

Looks Verão 2012 de Charlotte Ronson, Elie Tahari, Nanette Lepore e VPL ©Reprodução

Na moda, o tom de laranja já apareceu com força na última temporada – o FFW até fez uma matéria recentemente ensinando a incorporar a cor à vida real, lembra? Na indústria dos cosméticos, ela é bem-vista por sua versatilidade, por ser quase exótica, mas de um jeito não-ameaçador. O relatório da Pantone sugere usar o tom como sombra para os olhos, para valorizar principalmente os olhos azuis e verdes. Já para o mundo do design de interiores, o relatório destaca a possibilidade de usar o “tangerine tango” em acessórios como almofadas, colchas e eletrodomésticos para adicionar um inesperado ponto de cor. Para quem quiser uma maneira acessível de dar um “up” na casa, o relatório sugere pintar uma parede da cozinha, hall de entrada ou corredor com a cor “tangerine tango” para uma “explosão dinâmica de energia”.

+ Cult: livro da Pantone lista as cores mais importantes do século 20

WGSN: os caminhos da beleza para o Outono/Inverno 2012/2013

07/12/2011

por | Cultura Pop

Ainda dentro da temática “caminhos do Outono/Inverno 2012/2013”, o FFW publica nesta semana o report do WGSN focado no universo da beleza. Dentro dos conceitos “Hipercultura”, “Neutralidade Radical” e “Eco-hedonismo”, antecipe o que virá com força total na próxima temporada:

Hipercultura

©Reprodução/WGSN

Inspirado por uma mistura fantástica de origens e influências, diferentes elementos culturais se unem em harmonia para criar uma estética vibrante e super-híbrida. A “colonização cultural” abre espaço para a “colaboração cultural”, misturando referências étnicas para formar uma nova revolução global.

Campanhas: estética global. O WGSN cita como referência a campanha da Estée Lauder com Constance Jablonski, Liu Wen e Joan Smalls, respectivamente as primeiras francesa, chinesa e porto-riquenha contratadas pela marca. O bureau cita também a campanha “Bobbi Brown Pretty Powerful”, lançada em fevereiro de 2010, que mostrava “mulheres de verdade” de várias idades e grupos étnicos.

Cabelo: o report do WGSN indica uma abordagem mais criativa ao hairstyling, com finalizações que criam texturas contrastantes. As tranças e rabos de cavalo devem seguir com força, mas serão atualizados – as tranças serão espalhadas pela cabeça em diferentes tamanhos, e os rabos de cavalo terão texturas variadas. O cabelo preso em meio rabo será particularmente popular entre os mais jovens, com experimentações com texturas e ondas. Para os homens, a tendência das texturas molhadas e secas, muito vista nas passarelas, continuará com força; o foco, porém, será no acabamento em múltiplas texturas, em vez de uma ou duas áreas contrastantes. Além disso, os homens de cabelo curtinho vão deixar os fios mais longos; os fios serão grossos e com volume, por isso produtos de styling, especialmente os em pasta, serão essenciais.

Coloração: a coloração tem aparecido de forma mais experimental, graças à influência de celebridades como Rihanna, Lady Gaga e Nicki Minaj. De acordo com o WGSN, o foco será nos tons avermelhados, tanto para as mulheres quanto para os homens, só que em tons mais discretos do que os que têm feito sucesso atualmente. O dip-dye hair vai abrir espaço para blocos de cor, e os consumidores vão deixar o “faça-você-mesmo” e voltar para os salões de beleza especializados. A cor bem gráfica estará em alta, com mechas bem definidas de loiro, castanho escuro e preto espalhadas como luzes, ou na parte inferior do cabelo, quase escondido. Cores intensas também serão concentradas no topo da cabeça, em uma atualização do cabelo ombre. Quem tem fios escuros também vai experimentar com a cor, contrastando raízes claras com comprimentos escuros, ou adicionando “fatias” de cor no meio do comprimento dos fios.

Referências capilares do WGSN ©Reprodução/WGSN

Lábios: para o Outono/Inverno 2012/2013, os produtos para os lábios serão criativos e funcionais. Foco nos aplicadores tipo caneta, stick e crayon, como os que já estão sendo fabricados pela Smashbox, Revlon, Clinique e Nars. O acabamento mais utilizado será o matte, em fórmulas quase pastosas — as cores matte tendem a deixar os lábios ressecados, então as fabricantes de produtos de beleza terão que criar fórmulas altamente pigmentadas e de longa duração, e que também possuam ingredientes hidratantes.

Olhos: o vermelho e dourado estarão em alta, com texturas opacas que dão um efeito impactante. A cor é espalhada por toda a pálpebra e pode se estender até as sobrancelhas para um visual futurista. Para acompanhar, lábios nude e pele fresca.

Unhas: o nail art cheio de decorações vai começar a desaparecer; adesivos, cores duocromáticas e efeitos craquelados darão espaço a cores sólidas em tons vibrantes. Quanto ao formato, ele será bem longo e com a ponta arredondada. De acordo com o WGSN, as unhas naturais vão parecer falsas por causa do formato, e as unhas artificiais serão as mais longas vistas há muito tempo.

Rosto: os produtos multifuncionais serão importantes porque os consumidores levam vidas agitadas. Pra reduzir a necessidade de várias aplicações, além de tempo e dinheiro, os produtos híbridos vão oferecer múltiplos benefícios – por exemplo, em bases com serums e propriedades anti-idade. Entre as marcas que já oferecem esse tipo de produto estão a Stila, MAC, Biotherm, La Prairie, By Terry e John Tsagaris. O BB Cream (“blemish balm cream”), creme multiuso muito popular em países como a Coreia do Sul e o Japão, vai ganhar força no Ocidente.

Neutralidade Radical

©Reprodução/WGSN

O foco é em um novo minimalismo. Mensagens de calma e discrição permitem que a pureza e a simplicidade ganhem destaque. O menos, definitivamente, é mais. As regras de gêneros são quebradas e a divisão masculino-feminino fica mais tênue.

Campanhas: a ideia de androginia teve um forte impacto em campanhas recentes de beleza. O WGSN cita como referências a coleção Primavera 2011 da Nars, com a modelo Iris Strubegger com o cabelo puxado para trás, vestindo uma camisa masculina com gravata; e a campanha do Magically Cool Liquid Powder da MAC, que, segundo o bureau de tendências, representa bem a mensagem de neutralidade de gêneros com seu efeito desbotado, neutro e simples.

Cabelo: o rabo de cavalo bem arrumado continua, e é atualizado com a altura na base do pescoço. O formato em cone, como usado recentemente em um desfile de Issey Miyake, é citado como referência pelo WGSN. Quanto ao corte, o cabelo bem curto e com cara de masculino será muito adotado pelas mulheres, com styling cheio de gel para manter os fios no lugar, como tem aparecido muito nas passarelas. O bureau aposta também nas franjas curtas, tanto para elas quanto para eles. Para os homens, a novidade é o comprimento bem longo dos fios, como na passarela de Jean Paul Gaultier, em que os modelos tinham cabelos compridos, ondulados e com divisão lateral. O WGSN prevê uma versão mais “usável” desse look, com o comprimento médio e ondas naturais.

Coloração: o preto virá como uma cor sólida, em cortes gráficos finalizados com produtos que dão um visual brilhante, quase plástico. Com o número crescente de modelos asiáticas nas campanhas e desfiles de moda, o WGSN prevê um novo desejo por fios escuros e brilhantes, aumentando a oferta de tons de preto nos salões especializados em coloração. Quem tem fios claros também vai experimentar com os castanhos escuros e pretos, e mesmo as cores vibrantes darão espaço a um visual mais natural. Quanto aos fios loiros, eles devem ganhar reflexos dourados e quase cor de rosa, que dão um efeito “dirty blond”.

Referências capilares do WGSN ©Reprodução/WGSN

Lábios: a simplicidade é fator central na Neutralidade Radical, e tem um enorme impacto nas embalagens de beleza. O foco será na eficiência e performance dos ingredientes, especialmente em cosméticos com cor, particularmente nos feitos para os lábios. O WGSN aposta nas seleções de tons nude, naturais, em texturas cremosas, e cita a coleção de batons da marca Tom Ford como referência dessa tendência.

Olhos: sobrancelhas marcantes. Ultimamente os produtos voltados para o fortalecimento dos cílios têm dominado o mercado, mas o WGSN prevê que o foco irá para as sobrancelhas fortes e gráficas, combinadas a um rosto e lábios nude. O bureau cita como referência o Eyebrow Renewing Serum da marca alemã M2Beauté, que promete promover o crescimento dos pelos das sobrancelhas.

Unhas: dentro da Neutralidade Radical, a tendência é de unhas simples, curtas, levemente quadradas e pintadas em cores neutras. O WGSN cita como referência a coleção Cashmere da Nails Inc, e o tom Naked da Deborah Lippmann.

Rosto: a estética será de pele com textura natural, em sua melhor forma possível; por isso, produtos que oferecem limpeza profunda serão chave. O Clarisonic Skincare System é citado como referência por prometer uma limpeza seis vezes mais eficiente do que a manual, diminuindo o tamanho dos poros, uniformizando a pele, reduzindo o aparecimento de linhas finas e potencializando a penetração de cremes e serums na pele. Quanto aos cosméticos, os primers serão importantes para garantir uma pele perfeita; o WGSN cita os produtos da Nars (Pore Refining Primer), Bobbi Brown (SPF15 Tinted Moisturiser), Alpha-H (linha Clear Skin) e Absolution (estes dois últimos, por seus produtos unissex) como referências dessa tendência.

Eco-hedonismo

©Reprodução/WGSN

O eco-hedonismo combina sustentabilidade com misticismo e hedonismo. O foco é na criação de um novo luxo paralelo à natureza por meio da mistura do orgânico, sintético e elementos de engenharia para criar híbridos contemporâneos.

Estética: “nature luxe”. Trata-se de uma mistura do orgânico+luxo, ou do orgânico+performance, com uma nova geração de produtos que devem capturar esses extremos e contradições. O design da passarela do desfile Inverno 2011 da Lanvin é citado como referência pelo WGSN devido à atmosfera sinistra e nebulosa que une natureza e ambiente de luxo. O bureau cita ainda o Floating Gardens Spa, espaço que deve ser finalizado ainda este ano no centro de Amsterdã, com um projeto sustentável que inclui um jardim vertical criado para ajudar na conversão de CO2 em oxigênio.

Cabelo: o WGSN aposta em cachos bem definidos conquistados com a ajuda de produtos de styling – o xampu seco dará espaço a produtos tipo sérum, usados com equipamentos elétricos como babyliss. Quanto aos penteados presos, o Outono/Inverno 2012/2013 trará uma grande variedade de coques em formas orgânicas, como os vistos na passarela de Antonio Marras. Os homens também devem experimentar com os cachos, ajeitando-os na frente da cabeça, quase como uma franja, e mantendo as laterais e a parte de trás mais curtas. Para os meninos de cabeço liso, a aposta é no penteado empurrado para a frente, em camadas curtas com textura seca e bastante movimento.

Coloração: o foco será nas cores inspiradas pela natureza; loiros terão menos destaque, abrindo espaço para os castanhos e os vermelhos escuros. As cores serão aplicadas em camadas para criar um efeito intenso, saudável e tri-dimensional, por isso os consumidores retornarão aos salões profissionais. Para quem não se separa dos fios loiros, a novidade é que os tons mais quentes estarão em alta, tanto para elas quanto para eles, em castanhos claros e tons quase de areia.

Referências capilares do WGSN ©Reprodução/WGSN

Lábios: as cores vibrantes ficarão mais escuras, fortes, altamente pigmentadas e em textura matte. O WGSN prevê também a expansão de linhas de maquiagem ecologicamente corretas e com ingredientes naturais, citando como referências a coleção Uruku da Aveda, produzida em colaboração com a tribo brasileira Yawanawa, e a coleção Pretty Amazing Lipcolor da Bare Minerals, enriquecida com minerais.

Olhos: os tons em alta serão os terrosos e esverdeados, incluindo cáquis, verde-limão e verde-oliva, usados em combinações de dois ou três enquanto o resto do rosto fica natural. O WGSN indica o uso do lápis verde para contornar os olhos como alternativa ao clássico delineador preto. Os tons de bronze, populares atualmente, devem continuar em alta, mas atualizados para um laranja avermelhado. O bureau destaca também a importância das sombras em pó com brilho metálico em substituição às texturas cremosas atualmente em alta no mercado.

Unhas: os novos esmaltes vão focar na inovação de ingredientes em vez de acabamentos, já que a tendência será a volta das cores sólidas. O WGSN destaca o esmalte Gold Leaf Nail Varnish da Rococo, feito com ouro 24 quilates, como exemplo do luxo associado a cores e acabamento naturais. O bureau destaca também o crescimento do mercado de esmaltes atóxicos, livres de substâncias químicas nocivas, e cita a marca Organic Pharmacy como referência da tendência.

Rosto: o WGSN aponta para o crescimento do segmento de produtos naturais altamente sofisticados, chamados de “naturais híbridos” por sua combinação de ingredientes naturais e tecnologias avançadas. O bureau cita as marcas Bare Minerals, Origins, La Mer e Ahava como referências da tendência.

WGSN: conheça os conceitos que guiarão o Outono/Inverno 2012

02/12/2011

por | Cultura Pop

“Um mundo, infinitas perspectivas” — esta é uma das provocadoras definições que abrem o report de macro-tendências Outono/Inverno 2012/2013 do WGSN. “Hipercultura”, “Neutralidade Radical” e “Eco-hedonismo” são os conceitos que devem guiar a próxima temporada, e cujos resumos você vê primeiro aqui:

Hipercultura

©Reprodução/WGSN

O cada vez mais importante design cross-cultural e as conversações sócio-econômicas criaram uma nova ordem visual. A web quebrou distâncias físicas e também acelerou a evolução cultural. Conexões globais de redes que ligam uma nova geração de artistas, designers e pensadores fazem uso de tradições antigas ao mesmo tempo em que transcendem seus limites para criar algo novo.

Amizades modernas: a internet e a mudança do poder econômico pelo mundo possibilitaram novas amizades e um novo entendimento cultural. A globalização muda de uma força às vezes negativa para uma que promove a troca positiva de habilidades, ideias e culturas. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o projeto “Made In…” de Miuccia Prada, que envolve coleções de luxo do mundo todo – do Japão à Escócia, da Índia ao Peru. Produzido em workshops tradicionais, os itens exemplificam as habilidades de cada lugar. A ideia subverte a concepção comum do “made in China” ou “made in Italy” como identificadores instantâneos de produção em massa ou luxo. A Prada olha para as origens de uma roupa como um statement que destaca as habilidades especializadas dentro daquele país.

História 360: novos canais de acessibilidade tornam possível redesenhar a história global para incluir perspectivas múltiplas. Uma das referências indicadas pelo WGSN é uma reportagem publicada em agosto de 2010 na edição de aniversário de cinco anos da “Vogue” China, intitulada “100 Years of Chinese Women”. Ao lado da linha do tempo principal, ela tinha uma segunda linha do tempo que mapeava os acontecimentos culturais ocidentais correspondentes da época. As perspectivas múltiplas da reportagem mostram um olhar mais amplo do que é entendido como história tradicional por inserir paralelos e desenvolvimentos em outras culturas.

Herança global: a herança do futuro está sendo criada agora e será uma não-tradicional mistura super-híbrida de influências. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o Die Antwoord, descrito como um “grupo rave hip-hop futurista” da África do Sul. Suas músicas e videoclipes absurdos misturam mitologia africana local com hip-hop americano com o kung-fu asiático com elementos do estilo trashy Euro-Afrikaan. +dieantwoord.com

Opostos se atraem: a possibilidade de criar uma nova estética cultural misturando-se marcas, estilos, valores e ícones que incorporem suas origens culturais. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o coletivo de design We Make Carpets, que na feira Dutch Design Week 2010 apresentou um tapete turco tradicional construído com resíduos plásticos europeus de cuteleria made in China. +wemakecarpets.wordpress.com

Neutralidade Radical

©Reprodução/WGSN

Subjacente a essa tendência está um chacoalhão em alguns dos mais fundamentais entendimentos humanos. O gênero se torna mais aberto a traduções à medida em que os estilos de vida e sexualidades múltiplas se tornam mais comuns. O individualismo se infiltra no genérico e a uniformidade é usada como um inesperado veículo de statements complexos.

O terceiro gênero: as restrições impostas pelo gênero relaxam e permitem mais escolhas quanto ao que vestimos e como interagimos. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o trabalho da fotógrafa e DJ Sincerely Hana; seu projeto Switcheroo é uma série de imagens que envolve casais convencidos a trocar de looks entre si, das roupas ao estilo do cabelo. Os casais então são fotografados duas vezes exatamente no mesmo lugar, criando uma composição quase idêntica. +sincerelyhana.com

Protesto silencioso: esta é uma nova forma de ativismo inteligente que opera de uma forma não-violenta e sob a bandeira da neutralidade. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a situação referente à linha de trem que deve ligar Hong Kong a Shenzhen, na China — o projeto tem a resistência de ativistas e de moradores de uma vila que teve de ser evacuada para as obras. Um grupo de jovens estudantes, então, iniciou um inesperado método de protesto: todo fim de semana, eles se mudam para a vila e silenciosamente trabalham nas terras em um statement de preservação daquele modo de vida.

Ausência: pode ser mais radical remover o ponto focal de uma cena e mudar a relevância da imagem para comunicar uma nova mensagem. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a câmera Buttons, que não tem lentes – quando você aperta o botão, a câmera memoriza o horário exato e procura na internet por outras fotos que tenham sido tiradas naquele mesmo momento. Essencialmente, é uma câmera que tira as fotos dos outros. A ideia é promover uma identidade global e resistir à tentação de adicionar cada vez mais imagens à internet fornecendo aos seus usuários uma fotografia que já existe. +blinksandbuttons.net

Falsa uniformidade: enquanto a superfície aparenta ser única ou repetitiva, sob a maquiagem há uma diversidade de texturas e culturas. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a série “Between Red” do artista Sea-Hyun Lee. À primeira vista, são simples imagens monocromáticas de paisagens, mas olhando bem, percebe-se que são misturas de montanhas da Coreia do Norte e Coreia do Sul, combinadas a navios de guerra e cenas de bombas atômicas – dualidade que cria um elemento de tensão sob a aparência de beleza.

Eco-hedonismo

©Reprodução/WGSN

Os novos tipos de produtos e serviços que capturam os extremos e as contradições que regem a temporada.

Pós natureza: a sofisticada fisiologia da vida vegetal é celebrada e impulsionada para novos territórios que incluem o sintético, o produzido pelo homem e a engenharia. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o trabalho da fotógrafa Jacqueline Di Milia, que mistura homem, natureza e um senso do sublime por meio de múltiplas sobreposições e exposições fotográficas. +jacquelinedimilia.com

Forrageamento: o que antes era uma técnica de sobrevivência é agora uma maneira luxuosa de comer e uma aventureira experiência de compras. Uma das referências indicadas pelo WGSN é a estratégia de marketing da marca de cosméticos Aēsop, que passou a disponibilizar frascos de testes na parede externa de suas lojas, convidando os passantes a experimentar o produto antes de entrar — uma espécie de forrageamento urbano.

Enigma: a estética do “quase” engloba música, arte mística, interiores fantasmagóricos e fotografia espectral. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o artista Terence Koh, associado ao novo movimento artístico gótico, e que começou a trabalhar com o projeto coletivo Gagakoh! com Lady Gaga in 2010. Seus trabalhos incluem escultura, performance e livros que se referem a rituais e cultos antigos. Além do seu trabalho artístico, o visual de Koh é marcante: ele mistura Balenciaga, Gareth Pugh e Margiela para criar um look de “xamã contemporâneo”, como o WGSN definiu.

Luxo invertido: o subterrâneo se torna o novo território do luxo em contraste com as coberturas de arranha-céus do passado. Uma das referências indicadas pelo WGSN é o projeto de uma casa subterrânea fruto da colaboração entre os escritórios de arquitetura SEARCH e Christian Müller. Ela fica na Suíça, no vilarejo de Vals, inserida em uma montanha. +christian-muller.com

Aprenda a usar: stylist ensina como inserir tecidos metalizados no look

30/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

©Reprodução

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras ainda demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora para desaparecer.

Você vai ver aqui algumas das principais direções de moda, com dicas de quem entende do assunto. E o assunto da vez são os tecidos metalizados, que agora saem pra brilhar também de dia, como aposta o stylist Thiago Ferraz.

Também já mostramos formas de usar a calça curta, como misturar estamparia tropical nos looks e sobre como injetar o laranja no dia a dia, uma das cores mais fortes para o Verão 2012.

METALIZADOS

“O metalizado apareceu com força tanto aqui quanto nos desfiles internacionais porque existe um desejo pelo futuro na moda. Essa era digital, rápida, tem tudo a ver com metal.

O bacana agora é que o metalizado, os brilhos tecnológicos, enfim, saem da noite e entram como parte do dia a dia tanto nos acessórios quanto nas roupas.

Gosto do metalizado quando em cortes mais neutros, simples, quase minimalista. Fica mais contemporâneo, sem o ranço da peça da noite, e parte pra um ar mais futurista, claro sem cara de Barbarella. O metalizado nas tramas mais rústicas também são uma ótima, e nova, opção.

Opte por tecidos mais frescos, confortáveis, que “respirem” nesse verão. Misturar com t-shirts, alfaiataria, ou jeans pode ser um bom caminho para ficar com um visual mais cool. Ou opte pelas peças de metal com design clássico, como blazers estruturados, misturando com pecas neutras e básicas. Pode render looks bem interessantes”.

Para não ficar caricatural, o stylist indica:

“Nao abusar no look total metalizado, e achar uma peça que fique bacana no seu corpo e o valorize, porque o metalizado pode acentuar volumes indesejados”.

Thiago Ferraz, stylist

metalizados_01
Desfile André Lima, clique de street style e Balmain

Especialista ensina a usar o laranja, a cor do verão

17/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

©Reprodução

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras aindam demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora para desaparecer. Agora – e nas próximas semanas – você vai ver no FFW algumas das principais direções de moda, com dicas de quem entende do assunto. O laranja é a cor do momento e também o assunto por aqui.

Já falamos sobre a calça curta, e você pode ver clicando aqui.

LARANJA

“Laranja é uma cor solar, de fogo e por isso vira e mexe reaparece no verão. Eu gosto quando aparece junto com tons de pele e de terra ou então laranja total, embora as grifes e revistas estejam apostando nessa cor dentro da tendência do color blocking (que também pode ficar bonito).

Eu acho ótimo ficar caricatural: arrume um fundo laranja, bote o look laranja total, peruca Florence and the Machine, segure um copo de suco de tangerina, fotografe e poste no Instagram.”

Vivian Whiteman, editora de moda da “Folha de S. Paulo”

Miroslava Duma e Giovanna Battaglia
Miroslava Duma e Giovanna Battaglia

Aprenda a usar: especialista dá dicas de como vestir as calças estilo “cropped”

07/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

Emmanuelle Alt e uma das maneiras de se usar as calças curtas ©Reprodução Sartorialist

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras aindam demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora de desaparecer. Confira agora – e nas próximas semanas – algumas das principais direções da moda, com dicas de quem entende do assunto. A primeira escolha é a calça Capri, que tem a barra mais curta e é mais sequinha, remetendo ao estilo dos anos 50.

CALÇAS CURTAS

“São todas muito lindas. Zero caricatura. Chique de doer. Acho bem interessante, particularmente, para encarnar esse mood 50´s, meio “Grease”, que invadiu a moda. Para mim, é o período que mais deixou as mulheres bonitas na história.

Eu jamais usaria com top muito comprido (no máximo uma túnica com barra na altura do ossinho dos quadris), porque a calça cropped já corta a silhueta. Um top longo fatiaria ainda mais a figura. As calças mais sequinhas, eu amo com camisa também sequinha, com nó no umbigo e mules. Fica com um ar meio pin-up, sexy e fresh”.

Mônica Salgado, Redatora-Chefe da “Vogue” Brasil

Especial Verão 2012: os sapatos e bolsas que você ainda vai querer

26/07/2011

por | Moda

abre©FFW

Continuando a nossa série de reportagens sobre as novidades que a moda brasileira preparou para o Verão 2012, esta semana o FFW fala sobre sapatos e bolsas — as cores, os saltos, os formatos e os tamanhos que devem fazer a cabeça dos consumidores na próxima estação.

Depois de várias temporadas seguidas trazendo sapatos pesados e fechados, muitas vezes apontando para um modelo abotinado, o Verão 2012 retoma os calçados mais típicos do calor, com muito pé à mostra.

“Acho que as sandálias estão com mais cara de sandálias de verão. Explico: há algumas estações elas vinham muito pesadas, quase invernais, cobrindo bastante os pés ou abotinadas. Até o oxford, mais apropriado para o inverno, chegou a aparecer com força em alguns verões. Agora é a vez da sandália como sempre conhecemos, com tiras e pés à mostra, seja o salto pesado ou não”, aposta Susana Barbosa, editora de moda da “Elle”.

ellus-pedrolourencoEllus e Pedro Lourenço ©Fotosite/FFW

animale-amapo-cavaleraAnimale, Amapô e Cavalera ©Fotosite/FFW

Os saltos da próxima estação aparecem mais grossos e confortáveis. Para a equipe do WGSN Brasil, o verão abre espaço para as plataformas e as cores fortes nos acessórios.

Para a editora de moda Susana Barbosa, a aposta é parecida. “Acho que o que mais teve de diferente desta vez é que as sandálias com aquela plataforma meia pata, pesada, perderam espaço para as com plataformas retas ou anabelas, muitas vezes recobertas de tecidos estampados ou materias rústicos. Em contrapartida vimos também um retorno das sandálias mais delicadas, de tirinhas, sem plataforma alguma. Ainda é um retorno tímido, mas daqui a algumas estações, certamente elas vão pegar.”

andrea-marques-new-orderAndrea Marques e New Order ©Fotosite/FFWsalinas-tritonSalinas e Triton ©Fotosite/FFWauslander-secondfloorAusländer e 2nd Floor ©Fotosite/FFWnicakessler-acquastudioNica Kessler e Acquastudio ©Fotosite/FFWneworder-alessaNew Order e Alessa ©Fotosite/FFW

E lembra que falamos dos creeper shoes? Aqueles sapatos com uma espécie de plataforma reta para os meninos também apareceram em alguns desfiles aqui no Brasil.

british-ellusBritish Colony e Ellus ©Fotosite/FFW

Bolsas pequenas e na mão

As máxi-bolsas, prontas para carregar o que as mulheres precisavam o dia inteiro, parecem ter sumido de vez. Nas passarelas do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Week de Verão 2012, as bolsas apareceram em várias cores e formatos, mas quase sempre pequenas e — alô Prada! — seguradas na mão.

colcci-teca-aguaColcci, Têca e Água de Coco ©Fotosite/FFWaquastudio-reinaldoAcquastudio e Reinaldo Lourenço ©Fotosite/FFW

“As bolsas aparecem mais coloridas, mas continuam em vários formatos, deste a clutch até as tote bags (bolsas maiores, com jeito de sacola)”, observa Susana Barbosa.

adrianadegreas-neworder-ellusAdriana Degreas, New Order e Ellus ©Fotosite/FFW

+ Especial Verão 2012: os temas da moda da estação

+ Especial Verão 2012: os caminhos da moda praia brasileira

Próximo capítulo: jeanswear

Especial Verão 2012: conheça os caminhos da moda praia brasileira

19/07/2011

por | Moda

abre-caminhos-da-moda-praia-verão-2012-spfw-fashion-rio©Fotosite/FFW

Dando continuidade à nossa série de reportagens que abordam as novidades do Verão 2012 da moda brasileira, esta semana o FFW fala sobre os caminhos que o SPFW e o Fashion Rio revelaram para a temática, materiais, tecidos, cores e formas da moda praia — afinal, estamos falando de Brasil e da temporada mais importante para a indústria nacional de vestuário. O mercado interno brasileiro é o primeiro no consumo de beachwear no mundo, produzindo US$ 1,5 bilhão por ano em produtos do segmento, segundo dados de maio/2011 da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Um número bastante significativo quando considerado o contexto do mercado internacional de moda praia e verão, que movimenta cerca de U$ 12 bilhões por ano, segundo o Global Market Review of Swimwear and Beachwear.

As coleções desfiladas na temporada Verão 2012 do SPFW e Fashion Rio validam a principal tendência do mercado detectada pelo mesmo relatório de maio/2011 da ABIT: o investimento crescente na pesquisa e desenvolvimento de tecidos com valor agregado. Materiais “tecnológicos, com itens antibactericidas, anticelulites, tecidos que secam mais rápido, tecidos com proteção UVA / UVB, os que permitem bronzeamento, ou até mesmo os que mudam de cor dependendo do posicionamento da luz”, como descritos no relatório, são elementos em comum entre as novidades das grifes de moda praia, independentemente do quão diversificados sejam os públicos-alvo, as estampas e as modelagens das coleções.

Veja abaixo os principais pontos traçados pela moda praia brasileira para o Verão 2012:

Nem só de lycra se faz uma moda praia

Tecidos tecnológicos e com novos tipos de acabamento – como o “gelatina”, apresentado na coleção da Água de Coco  ou os que imitam textura de couro de jacaré e cobra – foram destaque da temporada Verão 2012. Materiais inusitados, como paetês, plumas e canutilhos se uniram ao tricô, o crochê e o jeans para mostrar que nem só de lycra vive a moda praia.

1-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Lenny, Água de Coco e Triya ©Fotosite/FFW

2-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Adriana Degreas, Triya, Salinas ©Fotosite/FFW

Estampas pra que te quero

As estampas de motivo tropical dominaram a temporada: coqueiros, folhagens, borboletas, araras e cenários paradisíacos foram incorporados às coleções tanto em estampas digitais, como no caso da Lenny, quanto nas feitas à mão, como na Movimento. Entre as grifes que fugiram dessa temática, destaque para o trabalho de estamparia  da Triya.

3-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Lenny, Blue Man e Adriana Degreas ©Fotosite/FFW

4-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Salinas, Movimento e Água de Coco ©Fotosite/FFW

caminhos-da-moda-praia-verão-2012Água de Coco, Blue Man e Triya ©Fotosite/FFW

Pintando o sete

Mesmo além das estampas tropicais, o verde e o azul sobressairam na temporada Verão 2012 e, acompanhados do laranja, foram eleitos os principais tons da estação. Variações de cobre e dourado também marcaram presença, tanto nos tecidos dos maiôs e biquínis quanto nos aviamentos e acessórios.

5-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Adriana Degreas, Lenny, Movimento e Água de Coco ©Fotosite/FFW

6-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Água de Coco, Salinas e Lenny ©Fotosite/FFW

7-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Blue Man, Lenny, Movimento e Salinas ©Fotosite/FFW

8-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Cia Marítima, Adriana Degreas e Água de Coco ©Fotosite/FFW

Sofisticação retrô

Os clássicos biquínis triângulo e de lacinho apareceram, é claro, mas a modelagem que merece destaque aqui é a retrô. Comportada e de cintura alta que chega a cobrir o umbigo, o modelo tenta conquistar as brasileiras com cortes que valorizam a silhueta e com misturas de tecidos. As saídas de praia também entram no clima de sofisticação com muitas ofertas de peças longas e esvoaçantes, como os kaftans da Adriana Degreas.

11-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Herchcovitch, Triya, Adriana Degreas e Movimento ©Fotosite/FFW

12-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Adriana Degreas, Neon e Água de Coco ©Fotosite/FFW

13-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Lenny, Água de Coco, Neon e Adriana Degreas ©Fotosite/FFW

Corte-e-recorte

Os  maiôs tipo engana-mamãe são peças estratégicas do jogo de mostra-ou-esconde que é a graça da moda praia. Nesta temporada, porém, notou-se uma experimentação maior com as técnicas de corte, o que resultou em decotes geométricos e vazados inesperados em outras peças do guarda-roupa, como biquínis, maiôs de peça inteira e até algumas saídas de praia, como no caso da Lenny.

9-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Lenny, Triya e Lenny ©Fotosite/FFW

10-caminhos-da-moda-praia-verão-2012Cia Marítima, Adriana Degreas e Água de Coco ©Fotosite/FFW

+ Veja aqui a primeira reportagem do Especial Verão 2012: os temas da moda da estação

Próximo capítulo: sapatos e bolsas

Diretora do Stylesight fala sobre inovação, Brasil e os rumos do Verão 2012

30/05/2011

por | Moda

capa-tendencias-stylesightO que vem por aí? Diretora de tendências do Stylesight responde ©Guy Bourdin

Na manhã de segunda-feira, 30 de maio, o Rio-à-Porter deu início a seu ciclo de palestras, com a “Inovação para o Design”, do site de tendências Stylesight. A convidade era ninguém menos que Jamie Thomas, diretora de tendências do site, que veio ao Brasil pela segunda vez, e se mostrou entusiasmada pelo evento, especialmente pela junção de Fashion Rio + Rio-à-porter.

Jamie contou que o Stylesight surgiu porque Frank Bober, o criador do site, designer e fabricante, sentia muita falta de um instrumento que agregasse análise de tendências e comportamento, e guiasse o produtor. Seguindo a máxima de “quer uma coisa bem-feita, faça você mesmo”, Frank foi e fez, criando o Stylesight em 2003.

Ela também deixou claro que é necessário que se trabalhe de maneira conjunta a tecnologia e o design, e só assim as empresas conseguem inovar. “Hoje todo mundo é crítico de moda. Além dos editores, também temos os blogueiros e os vloggers, e qualquer pessoa, quando vai a algum lugar ou vê alguma coisa, coloca em seu perfil ou em uma rede social o que achou daquilo, se gostou ou não. As marcas precisam estar atentas a isso!”, comentou Jamie.

Mas o que todo mundo queria mesmo saber era: quais serão as “macro-tendências” para o verão 2012 (sim, lá no futuro)? Jamie deu a resposta: Analogue, Soul, Manifesto e Rebels.

Analogue: Linhas simples e clean, com paleta de cores com bastante azul Klein, verde musgo e o laranja da Hermès (“que é muito chique!” acrescentou Jamie). Produtos que pareçam naturais e tangíveis aos consumidores, e a busca pelo essencial.

rodartePeças da Rodarte, citadas por Jamie como referência da macro-tendências Soul ©Reprodução

Soul: Uma mistura de África, com artesanato e uma ideia bastante forte de “feito com as próprias mãos”, como tricô. “Sim, queremos tecnologia, mas é legal ter algo para tocar e sentir, que só o artesanal proporciona”, explicou Jamie. As cores que guiam a macro-tendência são cáqui e verde oliva, com uma explosão safira, turquesa, amarelo, que são cores que remetem à tribos africanas. “Aqui o que vale é usar diferentes combinações e ser diferente”, disse a diretora.

Manifesto: É a tendência que trás os anos 70, Yves Saint-Laurent, Guy Bourdin e o Studio 54. A paleta de cores é bastante feminina, com cores fortes, e muito preto e dourado nos acessórios. Aqui, o sexy e o feminino são protagonistas, e a silhueta da mulher é trabalhada de várias formas.

guy©Guy Bourdin

Rebeldes: Aqui os rebeldes são um pouco diferentes do que se imagina. No caso, as imagens são Lady Gaga, Katy Perry e Nicki Minaj, que “rejeitam a sociedade”. O artista Scott Campbell, que fez intervenções nas notas de dólares, com imagens de caveiras, também influencia esse movimento. Na paleta de cores, predominam os tons metálicos. “É o gótico e o dramático, mas sem ser assustador”, explicou Jamie.

Na ocasião também foi lançado o Prêmio Stylesight / Rio-à-Porter, que recompensa os cinco melhores expositores do evento, levando em conta Visual Merchandising, Ativação de Marca, Coleção, Plano de Negócios e Experiência do Visitante. O júri é formado por Jorge Grimberg, diretor de Marketing do Stylesight, Camila Toledo, diretora de tendências do Stylesight BR, e Jamie Thomas. Os prêmios são generosos: o primeiro colocado ganha uma viagem para Nova York com acompanhante e uma visita ao escritório do portal de tendências na cidade e seis meses de assinatura do site, e os quatro demais também ganham assinatura. Além dos “Top 5 Expositores”, também haverá menção honrosa para Nova Marca, Inovação e Pólo de Moda.

jamie-thomasJamie Thomas, diretora de tendências do Stylesight ©Divulgação

O FFW conversou com Jamie Thomas para entender como o Brasil se posiciona no “negócio de tendências”; confira:

Qual a importância dos países emergentes, especialmente o Brasil, nesse processo de inovação no design?

É importante porque quando você cria tendências, você pensa global, e é importante ver o que está acontecendo aqui. Pensamos como isso nos influencia, e como se comunicam, e em toda a sua cultura. Tudo isso influencia muito no processo de inovação global.

Por que vir ao Brasil neste momento?

Achei uma ideia fantástica juntar Fashion Rio e Rio-a-Porter. Você refresca a mente, pois vê o desfile e depois vê no show-room o produto final. É bom para a criatividade, é bom para fazer dinheiro. O que é ótimo, porque é necessário movimentar a economia.

Por que criar o prêmio? Por que ele é importante para a moda brasileira?

É um instinto natural ser competitivo e querer ser o melhor. Como Alexander McQueen, que sempre queria superar seu último desfile. Portanto quando se cria um prêmio como esse, o instinto natural de vencer faz com que haja inovação, que se criem novas tecnologias, sempre melhores que as últimas.

E quais são as dicas para uma marca funcionar no mercado?

Tudo tem que ter continuidade com a identidade da marca. O logo tem que conversar com a papelaria, que conversa com o consumidor e o universo da marca. E embora as estações mudem, e as coleções tenham outros temas, a identidade da marca tem que estar presente. Os novos designers, por exemplo, muitas vezes não fazem isso, e criam coleções seguidas que não tem nada a ver uma com a outra, e isso deixa o consumidor confuso.

No Brasil, moda é especialmente influenciada pela televisão. Vocês levam isso em consideração?

Sim! Porque levamos em conta cultura, celebridades, etc, para interpretar o que as garotas estão usando. E o que aparece na televisão vai para a rua, e a moda de rua é muito importante para saber o que está acontecendo. O que mais importa é a cultura!

Negócio da previsão de tendências cresce e Brasil ganha destaque

11/05/2011

por | Moda

tendencias-montagemDescobrir tendências é tendência ©Reprodução

Em uma era na qual as mídias sociais ganham cada vez mais força e as pessoas – e empresas – estão hiperconectadas, a previsão de tendências tem se tornado um negócio muito importante. Além disso, esse poder de prever o que vai ser o interesse do consumidor antes mesmo dele saber disso está virando um negócio grande e altamente competitivo.

A avaliação inicial foi da editora de mídia digital do jornal britânico The Telegraph, Emma Barnett, e confirmada por caçadores de tendências que atuam no Brasil. A diretora do WGSN para a América Latina Andrea Bisker explica que prever tendências é “entender onde estamos e para onde vamos, isso é um exercício diário e contínuo”.

De acordo com Andrea, as empresas precisam a cada dia tomar decisões mais assertivas “e com a quantidade de informações disponíveis no mercado, a pesquisa e a antecipação de tendências é fundamental”, defende.

O WGSN foi o precursor na onda dos bureaux de tendências e surgiu em 1997, iniciado pelos irmãos britânicos Julian e Marc Worth. A dupla inglesa foi esperta, levou logo o serviço para a internet e com as atualizações diárias começou a cobrar assinaturas anuais que não saíam por menos de 16 mil libras. O negócio deu tão certo que, em 2005, a criação dos irmãos Worth despertou o interesse da Emap, empresa multiplataforma que atua com negócios em várias áreas, de moda a saúde. A transação rendeu 140 milhões de libras aos criadores do WGSN.

Em 2003, um novo contador de tendências apareceu no mercado, desta vez, com sede em Nova York. O Stylesight também tem sede aqui no Brasil e Camila Toledo, diretora de tendências do portal por essas bandas, também acredita que trabalhar com previsões é imprescindível. “O mercado está cada vez mais exigente, perdas e riscos devem ser minimizados ao extremo, e as previsões de tendências são cada vez mais importantes. Não só o mercado da moda, mas agências de publicidade e empresas de tecnologia já entendem a importância de olhar mais pra frente”, avalia.

Aqui no Brasil, a BOX1824 é outra empresa que faz o serviço de mostrar o que vai pegar logo, logo. A BOX1824 nasceu há sete anos, “pela necessidade de um olhar fresco e jovem pelo mercado. E com um gostinho especial pelo futuro”, conta Lucas Liedke, diretor da área de tendências da agência.

Na opinião de Lucas, o mercado da previsão de tendências se desenvolveu rapidamente nos últimos anos, e vem se abrindo cada vez mais, para novas finalidades e metodologias de pesquisas.

cacadores-tendenciasCamila Toledo, Lucas Liedke e Andrea Bisker contam que a previsão de tendências cresce no Brasil ©Divulgação

O negócio das tendências no Brasil

Para Lucas, no Brasil, a questão das tendências ainda é muito ligada à moda. “Os significados caminham juntos de um jeito forte, o que é ótimo, mas podemos ir além. É preocupante quando se cai em um discurso com muito deslumbre e pouca análise. No entanto, as coisas estão evoluindo e o mercado como um todo está ficando mais maduro para discutir e problematizar essa questão”, acredita.

Segundo o diretor de tendências da BOX1824, a diferença hoje entre uma marca puramente brasileira e uma puramente global é muito sutil. “É preciso cada vez mais entrar em sintonia com o que acontece lá fora e destrinchar o que acontece de mais bacana aqui dentro. As pessoas estão cada vez mais informadas e exigentes e esperam que o mercado se atualize com rapidez”, diz ele.

Andrea Bisker, do WGSN, acredita que o Brasil está cada vez mais nos holofotes, sendo o “país da vez”. “É necessário que se entenda o brasileiro, os costumes e hábitos. Todos os olhos estão voltados para cá e cada vez mais nosso país tem sido motivo de estudo para nosso escritório lá fora, com cada vez mais conteúdo sendo gerado aqui”, define Andrea.

Para Camila Toledo, do Stylesight, o Brasil é uma potência bem maior que a América Latina e é também mais desenvolvido em termos de moda. “A absorção de novas tendências ainda é mais rápida por aqui. O Brasil é um lançador de tendência em jeans, biquínis, estamparia… Nós geramos mais volume em tendências que outros países da América Latina”, comenta.

A previsão de tendências tem se tornado um grande negócio, que mistura ferramentas editoriais com tecnologia. Mas na análise da editora Emma Barnett, do The Telegraph, a batalha está traçada e o vencedor será o serviço de previsões que conseguir manter a inovação com desenvolvimento de tecnologia e oferecer informações e ferramentas indispensáveis aos seus clientes.

Por aqui, marcas como Volkswagen, Fiat, Unilever, C&A, Renner, Marisa, Farm, Animale, Le Lis Blanc, Cris Barros, Grendene, Converse, Reserva, entre outras já apostam em serviços como os prestados pelo WGSN, Stylesight e BOX1824. Por enquanto, todas parecem ter espaço para fazer suas próprias previsões.

#FashionRio aponta os primeiros caminhos do inverno 2011: confira!

18/01/2011

por | Moda

balanco©Romeuuu

E a primeira etapa da temporada de moda brasileira já foi. Agora, enquanto aquecemos para o SPFW (de 28 de janeiro a 2 de fevereiro), vamos mostrar as primeiras direções que se apresentaram no Fashion Rio e que devem marcar o Inverno 2011 no Brasil.

british colonyBritish Colony ©Agência Fotosite

Verão no inverno: O clima esquentou e essa temporada tem sido marcada não só por cores fortes como também por um estilo descontraído, gostoso e confortável. Roupas amplas, em tecidos leves, muitas regatas e pernas de fora. Algumas marcas cuidaram de lembrar que estávamos mostrando uma temporada de inverno!

vestidosAndrea Marques e Cantão ©Agência Fotosite

Vestidos: Uma das peças chave do guarda-roupa feminino e também deste inverno. E que bom que tem para todos os gostos: desde em modelagens secas e corretas, com a cintura marcada e comprimento logo acima dos joelhos, passando por vestidões amplos e longos, daqueles bem folgados, aos curtíssimos e joviais

saiaoBritish Colony e Maria Bonita Extra ©Agência Fotosite

Saiões: É o retorno das saias longas, beirando os pés, em clima 70s. Mesmo quando aparecem em tecidos mais nobres, como a seda, elas mantém a atmosfera de conforto. É uma das peças mais relax e gostosas da estação

brilhosAlessa e Patachou ©Agência Fotosite

Brilhos: Mulher brasileira adora um brilhinho e as marcas atendem! Muitos paetês e brilhos apareceram como detalhes ou cobrindo uma peça inteira, como um vestido ou uma saia longa. O paetê foi o que mais se destacou, mas os pontos de luz também vem de outras texturas, como os bordados com cristais coloridos

neutros-e-vibrantesPrinting e Walter Rodrigues ©Agência Fotosite

Escuros e neutros X Vibrantes: Desta vez a estação está bastante aquecida por cores fortes e vibrantes, como o amarelo, o pink, o laranja e o verde. Os cinzas aparecem em várias tonalidades e texturas, e os neutros, como rosa pálido, off-white e nude, respondem pelo lado mais delicado da temporada e rendem ótimos looks e combinações práticas. O preto, como em todo inverno, tem seu lugar garantido

transparênciaLucas Nascimento e Giulia Borges ©Agência Fotosite

Transparências: A sensualidade é velada por tecidos leves ou rendas que deixam transparecer a pele. Saias, camisas, tops ou vestidos inteiros transparentes apareceram em 10 de cada 10 coleções.

fendas-e-recortesEspaço Fashion e Filhas de Gaia ©Agência Fotosite

Fendas e recortes: Para um inverno cool como o brasileiro, muitas saias longas com aberturas perigosas nas pernas; recortes estratégicos nos ombros ou nas costas também revelam a pele sem vulgaridade.

calçasPatachou e Ausländer ©Agência Fotosite

Calças: Aparecem nas versões cenoura, normalmente mais clássicas, com tecidos de alfaiataria, ou mais relax com a barra dobrada, e skinny, modelo que, entra moda, sai moda, não sai da moda.

MB Extra - sobreposiçaoMaria Bonita Extra ©Agência Fotosite

Sobreposições: As marcas trabalharam bastante sobrepondo peças umas nas outras. É uma forma prática de mudar a cara de uma roupa, com dezenas de propostas de combinação e mistura de cores e materiais.

força-e-delicadezLucas Nascimento e Têca ©Agência Fotosite

Delicadeza X Força: As estéticas do ballet e da lingerie foram revisitadas e daí surgiram coleções suaves e mais femininas. Mas as mulheres também aparecem fortes, escondidas por casulos, armaduras ou por um design mais frio, urbano e minimalista.

Nômades de passagem pela moda: a tendência do “mais é mais”

09/11/2010

por | Moda

bregje-heinen4Imagem de editorial da revista “Flair” de novembro 2010 ©Reprodução

Quem nunca passou pelo dilema de ter que escolher entre uma peça ou outra na hora de sair de casa? Eis que as passarelas (sobretudo as gringas) sugerem uma solução bem simples: use tudo ao mesmo tempo! Algo como um “nômade pós-moderno” que precisa carregar no corpo tudo aquilo que possui. Seu look, seus pertences, sua(s) identidade(s), sua(s) personalidade(s).

Tudo começou de forma tímida lá no verão 2010, quando o tribalismo e outros elementos de diversas etnias surgiram como uma das principais vontades da temporada. Na estação seguinte, o inverno 2010, todo esse clima étnico ganhou extrema força com sobreposições, quase acúmulos de heranças e tradições passadas ao longo do tempo. Ciganos nômades modernos, como os de Jean Paul Gaultier com seus turbantes, estampas primitivas e equipamentos de alpinismo. Ou então como em Vivienne Westwood com seu recorrente gosto pela história propondo um delicioso clash de estampas retros de borboletas e flores, bem como um papel de parede embolorado.

A lista de estilistas que aderiram ao movimento é ainda maior: Tao Kurihara com seu patchwork de tecidos típicos de China e Índia; Kenzo com sobreposições “infinitas” de tonalidades neutras, Missoni com seus tricôs tribais, Rodarte com seus florais apocalípticos e até mesmo a tradicionalíssima Chanel com suas (falsas) peles.

nomadesImagens de editorial da “Vogue” alemã de novembro de 2010 ©Reprodução

Isso foi um prato cheio para stylists e editores de moda que desdobraram a vontade em diversas interpretações nas edições de outubro e novembro das principais publicações de moda do mundo.

Em termos práticos, estamos falando de um mix de possibilidades fundindo alfaiataria com referências safári, com peças leves de sportswear contrapostas à outras pesadas do outerwear, mais o incansável jogo do artesanal versus o tecnológico. Passado, futuro e presente num look só. Tecnologia e tradição conjugadas numa mesma mensagem de forma totalmente livre e despretensiosa.

E não precisa nem ser necessariamente étnico. Daniel Ueda, stylist e colaborador super querido do FFW, mostrou algo similiar, conjugando elementos da cultura de rua e do surfe com uma parafernália imagética pop em nosso mais novo FFW Shooting.

Essa ideia nômade, na verdade, esconde um desejo escapista, uma fuga da realidade. Também pode sugerir uma super sobreposição de elementos, um mosaico de referências com as quais nossas personalidades e identidades são compostas e alteradas a todo segundo, sobretudo numa época onde a maior parte das informações têm a vida útil limitada aos 140 caracteres.

Dê uma chance ao batom vermelho (menos vibrante e mais fechado)

13/08/2010

por | Beleza

Quando se pensa em batom, o vermelho vivo é provavelmente o primeiro tom que vem à cabeça. Mas a capa da primeira edição da “W” sob comando de Steffano Tonchi (setembro de 2010) estampa um vermelho diferente e mais fechado, parecido com aquele do desfile de alta-costura inverno 2010 da Chanel que ganhou o coração de muitos fashionistas.

Chanel_AltaCostura_Inverno2010-1O batom Rouge Coco Rivoli no desfile de alta-costura inverno 2010 da Chanel na boca de Karlie Kloss ©firstVIEW

O tom também aparece nas novas campanhas de Donna Karan, ck Calvin Klein e Givenchy, além de ter adeptas famosas como Alexa Chung e Drew Barrymore. Se todo mundo tem o batom vermelho vivo, por quê não dar uma chance ao vermelho fechado?

batons-vermelhos-servicoDo alto, à esquerda: Lancôme Fever Matte 153 Red Libertine (R$ 93, 0800 7017 323); contém 1g Vinho Charmoso (R$ 32, (11) 3660 0378); Chanel Rouge Coco Rivoli (R$ 120, 0800 704 3440); contém 1g Vermelho Épico (R$ 24,90, (11) 3660 0378); Rouge Dior 631 Rose Fiction (R$ 106, 0800 170 506); Duda Molinos Cassino (R$ 32, (11) 4736 8890) ©Divulgação