Helô Rocha, da Têca: “Eu tento trazer o regional para o universal”

26/03/2012

por | Gente, Moda

Helô Rocha, da Têca ©Juliana Knobel/FFW

Com sua moda autoral e extremamente feminina, a Têca conquistou uma legião de seguidoras em São Paulo e Natal, únicas cidades onde ela tem lojas próprias. Helô Rocha, designer e proprietária da marca, herdeira da Riachuelo e irmã da cantora Roberta Sá, abriu as portas de seu novo espaço comercial em São Paulo, dedicado à reunião de elementos que fazem parte de seu universo criativo, que além da moda abrange decoração e arte, para conversar com o FFW. Em meio às roupas e às lindas peças de mobiliário coletadas em diversas viagens, a estilista falou sobre o início de sua carreira, a concorrência com as varejistas internacionais e a vontade de desfilar no SPFW. Confira na entrevista abaixo:

O interesse por moda, a saída de Natal e a criação da Têca

Minha família trabalha com moda e desde pequena sempre convivi neste universo, então era uma coisa natural pra mim. Eu já sabia que ia trabalhar com isso, não sabia exatamente em que área, se ia trabalhar no marketing, fazer styling, mas eu sabia que ia trabalhar com moda de alguma forma.

Eu sempre tive apartamento em São Paulo, porque tem uma parte da minha família que mora aqui, então São Paulo nunca foi um lugar estranho. Sempre vim passar férias aqui porque tenho primos, tios… e quando fui fazer faculdade já era uma coisa automática, eu já sabia que vinha pra cá, que iria morar em Natal com a minha mãe até terminar o colegial e viria morar aqui, era uma coisa que já estava programada desde a minha infância, quase. E aí eu vim e fui fazer Santa Marcelina, dentre as opções era a que eu queria fazer. Quando terminei a faculdade, a minha coordenadora, a Raquel [Valente Fulchiron], falou: “Helô, por que você não monta a sua marca em vez de trabalhar para outras pessoas? Você já vai aprender fazendo”. Eu não sei se isso foi uma coisa boa ou ruim, mas eu segui o conselho dela. Logo em seguida chamei uma amiga que estava se formando comigo pra ser minha assistente, então a gente montou a Têca.

Têca era o nome da minha avó e no meu trabalho de graduação, que se chamava “Diário de Têca”, eu criei um personagem em cima do que era a minha avó. Na época da minha avó tinha uma base área americana em Natal e eu já fiz até duas coleções em cima desse tema, que é meio que a história da Têca… então eu fiz esse trabalho de formatura e me dei super bem e, quando fui montar a marca, eu não queria colocar o meu nome, mas queria que fosse algo que viesse de mim, que eu não fosse enjoar. Então tinha que ser uma coisa de dentro pra fora e não de fora pra dentro, de olhar algo na rua e pensar: “Ah, esse nome é legal”. Foi assim que surgiu a Têca.

Eu achei essa casinha [onde a loja foi reinaugurada, na Alameda Franca, 1.342] e, no início, eu morava aqui em cima e tinha a loja em baixo. Depois as coisas foram aumentando e eu transformei a parte de cima da casa em atelier e a parte de baixo ficou sendo loja até eu abrir na Rua Oscar Freire. A loja na Oscar Freire foi uma coisa ótima porque lá é uma vitrine pro Brasil, mas eu não sentia que era a cara da Têca. Quando eu abri a loja de Natal, ano passado, com características girly e de juntar moda, decoração e arte, eu pensei que a loja de São Paulo também tinha que ser do mesmo jeito… a loja daqui era uma loja que simplesmente vendia a coleção atual da Têca e ponto. E eu acho que o meu universo criativo é muito maior que ficar somente na moda, isso eu sentia muito forte, eu queria criar muitas coisas, desejava muito mais que somente moda, então comecei a procurar uma casa nos Jardins [bairro de São Paulo] que tivesse essas características que eu tanto buscava. Essa casa na Alameda Franca continuava sendo atelier e escritório e, depois de muito procurar e não gostar o suficiente de nada me deu um estalo, decidi voltar pra casa onde tudo começou, para as origens da Têca.

Entrada da nova loja da Têca, nos Jardins ©Juliana Knobel/FFW

Dificuldades de ser uma jovem designer e a moda como comércio

Eu não sei se dificuldade é a palavra, porque você tem que fazer uma coisa que as pessoas desejem, moda é isso, não importa a idade ou a experiência que você tenha, se você faz algo que as pessoas desejam você está cumprindo o seu papel. Se você faz algo que é uma viagem da sua cabeça e que ninguém quer comprar, realmente você não está cumprindo… vá virar artista plástico ou qualquer outra coisa, mas moda é comércio, não tem escapatória, você tem que fazer uma coisa autoral, mas com o pé no chão de que aquilo tem que ser vendido. Acho que, na realidade, nem artista plástico tem liberdade total, porque, se a obra dele não for vendida, ele vai viver de quê? Então acho que o comércio tem que estar sempre “linkado” com a sua criação, a experiência é lógico que ajuda a entender isso, a compreender o processo, saber o que as pessoas vão comprar mais e entender a sua própria marca e quem é o seu público alvo, mas acho que independe de ser jovem estilista ou não. Tem tantos jovens estilistas que “bombam” em um ano, mas que aquilo é talento puro, ele consegue captar o que as pessoas querem e esse é o papel do estilista. É fundamental saber antes o que você quer usar, eu tenho que entender o que as outras pessoas querem antes delas mesmo perceberem que querem.

Referências nordestinas

Eu tento trazer o regional para o universal. Acho que isso é primordial, caso contrário você vai ao centro de turismo e compra. Eu uso muito matérias-primas e trabalhos artesanais, mas tentando trazer pro meu universo. Se pego uma renda, não é aquela renda do jeito que você encontra de qualquer forma. É muita pesquisa de trabalhos manuais, já trabalhei muito com madeira talhada, renda, palha… uma série de coisas que você encontra [no Nordeste], mas que quer fazer interferências pra ficar do seu jeito.

Detalhe do lustre da nova loja da Têca ©Juliana Knobel/FFW

Ligação com a Riachuelo

É familiar. São minha família, meus primos, meus tios, mas eu não tenho nenhuma ligação de negócios, por enquanto.

Fashion Rio – a entrada da Têca no evento e a ausência na edição de Inverno 2012

O Fashion Rio eu fazia desde a época da Heloísa. Eu fiz sete ou oito edições e parei uma porque já não estava tão satisfeita, foi justamente na transição do Paulo [Borges], que me convidou a voltar pro Fashion Rio. Eu voltei, mas como estava abrindo a loja de Natal e com esse projeto da Têca Home, eu foquei muito nisso e não desfilei na edição de Inverno 2012. Eu amo desfile, é a hora que eu mais me encontro como criadora, são 10 minutos que você tem um super trabalho, mas que você mostra o seu trabalho pro mundo e dá a sua cara pra bater, mas a minha vontade é vir desfilar em São Paulo. A verdade é essa, eu queria vir pra São Paulo porque eu não tenho loja no Rio de Janeiro e minha marca é de São Paulo, assim como as minhas clientes. O meu foco ainda é São Paulo, eu posso voltar a desfilar no Rio, mas por enquanto eu estou em conversações, porque queria vir pra São Paulo, é uma questão mercadológica. Eu estou aqui [em São Paulo] desde 2005 e já criei uma história com a cidade, mesmo eu sendo nordestina todo mundo sabe que a Têca é de São Paulo, e não do Rio.

Looks do desfile de Verão 2012 da Têca ©Reprodução

A relação com a crítica de moda

Eu leio e levo em consideração. Sou virginiana e sou supercrítica, critico mais a mim que qualquer pessoa, antes de alguém criticar eu já critiquei a mim mesma milhões de vezes. Mas, graças a Deus, até hoje 95% das críticas a mim foram positivas, então eu nem sei como eu lidaria com uma crítica meganegativa. Até hoje eu tive boas críticas.

Inspirações e universo criativo

Eu não consigo ficar só na moda, vou sempre pra arte, pra decoração, pra outros segmentos diretamente, sem nem eu pensar. Se eu estiver criando uma coleção eu sempre penso: “Ah, essa estampa ficaria linda em uma camiseta, mas também ficaria incrível em uma almofada”. Já é automático na minha cabeça. Mas eu amo TV e cinema, são minhas principais inspirações. Fora isso, artistas plásticos, mas é uma coisa de vontade. Às vezes eu estou com vontade de trabalhar um determinado shape…é muito variado, não tem planejamento.

Croqui desenhado por Helô Rocha ©Juliana Knobel/FFW

Relação com a música e com as celebridades

A minha irmã [Roberta Sá] é cantora, então veio naturalmente, não tinha como evitar a ligação, mas [das celebridades] eu conheci primeiro a Preta [Gil] que eu encontrei no Ritz quando estava abrindo a minha marca, chamei pra ela vir conhecer e ela veio. Ela já conhecia a Roberta, e foi uma conexão imediata. As coisas foram acontecendo super naturalmente, acho que nordestino tem muito isso de abrir a casa, a vida e ficar amigo de cara e acho que isso facilita. Essas pessoas [celebridades] são tão bajuladas que quando aparece alguém natural, a coisa flui.

Concorrência com marcas internacionais

Produzir no Brasil ainda é muito caro. Eu não sou uma grande marca, então eu não consigo produzir na China. Todas essas grifes que chegam, como vai vir a Topshop e já tem a Zara, têm uma moda rápida e um preço competitivo. Todos esses que chegam ao Brasil utilizam mão de obra barata, então é lógico que vai chegar barato. Esse é um dos pontos que me fazem pensar em outros caminhos para o meu universo criativo não ficar só na moda. Fora isso, acho que você tem que fazer uma moda autoral e que utilize o que o Brasil tem de especial, não copiar marcas de fora, caso contrário você tem um preço similar, mas não está dando nada de diferente pro seu cliente. Eu acho que quando as pessoas batem o olho nas nossas roupas veem de cara que é da Têca e isso é fundamental, o que você não consegue enxergar em uma Topshop, que tem de tudo.

Peças à espera de modificação, no escritório da Têca ©Juliana Knobel/FFW

Internet e redes sociais

Eu sou super viciada! Instagram, hoje em dia, é o meu maior vício. Eu esqueci Facebook, Twitter, adoro o Instagram porque é imagem! Todo estilista e artista plástico tem a vida muito ligada à imagem, então ter uma rede social em cima de imagem pra mim é viciante.

+ Entrevista com a estilista Juliana Jabour
+ Entrevista com Dudu Bertholini e Rita Comparato 

Caras e bocas: a beleza do quarto dia da temporada carioca de moda

02/06/2011

por | Beleza

No quarto dia de Fashion Rio as marcas Filhas de Gaia, Coca Cola Clothing – que traz a socialite Olivia Palermo –, Maria Bonita Extra, Têca e TNG, com a global Deborah Secco, desfilam as coleções do Verão 2012. O FFW foi aos backstages e mostra a beleza de cada uma, em detalhes.

TNG

tng_abre©André Conti/Agência Fotosite

Se depender do make da TNG, os anos 90 voltam com tudo! Foi essa a inspiração de Robert Estevão, que fez uma maquiagem totalmente limpa nas meninas, e o único detalhe era um delineador vermelho, cor forte na coleção.Os cabelos, tanto das meninas quanto dos meninos, eram todos para trás, com jeito de “passou a mão e ficou”. A pele de ambos era bastante hidratada, e nada mais. Minimalismo noventista!

tng_olho©André Conti/Agência Fotosite

tng_menino©Gustavo Scatena/Agência Fotosite

TÊCA

teca_abre©Sergio Caddah/Agência Fotosite

A maquiagem da Têca veio bastante feminina, e muito brilhante. Nos olhos, gloss rosa pálido (desses de boca mesmo) aplicado nas pálpebras, rímel nos cílios superiores, batom rosa claro e brilho nas têmporas. Aqui, um truque do maquiador, Robert Estevão, que usou batom como blush, aplicado com pincel de blush mesmo. “Para quebrar a feminilidade dos tons rosados, tem bastante brilho”, explicou Robert. No cabelo, um rabo de cavalo bem puxado, com textura seca no comprimento, efeito conseguido com aplicação de spray.

teca_olhos©Andre Conti/Agência Fotosite

teca_batom©Andre Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Têca no Fashion Rio Verão 2012

MARIA BONITA EXTRA

mbe_abre©Zé Takahashi/Agência Fotosite

A beleza feita por Daniel Hernandez para a Maria Bonita Extra é daquelas bem simples, mas com um efeito arrasa-quarteirão. O cabelo é super-super liso, com a risca exageradamente de lado, a pele apenas corrigida, nada de iluminador ou blush, nem rímel. O charme todo fica por conta da boca extra vermelha, tom conseguido com a mistura de três batons do Duda Molinos. Anote aí os números e tente em casa: 205, 202 e 204!

mbe_batom2©Andre Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Maria Bonita Extra no Fashion Rio Verão 2012

COCA-COLA CLOTHING

cocacola_abre©Zé Takahashi/Agência Fotosite

O maquiador Max Weber buscou inspiração no jogo de volumes e luz & sombra dos pintores clássicos para fazer o make da Coca-Cola Clothing. “Mas eliminamos a quantidade de produto, pra ser super natural e belíssima”, contou Max. Para conseguir o efeito, o maquiador usou iluminador bronzeador cremoso – nas mais bronzeadas – e indicou uma mistura para as não tão bronzeadas assim: iluminador cremoso salmão com um pouco do bronzeador. Muita máscara de cílios – em cima e embaixo – e boca com gloss salmão, com leve brilho de glitter. Os olhos levam gloss na pálpebra até a linha da sobrancelha. O cabelo é daqueles que se faz rapidamente. Alguns presos-meio-soltos alto, outros laterais, e outros no meio, com fios caídos e nada muito rígido.

cocacola_cabelo©André Conti/Agência Fotosite

cocacola_olho©André Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Coca-Cola Clothing no Fashion Rio Verão 2012

FILHAS DE GAIA

filhas-de-gaia_abre©Andre Conti/Agência Fotosite

“As Filhas de Gaia são sempre glamurosas, sabem se cuidar, estão sempre belas”, falou o maquiador Lavoisier, no backstage do desfile que abre o quarto dia de Fashion Rio. Para fazer essa maquiagem, foco nos olhos, que têm cílios postiços nos cantos, muito rímel em cima e embaixo, delineador preto grossinho, com sombra rosa clara, e lápis branco dentro do olho. Blush em tons de marrom apenas para marcar o rosto e batom nude com bastante gloss “Para dar efeito de quase espelho”, explicou o maquiador. O cabelo era preso no meio da cabeça, dividido ao meio (algumas com franja, outras sem), e baby-liss pequeno no rabo de cavalo, que depois seria “desconstruído”, para ficar chique.

filhas-de-gaia©Andre Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Filhas de Gaia no Fashion Rio Verão 2012

#Beleza #FashionRio #inverno2011 dia 03: tudo e mais um pouco!

14/01/2011

por | Beleza

WALTER RODRIGUES

waltergif©Juliana Knobel

“O Walter queria um visual etéreo pra contrastar com as roupas da coleção, que são quase todas pretas”, explicou o beauty artist Robert Estevão no backstage do desfile, que aconteceu no Instituto Superior de Educação, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Para esse look, a pele é levemente corrigida, as bochechas levam blush rosado, e os olhos ganham um iluminador perolado com rímel só nos cílios superiores. O foco é nos lábios, que têm batom vermelho “com um fundo meio urucum, de acabamento matte quase acetinado”, ele diz. A aplicação é feita com pincel, que Robert afirma ser fundamental para que o resultado seja bem delineado; fica a dica! O cabelo é super liso, preparado com escova e chapinha, e finalizado com “só um pouco de spray pra ele voar na passarela”.

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TÊCA

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No backstage da Têca, o beauty artist Lau Neves contou ao FFW como chegou até o look final da beleza do desfile: “Minha ideia e da Leticia Toniazzo (stylist) não tem bem um conceito; existe o tema japonês da coleção, então houve o desejo de deixar a beleza com uma cara japonesa, mas nada muito literal. A ideia é mais de fazer um look feminino, contemporâneo, jovial, com cara de agora”.

Interessou? Então pode anotar: primeiro de tudo, uma leve correção da pele; nos olhos, um iluminador em forma de “sombra acrílica, que é cremosa mas seca depois de aplicada”, Lau explica. Depois, rímel nos cílios superiores, sombra marrom nos inferiores, e blush rosado sob as maçãs do rosto. Por último, batom vermelho opaco aplicado com pincel. O penteado começa com uma escova e parte para uma sequência de rabos de cavalo a partir do topo da cabeça, com “gominhos” de cabelo puxados entre os elásticos.

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TOTEM

totemgif©Juliana Knobel

O maquiador Daniel Hernandez contou que para a beleza da Totem, ele optou por seguir a temática do desfile, inspirado pelo soul dos anos 1970. Quem quiser copiar o visual deve usar bastante rímel nos cílios superiores e inferiores, sombra cremosa prateada que vai até o canto interno dos olhos, e uma mistura de blush rosado com marrom aplicada de uma forma que “invade o rosto todo, desde a têmpora até a pálpebra”, ele explica. Para finalizar,só um batom neutro, bege. Daniel conta que a ideia do cabelo é ter uma ondulação natural, como se nada tivesse sido feito; quem não foi agraciada com ondas perfeitas pode apelar para o babyliss.

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PRINTING

printinggif©Juliana Knobel

Também assinada por Daniel Hernandez, a beleza da Printing começa com uma pele bem feita, muito rímel nos cílios superiores e uma sobrancelha bem marcada. A curiosidade é que o blush, além de ser aplicado nas maçãs do rosto, também vai nos lábios _mas o tom parece diferente porque a boca é levemente apagada com corretivo. O cabelo leva bastante gel para ficar com aparência de molhado, e é torcido e preso com grampos da base da nuca em direção ao alto da cabeça.

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TNG

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tnggif©Juliana Knobel

Fechando o 3° do Fashion Rio inverno 2011, Robert Estevão criou uma beleza meio Patti Smith para a coleção da TNG influenciada pela beat generation.

A pele é corrigida de leve e tem um look natural, com iluminador nas têmporas. O blush é levinho e o batom é discreto, em um tom puxado para o pêssego. O foco é nos olhos, com delineador preto e sombra marrom levinha só no côncavo; o cabelo tem a aparência de ressecado. Para os meninos, só correção na pele e cabelo com textura “sujinha”.

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Porcelanas, Wong Kar Wai e feminilidade: os acessórios da Têca

14/01/2011

por | Moda

teca_acessorios_abreAlicia K com acessórios de Diego Cattani © Agência Fotosite

No verão 2010 a Têca, de Helô Rocha, desfilou cintos de concha e colares de pedras brancas e pretas imensas.  Deu certo, e desde então a marca investe pesado nos acessórios. O responsável é o designer de acessórios Diego Cattani, que há mais de dois anos cria para a grife de Helô. Nesta estação, a inspiração veio das porcelanas orientais _o tema-bússola era “a cultura japonesa e a feminilidade da lingerie do início do século 20”.

“O ponto central da Têca sempre é o romantismo e a feminilidade. Os acessórios fazem um contraponto, trazem força, por isso sempre uso pedras e minerais brutos, mesmo que misturados a outros materiais, como a porcelana, nessa coleção”, contou Diego.

teca_acessorios© Agência Fotosite

O designer conta que, na primeira conversa que teve com a estilista, soube que ela trabalharia com estampas orientas e maxi-florais, e baseado nisso, resolveu fazer um ‘crash’ de estampas florais na porcelana. Por isso há pedaços de peças de porcelana e não inteiras.

“Tive também algumas musas ao criar essas peças”, contou. No caso, as meninas que o cineasta chinês Wong Kar Wai leva às telas, que exploram a sensualidade chinesa. Um filme que defina bem essa imagem? “Amores Expressos!”. Embora o foco sejam as porcelanas japonesas, Diego abriu bastante o leque em sua pesquisa, e acabou encontrando peças francesas, venezianas e até búlgaras, mas o efeito final é bastante oriental. “E foi tudo garimpado em antiquários brasileiros, a maioria em São Paulo, e alguns do Rio de Janeiro”

Para quem se apaixonou pelos acessórios, cerca de 10 peças de desfile serão vendidas na coleção comercial da Têca. O restante volta para o designer ou fica no acervo de Helô Rocha.

Do militar ao artesanato: as tendências do inverno 2010

01/02/2010

por | Moda

A temporada de inverno 2010 chegou ao fim (no Brasil, já que ela continua a partir de 11 de fevereiro em Nova York), mas o nosso trabalho está apenas começando. Para esquentar os motores preparamos uma lista que aponta os rumos do próximo inverno.

Vale lembrar que nenhuma das tendências a seguir é imutável, nem deve ser interpretada de forma literal– elas são as  vontades que guiam as principais grifes do Brasil nesta temporada, sendo assim devem aparecer nas araras da sua loja favorita.

Mas o importante, só pra reforçar, é que você mantenha seu estilo e tenha bom auto-conhecimento na hora de decidir o que usar ou não.

MILITARISMO

militarismo-inverno-2010 2nd Floor, Redley, Reinaldo Lourenço e Coven © Agência Fotosite

O pior da crise global pode ter passado, mas a insegurança continua no ar. E isso se reflete na criação de muitas grifes. Para se proteger de novas quedas, as referências militares aparecem fortes neste inverno – muitas vezes mixadas à alfaiataria que tem blazeres e trenchcoats contemporâneos.

TEXTURAS

texturas-inverno-2010Detalhes de looks de Huis Clos, 2nd Floor, Lucas Nascimento e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para agregar valor e informação aos looks do próximo inverno, um grande mix de texturas entra em cena. O liso contracena com o áspero em vários momentos através de tricôs, aplicações, matelassados. Em alguns casos, os brilhos são usados em contraste aos opacos, num jogo de texturas que vai além do tato. Elas traduzem os avanços das tecnologias têxteis e também a atual vontade de miscigenação da moda.

BRILHO

brilhos-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch, Lucas Nascimento e Printing © Agência Fotosite

Lurex, paetês, lamês, medalhas, correntes e superfícies metalizadas trazem brilho ao inverno 2010. Do mini ao maxi: prepare-se para brilhar na estação mais fria do ano.

ARTESANATO

tricos-inverno-2010Maria Garcia, 2nd Floor, Fabia Bercsek, Osklen © Agência Fotosite

A mesma incerteza que turbina o militarismo no inverno também fez necessária a presença de roupas confortáveis e humanizadas. Neste contexto, os tricôs (de pontos largos, para ficar evidente que foram feitos à mão) ganham relevância.

ÉTNICO

etnico-inverno-2010Alexandre Herchcovitch, Triton, Isabela Capeto e Cantão © Agência Fotosite

Elementos étnicos, às vezes em releituras conemporâneas, ressurgem para resgatar valores históricos que parecem perdidos nos dias de hoje. Bordados, estampas e técnicas de tecelagem são os principais elementos que traduzem essa tendência.

CORRENTES

correntes-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch e Fabia Bercsek © Agência Fotosite

A temporada de inverno no Brasil teve seus momentos altamente decorativos. Nestes desfiles as correntes aparecem com força total, substituindo as tachas que dominaram as duas últimas estações.

ZÍPERES

ziperes-inverno-2010Redley, Amapô e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para o inverno 2010 o zíper deixa de ser mero item funiconal e assume papel importante na decoração dos looks. Seja de forma evidente, seja como adorno – ele vem para dar forma e criar fendas sensuais nas roupas.

MUDANÇA DE FOCO

quadril-inverno-2010Andrea Marques, Maria Bonita Extra, Têca e Cori © Agência Fotosite

Os ombros marcados começam a perder relevância, dando lugar ao foco nos quadris. Calças com pregas e saias tulipa trazem volume à região, evidenciando a feminilidade da silhueta.

+ Veja todos os desfiles do SPFW inverno 2010

+ Veja todos os desfiles do Fashion Rio inverno 2010

Pólos opostos: naturalidade e glitter no quinto dia de Fashion Rio

12/01/2010

por | Beleza

Confira abaixo as belezas do 5º dia de Fashion Rio

Redley

O make de Daniel Hernandez era extremamente simples: apenas pele corrigida e levemente brilhante. O penteado dos modelos que tinham madeixas longas foi preso em pequenas trouxinhas pela cabeça.

“É importante dizer que a textura era muito natural”, disse Daniel Hernandez que, atipicamente, assinou apenas um desfile hoje.

A beleza criada por Daniel Hernandez para Redley ©André Conti/Agência Fotosite
A beleza criada por Daniel Hernandez para Redley ©André Conti/Agência Fotosite

R.Groove

Para o único desfile masculino do evento, Rogério Santana apenas corrigiu e hidratou a pele e deixou os cabelos de forma natural, levemente secos.

Como a coleção era inspirada em mares revoltos, alguns modelos apareceram com tranças nos cabelos para lembrar polvos.

A beleza criada por Rogério Santana para R.Groove ©André Conti/Agência Fotosite
A beleza criada por Rogério Santana para R.Groove ©André Conti/Agência Fotosite

Têca

Para dar a aparência vampiresca que inspirou a coleção, Ricardo dos Anjos focou nos olhos. Esfumaçou-os de azul escuro, passou lápis preto e muita máscara de cílios antes de aplicar três cores de glitter (um azul e dois verdes) nos cantos internos.

O cabelo foi preso em uma trança limpa e um pouco torta, “para dar mais destaque aos detalhes das roupas.”

A beleza criada por Ricardo dos Santos para Têca ©André Conti/Agência Fotosite
A beleza criada por Ricardo dos Santos para Têca ©André Conti/Agência Fotosite

Espaço Fashion

Robert Estevão pensou em mulheres fortes para criar o olho, marcado com sombras bronze e dourada. O blush marrom marcado ajudava a “cortar” o rosto das modelos, enquanto a boca apagada e a sobrancelha idem ajudavam a destacar ainda mais os olhos.

O cabelo, penteado para trás, possuía duas texturas: uma “molhada” (com gel) na primeira metade e outra seca (com frizz).

A beleza criada por Robert Estevão para Espaço Fashion ©André Conti/Agência Fotosite
A beleza criada por Robert Estevão para Espaço Fashion ©André Conti/Agência Fotosite

+ Leia o resumo do 1º dia de Fashion Rio
+ Leia o resumo do 2º dia de Fashion Rio
+ Leia o resumo do 3º dia de Fashion Rio
+ Leia o resumo do 4º dia de Fashion Rio

Mulheres vampirescas aterrisam no inverno sexy da Têca

12/01/2010

por | Moda

Veja fotos, leia a análise e assista ao vídeo na íntegra do desfile Têca inverno 2010.