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A desafiadora pluralidade estética do fotógrafo Steven Meisel

11/05/2012

por | Cultura Pop

Imagem do editorial “Wild is the Wind”, da “Vogue” italiana de março de 2011 ©Reprodução

Apesar do estigma de promiscuidade incutido à moda pelos mais ferrenhos críticos, em poucos segmentos é possível encontrar uma parceria tão duradoura quanto a de Steven Meisel com a “Vogue” italiana. A trajetória do fotógrafo e da revista, dirigida por Franca Sozzani desde 1988, parece misturar-se de tal maneira que constitui uma verdadeira simbiose – há quem desconheça, inclusive, a nacionalidade do americano, julgando-o erroneamente italiano. Mas o vínculo perene com a publicação não é o único na carreira de Meisel, que, desde 2004, é o responsável por todas as campanhas publicitárias da Prada. Além dos trabalhos mais comerciais que o tornaram um ícone da fotografia de moda, o americano colaborou com Madonna no livro “Sex”, lançado em 1992 para alavancar as vendas do disco “Erotica”.

Madonna e Steven Meisel na capa da “New York” e o fotógrafo em uma de suas poucas fotos sozinho ©Reprodução

O apetite pelo que é polêmico e a busca constante pelo novo fizeram com que a obra do fotógrafo não compreendesse uma única estética; o portfólio de Meisel abrange o colorido e o preto e branco, o bonito e o feio, o kitsch e o minimalista. O alarde de seu trabalho, no entanto, não se estende ao homem que é: se as imagens que cria são sempre mirabolantes, sua personalidade e efígie são pouco conhecidas. Pouco afeito a entrevistas e à autopublicidade, Meisel raramente se deixa retratar e tampouco possui site oficial ou livros próprios. A vida pessoal do fotógrafo, contrariamente à profissional, é marcada pela discrição – apesar de abertamente homossexual, pouco se vê sabe sobre seus relacionamentos afetivos ou sobre suas amizades (à parte à proximidade com nomes fortes no mercado do entretenimento, como Madonna).

Campanha de Outono/Inverno 2011 da Prada ©Steven Meisel/Reprodução

A reserva pessoal é motivo de fascínio; como pode alguém tão relevante no mercado da moda – conhecido por seu egocentrismo – ser tão “obscuro”? Nascido em 1954 nos Estados Unidos, Meisel é fascinado pela beleza desde a infância. Em vez de entreter-se com brinquedos, o fotógrafo passava seus dias desenhando mulheres e utilizava revistas, em especial a “Vogue” e a “Harper’s Bazaar”, como fontes de inspiração. E foi a ilustração que Meisel escolheu, inicialmente, como profissão: após cursos na Parsons e na High School of Art and Design, o americano trabalhou na Halston e no “Women’s Wear Daily”, além de lecionar meio período. Mas, de acordo com o próprio Meisel em uma de suas raras entrevistas, concedida a Pierre Alexandre de Looz para a edição #16 (Inverno 2008/2009) da “032c”, algo estava faltando e a fotografia parecia uma evolução.

Imagem do editorial “Joy to the World”, publicado na “Vogue” americana em dez/2002 ©Steven Meisel/Reprodução

À época em que trabalhava como ilustrador no “WWD”, Meisel costumava frequentar as agências de modelos com uma câmera fotográfica para tentar capturá-las, quase como um paparazzo. A primeira oportunidade real surgiu através da revista “Seventeen”, que publicou imagens criadas pelo americano em seu apartamento em Gramercy Park, em Nova York, e o convidou para colaborar com frequência. Na entrevista à “032c”, o americano apontou 1979 como o ano em que as pessoas começaram a perceber seu talento – e sua vertente provocativa. Em 1984, Meisel fotografou a capa do álbum “Like a Virgin”, de Madonna – a colaboração com a cantora já rendeu inúmeros projetos, como o já citado livro “Sex” (1992) e campanhas publicitárias, como a de Outono/Inverno 2009 da Louis Vuitton.

Imagens do livro “Sex”, de Madonna, publicado em 1992 e fotografado por Steven Meisel ©Reprodução

Imagens do editorial “Smoke and Oil”, publicado na “Vogue” italiana de jan/2009 ©Steven Meisel/Reprodução

O interesse de Meisel pela música e pelo cinema, no entanto, não de restringe à ligação com Madonna. Em seu trabalho para a “Vogue” italiana, que começou em 1988, é possível perceber referências a estilos e filmes que influenciam o fotógrafo, como editoriais inspirados em “Persona”, de Ingmar Bergman, ou “8 ½”, de Frederico Fellini, além de constantes referências à cultura motociclista. A figura de Meisel, inclusive, se assemelha bastante aos típicos adeptos dessa cultura: sempre portando uma bandana e com longos cabelos negros, o homem que retrata a beleza em suas mais diversas formas aventurou-se, em 1983, em um curta-metragem chamado “Portfolio” e, mais tarde, ao lado de Annie Leibovitz para a GAP. “Eu odeio”, afirmou o americano sobre estar do outro lado das câmeras.

- O curta-metragem “Portfolio”, de 1983: 

Voltando à “Vogue” italiana, a parceria de mais de 20 anos é, para Meisel, a chance de expressar-se em sua forma plena: “Em termos das revistas “Vogue” com as quais trabalho, com certeza a italiana é a que mais me permite fazer mais ou menos o que eu quero. Não que eles não eliminem coisas, mas isso não acontece com frequência; tem sido o canal mais criativo que possuo. Costumo pensar que a Itália é muito conservadora, o que é estranho, eu sei. Franca Sozzani, a editora-chefe, me dá espaço e muito apoio. Nós trabalhamos juntos antes da “Vogue” italiana, quando ela ainda não era editora, em outra revista chamada “Lei”. E lá havia uma versão masculina, a “Per Lui”. Ela realmente gosta do que eu faço e sou grato”, justificou a longevidade da colaboração à “032c”.

Imagens do editorial “Haute Mess”, publicado na “Vogue” italiana de março de 2012 ©Steven Meisel/Reprodução

Imagem do editorial “Organized Robots”, publicado na “Vogue” italiana de março de 2006 ©Steven Meisel/Reprodução

Foi a confiança de Sozzani que permitiu a Meisel dar vida a imagens que contestam e satirizam o universo da moda, bem como criar verdadeiros manifestos. Em julho de 2008, a “Vogue” italiana publicou uma edição totalmente dedicada à beleza negra. Idealizada pelo americano como forma de protesto ao racismo na moda, a “Black Issue” é apenas um dos vários números da revista que propuseram ao leitor refletir sobre os rumos comportamentais do mercado e da própria sociedade. Em agosto de 2005, a “Makeover Madness” trouxe Linda Evangelista e outras modelos viciadas em cirurgias plásticas; além de outros tantos editoriais que simulam a internação de jovens em clínicas de reabilitação, banhadas em óleo (“The Latest Wave”, de agosto de 2010) ou simplesmente retratando belas mulheres plus-size (“Belle Vere”, de junho de 2011).

Capas de algumas edições da “Vogue” italiana: “A Black Issue”, de julho de 2008; “Makeover Madness”, de agosto de 2005; “The Latest Wave”, agosto de 2010; “#Overthetop”, de março de 2012; “Highly Style”, de novembro de 2011; e “Belle Vere”, de junho de 2011 ©Steven Meisel/Reprodução

No entanto, dotado de imenso talento e sabedoria mercadológica, Meisel não vive apenas de polêmica e sátira. Além do trabalho autoral que publica mensalmente na revista comandada por Sozzani, o fotógrafo colabora com frequência com a “Vogue” americana, de Anna Wintour. Na publicidade, é o preferido de Miuccia Prada, mas também da Louis Vuitton, Balenciaga, Dolce & Gabbana e Lanvin. E também é considerado um homem generoso, e sagaz: com o poder que tem, é responsável pela “descoberta” e promoção da carreira de nomes como Linda Evangelista, Naomi Campbell, Christy Turlington, Kristen McMenamy, Coco Rocha, Karen Elson, Raquel Zimmermann e outras tantas. Ser retratada, ou auxiliar Meisel na produção de suas fotografias, é o sonho que qualquer profissional que inicia pelos tortuosos caminhos da moda.

Veja mais da série “Ícones da Fotografia”:
- Robert Capa
- Deborah Turbeville
- Patrick Demarchelier
- Paolo Roversi
- German Lorca
- Nick Knight
- Helmut Newton

+ Confira mais imagens da carreira de Steven Meisel na galeria abaixo:

Vogue-US-Aug-2007
©Steven Meisel/Reprodução
Imagem do editorial ''True to Form'' da ''Vogue'' americana de agosto de 2007

Sujou! Steven Meisel em meio a dois editoriais perigosamente parecidos

06/09/2011

por | Moda

steven-meisel-w-vogue-italia-editoriais-similaresÀ esq., foto do editorial da “W”; à dir., foto da “Vogue” Itália – ambas clicadas por Steven Meisel ©Reprodução/FFW

A história de imagens perigosamente parecidas não é exatamente novidade no mundo da moda – seja nas passarelas, em campanhas ou em editoriais. Mas o caso que veio à tona esta semana chama a atenção porque os dois ensaios em questão foram clicados pelo mesmo fotógrafo: Steven Meisel.

Ele assina dois editoriais de temáticas bem parecidas – o poder transformador da maquiagem e do styling – tanto na “Vogue” Itália de agosto quanto na “W” de setembro. O pior é que, de acordo com uma fonte do “WWD”, funcionários da “W” acreditam que Meisel usou a verba deles para financiar também o ensaio da “Vogue” Itália.

À esq., foto do editorial da “W”; à dir., foto da “Vogue” Itália – ambas clicadas por Steven Meisel ©Reprodução/FFW

Além do conceito, do visual preto-e-branco e da modelo Raquel Zimmermann, que aparece nas duas revistas, algumas das poses também são bastante parecidas. Entre as diferenças, estão os fatos de que os stylists são diferentes (Karl Templer na “Vogue” e Edward Enninful na “W”) e o editorial da “Vogue” só traz a Raquel Zimmermann, enquanto a “W” tem, além dela, outras nove modelos, como Linda Evangelista, Carolyn Murphy, Karen Elson e Jessica Stam.

Veja na íntegra os editoriais da “W” de agosto e da “Vogue” Itália de setembro e dê a sua opinião: a polêmica do auto-plágio de Steven Meisel se justifica?

Relembre aqui o suposto plágio da dupla Mert and Marcus

1 é pouco, 2 é bom, 3 é demais: carão volta com tudo na Vuitton

24/01/2011

por | Moda

lv 1Kristen, Freja e Raquel, as três superpoderosas da Vuitton ©Divulgação

Após mostrar Christy Turlington, Karen Elson e Natalia Vodianova em imagens mais recatadas na campanha de Outono/Inverno 2010 da Louis Vuitton, Marc Jacobs segue com 3 supermodelos, mas desta vez rumo ao Oriente. E o Oriente, na visão bem humorada do estilista, é decadente e excedente.

Raquel Zimmermann, Freja Beha e a veterana Kristen McMenamy estrelam a campanha de Primavera/Verão 2011, que Marc, exageradamente compara a Torre Eiffel iluminando-se de hora em hora, “uma arte tão maravilhosa, fascinante e linda, que nos deixa completamente hipnotizados”.

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Sim, a coleção tem muito de tudo: make forte, rendas, cetim, lurex, estampas, cor, brilhos, acessórios, carões e muitos logos. As meninas, cada uma com uma cor de cabelo, são só olhares e bocas insuperáveis. Tudo fotografado num estúdio, em Nova York, por Steven Meisel, parceiro de Jacobs nas fotos da Vuitton.

Próxima edição da ‘Visionaire’ será dedicada a Alexander McQueen

28/04/2010

por | Moda

Já se passaram quase três meses desde que Alexander McQueen cometeu suicídio. Mas as retrospectivas de sua vida e carreira estão longe de terminar. A mais recente revista a prestar homenagem ao grande estilista é a “Visionaire”, que vai dedicar a sua 58ª edição ao legado do estilista inglês.

Prevista para junho e sob o tema “Spirit”, a revista editada por Stephan Gan, Cecilia Dean e James Kaliardos contará com colaborações de nomes ilustres como Nick Knight, Lady Gaga, Steven Klein, Mario Sorrenti, Steven Meisel, Inez van Lamsweerde and Vinoodh Matadin, David Sims, Mario Testino, Sean Ellis e Sebastian Faena.

Quanto ao conteúdo, que já tem um preview no site da revista, que vai ter um retrato inédito do estilista feito por Steven Klein, um videoclipe de Lady Gaga e um editorial da última coleção de McQueen com styling de Camilla Nicerson e cliques de Mario Sorrenti.

Com tiragem limitada de 1.500 exemplares e custando US$ 295, cada “Visionaire” será embalada num estojo desenhado pela equipe de estilo de McQueen e envolta em tecido metálico brocado da coleção para o verão 2010.

Steven Meisel mostra a cara em making of da ‘Vogue Itália’

15/04/2010

por | Moda

angela-lindwallAngela Lindvall no editorial “Shrink to Fit” © Reprodução

Para a nova edição da “Vogue Itália”, Steven Meisel fotografou, com styling de Karl Templer, as principais peças da última temporada internacional de desfiles com um casting poderoso: Amber Valletta, Freja Beha Erichsen, Lara Stone, Monika Jagaciak, Abbey Lee Kershaw, Angela Lindvall, Joan Smalls, Giedre Dukauskaite e Gwen Loos. A beleza é assinada por Guido Palau e Pat McGrath, com perucas e muito spray.

steven-meisel4Lara Stone e suas curvas © Reprodução

O FFW mostra o making of do editorial com Steven Meisel em ação. Para quem não sabe, raramente ele mostra a cara:

Jamie Bochert: o triunfo da androginia na moda

02/03/2010

por | Gente

Pense numa mistura de Joan Jett, Patti Smith, Cher e Joan Baez, mais a atitude dos anos 2000, mais muita androginia, desfilando nas melhores passarelas do mundo e estampando as capas das melhores revistas de moda do planeta. Essa é Jamie Bochert (27), modelo, cantora, guitarrista, pianista, assistente, musa e garota propaganda de Marc Jacobs.

interview daniel jackson jamieAcima, Jamie em retrato feito por Daniel Jackson para a “Interview”, onde foi entrevistada pela vocalista do Sonic Youth, Kim Gordom © Reprodução

Nascida em Nova Jersey, nos EUA, Jamie já confessou, em entrevista para a revista “Tokion”, que “quer ser aquela velha maluca que vive no supermercado comprando muita comida pra gatos”. Enquanto isso não acontece, a modelo vive casada com o ator Michael Pitt em NY, dividindo seu tempo entre os desfiles que ainda faz nas semanas de moda, o trabalho no estúdio de Marc Jacobs e as apresentações que faz como cantora, em que usa o codinome Frances Wolf. Ela já abriu shows pra Pagoda, banda do marido, e também já dividiu o palco com Patti Smith, de quem é amiga. A música é tão importante na vida de Jamie que em 2004 ela largou tudo para viver disso, fazendo a moda ficar cinco anos sem ela.

34_07882_jamie_bochert-m-jacobs02_122_438loFotografada por Juergen Teller na campanha de Verão 2010 de Marc Jacobs © Reprodução

Na moda, a carreira de Jamie começou no final dos anos 1990, quando chegou a ser considerada um dos rostos do futuro. Mas foi apenas em 2002, num desfile de Ann Demeulemeester, em Paris, que Jamie virou hype: ganhou capa da ”i-D” e desfilou na sequência para Diane Von Furstenberg, Missoni, Pucci, Roberto Cavalli, Jean Paul Gaultier e Viktor & Rolf.

Depois da explosão, Bochert se afastou da moda para se aproximar da música, retornando somente no desfile de Verão 2008 de Marc Jacobs. Foi o suficiente para que a moda voltasse a prestar atenção nela.

lanvinss2010jamiebocherJamie na campanha da Lanvin © Steven Meisel

Se não bastassem os desfiles, Steven Meisel clica Jamie junto com Michael Pitt para a “Vogue Itália”. E na primeira edição de 2010 da revista italiana, Jamie é novamente fotografada por Meisel, só que agora ao lado da socialite Daphne Guiness e da top Agyness Deyn para a capa da publicação (foto abaixo).

PhotobucketCom Daphne Guiness e Agyness Deyn na capa da Vogue Itália de janeiro de 2010 © Steven Meisel

Se Lara Stone está na lista de antimodelos que dão certo, com certeza Jamie está no mesmo grupo, e com muito êxito – ela ocupa a 24ª posição do poderoso ranking do Models.com. Reza a lenda que para o seu desfile de Inverno 2010 na Semana de Moda de NY, Marc Jacobs pediu um casting todo tipo Jamie Bochert. Nada mal para uma menina que estudou para ser bailarina na adolêscencia.

2_ITALIAN_VOGUE_0209_MEISEL_02Com o marido Michael Pitt, em editorial romântico para a “Vogue Itália” © Steven Meisel

Arthur Elgort

Le Freak: Karen Elson retorna aos holofotes com videoclipe cool

26/02/2010

por | Gente

PhotobucketKaren em polaroid feita pela beauty artist Stéphanie Marais para o livro Beauty Flash (2001) © Reprodução

Como divulgamos no Twitter, a supermodelo Karen Elson lançou na internet o vídeo de “The Ghost Who Walks”, seu primeiro single como cantora. Mas essa não é a primeira vez que Karen se aventura pela música, afinal, ela é uma das líderes da The Citizens Band e já participou de duetos com a dupla She & Him. Em 2005, a “Uncut” encartou na revista um CD com a música “Coming Down”, cantada por Karen e escolhida por Michael Stipe, do REM, para esse especial. No mesmo ano, ela regravou junto com Cat Power a clássica “Je t’aime (Moi non plus)”, de Serge Gainsbourg & Jane Birkin, como parte do disco “Monsieur Gainsbourg Revisited”, tributo ao cantor francês.

O primeiro álbum como cantora de Karen promete ser lançado no meio deste ano. Assista ao videoclipe de “The Ghost Who Walks”:

Saindo da música e voltando pra moda, Karen Elson é a referência máxima quando se fala de modelos ruivas e até mesmo quando uma nova modelo ruiva é lançada no mercado. É dificil não comparar com Karen, que é uma das modelos favoritas do fotógrafo Steven Meisel, o mesmo que pediu pra ela descolorir as sobrancelhas, logo no início da carreira, em 1995. Mal sabia ele que essa seria uma de suas marcas ao longo dos anos (ela completou 10 anos de carreira em 2005). Sua aparência diferente lhe rendeu muitos apelidos por parte da imprensa, sendo “Le Freak” o mais famoso de todos. Em português, seria algo como “a aberração”.

O ápice de sua trajetória foi em 1998, quando ganhou o prêmio VH1 Fashion Awards de melhor modelo, o mesmo ganhado por Kate Moss um ano antes. Em 2005 ela voltou a conquistar o troféu.

PhotobucketAcima, Karen em uma das várias capas da Vogue Paris que fez, fotografada por Jean Baptiste Mondino, para a edição de dezembro 1997/janeiro 1998. Na mesma edição, ela aparece fotografada por Karl Lagerfeld e entre obras originais do artista alemão Oskar Schlemmer © Divulgação

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Com editoriais nas principais revistas do mundo, é favorita da diretora (e também ruiva!) Grace Coddington, da “Vogue US”. Atualmente desbancou Angelina Jolie como garota propaganda da St John e continua firme como rosto do perfume Yves Saint Laurent Opium.

PhotobucketFotografada por Ellen Von Unwerth, com styling de Grace Coddington, na edição de novembro de 1997, da “Vogue US” © Reprodução

Em 2007, Karen esteve no Brasil, onde se casou com Jack White, do White Stripes, à bordo de uma canoa no ponto onde o Rio Negro se encontra com o Solimões, em Manaus. A revista “MAG!” publicou uma matéria em sua edição n° 3 contando um pouco sobre o fato com exclusividade.

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