Primeira coleção de Stefano Pilati para a Ermenegildo Zegna desembarca no Brasil

22/08/2014

por | Moda

Lookbook de Verão 2014 da Ermenegildo Zegna ©Divulgação

Já está nas araras brasileiras a coleção de Verão 2014 da Ermenegildo Zegna, a primeira assinada por Stefano Pilati a chegar ao país. O estilista italiano, que comandou a Saint Laurent Paris por oito anos, assumiu a direção criativa da grife no final de 2012.

+ Reveja o último desfile da Ermenegildo Zegna, na Semana de Moda Masculina de Milão Verão 2015

“Com a chegada de Pilati, sentimos que a coleção ficou mais comercial e moderna. Ela traz peças ousadas, porém fáceis de combinar. Isso é ótimo, porque o consumidor brasileiro é mais conservador”, contou uma especialista da Zegna no Brasil. “Por exemplo, Pilati transformou um terno rosa, que seria uma peça mais difícil para o homem daqui, em um item clássico e simples de usar”, explicou.

A Emernegildo Zegna conta com seis lojas e um outlet no país. Ela foi inaugurada por aqui em 2002 com foco nos homens em busca do terno perfeito. Hoje, os ternos continuam em alta, mas a marca fortaleceu sua moda casual, com camisas polo, calças de algodão e jaquetas, entre outras peças. Tanto que a linha intitulada Upper Casual, com estilo esporte fino e pensada para as “casual Fridays”, vem se transformando no carro-chefe da grife no Brasil.

Para os homens que buscam exclusividade, todas as lojas da marca contam ainda com o serviço sob medida, em que o consumidor pode encomendar o terno de acordo com as suas preferências. A peça escolhida é confeccionada na Itália e fica pronta em até 60 dias. Já os aficionados por tecnologia vão gostar da Icon Jacket, casaco esportivo com tecnologia bluetooth, que permite conectar a peça com o telefone celular e que já é um sucesso de vendas por aqui.

Ermenegildo Zegna @ Brasil
São Paulo: shopping Iguatemi, JK Iguatemi e Cidade Jardim
Rio de Janeiro: Village Mall e Leblon
Curitiba: Pátio Batel
Veja os endereços aqui

+ Confira, na galeria abaixo, alguns destaques da coleção de Verão 2014 da Ermenegildo Zegna, que já está nas lojas:

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©Divulgação
Icon Jacket (casaco tecnológico com bluetooth): R$ 4.555

Stefano Pilati assume criação da Ermenegildo Zegna e da linha feminina Agnona

04/09/2012

por | Moda

Stefano Pilati ao fim de seu último desfile para a Yves Saint Laurent ©ImaxTREE

Demitido da Yves Saint Laurent em fevereiro de 2012, Stefano Pilati foi anunciado na terça-feira (04.09) como o novo head of design da Ermenegildo Zegna, tendo responsabilidade tanto pelo desfile e coleção comercial da grife masculina quanto pela coleção Ermenegildo Zegna Couture. Ele também assume a posição de diretor criativo da Agnona, franquia feminina fundada em 1953 e controlada pela empresa italiana desde 1999.

“Estou muito feliz de ter Stefano em nosso grupo por ele trazer grande talento, inestimável experiência e um enorme entusiasmo”, declarou o CEO do Grupo Zegna, Gildo Zegna, ao “WWD”. “Com essa nomeação, seremos capazes de combinar nossa tradição em alfaiataria e nossa liderança em materiais inovadores a uma nova visão para moda masculina”, ele afirmou. Já sobre a franquia feminina, o CEO disse ter “planos ambiciosos”, e que acredita que “sob sua liderança criativa poderemos desenvolver essa pequena joia em uma marca global”.

No início de 2012, Pilati foi substituído por Hedi Slimane após quase 12 anos na Yves Saint Laurent (oito como diretor criativo). Antes disso, ele atuou nos setores de design e desenvolvimento de tecidos de diversas grifes italianas, incluindo Miu Miu, Prada e Giorgio Armani. Pilati assume os novos cargos oficialmente no dia 1° de janeiro de 2013, e espera-se que ele apresente em junho sua primeira coleção masculina da Ermenegildo Zegna, assim como a cruise collection da Agnona. Já Slimane apresenta sua primeira coleção para a Yves Saint Laurent no mês que vem.

+ Relembre o último desfile de Stefano Pilati para a Yves Saint Laurent

+ “Estou feliz”, diz Stefano Pilati em sua primeira entrevista após a saída da YSL

Drops de moda: a bolsa inspirada em Lana Del Rey, Pilati na Armani e mais

11/04/2012

por | Moda

Lana Del Rey e a nova bolsa da Mulberry ©Reprodução

Depois da badalada “Alexa”, a Mulberry lança agora uma bolsa em homenagem a outra celebridade: Lana Del Rey. A marca britânica havia anunciado a empreitada em meados de fevereiro, mas, apesar do lançamento oficial estar marcado somente para maio, um número limitado de peças – nas cores preta e marrom – estará disponível em três lojas da Mulberry em Londres, Nova York e Singapura.

“Nós queríamos desenvolver uma bolsa deslumbrante que refletisse o estilo e a beleza de Lana Del Rey, então pensamos que a bolsa deveria ser simples e estruturada, mas também relevante para os dias atuais e que fosse reconhecida imediatamente como uma clássica peça Mulberry”, contou Emma Hill, diretora criativa da marca, à “Vogue” britânica. A bolsa se chamará “Del Rey”.

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- “Writer’s Block”, dirigido por Gia Coppola:

Gia Coppola, neta de Francis Ford e sobrinha de Sofia, foi convidada pela estilista Diane Von Furstenberg para dirigir o filme promocional da coleção desenvolvida pela DVF em parceria com a Current/Elliott. Intitulado “Writer’s Block”, o vídeo dura pouco mais de quatro minutos e conta a história de uma roteirista em busca de sua história que, por fim, acaba por tornar-se um sucesso. Protagonizado por Tracy Antonopolous, o curta-metragem tem a participação especial do ator americano Ray Liotta e trilha sonora de Robert Schwartzman, outro membro do clã Coppola.

As peças da colaboração estão disponíveis nas lojas da Bloomingdales, Bergdorf Goodman, Holt Renfrew, Neiman Marcus, Saks Fifth Avenue e Shopbop, além dos espaços físicos e online da própria DVF.

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Grace Kelly e sua provável intérprete, Nicole Kidman ©Reprodução

De acordo com o “The Hollywood Reporter”, Nicole Kidman está finalizando as negociações para interpretar Grace Kelly em um filme que, aparentemente, se chamará “Grace of Monaco” (Grace de Mônaco, em português) e será dirigido por Olivier Dahan, responsável por “Piaf – Um Hino ao Amor”. A previsão é que o orçamento do filme já esteja em torno de US$ 30 milhões (R$ 55 milhões).

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Looks de Primavera/Verão 2012 da 3.1 Phillip Lim ©Reprodução

A 3.1 Phillip Lim acaba de lançar sua primeira loja virtual. Todas as peças da coleção de Primavera/Verão 2012 do designer estão disponíveis no site, incluindo acessórios e itens da linha masculina. O designer também inaugura um escritório grande no Soho e migra toda sua equipe para pertinho de sua loja.

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Stefano Pilati ©Reprodução

Se a especulação sobre o novo diretor criativo da Christian Dior teve seu término esta semana com o anúncio da contratação de Raf Simons, novos boatos surgem com relação a uma nova grande marca de moda. De acordo com a “Vogue” britânica, Stefano Pilati, ex-designer da Yves Saint Laurent, estaria em conversação para assumir a Giorgio Armani. O boato surgiu após Jim Shi, ex-jornalista do “Fashion New Daily”, postar em seu Twitter: “Minhas fontes estão me dizendo que Stefano Pilati está indo para a Giorgio Armani com a intenção de assumir completamente a direção criativa após a aposentadoria de GA”.

“Estou feliz”, diz Stefano Pilati em sua primeira entrevista após a saída da YSL

29/03/2012

por | Moda

Stefano Pilati e Pamela Golbin ©Reprodução

Em conversa com Pamela Golbin, curadora-chefe do Museu da Moda e do Têxtil do Louvre, ocorrida nesta terça-feira (27.03) no “Fashion Talks”, seminário de moda anual organizado pela Aliança Francesa em Nova York, Stefano Pilati falou sobre a saída da Yves Saint Laurent e os seus planos para o futuro. Muito elegante e sempre de óculos escuros, o designer italiano afirmou: “Estou muito bem. Estou realmente muito feliz, o que é algo muito incomum para mim no sentindo de que eu nunca acreditei que fosse possível estar feliz – ao menos nestas circunstâncias”.

Sem mencionar em momento algum seu sucessor, Hedi Slimane, Pilati contou sobre seus dias trabalhando como assistente de Tom Ford, após dois anos de experiência na Miu Miu, e sobre as diferenças das duas marcas. Para o italiano, a Yves Saint Laurent, que pertence ao grupo PPR, é mais corporativa, enquanto na segunda marca de Miuccia Prada a sensação é de um negócio mais familiar. Sobre Ford, Pilati afirmou que o americano tinha “confiança o suficiente por todos que estavam ao redor” e que se sentiu “perdido” e “abandonado” quando o designer deixou a YSL em 2004.

Pilati falou ainda sobre a responsabilidade de assumir uma marca tão grande e importante historicamente quanto a YSL e ainda de atuar como diretor criativo em um período em que Yves Saint Laurent, o homem, ainda estava vivo, afirmando que o falecimento do designer francês, em 2008, possibilitou de certa maneira uma “sensação de liberdade”. Sobre o momento atual apenas afirmou que queria “muitas e muitas férias”. Já sobre o futuro, Pilati não foi claro: “Eu me encontro com esta experiência fantástica. Quero usá-la para algo que me faça sentir que sou parte desse momento e que me ajude a continuar. A menos que eu decida ficar de férias para o resto da minha vida, estou bem certo de que tenho a energia e o conhecimento para tentar fazer algo relevante, algo que seja parte do que as pessoas precisam”.

A conversa passou ainda pela participação de Pilati no documentário “The September Issue” e da relação do italiano com Anna Wintour: “Na verdade, eu tenho um ótimo relacionamento [com Wintour]. Ela tem a personalidade que ela tem, mas eu posso assegurar: quando você fala com ela, ela olha para você”.

Looks do Inverno 2012 da YSL, última coleção desenvolvida por Pilati ©ImaxTREE

Ainda não está claro o que Pilati fará nos próximos meses, mas após quase 12 anos na YSL (oito como diretor criativo) e muitas peças que se tornaram sucesso comercial, é algo certo que seu talento não será desperdiçado. Seja a partir da criação de uma marca própria ou do trabalho em alguma grande maison, o italiano ainda tem muito a oferecer à indústria da moda. Agora nos resta esperar para ver.

+ Confira o último desfile da YSL sob o comando de Stefano Pilati

Yves Saint Laurent confirma Hedi Slimane como seu novo diretor criativo

07/03/2012

por | Moda

Hedi Slimane ©Daniel Desure/Reprodução

A Yves Saint Laurent e a PPR, grupo que detém a maison francesa, confirmaram na quarta-feira  (07.03) que Hedi Slimane vai assumir a direção criativa deixada por Stefano Pilati.

Slimane foi diretor da linha masculina da YSL de 1996 a 2000, e traçava uma aclamada trajetória à frente da Dior Homme quando, em 2007, decidiu deixar a grife – e mundo da moda — e se dedicar à fotografia. O francês se consagrou também na nova profissão, e desenvolveu um belíssimo portfolio, especialmente de retratos em preto e branco que já viraram até exposição (e recentemente, suas fotos de Frances Bean Cobain, filha de Kurt Cobain e Courtney Love, rodaram a internet). Quem não conhece o trabalho fotográfico de Slimane pode visitar seu site oficial.

O nome de Hedi Slimane foi o mais citado como provável substituição a Stefano Pilati desde a semana passada, quando foi anunciado que o italiano estaria saindo da YSL depois de quase oito anos como diretor criativo da marca. Seu último desfile à frente da grife aconteceu na terça-feira (06.03), e foi ovacionado ao final da apresentação; reveja as fotos aqui.

+ Raf Simons sai e estilista Jil Sander retorna ao comando de sua marca homônima

Adeus: veja o último desfile da YSL sob direção de Stefano Pilati

06/03/2012

por | Moda

Um dos primeiros looks na YSL ©ImaxTREE

Todos estão acompanhando a semana de moda de Paris Inverno 2012/2013? Na segunda (05.03) aconteceu o último desfile da YSL sob direção criativa de Stefano Pilati. Com uma coleção fetichista ultrachic, ele foi ovacionado ao final da apresentação. Um dos momentos mais bonitos e emocionantes da temporada, junto à despedida de um Raf Simons com olhos marejados ao final da Jil Sander, em Milão. Veja aqui a coleção completa da YSL.

Entrada final da Chanel Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

A Chanel abriu o penúltimo dia do evento com seu costumeiro cenário grandioso, apresentando uma coleção recheada de maxi-casacos e geometrismos. Veja aqui a coleção completa.

+ Paris

A América do Sul continua na mira criativa da Hermès

Cores primárias estão nas passarelas e nas ruas

Acompanhe as coleções de Stella McCartney, Celine, Givenchy, Comme des Garçons…

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Veja o line-up completo da semana de moda de Paris

Haider Ackermann, aposta firme em tempos de crise na moda

03/03/2011

por | Moda

haider-ackermannO estilista Haider Ackermann ©Reprodução / Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin

Você pode não estar familiarizado com o nome acima, mas se prestar atenção nas notícias de moda dos últimos meses, vai perceber que esse colombiano graduado na Antuérpia e residente em Paris está em rápida ascensão – uma espiral crescente de elogios e oportunidades que começou com… Karl Lagerfeld.

“Eu tenho um contrato para a vida, então tudo depende de para quem eu gostaria de entregar [o cargo]; no momento, eu diria Haider Ackermann”, Largerfeld declarou à “Numero” de novembro/2010 sobre quem poderia substituí-lo na Chanel em sua eventual aposentadoria. Quer mais? Na edição “The Discovery Issue” de janeiro/2011 da “V Magazine”, o kaiser da moda ainda o aponta como a nova estrela da indústria, afirmando: “Ele fez a minha coleção preferida da estação, e eu sempre dei muito apoio a bons designers. Eu não digo “jovens” designers – Haider não é um iniciante”.

E Lagerfeld não é o único a alimentar o hype em torno de Ackermann; em dezembro de 2010, em meio a rumores de que o cargo de Stefano Pilati estaria ameaçado por causa da queda de vendas na Yves Saint Laurent, o nome de Ackermann era o mais cotado para a provável substituição, ao lado de Hedi Slimane. E agora, junto com os boatos de que Ricardo Tisci irá substituir John Galliano na Dior, vem a aposta de que Ackermann é considerado o mais forte candidato para ocupar o lugar vazio na Givenchy.

Formado pela Fashion Academy of Fine Arts da Antuérpia, Bélgica (que também diplomou Dries Van Noten e Ann Demeulemeester), Ackermann criou sua marca homônima em 2001 e começou a apresentar suas coleções em Paris na temporada inverno 2002. Desde então, ele tem desenvolvido um estilo austero com muitas experimentações com couro e drapeados que conquistou fãs como a atriz Tilda Swinton. Sobre seu estilo e sua motivações, ele falou à revista “W” de janeiro/2010: “Todos nós estamos em busca de alguma coisa. A minha busca é pela beleza, e isso é muito importante hoje em dia. Meu pai trabalha para a Anistia Internacional, e é claro que nós precisamos de pessoas como ele, mas nós também precisamos de pessoas que estão buscando a beleza”.

Veja na galeria a evolução das coleções de Haider Ackermann na semana de moda de Paris:

Curador top Hans Ulrich Obrist e Stefano Pilati se encontram em Manifesto fashion

02/03/2011

por | Sem Categoria

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Bolsa do Manifesto YSL

Após os boatos de que Stefano Pilati deixaria o cargo de diretor criativo da YSL (a marca declarou oficialmente que ele fica), o estilista lança a oitava edição de seu Manifesto, uma publicação que aborda outros assuntos, além da moda, sempre refletindo o  “olhar YSL”.  O Manifesto será lançado no dia 5 de março simultaneamente em Paris, Nova York, Milão, Tóquio, Hong Kong, Londres e Los Angeles.

Mais de 500 mil cópias serão distribuídas no mundo e as primeiras 2 mil pessoas de cada país que ganharem o Manifesto, recebem também uma bolsa de algodão, estilo tote, com o carão de Arizona Muse estampado. O Manifesto também estará disponível no site oficial e no Facebook da marca.

Esta edição traz fotos de Arizona, modelo mais comentada da estação e que está na atual campanha da YSL. As imagens são da dupla Inez van Lamsweerde e Vinoohd Matadin, colaboradores antigos da marca. Ao desviar da moda, Pilati também o faz com inteligência, honestidade e delicadeza, como podemos ver na parte em que ele é entrevistado por ninguém menos que Hans Ulrich Obrist, um dos críticos de arte mais importantes da atualidade (que esteve no Brasil para a última Bienal) e co-diretor da Serpentine Gallery, em Londres. Ele foi eleito pela  “Art Review” o nome mais influente da arte no mundo.

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Hans Ulrich Obrist © Reprodução

O “NYT” publicou parte da entrevista entre Obrist e Pilati, em que o estilista diz que não está mais interessado em trabalhar com a moda de uma maneira elitista. “Eu gostaria de oferecer uma outra perspectiva de uma marca de luxo para uma audiência maior que não necessariamente se relaciona com a moda da mesma forma que uma camada privilegiada de pessoas faz”.

Questionado sobre criatividade, Pilati diz: “considero um estilista mais um formador de opinião do que um artista e, para o bem ou para o mal, as regras do jogo não são necessariamente ditadas por sua própria criatividade, apesar de que a criatividade seja um ponto central. Infelizmente as regras são ditadas por uma causa, pelo mercado, porque cada vez mais você não cria só por criar. Você está comprometido e deve satisfazer certas necessidades que, às vezes, vão contra as suas próprias e pode afetar e prejudicar o que você está fazendo”.  E continua: “A verdade é que, não importa o que pensamos, não importa quais são nossos instintos, somos guiados por regras que não são as nossas. Talvez a única forma de fazer a diferença é ser honesto”. Sábias palavras.

DIRETO DE PARIS: Stella McCartney, Ungaro, Yves Saint Laurent e +!

05/10/2010

por | Moda

>> É interessante como algumas roupas podem parecer completamente apáticas na foto, e ao vivo fazem você querer esfregá-las todinhas pelo seu corpo. Com essa atual onda pró-minimalismo, então, isso é ainda mais comum. Virtualmente, as roupas da Céline podem parecer nada além de linhas puras e uma enorme limpeza no design. Porém, ao vivo, a perfeição de execução e acabamento, aliado ao mais puro conceito de simplicidade, funcionam quase como um calmante visual.

Simples. Elegante. Sofisticado. Luxuoso sem querer assim parecer. Era essa a sensação ao entrar na loja com decoração bruta, como se estivesse em reforma, com tubulações de ar e tijolos aparentes. Isso e a vontade de apertar e acariciar toda e qualquer peça texturizada exposta quase como uma obra de arte.

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>> Aconteceu hoje no famoso prédio de paredes cinza da Avenue Montaigne, o press day da Dior. Trata-se de um grande showroom onde a imprensa pode conferir de perto as roupas da mais recente coleção desfilada na última sexta-feira (01/10) aqui em Paris. Tipo um backstage pós-desfile _só que com comidinhas e bebidas.

Nos manequins e araras a coleção exatamente como desfilada imprimiu ainda mais comercial. Sem a iluminação, música e toda aquela emoção da apresentação, são roupas prontas para a vida real. Aliás, uma vida real à beira-mar. Sempre bem colorido, o mais interessante foi poder ver de perto os tingimentos _em seda ou em crochê, quase como uma versão simplificada daqueles utilizados no inverno 2010 de alta-costura em julho deste ano_, e o trabalho artesanal de tiras de tecidos entrelaçados.

Cacharel Spring 2011 Ready-to-Wear>> Afastada das passarelas desde 2003, a Cacharel marcou seu retorno para a semana de moda parisiense na última temporada (inverno 2010), atraindo uma considerável atenção de imprensa e compradores. De lá para cá, a marca expandiu com extrema rapidez sua presença em lojas de departamemto ao inaugurar novos pontos de venda ao redor do mundo _só nos EUA foram 50.

O sucesso não é à toa. Agora sob o comando do estilista francês Cédric Charlier a marca dá início a uma nova fase _mais contemporânea e jovial, ainda que mantendo sua essência. Assim, o verão 2011 vem todo trabalhado em cima das cores. Dos neutros aos ácidos são elas que dão força a coleção, toda trabalhada em algodão e seda.

As formas são simples, quase geométricas, com algumas sobreposições interessantes _principalmente quando aparecem os tricôs_, sempre em silhuetas afastadas do corpo. A camisaria é um elemento importante, aparecendo desde sua versão clássica (ou de smoking) e longos chemises com micro pregas no centro, até desconstruções mais elaboradas as transformando em micro coletes.

E os florais que se associam tão facilmente com a marca, agora ficam abstratos. Olhando para o trabalho de pintura de Kim Gordon, Charlier pensou em estampas quase como uma explosão de tintas, mas cujas formas se assemelhavam à flores.

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>> “Girls who are boys, who like boy to be girls, who do boys like they’re girls, who do girls like they’re boys…” E assim, ao som de Blur, Stella McCartney falou exatamente sobre um dos principais rumos do verão 2011: o incansável jogo do masculino no feminino que encontrou na atual vontade minimalista e em algum resquício dos anos 80 a desculpa perfeita para se fazer mais uma vez presente.

E aí falou das calças de cintura alta, das camisas _aqui totalmente abotoadas_, das tão em alta camisetas-túnicas de mangas, das pantalonas e das sobreposições. Todos elementos que a estilista há tempos chama de “seus”, bem antes de toda essa onda pró-minimalista. Mais interessantes são seus vestidos longos de manga inflada, com torso ajustado e saias longas com plissados assimétricos e as estampas de limões e laranjas que aparecem no último bloco do desfile. Mais do mesmo? Pelo menos foi divertio.

Chlo�>> O problema do minimalismo é que, na verdade, ele é chato. Fazer algo dentro desta estética sem cair na mesmice não é tarefa fácil. Tanto que apenas uma estação após ter se tornado a nova coqueluche fashion, a tendência já começa a dar sinais de desgaste. A antropofagia reciclável da moda tomou proporções tão extremas que os habituais 6 meses já são suficientes para fazer do novo, velho?

Se a gente tomar como exemplo o verão 2011 da Chloé a resposta pode ser: sim. Quer dizer, pode ser: talvez. Para não dizer que não houve nenhuma mudança, Hannah MacGibbon deixou o sportswear da coleção passada de lado para dar contornos mais elegantes para esta atual. Fato que, aliás, acabou eliminando sua jovialidade.

Se antes havia uma clara distinção entre a mulher Chloé e a Céline, agora essas duas praticamente se confundem. O desenho purista, as linhas e cortes simples, falam de uma maturidade um tanto austera demais para marca.

Vestidos de saia no meio da perna vinham, então, na mais perfeita execução. Corte preciso, linhas puras e uma cartela de cores neutras que só reforçou a sensação de sofisticação limpa da coleção. Tecidos encorpados nas partes de cima delineavam ainda mais firmemente as formas clássicas da coleção. Roupas lindas, mas um tanto herméticas demais. Onde antes havia algo de diversão e bem estar jovem, agora há caretice.

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>> Tudo bem que era um dos desfiles mais aguardados, mas ninguém imaginou que a estréia de Giles Deacon na direção criativa da Ungaro fosse causar tamanho alvoroço. Fãs (da marca ou do estilista?) se aglomeravam na entrada do desfile impedindo que alguns importantes nomes da indústria conseguissem passar para o lado de dentro.

E numa passarela coberta de grama (artificial?) com carros antigos repletos de flores, Deacon levou a Ungaro de volta… bem, de volta para a França. Roupas extremamente femininas, que incluíam vestidos envelopes, saias drapeadas, blusas transparentes, lenços, calças cigarretes, laços, rendas, lingeries à mostra e todo aquele je ne sais quoi que fazem das mulheres parisienses particularmente sexy estavam ali na passarela. Havia também algo de lúdico na apresentação. No caminhar das modelos, nas poses… Um pouco daquele humor irreverente do novo estilista.

Jovial como nunca, sofisticada, bem humorada e provocativa, a coleção de verão 2011 sob comando de Giles Deacon, parece estar finalmente colocando a Ungaro no caminho certo.

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>> Será que podemos dizer que a alta dose de glamour e todo clima 1970s presentes no desfile da Yves Saint Laurent seriam uma adequação de Stefano Pilati as vontades do momento? Ou seriam o caminho inverso? Afinal de contas, o grande Yves Saint Laurent em si é referência máxima para esta temporada.

Seja lá qual for a resposta, o que importa mesmo é que Pilati apresentou uma das melhores interpretações da década. Uma versão obscura, com batons mate bem escuros, cabelos presos e sensualidade latente no ar. Calças de cintura bem marcada (e alta) vinham combinadas com blusas-colete frente única ou bons macacões de silhueta seca, saias estreitas faziam par com blusas volumosas ou camisas de manga ampla,vestidos transparentes no melhor estilo 70s, e acessórios felpudos imprimiam ainda mais sensualidade e glamour.

O mais interessante, contudo, é como Pilati conseguiu fazer tudo parecer autêntico e atual. Aplicando recortes geométricos em suas peças _como as fendas arrematadas por pequenos bolsos nas saias evasês_ o estilista fala de uma certa contemporaneidade discreta, balanceando bem passado e presente.

Sobre como Raf Simons e Lanvin sintetizaram a temporada masculina

30/06/2010

por | Moda

Na semana de moda masculina de Paris (que terminou no dia 27/06) a alfaiataria esteve no centro das atenções. Estilistas dos mais variados pareciam obcecados por encontrar um “novo terno” para o homem contemporâneo. Um uniforme masculino mais “iPad” ou “Twitter”, menos “486” ou “Startac”.

Alteraram proporções, inverteram silhuetas, ampliaram as partes de baixo, ajustaram as de cima, substituíram costuras por zíperes, esconderam botões, eliminaram golas, deceparam mangas e injetaram um pouco mais de criatividade do que aquilo que vimos em Milão.

masculinosYves Saint Laurent, Rick Owes, Kris Van Assche e Dior Homme verão 2011 ©firstVIEW

Stefano Pilati na Yves Saint Laurent eliminou as laterais das jaquetas, transformou calças em bermudas-saias com corte em “A”, e experimentou ao máximo nas proporções. Rick Owens alongou seus blazeres e arrancou as mangas num misto de androginia com religiosidade. Kris Van Assche deu extrema leveza a sua alfaiataria de volumes assimétricos na Dior Homme e a fundiu extraordinariamente com o sportswear numa das melhores coleções de sua própria marca.

Dries Van Noten misturou mods + skinheads e encurtou as barras de suas calças. Paul Helbers fez uma viagem étnico-cultural incorporando diversos elementos (de forma super inteligente) numa de suas melhores coleções para Louis Vuitton. E Riccardo Tisci, na Givenchy, uniu o blazer a calça, agora com gancho baixo, sobre camisa rendada em forma de estampa animal.

Mas o problema da alfaiataria, ou melhor, do terno, vai muito além dessas miudezas de modelagem, silhueta e proporção. Não diz respeito apenas à escassez de empregos, incerteza econômica, tão pouco à flexibilização dos dress-codes dos ambientes de trabalho. O real problema que assombra o tradicional costume masculino é sua atual falta de relevância sóciocultural.

Há muito tempo se foi a época em que a combinação calça + camisa + paletó vinha acompanhada de valores como respeito, prestígio, status social. Em tempos de hiperindividualidade, esse uniforme contemporâneo (em seus moldes convencionais), já não faz tanto sentido na vida das pessoas. São poucos aqueles (e principalmente da geração Y) que encontram nos ternos alguma real conexão com suas vidas.

O que parece faltar na moda masculina, então, é justamente acompanhar essa evolução desenfreada, ultraveloz e experimental que já faz parte das vidas de seus consumidores.

raf-simons-verao-2011Raf Simons verão 2011 © firstVIEW

É por isso que o verão 2011 de Raf Simons parece tão mais convincente. Há 15 anos no ramo, o estilista belga fez valer seu mérito como um dos designers de moda masculina mais vanguardistas do momento (foi ele que lá nos anos 90 introduziu o primeiro terno skinny, bem antes que Hedi Slimane fosse creditado, indevidamente, pela façanha).

Numa coleção repleta de ícones de sua carreira, Simons trabalhou a mesma silhueta alongada que deu o tom da temporada, porém com um impressionante equilíbrio entre precisão e emoção. Amplas calças que cobriam os pés vinham combinadas com suas famosas jaquetas/túnicas sem mangas mais ajustadas ao corpo. Nas costas, aplicou pesados zíperes industriais sobre faixas de cores intensas. A imagem final é menos formal e mais experimental, e nem por isso distante dos consumidores. Como dizia uma das estampas de suas camisetas,  foi uma coleção para falar de realismo (“realness”).

lanvin-verao-2011Lanvin verão 2011 © firstVIEW

Lucas Ossendrijver, sob a tutela do diretor criativo Alber Elbaz, parece também ter capturado o atual clima da moda masculina. Sua mais recente coleção para Lanvin falava justamente da urgência, ação e mobilidade que nos rodeia. Agora a silhueta parecia ansiosamente ajustada ao corpo, barras e acabamentos incompletos sugeriam uma constante pressa, ao mesmo tempo em que roupas ultratexturizadas (vide os ternos em bordados de pequenos recortes de seda) falavam de uma certa intimidade e necessidade de toque.

Algo de esportivo nas blusas enroladas nos ombros ou na cintura, nas calças levemente ajustadas nos tornozelos, nos blazeres abraçando o tronco e nas bermudas de tricô que simulavam aquelas de ciclistas, vinham agora não só falando de uma alfaiataria ou elegância despojada, mas também da agilidade e funcionalidade acentuada dos dias de hoje.

+ Veja as fotos das coleções completas que desfilaram o masculino em Paris Verão 2011.

Menos skinny, mais conforto: moda masculina aposta em calças largas

25/03/2010

por | Moda

A alfaiataria masculina clássica tem uma posição de destaque no inverno 2010. Enquanto as grifes de Milão resgataram a tradição do vestir masculino, em Paris as transgressões deram o tom da temporada.

calças-inverno-2010Looks da 2nd Floor, Yves Saint Laurent, Gianfranco Ferré, Alexandre Herchcovitch e Prada inverno 2010: a nova modelagem das calças masculinas ajuda a equilibrar a silhueta © firsView e Agência Fotosite

As calças largas que remetem aos anos 1940 ressurgem neste inverno com drapeados, pregas e volumes desestruturados. Tipo as calças do personagem de Leonardo DiCaprio no filme “Ilha do Medo”, só que fazendo contraponto aos blazeres retos e jaquetas mais ajustadas ao corpo.

No desfile da Yves Saint Laurent, Stefano Pilati montou um belo contraste entre a modelagem soltinha das calças em tecidos leves com jaquetas encorpadas e mais enrijecidas. Jean Paul Gaultier foi buscar no sportswear o apelo contemporâneo para a sua tradicional alfaiataria, e Kris Van Assche tomou esse mesmo caminho.

Também tem os modelos de calças menos amplas, porém alongadas: uma opção interessante. Prada, Gianfranco Ferré e Lanvin alongaram as barras de suas calças produzindo aquele afeito “embolado” na região do tornozelo. A modelagem “cenoura” também volta com bastante relevância e apelo comercial. Ótima para compor looks como aqueles mostrados nas coleções da Dior Homme, Rick Owens e Vivienne Westwood.

Essas pequenas alterações podem parecer irrelevantes, mas não se engane: são os detalhes que ajudam a contar uma história!

+ Visite nosso acervo de Desfiles para ver as coleções completas