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Saiba tudo sobre o Crowdfunding, novíssimo movimento cultural

Você já ouviu falar em Crowdfunding? É um novo movimento, que chegou ao Brasil recentemente e está fazendo muita coisa legal acontecer. O CF é uma espécie de coletivo temporário que levanta fundos para realizar um projeto, através de mobilização nas redes sociais e sites especializados onde coletam incentivadores para tirar boas ideias do papel.

A forma de financiamento é nova. Nos Estados Unidos existe desde 2009, iniciada com o Kick Starter, página que levanta fundos para realizações artísticas e culturais e já conseguiu colocar em prática mais de 40 mil ideias e levantou cerca de 40 milhões de dólares. No Brasil, é mais jovem ainda, o primeiro site de Crowdfunding, o Catarse, foi lançado oficialmente em janeiro deste ano.

sea-pony-couture-sxsw-kickstarter-crowdfundingA marca Sea Pony Couture desfilou no “Style X”, no festival SXSW, com ajuda do Kickstarter ©Reprodução

Com pouco mais de dois meses de funcionamento, o Catarse colocou 20 projetos no ar, desses, cinco foram realizadps, oito já tiveram o prazo expirado, três não atingiram a cota necessária e tiveram de devolver o dinheiro aos apoiadores. Quem apresentou a conta para o FFW foi Luís Otávio Ribeiro, um dos idealizadores do site.

O foco principal do Catarse é colocar em prática ideias ligadas a cultura, jornalismo e empreendedorismo. “São áreas de capitalização difícil, projetos pequenos que não conseguem levantar grana, é aí que a gente entra”, explica Ribeiro, que considera amplo o foco do site. “Na cultura a gente aceita projetos em música, cinema, dança, moda…”, enumera. Entre as realizações, estão um espetáculo de dança inspirado nos filmes de Quentin Tarantino _que ffará uma temporada de três dias em Porto Alegre, em maio_ e uma loja que torna possível que designers, artistas e amadores a possibilidade de reproduzir sua arte em vários suportes, de bolachas de chopp a sandálias do tipo Crocs.

Um dos projetos financiados pelo Catarse, foi um espetáculo de dança baseado nos filmes de Tarantino

Quem resolveu usar o Crowdfunding para fazer as coisas acontecerem foi o Queremos. O site não funciona com a reunião de projetos para serem financiados, o que eles querem é trazer shows bacanas para o Rio de Janeiro, levantando com os fãs o dinheiro necessário para produzir os concertos. Belle & Sebastian, Miike Snow, LCD Soundsystem, Vampire Weekend, Mayer Hawthorne e Two Door Cinema Clube já pousaram em solo carioca por causa do Queremos entre o fim do ano passado e o início deste ano. Os dois primeiros desafios de 2011 lançados pelo coletivo já conseguiram sucesso: nos dias 7 e 8 de abril os cariocas poderão assistir aos shows de Miami Horror e The National, respectivamente. E tem mais, quem ajuda a trazer a banda, recebe reembolso do valor da colaboração e assiste ao show de graça.

cartaz-queremos-crowdfundingLCD Soundsystem e Belle & Sebastian estão entre os shows produzidos pelo Queremos ©Reprodução

Outra proposta é o Movere.me. O caçula tem uma pegada parecida com a do Catarse, de apostar em projetos culturais. O site nasceu no início deste mês, mas o projeto é mais antigo. “O movere.me surgiu por conta das nossas necessidades como autores e incentivadores. Eu queria dar início a uma editora, diferente do padrão encontrado, onde as pessoas decidiriam se o livro seria ou não publicado. Isso foi em 2009. Comecei a fazer pesquisas sobre modelos de negócio parecidos com esse e conheci o Crowdfunding”, conta um dos idealizadores do Movere.me, Bruno Pereira, que logo se juntou com Thiago Fontes e Enzo Motta para fazer o Movere.me funcionar.

Fazer o Crowdfunding funcionar ainda é novo, mas as iniciativas de economia criativa têm crescido. Nos Estados Unidos, a taxa de sucesso dos projetos feitos a partir do financiamento coletivo é cerca de 50% e conta com a curadoria de instituições como o YouTube para levar aos sites de Crowfunding um volume maior de projetos em busca de financiamento. A ideia deve chegar logo ao Brasil, pelo menos já está nos planos de Luís Otávio e a equipe do Catarse. “Queremos trazer os projetos mais legais do Brasil pra dentro do Catarse, e assim, ter uma taxa de sucesso maior. Estamos tentando fechar parcerias com organizações como a Casa da Cultura Digital e o Circuito Fora do Eixo”, avisa.

Então agora você já sabe: para trazer músicos, peças, criar festivais, fazer revistas e fanzines e mostras contate o movimento de CF da sua área ou então… crie um!

Saiba tudo sobre o Crowdfunding, novíssimo movimento cultural

Emicida, CSS e The Twelves tocam no festival Coachella: veja line-up completo!

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Sumemo. O rapper paulistano Emicida vai tocar no Coachella, famoso festival de música que, anualmente, arrasta centenas de bandas indies _e milhares de fãs_ para a cidade de Indio, no meio do deserto da Califórnia. No Twitter, Emicida anunciou o fato discretamente: “Garota eu vou pra califórnia… @coachella 2011 #aruaénóiz”, brincou. Além dele, se apresentam outras três atrações brasileiras: The Twelves, DJ Marky e o CSS.

Os shows acontecem entre os dias 15 e 17 de abril, e os headliners (sempre muito especulados) ficaram com os óbvios Kings of Leon no primeiro dia, Arcade Fire no segundo e Kanye West + The Strokes no terceiro. Também tocam PJ Harvey, Cee-lo Green, Robyn e Ms. Lauryn Hill.

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Emicida, CSS e The Twelves tocam no festival Coachella: veja line-up completo!

Thiago Pethit é destaque no The Guardian e toca Lou Reed nesta terça: saiba mais

72492_451556337508_750157508_5210249_1470184_nThiago Pethit ©Reprodução

O cantor Thiago Pethit, que despontou em 2010 com seu disco de estréia, “Berlim, Texas”, foi destaque no jornal britânico The Guardian na última semana. Assinada por Louis Pattison, a matéria elege seis novos artistas e elogia o folk romântico de Thiago, que se inspira nos cabarés de vaudeville para compor suas canções.

“Seu debut de 2010, ‘Berlim, Texas’, ganhou fãs como o rei da tropicália, Caetano Veloso, e não é difícil ver estas canções melancólicas caírem no gosto de quem admira artistas José Gonzalés”, diz o texto. Ao final da nota, Ana Garcia _editora do Coquetel Molotv_ comenta que Pethit toca no festival independente SXSW em março deste ano.

LOU REED NO SESC

18 de janeiro _ Sesc4Nesta terça-feira (18/01), o paulistano faz seu primeiro show do ano no SESC Consolação, dentro do festival “Ingressos Esgotados”, em que três brasileiros _Pethit, Juliana Erre cantando Paul Mccartney e Moxine cantando Beyoncé_ foram convidados para intepretar o repertório de artistas que os inspiram. “[Lou] já serviu de inspiração e até como maneira de entender melhor o meu trabalho”, conta Pethit, por telefone, ao portal FFW.

“Ele não fazia o gênero Beatle nem Rolling Stone. Esbarrava no glam rock, mas isso era coisa de inglês. Fazia folk, mas tocava guitarra”, analisa.

Há menos de dois meses, Reed tocava em outro SESC, em São Paulo, com o espetáculo experimental “Metal Machine”. Thiago, desta vez, estava no público. “Achei sensacional e importante aquilo que parecia uma junção do RockNRoll com uma instalação sonora das artes plásticas. Em outro momento, parecia apenas que ele estava tirando uma com a nossa cara”. O show conta com participação de Renata Bastos.

+ Confira as informações completas sobre o show na FFW Agenda

Thiago Pethit é destaque no The Guardian e toca Lou Reed nesta terça: saiba mais

Com Amy e U2, primeiro semestre tem avalanche de shows gringos

janelleComece por Amy Winehouse e Shakira. Adicione U2, Janelle Monáe, Vampire Weekend, LCD Soundsystem… Em 2011, o calendário de shows _normalmente calmo no primeiro semestre e agitado no segundo_ resolveu se equilibrar.

Se o grandes festivais como SWU, Rock In Rio e Planeta Terra permanecem depois de julho_na rabeira dos festivais de verão no hemisfério norte como Coachella e Lollapallooza_ os shows “avulsos” começam em janeiro. É o caso do Summer Soul Festival, que traz Amy, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne. a São Paulo, Recife, Rio e Florianópolis.

não acho novidade. é uma situação levada por vários fatores.
situação econômica brasileira, mais apreço ainda das bandas por shows
(porque não vendem mais cds), mais produtores agindo no mercado
> brasileiro etc. 2011 tem tudo pra ser ainda melhor do que foi em 2010.
>
> * eu acho que a distribuição pelo ano todo facilita a solidificação de
> um mercado de shows sério no Brasil. A gente não está no hemisfério
> norte, que tem os grandes festivais de verão, em um período
> específico. aqui, num tempo um pouco mais quente ou um pouco mais
> frio, dá para estabelecer novos festivais, shows fechados, eventos o
> ano inteiro de um modo uniforme. estamos começando a ver isso, acho

Lúcio Ribeiro, autor do blog Popload e organizador da Popload GIG (que traz o LCD Soundsystem na última quinzena de fevereiro), acompanha e noticia a movimentação desse mercado. “É uma situação levada por vários fatores. Situação econômica brasileira, mais apreço ainda das bandas por show (porque não vendem mais cds), mais produtores agindo no mercado brasileiro, etc. 2011 tem tudo pra ser ainda melhor do que foi em 2010″, comentou ao FFW.

A distribuição dos eventos é boa para o consumidor: os ingressos, que não são baratos, pesam no bolso_ ainda mais quando condensados em um curto espaço de tempo.

Para Lúcio, o impacto na indústria também é positivo. “Facilita a solidificação de um mercado de shows sério no Brasil. A gente não está no Hemisfério Norte, que tem os grandes festivais de verão, em um período específico. Aqui, num tempo um pouco mais quente ou um pouco mais frio, dá para estabelecer novos festivais, shows fechados, eventos oano inteiro de um modo uniforme. Estamos começando a ver isso”, conclui.

Animou? Programe-se para as apresentações já confirmadas na FFW Agenda!

Com Amy e U2, primeiro semestre tem avalanche de shows gringos

RT @portalFFW: os melhores shows de 2010

hardton_011Hard Ton @ Clube Glória ©Juliana Knobel/FFW

HOT CHIP @ PLANETA TERRA 2010: O ELETRÔNICO NERD E SEXUAL

BELLE & SEBASTIAN @ VIA FUNCHAL: CULTO RELIGIOSO-INDIE, DE GLASGOW PARA SÃO PAULO

QUEENS OF THE STONE AGE @ SWU: ROCK, GUITARRAS E JOSH HOMME

RAGE AGAINST THE MACHINE @ SWU: ANARQUIA MADE IN ITU E O FIM DA ÁREA VIP

HARD TON @CLUBE GLÓRIA: PESO PESADO DA ÍTALO DISCO ESTREMECE CLUBE PAULISTANO

THEOPHILUS LONDON @COMITÊ CLUB: MUITO TALENTO E POUCO PÚBLICO

FUCK BUTTONS @MIS: UMA EXPERIÊNCIA MUSICAL E SENSORIAL

STROKES @LONDON: SHOW SECRETO DA BANDA AMERICANA LEVA FÃS AO DELÍRIO

BEYONCÉ @MORUMBI: CANTORA ATESTA SUA REALEZA POP COM MEGASHOW EM SÃO PAULO

RT @portalFFW: os melhores shows de 2010

White Lies divulga detalhes do novo disco e faz show beneficiente em SP

WHITE LIES RITUAL COVCapa de “Ritual”, o segundo disco do White Lies” ©Reprodução

O White Lies lança seu novo disco, “Ritual”, só em 2011: mais exatamente no dia 18 de janeiro, pelo selo Fiction Records. Mas até lá o quarteto britânico têm muito trabalho: eles fazem shows em Paris, Londres, Los Angeles… e São Paulo! A apresentação faz parte do projeto Design For Humanity, da UNICEF, que acontece neste sexta-feira (10/12) em SP.

Além dos shows, o grupo vai soltar (semanalmente até dia 18/01), seis teasers do álbum. No primeiro, intitulado “Eyeball” e  filmado no México, locais aparecem fazendo diferentes tipos de rituais (de cocar e tudo) em uma feira de rua. Trechos das faixas “Strangers”, “Peace And Quiet”, “Bigger Than Us” e “Holy Ghosts” acompanham as cenas.

Assista:

+ myspace.com/whitelies

Design For Humanity

O evento rola nesta sexta-feira sábado (10/12), no Hotel Unique, em São Paulo. As exposições, shows e desfiles fazem parte da ação beneficiente (e global) Design For Humanity, criada pela UNICEF _já rolaram edições em Los Angeles, nos EUA, e Sidney, na Austrália.

Serão exibidas obras da galerias Emma Thomas e Alma Surf, além de uma intervenção da Choque Cultural, um preview do inverno 2011 da Billabong e uma discotecagem do DJ Zegon. Os ingressos (que tem renda revertida integralmente para o projeto Centros Urbanos, que ajuda crianças e adolescentes), custam R$ 95 e podem ser adquiridos na Flagship da Billabong na Oscar Freire e  outros pontos espalhados pela cidade.

+ Site Oficial: designforhumanity.com

Neste sábado (10/12) aqcontece no Hotel Unique, em São Paulo, um show do grupo White Lies. A apresentação faz ação beneficiente (e global) Design For HUmanity, criada pela UNICEF. Já rolaram edições em Los Angeles, nos EUA, e Sidney, na Austrália.

Serão exibidas obras da galerias Emma Thomas e Alma Surf, além de uma intervenção da Choque Cultural, e um desfile-preview de inverno 2011 da Billabong. Os ingressos _que tem renda revertida integralmente para o projeto Centros Urbanos, que ajuda crianças e adolescentes_ custam R$ 95 e podem ser adquiridos nas lojas da marca e na rede Star Point

White Lies divulga detalhes do novo disco e faz show beneficiente em SP

Festival Planeta Terra 2010: barulho, arco-íris e Billy Corgan

Rolou neste sábado (20/11) a edição 2010 do festival Planeta Terra, no parque de diversões Playcenter, em São Paulo, capital. Com mais de 22 mil ingressos esgotados quase 2 meses antes do evento e disputados aos tapas na última semana, o lugar estava mais cheio do que nunca, apesar do line up formado principalmente de bandas indie. O portal FFW viu vários dos shows_ leia as resenhas e veja mais fotos na sequência!

HOLGER

planetaterra2010__015©Juliana Knobel

Grupo paulistano que lançou seu primeiro disco, “Sunga” e faz parte do núcleo ao redor das baladas Neu Club/ Milo Garage, o Holger tocou seu rock. A banda está cada vez melhor ao vivo _rock enérgico, falsetes intensos e foco na percussão_ e também parece cada vez mais com o Vampire Weekend. No todo, é um show divertido, positivo: com destaque para “Caribbean Nights” e “Let ‘Em Shine Below”.

NOVOS PAULISTAS

planetaterra2010__006©Juliana Knobel

Formado por Thiago Pethit, Tulipa Ruiz, Tiê, Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) e Dudu Tsuda (Jumbo Elektro), os novos paulistas representam um grupo de músicos que colaboram entre si, tocam nas bandas uns dos outros, dividem repertório e ideias.  Com pouco mais de uma hora, o set foi dividido entre faixas da carreira solo de cada integrante.

A apresentação começou bem com “Nightwalker”, rock melindroso de Pethit _que vestia Herchcovitch_ e atingiu seu ápice em “Pedrinho”, de Tulipa Ruiz e seu vocal poderoso. Tiê, de meia-calça e camiseta da Tina Turner, cantou de voz e violão mas segurou a atenção do público com seu carisma. A experiência de todos em palcos pequenos atrapalhou: havia um desconforto geral. E se na criação o grupo é unido, no palco o entrosamento é pouco _faz falta ouvir um repertório da banda em si.

OF MONTREAL

planetaterra2010__025©Juliana Knobel

Suis generis é o termo que melhor define o Of Montreal. Liderado pelo insano vocalista Kevin Barnes, que subiu ao palco de legging roxa, uma saia/frente única transparente sobre forro de jumbo dots, peruca e maquiagem pesada, o grupo é um mix de Secos e Molhados com Prince, passando pelo rock-psicodélico dos anos 1970 e o farofa dos 1980. Abriram a apresentação com “Coquette Coquette”, um robô no palco e dançarinos de collant prateado.

O setlist, mais centrado em hits e faixas conhecidas, surpreendeu e agradou ao público _formado por animadas meninas usando maquiagem de glitter e meninos indies modernosos. Entre os melhores momentos, marcados por dancinhas, dançarinos diversos no palco e nadando sob o público, ficam as faixas “The Party’s Crashing Us” e “Wraith Pinned to the Mist and Other Things”, com o refrão escapista: “Let’s pretend we don’t exist“, cantado em coro sob o por-do-sol.

MIKA

planetaterra2010__048©Juliana Knobel

Sem querer reduzir o artista à sua sexualidade, Mika fez jus a origem do termo “gay”: foi um show alegre, tanto no palco quanto na plateia. Evocando Freddie Mercury no figurino (camisa e calça brancas com casaco navy azul-marinho, mais sapato de glitter dourado) e Michael Jackson nos passos de dança, ele abriu seu set “Relax, Take It Easy”. A decepção foi perceber que seu famoso falsete foi dublado com bases pré-gravadas e a ajuda de uma backing vocal.

Assim seguiu, hit após hit, com o público em coro sem se importar muito. Mika só chegou a cantar mais para o final do show, dando preferência às notas graves e arriscando um agudo aqui e ali. Foi uma apresentação definitivamente animada, que estremeceu o Playcenter em “Grace Kelly”, no final, e “Love Today”.

O campeonato de Rock Band foi uma das atrações mais concorridas entre os brinquedos do evento _e o momento ficou com uma rendição época de “Say It Ain’t So”, do Weezer, por um frequentador. Quem sabe faz ao vivo _já diria o Mika.

PHOENIX

planetaterra2010__070©Juliana Knobel

Nada foi tão interessante no show do Phoenix quanto o boato de que o Daft Punk participaria dele. Infelizmente, a dupla francesa de música não passou pelo Brasil _atualmente, os 2 estão focados no lançamento do filme “Tron: Legacy”, do qual assinam a trilha sonora. Então subiram os 4 garotos esquálidos liderados pelo vocalista Thomas Mars, entoando o hit “Liztomania”. Era, sem dúvida, a banda que arrastou o maior público ao palco principal até então _resultado da aparição de suas canções em seriados de TV, alta rotação em rádios e na MTV.

É uma banda competente, mas o repertório é repetitivo; com exceção do momento em que Mars foi até a plateia, não houve muita diferença no bloco de “Run Run Run”, “Armistice”, “Girlfriend” e “Consolation Prizes”. Terminaram com outra faixa famosa, “1901″.

HOT CHIP

planetaterra2010__079©Juliana Knobel

A primeira visita do Hot Chip no Brasil, no Tim Festival de 2007, foi marcada por problemas de som e falta de público. Na época, eles só haviam lançado os antológicos “Coming On Strong” e “The Warning”. Hoje estão no quarto disco de estúdio, uma carreira sólida e com um repertório para shows bem mais consistente: deram destaque para as faixas de BPM acelerado, com destaque para as do álbum mais recente, como “One Life Stand”. De longe, o show mais maduro, quente e lotado do Indie Stage.

PAVEMENT

planetaterra2010__085©Juliana Knobel

Banda para fãs, show para fãs. Ícones verdadeiramente indies dos anos 1990, o Pavement tem um séquito de fãs que os acompanha, e foram esses fãs que fizeram do seu show uma melhor apresentação. Gente com lágrimas nos olhos, cantando todas as letras e vestindo camisetas com o nome ou versos de músicas do grupo.

Aos 50 anos, Stephen Malkmus não tem mais a juventude, mas mantém o charme desencanado; o mais animado era o percussionista Bob Nastanovich, gritando no microfone e andando pelo palco. Ficaram na cabeça os hits “Date With IKEA”, “Cut Your Hair” e “Range Life”.

SMASHING PUMPKINS

planetaterra2010__097©Juliana Knobel

Vestindo uma camiseta com a legenda “Nature” (Natureza), Billy Corgan subiu ao palco ovacionado, de braços erguidos como um pastor, exibindo seu ainda assustador semblante. Como um vampiro, ele suga a juventude da sua banda, toda 20 anos mais nova.

E funciona: Billy não parece ter envelhecido mais que 5 anos, embora tenham se passado 22 desde a formação original (e histórica) do Smashing Pumpkins. Apesar de criticar o Pavement por “olhar para o passado”, é no passado que está a glória e a memória dos fãs, que foram pacientes com o vocalista ao esperar, a cada 3 músicas recentes (ele lançou em 2010 o álbum de 44 faixas, “Teargarden by Kaleidyscope”) um hit dos anos 1990.

O primeiro foi “Zero”. Urros na plateia, guitarras pesadas. Mais músicas novas, solos de guitarra, Billy lançando olhares de reprovação em direção da baixista Nicole Fiorentino. Então, o inconfundível riff de guitarra de “Today”. Mais lágrimas na audiência. Mais um bloco de músicas novas, mais comprido. No final, recompensou seus fãs com “Tonight Tonight” e seguiu em um bis interminável e solos de guitarra.

GIRL TALK

planetaterra2010__114©Juliana Knobel

O clima de festa entre amigos  imperou na última apresentação do Indie Stage. Especializado em mashups e samples, o DJ Girl Talk faz uma salada pop de todas as épocas. O set _que parecia estar parcialmente pronto_  deu chance à Greg de festejar com uma máquina de propulsão de papel higiênico/picado, chamar parte dos fãs para subir no palco e subir em cima da mesa de som. Teve de tudo: Michael Jackson, Kylie Minogue, Stevie Wonder, Madonna, tudo dentro de um liquidificador até você não saber mais o que é o quê. Pudera todo DJ fosse tão preocupado em divertir seu público…

Festival Planeta Terra 2010: barulho, arco-íris e Billy Corgan

Belle & Sebastian arrastam multidão indie em São Paulo

belleBelle & Sebastian tocando no Via Funchal, em São Paulo ©Reprodução

Uma multidão de garotos com camisetas de bandas,  garotas com saias de cintura alta, vários de óculos de aro grosso. A nação indie paulistana compareceu em peso na segunda apresentação do Belle & Sebastian no Brasil, que aconteceu na noite desta quarta-feira (10/11) no Via Funchal, em São Paulo. A primeira aconteceu há quase dez anos, no extinto festival Free Jazz.

Formada em 1996, a banda escocesa mantém um culto ao seu redor _ou melhor, ao redor do vocalista Stuart Murdoch.  A mistura de arranjos delicados, letras melancólicas e melodias alegres perdeu um pouco da sua personalidade após saída da celista Isobel Campbell e do baixista Stuart David.

dentrostuartMas Murdoch consegue manter o espírito B&S. Preocupado em agradar, ele desafiou a incômoda área VIP e foi até a segunda grade para conversar com o público; chamou fãs para dançarem no palco e depois deu medalhas a eles e mostrou, surpreendentemente, que não é nada tímido.

Pelo contrário, gosta de atenção: pose de rock star, de camiseta branca justa e calça skinny, fazendo caras, bocas, poses e seduzindo garotas no gargarejo _a ponto de obscurecer a banda que o acompanha.

O setlist começou com “I Didn’t See It Coming” e _para tristeza de muitos fãs_ deu preferência aos discos mais recentes, como “Dear Catastrophe Waitress” e “Write About Love”, lançado neste ano.  Deste último, apenas “I Want The World To Stop” e a faixa-título empolgaram o público.

Dos discos clássicos, como “If You’re Feeling Sinister” e “The Boy With The Arab Strap”, saíram os momentos mais importantes da apresentação, como “Fox In The Snow”, com Stuart no piano e acompanhado pela orquestra de cordas; e “Me And The Major”, que levantou um coro da plateia.

Mesmo com duas horas de duração e um bis que incluiu os hinos “Get Me Away From Here, I’m Dying”, e “The State The I Am In”, o repertório deles é muito grande; impossível saciar as faixas favoritas de todo mundo. Mas Belle & Sebastian é o tipo de banda ame-ou-odeie. Quem foi com certeza voltou para casa feliz.

Belle & Sebastian fazem show nesta sexta-feira (12/11) no Circo Voador, Rio de Janeiro. Mais informações no site:

+ circovoador.com.br

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Belle & Sebastian arrastam multidão indie em São Paulo

Theophilus London em São Paulo: muito talento, pouco público

theofillus_007Theophilus no Comitê: muito talento,  pouco público ©Juliana Knobel/FFW

Um certo constrangimento atingiu as cerca de 30 pessoas que foram ao Comitê _casa de shows com capacidade para 700,  em São Paulo_ assistir ao rapper americano Theophilus London tocar. Comparado a Kanye West, apadrinhado por A-Trak e Mark Ronson, colaborador de Damon Albarn (Gorillaz), Solange Knowles, TV On The Radio e Simian Mobile Disco, London despontou na cena musical em 2009.

Nativo do epicentro indie americano, o bairro de Williamsburg, no Brooklyn, Nova York, ele mistura influências de diversos gêneros, plataformas e públicos, em uma abordagem fresca do hip-hop.

Acompanhado apenas por um DJ, um copo de uísque e seus óculos escuros, ele enfrentou a pista vazia e cantou sobre bases em “Humdrum Town”, “Ultra Violet”, e outras faixas dos discos “This Charming Mixtape” e “I Want You By”. Após quarenta minutos de um bom show, ele desencanou, desligou o microfone, e chamou ao palco JOYA.

theofillus_024JOYA Bravo toca violino durante sua apresentação no Comitê ©Juliana Knobel/FFW

Jamaicana, JOYA é cantora, rapper, violinista e compositora. Um mix de Rihanna com garota da laje, dona de uma voz potente e repertório bacana _um r&b eletrônico cheio de letras confessionais_ ela desceu até o público e tocou violino ao vivo. Theophilus voltou, ligou seu laptop e começou a dublar suas músicas favoritas, transformando a apresentação em uma discotecagem improvisada. Já sem nenhum mal-estar, o público acompanhou a vibe: teve concurso de dança, sorteio do CD e fãs subindo no palco até mais de cinco da manhã.

+ Myspace Theophilus: myspace.com/theophiluslondon

+ Myspace JOYA: myspace.com/joyabravo

+ Twitter Theophilus: twitter.com/THEOPHILUSL

+ Twitter JOYA: twitter.com/JOYABRAVO

Theophilus London em São Paulo: muito talento, pouco público

#FFWresenha: em festa fechada, Chromeo faz show divertido e dançante

Rolou na noite desta quarta-feira (01/09) no bairro do Piqueri, em São Paulo, e promovido pela marca de automovéis Ford, um show da banda canadense Chromeo. “Viemos de Montreal só pra isso”, exclamou o vocalista David Macklovitch ao lado do P-Thugg, que cuida das percussões e bases.

Tocando para um público (pequeno demais) de cerca de 200 pessoas, eles abriram a noite com “Tenderoni” e divertiram com vocoders e talkbox, instrumentos que distorcem a voz e dão personalidade à banda por seu exagero. Por baixo dos efeitos, tanto David quanto P tem vozes competentes. Do novo disco, “Business Casual” _que deve ser lançado no dia 14 de setembro_ eles tocaram “Night Work” e “Don’t Turn The Lights On”, mais suingadas e animadas que o material dos discos anteriores.

Assista Night Work no player [via Trabalho Sujo]:

Durante o show, que teve pouco mais de uma hora, a sonoridade plástica, que mistura electro, funk e pop, foi garantida por bases; só guitarra, percussões e teclados eram ao vivo. Já na metade da apresentação, a balada “Momma’s Boy” se transformou numa versão acappela, com o público já rendido. E se você não foi convidado para o show, o Chromeo se apresenta novamente em São Paulo nesta quinta-feira (02) no Bar Secreto (Rua Álvaro Anes, 91 – Pinheiros – São Paulo). Fica a dica: a casa é pequena e já tem um público frequentador preferencial, então vá por sua conta e risco.

+ Site oficial: chromeo.net

+ Myspace: myspace.com/chromeo

+ Twitter: twitter.com/chromeo

#FFWresenha: em festa fechada, Chromeo faz show divertido e dançante