O inverno 2010 no Hemisfério Norte não será das menininhas, e sim das mulheronas. De preferência aquelas com mais de 35 anos de idade. É isso que constatou uma pesquisa encomendada pelo bureau de tendências WGSN.
Os indícios são vários. Olhe para as capas de revistas das principais publicações de moda neste mês de setembro: A “Vogue US” tem Halle Berry (43); a “Harper’s Bazaar”, Jennifer Aniston (41); a “Elle” convocou Sandra Bullock (46); a “Love” com Lauren Huton (42) [foto ao lado]; enquanto a “Vogue UK” trouxe Kate Moss (36).
As campanhas seguem o mesmo caminho: Christy Turlington (41) é uma das estrelas da Louis Vuitton, Madonna (52) aparece novamente como rosto da Dolce & Gabbana e Tilda Swinton (49) também mais uma vez para Pringle of Scotland. Isso sem contar na supermodelo Kirsten McMenamy (46) que está praticamente em todas as publicações _”Vogue Itália”, “Vogue US” e “Dazed & Confused”, só para citar algumas.
O movimento parece natural, já que a moda _sempre em ciclos_ vinha favorecendo uma jovialidade exacerbada nos últimos anos. O fato é que o mercado de consumidoras chamadas de “35+” há tempos vem pedindo um pouco mais de atenção fashion.
São mulheres que hoje estão envelhecendo muito diferentemente de suas mães. Com atitude jovial e um forte senso de moda, essas mulheres não irão comprometer seu guarda-roupa conforme envelhecem. Seus closets são cheios de roupas (acumuladas ao longo do tempo), fato que as torna mais seletivas e ponderadas na hora da compra.
“Baixa qualidade e design duvidosos são aspectos que dificilmente passarão pelo seu crivo exigente. A geração 35+ consome apenas o necessário e, ainda assim, peças que agreguem valor ou atualizem o seu acervo pessoal”, conclui a pesquisa do WGSN.
Não se engane: “Um Sonho Possível” (título original “The Blind Side”), filme americano indicado ao Oscar em 2010 e que estreia nesta sexta-feira (19/03) nos cinemas brasileiros, é sobre Sandra Bullock e nada mais. Aos 45 anos, a atriz – que passou de queridinha (nos anos 1990) a esquecidinha (nos anos 2000) da América, ganhou na mesma semana a Framboesa de Ouro de Pior Atriz e o Oscar de Melhor Atriz. Considerada limítrofe pela imprensa especializada, ela estrelou, em sua maioria, comédias românticas ou filmes de ação: desastres de crítica, mas sucessos estrondosos de bilheteria.
Escrito e dirigido por Joel Lee Hancock, “Um Sonho Possível” é baseado em uma história real onde Michael (Quinton Aaron), um adolescente de 17 anos, sem casa e sem família, é adotado por Leigh (Bullock), uma decoradora e mãe de família do Tennessee. Com a ajuda da família adotiva (e da espetacular Kathy Bates no papel de uma professora), Big Mike integra o time de futebol americano do colégio e entra na mira da NFL, a liga profissional de futebol americano. O esporte acaba sendo o gancho que dá liga ao final do filme.
O figurino, assinado por Daniel Orlandi (“Anjos e Demônios”, “Código daVinci”), é essencial no filme. A importância das roupas na trama é enorme – a razão pela qual Leigh se aproxima de Mike é porque ele está sem casaco em uma noite de inverno. Grifes famosas e óculos escuros gigantes fazem contraponto aos trapos, sempre cinzentos, sempre oversized, de Mike.
O roteiro é previsível, um tipo mais autêntico de “feel good movie“. Mas a cereja do bolo é Sandra, que levou vinte e três anos para se tornar, da noite para o dia, a Melhor Atriz do Ano.