Coleção superestruturada atesta hegemonia Herchcovitch na Rosa Chá

09/06/2010

por | Moda

Clique aqui para ler a resenha, ver as fotos da coleção completa e assistir ao vídeo na íntegra do desfile Rosa Chá Verão 2011.

Fotos de François Nars e peças da Rosa Chá na ‘Vogue’ japonesa: já viu?

07/05/2010

por | Moda

Na edição de junho (sim, junho!) da “Vogue Nippon”, há um editorial cheio de makes incríveis e peças de beachwear – incluindo várias da coleção de inverno 2010 da Rosa Chá!

O styling é de Patti Wilson, que esteve no Brasil para fazer o último desfile da Forum Tufi Duek, e as fotos são de François Nars, o mesmo que deu nome à famosa marca de maquiagem (e, obviamente, também fotografa).

Ficou curioso? Veja as fotos na galeria!

“Tenho medo de não saber quando parar”, diz Herchcovitch

11/02/2010

por | Gente

Desde quando criou a sua caveira trademark em 1988 (estampada numa camiseta que deu de presente ao amigo David Pollak), Alexandre Herchcovitch carrega nas costas o (b)ônus de ser o estilista mais inventivo de sua geração. No mesmo ano em que o crânio-ícone brotou de sua cachola, Herchcovitch conheceu Márcia Pantera – sua primeira modelo e então a drag queen mais famosa do Brasil – e mixou as lingeries da confecção caseira de Dona Regina, sua mãe, com referências sadomasoquistas.

Entre o despertar da vocação para o ofício da moda e o seu primeiro desfile, que aconteceu na extinta boate Columbia em 1992, Alexandre customizou roupas do Bom Retiro e foi personagem de uma matéria, ao lado de Márcia, na revista “Interview”. Quando se formou na primeira turma de Moda da Faculdade Santa Marcelina, em 1993, sua coleção final foi tematizada em torno da pobreza, da loucura e da salvação. Nos anos que viriam, Alexandre descartaria a pobreza, dosaria a loucura e seria, muitas vezes, considerado a salvação das temporadas nacionais.

alexandre-herchcovitch-e-marcia-pantera-inverno-1994Alexandre fazendo os ajustes na roupa criada especialmente para Márcia Pantera no seu desfile de inverno 1994 © Acervo Pessoal

Herchcovitch criou linha exclusiva para a Ellus, participou do Phytoervas Fashion e do Morumbi Fashion Brasil, ganhou exposição individual na galeria Thomas Cohn, desfilou na embaixada do Brasil em Londres, tirou foto deitado em caixão, foi diretor de criação da Zoomp, fez roupa para a Barbie, desfilou em Paris, atuou em curta-metragem, fez ponta em novela da Globo, fundou a ABEST, teve roupa exposta no MetMuseum e no FIT, emprestou um look para Scarlett Johansson na capa da revista “W”, desenhou uniformes para os jogos Pan Americanos e Olímpicos, homenageou Walt Disney, Carmen Miranda, Zé do Caixão e Hello Kitty, entrou para o line up de desfiles de Nova York,  fez Melissas, desenhou as roupas dos funcionários do McDonald’s, fez outra ponta no horário nobre do plim-plim, criou figurinos para o cinema, abriu loja em Tóquio, fez mais Melissas, foi diretor da Cori, voltou a ser diretor da Zoomp, chamou a atenção de investidores, quase vendeu a grife para uma empresa de fachada, criou artigos para cama, mesa e banho, e foi arrematado, em 2008, pelo grupo gestor InBrands. Ufa.

Os inquisidores da moda não podem recorrer desta sentença: Alexandre Herchcovitch, nascido no dia 21 de julho de 1971, descendente de uma família de romenos e poloneses, de educação judaica ortodoxa, colecionador de caveiras de brinquedo desde os sete anos de idade é o maior estilista brasileiro dos últimos vinte anos.

O portal FFW reservou uma tarde para conversar com ele. O que foi dito a gente divide aqui, na íntegra e sem censura. Confira:

No próximo dia 17/02 você desfila sua coleção de inverno 2010 em Nova York. Que resultados isso tem trazido para os  negócios?
Mudamos de showroom em Nova York para melhorar a performance de vendas. Acreditamos que podemos vender mais do que vendemos hoje. Saímos do showroom na Opening Ceremony e estamos agora na FiftyTwo.

Qual vantagem você leva ao desfilar lá a mesma coleção que você mostrou aqui?
Apresentar a coleção em Nova York serve para se fazer presente num mundo extremamente competitivo.

Você apresentou três coleções no SPFW inverno 2010. Todas figuram nas listas da imprensa entre as melhores da temporada.
O objetivo é sempre fazer o melhor que posso. Primeiramente fazer aquilo que acredito e que me dá prazer e por consequência fazer coleções que agradem ao consumidor que pretendemos atingir. Não penso na imprensa em nenhum momento da criação, da edição ao desfile tudo é feito pensando no nosso público-alvo.

Quais são os seus 3 looks favoritos nas 3 coleções?
Esses:

alexandre-herchcovitch-as-escolhas-do-estilistaDa esquerda para a direita, Alexandre elege o seu melhor no inverno 2010: Herchcovitch feminino, Herchcovitch masculino e Rosa Chá por Herchcovitch © Agência Fotosite

De onde saem as suas referências criativas?
Muitas ideias vêm do Maurício Ianês [stylist da grife], mas isto não é uma regra.

Existe muito do que você fazia para a Márcia Pantera na coleção da Rosa Chá (inverno 2010). Como ela entrou na sua vida?
Foi muito por acaso. Uma vez comentei com meu grande amigo David Pollak que gostaria de fazer tranças afro no meu cabelo e ele disse que conhecia uma drag que tinha tranças incríveis, então pedi pra ele me apresentar a ela. Fomos assistir um show dela na boate NostroMundo e naquela ocasião Márcia Pantera dublava Shirley Bassey e sambava. Depois do show esperei ela se desmontar e o David, que já a conhecia, nos apresentou. Foi quando perguntei quem havia feito as tranças, e ela, totalmente antipática, respondeu: minha tia. Por fim nem fui atrás da tia dela, mas na semana seguinte apareci no mesmo horário e local para assistir de novo ao show e levei a primeira peça de roupa que fiz para ela, um macacão de helanca branco e preto com detalhes em renda e elástico de lingerie com cinta liga e tudo mais. Ficamos amigos, ela desfilou várias vezes para mim. Se não errei nas contas, fiz mais de 300 roupas pra ela, que na verdade é ele e se chama Carlos Márcio José da Silva. Destas 300, 250 eram macacões.

Qual o desafio agora?
Meu desejo é cada vez fazer roupas com mais qualidade.

A expectativa de como essas coleções serão traduzidas em itens de consumo final é grande. O que sai, o que fica?
Todas as roupas das coleções respiram informações dos temas propostos. Algumas peças desfiladas vão para as lojas, outras decidi que não vou produzir. As peças femininas em crochê com fio angora e aplicação de cristais Swarovski serão produzidas somente sob encomenda. A adaptação não vem depois do desfile e sim antes. Algumas peças desfiladas são tão elaboradas que não vejo muitos clientes para elas, portanto temos que adaptar algumas ideias para que sejam facilmente consumidas.

Você pretende popularizar sua marca?
A marca é bastante conhecida. Os produtos licenciados tornam a marca mais acessível, em muitos deles temos que usar materiais mais baratos e dependendo do volume de vendas de cada produto direcionamos o licenciamento para a linha prêt-à-porter ou jeanswear.

Mas você tem planos de lojas nos Shoppings Iguatemi (SP) e Fashion Mall (RJ). Isso significa popularizar ainda mais.
Minhas criações chegarão a mais pessoas.

Os críticos cobram muito de você. O que você cobra deles?
Seriedade. Eu respeito quem eu percebo que estudou sobre o assunto. Posso citar o meu último desfile feminino, quando alguns editores escreveram que minha roupa está mais luxuosa. A roupa continua a mesma de sempre, não foi de uma coleção para a outra que o luxo apareceu. Será que só porque usei bordados e pedras ela ficou mais luxuosa? Penso que a análise de desfile/coleção não pode ser tão rasa assim. A construção e costura continuam sendo feitas pelas mesmas pessoas que estão comigo há anos. Então se eu quiser continuar a ser percebido como uma marca luxuosa tenho que ser escravo de roupas bordadas pra sempre? A cultura de consumo de luxo varia de país para país. Na França, por exemplo, as pessoas preferem comprar um  casaco de lã cashmere (sem nenhum bordado) de ótima qualidade que vai durar muito tempo e isso também é considerado uma roupa de luxo, e no entanto é para ser usada no dia a dia. Poderíamos discutir por vários dias a percepção do que é luxo. Geralmente os críticos não conseguem acreditar que alguém pode ter uma ideia original e sempre comparam com o que já foi feito.

Na real, a crítica de moda afeta seu negócio de alguma forma?
Raramente. Não lembro de nenhum caso em que a opinião da imprensa tenha influenciado no andamento dos negócios.

Quais outros estilistas brasileiros você citaria como destaques desta última temporada?
Sei que não estou respondendo exatamente o que perguntou, mas gostaria de dizer que  Pedro Lourenço tem talento suficiente para não precisar olhar para os lados e potencial para ser o estilista brasileiro mais bem sucedido dos últimos tempos.

Qual importância você dá aos sites de moda na avaliação do seu trabalho?
Leio tudo o que sai nos sites que eu costumo acessar diariamente. Dou importância a alguns deles em especial, pois são os canais que informam com mais rapidez. São ótimos pra quando não é possível estar presente no evento, ou no desfile.

E quais sites seriam esses?
Em ordem alfabética:

Chic
Erika Palomino
FFW
Flavia Lafer (não entro todos os dias pois a atualização não é diária).
Glamurama
Hintmag
Jak & Jil (bem de vez em quando).
Lilian Pacce
Style (em época de desfiles).

Ainda no assunto web, você parou de atualizar o seu perfil no Twitter. Houve algum problema?
Fui mal interpretado em alguns tweets. Como as pessoas não me conhecem e não sabem perceber quando brinco e quando falo sério, resolvi sair.

Quais jornais você lê?
Não leio jornais.

Os jornais que você não lê noticiaram no final de janeiro a sua união civil estável. Na prática: você casou?
Sim, conforme o que as leis brasileiras permitem.

Você lê alguma revista?
As que recebo e as pouquíssimas que compro. Recentemente comprei a “Vogue Italia” porque saiu uma roupa da minha coleção de verão 2010.

alexandre-herchcovitch-vogue-italia-steven-meiselOs looks de verão 2010 de Alexandre Herchcovitch que foram selecionados pela “Vogue Italia” para um suplemento de passarelas que saiu junto com a revista em janeiro deste ano © Steven Meisel

Qual o filme da sua vida?
“Drácula” de Bram Stoker.

E a trilha sonora da sua vida?
A TV ligada.

Quem são seus ídolos?
Em nenhuma ordem específica: família, amigos, companheiro e meus cães.

Quais são as viagens que pretende fazer neste ano?
Vou à Nova York em fevereiro e setembro, pretendo ir à Paris também e em algum lugar de praia.

Qual o seu maior medo?
Não saber a hora de parar.

Você tem algum sonho?
Não sou sonhador, porém ainda quero e vou fazer muitas coisas. Morar no campo é um sonho.

Um recado para os amigos?
Toda ação causa uma reação.

E para os inimigos?
Vamos reverter este quadro?

+ Alexandre Herchcovitch inverno 2010 (fem)

+ Alexandre Herchcovitch inverno 2010 (masc)

+ Rosa Chá inverno 2010 por Alexandre Herchcovitch

Loja Alexandre Herchcovitch
ONDE Rua Haddock Lobo, 1151 – Jardins – São Paulo / SP
COMO CHEGAR veja o mapa
CONTATO (11) 3063.2866

Top 10 momentos fashion @ SPFW

22/01/2010

por | Moda

Terminou. Trinta e sete desfiles passados e mais uma edição do SPFW chega ao fim. Mas se você não conseguiu acompanhar tudo aqui com a gente preparamos um resumão com os principais acontecimentos desta 28ª edição do maior evento de moda da América Latina.

ROCK AND ROLL

A Cavalera deu o pontapé mais do que merecido na temporada paulista para o inverno 2010. Escolhendo a Galeria do Rock como locação, a grife reassumiu sua vocação rocker apresentando uma coleção 100% fiel aos seus consumidores. Jeanswear poderoso, alfaiataria despojada mais ainda e sucesso garantido. Tudo a ver com 2010, ano em que a marca comemora 15 anos de vida.

MODA CUBISTA

A Osklen mostrou imagens de moda cheias de impacto ao construir suas roupas da próxima estação num feltro de lã de espessura bem grossa. Pense na arte Cubista e o resultado é bem próximo, só que com a cara da marca carioca. Mais interessante ainda se pensarmos que o ponto de partida foram os verões passados da própria marca.

20.000 LÉGUAS SUBMARINAS

Beachwear e inverno não combinam muito. Mas ao mergulhar no mundo do underwear, Alexandre Herchcovitch, no comando da Rosa Chá, provou que não há estação certa para uma boa moda praia. Ainda mais quando as enseadas não são o único destino disponível – daí o flerte inteligente com a alfaiataria bem desconstruída.

DO LESTE EUROPEU

Alexandre Herchcovtich desfilou uma de suas melhores coleções. Talvez a mais amadurecida de todas. Cheia de elementos do Leste europeu a coleção vem cheia de produtos prontos para o consumo, dos mais assimiláveis aos mais comerciais, trazendo acabamentos, construções, volumes, tecidos e detalhes que mostram o estilista em sua melhor forma.

SOB NOVA DIREÇÃO

A história de uma das mais importantes marcas da moda brasileira passa agora a ser escrita por novas mãos. Em sua primeira coleção inteiramente sob direção de Eduardo Pombal, a Forum Tufi Duek dá continuidade à sua linguagem sofisticada, mas agora imprime um pouco mais da autoria do seu novo diretor.

MODA PERFORMÁTICA

A coleção pode ser complicada, mas não há como refutar o dom que Ronaldo Fraga tem para emocionar seu público. Dessa vez foi olhando para o trabalho da coreógrafa Pina Bausch que ele conseguiu novamente atingir a alma da plateia. Assim como a dançarina alemã, Ronaldo rompe os limites da passarela através de uma coleção misteriosa, com clima assustador e cheia de emoção.

PAUPERISMOS

Politicamente incorreta (neste caso não é uma coisa ruim) e cheia de energia, a Amapô retorna ao line up do SPFW com coleção inspirada nos moradores de rua. Com um jeanswear inteligente, alfaitaria toda desconstruída (ou seria reconstruída?), jogo de proporções inteligente e ótimo trabalho com zíperes, a dupla Carô Gold e Pitty Taliani reformam, de maneira extraordinária, o streetwear.

BAÚ DA MEMÓRIA

A Huis Clos merece destaque especial pela leveza com que trabalha formas e manipula tecidos. Clô Orozco fala de uma sensaulidade nada óbvia, sem precisar de maxi decotes ou formas ultra justas, mas utilizando tecidos finos e pequenas franjas para revelar a pele com o caminhar das modelos.

JOGANDO COM A MORTE

Inspirado no filme “O Sétimo Selo”, do diretor sueco Ingmar Bergman, Alexandre Herchvotich transformou seus modelos em caveiras e elevou a moda masculina nacional a um patamar totalmente superior. Alfaiataria impecável, radares ligados no que há de mais atual no segmento e, claro, toda a sua identidade pessoal e intransferível.

DO ESTILISTA

Dando a volta por cima, Marcelo Sommer retorna às passarelas do SPFW com coleção emocionante falando sobre a domesticação da vida e a falta de liberdade que aprisiona o espirítio humano. Com passarela cheia de amigos, mostrou que existe amizade na moda. E mais que isso, mostrou que continua sendo um dos grandes talentos da moda nacional.

Radar FFW: hotpants ativam o fator sexy do inverno brasileiro

19/01/2010

por | Moda

As hotpants são tendência do inverno?

hotpantHotpants invernais da Osklen, Cori, Rosa Chá e Colcci © Agência Fotosite

Se depender de algumas marcas que desfilaram nesta edição do SPFW, a resposta é sim. A peça, uma espécie de maxi calcinha inspirada nos anos 1940, apareceu com considerável freqüência (até agora) nas passarelas do evento.

Elas foram as estrelas do verão 2008 e na época viraram itens essenciais nas principais coleções do planeta fashion. Porém, nunca saíram das passarelas ou dos editoriais de moda. Com exceção de Lady GaGa, alguém aí usou? Agora, para o inverno 2010, as hotpants voltam a dar as caras nos desfiles da semana de moda paulistana. A novidade vem nos looks que acompanham as hotpants: peças de alfaiataria ou elementos mais fechados e até mesmo sisudos. A maior parte delas também é confeccionada em lingerie, para contrapor ainda mais os tecidos pesados do restante do look.

A imagem é sedutora, e até faz sentido para o atual clima sensual (feminino e sofisticado) pelo qual passa a moda. Mas fica a pergunta: vai para as ruas ou não?

“Comprei uma chapinha no Brasil. É maravilhosa!”, confessa Chanel Iman

17/01/2010

por | Gente, Moda

A modelo norteamericana Chanel Iman chegou um pouco atrasada ao backstage da Rosa Chá neste domingo e se surpreendeu com a fila de pessoas que esperavam alguns minutos com ela.

Dona de uma beleza exótica, resultado da união entre uma mãe coreana e um pai negro, ela respondeu as perguntas do FFW com rapidez e confiança – fruto do treinamento feito pela Victoria’s Secret, que a contratou em 2009.

chanel-iman-alexandre-herchcovitchChanel Iman com Alexandre Herchcovitch no desfile da Rosa Chá: ela adora croquete de salmão e já comprou uma chapinha pra alisar os cabelos no Brasil ©Agência Fotosite

A pergunta básica: o que está achando do Brasil?
É lindo. Quero muito, muito mesmo ir ao Rio de Janeiro, mas São Paulo é legal também. Fui ao shopping e comprei uma chapinha, é maravilhosa [risos].

Seu nome é a junção de dois nomes lendários da moda. Quem escolheu?
Minha mãe. Chanel é uma homenagem a Gabrielle Chanel, que minha mãe, que é estilista, adora. E Iman é o primeiro nome de um primo.

Foi sua mãe que te deu vontade de ser modelo?
Sim, minha família gosta muito de moda. Eu sempre quis ser modelo, desde criança.

Você disse que certa vez não reconheceu Paul McCartney e perguntou-lhe onde ficava o banheiro. Isso ainda acontece?
Acontece o tempo todo! Não mais com Paul McCartney, mas acontece. Eu não sei quem ninguém é!

Qual é sua música favorita dos Beatles?
“Strawberry Fields Forever”.

No Brasil, está em vigor uma sugestão governamental que diz que 10% do casting deve ser constituído por modelos afrodescendentes. Você, que já discutiu o preconceito da indústria com negros, acha que o mesmo deveria ser implantado nos EUA e na Europa?
Eu acho que o mundo deveria ser aberto, que a escolha fosse feita naturalmente. Não deveria precisar de uma lei, é triste que isso seja necessário.

Você já foi jurada convidada do “America’s Next Top Model” e apresentou o “House Of Style” na MTV. A televisão está nos seus planos?
Tudo é uma experiência. Eu tenho uma mente aberta e, nos EUA, temos oportunidades infinitas. Recebi os convites para esses trabalhos e aceitei, mas não sei se está no meu futuro.

O que você me serviria para jantar?
Croquetes de salmão com arroz. Ou espagueti a bolonhesa, que meu namorado adora.

Herchcovitch mixa lingerie, diving e couture no beachwear Rosa Chá

17/01/2010

por | Moda

Veja as fotos, leia a análise e assista ao vídeo do desfile Rosa Chá Inverno 2010.