Sabe qual foi a primeira peça tricotada por Kate Mulleavy, da Rodarte?

10/05/2010

por | Moda

A Rodarte, grife das irmãs Kate e Laura Mulleavy, possui uma produção muito artesanal, especialmente quando se trata dos complexos tricôs-assinatura da marca, que chegam a ser queimados, lixados e destrinchados mais de uma vez antes de serem levados ao público na passarela.

E como todo mundo tem um começo, Kate revelou, em uma palestra recente no FIT (Fashion Institute of Technology), em Nova York, qual foi o seu: “Na universidade, eu ia assistir filmes quatro vezes por semana, era uma aula meio maluca.

Finalmente, eu pensei: ‘preciso fazer alguma coisa, não posso só ficar aqui assistindo esses filmes’, embora eu gostasse de assistí-los. Então fiz aulas de tricô: a primeira coisa que eu fiz foi um suéter para um lagarto de estimação de uma garota.”

Você já viu um lagarto vestindo um suéter? Nós também não!

rodarte

Rodarte vai assinar figurino de novo filme com Natalie Portman

31/03/2010

por | Cultura Pop, Moda

As irmãs Kate e Laura Mulleavy têm fama de cinéfilas, mas apesar dos amigos no ramo e das muitas referências cinematográficas que têm na cabeça (elas são fãs declaradas do gênero de terror), elas não haviam se aventurado como figurinistas – até agora.

Ainda em 2010, segundo informou o WWD, as criações da Rodarte aparecerão nos cinemas em “Black Swan”, novo longa do cineasta Darren Aronofsky.

irmas-mulleavy-black-swanAs irmãs Mulleavy fizeram parte do figurino de “Black Swan” © Reprodução

O enredo gira em torno de duas bailarinas rivais, interpretadas por Mila Kunis e Natalie Portman – que é, curiosamente, amiga das irmãs Mulleavy e inclusive já as entrevistou para a revista “Interview”.

Como o título do filme indica, o cisne (“swan”, em inglês) tem a ver com o famoso balé “O Lago do Cisne”, de Tchaikovsky, que é onde a Rodarte entra: o figurino da dança, que continua em absoluto segredo, foi feito pela marca (todos os outros, no entanto, são de Amy Westcott).

+ Veja fotos do desfile de inverno 2010 da Rodarte

NYFW: a cidade como inspiração e a temporada dos casacos

17/02/2010

por | Moda

Nova York possui um certo egocentrismo suspenso no ar. É como se a cidade por si só se bastasse. Como se o resto do mundo fosse mero adereço – ou extensão – de tudo que acontece por aqui. E na moda não é diferente. Afinal, as marcas que se apresentam na New York Fashion Week parecem muito mais preocupadas em atender aos caprichos de seus consumidores internos do que em apresentar propostas inspiradoras de forma universal, ressonantes pelas outras capitais da moda ao redor do globo.

Um mecanismo que há anos garante a sobrevivência das marcas locais, além de reforçar aquele clássico estilo americano – talvez um modus operandis que os estilistas brasileiros devessem levar em consideração. Bem coisa de americano: tudo o que eles fazem é feito olhando para o próprio umbigo. Faz perfeito sentindo, então, que muito do que tem se visto por aqui mantenha uma forte relação com a vida na cidade. Nesta temporada, Nova York é a maior inspiração dos estilistas. Algo que transformou a moda Velho Oeste que Derek Lam apresentou na manhã da terça-feira (16/02) em algo perfeito para as calçadas hypadas do Meatpacking District ou as sofisticadas ruas do Uptown.

derek-lam-inverno-2010Desfile de Derek Lam inverno 2010 © FirstView

Enquanto vestidos com franjas de couro, peças em camurça e bordados de referências indígenas traduziam de forma quase que literal a referência country, ótimos casacos de alfaiataria adaptavam perfeitamente o western ao clima cosmopolita da cidade. Blazeres, jaquetas e japonas longas, levemente evasês, traziam em si a conexão precisa entre aquela tendência selvagem/aventureira que anda dominando as coleções por aqui.

Narciso Rodriguez é outro que sempre manteve uma íntima relação com a cidade. Suas formas arquitetônicas e roupas quase que monocromáticas são escolhas certeiras para as mulheres de Nova York que gostam de passar aquela imagem de  ”não estou pra brincadeira”. Dessa vez o toque urbano se fez ainda mais presente com propostas cada vez mais voltadas ao dia a dia e menos para as festas da cidade.

narciso-rodriguez-inverno-2010Desfile Narciso Rodriguez inverno 2010 © FirstView

Com as principais editoras e compradores presentes – e até o roqueiro Jeff Beck –, suas construções geométricas, de formas e linhas bem definidas agora foram levadas às últimas consequências. Numa temporada onde casacos se mostram como peça chave, Narciso dá a eles precisão quase que cirúrgica. Ora mais afastados, ora delineando perfeitamente o corpo das modelos, os casacos mostravam algo de novo ao flertarem com o clássico american sportswear quando combinados com ótimas calças de modelagem levemente solta.

Também pareceu fresco e apropriado (para uma temporada dominada pelo preto) o trabalho de cores apresentado por Narciso. Em vestidos onde bons drapeados lutavam com formas rígidas de tecidos texturizados, degradês e sombreados atribuíam cor e vida aos vestidos que nem por isso perdiam a seriedade tão típica de Nova York.

O mesmo pode ser dito sobre a Rodarte, marca que sempre dá um respiro na semana de Nova York – não por acaso, a grife é atração imperdível para grandes nomes da indústira e celebridades  descoladas com Kirsten Dunst, quase despercebida com sua jaqueta de couro preta, cabelos presos e óculos escuros na primeira fila da sala de desfile.

Dessa vez, as irmãs Kate e Laura Mulleavy deixaram suas referências de filmes de terror de lado e se focaram numa moda mais romântica, de cores suaves e um certo clima de memória afetiva que permeia discretamente a maioria das coleções apresentadas até agora.

rodarte-inverno-2010Desfile Rodarte inverno 2010 © FirstView

O ponto de partida foram os sonâmbulos e a vida de trabalhadores da fronteira dos EUA que se vestem ainda no escuro da madrugada para irem ao trabalho. E se o tema pareceu difícil de interpretar na passarela ou até mesmo pouco explorado, não há como deixar de notar a evolução e amadurecimento no repertório da grife.

Texturas, que têm sido extremamente relevantes nessa temporada da semana de moda de Nova York, sempre foram o ponto forte das irmãs Mulleavy. Sobreposições e coordenações de tecidos de pesos e opacidades diferentes também não são novidades. Então toda maestria técnica do trabalho manual – drapeados, repuxes, amarrações, sobreposições e bordados – é agora aplicado de forma extremamente sensível e em prefeita sintonia com o clima atual da moda, sem perder autoria.

Aqueles elementos de memória afetiva, roupas com história e emoção mais humanas, aparecem nos elementos étnicos e no conforto que as peças do inverno 2010 querem transmitir. Estampas florais e cores suaves trazem acalmam os ânimos da moda. Os tricôs esgarçados e detonados de antes abrem caminho para macramês e crochês de aspecto retrô, quase rústico, naquela onda naturalista que vem ganhando força na temporada.

O mais interessante, contudo, é o novo caminho tomado pelas irmãs Mulleavy: é como se a moda da Rodarte quisesse se aproximar da vida real, do dia a dia das consumidoras.

A vida real também foi o foco da Marc by Marc Jacobs. Mirando uma clientela jovem, com sede de novidades, Marc Jacobs parte do mesmo fundamento de sua linha principal, só que adicionando um boa dose de nonchalance .

marc-by-marc-inverno-2010Desfile Marc by Marc Jacobs inverno 2010 © FirstView

Com trilha animada e plateia repleta de jovens consumidoras, o clima não podia ser melhor. Passando pelas principais tendências do momento, Marc usa o militarismo para trabalhar casacos em formas amplas, dar forma às jaquetas ajustadas ou então encurtar outras em contraste com as calças de alfaiataria mais largas em moletom ou feltro. Cardigans fininhos, alongados, vêm por cima de vestidos com tops justos e saias rodadas. E até uma alfaiataria despojada ganha destaque em tecidos confortáveis. Aliás, conforto é a palavra chave para a coleção. Ou melhor, para a estação.

+ Veja fotos dos principais desfiles da Semana de Moda de Nova York inverno 2010

Rodarte lança coleção masculina sem planos de repetir a dose

05/01/2010

por | Moda

© Reprodução

© Reprodução

A Rodarte, grife das irmãs Kate e Laura Mulleavy, é a mais recente a se aventurar no universo da moda masculina. Depois de uma coleção de sucesso para a rede popular Target, a dupla californiana acaba de lançar uma mini coleção de quatro casacos, à venda com exclusividade na loja multimarcas Opening Ceremony.

São quatro modelos, todos em tricô de tramas largas, aspecto detonado, com várias brechas transparentes, que traduzem tão bem a identidade da marca. O preço, assim como todas as demais peças da Rodarte, não é muito amigo: cada peça custa US$ 2.760 (cerca de R$ 4.750). Custos à parte (como se isso fosse possível), parece uma boa adaptação para o segmento masculino. Um porta-voz da grife informou ao jornal WWD que a Rodarte não tem planos para novas incursões no mercado de moda masculina.

rodarte.net

openingceremony.us