Em Nova York, Rodarte apresenta a sua primeira coleção de (belos) sapatos

15/02/2012

por | Moda

Militarismo e cabaret são algumas das inspirações dos sapatos da Rodarte ©ImaxTREE

As irmãs Mulleavy, fundadoras e estilistas da Rodarte, apresentaram em seu mais recente desfile em Nova York (14.02) sua primeira coleção de sapatos, desenhada e produzida por elas. Mais uma vez, a Rodarte não desaponta suas fãs e encanta com uma série recheada de texturas, cores e diversas inspirações.

As botas de cadarço, até o joelho ou só até ao tornozelo, juntam inspirações militares e de cabaret, criando uma bota delicada e ao mesmo tempo marcante. Os saltos são cobertos com tiras em metal. Já os sapatos, que aparecem em couro preto, marrom e vermelho, vêm presos no tornozelo, em versões T-strap, de inspiração sessentista, ou forrando o pé com uma tela trabalhada artesanalmente (um ponto forte da marca), com o salto que prendeu os olhares dos convidados da  fila A: camadas de areia em tons terra enchem uma estrutura de acrílico que completa o mix de texturas.

Veja abaixo algumas das criações:

+ Veja aqui a coleção completa Rodarte Inverno 2012/13

Rodarte é a próxima marca a passar das passarelas aos palcos

05/01/2012

por | Moda

Kate e Laura Mulleavy ©Reprodução

O blog do “LA Times” anunciou uma parceria entre a Rodarte e a Filarmônica de Los Angeles para a obra de Mozart, “Don Giovanni”, com estreia marcada para maio de 2012.

As irmãs Kate e Laura Mulleavy, estilistas da marca, afirmam que esta não foi uma decisão difícil de tomar, “nossa avó era cantora de ópera e este é um trabalho que a deixaria muito orgulhosa”.

As designers da Rodarte já eram respeitadas no meio da moda por sua visão mais artística e pelo uso de técnicas artesanais que estão sempre presentes em seu trabalho. Mas ficaram conhecidas mesmo após criarem o figurino para o filme “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky.

“Don Giovanni” é a primeira peça de uma trilogia a ser apresentada pela Filarmônica de Los Angeles. Em seguida vêm “The Marriage of Figaro”, em 2013, e “Così Fan Tutte”, em 2014. Esta última também ganhou uma versão em Bruxelas, em 2006, com figurino criado por Christian Lacroix, um veterano dos espetáculos.

Já na Inglaterra, o English National Ballet faz uma releitura do balé “The Rite of Spring”, de Stravinsky, que também tem a participação de um designer mais ligado à indústria da moda, o italiano Kinder Aggugini. A apresentação celebra o legado do coreógrafo e fundador do Ballets Russes, Sergei Diaghilev, e estreia em março deste ano, em Londres. Aggugini, que já desenhou para John Galliano, Vivienne Westwood, Paul Smith e Versace, disse estar lisonjeado com o convite da companhia britânica. “Não é apenas desenhar um figurino, é fazer nascer uma peça de arte icônica”.

Sketch para “The Rite of Spring” e tutu de pétalas de rosa de Kinder Aggugini ©Reprodução

A ligação entre grandes nomes da moda e do espetáculo é antiga. Lacroix, conhecido como o grande pioneiro de figurinos para as artes cênicas, tem criado figurinos criativos para diversos balés e óperas desde 1988. Entre eles, constam peças de can-can para o “Gaîeté Parisienne”, inspiradas na Belle Époque, e as óperas em “Carmen” e ”Cinderela”. Todas estas criações foram exibidas em uma exposição dedicada a essa sua veia cênica, a “Le Costumier”, que ficou em cartaz em São Paulo, no MAB, na Faap, em 2009.

Sketch e vestido em exposição de Christian Lacroix para “Cosi fan Tutte” ©Reprodução

As criações de Stella McCartney e Viktor and Rolf ©Reprodução

Mais parcerias: o sapateiro Christian Louboutin criou uma série de sapatilhas que ele chama de “Ballet Stilettos” para o English National Ballet; Stella McCartney assinou o figurino de “Ocean’s Kingdom”, que estreou em 2011 com o New York City Ballet; a dupla alemã Viktor & Rolf criou peças extravagantes e coloridas, finalizadas com mais de um milhão de cristais Swarovski para duas óperas de Robert Wilson; e a marca Chloé fez o caminho inverso e convidou a bailarina Janie Taylor para fazer um filme em que ela dança usando roupas da coleção, em 2011.

Janie Taylor dança vestindo Chloé:

Estes encontros entre designers e palcos são cada vez mais comuns. A vida que as roupas ganham quando se juntam a outra forma de arte é algo muitas vezes difícil de conseguir nas passarelas e, ao mesmo tempo, uma realização extremamente atraente para os estilistas. Resumo da “ópera”: ambas as partes saem ganhando. Os espetáculos, que muitas vezes não têm a devida exposição na mídia, alavancam esse lado se unindo a criadores renomados do mundo da moda; e os estilistas têm a oportunidade de participar de criações embasadas em peças culturais de expressão mundial, elevando seu trabalho ao status da arte.

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Rodarte em SP: “Por que não temos mais sonhadores na moda?”

25/10/2011

por | Moda

Paulo Borges, Cris Nicklas, Kate e Laura Mulleavy, Sandra Bittencourt e Monica Serino ©Juliana Knobel

Na noite de segunda-feira (24.10), o Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo, sediou a terceira edição do Marie Claire Inspiração, seminário promovido pela revista “Marie Claire” que trouxe, este ano, as irmãs Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte. No palco, além das estilistas, estavam Paulo Borges, CEO da Luminosidade; Monica Serino e Sandra Bittencourt, respectivamente diretora de redação e editora de moda da “Marie Claire”; e Cris Nicklas, que atuou como mediadora da conversa e das perguntas da plateia.

Peças da coleção Verão 2012 da Rodarte ficaram expostas no MuBE durante o seminário ©Juliana Knobel

Simpáticas mas bem “na delas”, Kate e Laura Mulleavy começaram falando sobre seu método de trabalho, incluindo suas parcerias, como no caso da coleção lançada com a Target em 2009 e os figurinos que elas criaram para o filme “Cisne Negro” (2010): “Nós fomos descobrindo maneiras diferentes de trabalhar com diferentes times e produtos, mas descobrimos que funciona quando criamos histórias nas quais podemos basear nossas escolhas, e conversamos sobre as ideias que achamos que podem ser poderosas”, afirmou Laura. No caso do filme, a estilista contou que elas tiveram “muita liberdade, o que eu acho que é incomum na criação de figurinos, mas o Darren [Aronofsky, diretor do longa] queria uma linguagem visual forte, e combinamos a beleza e a delicadeza do ballet com algo mais brutal. Foi bem intenso”. Kate complementou: “Apesar de termos tido muita liberdade, era um personagem muito definido; um dos desafios foi criar figurinos icônicos que fizessem a audiência acreditar que todo aquele esforço e toda aquela transformação valiam a pena”.

Laura Mulleavy ajusta o figurino de Natalie Portman durante filmagens de “Cisne Negro” ©Reprodução

A respeito de sua visão sobre a moda, já que seus trabalhos são frequentemente descritos como obras de arte e já foram expostos em museus, Kate afirmou: “É uma pergunta interessante, e somos questionadas sobre isso bastante porque, se uma pessoa não nos conhece, e não conhece o nosso trabalho, mas nos ouve falando sobre o que estamos fazendo, ela pode achar que estamos falando sobre um filme, um curta, ou uma instalação”. Laura disse acreditar que a moda “é um jeito de entender a cultura”, e que “é possível entender a história pela maneira como as pessoas se vestem – é uma das quatro coisas que ajudam a entender o que estava rolando 10 anos antes”. Kate, então, definiu: “Talvez a pergunta não seja se a moda pode ser arte e vice-versa, e sim, por que não temos mais sonhadores na moda. Nossas coleções são muito pessoais, e transmitimos algo usando a moda como meio, e acho que isso é o que acontece com muitos artistas”.

Sobre sua dinâmica de trabalho, Kate revelou que “é quase como se fosse uma pessoa só, nós nunca temos ideias separadas que então compartilhamos; é algo que vamos desenvolvendo juntas”, para então dizer , rindo, que “a Laura é mais focada, e eu sou mais dispersa, aquela que tem ideias para 300 novos desfiles que não têm nada a ver com o que estamos fazendo”.

A sua filosofia de trabalho, talvez o elemento que explique o sucesso repentino (e contínuo) da Rodarte, é exposto quando elas são questionadas a respeito da crise mundial, especialmente a norte-americana, e os efeitos que ela pode ter sobre a grife: “Sempre criamos porque não há outra opção para nós. Eu acordo de manhã e quero criar, é o que me motiva – ao mesmo tempo em que não sabíamos nada de moda. Moda nunca foi um caminho claro pra gente. Fomos pra Nova York com nossas criações e achamos que foi a pior decisão que já havíamos feito; fizemos ligações e ninguém queria nos ver, até que por algum motino o “WWD” nos ligou e quis nos receber e ver nossas peças, e nos colocou na capa da publicação um dia antes da Fashion Week. Colocamos a criatividade antes de tudo, com integridade e identidade. Agora, com essa crise, essa mentalidade é mais importante do que nunca”.

+ Veja quem passou pelo seminário da Rodarte no Marie Claire Inspirações

Confira na galeria abaixo mais imagens do seminário da Rodarte no MuBE:

Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte, participam de seminário em SP

19/10/2011

por | Moda

Kate e Laura Mulleavy no backstage do desfile Verão 2011 da Rodarte ©Reprodução

Depois dos recentes exemplos de Phillip Lim, no Pense Moda, e Jean Paul Gaultier, em palestra promovida pelo FFW, é a vez de Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte, virem ao Brasil para compartilhar histórias em um seminário que acontece no Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo. As estilistas vêm a convite da revista “Marie Clarie”, que promove o Marie Claire Inspiração, seminário criado há três anos e que já trouxe ao país a stylist Patrícia Field, mais conhecida por seu trabalho em “Sex and the City” e “O Diabo Veste Prada”, e Li Edelkoort, maga da pesquisa de tendências.

Looks dos quatro últimos desfiles da Rodarte ©ImaxTREE e Firtview

O evento será só para convidados e imprensa (é claro que o FFW estará lá – fique ligado para a nossa cobertura), mas para quem é fã de carteirinha da Rodarte, vale conferir a transmissão ao vivo que acontecerá no site da “Marie Claire”. Será uma ótima oportunidade para conhecer um pouco melhor as irmãs californianas, seu senso artístico apurado e seu amor por “beleza de um jeito estranho”.

+ Veja aqui os desfiles completos da Rodarte na semana de moda de Nova York

+ Estilistas da Rodarte viram designers gráficas na revista de Francis Ford Coppola

+ Rodarte libera croquis do filme-tenso “Cisne Negro”

Rodarte @ Marie Claire Inspiração
Museu Brasileiro da Escultura – Av. Europa, 218, São Paulo
Dia 24 de outubro de 2011
19h

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Estilistas da Rodarte fazem design da revista de Francis Ford Coppola

22/09/2011

por | Moda

abre-rodarte-revista-zoetrope-all-story-the-horror-issue-francis-ford-coppolaA capa de “Zoetrope: All-Story – The Horror Issue”, com design das irmãs Mulleavy ©Divulgação

As irmãs Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte, são as convidadas da vez da “Zoetrope: All-Story”, revista trimestral de arte e literatura fundada em 1997 por ninguém menos do que Francis Ford Coppola. As estilistas foram as responsáveis pelo projeto visual desta edição, seguindo uma tradição de guest-designing que começou com o primeiro convidado especial, Helmult Newton, em 1998.

O tema deste número, “The Horror Issue” (“A Edição do Horror”), tem tudo a ver com as irmãs Mulleavy, que já declararam em entrevistas a sua paixão por filmes de terror. Para quem não sabe, Kate e Laura não têm treinamento formal em design de moda; formadas em História da Arte e Literatura, respectivamente, a preparação do duo para sua entrada no mercado fashion foi assistir filmes de terror durante um ano inteiro. (E por falar em filme de terror, no início do mês o diretor Francis Ford Coppola lançou um longa do gênero no Festival de Cinema de Toronto. “Twixt” tem no elenco Val Kilmer, Bruce Dern, Ben Chaplin e Elle Fanning, que, aliás, já estrelou um curta da Rodarte).

A “The Horror Issue” chega às bancas no dia 21 de setembro e tem imagens assinadas por Autumn de Wilde, David Armstrong, Wolfgang Tillmans, Roe Ethridge e Mari Eastman, além de textos de Jim Shepard, Ryu Murakami, Karen Russell e Edgar Allen Poe. Veja na galeria uma prévia de “Zoetrope: All-Story – The Horror Issue”:

+ Relembre o desfile da Rodarte na NYFW Verão 2012!

“Nós amamos beleza de um jeito estranho”, e mais sobre a Rodarte

13/09/2011

por | Moda

rodarte_abreBackstage da Rodarte, na temporada de Verão 2011 ©Reprodução

As irmãs Mulleavy, cabeças por trás da marca Rodarte, estão no mundo da moda desde 2005, mas o pouco tempo não significa nada perto do burburinho que essas duas causam. Se a semana de moda fosse o ensino médio, poderíamos dizer que a Rodarte é a “outsider”, estranha para a maioria, encantadora para alguns, mas nunca comum, embora tivesse todos os motivos para ser.

Kate e Laura Mulleavy são de Pasadena, Califórnia, e vivem lá desde sempre – com uma pausa de dois anos, em que moraram no Alabama – mas as criações da Rodarte, e as próprias irmãs, não são o que se espera dos ‘produtos’ da Califórnia. “Nós vamos um lado diferente da Califórnia”, contou Kate ao jornal The Independent.

2Inverno 2011 da Rodarte ©Reprodução

O estado, além de ser constante contraponto ao que a Rodarte produz, é também essencial para entender a história da marca, já que as irmãs ainda vivem em Pasadena, na casa de seus pais, e o estúdio da marca fica na mesma cidade. Antes do estúdio existir, em 2004, a primeira coleção da marca foi exposta na sala da família, com um capital levantado graças aos trabalhos de Laura como garçonete e a venda de uma premiada coleção de discos de Kate. Após esse capítulo, as irmãs conquistaram um espaço no calendário da semana de moda de Nova York e uma entrevista com a temida Anna Wintour, e algum tempo depois, inúmeros prêmios, entre eles o de “Designer do Ano”, do CFDA, em 2009.

As coleções da Rodarte sempre possuem uma ligação com o ensolarado estado, mas como sempre, com o olhar díspar das Mulleavy. Afinal, apesar de a Califórnia ser um estado cheio de sol, praia e biquínis, o design da Rodarte costuma ser um tanto quanto obscuro. O fato da marca sempre explorar a identidade não óbvia de qualquer que seja a inspiração é um dos motivos do sucesso – e do bafafá. Outra coisa importante de notar é que Nova York não está distante apenas fisicamente, mas também de forma ideológica. Elas não querem reinventar a forma como as pessoas se vestem, ou criar um vestido de noite “tem que ter”. Ao surgirem, a imprensa de moda americana apelidou a marca de “Rod-Arte”, e o termo não poderia ser melhor.

rodarte_celeb_imagem3Fãs da marca no tapete vermelho: Reese Witherspoon, Keira Knightley e Natalie Portman ©Reprodução

Formadas pela Universidade de Berkeley, Kate em História da Arte e Laura em Literatura, afirmam sem rodeios que trabalham a moda muito mais como arte do que consumo. “Você não pode negar o jeito que você trabalha. Eu acho que nossas tendências são mais artísticas do que qualquer coisa”, contou Laura ao jornal. Kate completa, “Se você é um artista e você faz um vestido, a ideia por trás é fazer disso arte. Não é necessariamente apenas o meio”. A própria forma como planejam as coleções não são exatamente de estilistas, mas de artistas. “Quando discutimos nossas ideias sobre uma coleção – se não falássemos que é uma coleção de moda, as pessoas poderiam pensar que estávamos contando uma história ou fazendo um filme, ou algo assim. É um diálogo interessante”, contou Kate, que acrescentou, “Nós nunca aprendemos como montar uma coleção. Nós nem conhecíamos as estações, realmente. Não sabíamos que tínhamos que fazer casacos no inverno!”. “Eu gosto de contar histórias. Para mim, moda é uma maneira de contar histórias que são visuais, do mesmo jeito que cinema”, explica Laura.

rodarte1_imagem4Verão 2011 ©Reprodução

Uma prova do lado artístico da marca foi a parceria com a Pitti Immagine, feira italiana de arte. As irmãs criaram vestidos especiais para o evento, e em vez deles irem direto para as araras de uma luxuosa loja de departamentos, acabaram sendo incorporados à coleção permanente do Museu de Arte de Los Angeles. “Isso é ótimo – eu acho que você pode fazer ambos”, disse Laura a respeito de produzir algo comercial ou artístico, mas pondera, “Eu sinto que você tem que estar ciente das restrições comerciais. Você não pode executar seu próprio negócio e ter sucesso se você não está lidando com o aspecto dos negócios”, disse Laura.

rodarte_celeb_imagem5Kate Bosworth, Emma Watson e Kirsten Dunst de curtinhos das irmãs Mulleavy ©Reprodução

Uma grande preocupação, especialmente dos compradores, quando se trata dos designs da Rodarte, é a “usabilidade” da roupa. “Há coisas que as lojas precisam, há coisas que os clientes querem ver, e há coisas que nós queremos fazer”, explica Laura. “No melhor cenário tudo isso está sobreposto. Acho que você está lá para desafiar as pessoas”, completa Kate, que continua, “Eu não me importo quão usável isso é, isso pode ser a coisa mais usável do mundo, mas as pessoas estarão mais interessadas apenas se você as desafiá-las um pouco”. “Nós amamos beleza de um jeito estranho”, finalizam as irmãs Mulleavy, sintetizando a essência da Rodarte.

6Com vocês, Kate Mulleavy (de franja) e Laura Mulleavy ©Reprodução

Drops de moda: projeto da Rodarte, Triton na rede e as novas de Lady Gaga

15/08/2011

por | Moda

c331879f743888ca_Lady_Gaga_and_Barneys©Reprodução

A loja norte-americana de departamento Barneys decidiu fazer algo diferente neste Natal. Em vez de decorar a loja como a fábrica de brinquedos do Papai Noel, o plano é criar uma loja pop-up com Lady Gaga como tema principal. A “oficina” de Lady Gaga deve tomar um andar inteiro da flagship store da rede, em Nova York, e ainda ganhar a icônica vitrine do local. Entre os itens a serem vendidos por lá, presentes em edição limitada selecionados especialmente por Lady Gaga e seu stylist (e amigo) Nicola Formichetti, diretor criativo da Mugler. Haverá livros, CDs, brinquedos, acessórios, maquiagem e doces, tudo escolhido pela própria cantora. E mais: 25% do lucro das vendas na pop-up irão para uma fundação de caridade que Gaga escolher.
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capa-gaga©Reprodução

E olha ela de novo. Um artigo no site especializado em moda “WWD” diz que a “Vogue” foi a única revista que mostrou aumento nas vendas na primeira metade de 2011 nos EUA. O resultado se deve, em grande parte, à capa da edição de março, estrelada por Lady Gaga. As vendas dos outros títulos de moda caíram durante esse período. De acordo com a matéria, essa edição superou as vendas da edição do ano anterior em 100 mil cópias. Uh lalá!
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Para lançar sua coleção de Verão 2012 a Triton caprichou com um vídeo muito bacana que está circulando pela rede. Os modelos Luiz Afonso, Isabella Melo (aposta da temporada), Max Motta, Luana Teifke, Débora Muller, Jaqueline Medeiros, Fabiana Mayer e Francisco Lachowski aparecem no maior clima de diversão, com muitas roupas coloridas. No canal do YouTube da Triton também é possível ver cenas de bastidores. Vale a pena conferir! Veja o vídeo de campanha:


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croquiCroqui por William Tempest ©Reprodução

A renomada London College of Fashion vai começar a vender peças feitas por seus alunos. Pela primeira vez desde que foi fundada, em 1906, a instituição abrirá uma loja pop up para vender as coleções dos estudantes. Criações de novos estilistas que já são famosos em Londres, como William Tempest, Ada Zanditon e Beatrice Boyle também estarão disponíveis nas prateleiras. Os preços variam entre 20 e 400 libras. Cada uma das peças virá com um documento que atestará autenticidade e exclusividade. A loja vai funcionar por duas semanas e a inauguração será realizada dia 9 de setembro.
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A segunda coleção assinada pela Rodarte especialmente para a Opening Ceremony só chega às lojas em outubro, mas já é possível dar uma olhada nos looks que devem estar nas araras daqui a dois meses. A linha pretende ser uma versão mais usável e com preços mais amigos das coleções de passarela das irmãs Kate and Laura Mulleavy. Vamos ver, né, porque a OC também já é bem carinha…

No hype: Nicholas Kirkwood, o criador de sapatos-obras-de-arte

19/05/2011

por | Moda

nicholas©Reprodução

Nicholas Kirkwood faz peças que poderiam muito bem estar em galerias de arte. No entanto, elas ocupam um lugar com um pouco menos de status: os pés. Ele é um “shoe designer” nascido na Alemanha, enquanto o pai trabalhava lá, mas criado em Londres, que estudou na Central Saint Martins, aquela mesma que gerou grandes nomes da moda, como Alexander McQueen e Stella McCartney, e é conhecido por fazer sapatos avant-garde, glamurosos e esculturais. Quando se fala em sapatos de Nicholas Kirkwood, a frase que se costuma ouvir é “experimente antes de julgar”. Isso porque os formatos não convencionais muitas vezes assustam as consumidoras mais tradicionais, mas é só colocá-los nos pés para a mágica acontecer.

O designer começou trabalhando com Philip Treacy (onde se tornou amigo da icônica editora  de moda Isabela Blow), chapeleiro dos mais tradicionais — e criador do controverso chapéu da Princesa Beatrice –, e reparou que havia uma lacuna no mercado para sapatos com design mais ousado, na mesma linha dos chapéus de Treacy e das criações de Alexander McQueen e Hussein Chalayan. Dessa forma, ele voltou aos estudos para aprender a fabricar sapatos, na Cordwainers, uma das mais prestigiosas escolas de design da Inglaterra.

nicholas_sarahjessicaA atriz Sarah Jessica Parker, fã assumida das criações de Kirkwood ©Reprodução

Nicholas fez os sapatos dos desfiles de marcas como Ghost e John Rocha para poder, na temporada de verão de 2005, desfilar sua própria coleção. Foi também neste ano que o designer ganhou o primeiro lugar do prêmio da Condé Nast de jovens talentos, fazendo com que os holofotes se virassem para ele, e a questão surgisse: “seria o sapateiro capaz de fazer seus sapatos esculturais e vanguardistas com apelo comercial?”

A resposta foi bastante óbvia: o designer conquistou seu lugar ao sol, e também nomes como a cantora Grace Jones, a herdeira e fashionista Daphne Guiness, o fotógrafo Jean-Paul Goude, Cecília Dean (editora da “Visionaire”) e a atriz Sarah Jessica Parker, além de uma série de prêmios: AltaRoma Vogue Italia Who’s on Next, em 2007, Swarovski Emerging Talent Award de acessórios, British Fashion Awards e o Footwear News Designer of the Year award, em Nova York, em 2008. Não bastasse isso, ele tem feito parcerias para criar os sapatos de marcas como Erdem, Peter Pilloto, Rodarte, uma coleção do filme “Alice in Wonderland” para a Printemps (mas não era possível usar os sapatos, que possuíam porcelanas!), e Pollini, quando Jonathan Saunders era o diretor criativo.

nicholas_alice1Os sapatos inspirados no filme “Alice no País das Maravilhas”, para  loja Printemps ©Reprodução

“As melhores colaborações acontecem quando se trabalha junto. Eu odeio quando é só ‘faça o que você quiser’. A outra parte tenta trazer o quanto puder de si, então o produto final é o resultado de ambos, em vez de pesar para um ou outro lado”, contou ele em entrevista à imprensa internacional. Em setembro do ano passado, Nicholas fez uma coleção inspirada  no artista pop Keith Haring, e contou que em vez de simplesmente estampar sapatos com a estética do artista americano, ele reinterpretou seu trabalho na forma de recortes, motivos e cores ousadas. No vídeo abaixo o designer fala mais sobre a criação com base na arte de Haring.

Um dos grandes diferenciais no trabalho de Kirkwood é que sua peças são praticamente livres de elementos decorativos, e o foco é sempre a “forma”, e também os materias inovadores. Ele não busca emular ou seguir as tais tendências das estações, e quando elas aparecem é de forma não-intencional, ou seja, resultado do espírito da época, ou “zeitgeist”. A própria maneira como ele cria uma coleção deixa óbvio que o designer não está super-preocupado com a rapidez da moda. Isso porque ele monta uma “história” em sua cabeça, que pode levar várias temporadas para amadurecer e ser manifestada de maneira completa. Por exemplo, na coleção do outono/2008, ele começou com apenas uma pérola incrustada no salto de um sapato; já na primavera seguinte, essa história evoluiu em uma mulher sobre uma plataforma de pérolas. Na mesma coleção ele já iniciou uma história baseada em origamis, mas que seria desenvolvida de forma completa na estação seguinte. Para Kirkwood, o maior desafio de suas criações é sempre manter um equilíbrio entre dois aspectos de feminilidade: astúcia e delicadeza.

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Uma peça da coleção do outono/2008, com apenas uma pérola, e na temporada seguinte, primavera/2009, com a evolução da história ©Reprodução

Kirkwood não é daquelas apegados ao seu trabalho, e não tem uma peça preferida, pois segundo o próprio, ele nunca está satisfeito com seu trabalho. “Às vezes eu fico muito feliz com a maneira que as coisas ficam. Mas uma vez que o sapato está feito, já superei aquilo. Eu vejo o processo por tanto tempo, que acaba sendo chato depois de um tempo. É como gravar um álbum. Você fica escutando a mesma coisa por tanto tempo, que quando termina você não suporta mais”, explicou.

E se ele pudesse escolher alguma mulher para usar seus sapatos , quem seria? “Se eu estivesse andando pela rua e meu celular tocasse e alguém pedisse por meus sapatos, quem iria me chocar mais? Hmm, Madonna, não… Ah sim. Imelda Marcos!” (uma das maiores colecionadores de sapatos do mundo e viúva do ditador filipino Ferdinando Marcos). Sobre sua musa, Nicholas Kirkwood é sucinto: Uma mulher com presença e inteligência… e um toque de rock-n-roll”.

+ Confira na galeria mais das parcerias e das criações de Nicholas Kirkwood

Cate Blanchett, de Givenchy, salva cerimônia do Oscar do tédio

28/02/2011

por | Moda

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Cate Blanchett, com um vestido Givenchy Couture

Quem pegou no sono durante a cerimônia do Oscar não perdeu nada.

Premiação óbvia e careta, sem grandes surpresas e com um casal “bobinho” apresentando. Anne Hathaway e James Franco são lindos. Ele é um ótimo ator, mas não vingou por conta de um roteiro entediante que apenas repetiu as mesmas piadinhas de sempre, resultando em uma apersentação sem a energia e sem graça.

E nem os looks das atrizes salvaram a noite. Ao contrário, eles seguiram a falta de ousadia que marcou a entrega do prêmio.

Por sorte, existe Cate Blanchett, a única que arriscou com um vestido lilás deslumbrante, de alta-costura Givenchy. Escapou do lugar comum que até fashion victims, como Gwyneth Paltrow, não ousaram sair. O mesmo caminho seguiu a revelação Jesse Eisenberg. Tudo bem que o figurino masculino para uma noite dessas (ainda) não permite muitas variações, mas sua escolha traduz seu gosto por novidade. Enquanto Justin Timberlake e Andrew Garfield usavam Tom Ford e Louis Vuitton, respectivamente, Jesse optou por um look da Band of Outsiders, marca americana “moderninha”.

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Penelope Cruz, de L´Wren Scott, com o marido-gato Jardier Bardem

De resto, as mulheres ficaram entre o fogo do vermelho e a delicadeza do nude. Penelope Cruz, de L´Wren Scott, Sandra Bullock, de Vera Wang, Jennifer Lawrence de Calvin Klein Collection e Jennifer Hudson, de Atelier Versace, usaram longos em tons de vermelho. Anne Hathaway também chegou em um vermelho Valentino e trocou de roupa oito vezes ao longo da noite. Suas escolhas foram muito melhores do que seu desempenho como apresentadora: Givenchy Couture, Oscar De La Renta, Vivienne Westwood, Tom Ford, Versace, Giorgio Armani e Lanvin. O melhor da moda em diferentes estilos.

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Florence Welsch rouba a cena em um longo com babados Valentino

Do outro lado estão as hiperbotocadas Nicole Kidman, de Dior, e Scarlett Johanson, de Dolce & Gabbana, respectivamente. Elas tiveram a companhia de Gwyneth Paltrow, bem entediante em um Calvin Klein Collection, Hillary Swank, bonita em um Gucci Privé e Michelle Williams, em um Chanel. Deste time, quem leva a melhor é a cantora Florence Welch, com um Valentino clarinho que contrastava com suas madeixas vermelhas.

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E ainda tem Nathalie Portman, Melhor Atriz da noite, linda em um roxo Rodarte, que privilegiou seu colo e sua forma física atual, grávida de sete meses. Aliás, esse look foi um dos mais comentados no twitter, e muita genet não gostou. O fato é que não é fácil vestir um barrigão de sete meses e Nathalie parece já estar no ritmo “caseiro” que sua situação pede. De qualquer forma, a escolha da cor, certamente difícil, mostra personalidade. E o cabelo estava penteado da maneira como muitas meninas bacanas tem usado ultimamente, inclusive no Brasil, com um lado preso atrás por grampos ou fivelas, e o outro lado solto.

Mila Kunis, seu objeto de desejo em “Cisne Negro”, também estava bonita (e sexy) em um modelo lilás, simples e delicado de Ellie Saab.

Veja abaixo os modelos mais comentados e faça a sua escolha!

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Transparência e decotão no vestido Ellie Saab, a escolha de Mila Kunis

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A certinha Gwyneth Paltrow, com um vestido perolado Calvin Klein Collection e brincos e broche  Louis Vuitton, inspirados nas cores do Carnaval brasileiro

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Hillary Swank, em um tomara-que-caia degradê Gucci

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A diretora Kathryn Bigelow, sóbri e elegante em um Yves Saint Laurent

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Nicole Kidman, de Dior: cabelo arrepiado e excesso de botox não ajudam. Só o sapato Pierre Hardy se salvou

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Michelle Williams, em um longo Chanel

jennifer lawrence calvin klein

Jennifer Lawrence em um vermelho minimalista nada Calvin Klein Collection

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Scarlett Johansson, de Dolce & Gabbana


reese armani privé

Reese Witherspoon, de Armani Privé: entre todas, a mais caretinha


Energia, anos 70 e androginia dão o tom dos últimos dias de NY

15/02/2011

por | Moda

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MARC BY MARC JACOBS

Tudo parece mais solto na segunda marca de Marc Jacobs. Outro desfile com um casting grande, com Aline Weber e Lais Ribeiro entre as modelos e mais a linha masculina, que sempre é mostrada junto com a feminina e que, por sinal, tem coisas que muitas meninas gostariam de roubar e usar durante o inverno.

Coleção: Levando em conta que a Marc by Marc Jacobs é a grife mais jovem do grupo, essa até que foi uma coleção bem madura. Há looks bem jovenzinhos e não tão impactantes, como um look de paletó e shorts de alfaiataria e um macaquinho de cetim bem ao final da apresentação. De entradas muito jovens e frescas, ele passa por modelos caretinhas e glamourosos, sempre com uma pegada 70’s. Há efeitos de estampas de listras zig zag, bastante metalizados, xadrez e muitas e muitas cores… Muito legal o cardigan de couro metalizado que abriu o desfile e a meia curtinha com salto.

Opinião: O desfile não mostrou nenhuma novidade, mas com tanta oferta de looks e estilos, com certeza vai encontrar suporte nas milhares de fãs da marca espalhadas pelo mundo.

rodarte home

RODARTE

As irmãs Laura e Kate Mulleavy embarcaram em uma história mais comercial, sem perder sua própria linguagem e o trabalho artesanal, que é tão caro para a marca. No geral a coleção agradou à imprensa especializada e não tinha como não encantar as pessoas. Para começar, é, até agora, uma das belezas mais bonitas de Nova York, com o casting também de primeira. Carol Trentini e Aline Weber, entre as modelos. É uma coleção delicada, até romântica, mas ainda assim com personalidade.

Coleção: Os vestidos são as estrelas da apresentação. Longos de seda ou com comprimentos abaixo do joelho, que está pegando forte em NY, aparecem ou soltos e leves ou mais estruturados, com volume e cintura marcada. A cartela de cores é neutra e passa por nude, amarelinho, off-white e azul. As poucas calças que aparecem tem a cintura mais elevada. E uma surpresa foi a parte dos casacos, há vários e com uma ideia diferente do que temos visto até então. Parece que as meninas da Rodarte estão mais preocupadas com peças soltas, que se desdobrem em outros looks.

Atenção também para as botas, outro hit natural do inverno, criadas pelo designer hot hot hot Nicholas Kirkwood, que tem um trabalho incrível e é um dos queridinhos de editoras, como Cecilia Dean, da Visionaire.

Opinião: Antes, as coleções da Rodarte tinham seu impacto, mas era uma tradução muito fechada do desejo e das inspirações das estilistas. Com essa coleção, elas mostram peças mais usáveis e de muito bom gosto, sem perder a personalidade. E isso só pode ser bom.

narciso

NARCISO RODRIGUEZ

Narciso solta a silhueta e coloca um casting de modelos andróginas na passarela, capitaneados por Saskia (acima), um dos rostos mais fortes do momento.

Coleção: Narciso Rodrigues fez um desfile gráfico e baseado na inserção de elementos masculinos no guarda-roupa masculino. Tanto que é a modelo Saskia, incrível e super andrógina, que abre o desfile. Ao mesmo tempo, a silhueta é mais solta e relax, o que de certa forma já é uma mudança para ele. Há muitas calças boas, mais amplas, como a lilás, e diversos vestidos com comprimento abaixo do joelho, que todos fizeram. O diferencial é o uso da cor, forte e gráfico, que dá um resultado moderno à estética do desfile. E os sapatos baixos e botas rasteiras sugerem uma conecção com as ruas.

Opinião: É bom ver o estilista procurar novos caminhos. Mesmo com um resultado que não agrade a gregos e troianos, a coleção tem foco e personalidade e Narciso também experimenta com materiais na mesma peça, como lã e seda, outra característica da temporada, que também apareceu no Brasil.

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HALSTON

Se depender das críticas, as coisas não saíram muito bem para Marios Schwab, estilista da marca que é sinômino da estética 70’s. Ele, que fez uma ótima estreia como diretor criativo da grife, desta vez não andou para frente. O Style comentou que as roupas não tinham energia, e que os tecidos não pareciam bons o suficiente. E que se Marios pegasse carona na onda no revival dos anos 70 que está Rolando, a marca seria a “abelha rainha da temporada”.

Coleção: Marios parte da última coleção, com vestidos de inspiração grega, o trabalho com drapeados, os recortes, uma de suas marcas registradas, e a ideia do luxo simples, sem ostentação. Adicione aí uma pitada étnica, com ápice no look meio saari, com um sutiã bordado aparecendo. Esse look, aliás, foi o mais criticado. No final, a cartela de cores também não tinha muito uma direção e acabou não ajudando. Mas há bons momentos, como o vestido-quimono e a chemise de couro.

Opinião: Marios é um estilista jovem e talentoso, saber fazer bons vestidos, de bom gosto, com simplicidade e leveza. Vamos torcer para que tenha sido apenas um momento fora de foco. Pode custar caro para a Halston, mas ele ainda pode ajudar a marca a fazer história. Sem contar que é ex-namorado de Nicola Formichetti, uma das pessoas mais influentes na moda hoje e que pode dar uma mãozinha…

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Elle Fanning vira ícone de estilo em curta-metragem fashion

elle_rodarte© Reprodução/Nowness

Não é exagero dizer que, do alto de seus 12 anos de idade, Elle Fanning arrasa. A garota, irmã de Dakota Fanning, que está sendo chamada pela mídia especializada de “ícone de estilo”, é estrela do mais recente filme de Sofia Coppola _”Somewhere”_, que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, e já esteve em produções como “Babel” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Acrescenta-se a lista mais um item, o curta-metragem da grife Rodarte, das irmãs Kate e Laura Mulleavy, dirigido por Todd Cole (que já trabalhou com a Rodarte em 2010 no curta Aanteni, com a modelo Guinevere Van Seen), “The Curve of Forgotten Things”, liberado esta semana no site Nowness.

O filme, descrito pelo próprio diretor como “a história de uma garota que existe fora do tempo em um lugar mágico só existente na Califórnia”, é recheado de referências à Califórnia dos anos 70 _como a floresta Redwood, a extração do ouro e a influência asiática_, e consegue envolver o expectador em toda a atmosfera que permeia a Rodarte _a câmera usada para a filmagem, inclusive, usa lentes originais da década de 70, e os tons predominantes do filme seguem a paleta da coleção de verão da marca. Elle, protagonista do curta, passeia pelos cômodos de uma construção histórica (A Baldwin House), trocando magicamente de roupa de um cômodo a outro, com batom e cílios postiços dourados, cabelo liso penteado de lado e com prendedor _também dourado_, exatamente como as modelos usaram no desfile de Verão 2011 da marca, tudo arrematado pela trilha sonora etérea da banda indie Deerhunter (que é da Georgia, estado natal de Elle Fanning). Sobre o título do curta, Todd explicou “É o nome de um poema de Richard Brautigan _poeta e novelista americano. O poema e o filme são sobre coisas esquecidas _ciclos e o passar do tempo”.

elle_rodarte3Bastidores das filmagens de “The Curve of Forgotten Things” © Reprodução/Nowness

Elle, que é musa da dupla Mulleavy (também responsável pelo figurino do comentadíssimo “Cisne Negro”), vestiu Rodarte na première de “Somewhere” em Nova York, e contou ao Nowness que dentre as peças que usa no curta-metragem, suas preferidas são o conjunto de calça de cintura alta e blusa azul, por causa da cor e pela aparência antiguinha e retrô do conjunto. E onde a jovem atriz usaria o look? “Eu usaria em um ‘Free Dress Friday’ (tipo sexta-feira sem unifome) na escola!” Ela também coleciona peças vintage _sendo a década de 50 sua preferida de sempre, a de 60 a escolhida para vestidos e os anos 70 para shorts e calças de cintura alta_, faz balé e tem como lugar nº1 em Los Angeles o “Blonde Room”, salão de beleza onde Marilyn Monroe se tornou loira _e que Elle visitou pela primeira vez em seu aniversário de oito anos de idade.

elle_rodarte_nycElle Fanning na première de “Somewhere” em NY, vestindo Rodarte © Reprodução

E já que “The Curve of Forgotten Things” tem a ver com isso, Elle Fanning acredita em mágica? “Claro! Quando você para de acreditar em mágica, você está muito crescido e se levando a sério demais. Peter Pan tinha um ponto!”

elle_rodarte4© Reprodução/Nowness

Rodarte libera croquis do filme-tenso “Black Swan”: veja tudo

03/12/2010

por | Moda

Se você não aguenta mais esperar pra ver “Black Swan”, filme estrelado por Natalie Portman e Mila Kunis, isso pode ajudar a controlar a sua ansiedade _ou te deixar ainda mais curioso: o “WWD” publicou 4 croquis desenhados especialmente para o filme pelas estilistas Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte.

Apresentadas ao diretor Darren Aronofsky pela amiga e cliente fiel Natalie Portman, as irmãs Mulleavy criaram 40 figurinos para o filme _a maioria deles para as cenas de palco, mas há também peças separadas como collants, xales e polainas.

©ReproduçãoPetite danseuse de quatorze ans (1880) de Edgar Degas e “Accession II” (1967), de Eva Hesse ©Reprodução

Na reportagem do “WWD”, as estilistas apontam como referências de criação a bailarina de bronze de Edgar Degas e a escultura “Accession II” de Eva Hesse, um cubo de metal com tubos internos semelhantes a pregos. Laura Mulleavy elabora, dizendo que, para elas, essa obra descreve perfeitamente o mundo do ballet, porque “é perfeito e lindo e, mesmo assim, aterrorizante por dentro. Esse mundo é competitivo e implacável, seus pés são arruinados…”.

Na galeria você vê os croquis, stills e pôsteres do thriller psicológico, que ainda não tem previsão de estreia no Brasil:

FFW fashion digest: Lacoste, Rodarte, Kate Moss, panteras e +!

31/08/2010

por | Moda

A Lacoste escolheu seu novo diretor artístico: é o português Felipe Oliveira Baptista. O responsável anterior pela marca, Christophe Lemaire, se mudou para a Hermès, onde substitui Jean Paul Gaultier na área feminina.

Oliveira Baptista lançou sua grife homônima em 2003 e atualmente desfila em Paris. Sua primeira coleção com o logo do crocodilo será desfilada em setembro de 2011.

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A LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton pode estar se preparando para adquirir parte da Rodarte – pelo menos é este o boato. Não é segredo que o conglomerado se interessa pelo trabalho atípico das irmãs Mulleavy, mas aquisições de moda tem sido raras por lá.

A última foi a compra de 49% da Edun, considerada mais simbólica pelo status politicamente correto da marca, fundada por Bono Vox e sua esposa, Ali Hewson. A Rodarte, embora amada pela crítica, tem renda pequena (US$ 2 milhões por ano, segundo o WWD) e dívidas. Talvez por isso mesmo deva ser protegida por quem pode protegê-la.

louis-vuittonAli Hewson e o marido Bono Vox, donos da Edun, em campanha da Louis Vuitton clicada por Annie Leibovitz ©Reprodução

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Um estudo comissionado pela União Européia diz que bens falsificados não são assim tão prejudiciais às grifes, já que quem os compra não pode consumir os originais. O papel vai além e diz que “há evidências de que [a falsificação] ajuda as marcas ao acelerar o ciclo de moda e aumentar a fama da marca”.

As maisons obviamente discordam. A impiedosa Louis Vuitton, que possui um dos logos mais copiados do mundo, comentou: “a venda de bens falsificados é uma ofensa série cuja renda é usada por organizações criminosas às custas de consumidores, empresas e governos.”

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Para comemorar o Fashion’s Night Out 2010, que acontece em 10 de setembro, a loja Barneys New York encomendou ao artista Andrew Yang duas versões de pano de Anna Wintour e Grace Coddington.

As bonecas, que tiveram os rostos pintados à mão, serão leiloado pelo charitybuzz.com em 21 de setembro e 100% da renda será revertida para o New York City AIDS Fund.

anna-wintour-grace-bonecasGrace Coddington e Anna Wintour em versão boneca ©Reprodução

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A parceria entre Kate Moss e Topshop chegou ao fim após três anos e 14 coleções. O dono da rede, Sir Philip Green, garantiu que a não-renovação do contrato foi amigável, e citou outros projetos concomitantes da top como motivo.

Dizem os rumores que, na verdade, o problema foram as vendas decrescentes. As últimas peças de Kate chegarão às lojas em 10 de outubro.

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A edição de setembro da “Vogue Paris” – que já deixou os fashionistas esperando por outubro – traz Freja Beha contracenando com… uma pantera. Clicada por Mikael Jansson e com styling de Anastasia Barbieri, ela faz a dama de preto na noite de Paris.

freja-pantera-vogue-parisFreja Beha e sua amiga pantera na “Vogue Paris” ©Reprodução

Mas não é a primeira vez que a equipe de Carine Roitfeld contrata felinos para suas páginas. Sasha Pivovarova já teve seus dias ao lado de um adorável filhote de tigre:

sasha-tigre-vogue-parisSasha e seu amigo tigre na “Vogue Paris” de dezembro 2007 por Mark Segal ©Reprodução

Duas vezes Natalie Portman: as primeiras fotos de “Black Swan” e o novo comercial da Dior

26/07/2010

por | Cultura Pop, Moda

Natalie Portman fez 29 anos em 2010, mas seu rosto ainda mantém as lindas feições que apresentou aos 12 em seu primeiro filme, “O Profissional”. Em setembro, os sortudos que estiverem no Festival de Veneza poderão assistir ao novo thriller de Darren Aronofsky, “Black Swan” (ainda sem nome português) no qual Natalie intepreta a bailarina Nina, que na produção ganhou figurino assinado pela Rodarte.

As primeiras fotos do filme foram divulgadas pelo jornal “USA Today”, e incluem um make super carregado com direito a lentes coloridas_uma mistura de Lady Gaga em “Bad Romance” com o último desfile de Lino Villaventura.

imagem-black-swanClose no make das cenas de balé e o figurino assinado pela Rodarte ©Reprodução

Essas não são as únicas novidades na carreira da atriz: recentemente, ela gravou seu primeiro comercial para a Dior, em Paris. O nome do perfume ainda não foi anunciado, mas a diretora sim: Sofia Coppola. As apostas são no Miss Dior Chérie, cujo comercial atual também foi dirigido pela cineasta.

Quer cortinas ombré? Rodarte cria tecidos para uso na decoração

07/07/2010

por | Moda

Em uma palestra no Fashion Institute of Technology (FIT), as irmãs Mulleavy, forças criativas por trás da Rodarte, desabafaram: “Toda temporada dizemos que nunca mais faremos isso de novo”.

“Isso” é o estressante processo criativo que leva aos desfiles em Nova York, e é fácil entender o por quê: as peças são tão únicas e originais que as estilistas precisam criar os próprios tecidos – o que pode incluir queimar, tingir, lixar, enfaixar e queimar de novo, tudo à mão.

A fabricante Knoll Luxe resolveu facilitar pros fãs: chamou o duo para criar alguns (caros) tecidos inspirados nas coleções da marca nos últimos anos. Ao todo, são oito: cinco tecidos para revestimentos e três para cortinas, cada um nomeado em homanagem a um poeta – tem John Keats, E.E. Cummings, Lord Byron, Dorothy Parker…

Já imaginou decorar a sua casa assim?