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“Falta equilíbrio à mulher brasileira na hora de se maquiar”, diz Torquatto

Fernando Torquatto fala sobre beleza, fotografia e maquiagem ©Juliana Knobel/FFW

Fernando Torquatto, maquiador exclusivo da marca “O Boticário” – patrocinadora oficial do Fashion Rio – e apresentador do programa “Superbonita”, do GNT, está participando da semana de moda carioca com uma exposição em que estão sendo exibidas 34 de suas fotografias. Todas em preto e branco, as imagens apresentam celebridades da música, cinema e televisão como Chico Buarque, Rodrigo Santoro e Cléo Pires, a partir do olhar (e dos pincéis) do artista.

Em palestra realizada no terceiro dia (12.01) de Rio-à-Porter, Torquatto falou sobre suas referências, sua carreira, seu trabalho em parceria com “O Boticário” (e o lançamento da linha “NativaSPA”, que acontece no lounge da marca no Fashion Rio) e até traçou um panorama da história da beleza. O FFW conversou com o maquiador que, com muita simpatia, deu dicas de beleza e elegância para a mulher brasileira:

Como surgiu o seu interesse pela fotografia?

Paralelo aos filmes [Torquatto falou muito sobre a influência do cinema em sua vida, paixão que, segundo ele, foi introduzida por sua mãe], eu fui vendo também as imagens fotográficas das atrizes que mencionei na palestra [Greta Garbo, Ava Gardner, Rita Hayworth, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe] e tinha um cara chamado George Hurrell, que era um fotógrafo dos anos 1930 que retratava todas essas estrelas de Hollywood, e que eu passei a acompanhar e admirar. Então aí percebi que o fotógrafo não só registrava, mas ajudava a criar a imagem das divas, o que me despertou a vontade de fotografar. Eu pensei que assim poderia fazer as mulheres ficarem especiais e criar minhas próprias divas. Começou daí, dessa coisa do retrato e de mitificar a mulher.

Fernando Torquatto mostra seu trabalho no Rio-à-Porter ©Juliana Knobel/FFW

Quando você percebeu que podia unir a fotografia à criação de imagem de beleza, no sentido cosmético?

Eu desenhava desde garoto, então na hora de pintar o blush no papel, por exemplo, era difícil fazer com lápis-de-cor, então eu pegava o blush da minha mãe e misturava tudo. Além disso, eu também via minha mãe se montar, inspirada nas estrelas de cinema. Com todas essas referências na minha cabeça, quando eu ia fotografar durante a faculdade [Torquatto cursou Comunicação Visual], sentia a necessidade de passar algo nas meninas que estava clicando e pedia a minha mãe ítens de maquiagem, como batom, corretivo. Foi tudo muito orgânico.

Saber fotografar ajudou a aprender a maquiar?

Com certeza, porque maquiagem também é luz. Os princípios são complementares. A maquiagem me ajudou a valorizar traços da mulher, como ampliar o olhar, aumentar a boca, cavar o rosto e, ao mesmo tempo, eu aprendi que a luz certa faz com que o rosto se manifeste da melhor forma, a beleza vem através da luz. Se a luz estiver feia, não tem maquiagem neste mundo que fique boa. Já se a luz é incrível, uma maquiagem “ok” deixa a mulher bonita. É tudo muito interligado, mas uma coisa me ajudou a ser melhor na outra.

Você tem alguma dica de como “sair bem na foto”?

Primeiro, conhecer o próprio rosto e realçar os pontos positivos. Depois, atenuar o que não for assim tão positivo.

Quais os tons que mais vão se destacar neste Inverno 2012?

Eu acho que o inverno está bem sofisticado. Acredito que os tons mais nobres e terrosos, como bronze e amarronzados, vão prevalecer.

Fernando Torquatto em palestra no Rio-à-Porter ©Juliana Knobel/FFW

Quais os limites da consultoria de imagem? Até que ponto você pode interferir?

A intenção da mulher ou do homem a procurar um consultor é legítima, faz parte do mundo moderno. Agora, os limites vão depender da sensibilidade do profissional. Hoje eu tenho maturidade, inteligência e experiência para olhar para alguém e perceber o que esse alguém pode me dar e, a partir daí, criar uma versão melhor do que a que já existe, sem tentar transformar o cliente em outra pessoa.

Na sua palestra você falou muito da importância do cinema na história da beleza e na sua vida. Quais os filmes ou diretores você indica para quem quer se aprofundar neste universo?

Todos os filmes da Audrey Hepburn. Neles é possível ver o que é elegância e delicadeza. Já em outro polo, os filmes da Marilyn [Monroe], que ensinam a ser sexy sem vulgaridade, algo tão comum atualmente no Brasil das mulheres-fruta e paniquetes. Mais atual, citaria a Anne Hathaway, que é uma menina incrível e mesmo não sendo a mais bonita, já que tem gente que acha que o sorriso dela é muito largo ou que os olhos são esbugalhados,  ela tem um estilo muito próprio. Uma mulher madura, que eu acho maravilhosa, é a Julianne Moore.

Quais os principais erros que a mulher brasileira comete ao se maquiar?

A mulher brasileira é muito exuberante. Às vezes ou é tudo ou é nada, então acho que ela precisa encontrar temperança. Pode sim usar batom vermelho de dia se ela quiser, mas que equilibre com um olho mais leve e que carregue menos no blush.

“Falta equilíbrio à mulher brasileira na hora de se maquiar”, diz Torquatto

Stylesight apresenta caminhos das próximas temporadas

Camila Toledo, diretora de tendências do Stylesight, apresenta os caminhos das próximas temporadas ©Juliana Knobel/FFW

Do terceiro dia de Rio-à-Porter, com apresentação de Camila Toledo, diretora de tendências do StyleSight, saiu o sol e saíram também as tendências que vão pautar a Primavera/Verão de 2012/2013. O site nova iorquino de tendências que hoje conta com 30 mil usuários espalhados pelo mundo (inclusive no Brasil, há quatro anos) funciona somente para assinantes e atua há mais de dez anos com publicações diárias.

A apresentação, intitulada “Runway Roadmap”, procura, como o próprio nome indica, mapear através das passarelas o que vai estar em alta na próxima estação de temperaturas quentes, estabelecendo um paralelo com o panorama cultural e o subconsciente coletivo da atualidade.

Camila Toledo fundamentou a sua apresentação com um olhar para a década que vivemos hoje, a primeira década dos anos 2000, e a oportunidade que essa situação dá à moda e às artes para se reinventarem. “Olhamos hoje para a metade do século passado, agradecendo e despedindo-nos das tendências e estilos que já foram atemporais”, sublinha a diretora. Ela divide as tendências em três partes (quatro, na verdade), utilizando a metáfora das fases do ciclo de vida de uma borboleta. Os grandes blocos de tendências dividem-se assim em “Terra Moderne”, simbolizado pela Lagarta, que vive na terra; “Paper + Ash”, a fase da semi-morte em que a lagarta se prepara para a sua transformação; e a fase “Fashlets”, em que a borboleta se mostra ao mundo com todo o seu esplendor.

A estes blocos, Camila acrescentou ainda o “Crystal Lab”, que representa o milagre da vida, a liberdade e a renovação.

De influências do passado a estampas e formas 3D, prepare-se para ficar indecisa.

Terra Moderne

Referências dos anos 50 são tendência apresentada pelo Stylesight ©Reprodução

Este bloco de tendências se caracteriza por uma arquitetura de formas e pelo reviver do passado, em que aspectos modernos são colocados em ambientes rústicos.

Na passarela, podemos ver silhuetas atemporais confeccionadas com tecidos e técnicas contemporâneos, como o jeans por exemplo, trabalhado de forma artesanal. Um estilo que Camila definiu como “Lady like moderno”.

É uma tendência que traz tudo o que vem da terra, daí estar ligada à fase da lagarta, e apresenta rusticidade nas cores e nos tecidos como o linho.

Cores: A cor da vez é o Terracota e cores que lembrem vegetais: verde, roxo, laranja, vermelho, em tons gastos, que podem ser combinados entre si.

Tecidos: Os tecidos são rugosos, brilhantes e revelam a trama. No algodão ou no linho, por exemplo, os fios são visíveis a olho nu, assumindo assim a influência rústica de que falamos há pouco. O tricô é muito usado com um trabalho assimétrico e artesanal.

Estampas: As estampas são gigantes e geométricas, chapadas no tecido, ou seja, sem sombra, e remetem a algo moderno e retrô ao mesmo tempo, ficando difícil de distinguir o passado do futuro. Este tipo de estamparia remete ao estilo 3D, cada vez mais usado na arte e na moda como representação do presente (que um dia já foi futuro).

Look: Anos 50. O corte é na cintura, quando ela não fica à mostra. As saias lápis chegam estampadas para poderem ser usadas durante o dia e as saias longas são combinadas com tops curtos que podem ser usados sozinhos ou com alguma peça transparente, para compensar o efeito da falta da mini. O substituto da saia é a calça cigarette, também referência dos anos 50.

Acessórios: Em uma palavra – retrô.

Paper+Ash

Ilustração de Kristen Stewart no novo filme de Branca de Neve  ©Alice XZ

A referência utilizada por Camila para este estilo foi o filme “Branca de Neve e o Caçador”, realizado por Rupert Sanders e protagonizado pela ex-vampira sensação Kristen Stewart e Charlize Theron, e onde a personagem doce criada por Walt Disney abandona as suas delicadezas, ingenuidades e fragilidades e veste a capa de guerreira.

Este bloco de tendências é dramático, melancólico e deprimido. Talvez o Brasil até sinta que não tem a ver com o momento que vive hoje mas, entre crises e quedas de governo, o resto do mundo identifica-se muito facilmente.

Cores: Os tons nude, claros e acinzentados viram protagonistas. O amarelo ressurge como substituto do laranja e do vermelho, e em quase todos os seus tons. Quase, porque dos pastéis ao amarelo limão, só não podemos usar o amarelo canário. O tie dye e o degradé estão de volta não com influência hippie, mas sim para criar, juntamente com o preto, um tom dramático, melancólico e elegante. O branco é usado como referência futurista, puro e luminoso, e serve como contraponto a todo o dramatismo, sendo até permitido (e bastante aconselhado) o look total.

Tecidos: Os tecidos são pesados e estruturados, combinados a tecidos mais leves como a seda e o chiffon, para criar um contraponto. As malhas são drapeadas com muito balanço, criadas com fios leves e finos, e os tricôs lembram teias de aranha, tão finos que são quase transparentes. O couro preto cortado a laser (sem tachas!) reforça o tom dramático (não roqueiro!).

Estampas: Barras assimétricas mas sem acabamentos pontiagudos.

Look: Desconstruído, em camadas e muitas transparências. Calças volumosas e estruturadas que se confundem com saias e jaquetas desconstruídas com recortes que lembram origami.

Acessórios: Como estamos num clima de dramatismo, vamos ver muito trabalho com osso e pedraria.

Fashlets

Vitral de borboleta ©Reprodução

O terceiro bloco de tendências, simbolizado pela saída da borboleta do casulo, significa ressurgimento e força de viver e é representado pelo universo esportivo trazido para a vida urbana.

Se nas temporadas anteriores tivemos a influência do ballet com roupas suaves e com corpos esguios, nesta temporada passamos a olhar para outros esportes.

Cores: O laranja é utilizado como cor que significa fogo – muitas vezes aparece até em camadas e manchado. O turquesa saturado vai ser uma das cores fortes durante esta temporada, assim como o azul cobalto e o rosa chiclete.

Tecidos: Todas estas cores vão estar bem visíveis na textura Croco em couro de cores vibrantes e cortes a laser. Telas, tecidos perfurados e neoprene estampado lembram roupa de mergulho e de academia.

Estampas: Estampas coloridas e jovens. As estampas florais são sci-fi e desenvolvidas com técnicas digitais. A estampa espelho, lembrando a coleção Verão 2010 de McQueen, vai fazer sucesso.

Look: Os recortes são ergonômicos mostrando as formas do corpo. Não tenha medo de abusar dos conjuntinhos esportivos para sair à rua. A atenção vai estar nas costas, por isso invista nelas.

Acessórios: Tudo o que tenha zíper e muita cor vibrante ou transparência.

Crystal Lab

Cristais de quartzo ©Reprodução

Este bloco, já fora da metáfora da borboleta, é uma celebração da vida e do milagre que ela representa.

Na arquitetura traduz-se com construções em vidro, que mudam constantemente, tal e qual a consciência humana e a própria vida.

Assim, este conjunto de tendências representa leveza e renovação.

Cores: Todas desde que sejam femininas e suaves: verde-água, azul e rosa bebê. Os tecidos iridescentes são os responsáveis por colocar todas as cores no holofote.

Tecidos: Os tecidos são iridescentes, plastificados e metalizados. São desenvolvidos com alta tecnologia e a estética é forte. Apesar das cores suaves e delicadas, o traço é moderno e cheio de personalidade.

Estampas: As estampas são combinações florais em harmonia e ainda apliques de flores sobre tela, que novamente remetem ao tridimensional.

Look: Peças em tricô justo e leve, camisas transparentes com “cara de plástico” e vestidos de tecidos e silhuetas simples.

Acessórios: A volta dos cristais que representam feminilidade com traços e caimentos marcantes.

Stylesight apresenta caminhos das próximas temporadas

César Villela sobre sua obra icônica: ‘Foi sem querer querendo’

César Villela e Charles Gavin conversam no Rio-à-Porter sobre a logomarca que o designer desenvolveu para a Elenco ©Juliana Knobel/FFW

Na quarta-feira (11.01), segundo dia de Fashion Rio e Rio-à-Porter, Charles Gavin, ex-baterista do Titãs e curador da exposição “Design na Música Brasileira” presente no Pier Mauá, da qual já tínhamos falado, conversou com o designer gráfico e contador de histórias por excelência, César Villela, sobre a sua influência no design e na própria definição da identidade da Bossa Nova no Brasil.

A conversa, que aconteceu na agradável casa Firjan, cenário do Rio-à-Porter, teve como  mote  o livro de Gavin, “Bossa Nova e Outras Bossas – A Arte e o Design das Capas dos LPs”, mas acabou virando uma revisão divertida, através das capas criadas por Villela, dos mais conceituados discos de Bossa Nova, o estilo musical que tanto marca e expressa o Brasil e a cultura brasileira no mundo.

César Villela contou as várias técnicas que utilizava no seu design de capas: as quatro bolinhas vermelhas presentes em várias delas significam harmonia, assim como a sua necessidade de simplificar o grafismo e torná-lo mais conceitual, em uma época em que as capas de LP serviam como apresentação ao artista que estava começando a sua carreira. Para nós pode parecer distante, mas não está tão longe a época em que o nome João Gilberto só tinha significado para pessoas como Villela, que conhecia bem “os garotos da bossa”.

César Villela fala sobre uma das suas capas ©Juliana Knobel/FFW

O FFW conversou com o designer gráfico que se descreve como “Eu sou um grupo de artistas incorporado em mim mesmo”, para conhecer melhor o homem por trás da transformação de uma embalagem protetora em uma peça de arte.

FFW: Tem acompanhado a evolução do design no Brasil?

Continuo sendo um designer. Embora esteja mais na pintura agora, sempre acompanho o design que está na base da minha formação. Tem grandes designers hoje em dia. Como antigamente também tinha, não sou uma raridade não! (risos)

FFW: O que o design brasileiro tem para oferecer ao mundo?

O design hoje em dia é muito internacional porque a comunicação no mundo evoluiu e ela é quase que instantânea. Então, a internet, a televisão… tudo unificou muito. Antigamente a gente tinha umas tradições específicas. Tinha um estilo alemão, um estilo francês… mas hoje em dia os estilos são muito unificados. Já não tem aquela caraterística de aqui é assim, ali é assim. Portanto acho que o Brasil se integra bem internacionalmente. A própria moda hoje também é muito mais internacional do que local.

FFW: As capas dos discos que criou ajudaram a definir a identidade da Bossa Nova. Sente-se parte desse processo criativo?

Isso tudo foi um acidente. “Foi sem querer querendo”, como diz o filósofo mexicano Chaves. Eu não tinha a previsão de que isso ia acontecer. Eu trabalhava para ganhar dinheiro. Houve naturalmente um resultado positivo.

A Art Nouveau abrangeu na Europa vários setores. A moda, a arte gráfica, a pintura, a arquitetura… mas não atingiu a música. Ela não influenciou a música. Quem inventou a Art Nouveau? Ninguém. Ela foi uma influência, uma inteligência coletiva.

A ausência da Art Nouveau na música aconteceu no Brasil com a Bossa Nova. A Bossa Nova revolucionou um pouco a música brasileira. Mas não teve criador, então quem criou a Bossa Nova? João Gilberto, Tom (Jobim)? Não, foi um movimento coletivo. Dessa inteligência coletiva, surgiu a Bossa Nova. Quem sabe eu tenha sido envolvido por essa inteligência e me dado uma dica de como fazer.  As minhas capas eram tão simples quanto a própria Bossa Nova. Mas não porque eu tinha uma intenção de seguir a Bossa Nova.

FFW: Seus traços fizeram escola no design gráfico do país. Como você percebe essa nova geração que tem uma linguagem menos brasileira e mais global?

O design é muito internacional. Eu criei uma linha que influenciou outras. Não quero dizer que seja um criador… há tempos tinha um canadense chamado Marshall McLuhan. Ele falava uma frase que me influenciou na década de 80. Ele dizia assim: “O excesso de detalhes no trabalho são ruídos visuais”. Isso para mim foi fundamental. Eu tinha que eliminar os ruídos visuais do meu trabalho. Então foi a partir daí que surgiu a minha concepção para a Elenco. Durante um certo período, eu influenciei alguns artistas, como alguns artistas me influenciaram. Cada um com a sua personalidade.

FFW: Em que trabalha atualmente e em que se inspira?

Atualmente eu pinto. Inspiro-me no meu próprio design! (risos) A minha pintura é um prolongamento do meu design.

César Villela sobre sua obra icônica: ‘Foi sem querer querendo’

Rio-à-Porter: os vestidos que representam o verão carioca, segundo Ricardo Dale

abre-ricardoRicardo Dale passeia no Rio-à-Porter ©Divulgação

O produtor Ricardo Lowndes Dale, membro de uma tradicional família carioca e conhecido por organizar as festas de sexta-feira no bar do hotel Copacabana Palace, já trabalhou com marcas como Diesel, Hermès e Chanel. A convite do FFW, ele passeou pelo Rio-à-Porter e escolheu três vestidos que, segundo ele, são a cara do verão carioca. Cada um à sua maneira.

british-colonyVestido com decote nas costas, British Colony ©Cacau Araújo

“A British Colony é a cara do verão carioca, eles sabem fazer isso como ninguém, e com modelagens e cartelas de cores que fogem do óbvio”, afirmou.

ricardo-biancaVestido de seda estampado, Bianca Marques ©Cacau Araújo

“A Bianca sabe trabalhar muito bem com estampas, ela respeita o caimento dos tecidos”, disse Ricardo.

my-philosophyVestido longo de crochê, my Philosophy ©Cacau Araújo

“As meninas da My Philosophy têm uma pegada pop muito forte e vendem demais, elas sabem fazer misturas inusitadas que dão certo como colocar o artesanal do crochê em um vestido com muita informação de moda e fazem isso bombar”, avisou.

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Rio-à-Porter: os vestidos que representam o verão carioca, segundo Ricardo Dale

Rio-à-Porter: Alê Garattoni mata a saudade do Rio de Janeiro

abre-ale1Alê Garattoni no Rio-à-Porter ©Cacau Araújo

Carioca moradora de São Paulo, a jornalista e escritora Alessandra Garattoni aproveitou o Rio-à-Porter para lançar a segunda edição do seu livro “It Girls”. “O lançamento foi no ano passado, mas esgotou tudo, já é a segunda edição”, contou ao FFW, animada. Aproveitamos a visita de Alê a sua cidade natal e a levamos para passear pelo salão de negócios de moda e design para escolher suas peças favoritas.

Parecia que a vontade da jornalista era de matar a saudade de casa, porque ela escolheu peças nas cariocas Basthianna, Espaço Fashion, Totem e Filhas de Gaia. “Estou muito bairrista?”, perguntou em tom de brincadeira. Veja as escolhas de Alê Garattoni para o Verão 2012.

basthiana-aleCamista listrada e vestido branco com renda da Basthianna ©Cacau Araújo

“Faço coleção de camisetas assim de malha mais fininha, tenho de todos os tipos, regata, manga longa… E o vestido é lindo, a cara das roupas que eu usava quando morava aqui no Rio”, contou.

vestido-totemVestido da Totem ©Cacau Araújo

short-totemShort da Totem ©Cacau Araújo

“O vestido lembra muito meu tempo de praia aqui no Rio, usaria para vestir na saída da areia e o short combina com aquela camiseta da Basthianna, com certeza, a cara do verão”.

vestido-filhas-de-gaiaVestido estampado, Filhas de Gaia ©Cacau Araújo

“Esse vestido foi amor à primeira vista, adorei a estampa, me chamou na arara”, afirmou.

bolsa-espaco-fashioncinto-espaco-fashionAcessórios da Espaço Fashion ©Cacau Araújo

“Achei lindos os acessórios aqui da Espaço Fashion”, disse ela.

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Rio-à-Porter: Alê Garattoni mata a saudade do Rio de Janeiro

Rio-à-Porter: a stylist Marina Franco elege suas peças favoritas para o verão carioca

abre-marina1A stylist Marina Franco ©Cacau Araújo

O Rio-à-Porter, salão de negócios de moda e design oficial do Fashion Rio, traz à capital carioca as novidades e apostas de 169 marcas para o Verão 2012. O FFW resolveu mostrar o que há de mais legal para a próxima estação convidando fashionistas cariocas para fazerem suas apostas.

Quem abre a série escolhendo seus favoritos do Verão no Rio-à-Porter é a stylist Marina Franco, carioca de Niterói. Marininha passeou pelo salão com o FFW e nós mostramos seus achados.

Veja as peças que ela escolheu:

bolsa-salinas1Bolsa de tela com alça de couro da Salinas ©Cacau Araújo

“O legal dessa bolsa é que ela tem um estilo meio roqueiro, não precisa ser de palha para ir à praia”, explicou.

escolhas-marinaMacacão Jeans Herchcovitch e sandália New Order ©Cacau Araújo

“O macacão jeans é uma ótima opção para o verão, para um passeio de fim de tarde na praia, é só colocar ele por cima do biquíni. Já a sandália, ela tem uma cara bem anos 90, mas acho que dá para compor algo legal, com a barra da calça dobrada. Ela tem a cara do verão com a corda, mas usada em um lugar incomum e o salto reto é diferente de uma anabela normal”.

Rio-à-Porter: a stylist Marina Franco elege suas peças favoritas para o verão carioca

FFW de malas prontas! Acompanhe cobertura completa do Fashion Rio

abre-malasTemporada de moda carioca ©Cacau Araújo

O FFW já está com as malas prontas e em clima de contagem regressiva para o Fashion Rio. A partir de domingo, acompanhe por aqui a cobertura completa do Verão 2012, que vem quente quente! Nossa equipe estará em peso lá  trazendo as notícias mais quentes, a cobertura de desfiles com as fotos mais bombadas e shootings diários!

A semana abre no domingo (29.05) com os novos talentos do Rio Moda Hype e um baile embalado pelo som da Orquestra Imperial. O tema deste Fashion Rio, que começa na segunda é Universo Tropical e, simultaneamente ao evento, o Rio também recebe mais uma edição do salão de negócios de moda Rio-à-Porter.

De 30 de maio a 4 de junho, 29 grifes desfilarão no Fashion Rio, entre elas as estreantes 2nd Floor, Herchcovitch e Ágatha. Além disso, estão de volta algumas das principais marcas de moda praia do país como Blue Man, Lenny, Salinas e Triya (leiam as entrevistas com os estilistas nos links ao lado).

Além dos desfiles, três exposições também integram a agenda da temporada de moda carioca: “Universo Tropical”, que começa com a Marquesa de Santos e passa por referências de novelas até Carmem Mirada e Chacrinha; “Musas”, que mostra imagens de mulheres que são a cara do estilo de vida carioca e a exposição “Design”, com curadoria de Mari Stockler, que mostra o perfil do design contemporâneo carioca, a partir de desenhos de Oscar Niemeyer e de trabalhos de outros designers locais, como Sérgio Rodrigues e Antônio Bernardo.

No Rio-à-Porter, além dos 169 expositores selecionados, também haverá uma série de desfiles com as grifes Basthianna, My Philosophy, Natural Cotton Color, entre outras. Além da passarela, palestras e debates sobre temas como gestão e varejo, comportamento e inovação serão realizados durante o evento, com especialistas do Stylesight, WGSN, Senai Moda e a convidada internacional Shauna Mei, CEO do portal Ahalife.

Acompanhe a cobertura completíssima do Fashion Rio Verão 2012 aqui no Portal FFW, no @portalFFW, no Twitter e na nossa página no Facebook. Todos prontos?

FFW de malas prontas! Acompanhe cobertura completa do Fashion Rio

Veja a programação completa de desfiles e palestras do Rio-à-Porter

pier-mauáPíer Mauá, onde acontece o Rio-à-Porter e o Fashion Rio ©FFW

Com o intuito de promover novas oportunidades para expositores e compradores estreitarem suas relações, o Rio-à-Porter oferece uma programação de desfiles e palestras exclusivas com especialistas de áreas relacionadas a Moda e ao Design, que abordarão desde gestão, varejo, comportamento e inovação até o futuro do comércio eletrônico.

As atividades acontecem dentro do Rio-à-Porter, entre os dias 30 de maio e 2 de junho, em paralelo ao Fashion Rio — que também começa no dia 30 de maio e vai até 4 de junho, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

Confira a programação completa desta edição:

LINE UP DESFILES RIO-À-PORTER

30/05 – Segunda-feira
14h – Wasabi
16h – Armadillo
17h – Datskat

31/05 – Terça-feira
13h – Basthianna
15h – Limits
16h – Natural Cotton Color

01/06 – Quarta-feira
12h – SkinBiquini
15h – My Philosophy
16h – Bianca Marques

CICLO DE PALESTRAS

30/05 – Inovação
11h – Inovação para o Design – Stylesight
11h30 – Lançamento do Prêmio Stylesight / Rio-à-Porter

31/05 – Moda & Comportamento
10h – Macro Tendências Comportamento e Consumo – Senai Moda & Design
11h – Branding e Marketing Sensorial no caminho da Moda – Radio Ibiza e Case Reserva

01/06 – Gestão & Varejo
10h – Gestão para o Varejo – Sebrae RJ
11h – Tendências para o Varejo – WGSN + Elle

02/06 – Comércio Eletrônico, o Futuro
10h – Bate papo sobre moda e comércio eletrônico – Abest convida Shauna Mei, CEO do portal Ahalife
11h – Anúncio do Prêmio Stylesight / Rio-à-Porter

+ Relembre os desfiles da edição Inverno 2011 do Rio-à-Porter!

pier-mauá

Veja a programação completa de desfiles e palestras do Rio-à-Porter

Salão de negócios Rio-à-Porter anuncia estreias e confirma marcas do verão 2012

FR-áreaexternaPier01Píer Mauá, onde acontece o Rio-à-Porter e o Fashion Rio ©FFW

Em clima de contagem regressiva para a próxima temporada, o Rio-à-Porter revela os primeiros traços de com será sua edição do Verão 2012. O Salão de Negócios de Moda e Design acontecerá entre os dias 30 de maio e 2 de junho (em paralelo ao Fashion Rio que também começa no dia 30 de maio e vai até 4 de junho), no Pier Mauá. Serão 169 marcas expositoras, em um espaço de mais de 8 mil metros quadrados.

Entre as marcas que estream nesta edição de Verão 2012 do evento estão as cariocas Desireé Nercessian, Liga Retrô e Vacamarella; a catarinense Larissa Minatto; a gaúcha Muy Guappa; a mineira Silvia Speggiorini; a paranaense Cyntia Fontanella; e as paulistas À Go Go e SkinBiquini. Ágatha, Alessa, Ausländer, Basthianna, Blue Man, British Colony, Espaço Fashion, Maria Bonita Extra, New Order, Salinas e 2nd Floor também estão na lista de marcas que marcarão presença no salão.

A 18ª edição do Rio-à-Porter repetirá uma receita de sucesso da última edição: as séries de desfiles. Basthianna, Bianca Marques, Datskat, My Philosophy e Natural Cotton Color já estão confirmadas para apresentarem suas novidades na passarela. O evento também contará com ciclos diários de palestras.

Salão de negócios Rio-à-Porter anuncia estreias e confirma marcas do verão 2012

Cheia de charme, marca eculture é boa surpresa do Rio-À-Porter

via @sergioamaral

Numa temporada em que a Alma Carioca dá o tom do Fashion Rio, a marca eculture.com.br é umas das ótimas revelações do salão de negócios Rio-à-Porter.

Cheia de charme e com muito fundamento, se destaca com as t-shirts que vão além dos copiadíssimos clichês da Zona Sul, trazendo ícones e personagens como Cartola, Dona Zica, Jorge Ben, Noel Rosa, Monarco, Jovelina Pérola Negra, Zé Carioca e o antológico Macaco Tião, chimpanzé do zoológico do Rio de Janeiro que teve até uma candidatura não oficial lançada em 1988.

Fashion Rio_quarta _12_01 256O mangueirense Cartola na t-shirt da marca eculture, boa surpresa do Rio-à-Porter ©Felipe Abe/ FFW

“Lançamos essa coleção ‘Eu Amo Ser Carioca’ há um ano e não conseguimos acabar com ela”, conta Bruno Heredia, idealizador e sócio da marca, destacando como principal vontade da eculture difundir moda, arte, cinema, teatro e cultura. Para isso, mantém uma ONG, a Culture in Move, e inclui em todas suas criações etiquetas com informações biográficas dos respectivos personagens estampados. “Queremos vender educação, não apenas camisetas bonitinhas”, afirma Bruno.

Cheia de charme, marca eculture é boa surpresa do Rio-À-Porter