Tumblr mania

Envie a imagem que te inspira para entrar no nosso Radar

03/05/2012

por | Cultura Pop

catarina gushikenImagem criada pela artista e ilustradora Catarina Gushiken ©Reprodução

A seção Radar, que você encontra fixa na home do site, é simplesmente um espaço para inspirar com imagens, algumas mais estranhas, algumas únicas, outras novíssimas ou simplesmente belas.

As fotos são tiradas de livros, revistas, filmes, exposições, sites de ilustração, arquitetura, em um sem fim de referências que podem servir de inspiração para um ensaio, um trabalho, um jeito de ser, um conto, um desenho, etc. Pode ser uma ilustração do amigo (ou sua!), uma foto do seu fotógrafo favorito, não há regras.

Quer dividir as suas vontades? Mande as fotos que te inspiram para entrar no tumblr do Radar. As imagens entram com o seu nome na legenda.

Envie um email com seu nome completo e sua seleção de fotos para redacao@luminosidade.com.br

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©Reprodução

#FFWsetlist: as promessas musicais de 2011 para ouvir já!

03/01/2011

por | Cultura Pop

Quem vai chamar atenção em 2011? Essa é a pergunta que todo fã de música faz em janeiro. O portal FFW _com antenas ligadas para o que vem por aí_ adianta nesta lista os artistas que podem não estar surgindo agora, mas tem neste ano que começa o momento certo para explodir. No entenda apenas hype ou polêmica: o importante é olhar para frente, mas também para o novo e quem propõe coisas novas.

Confira:

Zoo Kid – Archie Marshall não tem “kid” no nome por acaso. O adolescente inglês tem profundidade emocional digna de um músico muito mais velho. E uma afinidade grande com guitarra. Vai longe.

Warpaint - Entrou no (desgastado, mas ocasionalmente brilhante) radar da BBC e produz um rock com grunge injetado na veia – que deve influenciar muitas garotas por aí.

Anna Calvi - lança seu disco de estreia dia 17. Imagine uma sobrinha musical de PJ Harvey tocando o repertório dramático de Edith Piaf.

Leo Cavalcanti - Lançou seu disco de estreia, “Religar”, no final de 2010. Apadrinhado pela crítica, o garoto tem uma voz potente e repertório versátil que vai do mais cerebral pop.

Juliana Erre - Ainda na incubadora, deve crescer seu séquito de fãs ao divulgar o álbum “Juliana R”, lançado no final de 2010 pela YB Music (mesma gravadora de Nina Becker, Cidadão Instigado e outros nomes de calibre).

James Blake – Se alguém tem talento para transformar o hype (exagerado) do dubstep em uma vontade global, essa pessoa é Blake. O segredo dele é bem particular: ir do dubstep em direção à “canção” tradicional, com elementos de soul e pop.

Woon – Seguindo os mesmos passos de Blake, Jamie Woon mistura elementos de dubstep com pop, numa pegada mais radiofônica e com melodias mais acessíveis. Muitos remixes à vista.

Rafael Castro E Os Monumentais - Circulando pelas beiradas no melhor da cena nacional _é parceiro, em especial, de Tulipa Ruiz_ Castro refinou seu repertório ao longo dos últimos anos. Mais importante que isso, o momento parece apropriado para ele: um revival da balada de mpb, derivada de Roberto, Erasmo, Moraes Moreira…

RT @portalFFW: os novos clubkids, a vingança dos nerds e os indies-góticos

25/12/2010

por | Cultura Pop

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- A MÚSICA POP, OS ROCKSTARS E O CINEMA FIZERAM PARCERIA EM 2010

- WITCH HOUSE OU DRAG? O INDIE GANHOU ARES GÓTICOS

- A NOVA GERAÇÃO DE CLUBKIDS DE SÃO PAULO RESGATA A MONTAÇÃO DA NOITE

- ATACANDO DE DJ: AMIGOS E CLIMA DE FESTA EM CASA DOMINAM A NOITE

- AS TOP CINCO HOSTESSES QUE MANDAM E DESMANDAM NAS BALADAS

- A VINGANÇA DOS NERDS: OS LOSERS SÃO OS NOVOS HERÓIS DE HOLLYWOOD

Radar FFW: terror invade o rock (ou quando os indies viram góticos)

11/11/2010

por | Cultura Pop

Como a moda, a música tem seus ciclos de vontades. A da vez foi enquadrada por jornalistas como “spookycore” ou”witch house“.

Suspiria Mater Vision, grupo que mixa vídeo, música, editoriais de moda e virais online (e que estreou um filme na festa Decandance, em São Paulo) é outro grupo que sintetiza bem esta geração, que mal entrou nos vinte poucos anos mas assistia as reprises de filmes de horror “B”. É daí que vêm as inspirações imagéticas e sonoras, e onde o movimento se diferencia dos emos, que sofrem por amor. O som também é outro: mais pesado, oitentista e com traços de rock industrial, noise e electro.

Em seu blog, o jornalista Lúcio Ribeiro atribui ao The Horrors (a banda favorita de Costanza Pascolato!) esta onda. Ao lado deles, outras bandas muito jovens vinham bebendo dessas fontes: a favorita do FFW é  Zola Jesus, pseudônimo de Nika Rosa Danilova, uma garota de 21 anos que lançou três EPs macabros e abriu os shows do Fever Ray (outra banda com os dois pés no dark). O som é uma mistura vagarosa de  Sigur Rós, The Cure e música ambiente para mansões mal-assombradas.

Outro grupo, uma aposta do FFW, é o Esben And The Witch, que caiu no radar dos principais jornalistas de música no mundo inteiro e lança seu antecipado primeiro disco em 2011. Cancões com narrativas complexas, sombrias e baseadas em folclore infantil nórdico. No ano passado, a aventura musical do ator Ryan Gosling, a banda Dead Man’s Bones, também olhava para essa direção; o disco foi lançado no Halloween e falava sobre… morte.

“Marching Song” – Esben And The Witch

A moda  é parte importante desta cena, com muito preto, figurinos brecholentos customizados, rasgados e sangrentos; assim como a internet, principal plataforma de viralização e divulgação do coletivo. Vídeos com colagens de filmes antigos, gravações trash e proporcionalmente amadoras são publicadas em blogs e páginas do Myspace, Facebook, Twitter e HypeMachine.

Clipboard01Desfile de verão 2011 da Givenchy ©firstVIEW

A Givenchy, sob comando criativo do estilista Riccardo Tisci, é o carro-chefe do movimento gótico na moda internacional. Preto, correntes, tachas e uma trilha sonora dark são obrigatórios _esta última, sempre assinada pelo pesquisador Frederic Sanchez, teve faixa “King Knight”, do Salem, banda deste movimento que tem feito barulho na blogosfera. Fredéric assina trilhas de desfiles como Marc Jacobs, Prada e Miu Miu, e é famoso por catapultar bandas desconhecidas ao sucesso.

“King Knight” – Salem

Deu certo: Salem já faz parte do quadro de artistas da Sony Music, uma das cinco maiores gravadoras do mundo.  Se tudo der certo, está na hora dos indies tirarem os seus lápis de olho da gaveta.

+ www.myspace.com/deadmansbones

+ www.myspace.com/thehorrors

+ www.myspace.com/matersuspiriavision

+ www.myspace.com/s4lem

+ www.myspace.com/esbenandthewitch

+ www.myspace.com/zolajesus

Na Era da informação, banda sueca faz sucesso com anonimato

13/04/2010

por | Cultura Pop

Eles não gostam de dar entrevistas, revelar as suas identidades ou divulgar seu trabalho em páginas como Facebook ou Myspace. Mesmo assim, ou talvez exatamente por esse mistério, a dupla sueca JJ ganhou destaque na blogosfera musical entre 2009 e 2010. Para entender melhor o som, assista ao vídeo de “Let Go” (acima), dirigido por Marcus Söderlund.

O duo (formado por Elin Kastlander e Joakim Benon) faz um electro rock sombrio, transparente, com guitarras cheias de reverb e um sopro de soul music e hip-hop. A primeira música do “JJ 3″, novo álbum da dupla, é uma versão adocicada e bluesy de “My Life By The Game”, do rapper americano Lil’ Wayne – com a diferença que na versão dos suecos os palavrões estão todos censurados.

Apesar de todo o hype, JJ continua à sombra dos seus primos-irmãos de Londres, The XX – para quem, curiosamente ou não,  estão abrindo os shows numa turnê pelos Estados Unidos.

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Radar FFW: calças largas trazem informalidade ao inverno

22/01/2010

por | Moda

Quem foi que disse que brasileiro não tem vontade própria quando o assunto é moda? Enquanto as passarelas do resto do mundo apostam pesado nas calças de modelagem skinny, por aqui a coisa é diferente: os modelos do momento são largos e confortáveis.

calças-inverno-2010Calças de Huis Clos, Maria Bonita, FH e 2nd Floor © Agência Fotosite

Basta olhar as coleções desfiladas no Fashion Rio e agora no São Paulo Fashion Week. Com um pé fincado na alfaiataria, as calças ganham modelagens amplas, cavalos baixos e pregas (às vezes bem marcantes) que conferem volumetria desestruturada aos quadris.

Geralmente confeccionadas em tecidos mais “quentes” (como lãs e algodões espessos), essas calças são ideais para as temperaturas mais baixas. Ao mesmo tempo em que a modelagem soltinha permite mais ventilação, sendo assim adequada também para as inversões térmicas com as quais estamos acostumados no inverno tropical (de manhã é frio, de tarde e esquenta, depois esfria de novo). Sofisticadas e despretensiosas, as calças de alfaiataria ampla também adicionam informalidade ao look, quebrando assim a sobriedade que é tão comum nos invernos.

Artesanato, memória afetiva e arcadismo guiam a moda em 2010

04/01/2010

por | Moda

Editorial de Steven Meisel para Vogue Italia de novembro de 2009

Editorial publicado na "Vogue Italia" em novembro de 2009 © Steven Meisel

Dois mil e nove foi um ano agitado para a moda. O mercado de luxo sofreu com os reflexos da crise mundial enquanto, no outro extremo da balança, as redes de fast-fashion se fortaleceram (em especial com o suporte da China, que oferece cada vez mais rapidez e custos menores de produção em série).

Os consumidores ficaram desorientados e houve uma retomada de valores: o público exigiu produtos com maior valor agregado, mais durabilidade e praticidade. Valores como agressividade e sensualidade (das roupas) também transmitiram a sensação de controle, segurança e poder. Não por acaso, a indústria das lingeries foi uma das poucas que passou pelo período de crise com lucros.

Mas o que será que 2010 reserva para a moda? À medida que a palavra “crise” vai deixando nosso dia-a-dia, o que vai acontecer com os nossos antigos hábitos de consumo – além dos novos que adquirimos durante o período de baixa na economia mundial?

O portal FFW ligou seus radares e encontrou algumas diretrizes para a moda em 2010. Confira:

Curto Prazo

Editorial da Harper's Bazaar de dezembro de 2009

Editorial da "Harper's Bazaar" de dezembro de 2009 © Peter Lindbergh

Os desfiles de Inverno 2010 ainda serão guiados pelas incertezas de 2009, mas já devem mostrar alguns sinais de mudança. As coleções de Outono 2010 (veja todos os desfiles aqui) apresentaram novamente a retomada de cores mais escuras e referências militares (sintomas pós-crise ou somente mais um inverno?).

Ao mesmo tempo, as atenções se voltam para materiais e técnicas mais naturais. O tricô deve manter sua posição de destaque como nas últimas temporadas, aliado a outros materiais orgânicos e técnicas artesanais que prometem agregar “valor humano” às roupas.

Emoções e valores humanos

Editorial da i-D edição inverno 2009

Editorial da "i-D" edição Inverno 2009 © Reprodução

A longo prazo, são justamente os valores humanos que devem pautar a indústria de moda e comportamento de consumo a partir da metade de 2010.

A transformação mais profunda que a crise causou no mercado de moda está nos hábitos de consumo. Os consumidores perceberam que não são meras ferramentas de compra. Ações de marketing ou publicidade convencionais perdem relevância neste novo cenário, onde as pessoas abandonam o papel em que apenas “recebem” informações e “absorvem” conceitos, passando a ditar as regras.

Na prática, esse novo papel do consumidor de moda deve resultar num estilo visual que favorece roupas e acessórios que tenham as seguintes características:

Editorial da Marie Claire italiana de dezembro de 2009

Editorial da "Marie Claire" italiana de dezembro de 2009 © Reprodução

>> Preservação: no sentido de manter algo antigo, com valor histórico. Daí podem surgir, além de itens baseados em estilos passados (roupas de inspiração vintage ou mesmo garimpadas em brechós), materiais e peças com aspecto envelhecido, desgastados pelo tempo e pelo uso contínuo responsável por acumular memórias e valores mais sentimentais.

>> Aldeia global: se teve uma coisa que a crise nos ensinou, é que não vivemos sozinhos no mundo. Elementos e referências étnicas devem aparecer nas passarelas, trazendo valores de diferentes culturas que poderão vir misturadas numa releitura da comunidade global em que estamos inseridos. A África, como de costume, deve ganhar destaque (novamente) através de suas cores e geometrias.

>> Tradição: crise econômica significa menor poder de compra. Sendo assim, a alternativa encontrada é investir em itens com tradição e durabilidade. O artesanato agrega esses dois valores, sendo assim bordados, estampas, pespontos e formas que recuperam memórias e valores antigos ajudam a ampliar o fator humano das roupas.

>> Elementos naturais: peças quase rústicas, feitas de tecidos naturais, geralmente com técnicas manuais, serão responsáveis por traduzir aquilo que há de mais essencial e simples em nossas vidas. Peles e tricôs com aspecto artesanal e outros elementos bucólicos devem ficar ainda mais em alta para ressaltar valores e emoções puramente humanos. Se quiser entender melhor essa macrotendência, releia textos do Arcadismo, período literário que resume o novo espírito da moda: bucolismo, antropocentrismo, simplicidade, fugere urbem.

Editorial da Vogue Paris de dezembro de 2009

Editorial da "Vogue Paris" de dezembro de 2009 © Reprodução

- Por Luigi Torre

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Entenda os rumos que a cultura pop vai seguir neste ano

04/01/2010

por | Cultura Pop

Dois mil e dez não é somente um ano novo, é o ano que marca a divisão da década. E a mesma pergunta invade a cabeça de todo mundo: o que vem agora? O mundo continua assustado com a recessão, e a indústria do entretenimento (música, cinema, TV, literatura e internet), já entendeu isso, sendo assim deve apelar para a memória afetiva do público para garantir os lucros. O inconsciente coletivo pede conforto, segurança e mensagens positivas em relação ao futuro.

A “virada” da década traz algumas novidades: agora são os baby-boomers (geração nascida na década de 60) que, livres dos filhos e das famílias, voltam consumir. E, o mais importante, eles tem poder de compra elevadíssimo. Com isso serão resgatados os valores dessa geração que cresceu respirando paz e amor. Confira:

MÚSICA
O rock costuma ser o mais imprevisível dos gêneros, mas em 2010 ele tem cara de flashback. A música viaja em duas correntes: uma mais psicodélica, com colagem de influências, e muito ligada à experimentação e ao visual. A outra deve caminhar em direções mais folk, menos agressivas e se distanciar do indie rock eletrônico que dominou as paradas nos anos 2000. A sonoridade de bandas como Grizzly Bear, Beirut e Two Door Cinema Club vai ser assimilada pela música pop e absorvida pelo público em 2010.

Já o pop, perdida nos anos 2000 com o colapso das grandes gravadoras, deve se fortalecer em 2010 com a ajuda da internet e a adaptação dos artistas a esse novo ambiente. Pesquisas recentes indicam que o streaming, e não o download, é que vai guiar o comportamento dos internautas nos próximos anos. Isso dá nova oportunidade às gravadoras de criar uma maneira lucrativa de gerar lucro com música na internet.

CINEMA
O imaginário literário vai tomar conta de Hollywood em 2010. O realismo fantástico de Lewis Carrol está sendo resgatado com o remake de “Alice No País das Maravilhas” por Tim Burton; a adaptação de “Onde Vivem Os Montros” de Spike Jonze; o último filme da saga Harry Potter, e a versão cinematográfica para “O Hobbit”. A literatura infanto-juvenil vai estar com tudo – estúdios como Walt Disney devem se aproveitar disso (sabia que já finalizaram uma versão animada para o clássico “Rapunzel”?). Outra corrente do cinema se volta para os Anos 80, com a estética de terror trash e splatter com zumbis, gosmas, ETs e outras criaturas que tiram o sono dos adolescentes. Eles serão os “novos vampiros” em 2010.

ARTES
O mundo das artes orbita ao torno de duas preocupações: em ser menos passageiro e mais sustentável. No campo da sustentabilidade, Vik Muniz e seu cruzamento de técnicas devem entrar cada vez mais em evidência; assim como os irmãos Campana e a reutilização de materiais (como na sua última parceria com a Lacoste). Outros trabalhos ajudam a fundamentar essa tese, como a estante de caixas de plástico do Ceasa (à venda na Micasa) do Studio 2087; o desfile da grife Maria Bonita na última edição do SPFW; e o trabalho do designer holandês Piet Hein Eek, que usa pedaços de madeira encontrados no lixo para construir suas peças. Busque referências em Frans Krajcberg e Eduardo Srur.

A entrada definitiva da arte de rua (em especial o grafite) nas galerias é uma tendência clara, mas perigosa. Se a matéria-prima da street art é o seu ambiente – a rua –, então sua presença em uma galeria asséptica descaracteriza o valor da obra. Outra corrente busca uma retomada dos valores clássicos da arte, um distanciamento do modernismo (e consequente aproximação do renascentismo). Adriana Varejão, que na sua última exposição investiu na pintura em porcelana, aponta para essa direção.

COMPORTAMENTO
Os 50 são os novos 40? Se depender da Madonna e sua geração de baby-boomers, a resposta é sim. Os cinquentinhas não estão só na Rede Globo. Estão viajando de primeira classe, saindo novamente, fazendo tratamentos estéticos e gastando seu dinheiro com pressa de gozar a vida. Sua influência acumulada pela vida vai respingar de baixo para cima em empresas de criatividade, agências de publicidade e editoras.

Num espectro mais amplo, o conservadorismo dos anos 2000 vai dar lugar a um pouco mais de hedonismo (amor livre?), junto com a retomada da cultura clubber, que deve desbancar o reino dos bares-balada em metrópoles como São Paulo.

+ Confira também nosso radar 2010 sobre moda.

Radar: o futuro da música online. Google anuncia busca dedicada ao streaming de músicas, mas fica a pergunta: quem vai pagar pela tecnologia?

05/11/2009

por | Cultura Pop

“A música é uma grande parte das nossas vidas. Chegou a hora de trazer o poder da nossa busca para o mundo da música”. O Google acaba de anunciar a expansão de sua ferramenta de buscas (que tem centenas de milhões de usuários diariamente) para o mundo da música. A busca, que está sendo implementada gradativamente nos Estados Unidos, filtra nomes de artistas, discos ou versos e levam a sites como Imeem, iLike, Rhapsody, Pandora e Lala para audição, preview e compra online. Entenda mais no vídeo abaixo (em inglês).

Streaming é o futuro?
Com o endosso do Google, fica a pergunta: será que o streaming é o futuro da música online? Os planos parecem ser a longo prazo, mas para a tristeza dos pessimistas, não estamos em um beco sem saída.

1) Uma pesquisa recente, realizada pelo Music Ally, (que tem como clientes as empresas Apple e Universal), confirmou que o número de downloads caiu de 42% para 26% entre os jovens britânicos de 14 a 18 anos, no período entre 2007 e 2009. Eles preferem ouvir música no Youtube e Spotify, sites que revertem porcentagem da sua publicidade para as gravadoras, selos ou ao próprio artista, de acordo com o número de acessos.

2) A tecnologia do streaming, a princípio, é mais fácil de controlar que um download. Ela sai do servidor com nome, autor, permissão e IP de destino – além de ser muito mais prática para o usuário, que não espera o download e não precisa ocupar seu HD ou a memória do seu celular com um arquivo.

3) Some a esse argumento o fato da tecnologia como um todo caminhar para uma direção de desapego dos arquivos e uso de servidores externos. Imagine só um iPhone que funciona diretamente ligado à iTunes Store, com uma biblioteca digital infinita? E com um plano de dados (8, 12, ou 16 GB?) debitado automaticamente na sua conta de celular? Para um fã de música, é uma ideia tentadora.

4) Mas quem paga a conta desse streaming? Essa é uma das grandes questões – já que esse modelo de negócios ainda não se estruturou completamente. O YouTube causa um prejuízo de US$470 milhões por ano ao Google, já que todo o conteúdo do site é gratuito. Recentemente, o MySpace desabilitou o recurso de play automático nas suas páginas musicais, para diminuir os custos de $10 milhões mensais em servidores.