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O estilo, a carreira e os muitos talentos de Tilda Swinton

Tilda Swinton em dois tapetes vermelhos: de Jil Sander no Globo de Ouro 2011 e de YSL no Critic’s Choice Awards 2012 ©Reprodução

Tilda Swinton, atriz, artista plástica e eventual modelo, tem se tornado cada vez mais musa da moda. Em cada entrada nos tapetes vermelhos de eventos que premiam o seu trabalho como atriz, ela surpreende pelo seu estilo simples e elegante e pela sua postura sem exageros. De Haider Ackermann, como a vimos no Globo de Ouro deste ano, a Lanvin nos SAG Awards, as suas escolhas sempre realçam a sua beleza natural, a sua tez perfeita e os seus olhos claros reveladores.

A referência de moda em que Tilda Swinton se transformou não é algo de agora. Já em 2003, os estilistas da Viktor & Rolf se inspiraram nela para criar uma apresentação de “sósias Swinton”. O desfile, “One Woman Show” (“Show de uma mulher só”) mostrava todas as modelos como cópias de Tilda enquanto a mesma lia um poema de sua autoria que dizia: “There is only one you. Only one” (“Só tem uma de você. Só uma”). E, até hoje, o destaque de Tilda nesse universo continua forte: ela foi o rosto da campanha de Inverno 2011 da marca Pringle of Scotland, e volta e meia aparece em capas de revista e editoriais.

Tilda Swinton no desfile da Viktor & Rolf em 2003 e na campanha da Pringle of Scotland de 2011 ©Reprodução

Capa e editorial da revista “W” em 2011 ©Reprodução

Mas a sua reputação vai muito além de musa da moda; ela é uma atriz versátil e de renome e uma figura bastante respeitada no meio artístico, não só devido a sua carreira rica em diferentes referências culturais e artísticas, como também devido a sua formação política e social.

Katherine Matilda Swinton, ou Tilda Swinton, como a conhecemos hoje, nasceu em Londres em novembro de 1960, no seio de uma família privilegiada.  Ela é filha de mãe australiana, e o seu pai é o Major-General escocês Sir John Swinton de Kimmerghame, de uma família anglo-escocesa tradicional, cujas raízes remontam até o século IX. Enquanto criança, frequentou a escola West Heath Girls’ School, na mesma classe que Diana, princesa de Gales, e em 1983, graduou-se em Ciências Sociais e Politicas pela Universidade de Cambridge.

No início dos anos 80, Swinton trabalhava com teatro em Edimburgo, embarcando em uma carreira de cinema logo em seguida. Participou de vários filmes de Derek Jarman, como “War Requiem”, uma espécie de poema visual sem diálogo, e “Edward II”, que em 1991 lhe rendeu o prêmio de melhor atriz nos Vulpi Cup Awards, no Festival de Cinema de Veneza.

A versatilidade de Tilda Swinton: no filme “Orlando” e em ‘”As Crônicas de Nárnia” ©Reprodução

No entanto, o seu papel mais notável dessa época vem do filme “Orlando – A Mulher Imortal”, uma adaptação cinematográfica do romance de Virginia Woolf, no qual o seu personagem, pertencente à nobreza, vive por 400 anos, mudando de sexo de homem para mulher.  O filme de 1992, no qual Tilda ajudou financeira e criativamente a diretora Sally Potter, continua até os dias de hoje com uma devota legião de fãs.

A atriz foi nomeada para o seu primeiro Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2001, para o filme “Até o Fim”, que já tinha impactado a crítica no Festival de Sundance e de Cannes; e em 2008, ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para o filme “Conduta de Risco”, contracenando com George Clooney e Tom Wilkinson, e que lhe rendeu também um prêmio BAFTA na mesma categoria.

Com George Clooney em “Queime Depois de Ler” ©Reprodução

Embora o seu papel mais marcante nos sucessos de Hollywood tenha sido o de Bruxa Branca no filme “As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, Tilda apareceu também como atriz coadjuvante em filmes como “A Praia”, com Leonardo DiCaprio, “Vanilla Sky”, com Tom Cruise, e em “Constantine”, como o anjo Gabriel, contracenando com Keanu Reeves. Em 2008, voltou a trabalhar com George Clooney no filme “Queime Depois de Ler”, dos irmãos Coen.

Em 2009, a atriz aprendeu a falar russo e italiano para o filme de Luca Guadagnino “Um sonho de amor”, indicado ao Oscar 2011 de Melhor Figurino, pelos vestidos minimalistas usados por Swinton de belos cortes e cores vivas, todos de Raf Simons para Jil Sander com a curadoria da italiana Antonella Cannarozzi.

Tilda Swinton no filme “Sonho de Amor” em um dos figurinos de Raf Simons para Jil Sander ©Reprodução

Em seu mais recente trabalho, “Precisamos falar sobre Kevin”, Swinton interpreta o papel extremamente humano e controverso de Eva Khatchadourian, a mãe de um adolescente problemático tentando resolver um conflito interno bastante intenso, que lhe valeu a nomeação para o Globo de Ouro 2012 de Melhor Atriz.

O trailer abaixo, para quem ainda não viu, mostra um pouco do seu personagem:

Mas a sua paixão por arte não se limita aos filmes e ao teatro. Em 1995, Tilda Swinton foi aclamada pelo mundo artístico ao apresentar na Serpentine Gallery, em Londres, uma instalação performática em que a própria se apresentava ao público, dormindo ou acordada, fechada em um quadrado de vidro, durante uma semana. A performance, intitulada “The Maybe” (“O Talvez”) acabou por ser repetida em Roma, no Museu Barracco.

Instalação de Tilda Swinton na Serpentine Gallery em Londres ©Reprodução

Na sua carreira recheada de sucessos, Tilda Swinton tem ainda tempo para se dedicar à fundação que tem em conjunto com o diretor Mark Cousins, a 8 ½ Foundation, que celebra o aniversário de oito anos e meio de crianças escocesas com eventos cinematográficos. A ideia surgiu em 2005 quando Tilda fez um discurso em São Francisco sobre o estado do cinema no mundo. O discurso, que inspirou Mark Cousins, estava no formato de uma carta ao seu filho de oito anos e meio.

Preferindo sempre arte à fama, Tilda é uma personagem discreta do tapete vermelho e do mundo do cinema em geral, provando sempre que menos é mais. Menos maquiagem, menos vestidos “show off” e menos brilhos resultam sempre na elegância a que Tilda Swinton nos habituou.

Tilda Swinton em dois looks Lanvin: no Oscar 2009 e nos SAG Awards 2012 ©Reprodução

Tilda Swinton na cerimônia dos Oscars 2008 de Lanvin e no Globo de Ouro 2012 de Haider Ackermann ©Reprodução

O estilo, a carreira e os muitos talentos de Tilda Swinton

Saiba quem é hoje o homem mais influente no mundo da beleza

peter_abrePeter Philips em ação, no backstage da Chanel ©Reprodução

Peter Philips: é ele o homem que fez metade das mulheres do globo quererem usar esmalte verde, quando o legal era “corzinha clara”. É ele também o diretor criativo da divisão de beleza da Chanel, o que segundo o “The Independent”, o torna o maquiador mais influente do mundo. Convenhamos, tudo o que ele coloca de maquiagem na passarela da marca vira hit instantâneo, com listas de espera imensas por vidrinhos de esmaltes, por exemplo.

A carreira de Philips deu uma guinada rumo ao sucesso em 1999, quando trabalhou em um editorial para a “V Magazine”, ao lado do fotógrafo Willy Vanderperre e do stylist Olivier Rizzo, todos eles amigos que se conheceram durante os estudos na Academy of Fine Arts, na Antuérpia. Por coincidência, as roupas eram de Raf Simons, também baseado na Antuérpia e da mesma tribo que os outros três. No ensaio, Philips pintou um desenho do Mickey Mouse no rosto da modelo Robbie Snelders, e logo a imagem se tornou notável e festejada por sua abordagem iconoclasta, que marcava o trabalho “contra a maré” do grupo. Tempos depois, é ainda mais considerável que Peter Philips esteja totalmente “dentro da maré”, pois cria imagens para os desfiles, campanhas e os próprios produtos de beleza da Chanel que são usados por um número incontável de pessoas no mundo todo.

fotoA maquiagem que cativou a Chanel, na “Vogue” US de setembro de 2004 ©Irving Penn

Mas o que realmente chamou atenção da maison francesa foi outro trabalho de Philips, para uma “Vogue” americana de setembro de 2004, em um ensaio fotografado por Irving Penn, em que a modelo Lisa Cant vestia uma renda preta, uma máscara incrustada de jóias e lábios violetas preenchidos por Philips, segundo os veteranos de beleza da Chanel, Dominique Moncourtois (contratado pela própria Coco Chanel) e Heidi Morawetz revelaram a ele tempos depois.

“Eu havia trabalhado com Karl [Lagerfeld] e então eles começaram a me chamar como maquiador freelancer para as campanhas de beleza da Chanel. E eu pensava: ‘Eles estão entusiasmados’, porque sempre que eu estava fazendo maquiagem eles sentavam ao meu lado, assistindo e fazendo perguntas o tempo todo”, contou em entrevista ao “The Independent”. Philips não fazia ideia de que estava sendo preparado para a próxima etapa, de entrar no universo da marca: “Então, depois de alguns ensaios, eles me convidaram para visitar o estúdio Chanel e eu disse ‘sim, fantástico’, achando que haveria alguns produtos de graça lá…”

“Eles realmente gostaram do jeito que eu trabalhava, aparentemente, o jeito que eu podia fazer uma beleza clássica, uma base linda, uma maquiagem respeitável para uma mulher, que não é muito “moda”. Mas eles também conheciam meu trabalho freelance, meu portfólio, e eles disseram que amaram o fato de que eu era capaz de ir bem longe”. A partir daí se iniciou um período de dois anos em que Philips foi preparado para assumir o cargo, mas devidamente em segredo. Isso é bastante comum na Chanel, pois seus donos – a família Wertheimer, que assumiu a parte de beleza em 1920 – trabalham de maneiras bastante misteriosas. “Eles se aproximaram secretamente. Isso foi ok, teria havido muito pressão se todo mundo soubesse”, disse Philips.

peter_02Make-up de Peter para a “LOVE” #6 e para a “Vogue” Paris de março de 2011 ©Willy Vanderperre e Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin

Willy Vanderperre

E foi em Janeiro de 2008 que a posição de Philips foi oficialmente anunciada. À época, Karl Lagerfeld declarou ao “WWD” que ele não era apenas um excelente maquiador, mas que também podia criar um rosto perfeito, o que já era um prenúncio do que seria a abordagem da marca – apelar para o desejo feminino de se aperfeiçoar e também testar limites de uma maquiagem mais artística e experimental – e que está no cerne do trabalho e do sucesso de Philips.

“Eu não quero fazer as pessoas comprarem algo estanho, um esmalte verde, por exemplo,”, diz o maquiador, após três anos e meio de casa. “Eu sempre tento balancear minha coleção para que todos possam achar algo nela. Os tons mais especiais – eu odeio essa palavra, mas vamos com essa mesmo – estão lá como uma provocação. Quero dizer que há um belo rosa ou bege, mas se você quer um amarelo, então ele tem que estar lá também. Não há nada oferecido pela Chanel que faria uma mulher parecer uma tola. É tudo projetado para fazer as mulheres ficarem bonitas e isso – essencialmente – é o que eu faço aqui”.

Neste momento, está para ser lançada a coleção de Outono/Inverno da Chanel. Philips faz quatro por ano: Primavera, Verão, Outono/Inverno e Natal, embora existam drops de produtos no meio disso. Muitos dos novos tons e texturas são mostrados primeiramente na passarela. Segundo o maquiador, ele só fica sabendo do “mood” da coleção quatro ou cinco meses antes, e é informado de maneira mais completa apenas 10 dias antes. Ele tende a começar a trabalhar em um produto cerca de dois anos (!) antes de qualquer lançamento e o fato de que roupas e maquiagem inevitavelmente funcionam tão bem juntas é nada mais do que uma prova da sincronia de pensamento dos dois responsáveis por cada área.

peter_05Peter Philips faz o make-up da “Vogue” UK de janeiro de 2009 © Patrick Demarchelier

“Vejo algumas peças do desfile, rolos de tecidos, rascunhos que Karl desenhou”, explica o maquiador. “E então há sempre uma dica de cabelo e maquiagem, talvez um pequeno toque de azul em torno dos olhos ou uma pena no cabelo, breves indicações. Ele também gosta de ver coisas, de ser surpreendido. Muitas vezes eu uso algo da coleção nova e às vezes nós criamos algo especialmente para o desfile”.

Como carros-chefes da nova coleção de beleza da Chanel há seis sombras cremosas – as primeiras da marca. “É uma fórmula surpreendente. É algo que eu queria fazer desde que comecei a trabalhar na Chanel. Acho que a maioria das mulheres amam, você pode aplicá-las com os dedos e o resultado por ser tão sutil ou forte como você quiser”, contou o maquiador, que deu dicas sobre a coleção, “Há um pêssego acetinado que se funde com o tom da pele. Faz seus olhos parecerem luminosos e você também pode usar com moderação nas bochechas. Há um preto, que é o preto mais intenso que você pode imaginar, o que significa que ele absorve luz, mas ele é misturado com o máximo de brilho. E entre esses dois há os metálicos, super brilhantes, um bronze legal, um roxo bonito…”

Para os esmaltes, que possuem praticamente um séquito de fãs devotadas, o tema dos metálicos continua: Quartz, bronze esmaecido com rosa para um efeito relativamente discreto; Graphite, uma mistura super chique de prata, dourado e platina; e Peridot, que, quando atingido pela luz, faz as unhas parecerem douradas e na sombra se torna um brilhante pavão verde. O maquiador diz que não acha que o tom vai alcançar o sucesso espetacular do Particulière, lançado em 2010, mas não é esse o ponto: “Não acho que esta vai ser um clássico, mas é algo que você quer ter porque é quase como um acessório”.

Já em setembro a Chanel vai lançar o Rouge Allure Velvet, algo que vai fazer as fãs aguardarem ansiosamente. “Senti que havia uma necessidade por um batom de acabamento mate”, disse Philips. “Quando você olha veludo ele é mate, mas se você o torce um pouco há uma luminosidade brilhante. Esse é o efeito que nós estamos tentando alcançar: um mate suave. Além disso, um monte de batons ‘mate’ ressecam os lábios. É importante que ele seja confortável”.

peter_04Make-up da Jil Sander Primavera 2011 e Alexander McQueen Primavera 2010 ©Reprodução

A Chanel tem tanta confiança em Philips que ele continua firme e forte no mercado da beleza, trabalhando em editoriais com os melhores fotógrafos do mundo e também criando belezas para desfiles de outros estilistas. Um exemplo icônico foi o look alienígena-subaquático do último desfile de Alexander McQueen, feito por ele, e agora ele trabalha com Sarah Burton. Os lábios rosa – flúor da Jil Sander, sob comando de Raf Simons, também foi obra dele.

“A Chanel entende que eles não me pagam para me trancar em uma torre de marfim”, diz Philips. “Eles sabem de onde eu venho e o que me inspira. Tenho trabalhado em tempo integral fazendo editoriais e maquiagens de desfiles por 15 anos e se eu apenas fizesse a mesma coisa um dia após o outro acho que eu estaria perdido. Isso é bom. Me nutre. Continuo em contato com meus fotógrafos, adoro trabalhar com meus amigos que são stylists e modelos. Eu não estou isolado, e isso é uma coisa boa”.

Hoje Philips vive entre Nova York e Paris, viaja muito, mas não tanto quanto costumava, e diz estar aproveitando os estranhos finais de semana livres que são uma novidade. Ao finalizar a entrevista, a repórter pergunta se Philips tem o melhor trabalho do mundo: “Eu acho que tenho!”, ele responde rindo.

A coleção de outono, “Illusions d’Ombres”, chega às lojas da Europa e dos EUA no dia 19 de Agosto e o lançamento “Rouge Allure Velvet” chega em 30 de setembro.

peter_chanelnovoAs novidades da Chanel “Illusions d’Ombres” e “Rouge Allure Velvet” ©Reprodução

Saiba quem é hoje o homem mais influente no mundo da beleza

Lindsey Wixson: conheça a new face que está no topo das paradas

screen-shot-2010-03-01-at-44050-pm1Lindsey Wixson na capa da revista “Life”: poucas modelos tiveram esse privilégio © Reprodução

Com apenas 16 anos, dentes mais separados do que os de Lara Stone e Madonna juntas, e uma boquinha arredondada que lembra um coração,  a americana Lindsey Wixson é a modelo que todos os diretores de casting desejam trabalhar. Depois de estourar como exclusiva da Prada e Miu Miu em 2009, ela agora é destaque na capa da tradicional revista Life, que mostra imagens do seu dia a dia de aspirante ao posto de supermodelo em fotos de Gabrielle Revere. Levando em conta que a revista não é de moda, logo percebemos que Lindsey não é apenas mais um rostinho bonito (e estranho) no mundo da moda. Ela veio mesmo pra ficar.

Poucos dias antes do ínicio da Semana de Moda de NY, mês passado, Lindsey esteve em São Paulo fotografando a nova campanha da Alcaçuz, clicada por Henrique Gendre e com direção criativa da MINT. Além disso, ela é garota propaganda da Miu Miu (foto abaixo), com cliques da dupla hype Mert & Marcus e direção de arte do brasileiro Giovanni Bianco. Acha pouco? Ela também estampa os anúncios da Prada. Lindsey já ocupa a 27ª posição do ranking do Models.com.

MIUMIU_SS10_005Lindsey Wixson na campanha da Miu Miu © Divulgação

Sem nem ter completado um ano de carreira, Lindsey soma no currículo editoriais para revistas como “i-D”, “W”, “Pop”, “Dazed & Confused”, “Lula”, “City” e “Vogue Itália”.

lindseywixson3Lindsey clicada por Paul Graham para a última edição da revista “Pop”, com styling de Vanessa Reid © Reprodução

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Lindsey Wixson: conheça a new face que está no topo das paradas