Pedro Lourenço

Estilista lança linha para o mercado brasileiro, com preços 50% mais baixos

21/05/2012

por | Moda

Looks da linha Capsule de Pedro Lourenço ©Divulgação

Trabalhando uma nova estratégia para o mercado nacional, Pedro Lourenço lança a linha Capsule, especialmente pensada para a consumidora brasileira e com a faixa de preço 50% mais baixa que sua linha principal. “Vejo que a brasileira, em geral, gosta de adorno e decoração. A minha cliente internacional compra pelo design, pela matéria-prima e qualidade. Acredito mais em construção que em decoração. Quis trazer essa característica para a coleção Capsule, criada exclusivamente para o nosso mercado, dentro de modelagens feitas para o corpo da mulher brasileira, materiais leves e uma sensualidade inteligente, que a brasileira tem o poder de ter”, afirma o estilista.

Capsule é composta pelos grupos de estilo: casual, silk, leather, cocktail e bride. “Não há inspiração. São ótimos básicos para serem usados em todas as ocasiões. Peças de cocktail e vestidos de festa, peças chiques e fáceis, que têm uma construção interessante e atenção aos detalhes. É sobre um guarda roupa urbano, clássico e inesperado”, ele define. Entre os tecidos usados para o desenvolvimento das peças estão o cetim, couro de ovelha, malha de algodão, tricoline de algodão, crepe, tule invisível, zibeline, jersey, georgette lame e sarja.

A coleção será vendida nos principais pontos-de-venda do Brasil e pode ser expandida para países-chave do mercado global em breve.

Direto de Paris: veja como foi o elogiado desfile de Pedro Lourenço

07/03/2012

por | Moda

Por Paula Rita Saady, em Paris

Look do desfile de Pedro Lourenço ©ImaxTREE

O brasileiro Pedro Lourenço se consagra em Paris mostrando amadurecimento com uma coleção que consegue equilibrar seu estilo com algumas das vontades da consumidora final.

A silhueta é gráfica, já uma característica de seu trabalho, mas desta vez as formas arquitetônicas ganham uma bossa em peças bicolores de recorte redondo. “Essa mulher sai da cidade apocalíptica e encontra refúgio no campo. É uma coleção de opostos”, explica o estilista ao FFW. “Queria a forma quadrada, mas de maneira diferente e por isso sobrepus círculos gigantes aos desenhos para criar os recortes”, completa.

Susie Bubble ©Paula Rita Saady/FFW

A dualidade estava presente na coleção: saias metade plissada, metade lisas, mix de cores e tecidos brilhosos e foscos, esportivos e sofisticados, tendo como melhor exemplo o casaco acinturado com aplicações de doudoune (aquele efeito acolchoado dos casacos de ski) e veludo. “Fica claro que houve uma reflexão profunda entra a natureza e o urbano” disse a blogueira Susie Bubble ao FFW.

Look do desfile de Pedro Lourenço ©ImaxTREE

Pedro também se aplicou em estampas nada óbvias, resultado de uma parceria com o artista russo Konstantin Trubkovich. Sua mistura de pintura e imagens em VHS aparece em estampas diáfanas de interferências que, na organza transparente, causava um efeito tromp l’oeil, com destaque para a estampa de cavalo. Era uma imagem mítica, como num sonho nostálgico, uma imagem de televisão antiga em que o desejo é mergulhar, sair do concreto para um universo sinuoso e sensual. “Eu adorei as estampas. A pesquisa foi muito boa, estou impressionada”, disse Sarah Lerfel, da multimarcas Colette.

“Foi a melhor coleção dele, podemos sentir a evolução do trabalho”, disse o editor Hammish Bowles, da “Vogue” americana, que deixou a sala de desfiles sorrindo.

Pedro Lourenço no camarim ©Paula Rita Saady/FFW

Tela com todos os looks ©Paula Rita Saady/FFW

A stylist Patti Wilson ©Paula Rita Saady/FFW

Veja a coleção e os bastidores do desfile de Pedro Lourenço em Paris

28/09/2011

por | Moda

Por Paula Rita Saady, em Paris

pedro-fila-finalFila final no desfile de Pedro Lourenço

O trabalho de construção da roupa aliado a um conceito muito bem elaborado do estilista Pedro Lourenço tem chamado cada vez mais a atencão de editores de moda e compradores que chegam para cumprimentá-lo no backstage de seu desfile, que aconteceu nesta manhã em Paris. “Esse não é um desfile de vestidos, é um desfile de looks”, explica Pedro ao FFW. Veja a coleção completa aqui.

Sim, a mulher moderna e urbana de Pedro agora tem uma série de lindas jaquetas, calças, saias, bermudas para passar bem o verão. E tudo pode ser combinado entre si num mix & match repleto de materiais, formas e texturas, que agradaram também o estilista Olivier Theyskens. “A criatividade de Pedro me lembra de quando comecei. Cada desfile mostrava algo completamente novo, um verdadeiro acontecimento de moda. Adorei a composição de looks com diferentes materiais e as golas em couro, que eu inclusive usaria”, brincou Olivier, em um papo com o site.

abre-desfile-pedro-lourenço-semana-de-moda-de-paris-verao-2012Looks de Pedro Lourenço, da coleção Verão 2012 ©ImaxTREE

E foi assim: tweeds metalizados, bordados em madeira, juta, lamê, tranparências, couro, franjas e aplicações que imitavam grama. A imaginação correu solta, mas não se perdeu em um trabalho que se solidifica com cada vez mais identidade e estilo. “Me inpirei em brinquedos construtivistas, arquitetura ecológica e também na reciclagem, em que materiais diversos são misturados para criar algo novo”, disse Pedro. O estilista mistura materiais de qualidade, alguns artesanais e outros tecnológicos, e tecidos especiais de alta costura.

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O sapato é um acontecimento de madeira e cordas e foi desenvolvido pelo designer Alexandre Birman. E mais parcerias de peso ajudam a colocar o desfile em um patamar cada vez mais exigente. A direção de arte é de Giovanni Bianco, a trilha é de Michel Gaubert e a beleza tem Diane Kendall, da M.A.C, que assina o make, e  Guido, que assina os cabelos. O conceito de beauty é  muito clean, com pele brilhante e um “easy hair”, segundo uma definição do próprio Guido. Na primeira fila, estavam os editores Godfrey Deeny, Hamish Bowles, Stefano Tonchi,  blogueiros como Susie Bubble e compradores como a Sarah, da Colette. Um desfile fresco e muito bem executado.

P1040167A modelo Elsa Sylvan mostra a beleza criada para o desfile de Pedro

P1040157Painel com todos os looks

P1040163Barbara Elias e Gloria Coelho, mãe do estilista

Cris Barros, Pedro Lourenço e Thaís Gusmão em ritmo de fast-fashion…

10/05/2011

por | Moda

riachuelo_diadosnamoradosPedro Lourenço: Jaqueta (R$ 179,90), camisa (R$ 89,90), cinto (R$ 49,90), calça jeans (R$ 129,90) e bota (R$ 199,90) // Thaís Gusmão: camisola e máscara (R$ 69,90), bolsa (R$ 179,90) e almofada (R$ 29,90) // Cris Barros: blusa de tricô (R$ 69,90) e saia de babados (R$ 119,90) ©Divulgação

Continuando a disputa pelo posto de fast-fashion que mais lança parcerias, a Riachuelo preparou não uma, mas três colaborações para comemorar o Dia dos Namorados.

Dessa vez a proposta é agradar a todos: tem a coleção masculina de Pedro Lourenço, composta por cerca de 30 peças com modelagem slim e alfaiataria, e o retorno de Cris Barros, que fez bastante sucesso, mas em versão “pocket” de 30 modelos, com cetim, malharia, tricô, animal prints e listras.

A designer Thaís Gusmão, especialista no assunto moda íntima, também traz sua contribuição para o Dia dos Namorados, com uma coleção de acessórios, moda casa e lingerie! As peças são bastante femininas, com laços, tules e rendas.

As três coleções estarão nas lojas Riachuelo a partir do dia 24 de maio. Confira na galeria algumas das peças e os preços!

Saiba tudo o que está por trás da vinda de Suzy Menkes ao Brasil

11/02/2011

por | Moda

SUZY[1]

© Romeuuu

Uma das editoras mais importantes e atuantes na moda global, a britânica Suzy Menkes, do International Herald Tribune, está passando alguns dias no Brasil e movimentando a turma da moda, com jantares, passeios e muitas conversas.

Suzy vai realizar a próxima edição da IHT Luxury Conference em São Paulo, e, esperta e generosa, resolveu passar uns dias na cidade para ver de perto a moda brasileira, conhecer as pessoas e pesquisar locações que possam sediar o evento em novembro. Esse seminário acontece anualmente e reúne alguns dos nomes mais fortes do cenário internacional, de jovens designers a CEOs ultrapoderosos. Ela ainda não sabe quem vai convidar para vir ao Brasil, mas já tem um lugar em mente. ““Gostei muito do prédio de Niemeyer no parque”, diz ela, referindo-se ao Auditório Ibirapuera.

Menkes falou com o FFW durante um jantar oferecido pela publicitária Silvana Tinelli em sua linda casa no Jardim América, onde as obras de arte eram tão comentadas quanto a própria vinda da editora. Muito simpática e educada, ela conversou bastante com Pedro Lourenço, Costanza Pascolato, Gloria Kalil, Maria Prata, Donata Meirelles e Mario Testino, seu antigo conhecido.

Suzy se mostrou impressionada com a cidade e acha que todo mundo está muito curioso e atraído pelo Brasil. Se interessa pela juventude brasileira e pelas novidades do mercado de e-commerce, quer entender nossas raízes e inspirações criativas. Sobre os estilistas brasileiros que desfilam na Europa, ela disse que não conseguiu ver as apresentações de Alexandre Herchcovitch e de Pedro Lourenço pois elas batiam com os desfiles de Oscar de La Renta e Lanvin. “Mas vocês tem um grande nome na moda internacional, que é o Francisco Costa”.

A vinda de Suzy Menkes é de fato muito importante para a indústria da moda no Brasil. Big player do mundo, ela foi a primeira entre as grandes (Anna Wintour, Cathy Horyn e Carine Roitfeld, que deixou seu posto na “Vogue” francesa em janeiro) a realmente se interessar pelo país de uma maneira mais abrangente. Agora, por que demorou tanto? “Não sei porque levei tanto tempo… Eu já tinha vindo ao Rio há um tempo e achava que Rio e SP eram a mesma coisa. Ignorância minha, pois são lugares completamente diferentes”, ela contou ao FFW.

Sobre a escolha de São Paulo para realizar sua conferência, Suzy parece animada: “Estamos passando por um ‘momento Brasil’, todos os olhos estão sobre o Brasil e eu quero fazer esse intercâmbio: trazer palestrantes de fora para trazer sua expertise e conhecer o país e, ao mesmo tempo, mostrar o que o Brasil tem a oferecer para a moda”.

Suzy tem a energia e a curiosidade características de uma grande jornalista. Em poucos dias na cidade, conheceu lojas, restaurantes, shoppings e destaca o espaço da Havaianas e a comida do D.O.M como highlights de sua visita. E avisa: “em junho eu volto para a SPFW. Os dias já estão marcados na minha agenda”. E em novembro tem Suzy outra vez. Um privilégio.

Cinco jovens talentos brasileiros ganham destaque em publicação internacional

10/02/2011

por | Moda

COLBOF

Looks de Lucas Nascimento, Andrea Marques, João Pimenta, Pedro Lourenço e Julia Valle ©Romeuuu

Um dos sites mais importantes e atuantes na moda global hoje é o Business of Fashion, mais conhecido como Bof. Pois na capa de hoje, ele deu destaques a cinco jovens estilistas brasileiros com a chamada: “Brazil: 5 Emerging Talents to Watch”.

O artigo, escrito pela jornalista radicada em Londres Ana Santi, do blog Born in Brazil, diz que o país, que sempre foi sinônimo de futebol, biquíni e samba, agora revela designers que podem ser apreciados em escala global. “Algumas pessoas ainda podem pensar que Brasil é só moda praia, mas este não é mais o caso”, diz a editora do site vogue.co.uk Jessica Bumpus. O site cobriu a edição mais recente do Fashion Rio e SPFW. “É tudo muito fresco. Algumas ideias a gente já pode ter visto no passado, mas os brasileiros fazem de uma maneira diferente”.

A matéria ainda aponta algumas dificuldades que os jovens enfrentam para ser bem sucedidos fora do país. Para jornalista Scott Mitchem, que escreve sobre cultura brasileira para a revista “Wallpaper” e para o jornal “New York Times”, os estilistas daqui raramente acontecem nos Eua e na Europa por conta das barreiras de cultura e língua. Sua dica? Um bom trabalho de PR, e a criação de um time que entende tanto a cultura brasileira quanto a de outros países. Ele ainda aponta Osklen e Lenny Niemeyer como bons exemplos a seguir.

Para o site, os nomes abaixo merecem atenção especial por combinar criatividade e foco comercial. A lista foi criada a partir de entrevistas com compradores, editores e experts, brasileiros e estrangeiros.

São eles:

lucas

LUCAS NASCIMENTO: É chamado de “knitwear supremo” e revelado como “a mais promissora estrela, com maturidade de um veterano. Seu trabalho é sofisticado, sexy, jovem e seu desfile poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo”. As roupas de Lucas são vendidas na multimarcas Choix, em São Paulo e, segundo o sócio da loja, Rubens Gomes, as vendas estão indo bem.

andreamarques

ANDREA MARQUES: Elogiam seu potencial global. “A muher que veste Andrea Marques é cosmopolita, independente e gosta de moda. Ela se sente à vontade, seja em São Paulo, Paris ou Milão”, diz Carolina Althaler, do WGSN para América do Sul.

joaopimenta

JOÃO PIMENTA: Para o site, é o estilista de moda masculina para se prestar atenção. Seus desfiles conquistaram Stefan Siegal, da loja Not Just a Label, focada em novos designers. “As pessoas falavam que moda brasileira nunca era avant-garde, mas agora há escolas melhores e altos níveis de produção, o que permite que eles possam competir internacionalmente”.

julia

JULIA VALLE: É revelada como a nova estilista que mais rala no país, por ter começado muito cedo e já ter passado por marcas como Redley e Printing antes de lançar sua própria grife. Suas coleções ganham adjetivos como “elegante, jovem e moderna” e comparações com o estilo de Stella McCartney e Celine.

pedro

PEDRO LOURENÇO: Por desfilar no calendário de Paris, Pedro já é mais conhecido da imprensa internacional. Para o Bof, é o estilista com mais facilidades para conquistar sucesso internacional, e já ganhou elogios de veículos como “Daily Telegraph” e Style.com. Suas coleções arquitetônicas foram comparadas às Nicholas Ghesquière para Balenciaga. Mas, ainda segundo a reportagem, ele precisa adicionar ideias mais comerciais às suas roupas, se quiser de fato explodir.

De R$ 800 a 25 mil (!): roupas de Pedro Lourenço estão em SP

03/12/2010

por | Moda

Na noite da última quinta-feira, 01/12, Pedro Lourenço desfilou sua coleção de verão 2011, na Daslu. As peças apresentadas eram um mix entre a coleção apresentada em Paris, em outubro deste ano, e uma seleção de looks adaptados, mais usáveis _Pedro odeia a palavra “comercial”.

A Daslu foi escolhida não só para abrigar o desfile internacional no Brasil, mas também para receber um corner tipo pop up do estilista. Lá, Pedro irá vender as peças apresentadas no desfile até domingo, 05/12, com hora marcada, oferecendo ainda uma consultoria pessoal para as clientes. Outra novidade (que o FFW já havia antecipado) é que o estilista vai assinar uma coleção especial em parceria com a loja, com data prevista para março de 2011.

Toda essa predileção tem motivo: “A Daslu é o que mais se assemelha e mais se adapta ao meu público, além de ser uma multimarca que sempre admirei, desde pequeno”, explicou. No entanto, ele não planeja desfilar nas semanas de moda brasileiras, já que sua tática é fortalecer o nome Pedro Lourenço em âmbito internacional. Segundo ele, os consumidores brasileiros só dão valor _ e desejam_ uma marca quando esta tem “peso” fora do país. Infelizmente? “Ou não, não sei se considero isso uma coisa ruim”.

Pedro também disse admirar os estilistas brasileiros que não podem fazer o mesmo que ele _trabalhar a imagem da marca fora do país_, “porque tem que ser muito forte para ficar apenas aqui”, falou. “Temos talentos de moda no Brasil, mas a moda brasileira precisa de modificações”, e alegou que a indústria de moda tem que mudar, e que os estilistas deveriam se preocupar com isso também, além da parte criativa. Os impostos altos, a falta de maquinário tecnológico e a defasagem de tecidos também foram tópicos citados pelo estilista como motivos que dificultam a expansão e evolução da moda brasileira.

As roupas de Pedro Lourenço que estão à venda na Daslu custam entre R$ 800 a R$ 25 mil.

Confira na galeria alguns looks do desfile:

FFW fashion digest: Pense Moda, Pedro Lourenço, AdR e +!

25/10/2010

por | Moda

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Depois de anunciar participação do artista francês Zevs (fala-se Zeus) _aquele que criou logos “derretidos” de marcas como Louis Vuitton, Chanel e Lacoste_ o Pense Moda, evento idealizado por Camila Yahn, Barbara Bicudo e Marcelo Jabur, acaba de confirmar mais uma atração internacional: a dupla de fotógrafos de Nova York, The Hilton Brothers.

O duo formado em 2000 pelo fotojornalista Chris Makos e pelo antropólogo e fotógrafo Paul Soldberg é mais conhecido por seus dípticos em que misturam elementos simples e puros à suas imagens fotográficas a fim de imprimir a essência de cada uma delas. Bem como uma soma de fatores, em que duas obras unidas resulta numa terceira. É assim na seção Andy Dandy, onde Andy Wahrol aparece travestido de mulher, sempre ao lado de imagens coloridas de flores dos mais variados tipos.

O Pense Moda acontece em São Paulo entre os dias 23 a 25 de novembro, com patrocínio da Renner e apoio revista “Elle” e da editora Cosac Naify.

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Depois de vender suas peças nas mais importantes multimarcas do mundo _como a Corso Como, em Milão_ Pedro Lourenço já tem ponto de venda garantido aqui no Brasil. Sua coleção de verão 2011, desfilada em outubro na semana de moda de Paris, deve chegar em janeiro na Daslu. É pra Daslu também que o estilista prodígio irá criar uma coleção especial, com direito até a desfile tipo Yves Saint Laurent no anos 60 _com modelos entrando numeradas, como fez Tom Ford em seu mais recente desfile em Nova York.

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Apenas alguns meses depois de ter atingido os 1 milhão de fãs no Facebook, a Burberry acaba de anunciar que ultrapassou a marca dos 2 milhões. Qual o segredo para tanto sucesso? Aparentemente não mais que os post com imagens e vídeos das campanhas, alem de alguns clipes musicais especialmente selecionados por Christopher Bailey. Este também costuma publicar mensagens em vídeo e ainda responde perguntas sobre a marca postadas pelos fãs.

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O perfume da Anna Dello Russo já tem data _e preço_ para ser lançado. O mês será dezembro, através do site de e-commerce Yoox.com. A fragrância, inspirada nas memórias da infância em Puglia e da cozinha de sua avó e que vem num frasco em forma sapatinho dourado, custará cerca de US$ 25 e deve caber dentro de uma clutch _exigência da própria Anna.

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Falando nela, Anna Dello Russo é capa da edição de inverno 2010 da revista “10″. Numa pose tipo “dança do siri”, a atual diretora da “Vogue Nippon” e fenômeno da internet aparece num Balmain dourado, enquanto na edição masculina da revista, George Cortina, editor-chefe da “Vogue Nippon”, aparece completamente nu.

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Notícia quente do fim de semana no lado business da moda: a LVMH recém-adquiriu 14,2% das ações de Hermès. A empresa já havia se tornado pública há algum tempo, mas a família de seus fundadores ainda detém a maior porcentagem (algo em torno de 70%). Agora, com a LVMH como investidor, a marca ganha ainda mais força no mercado de luxo, garantido seu legado como uma das mais importantes grifes francesas. Se isso é um indicativo de algum desejo maior por parte do conglomerado de luxo, ainda é cedo para dizer. Segundo nota do “WWD”, a LVMH, por enquanto, só pretende preservar o patrimônio fashion da França, mas nada impede que novas negociações aconteçam no futuro.

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Começou no dia 19/10 e vai até o dia 12/11 o bazar da Gloria Coelho e Carlota Joakina. Os descontos chegam aos 90%.

Serviço:
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DIRETO DE PARIS: Dior, Lanvin, Pedro Lourenço e a falta de educação

01/10/2010

por | Moda

PARIS, 01 de outubro de 2010
Por Luigi Torre
Colaborou Augusto Mariotti

>> “Com licença, senhora, você poderia trocar de lugar comigo, por favor? Assim não te darei cotoveladas enquanto fotografo o desfile”. Foi assim que começou o primeiro dia de desfiles do FFW na semana de moda de Paris. Com um pedido super educado do fotógrafo Bill Cunnigham (um dos primeiros de streetstyle) para a editora da V Magazine e fundadora da Visionaire, Cecília Dean. Educação e cordialidades desse tipo andam meio démodé entre os fashionistas aqui na cidade.

Summer 2011 fashion show during Paris Fashion Week on October 1, 2010 in Paris, France

>> Talvez tenha sido a festa de 90 anos da Vogue Paris na noite anterior, talvez o horário relativamente cedo para o povo da moda _11h da manhã_, o fato é que a plateia do desfile de verão 2011 de Issey Miyake não estava lá das mais bombadas como em temporadas passadas. Dos importantes nomes da imprensa internacional, apenas Suzy Menkes (International Herald Tribune) e Hilary Alexander (Telegraph). Dos top compradores das principais lojas de departamento, apenas a equipe da Bloomingdales.

E antes mesmo das luzes se apagarem a voz de Alfred Hitchcock soou fantasmagórica anunciando o começo do desfile: “There is nothing like a dark room to attract ghosts” (Não há nada como um quarto escuro para atrair fantasmas). E assim, de uma boca de cena profunda e coberta de fumaça branca, suas modelos surgiam trazendo roupas assombradas por fantasmas.

Segundo Dai Fujiwara, atual diretor criativo da grife, o ponto de partida foram justamente as tais criaturas do outro mundo. Eram essas que passeavam por vestidos de plissados miúdos gerando volumes em ondas por toda parte. Ou então, ampliavam as formas de um top, dessa vez em plissados mais largos, e também faziam evaporar estampas e cores à medida que estas se aproximavam das extremidades das peças.

O problema aqui é que ao querer mostrar toda aquela exploração têxtil e de novas técnicas de confecção que caracterizam a marca, Fujiwara acabou tornando sua coleção um tanto confusa. Entre plissados estruturados, estampas digitais de uma trama de ráfia e tingimentos, os fantasmas que serviram de inspiração, enevoaram a clareza de uma mensagem mais consistente para o verão 2011.

>> Você pode não ter convite, mas quem se importa? Afinal de contas, a entrada da Christian Dior no “Jardin des Tuileries” é praticamente um desfile a parte. A única diferença é que ao invés dos fotógrafos italianos, que dominam os pits parisienses, ali a maioria é chinesa ou coreana. Ah, tem a luz natural também, o vento que ao mesmo tempo em que descabela, dá todo um glamour especial para foto e… Bem, para o verão 2011 teve a ameaça de chuva como uma catástrofe fashion prestes arruinar qualquer look.

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>> Do lado de dentro da tenda onde aconteceu o desfile da Dior, assinado por John Galliano, uma primeira fila digna dos mais importantes shows _Kate Moss chegou chegando, cercada por centenas de paparazzis que se acotovelavam para tirar uma foto da modelo _fato que, obviamente, acabou atrasando o desfile.

Karlie Kloss, a atual queridinha de Galliano, abriu o desfile com seu andar inconfundível, projetando as pernas à frente do corpo e cruzando os passos por trás do torso. A roupa? Uma parka de algodão em tom de areia sobre vestido curto com estampa de folhas e chapéu de marinheiro.

Numa busca constante em rejuvenescer a imagem da tradicional maison, Galliano mixa Bettie Page e Kate Perry na passarela com uma viagem às praias do Pacifico Sul. Verão ultra colorido, de muitos vestidos curtos, calças amplas, um bonito trabalho de trama de crochê feito na saia usada por Martha Streck.

O resultado é uma imagem bem mais descontraída _e jovem_ do que aquela super luxuosa das últimas estações. Os curtos de saias soltinhas em seda e outros tecidos leves em cores bem fortes, às vezes com discretos tingimentos, são objeto de desejo imediato para as consumidoras mais jovens da marca. Até mesmo quando os longos entram no bloco final, a sensação não é mais daquela roupa no pedestal, e sim de certa proximidade e simplicidade com a vida real.

Ainda que calcado nos arquivos da Dior, Galliano conseguiu ao menos dar certo respiro ao repertório da grife. Não é, nem de longe, uma coleção incrível como fazia na primeira metade dos anos 2000, quando a marca se permitia desfilar mais imagem do que produtos. Ainda assim, o verão 2011 consegue transmitir um ar de leveza e frescor há tempos não visto em suas passarelas.

E assim as luzes se apagam e Galliano, vestido de marinheiro, entra na passarela, fumando cigarro, para receber os aplausos de suas fiéis clientes, como Marisa Berenson, dando um show à parte.

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>> Na Lanvin _que estava marcada para as 17h30, mas só foi começar depois das 18h40_ Alber Elbaz deu alguns sinais de mudanças. O desfile começou com um top ajustado e saia de seda toda esvoaçante, evoluindo daí para modelos curtos, ajustados ao corpo com tecidos drapeados se enrolando pelo corpo, ou então como uma segunda metade do look.

Como que se livrando dos volumes e drapeados enviesados que dominaram suas últimas coleções, Elbaz vai então cortando os detalhes de sua roupa. Deixando essa mais limpa e cada vez mais próxima ao corpo.

Delineando bem as formas femininas, sem jamais desrespeitá-las ou desconfortá-las. Por mais justas e envoltas no corpo que suas roupas possam parecer, há sempre uma sensação de adequação e conforto nos looks. Exatamente como aquela mulher que deve querer abrir mão do vestido drapeado por outro mais seco e assertivo para a hora do trabalho.

E assim, a partir dessa noção de limpeza e objetividade, o estilista trabalha em cima das várias necessidades da mulher contemporânea. Da roupa do trabalho _um blazer de ombros marcantes, torso ajustado e saia reta sobre legging de aspecto esportivo_ aos dias de folgas em lugares e ocasiões glamourosas _como nos vestidos e combinações de saias e camisas envoltas ao corpo, arrematadas por maxi acessórios. E o mais impressionante de tudo, é que mesmo com uma imensa variedades de propostas, o resultado final continua extremamente coeso. Na era do pode tudo, Alber Elbaz apresenta mesmo de tudo _e para todas.

Pedro Louren�o-1>> “Adorei as combinações de cores, os trabalhos com couro… Sua técnica e acabamento são simplesmente incríveis”, disse o diretor de moda da i-D e editor da revista Vogue, Edward Enninful, sobre o segundo desfile de Pedro Lourenço na semana de moda de Paris.

E de fato, após seu mais do que bem sucedido debut parisiense, Pedro não deixou as expectativas em baixa. Seu ponto de partida dessa vez foi Josephine Bonaparte (a mulher de Napoleão) e os uniformes de baseball. Combinação aparentemente complexa, mas que no fundo, pouco importa para se perceber toda a força desta coleção.

O que Pedro quis com esse inusitado mix de referência era, na verdade, trabalhar novas formas de sensualidade. “Fugir do óbvio e explorar outras partes do corpo feminino”, contou ao FFW após seu desfie.

Só isso já dava conta de explicar as incríveis transparências que faziam suas roupas parecem coladas ao corpo, onde indivíduo e roupa são uma coisa só. Todos os aparentes tomara-que-caia vinham com espécie de alça/gola em um tule tão fino que se confundia com a pele. O efeito era excepcional e extremamente contemporâneo.

Ao contrário do inverno 2010, os ombros literalmente caem. Ficam à mostra durante quase toda coleção, falando de uma sensualidade de certo modo natural _quiçá até vulnerável, onde a atenção se dirige não mais para imponência dessa parte do corpo quando estruturada, mas para todo resto.

Principalmente para o colo, reforçado pelas várias silhuetas império em vestidos de couro com incríveis volumes nas costas. Falando em couro, Pedro começa a fazer do material sua marca registrada. Se antes pareciam super-estruturados, agora vêm mais leves e dotados de uma feminilidade moderna sensacional. Plissados, ondulados ou lisos caindo soltos pelo corpo.

As calças-botas _ com couro do joelho para baixo e tule de lá para cima_ são bem interessantes. Mais ainda os aparentes macacões verticalizados que na realidade são duas peças parecendo uma só. Com faixas primeiro em verde, depois em vermelho são ótimos exemplos dos trabalhos quase de ilusão de óptica que Pedro exercitou nessa coleção. Além do jogo entre transparente e opaco, o jovem e talentoso estilista faz uso desses recortes gráficos para ressaltar a silhueta alongada que tanto gosta de trabalhar.

E quase como que para fechar com chave de ouro, vestidos longos em tecidos transparentes onde apenas faixas retangulares cobriam seios e partes íntimas femininas, falando dessa nova sensualidade totalmente exposta, ao mesmo tempo que velada e inocente.

Se em março passado Pedro fez seu nome conhecido, agora vai se fazer lembrado. Mais maduro, mais polido e com visão mais afiada do que nunca, não restam dúvidas de seu potencial como um dos estilistas jovens mais talentosos se apresentando na cidade.

FFW fashion digest: família Missoni, Pedro Lourenço, Lagerfeld e +!

28/07/2010

por | Moda

Depois das ótimas campanhas em parceria com os fotógrafos Ryan McGinley (inverno 2009) e Juergen Teller (verão 2010), a Missoni convidou o artista e cineasta Kenneth Anger para dirigir seus anúncios para o inverno 2010. Seguindo o modelo da última estação, o casting é novamente com membros da família da famosa marca italiana de tricô, mas agora numa infinidade de imagens sombrias e alucinógenas sobrepostas no melhor estilo do cineasta responsável por alguns dos maiores clássicos do cinema experimental dos anos 70.

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Deu na coluna da Mônica Bergamo, no jornal “Folha de S. Paulo” desta quarta-feira (28/07): Donatella Versace teria convidado o estilitsa Pedro Lourenço para assinar uma das linhas difusoras da Versace. A nota ainda afirma que Pedro nega a existência de tais negociações. A redação do FFW, contudo, apurou que o estilista brasileiro foi apenas conhecer a irmã de Gianni.

Vale lembrar que em março deste ano Pedro fez sua estreia nas passarelas parisienses com uma coleção que lhe rendeu críticas bem favoráveis, apontando o estilista como um talento para se acompanhar. Ao que tudo indica, o filho de Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço deve repetir a dose nos desfiles para o verão 2011, que irão acontecer em outubro.

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Sofia Coppola pode estar trabalhando com a Dior mais uma vez. Pelo menos é isso que dizem os boatos correndo pela internet. Ao que tudo indica ela estaria dirigindo um comercial para marca com a atriz Natalie Portman _novo rosto dos perfumes Christian Dior_ e seu primo Robert Schwartzman. De acordo com notas publicadas na imprensa internacional Sofia teria sido vista filmando com os dois nas ruas de Paris.

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Karl Lagerfeld parece não ter gostado muito do mais recente filme sobre a vida de Coco Chanel _“Coco Chanel & Igor Stravinsky”. O motivo? Bem, ninguém sabe ao certo, mas segundo alguns blogs seria porque o diretor do filme não quis acolher os conselhos do kaiser sobre como deveria ser a atuação da atriz Anna Mouglalis.

Em Paris, novos estilistas buscam excelência em qualidade e acabamento

12/03/2010

por | Moda

Paris pode não ser a cidade mais indicada para jovens estilistas. Os preços altos de aluguel, mão de obra e matéria prima deixam a cidade bem mais cara em comparação a outras capitais criativas como Berlim e até mesmo Nova York. Mas mesmo assim, superando todas as dificuldades, uma leva de novo nomes têm chamado considerável atenção nas semanas de moda, atestando que o novo sempre vem.

Paris, ou melhor, a França conta com poucos programas de incentivo e apoio para novos estilistas. As publicações locais tampouco parecem interessadas em promover as marcas jovens que lutam para ter seu espaço entre as grandes maisons. Assim, a moda local parece um tanto quanto estagnada em sua rica e vasta tradição no ramo, tornando o mercado um tanto quanto árido para embriões fashion.

“É muito difícil começar uma grife de moda aqui na França”, conta a especialista em corsets Linda Vongdara que, depois de 5 anos fazendo lingeries sob medida, decidiu lançar sua primeira coleção de prêt-à-porter. Com pano de fundo fetichista, seu Inverno 2010 é inspirado nos uniformes – dos militares aos escolares. Da fonte jorram casacos de marinheiros decorados com faixas vermelhas, capas de alfaiataria desconstruída e saias com plissados nas costas, num estilo bem colegial.

“Quis me focar em peças de corte simples, fáceis de usar, decoradas apenas nos detalhes”, explica a estilista que se encarregou sozinha de todos os processos da pequena coleção – do desenho a costura. E se a imagem final é pouco inovadora, o contrapeso está no acabamento de alta qualidade. “Como é a minha primeira coleção, sei que os compradores prestam muito atenção na qualidade das peças e nos detalhes internos”.

maxime-simones_inverno2010Looks da Maxime Simoens Inverno 2010: o jovem estilista francês tem extremo cuidado com os detalhes. A estampa que parece de oncinha é, na verdade, formada por micro borboletas © Divulgação

Qualidade e atenção aos detalhes também são elementos essenciais no trabalho de Maxime Simoens. O estilista transforma micro borboletas em animal print de oncinha, canutilhos em estampa abstrata e ainda conta com um manuseio têxtil de alta qualidade.

Seus vestidos próximos ao corpo e suas jaquetas ajustadas em tecidos encorpados com toque militar e um leve clima anos 1940 trazem um equilíbrio muito interessante. “Eu me esforço para nunca cair no excesso, em vestidos muitos elaborados, com decorações over”, diz. “Tenho sempre em mente que a moda será, acima de tudo, vestida por alguém”.

taralis-inverno-2010Inverno 2010 de Nicolas Andreas Taralis: sua alfaiataria é tratada com cuidados meticulosos, resultando em cortes primorosos © Divulgação

Nicolas Andreas Taralis é outro nome que merece destaque. Depois de três anos longe do circuito fashion, o estilista, que passou rapidamente pela direção criativa da Cerruti, retorna com uma coleção que oscila entre o formal e o casual – com algumas pitadas de sensualidade. Capas de alfaiataria com corte afiado, ângulos precisos e linhas retas, jeans e jaquetas decoradas com zíperes aparentes e vestidos que pareciam maxi echarpes transparentes enroladas pelo corpo.

E já que estamos falando da nova geração, não podemos deixar de lado o jovem brasileiro Pedro Lourenço, que debutou nas passarelas francesas neste Inverno 2010. “A coleção levou três meses para ficar pronta”, contou ao FFW após seu desfile. “Sendo que um mês foi só de desenvolvimento técnico”. O resultado foi positivo: no vídeo acima, a editora da “Vogue Nippon” Anna Dello Russo se declara surpreendida pela qualidade das roupas do estilista que tem somente 19 anos de idade.

Paris inverno 2010: a aclamada estreia de Pedro Lourenço

05/03/2010

por | Moda

PARIS, 5 de março de 2010

Por Luigi Torre

Atrair grandes nomes da moda para o desfile de um jovem estilista marcado apenas meia hora antes da apresentação do gigante Yohji Yamamoto não é tarefa nada fácil. Mas a assessoria de comunicação de Pedro Lourenço, a grosso calibre KCD, fez um ótimo trabalho.

+ Veja a coleção completa de Inverno 2010 de Pedro Lourenço

Faltando pouco menos de cinco minutos para o desfile começar, a fila A já estava tomada por cardeais da moda global: Jefferson Hack, da “Another Magazine”; Anna Dello Russo, da “Vogue Nippon”; Sarah Mower, do Style.com; Hamish Bowles, da “Vogue US”; e Carine Roitfeld, da “Vogue Paris” eram apenas alguns dos nomes estrelados que assistiram a estreia deste que já é considerado o mais novo enfant terrible da moda brasileira.

A inspiração foi um mix de caçadoras usando vestidos e casacos arquitetônicos em homenagem ao gênio Oscar Niemeyer. “Quero falar do Brasil, mas de coisas boas, e não daquela visão colonizada que muitos têm do nosso país”, revelou Pedro ao FFW momentos após o término do desfile (aguarde um vídeo com a entrevista!).

+ Veja detalhes do desfile de Pedro Lourenço em Paris

A identidade de Pedro Lourenço ganha mais consistência, trazendo um jogo de tecidos em diferentes opacidades e texturas de forma super autoral, num casamento perfeito entre conceito e execução. A técnica vem mais apurada com o uso de materiais com tratamentos tecnológicos – couros ultra rígidos em formas curvilíneas e com aparência de madeira, acabamentos pintados a mão, jérsei e veludos dublados.

+ Fotos exclusivas de backstage e beleza do desfile de Pedro Lourenço Inverno 2010