“Estava emocionalmente devastada”, diz Patti Smith sobre nova exposição

26/10/2011

por | Cultura Pop

©Reprodução

A roqueira Patti Smith é conhecida pelas suas várias facetas: cantora, poetisa, escritora, pintora e fotógrafa.  Ela tem um grande acervo das polaroides que fazia na década de 60, quando perambulava por Nova York com Robert Mapplethorpe. Essas imagens são famosas tanto quanto as fotos de Patti como “modelo”, quando ela posava para o próprio Robert ou para Judy Linn, que publicou o livro “Patti Smith 1969-1976″, com retratos da cantora.

Patti nunca abandonou as experiências fotográficas e  agora está com uma exposição no Wadsworth Atheneum Museum of Art, em Hartford, nos Estados Unidos, até 19 de fevereiro.

Em “Patti Smith: Camera Solo”,  a artista mostra as imagens que começou a tirar em 1995, depois da morte de seu marido, seu pianista e seu irmão. “Eu tinha dois filhos pequenos. Estava tão emocionalmente devastada que eu achei muito difícil trabalhar. Peguei uma antiga Polaroid e comecei a tirar algumas fotos uma noite”, disse em entrevista à revista “Vogue” americana.

 

©Reprodução/Patti Smith

A exposição em Hartfort não é a estreia de Patti em museus. Sua primeira mostra foi em 2002, quando John Smith, o curador do Andy Warhol Museum, em Pittisburgh, veio visitar Patti e perguntar se ela queria fazer uma exposição. “Eram basicamente desenhos e algumas pinturas, então ele começou a olhar minhas fotos e realmente gostou. Ele me encorajou a continuar fotografando e tornou-se um mentor para mim”.

O equipamento de Patti é simples: uma câmera Polaroid Land 250, da década de 60.  Apesar de dizer que não tem domínio de luz, Patti conhece a melhor luz para sua câmera. “Sou mestre da minha câmera, ela tem sido minha amiga e me acompanha no mundo inteiro. Não há nada como estar em uma cidade desconhecida e tirar uma foto do que você gosta. Isso me faz muito feliz”, diz.

Conheça um pouco do trabalho que está na exposição:

 

Patti Smith e Robert Mapplethorpe inspiram ensaio na “VMan”

20/05/2011

por | Moda

vman-pattiEnsaio na “VMan” se inspira em Patti Smith e Robert Mapplethorpe ©Reprodução

A roqueira Patti Smith e o fotógrafo Robert Mapplethorpe serviram de inspiração para um editorial da “V Man”, estrelado por Freja Beha Erichsen e Christian Brylle. Christian também foi o fotógrafo de ensaio, incorporando bem o espírito de Robert Mapplethorpe, não? Patti e Robert se conheceram por acaso em Nova York, no verão de 1967, quando eram dois garotos pobres com vontade de fazer arte.

A jovem dupla era inseparável e boêmia e no livro “Apenas Garotos”, de Patti Smith, a artista conta as histórias da época em que passeavam pelas ruas de Nova York, sem dinheiro para comer, cruzando a cidade em busca de um lugar para dormir e só com a roupa do corpo.

patti-robertPatti e Robert eram inseparáveis ©Reprodução

“Eu estava sempre faminta. Meu metabolismo era muito rápido. Robert conseguia ficar sem comer muito mais tempo do que eu. Se estávamos sem dinheiro, a gente simplesmente não comia. Robert ainda conseguia funcionar, embora ficasse um pouco agitado, mas eu parecia que ia desmaiar”, diz Patti em um trecho do livro.

tumblr_ld4zvckbwf1qbanjdo1_r1_500Patti Smith e Robert Mapplethorpe ©Reprodução

A obra — que é uma homenagem a seu amigo Robert, que morreu vítima de AIDS em 1989 — também narra episódios em que encontra gente como Jimi Hendrix e Janis Joplin. A maior parte da história de “Apenas Garotos” se desdobra antes da fase tabu do trabalho de Mapplethorpe como fotógrafo. Marcado por várias fases, a obra do companheiro de Patti é geralmente associada a suas séries de imagens de sadomasoquismo. Mas durante a década de 1980 seu trabalho era citado em todos os lugares e seus clientes incluíam famosos de Hollywood e membros da nobreza europeia. Fez retratos de Isabella Rossellini, Andy Warhol e, claro, Patti Smith.

Veja na galeria fotos do ensaio da “VMan”, em que Freja Beha “interpreta” Patti e Christian Brylle faz as vezes de Robert Mapplethorpe. Ficou parecido?

FFW Inspirações: o cantor Thiago Pethit redescobre Patti Smith

21/04/2011

por | Cultura Pop

pic_leandro_ribeiro-thiago-pethit©Divulgação

Na seção Inspirações o portal FFW traz aos leitores o que tem inspirado os criativos, dentro e fora do mundo da moda. Depois de Dita Von Teese, Paulo Martinez, Sebastian Orth e Talytha Pugliese, é a vez do cantor Thiago Pethit contar sua inspiração do momento.

O que te inspira, Thiago?

“A cantora, compositora e poeta Patti Smith. Seu livro ‘Só Garotos’ foi a leitura do verão para muitos e pra mim também. É um livro fundamental para entender toda a transição no mundo, na música e na arte dos anos 60 nos dias de hoje, através de uma história pessoal e íntima.

tate_photo1©Reprodução

Por alguma razão, sempre deixei a Patti meio de lado na minha vitrolinha. Sem dar muita atenção. Por anos foi assim. Talvez a sua cara invocada, as roupas pretas e a relação com o cenário punk, tenham me afastado um pouco do seu som, infelizmente.

Mas por sorte, reparei este erro e cheguei às suas músicas, depois de ler este livro. E descobri coisas lindas. Músicas, letras, performances. Tudo de uma sinceridade e uma crença absoluta no ser humano e nas transformações, sobretudo uma crença na arte.

so-garotos©Reprodução

Aquela forma de viver nos idos dos anos 60, no Hotel Chelsea. A falta de comida e de grana, em meio a toda efervescência de uma cidade que representava o mundo inteiro. Um mundo cheio de rupturas. E a forma de expressar isso tudo das pinturas às fotos, das poesias à músicas e acreditar que a arte era um ‘bem maior’.

zap_patti©Reprodução

É inspirador voltar nesse tempo e nessas crenças. E olhar para o mundo de hoje, passadas tantas outras rupturas e transformações e tentar enxergar um pouquinho que seja de tudo aquilo, através das obras da Patti Smith. Acreditar que tudo pode parecer tão cruel e que ainda assim, é aí que mora a beleza das coisas”.

Jamie Bochert: o triunfo da androginia na moda

02/03/2010

por | Gente

Pense numa mistura de Joan Jett, Patti Smith, Cher e Joan Baez, mais a atitude dos anos 2000, mais muita androginia, desfilando nas melhores passarelas do mundo e estampando as capas das melhores revistas de moda do planeta. Essa é Jamie Bochert (27), modelo, cantora, guitarrista, pianista, assistente, musa e garota propaganda de Marc Jacobs.

interview daniel jackson jamieAcima, Jamie em retrato feito por Daniel Jackson para a “Interview”, onde foi entrevistada pela vocalista do Sonic Youth, Kim Gordom © Reprodução

Nascida em Nova Jersey, nos EUA, Jamie já confessou, em entrevista para a revista “Tokion”, que “quer ser aquela velha maluca que vive no supermercado comprando muita comida pra gatos”. Enquanto isso não acontece, a modelo vive casada com o ator Michael Pitt em NY, dividindo seu tempo entre os desfiles que ainda faz nas semanas de moda, o trabalho no estúdio de Marc Jacobs e as apresentações que faz como cantora, em que usa o codinome Frances Wolf. Ela já abriu shows pra Pagoda, banda do marido, e também já dividiu o palco com Patti Smith, de quem é amiga. A música é tão importante na vida de Jamie que em 2004 ela largou tudo para viver disso, fazendo a moda ficar cinco anos sem ela.

34_07882_jamie_bochert-m-jacobs02_122_438loFotografada por Juergen Teller na campanha de Verão 2010 de Marc Jacobs © Reprodução

Na moda, a carreira de Jamie começou no final dos anos 1990, quando chegou a ser considerada um dos rostos do futuro. Mas foi apenas em 2002, num desfile de Ann Demeulemeester, em Paris, que Jamie virou hype: ganhou capa da ”i-D” e desfilou na sequência para Diane Von Furstenberg, Missoni, Pucci, Roberto Cavalli, Jean Paul Gaultier e Viktor & Rolf.

Depois da explosão, Bochert se afastou da moda para se aproximar da música, retornando somente no desfile de Verão 2008 de Marc Jacobs. Foi o suficiente para que a moda voltasse a prestar atenção nela.

lanvinss2010jamiebocherJamie na campanha da Lanvin © Steven Meisel

Se não bastassem os desfiles, Steven Meisel clica Jamie junto com Michael Pitt para a “Vogue Itália”. E na primeira edição de 2010 da revista italiana, Jamie é novamente fotografada por Meisel, só que agora ao lado da socialite Daphne Guiness e da top Agyness Deyn para a capa da publicação (foto abaixo).

PhotobucketCom Daphne Guiness e Agyness Deyn na capa da Vogue Itália de janeiro de 2010 © Steven Meisel

Se Lara Stone está na lista de antimodelos que dão certo, com certeza Jamie está no mesmo grupo, e com muito êxito – ela ocupa a 24ª posição do poderoso ranking do Models.com. Reza a lenda que para o seu desfile de Inverno 2010 na Semana de Moda de NY, Marc Jacobs pediu um casting todo tipo Jamie Bochert. Nada mal para uma menina que estudou para ser bailarina na adolêscencia.

2_ITALIAN_VOGUE_0209_MEISEL_02Com o marido Michael Pitt, em editorial romântico para a “Vogue Itália” © Steven Meisel

Arthur Elgort