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CEO da Ermenegildo Zegna: “O Brasil representa US$ 1,5 bilhão das nossas vendas”

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Gildo Zegna, atual CEO da Ermenegildo Zegna, falou na manhã desta sexta-feira (05/11) para alunos da FAAP, em São Paulo a fim de estreitar os laços de sua empresa com instituições de ensino ao redor do mundo. “Temos parcerias com diversas escolas e universidades”, contou para explicar que no Brasil não seria diferente. “Vemos isso como algo muito importante tanto para o futuro da empresa como do mundo”.

Gildo, que veio ao Brasil para comemorar o centenário da marca fundada por seu avô, Ermenegildo, começou contando sobre a história da empresa. De como começaram como uma pequena fábrica de tecidos até se tornarem uma das principais empresas de luxo do século 21. “Nosso objetivo é nos tornarmos a principal marca de luxo para o mercado masculino”, afirmou.

Para tanto, eles investem em alguns pilares: herança (“algo que os consumidores estão cada vez mais dando valor”), família (a empresa é uma das poucas ainda em estrutura familiar, e ainda assim extremamente bem sucedida), pioneirismo (“estar a frente e tentar prever qual será o futuro é algo de extrema importância para se manter relevante nos negócios e na moda”), tecidos exclusivos (a Ermenegildo Zegna é alem de uma marca de moda, uma das mais importante fabricantes de tecidos, responsáveis por fornecer para marcas como Tom Ford e Ralph Lauren), verticalização dos negócios (todos os processos são controlados e feitos dentro de uma mesma empresa, sem terceirizações), qualidade e independência financeira (“nunca damos um passo maior que a perna, nunca pedimos empréstimos).

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A importância dos mercados emergentes _principalmente a China_ e os efeito pós-crise também tomaram conta de boa parte das palestras. “A recessão veio para ficar”, afirmou Zegna explicando as baixas vendas dos mercados americanos e europeus, quando comparados com os crescentes da Índia, Oriente Médio, Brasil e principalmente a China. Este último já dá conta de 25% do faturamento da empresa _não é à toa que existem 62 lojas da grife espalhadas por 62 localidades chinesas.

Vem daí o atual foco em mercados onde previsões apontam para um crescimento ainda mais intenso nos próximos anos. Só no Brasil _responsável por US$ 1,5 bilhão nas vendas da grife_, a Ermenegildo Zegna pretende abrir 6 novas lojas até 2013. Para Índia e China, os planos são ainda mais ambiciosos.

Gildo ainda falou sobre a importância de conhecer profundamente seus consumidores e adaptar-se aos interesses de forma global e sem perder sua identidade. “Com os EUA, aprendemos que precisávamos colocar novos produtos nas lojas 4 vezes por ano, agora com a China precisamos de 6”. Zegna falou ainda sobre especificidades regionais, como as do chineses por itens exclusivos, sportswear de luxo e acessórios de couro.

CEO da Ermenegildo Zegna: “O Brasil representa US$ 1,5 bilhão das nossas vendas”

Pense Moda 2010 divulga sua programação

Entre 23 e 25 de novembro acontece a 4ª edição do Pense Moda, evento criado pela jornalista Camila Yahn e pelos produtores Barbara Bicudo e Marcelo Jabur. O local é o mesmo do ano anterior, o auditório da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Os seminários contarão com a presença de quatro nomes internacionais: a dupla americana The Hilton Brothers, formada pelos fotógrafos Chris Makos e Paul Soldberg, a brand consultant alemã Susanne Tide-Fratero e o grafiteiro francês Zevs.

Além das palestras principais, haverá discussões sobre moda e as novas ferramentas online, o impacto da marcas de luxo internacionais no mercado brasileiro e o papel da moda na televisão. Para mais informações sobre os convidados e inscrições, vá em pensemoda.com.br.

23 de novembro

andy-dandy-hilton-brothersO duo The Hilton Brothers compartilha a idéia de que duas obras unidas resultam em uma terceira; a foto faz parte da exposição “Andy Dandy”, na qual Andy Warhol aparece travestido ©Reprodução

Das 19h às 20h
>> Palestra da dupla The Hilton Brothers, com perguntas de Jackson Araújo

Das 20h30 às 22h
>> Mesa: Ferramentas de internet renovam a comunicação de moda, o relacionamento com os clientes e os formatos de apresentação de uma coleção
Guga Ketzer (VP Loducca), Mateus Santos (Lobo), Felipe Teobaldo (Neonico) e Paulo Martinez (Mag!) discutem com mediação de Katia Lessa

24 de novembro

susanne tide fraterEx-diretora de criação das lojas Selfridges e Harrods, Susanne Tide-Frater mantém uma agência especializada no desenvolvimento e consultoria de marcas de moda e varejo; entre seus clientes estão Hussein Chalayan, o British Fashion Council, Victoria Beckham e Roland Mouret ©Reprodução

Das 19h às 20h
>> Mesa: O impacto da chegada das marcas tradicionais estrangeiras no mercado de luxo brasileiro
Natalie Klein (NK Store, Marc Jacobs), Alexandre Birman, Daniela (Farfetch Brasil), Fernando Pimentel (Diretor Superintendente da ABIT), Richard Barczinski (Diretor de Retail da JHSF, concessionária da Hermés no Brasil) discutem com mediação de Giuliana Cury (Elle)

Das 20h30 às 22h
>> Palestra de Susanne Tide-Frater, com perguntas de Jussara Romão

25 de novembro

liquidated-logos-zevsZevs é figura conhecida da street art europeia, adepto do  Visual Kidnapping, intervenção em peças publicitárias com o objetivo de reverter o processo de comunicação; na foto, seu projeto mais conhecido, “Liquidated Logos” ©Reprodução

Das 19h às 20h
>> Mesa: Moda na TV
Carla Lamarca, Carol Ribeiro, Cassia Ávila, Lilian Pacce e Maria Prata discutem com mediação de Betty Lago

Das 20h30 às 22h
>> Palestra do grafiteiro Zevs, com perguntas de Mauricio Ianês (Galeria Vermelho) e Ivan Finotti (Folha de S.Paulo)

Pense Moda 2010
De 23 a 25 de novembro, das 19h às 22h
FAAP: Rua Alagoas, 903, Higienópolis – São Paulo
+ www.pensemoda.com.br

Pense Moda 2010 divulga sua programação

WGSN abre inscrições para palestra Rio-à-Porter no dia 29/05

Às 10h de sábado, 29 de maio, a editora sênior de varejo do WGSN, Francesca Muston, apresentará para 300 pessoas a confirmação de tendências de Outono/Inverno 2010/11 e também a direção de tendências de Outono/Inverno 2011/12.

convite-wgsnConvite da palestra “O Triunfo da Beleza”, do WGSN /Divulgação

A palestra “O Triunfo da Beleza” acontece dentro do Rio-à-Porter, e está aberta aos profissionais que se cadastrarem no site do bureau de tendências mais famoso do mundo — uma oportunidade ótima para os cariocas interessados, já que esta é a primeira vez que o WGSN divulga as novidades no Rio antes de São Paulo.

Para se cadastrar, clique aqui.

WGSN abre inscrições para palestra Rio-à-Porter no dia 29/05

Oskar Metsavaht decupa o Made in Brazil no Rio-à-porter

Na manhã de hoje (11/01), o palestrante Oskar Metsavaht começou avisando que o Instituto-e não é uma marca da Osklen, e sim uma parceria com ela. “É um erro comum”, disse o diretor criativo e presidente do Grupo Osklen, que apresentou, além do ramo de sustentabilidade da empresa, o que imagina para a futura imagem brasileira lá fora.

Como exemplo de imagem internacional, citou os EUA e o domínio do american way of life (o “made in USA”) e o Japão, que se tornou sinônimo de alta tecnologia (“made in Japan”).

“Hoje, o Brasil é principalmente um exportador de commodities. A manufatura nacional é vista como de baixa qualidade”, disse. “O ‘made in Brazil’ ainda não é bom.”

O caminho, de acordo com Oskar, é o desenvolvimento aliado à criatividade e à sustentabilidade, já que o país é significativamente abençoado com recursos naturais e profissionais talentosos. “O Brasil está na moda, mas não é por causa das roupas. O que está na moda é nosso estilo de vida”, disse.

Metsavaht explicou que a missão do Instituto-e – que já foi citado como modelo de sustentabilidade na moda por nomes como WWF, “Newsweek” e WGSN – é ajudar na criação de uma rede nacional de desenvolvimento humano sustentável, que conecte iniciativas e agentes sociais com “uma sinergia ideológica, de gestão e de mercado.”

Como exemplo, comentou sobre o selo e-, uma certificação de vários níveis concedida a empresas e ONGs dependendo da adequação do agente em questão nas cinco áreas de atuação do instituto (leia mais aqui). Se aprovada, a empresa concorda com monitoramentos e auditorias periódicas para manter o selo.

E de monitoramento a Osklen entende: foi a primeira rede de varejo de moda do mundo a ter suas emissões de CO2 neutralizadas através da compra de créditos sociais – os famosos créditos de carbono, presente no ainda mais famoso Protocolo de Kyoto.

Oskar definiu o Brasil como “um mercado de transição” em termos de sustentabilidade: temos muito para explorar e muito para proteger. Se o país quiser crescer no cenário internacional, tornar-se exemplo de nação ecologicamente sustentável é um dos melhores caminhos para chegar lá.

+ acesse o hotsite oficial do Rio-à-porter: ffw.com.br/rio-a-porter

Oskar Metsavaht decupa o Made in Brazil no Rio-à-porter

“Hoje quem dá as cartas na moda é a internet”, diz Paulo Borges

O dia começou cedo aqui na redação do portal FFW. Às 9 da manhã, na sala de imprensa do Píer Mauá (o calor é o mesmo – ou mais intenso – do que nos últimos dias), o diretor criativo do Fashion Rio, Paulo Borges, deu início à sua palestra sobre “Os caminhos de construção da identidade no seu negócio”, que faz parte do ciclo de eventos do Rio-à-porter.

Sem dar nome aos bois, e com desenvoltura extraordinária, ele falou de conceitos que remetem, por exemplo, à “Aldeia Global”, do pensador canadense Marshall McLuhan, e sobre a era digital e seu poder de influência na moda. “A era digital dá as cartas na indústria da moda. As tecnologias da informação estão transformando as relações da indústria com os consumidores de uma forma sem precedentes”, disse. Para comprovar sua tese, Paulo cita o rejuvenescimento do mercado consumidor, o olhar da moda se voltando cada vez mais para as ruas e, principalmente, a velocidade que isso tudo traz ao calendário de lançamentos.

“Aqui no Brasil, temos um calendário de desfiles que acontece três meses antes das roupas chegarem ao consumidor final. As semanas de moda internacionais, acostumadas a lançar coleções seis meses antes da chegada às lojas, já consideram uma readequação dos seus calendários nos nossos moldes”, explica. “E isso é um sintoma da era da informação: neste intervalo entre o desfile e o lançamento, as redes de fast-fashion se apropriam de muitas propostas e disponibilizam produtos aos consumidores finais. Quando a coleção da grife chega às lojas, o consumidor já perdeu o desejo”.

O raciocínio proposto pelo empresário confirma nossos radares: as semanas de moda internacionais estão readequando seus calendários aos consumidores que passam a ditar as regras do jogo. Paulo ainda cita exemplos de como a velocidade da informação e as tecnologias afetam as criações de moda: a coleção de Lucas Nascimento apresentada aqui no Fashion Rio (veja o vídeo na sequência); o escândalo do vestido curto da estudante Geyse Arruda (a internet foi responsável pela explosão); e Anna Wintour, que finalmente se rendeu aos encantos dos blogueiros.

O desfile de Lucas Nascimento: para Paulo Borges, um dos melhores exemplos de como as novas tecnologias interferem diretamente na cadeia produtiva (e criativa) da moda

“A indústria da moda precisa estar mais conectada, precisa usar melhor as redes sociais e a internet para se divulgar, se aproximar e entender melhor seus consumidores. Precisamos repensar a maneira como fazemos moda”, finaliza.

Site oficial do Rio-à-porter: ffw.com.br/rio-a-porter

“Hoje quem dá as cartas na moda é a internet”, diz Paulo Borges