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Quer comprar? Osklen anuncia que está avaliando propostas de venda

osklen_aberOskar Metsavaht no backstage da Osklen, no último desfile de Verão 2012 ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

Uma das marcas mais cobiçadas e bem quistas no mercado nacional – e também internacional –, a Osklen anunciou nesta quarta-feira, 5 de outubro, por meio de comunicado oficial do estilista e proprietário Oskar Metsavaht, que está avaliando propostas de grupos interessados na marca.

“Assim como vem ocorrendo com outras empresas do segmento de vestuário nesses dois últimos anos, não é novidade que a Osklen também vem sendo procurada por investidores interessados em uma parceria. Portanto, no momento, Oskar Metsavaht está em processo de avaliação das propostas de três grupos distintos, um europeu, um americano e um brasileiro, não tendo nada além disso a declarar para o momento.”

Em julho de 2010, François Pinault, do grupo francês PPR, dono de marcas como Alexander McQueen, Yves Saint-Laurent e Balenciaga, veio ao Brasil e esteve em reunião de negócios com várias grifes, entre elas a Osklen, o que sugere que o tal grupo europeu citado pelo comunicado oficial seria a PPR. E segundo matéria publicada pela “Folha de S.Paulo” nesta quarta, a Alpargatas (proprietária da Havaianas) seria o grupo brasileiro interessado na marca. As negociações dizem respeito somente à Osklen, e as outras marcas do grupo, como a New Order, de acessórios, ficam de fora.

De acordo com fontes internas da Osklen, a empresa nunca negou que estivesse à venda, e tudo, incluindo o modelo de negócios a ser adotado depois da compra, depende da proposta e das negociações que forem feitas.

Hoje a Osklen possui 390 pontos de venda, além das multimarcas, 32 lojas próprias no Brasil, e também nos EUA, Japão e Itália, e representantes na Austrália, França, Espanha, Portugal e Grécia.

Update: Procurada pelo FFW, a assessoria de imprensa da Alpargatas declarou que a informação não procede de maneira nenhuma.

Quer comprar? Osklen anuncia que está avaliando propostas de venda

#LadoB FFW 2: Tudo que você não vê por trás das câmeras

via @felipeabe @betosiqueira

A série de posts #LadoB se inicia nessa temporada Verão 2012 da SPFW. Objetivo: através de vídeo fazer o registro de momentos, sensações, personalidades e o clima do evento de maneira despretensiosa e autoral. A cada dia Beto Siqueira e Felipe Abe criam uma compilação de imagens e sons, quase como um diário pessoal mostrando tudo que você não vê no evento, ou ainda tudo aquilo que já foi visto, mas com outros olhos.

Nesse vídeo visitamos o backstage da Osklen e batemos papo com os modelos sobre a tentativa de se formar um casting somente negro para o desfile da marca. Dos 48 modelos somente 12 são negros, segundo Oskar  Metsavaht, formar o casting completo foi impossibilitado por não conseguir recrutar a quantidade necessária de modelos no perfil da grife.  Sem querer, levantou questões como a de cotas para negros nas passarelas e a oportunidade de  inserção de mais modelos no mercado. Confira!

#LadoB FFW 2: Tudo que você não vê por trás das câmeras

Oskar Metsavaht conta o que está por trás da nova coleção da Osklen

osklen 1©Rodrigo Almeida Prado / Cortesia Osklen

Encontramos com Oskar Metsavaht em uma sala do L´Hotel, onde a Osklen montou seu QG para a SPFW. Durante a prova de roupa, sentado em uma bola de pilates, Oskar conversou com a gente sobre o momento atual da marca, que ano passado sofreu um incêndio que queimou um acervo de 10 anos de sua história. A nova coleção fala um pouco sobre esse acontecimento, sob o ponto de vista da renovação provocada pelo incêndio e de como ele transformou tragédia em inspiração.

FOGO!

“Estava em Aspen quando fiquei sabendo sobre o incêndio e voltei correndo. Quando cheguei, vi montinhos de cinza com restos de tecidos, de roupas. É lindo quando você mexe nas cinzas, pois texturas, estampas e novas cores se formam. Foi natural, e até óbvio, que na hora pensasse em fazer uma coleção sobre isso.”

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RENOVAÇÃO

“Tava meio de saco cheio de tudo. E aí o ateliê pegou fogo. Sabe quando você tem um armário há anos e já enjoou dele? Dá vontade de tirar tudo, mas você sempre deixa os clássicos. Essa coleção é exatamente isso.”

COLEÇÃO

“Esse desfile é inteiro montado em cima dos clássicos da Osklen. Queria fazer tudo básico: pullover básico, terno básico, mas resolvi recriar tudo sob um novo olhar. Pegamos t-shirt, mochila, terno, cashmere, camisa branca, o tênis da Osklen, que agora todo mundo está copiando… É um streetwear apoiado nos clássicos. E custou uma fortuna para ser feito. Trouxe o cashmere da Itália, que ganhou tingimento artesanal aqui no Brasil. Estamos usando couro de peixe, que passa por um processo ecologicamente correto, além de só trabalhar com tecidos bons de verdade.”

RIO X SP

“A Osklen tem modernidade e esportividade. Existe uma linha da marca que não mudou pelo fato de eu ter vindo para Sâo Paulo. As linhas de estilo da Osklen nunca mudaram. Odeio quando falam ‘a moda do Rio, a moda de SP’. É uma visão paupérrima, ignorante. O que me inspira é a cidade do Rio e não a moda do Rio.”

O BELO, PARA MIM

“O máximo que se pode conseguir em uma marca é quando se faz uma série de clássicos e, ao olhar para eles, você percebe uma linha de estilo onde reconhece aquela marca. E isso é um exercício contínuo. É uma sutileza que não se consegue da noite para o dia.”

MADE IN BRAZIL?

“O que é a moda brasileira? Carmem Miranda? As funkeiras? A menina do Leblon? Não temos uma característica como acontece com os franceses e os italianos, por exemplo. Temos muita diversidade, de clima, de classes, de tudo. Mas talvez tenhamos isso um dia, já que estamos em um momento tão vigoroso. Para mim, moda brasileira é a expressão dos designers que fazem moda no Brasil.”

ROLOU UM CLIMA

“Eu entendo de frio. E de captar o urbano. Adoro Sâo Paulo, Nova York, Tóquio. Não sou o surfista da beira da praia. Sou o snowboarder da montanha e o skatista da cidade.”

FAMA

“Não sou chato, sou exigente.”

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Oskar Metsavaht conta o que está por trás da nova coleção da Osklen

Back to the basics: Osklen revê clássicos dos últimos 10 anos de vida

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Croquis da nova coleção da Osklen

Em fevereiro do ano passado um incêndio queimou o acervo de mais de 10 anos da Osklen. Oskar Metsavaht, dono e diretor criativo da marca, estava em Aspen. Voltou correndo e, ao se deparar com aquela situação, olhou e disse: “Vamos fazer uma coleção inspirada nesse incêndio e ela vai se chamar Fênix”.

Dito e feito. Nesta temporada de Inverno 2011, a Osklen renasce das próprias cinzas e apresenta uma coleção que é resultado de um balanço de Oskar sobre sua carreira e seus desejos de moda. “Foi o encerramento de um ciclo”, diz Nelson Camargo, da OM.art, agência de conceito e design do grupo. Segundo ele, Oskar passou por um processo de reflexão de sua carreira, que resultou no início de uma nova fase para a marca, focada na sua história.

O desfile vai apresentar um novo olhar para os clássicos masculinos da marca, eleitos por Oskar ao longo dos últimos 10 anos. Os itens mais emblemáticos são: t-shirts com bolso, cashemere com gola v, trench-coats, cangurus, além de trabalhar com camisaria e alfaiataria.

Site Oficial: osklen.com.br

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Back to the basics: Osklen revê clássicos dos últimos 10 anos de vida

Oskar Metsavaht para Riachuelo: saiba mais!

A democratização da informação de moda está fazendo com que o fast de fast-fashion finalmente bata à porta dos brasileiros: a Renner está apostando cada vez mais nas tendências de passarela, a C&A reinaugura hoje (20/10) sua loja do Shopping Iguatemi SP com um novo foco, a Topshop vem aí… E a Riachuelo está apostando 120 mil peças em Oskar Metsavaht e sua coleção de alto-verão 2010/11.

Na apresentação para a imprensa, na capital paulista, Flavio Rocha, vice-presidente da rede, resumiu que a vontade da parceria é transformar “o privilégio de poucos em privilégio de muitos”, sem comprometer qualidade nem design. “Disse ao Oskar para criar para seu cliente mais exigente”, explicou Rocha.

O estilista, que participou de todas as partes do processo, enfatizou que o fato de não usar tecidos nobres como seda não tira o mérito da coleção: “O luxo é simplicidade aliada ao design”. Sobre a ampla gama demográfica da Riachuelo, Metsavaht afirmou que é a “oportunidade de outras classes sociais terem peças assinadas genuínas” e que, como criador, também considera isso “um privilégio”.

As imagens acima foram captadas pelo próprio Metsavaht numa câmera Bolex 16mm e fazem parte da campanha, que tem direção geral de Duto Sperry, fotografia de Sion Michel e cliques de Bob Wolfenson

Levando em conta o entusiasmo dos jornalistas presentes com as 100 peças expostas (entre masculino, feminino e acessórios), a parceria deve se tornar um sucesso – vai ter gente se trombando com a mesma regata listrada no mercado, no metrô, no Pier Mauá…

A coleção Rio de Janeiro por Oskar Metsavaht para Riachuelo chega às lojas da rede em 16 de novembro.

Oskar Metsavaht para Riachuelo: saiba mais!

Oskar Metsavaht: ‘o Verão 2011 da Osklen é um mergulho no azul’

Quando o FFW chegou ao fitting da Osklen (@Osklen), dois dias antes do desfile, se deparou com dois corredores cheios de roupas em diferentes tons de azul. “É um mergulho no azul”, disse Oskar Metsavaht do Verão 2011 da marca, denominado “Oceans”.

A ideia veio de um mergulho feito há 10 anos na ilha caribenha de Mustique, e foi posta em prática após um free dive feito por Oskar em pleno Rio de Janeiro (um free dive é um mergulho sem apetrechos como tanques de oxigênio feito por apneia, nome dado ao controle de ar nos pulmões).

texto-osklen-verao-2011-1A paleta de azuis da Osklen à esquerda, ao lado do desenho da mergulhadora ©Priscilla Vilariño/FFW

E se a cor escolhida é o azul, o tecido escolhido para se enxarcar do tom é bem conhecido. “A coleção é uma ode ao algodão. Queríamos explorar suas malhas e texturas”, disse. Entre as peças e acessórios, há pitadas de branco e prata, uma alusão ao reflexo de luz na água. Já os sapatos foram inspirados em roupas de mergulho vintage, como a inventada por Augustus Siebe. Coincidentemente, explicou Oskar animado, o mergulhador mais famoso do mundo, Jacques Cousteau, completaria 100 anos em 2010.

texto-osklen-verao-2011-2A coleção é feita majoritariamente de algodão ©Priscilla Vilariño/FFW

O tingimento foi a parte mais difícil e a mais gratificante da coleção, garante Oskar. Tudo porque o pigmento indigo (natural, como manda o Instituto-e) foi processado de maneira completamente manual pela equipe, e até o próprio Metsavaht colocou a mão na massa – e ficou com vestígios de azul até o dia da visita, quando algumas peças haviam secado pouco antes.

osklen-oceans-divulgacaoO processo de tingimento foi artesanal ©Lucas Bori/Divulgação

Oskar aproveitou para dizer que a marca não está alheia ao desastre ecológico no Golfo do México, e deve concretizar em breve uma parceria com a UNESCO em prol do patrimônio cultural subaquático — que é o caso de naufrágios, até hoje disputados por caçadores de tesouros e governos.

Oskar Metsavaht: ‘o Verão 2011 da Osklen é um mergulho no azul’

“Vou abrir lojas em Miami e Los Angeles”, afirma Metsavaht

Estilista da Osklen e presidente do grupo de mesmo nome (que desenvolve, entre outros projetos, o Instituto-e), Oskar Metsavaht recebeu dezenas de jornalistas após seu desfile de Inverno 2010 – curiosamente inspirado nos verões da própria marca.

oskar-metsavaht-inverno-2010Oskar Metsavaht no backstage da Osklen ©Agência Fotosite

Mais cedo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse: “e quem não conhece a Osklen?”. Reconhecimento nacional a marca já tem, quais são os planos para o futuro?
Eu sempre soube o caminho que a Osklen tomaria. Tinha uma ideia exata sobre isso desde que comecei em Búzios. Sei onde a marca se encaixa, qual é o estilo de vida do cliente… Então para o futuro, quero seguir o mesmo caminho.

Como anda a expansão em outros países?
Estive no Japão há pouco tempo, e estava indo bem. Na Itália também. Nos EUA, temos planos de abrir novas lojas [atualmente, há uma em Nova York] em Miami e Los Angeles.

Dizem que Las Vegas também é um ótimo lugar.
Meu empresário esteve lá recentemente e disse a mesma coisa. É possível.

Você lê algum site ou blog?
Vejo pouco, e apenas o que me mostram.

Sua fama é de pessoa séria, e seu sorriso é quase uma lenda. O que te faz rir?
[Risos] Ironia.

“Vou abrir lojas em Miami e Los Angeles”, afirma Metsavaht

Oskar Metsavaht decupa o Made in Brazil no Rio-à-porter

Na manhã de hoje (11/01), o palestrante Oskar Metsavaht começou avisando que o Instituto-e não é uma marca da Osklen, e sim uma parceria com ela. “É um erro comum”, disse o diretor criativo e presidente do Grupo Osklen, que apresentou, além do ramo de sustentabilidade da empresa, o que imagina para a futura imagem brasileira lá fora.

Como exemplo de imagem internacional, citou os EUA e o domínio do american way of life (o “made in USA”) e o Japão, que se tornou sinônimo de alta tecnologia (“made in Japan”).

“Hoje, o Brasil é principalmente um exportador de commodities. A manufatura nacional é vista como de baixa qualidade”, disse. “O ‘made in Brazil’ ainda não é bom.”

O caminho, de acordo com Oskar, é o desenvolvimento aliado à criatividade e à sustentabilidade, já que o país é significativamente abençoado com recursos naturais e profissionais talentosos. “O Brasil está na moda, mas não é por causa das roupas. O que está na moda é nosso estilo de vida”, disse.

Metsavaht explicou que a missão do Instituto-e – que já foi citado como modelo de sustentabilidade na moda por nomes como WWF, “Newsweek” e WGSN – é ajudar na criação de uma rede nacional de desenvolvimento humano sustentável, que conecte iniciativas e agentes sociais com “uma sinergia ideológica, de gestão e de mercado.”

Como exemplo, comentou sobre o selo e-, uma certificação de vários níveis concedida a empresas e ONGs dependendo da adequação do agente em questão nas cinco áreas de atuação do instituto (leia mais aqui). Se aprovada, a empresa concorda com monitoramentos e auditorias periódicas para manter o selo.

E de monitoramento a Osklen entende: foi a primeira rede de varejo de moda do mundo a ter suas emissões de CO2 neutralizadas através da compra de créditos sociais – os famosos créditos de carbono, presente no ainda mais famoso Protocolo de Kyoto.

Oskar definiu o Brasil como “um mercado de transição” em termos de sustentabilidade: temos muito para explorar e muito para proteger. Se o país quiser crescer no cenário internacional, tornar-se exemplo de nação ecologicamente sustentável é um dos melhores caminhos para chegar lá.

+ acesse o hotsite oficial do Rio-à-porter: ffw.com.br/rio-a-porter

Oskar Metsavaht decupa o Made in Brazil no Rio-à-porter