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Compradores nacionais e internacionais comentam o momento “Brasil na moda”

Por Flavia Brunetti, em colaboração para o FFW

Detalhes das coleções Inverno 2012 de grifes do line-up do SPFW

Há tempos – e em velocidade de cruzeiro – o Brasil vem caminhando para se tornar o que mundo diz que é hoje: uma potência mundial.

É inegável que os olhos do planeta estão voltados para cá. Tudo provado por números, estatísticas, por sermos autossuficiente em recursos naturais, por termos sido escolhidos para receber os maiores eventos esportivos do mundo, pela economia mais estável.

Pegando o gancho economia X eventos e linkando com moda, o FFW conversou com alguns dos mais importantes compradores nacionais e internacionais do São Paulo Fashion Week. Queremos saber como somos vistos lá fora, o que podemos melhorar e quais são nossos pontos fortes quando o assunto é comprar o que produzimos e freqüentar nossas semanas de moda.

“O que mais mudou é que o evento deixou de ser apenas um agito social e agora foca no business”, diz Juliana Santos, da Dona Santa, a maior loja multimarcas de Recife. Compradora de marcas como Reinaldo Lourenço, Gloria Coelho, Tufi Duek e Alexandre Herchcovitch, ela faz uma observação interessante: “Pode olhar a Fila A. Antes só havia “globais” e estrelas, hoje a maioria são compradores e jornalistas. É onde sempre estou”.

Juliana Santos, da Dona Santa ©Arquivo Pessoal | Renato Pagani, comprador da Via Flores ©Juliana Knobel

Representando a Via Flores, do Rio de Janeiro, comprador há dez anos e freqüentador do SPFW desde o Phytoervas Fashion, Renato Pagani faz algumas ressalvas às marcas que desfilam no evento: “Algumas são super confusas no sitting dos compradores e muitas continuam atrasando demasiado o desfile, o que é bem cansativo para quem trabalha”.

Apaixonada pelo Brasil, a americana Pooneh Mohazzabi é proprietária de duas lojas de swimwear nos Hamptons, próximo à Nova York, chamada Jogo Beach, para onde leva nossas marcas. Ela também é designer de biquínis, produzidos no Rio de Janeiro, para desfilar na Mercedes Benz Miami Swim Show. Presença constante no Fashion Rio desde 2005 e pela primeira vez no SPFW, ela explica o vínculo com o Brasil: “Ninguém entende melhor o corpo de uma mulher do que os estilistas brasileiros”.

E, quando o assunto são números, segundo pesquisa da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e a APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o mercado de moda no Brasil produziu, em 2011, 5,6 bilhões de peças de vestuário e acessórios e consumiu um milhão de toneladas de tecido, gerando US$ 15,9 bilhões e 1,1 milhão de empregos. O investimento das 17,5 mil empresas que atuam no segmento foi da ordem de US$ 103,6 milhões. As mulheres são as grandes consumidoras de moda no país. A moda feminina responde por 41% da produção.

Porém, mesmo com tamanha demanda de produção e exportação aqui e um mercado em ascensão, ainda há muitas barreiras. “As condições de produção no Brasil não são convidativas, seja pelas questões cambiais ou pelo ambiente tributário. Os países asiáticos apresentam melhor condição para serem mais baratos em termos produtivos”, diz o gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) do sistema Firjan, João Paulo Alcântara.

E, ainda, há quem tente comprar dos nossos estilistas e não consegue. “Visitei alguns showroons em que não sabiam me informar preços em dólares, nem sobre impostos e transporte internacional”, reclama Mike Zack, dono da multimarcas Circa 2000, no Texas. “Acho que algumas marcas brasileiras têm que fazer o seu dever de casa antes de chamar compradores para visitá-las”.

Pooneh Mohazzabi, designer da Jogo Beach ©Reprodução | Mariah Bernardes, da Mag Store ©João Sal

Outra vertente do assunto “compras” é o e-commerce, comportamento mundialmente irreversível, utilizado por brasileiros com algum pé atrás. Explica-nos melhor a compradora Mariah Bernardes, da Mag Store, em Araçatuba: “Nos EUA as pessoas não vão mais às lojas, você só vê brasileiro e turistas”, conta. “No e-commerce da minha loja compram pessoas do Amazonas ao Sul, mas o principal receio para uma compra não se efetuar é a questão da troca e devolução se a peça tiver algum defeito”. Também blogueira famosa e, por isso, até estrela de campanhas publicitárias, Mariah – que causou frisson nos corredores da Bienal – nos faz uma comparação interessante em ser convidada por uma marca enquanto compradora ou blogueira. “Como compradora estou na primeira fila, como blogueira, estou sempre na fila C, por exemplo, de onde é mais difícil ver o look para comentar”, ela diz, acrescentando que as marcas ainda não dão a devida atenção aos blogs. O dela, por exemplo, tem 50 mil acessos de usuários únicos por dia.

É incontestável que o Brasil evoluiu no quesito moda. Dos estilistas à produção, qualidade, divulgação e, principalmente, eventos. Porém, arestas têm que ser aparadas e detalhes importantes cuidados para que não só experimentemos o sabor do grande momento que vivemos agora, mas que esse seja uma realidade que veio nos colocar entre os maiores players do mercado mundial e ser base de um crescimento ainda maior.

Compradores nacionais e internacionais comentam o momento “Brasil na moda”

Conheça as marcas que estão mudando o mercado da França

Campanha Inverno 2011 da Maje ©Divulgação

Pense nas marcas que dominam o mercado francês de moda. Lembrou de Chanel, Dior, Givenchy, Lanvin, Balenciaga, Yves Saint Laurent e companhia? Pense de novo. Afinal, as grifes acima gozam de indiscutível prestígio e influência dentro da indústria fashion, mas quando o assunto é o desejo da massa consumidora francesa, as marcas que realmente têm se destacado são outras. Nomes pouco conhecidos por aqui como Zadig & Voltaire, Comptoir des Cotonniers, Sandro, Maje, Claudie Pierlot e The Kooples têm ganhado força nos últimos cinco anos e chamado (se não exigido) a atenção da indústria – um artigo publicado no fim de 2011 pelo “The Business of Fashion” chegou a definir essas marcas como “uma onda francesa contemporânea de grande sucesso que está redefinindo o ready-to-wear como nós o conhecemos”.

Um indicativo da força e da atenção que essas marcas têm gerado é o interesse demonstrado recentemente por grandes grupos de investimento: em setembro de 2010, as famílias Arnault (da LVMH) e Dreyfus adquiriram 51% do SMCP Group, dono da Sandro, Maje e Claudie Pierlot que opera mais de 330 pontos de venda na França e em países vizinhos, e que apresenta um crescimento anual de 30%. Outro exemplo da escalada comercial desse nicho? O volume de negócios da Sandro, que em 2007 girava em torno dos 15 milhões de euros, saltou para 110 milhões em 2010 e tem estimativa de atingir quase 200 milhões de euros em 2011.

Mas o que explicaria tamanho sucesso? De acordo com o mesmo artigo do “The Business of Fashion”, seria uma série de estratégias em comum, como a produção a baixo custo em países como Turquia, Tailândia e China; o monitoramento preciso das vendas para imediata identificação das demandas do consumidor; e a abertura do maior número possível de pontos de venda (só em Paris, a Zadig & Voltaire, Comptoir des Cotonniers, Sandro, Maje e The Kooples têm mais de 30 pontos de venda cada!). Combinado a esses elementos, que valem igualmente para as redes de fast-fashion, o que diferencia o nicho das “marcas médias” francesas é a estratégia de criação de uma imagem mais voltada para o mercado de luxo: vale abrir lojas ao lado de grifes como Fendi, Chanel e Dior; trabalhar somente com vendedores altamente treinados; e investir em estilistas criativos que sabem fazer roupas que capturam as tendências do momento, mas sem copiar – o trunfo dessas marcas, afinal, é criar um estilo genuíno e altamente desejável.

Com o sucesso no mercado francês, é natural que esses nomes estejam de olho na expansão internacional. Além de países vizinhos, a Sandro, Maje e The Kooples devem seguir o caminho traçado pela Comptoir des Cotonniers e Zadig & Voltaire e abrir lojas próprias nos Estados Unidos já em 2012. Na análise do “The Business of Fashion”, esse nicho de marcas, com suas roupas desejáveis e preços acessíveis, poderia até tomar o lugar do ready-to-wear de grandes grifes – a Carven e a Kenzo, com suas recentes revitalizações de estilo e preço, foram apontadas como reflexos desse novo momento do mercado de moda. Se essa tendência realmente vai pegar no resto do mundo, só o tempo dirá; mas enquanto isso, vale conhecer as marcas que estão mudando o cenário de moda francês. (Note como elas investem na estratégia online: todas, exceto a Claudie Pierlot, possuem sites internacionais e mantém e-commerce – apesar de que, infelizmente, nenhuma faz entregas no Brasil).

Lookbook Inverno 2011 da Zadig & Voltaire ©Divulgação

Zadig & Voltaire
“A ideia original por trás da Zadig & Voltaire é criar um novo luxo. Desde o início, a Zadig & Voltaire se auto-estabeleceu como uma “concept store designer” à frente de seu tempo. A Zadig & Voltaire é um sopro de ar fresco, uma fábrica de sonhos, uma produtora de designs (…) Meu desejo é também criar uma marca francesa e uma rede específica de distribuição” – descrição de Thierry Gillier, fundador da marca, no site oficial.

Campanha Inverno 2011 da Comptoir des Cotonniers ©Divulgação

Comptoir des Cotonniers
“Desde sua criação em 1995, a Comptoir des Cotonniers tem criado coleções que combinam modernidade com elegância atemporal. (…) [Ela] inovou ao trazer suas coleções à vida com mulheres anônimas: pares reais de mães e filhas que representam os valores da marca com entusiasmo e prazer” – descrição do site oficial.

Campanha da Sandro ©Divulgação

Sandro
“A Sandro nasceu em 1984 e abriu sua primeira loja na Rue Vieille du Temple no coração de Marais. Ela cresceu e se tornou uma marca conhecida por seu estilo feminino e versátil. Hoje, a Sandro tem uma grande comunidade global com 202 lojas ao redor do mundo. (…) A paixão por moda e estilo compartilhada por mãe e filho é claramente representada nas coleções effortless e complementares que eles desenham” – descrição do site oficial.

Campanha Inverno 2011 da Maje ©Divulgação

Maje
Não possui descrição da marca no site oficial.

Campanha Inverno 2011 da Claudie Pierlot ©Divulgação

Claudie Pierlot
Não possui descrição da marca no site oficial.

Looks da The Kooples ©Divulgação

The Kooples
“A The Kooples está trazendo o chic de volta à ruas, vestindo homens e mulheres em roupas atraentes, com estilo emprestado de ícones da moda e com um amor pelo vintage” – descrição do site oficial.

Conheça as marcas que estão mudando o mercado da França

Supermercado de beleza de luxo, Sephora (finalmente) chega ao Brasil

Fachada de uma das lojas da Sephora em Nova York ©Reprodução

Quem gosta de maquiagem, certamente fica um pouco maluco quando entra na Sephora (fala-se Seforrá), a megamultimarcas de beleza, que começou sob gestão familiar em 1970 na França e hoje, adquirida pelo grupo LVMH, tem mais de mil lojas espalhadas por 25 países. Mil lojas e nenhuma no Brasil? Sim, mas agora por pouco tempo.

A Sephora decidiu começar a expansão de seus negócios na América Latina e tem bons planos para o Brasil. Nesta terça (08.11), os representantes da marca reuniram-se com a imprensa na galeria Cartel 011 para o lançamento dessa operação.

Pode-se dizer que tudo começou com a abertura do e-commerce brasileiro de “prestige beauty” Sacks. Fundado pelo carioca Carlos André Montenegro quando tinha apenas 21 anos, a Sacks hoje é a segunda maior loja virtual de beleza do mundo, atrás apenas da… Sephora, uma boa prova de como a internet é um negócio cada vez mais bem sucedido no Brasil. “Nós temos aqui mais internautas do que França e Alemanha juntos”, diz Carlos André.

Sua relação com a LVMH começou assim que ele criou a Sacks, pois ele comprava os produtos das marcas do grupo para revender no Brasil. A LVMH acompanhava o crescimento do site pelo aumento das compras, que em alguns anos, chegava a 40%. Então, quando decidiram entrar no Brasil com a Sephora, naturalmente procuraram Carlos André para uma associação.

Carlos vendeu ao grupo LVMH 70% da Sacks, que, a partir do dia 16.11, passará a se chamar apenas Sephora. Ele continua com 30%, como sócio da operação online da Sephora no Brasil. “Quero tornar os cosméticos mais acessíveis aqui. Os produtos estão chegando com bons preços”, diz. Uma sombra sai por R$ 49 e um batom por R$ 53, por exemplo. Toda a linha de maquiagem da Sephora estará à venda através do site a partir da semana que vem e, em 2012, a marca recebe os tratamentos faciais e os acessórios para maquiadores, além de produtos de outras marcas, como a Benefit, cujo representante também estava no lançamento.

A partir do ano que vem, a Sephora começa a abrir suas lojas físicas no Brasil, começando pelos principais shoppings de São Paulo e do Rio. A organização não citou nomes, mas correm rumores de que um dos primeiros a receber a megaloja de make será o JK, em São Paulo.

E para quem quiser ter deleite imediato, a coleção que chega agora está multicolorida, com mais de 60 tonalidades de batons, 40 cores de sombra, 10 máscaras de cílios, diversos tons de blush e ainda mais de 20 produtos para a preparação da pele, entre eles um Primer que é um dos melhores produtos da marca. E isso é só o começo.

TESTAMOS E APROVAMOS!

Glossy Gloss: deixam os lábios super brilhantes, mas tem uma textura mais leve e molhadinha e menos efeito cola. Também têm ação antioxidante. A cartela de cores é linda e vai desde os mais clarinhos aos mais vibrantes. Para ter na bolsa.

Lip Attitude Glamour: não é o ideal para quem gosta do efeito matte, mas funciona como um ótimo hidratante. A textura é gostosa e ele é semi-translúcido, ou seja, as cores não são tão fortes, mas deixam um colorido bonito nos lábios. Para usar naquelas horas quando estamos em dúvida, quando precisamos de uma tonalidade coringa ou pra ser o batom do dia-a-dia, por conta de sua aparência natural.

Lip Attitude Star: é um gloss em formato de batom. Também tem uma textura macia e fórmula com hidratante. O efeito é mais para o do gloss, mas a aplicação é muito mais fácil – e o resultado uniforme – assim em bastão. Há vários tons, do rosinha ao vermelho.

Flashy Liner Waterproof: lápis delineador cremoso para os olhos. Bom, para quem gosta de make nos olhos, esse aqui pode ser usado de várias maneiras: como delineador, nas partes interna e externa ou aplicado nas pálpebras e esfumados. E a cartela de cores, toda metalizada, é muito linda; Nano Lip Liner: a gente tem pouco o costume de delinear os lábios com lápis, mas esse aqui vale experimentar. É super macio (tem manteiga de carité e jojoba na fórmula), não borra e tem cores lindas. Dá para usar para marcar as linhas e depois preencher com batom ou ainda usar o prório lápis como batom, aplicando com os dedos, por exemplo.

Smoothing Primer: esse é o top of the pops. Não é maquiagem, óbvio, mas é um belo de um complemento. Para quem não conhece, um bom primer pode fazer maravilhas para o visual da nossa pele em instantes. Deixa a pele super macia, reduz o brilho e uniformiza os tons e as imperfeições, além de ajudar na fixação da maquiagem. Tipo um milagre.

Supermercado de beleza de luxo, Sephora (finalmente) chega ao Brasil

Ao 50 anos, maison Courrèges tem chances de reviver dias de glória

courreges_abre©Reprodução

Em 2011 a Courrèges faz 50 anos e em uma espécie de comemoração os novos donos da marca, Jacques Bungert e Frédéric Torloting, que a compraram em janeiro, irão relançá-la durante o inverno do hemisfério norte, começando com um e-commerce, já em meados de novembro.

Esse será o primeiro passo para a reconstrução da marca que leva o nome de Andre Courrèges, ícone do “Space Age” dos anos 60 que possui hoje apena uma flagship, em Paris, sendo que já chegou a contar com 180 pontos de vendas espalhados pelo globo.

“Gostaríamos de estar presente de forma significativa em aproximadamente oito países dentro de três anos”, falou Bungert ao “WWD”. Entre os países citados estão EUA, Alemanha, Espanha, Rússia, Coreia do Sul, México, Brasil e eventualmente China, como mercados prioritários.

Outra boa notícia é que o e-commerce irá oferecer os clássicos do estilista em versõess atualizadas, como os vestidos em “A” e jaquetas cropped de vinil, além de itens resgatados dos arquivos de não vendidos da marca, um potencial paraíso para os amantes de peças vintage. E tem mais! Ainda em outubro será produzida uma edição limitada de 50 peças da jaqueta de vinil branca, uma das assinaturas de Courrèges, que serão vendidas na Colette, em Paris.

courreges_2©Reprodução

Bungert e Torloting também pretendem reavivar os licenciamentos de objetos como óculos de sol, bagagens e objetos para casa, e relançar os perfumes Eau de Courrèges e Empreinte, esses já para junho do ano que vem, quando é o Dia das Mães na França.

Coqueline Courrèges, que tem cuidado da empresa desde que seu marido se aposentou da moda nos anos noventa, tem focado em preservar a herança da marca através de livros e exposições, mesmo com a equipe criativa trabalhando e fazendo coleções que nunca foram fabricadas ou distribuídas. Nas mãos dos novos donos, isso mudou. O time de sete pessoas está trabalhando em novos designs de roupas, além de projetos externos, como uma colaboração com a água Evian, em uma edição limitada que será lançada ainda em outubro. Para o meio de 2012 espera-se o lançamento de relógios, sneakers e talvez até produtos de beleza.

“Há uma grande diferença entre o pequeno tamanho da empresa hoje e sua enorme notoriedade. Assim, a marca precisa recuperar o seu nível. Isso vai levar alguns anos, mas não é um objetivo puramente financeiro”, finalizou Torloting.

courreges_desfileDesfile de Courrèges, em 1969 ©Reprodução

Ao 50 anos, maison Courrèges tem chances de reviver dias de glória

Quatro brasileiras estão no top 100 mundial de empresas de beleza

abre-top-100-indústria-da-beleza©Reprodução

O portal “WWD” publicou seu top 100 da indústria mundial de cosméticos, e quatro empresas brasileiras marcam presença na lista: Natura Cosméticos, no 14º lugar; Grupo Boticário, no 32º; Hypermarcas, no 35°; e Niely do Brasil Industrial no 56º. O ranking foi produzido com dados do período de 1° de janeiro a 31 de dezembro de 2010, baseando-se na venda de fragrâncias, maquiagem, cuidados com a pele, proteção solar, produtos para o cabelo, desodorantes, cremes de tratamento para celulite e itens para depilação. O resultado da conta? O “WWD” avaliou que, juntas, as empresas top 100 de beleza movimentaram 176,12 bilhões de dólares, um aumento de 25,1% em relação ao ano anterior.

No relatório, as firmas estão listadas por suas empresas-mãe; por exemplo, Garnier, Maybeline New York, Kérastase, Lâncome, Yves Saint Laurent e The Body Shop, entre muitas outras, foram incluídas como subsidiárias da primeira colocada, a L’Oreál. De acordo com o “WWD”, todos os números de vendas foram obtidos diretamente com as empresas ou calculados com a ajuda de fontes da indústria.

Veja o ranking completo:

1.    L’Oréal (França)
2.    Procter & Gamble (EUA)
3.    Unilever (Reino Unido/Holanda)
4.    The Estée Lauder Cos. (EUA)
5.    Shiseido Co. (Japão)
6.    Avon Products (EUA)
7.    Beiersdorf (Alemanha)
8.    Kao Group (Japão)
9.    Johnson & Johnson (EUA)
10.    Chanel (França)
11.    LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton (França)
12.    Coty (EUA)
13.    Henkel (Alemanha)
14.    Natura Cosmeticos (Brasil)
15.    Mary Kay (EUA)
16.    AmorePacific Group (Coreia do Sul)
17.    Groupe Yves Rocher (França)
18.    Limited Brands (EUA)
19.    Oriflame Cosmetics (Suécia)
20.    Alticor (EUA)
21.    Kosé Corp. (Japão)
22.    Pola Orbis Holdings (Japão)
23.    Puig (Espanha)
24.    Alberto Culver (EUA)
25.    Elizabeth Arden (EUA)
26.    Groupe Groupe Clarins (França)
27.    Revlon (EUA)
28.    Belcopr (Peru)
29.    Guthy-Renker (EUA)
30.    Groupe Pierre Fabre (França)
31.    L’Occitane en Provence (França)
32.    Grupo Boticário (Brasil)
33.    Nu Skin Enterprises (EUA)
34.    LG Household & Health Care (Coreia do Sul)
35.    Hypermarcas (Brasil)
36.    Reckitt Benckiser (Reino Unido)
37.    Colgate-Palmolive Co. (EUA)
38.    Lornamead Acquisitions (Reino Unido)
39.    Alliance Boots (Suécia)
40.    Sisley (França)
41.    Tupperware Brands Corp. (EUA)
42.    Mandom Corp. (Japão)
43.    Nippon (Japão)
44.    DHC Corp. (Japão)
45.    Euroitalia (Itália)
46.    Vorwerk & Co. (Alemanha)
47.    Fancl Corp. (Japão)
48.    CVC Capital Partners (Reino Unido)
49.    John Paul Mitchell Systems (Estados Unidos)
50.    Hoyu Co. (Japão)
51.    Inter Perfums (EUA)
52.    Shanghai Jahwa United Co. (China)
53.    Lush (Reino Unido)
54.    Markwins International (EUA)
55.    Energizer Holdings (EUA)
56.    Niely do Brasil Industrial (Brasil)
57.    Lion Corp. (Japão)
58.    Natural Products Group (EUA)
59.    Kalina (Rússia)
60.    Noevir Holdings Co. (Japão)
61.    Bulgari (Itália)
62.    Dabur India (Índia)
63.    Merck (EUA)
64.    Weleda (Suécia)
65.    Omega Pharma (Bélgica)
66.    Micys (Itália)
67.    Collistar (Itália)
68.    Alès Groupe
69.    Groupe Naos (França)
70.    Able C&C (Coreia do Sul)
71.    Steiner Leisure (Bahamas)
72.    Bottega Verde
73.    Mäurer & Wirtz (Alemanha)
74.    Kélemata (Itália)
75.    Bawang International Group (China)
76.    TSG Consumer Partners (EUA)
77.    Artdeco Cosmetic (Alemanha)
78.    Dr. Wolff-Gruppe (Alemanha)
79.    Hermès International (França)
80.    Perfume Holding (Itália)
81.    The Clorox Co. (EUA)
82.    Helen of Troy (EUA)
83.    Cosnova (Alemanha)
84.    Combe (EUA)
85.    StylingLife Holdings (Japão)
86.    Compagnie Financière Richemont (Suécia)
87.    Mirato (Itália)
88.    ICR-ITF Group (Itália)
89.    Apax Partners (Reino Unido)
90.    Dr. Babor (Alemanha)
91.    Murad (EUA)
92.    Deborah Group (Itália)
93.    Nuxe Groupe (França)
94.    Eugène Perma Group (França)
95.    JSC Faberlic (Rússia)
96.    Paglieri (Itália)
97.    PZ Cussons (Reino Unido)
98.    Caudalie (França)
99.    Parlux Fragrances (EUA)
100.    New Wave Fragrances (EUA)

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Quatro brasileiras estão no top 100 mundial de empresas de beleza

J.Crew, marca queridinha de Michelle Obama, vai desfilar na NYFW

jcrew_abreApresentação da coleção de Outono 2011 da J.Crew ©Reprodução

A Semana de Moda de Nova York ganha mais uma marca no line-up oficial e o nome dela é J. Crew.

A marca, que costumava apresentar suas coleções a alguns editores de moda fora da fashion week sob a batuta de Jenna Lyons e Marissa Webb, fará sua apresentação no Lincoln Center no dia 13 de setembro. Esse é mais um passo dos planos de expansão da loja, que está transformando um nome comum em um grande player da moda, com o recente anúncio da abertura de uma loja online no Reino Unido e parcerias para coleções cápsulas com ganhadores do CFDA, como Prabal Gurung, Billy Reid e Eddie Borgo.

Sua primeira loja foi aberta em 1989, e os preços são bastante democráticos, indo de £25 por uma camiseta até mais de £300 por um vestido de noite. Celebridades queridinhas dos americanos, como Ashley Olsen e Rachel Bilson são fãs da marca, mas a melhor garota propaganda com certeza é Michelle Obama, que costumeiramente é vista usando peças J. Crew.

jcrew_obamaMichelle Obama usando J.Crew em três momentos ©Reprodução

Um dos grandes trunfos da grife é ter todas as bases cobertas, já que oferece soluções para o dia-a-dia, ocasiões especiais, e até casamentos – sendo você a convidada ou a noiva. Além disso, há uma bem sucedida linha masculina, coleções infantis e uma extensa gama de acessórios.

Na internet, a J. Crew tem conquistado fãs, mesmo em lugares onde seu e-commerce não atende, devido ao cuidado com um site bastante agradável, blog com conteúdos exclusivos – como  a diponibilização do processo de produção de um sapato da marca, em vídeo – e lookbooks e editoriais fofíssimos.

Agora é aguardar que a expansão chegue também ao Brasil.

jcrew_lookbookLookbook da nova coleção ©Reprodução

J.Crew, marca queridinha de Michelle Obama, vai desfilar na NYFW

Negócio da previsão de tendências cresce e Brasil ganha destaque

tendencias-montagemDescobrir tendências é tendência ©Reprodução

Em uma era na qual as mídias sociais ganham cada vez mais força e as pessoas – e empresas – estão hiperconectadas, a previsão de tendências tem se tornado um negócio muito importante. Além disso, esse poder de prever o que vai ser o interesse do consumidor antes mesmo dele saber disso está virando um negócio grande e altamente competitivo.

A avaliação inicial foi da editora de mídia digital do jornal britânico The Telegraph, Emma Barnett, e confirmada por caçadores de tendências que atuam no Brasil. A diretora do WGSN para a América Latina Andrea Bisker explica que prever tendências é “entender onde estamos e para onde vamos, isso é um exercício diário e contínuo”.

De acordo com Andrea, as empresas precisam a cada dia tomar decisões mais assertivas “e com a quantidade de informações disponíveis no mercado, a pesquisa e a antecipação de tendências é fundamental”, defende.

O WGSN foi o precursor na onda dos bureaux de tendências e surgiu em 1997, iniciado pelos irmãos britânicos Julian e Marc Worth. A dupla inglesa foi esperta, levou logo o serviço para a internet e com as atualizações diárias começou a cobrar assinaturas anuais que não saíam por menos de 16 mil libras. O negócio deu tão certo que, em 2005, a criação dos irmãos Worth despertou o interesse da Emap, empresa multiplataforma que atua com negócios em várias áreas, de moda a saúde. A transação rendeu 140 milhões de libras aos criadores do WGSN.

Em 2003, um novo contador de tendências apareceu no mercado, desta vez, com sede em Nova York. O Stylesight também tem sede aqui no Brasil e Camila Toledo, diretora de tendências do portal por essas bandas, também acredita que trabalhar com previsões é imprescindível. “O mercado está cada vez mais exigente, perdas e riscos devem ser minimizados ao extremo, e as previsões de tendências são cada vez mais importantes. Não só o mercado da moda, mas agências de publicidade e empresas de tecnologia já entendem a importância de olhar mais pra frente”, avalia.

Aqui no Brasil, a BOX1824 é outra empresa que faz o serviço de mostrar o que vai pegar logo, logo. A BOX1824 nasceu há sete anos, “pela necessidade de um olhar fresco e jovem pelo mercado. E com um gostinho especial pelo futuro”, conta Lucas Liedke, diretor da área de tendências da agência.

Na opinião de Lucas, o mercado da previsão de tendências se desenvolveu rapidamente nos últimos anos, e vem se abrindo cada vez mais, para novas finalidades e metodologias de pesquisas.

cacadores-tendenciasCamila Toledo, Lucas Liedke e Andrea Bisker contam que a previsão de tendências cresce no Brasil ©Divulgação

O negócio das tendências no Brasil

Para Lucas, no Brasil, a questão das tendências ainda é muito ligada à moda. “Os significados caminham juntos de um jeito forte, o que é ótimo, mas podemos ir além. É preocupante quando se cai em um discurso com muito deslumbre e pouca análise. No entanto, as coisas estão evoluindo e o mercado como um todo está ficando mais maduro para discutir e problematizar essa questão”, acredita.

Segundo o diretor de tendências da BOX1824, a diferença hoje entre uma marca puramente brasileira e uma puramente global é muito sutil. “É preciso cada vez mais entrar em sintonia com o que acontece lá fora e destrinchar o que acontece de mais bacana aqui dentro. As pessoas estão cada vez mais informadas e exigentes e esperam que o mercado se atualize com rapidez”, diz ele.

Andrea Bisker, do WGSN, acredita que o Brasil está cada vez mais nos holofotes, sendo o “país da vez”. “É necessário que se entenda o brasileiro, os costumes e hábitos. Todos os olhos estão voltados para cá e cada vez mais nosso país tem sido motivo de estudo para nosso escritório lá fora, com cada vez mais conteúdo sendo gerado aqui”, define Andrea.

Para Camila Toledo, do Stylesight, o Brasil é uma potência bem maior que a América Latina e é também mais desenvolvido em termos de moda. “A absorção de novas tendências ainda é mais rápida por aqui. O Brasil é um lançador de tendência em jeans, biquínis, estamparia… Nós geramos mais volume em tendências que outros países da América Latina”, comenta.

A previsão de tendências tem se tornado um grande negócio, que mistura ferramentas editoriais com tecnologia. Mas na análise da editora Emma Barnett, do The Telegraph, a batalha está traçada e o vencedor será o serviço de previsões que conseguir manter a inovação com desenvolvimento de tecnologia e oferecer informações e ferramentas indispensáveis aos seus clientes.

Por aqui, marcas como Volkswagen, Fiat, Unilever, C&A, Renner, Marisa, Farm, Animale, Le Lis Blanc, Cris Barros, Grendene, Converse, Reserva, entre outras já apostam em serviços como os prestados pelo WGSN, Stylesight e BOX1824. Por enquanto, todas parecem ter espaço para fazer suas próprias previsões.

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Negócio da previsão de tendências cresce e Brasil ganha destaque

Drops de moda: Gisele para H&M, a nova Bvlgari, o vídeo de Karen Elson e +!

A LVMH de Bernard Arnault anunciou a compra de 50,4% das ações da joalheria Bulgari em uma transação avaliada em cerca de US$ 6 bilhões. A operação foi realizada por meio de uma troca de ações — o holding de luxo LVMH emitiu 16,5 milhões de suas ações para trocá-las por 152,5 milhões de ações da família Bulgari, que mantinha a maioria acionária da empresa. O holding fez também uma oferta pública de aquisição de ações para comprar as partes dos acionistas minoritários da joalheria. Como resultado da transação, a LVMH passa a ser acionista majoritária da Bulgari, enquanto os Bulgari se tornam a segunda maior família acionista da LVMH (depois do próprio Arnault), com 3,3% das ações.

bulgari-lvmhA LVMH de Bernard Arnault compra 50,4% das ações da italiana Bulgari, fundada em 1884 ©Reprodução

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A atriz Blake Lively é o rosto das bolsas Chanel Mademoiselle em campanha fotografada pelo próprio Karl Lagerfeld — que, aliás, vai desenhar o vestido de noiva de uma outra (ex) garota-propaganda da marca: Lily Allen. A cantora, que representou as bolsas Coco Cocoon em 2009 e se apresentou ao vivo no desfile de Verão 2010 da Chanel, está de casamento marcado com Sam Cooper.

blake-lively-na-campanha-chanelBlake Lively estrela campanha de bolsas da Chanel ©Divulgação

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O diretor de arte Fabien Baron assina um vídeo para a “Interview” que mostra a modelo e cantora Karen Elson vestindo roupas do verão 2011 Giorgio Armani. Intitulada “La Femme Bleue”, a coleção é inspirada nas tradicionais vestimentas azuis dos Tuareg, tribo nômade do Saara. Relembre o desfile e assista o vídeo abaixo:

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Voltando ao assunto casamento, o estilista britânico Matthew Williamson acaba de lançar uma linha especial para noivas. A primeira coleção tem 12 opções de vestidos com preços no atacado de US$ 1.400 a US$ 3.300; veja dois modelos:

mathew-williamson-para-noivas©Reprodução

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Já viu a nova campanha da H&M estrelada por Gisele Bündchen? Clicada por Daniel Jackson, a top exibe peças da temporada primavera 2011 com forte pegada dos anos 1970. Veja na galeria:

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Daslu é vendida por R$ 65 milhões; Eliana Tranchesi vira franqueada

fundo-Laep-compra-a-daslu-por-65-milhõesEliana Tranchesi com uma maquete do prédio da Daslu na marginal Pinheiros ©Reprodução

O fundo Laep, do empresário Marcus Elias, é o novo controlador da Daslu. O empreendedor, que em 2006 comprou a Parmalat (também durante recuperação judicial), ofereceu R$ 65 milhões pela empresa de Eliana Tranchesi. O prédio da Daslu na marginal Pinheiros, que pertence à construtora WTorre, será esvaziado ainda em 2011 e deve ser transformado em um escritório.

De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, o que a Laep adquiriu foi uma nova empresa criada a partir da Daslu: a SPE UPI, que herdou dívidas privadas, a marca, o estoque e uma das lojas (há uma no shopping Cidade Jardim e uma outra que será inaugurada no futuro shopping JK. Tranchesi tem o direito de permanecer com uma delas como franqueada, pagando royalties para usar a marca.

A oferta da Laep é constituída de R$ 21 milhões para capitalizar a empresa; os outros R$ 44 milhões da soma total são referentes a créditos que a Retail Participations e a Chipilands Holdings, suas subsidiárias, já tinham com a Daslu _que não se manifestou publicamente sobre a operação.

A Daslu vinha passando por dificuldades desde 2005, pouco depois da inauguração da loja na marginal Pinheiros, quando a Polícia Federal investigava crimes contra a ordem tributária. Desde então, Tranchesi chegou a ser presa duas vezes e, em 2009, foi condenada a 94,5 anos de prisão por fraude em importações, formação de quadrilha e falsidade ideológica, sentença da qual ela recorre em liberdade.

No total, são dívidas privadas de R$ 80 milhões e impostos atrasados de mais de R$ 500 milhões. Das dívidas privadas, uma boa parte era referente aos créditos com a Retail e a Chipilands; o restante terá um desconto de 60% e será quitado em 72 parcelas. O débito fiscal permanece com a empresária.

Em reportagem do “O Estado de S. Paulo” publicada hoje (25/02), a advogado da Daslu, Tomas Felsberg, se mostrou satisfeito dizendo que “a Daslu continua, vai crescer, abrir outras lojas, expandir”. Em entrevista publicada no mesmo jornal na segunda-feira, Eliana Tranchesi também falava em tom otimista, contando dos planos de inaugurar uma nova loja no Rio de Janeiro ainda este ano, afirmando: “Eu vou voltar com a Daslu que todo mundo ama”.

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Daslu é vendida por R$ 65 milhões; Eliana Tranchesi vira franqueada

Entenda as recentes transações dos negócios da moda no Brasil

AUSMALE©Romeuuu

Holdings, aquisições, associações, gestões compartilhadas e guarda-chuvas. Você tem acompanhado _e entendido_ as últimas notícias do mercado de moda brasileiro? O FFW explica, para não haver mais dúvidas, as recentes movimentações da InBrands, BR Labels e grupo Animale; acompanhe!

A holding InBrands anunciou na terça-feira (08/02) a aquisição das marcas VR Menswear e VR Kids, do BR Labels, além da associação a esse grupo na marca Mandi e todos os seus novos negócios. De acordo com o comunicado oficial, para a InBrands, “a chegada da VR Menswear representa uma conquista importante na consolidação do grupo como líder nos principais segmentos de moda”, enquanto para Alexandre Brett, sócio da BR Labels e agora conselheiro da VR, a InBrands é “o parceiro ideal para conduzir as marcas VR e VR Kids que já são consolidadas e precisam dessa plataforma operacional para continuar o crescimento”. Mas o que isso tudo quer dizer?

A InBrands, que tem sob seu guarda-chuva a Ellus, 2nd Floor, Richards, Bintang, Salinas, Isabela Capeto, Alexandre Herchcovitch, SPFW, Fashion Rio e todos os outros negócios do Grupo Luminosidade, funciona como uma investidora em empresas de moda, oferecendo suporte administrativo e operacional para otimizar custos e potencializar o crescimento e a lucratividade das suas marcas associadas. A intenção, de acordo com a holding, é que as marcas mantenham a sua autonomia e identidade, mas que estejam “alinhadas com os objetivos estratégicos” da InBrands.

A lógica é semelhante a de um outro caso recente de movimentações no mercado de moda brasileiro: o grupo Animale, que tinha sob seu guarda-chuva, com diferentes participações acionárias, as marcas Animale, A.Brand, Farm e Fábula, e em janeiro de 2011 anunciou a aquisição da Ausländer (compra realizada em conjunto com Marcelo Bastos, da Farm _associada ao grupo desde 2010) e da Priscilla Darolt. “Temos uma gestão compartilhada em cada uma das marcas, onde através de um acordo de acionistas muito bem estruturado e claro, definimos a atuação de cada sócio em cada departamento das empresas. Sempre deixamos o processo criativo nas mãos dos fundadores para não descaracterizar o perfil das marcas e buscamos eficiência na gestão de back office para melhor rentabilizá-las”, explica Roberto Jatahy, que tem participação majoritária em todas as marcas e cuida da gestão do grupo como um todo, em entrevista ao FFW.

Na prática, essas movimentações vão ser traduzidas _ou pelo menos, é o que  se espera_ em crescimento, desenvolvimento e lucro. No caso do grupo de Roberto Jatahy, ele prevê, para 2011, a abertura de 8 novas lojas da Animale; 9 lojas da Farm + “um portal de e-commerce inédito no Brasil”; 10 pontos de venda da A.Brand e 5 da Fábula; 8 lojas em 2 anos para a Ausländer; e 5 lojas em até 2 anos para a Priscilla Darolt.

Para a InBrands, as expectativas também são altas: com um faturamento de R$ 530 milhões em 2010, a holding espera alcançar com as novas aquisições, em 2011, nada menos do que R$ 800 milhões.

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