Nirvana, Sid Vicious, Beatles, Ian Curtis: tudo na mesma mostra

11/07/2011

por | Cultura Pop

controlCena do filme “Control”, sobre o vocalista do Joy Division Ian Curtis

Programa delícia para quem gosta de cinema e música. Melhor ainda para quem tem horários flexíveis. A Galeria Olido, no centro de São Paulo, exibe a mostra “Rock Cinema Clube – Volume 3” ao longo do mês de julho, com curadoria de Alex Andrade e Luiz Calanca.

Ao todo são 33 filmes, nacionais e estrangeiros, que de certa forma, têm alguma conexão com o rock. Na seleção, há clássicos que muita gente terá o prazer de rever, como “Sid & Nancy” (1986),  com Gary Oldman perfeito no papel de Sid Vicious. Também está lá “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick, com seu personagem Alex DeLarge tocando o terror (com muito estilo); o road movie “Easy Rider” (1969), de Dennis Hopper, e “Woodstock”, que tem outro astral, mas é uma delícia de assistir. O festival inclui produções mais recentes, como “Nevermind” (2005), que relata a trajetória do Nirvana; “Control”, com a história de Ian Curtis e o início do New Order,  e o supercult dos anos 90 “Pulp Fiction”, de Tarantino. E isso é só uma pequena parte da programação.

pulp-fictionJohn Travolta e Uma Thurman em “Pulp Fiction”

O ingresso sai por R$ 1 ou R$ 0,50 a meia-entrada. Diversão de primeira e totalmente acessível.

Veja abaixo a programação completa, reproduzida do site oficial.

woodstock“Woodstock”

THE BEATLES – YELLOW SUBMARINE
(EUA, 1968, 90 min). Dir.: George Dunning e Dick Emery. Com Paul Angelis, Peter Batten, John Clive e outros.
Animação sobre um paraíso onde a paz é ameaçada quando os terríveis Blues Meanies declaram guerra e enviam um exército, liderado pela ameaçadora Luva Voadora.
| Dia 1º, 15h. Dia 13, 17h

MORE
(França/Luxemburgo, 1969, 116 min). Dir.: Barbet Schroeder. Com Mimsy Farmer, Klaus Grunberg, Heinz Engelmann e outros.
Estudante viaja da Alemanha à França, onde se apaixona por uma expatriada norte-americana usuária de heroína. Juntos seguem até Ibiza, na Espanha. Trilha sonora da banda Pink Floyd.
| Dia 1º, 17h. Dia 13, 15h

LARANJA MECÂNICA
(A Clockwork Orange, EUA, 1971, 136 min). Dir.: Stanley Kubrick. Com Malcom McDowell, Patrick Magee, Michael Bates e outros.
Líder de uma gangue de delinquentes é preso e usado em experimento destinado a controlar os impulsos destrutivos.
| Dia 1º, 19h30 (a sessão será apresentada por Luiz Calanca)

PUNK: ATTITUDE
(EUA, 2005, 88 min). Dir.: Don Letts.
O documentário mostra entrevistas e imagens de bandas revolucionárias, como New York Dolls, MC5, The Stooges, The Clash, The Sex Pistols, além de performances raras extraídas de arquivos.
| Dia 2, 15h. Dia 14, 17h

GERAÇÃO PUNK
(Blank Generation, EUA, 1979, 85 min). Dir.: Ulli Lommel.
O filme reúne o ícone da pop art Andy Warhol e a banda punk nova-iorquina Richard Hell & The Voidoids. Filmado inteiramente nas ruas e clubes underground, principalmente no badalado e histórico CBGB.
| Dia 2, 17h. Dia 14, 15h

UM ESTRANHO NO NINHO
(One Flew Over the Cuckoo’s Nest, EUA, 1975, 129 min). Dir.: Milos Forman. Com Jack Nicholson, Louise Fletcher, William Redfield e outros.
Fingindo estar louco, prisioneiro é mandado para uma instituição para doentes mentais onde lidera uma rebelião.
| Dia 2, 19h30

BOB DYLAN – DON’T LOOK BACK
(EUA, 1967, 96 min). Dir.: D.A. Pennebaker.
O cantor e compositor Bob Dylan em sua consagrada turnê pela Inglaterra em 1965.
| Dia 5, 15h. Dia 15, 17h

O COMITÊ
(The Committee, EUA, 1968, 55 min). Dir.: Peter Sykes. Com Paul Jones, Tom Kempinski, Robert Lloyd e outros.
Parábola sobre o conformismo e o pensamento livre influenciado pelos questionamentos filosóficos do psiquiatra R. D. Laing e do dramaturgo Harold Pinter. Trilha sonora com a banda Pink Floyd e performance emblemática de The Crazy World of Arthur Brown.
| Dia 5, 17h. Dia 15, 15h

TAXI DRIVER
(EUA, 1976, 114 min). Dir.: Martin Scorsese. Com Robert De Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster e outros.
Em Nova Iorque, um veterano da Guerra do Vietnã ganha a vida como motorista de táxi, convivendo com situações perigosas, entre elas, a da adolescente que é obrigada a se prostituir.
| Dia 5, 19h30

SID & NANCY
(Inglaterra, 1986, 112 min). Dir.: Alex Cox. Com Gary Oldman, Chloe Webb, David Hayman e outros.
Baseado em fatos, o filme mostra os últimos meses de vida de Sid Vicious, integrante da banda punk inglesa “The Sex Pistols”, e seu romance alucinado com Nancy Spungen, regado a drogas e álcool.
| Dia 6, 15h. Dia 16, 17h

QUANTO MAIS IDIOTA MELHOR!
(Wayne’s World, EUA, 1992, 94 min). Dir.: Penelope Spheeris e Stephen Surjik. Com Mike Myers, Dana Carvey, Rob Lowe e outros.
Após atingirem a fama em um programa de televisão transmitido em cadeia nacional, dois ex-apresentadores de uma pequena TV a cabo se envolvem em várias confusões em decorrência desse sucesso.
| Dia 6, 17h. Dia 16, 15h

AINDA MUITO LOUCOS
(Still Crazy, Inglaterra, 1998, 95 min). Dir.: Brian Gibson. Com Stephen Rea, Billy Connolly, Jimmy Nail e outros.
Depois de extinta, uma antiga banda de rock se junta para retornar ao sucesso.
| Dia 7, 15h. Dia 19, 17h

BOTINADA! A ORIGEM DO PUNK NO BRASIL
(Brasil, 2006, 110 min). Dir.: Gastão Moreira.
Documentário sobre a origem do movimento punk no Brasil, sua primeira fase (1976/1984) e o paradeiro de seus protagonistas.
| Dia 7, 17h. Dia 19, 15h

O BEBÊ DE ROSEMARY
(Rosemary’s Baby, 1968, 136 min). Dir.: Roman Polanski. Com Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon e outros.
Jovens recém-casados se mudam para um prédio habitado por simpáticos inquilinos. Fatos sinistros começam a ocorrer depois que a mulher engravida.
| Dia 7, 19h30

NEVERMIND
(EUA, 2005, 75 min). Dir.: Bob Smeaton.
Documentário que relata a trajetória do Nirvana, da assinatura do seu primeiro contrato com o selo independente Sub Pop até a gravação do álbum “Nevermind”.
| Dia 8, 15h. Dia 20, 17h

CONTROL
(Reino Unido/EUA, 2007, 121 min). Dir.: Anton Corbijn. Com Sam Riley, Samantha Morton, Craig Parkinson e outros.
Cinebiografia de Ian Curtis, vocalista da banda de rock Joy Division.
| Dia 8, 17h. Dia 20, 15h

CARRIE – A ESTRANHA
(Carrie, EUA, 1976, 98 min). Dir.: Brian De Palma. Com Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving e outros.
Rejeitada na escola e alvo de chacota dos colegas, adolescente com poderes cinéticos protagoniza uma terrível vingança depois de ser humilhada durante o baile de formatura.
| Dia 8, 19h30

TOMMY – O FILME
(Tommy, EUA, 1975, 111 min). Dir.: Ken Russell. Com Roger Daltrey, Ann-Margret, Oliver Reed e outros.
Ópera rock clássica com o grupo The Who sobre um rapaz cego, surdo e mudo, que se torna campeão de fliperama e uma espécie de messias.
| Dia 9, 15h. Dia 21, 17h

NÃO ESTOU LÁ
(I’m Not There: Suppositions on a Film Concerning Dylan, EUA, 2007, 129 min). Dir.: Todd Haynes. Com Christian Bale, Cate Blanchett, Richard Gere e outros.
Diversos atores interpretam o cantor Bob Dylan, ícone musical, poeta e porta-voz da geração dos anos 60.
| Dia 9, 17h. Dia 21, 15h

CANTANDO NA CHUVA
(Singin’ in the Rain, EUA, 1952, 102 min). Dir.: Stanley Donen e Gene Kelly. Com Gene Kelly, Donald OConnor, Debbie Reynolds e outros.
Durante a transição do cinema mudo para o falado, casal de atores consagrados se prepara para um novo desafio: estrelar um musical.
| Dia 9, 19h30

CAZUZA: O TEMPO NÃO PARA
(Brasil, 2004, 96 min). Dir.: Sandra Werneck e Walter Carvalho. Com Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Faria e outros.
Adaptação para o cinema da vida do cantor e compositor Cazuza. O filme mostra o garoto rebelde da classe média carioca, que se tornou compositor de sucesso dos anos 80, e morreu em julho de 1990, aos 32 anos, em decorrência da Aids.
| Dia 12, 15h. Dia 22, 17h

O MASSACRE DAS BARBYS
(Killer Barbys, Espanha, 1996, 93 min). Dir.: Jesus Franco. Com Santiago Segura, Mariangela Giordano, Aldo Sambrell e outros.
Ao ter o carro enguiçado em meio a uma estrada deserta, a banda de rock The Killer Barbys procura ajuda na mansão de uma condessa, sem saber que ela se alimenta de sangue humano.
| Dia 12, 17h. Dia 22, 15h

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM
(The Graduate, EUA, 1967, 101 min). Dir.: Mike Nichols. Com Dustin Hoffman, Anne Bancroft, Katharine Ross e outros.
Indeciso quanto ao futuro, rapaz recém-formado se deixa seduzir por uma mulher mais velha, mas, na realidade, está interessado na filha dela.
| Dia 12, 19h30

SEM DESTINO
(Easy Rider, EUA, 1969, 95 min). Dir.: Dennis Hopper. Com Peter Fonda, Dennis Hopper, Jack Nicholson e outros.
Dois motoqueiros viajam através do sul e sudoeste dos EUA com o objetivo de alcançar a tão desejada liberdade.
| Dia 13, 19h30

OS GAROTOS PERDIDOS
(The Lost Boys, EUA, 1987, 97 min). Dir.: Joel Schumacher. Com Jason Patric, Corey Haim, Dianne Wiest e outros.
Dois jovens irmãos se mudam para uma cidadezinha na Califórnia. Lá, um deles se envolve com um grupo de amigos dispostos a transformá-lo em vampiro.
| Dia 14, 19h30

KILL BILL: VOLUME 1
(EUA, 2003, 111 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Uma Thurman, David Carradine, Lucy Liu e outros.
Ao voltar do coma, a ex-noiva do chefe de um grupo de assassinas decide se vingar de todos aqueles que tramaram contra ela.
| Dia 15, 19h30

KILL BILL: VOLUME 2
(EUA, 2004, 134 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Uma Thurman, David Carradine, Sonny Chiba e outros.
Sequência do filme sobre a assassina que decidiu se vingar daqueles que tentaram matá-la.
| Dia 16, 19h30

PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA
(Pulp Fiction, EUA, 1994, 154 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e outros.
Três histórias interligadas seguem as desventuras de dois assassinos, entre elas, a da insinuante mulher do patrão deles e a de um boxeador em fuga.
| Dia 19, 19h30

QUANDO AS METRALHADORAS COSPEM
(Bugsy Malone, EUA, 1976, 88 min). Dir.: Alan Parker. Com Scott Baio, Florrie Dugger, Jodie Foster e outros.
O cenário é o enlouquecido mundo musical da Nova Iorque dos anos 20. Nele, Bugsy Malone e Tallulah são protagonistas de uma guerra entre duas gangues pela posse de uma arma.
| Dia 20, 19h30

MIDNIGHT COWBOY – PERDIDOS NA NOITE
(Midnight Cowboy, EUA, 1969, 113 min). Dir.: John Schlesinger. Com Dustin Hoffman, Jon Voight, Sylvia Miles e outros.
Caubói texano ingênuo tenta ganhar a vida em Nova Iorque prostituindo-se com mulheres. Ao se tornar amigo de um marginal, descobre a face cruel da vida.
| Dia 21, 19h30

CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU
(Close Encounters of the Third Kind, EUA, 1977, 137 min). Dir.: Steven Spielberg. Com Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri Garr e outros.
Chefe de família tem o impulso de procurar por uma montanha onde deve pousar uma nave com alienígenas. Como ele, outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o mesmo local.
| Dia 22, 19h30

WOODSTOCK – 3 DIAS DE PAZ, AMOR E MÚSICA
(Woodstock, EUA, 1970, 224 min). Dir.: Michael Wadleigh.
Documentário sobre o célebre Festival de Woodstock, realizado em uma fazenda nos EUA, em agosto de 1969. O evento reuniu grandes nomes do rock, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Joe Cocker, e atraiu milhares de jovens.
| Dia 23, 15h

APOCALYPSE NOW
(EUA, 1979, 155 min). Dir.: Francis Ford Coppola. Com Martin Sheen, Sam Bottoms, Marlon Brando e outros.
Esgotado pela Guerra do Vietnã, um capitão é mandado de volta à selva para encontrar e matar um coronel que teria enlouquecido e montado um exército próprio.
Dia 23, 19h30

Cine Olido: av. São João, 473, São Paulo

Banda britânica Yuck faz show curto e fofo em São Paulo; veja como foi

22/06/2011

por | Cultura Pop

Texto e fotos Juliana Knobel

yuckshow_012Palquinho fofo da apresentação do Yuck

A banda inglesa Yuck, uma das mais hypadas do momento, se apresentou na terça-feira (21.06), em São Paulo, em um evento da Puma para convidados. Formado pelos amigos Daniel, Mariko, Jonny e Max, o grupo já é super comentando em sites e blogs especializados, mas ainda tem uma carreira muito curta e não são tão conhecidos por aqui. Muito bacana a iniciativa da marca apostar em uma banda relativamente nova para trazer ao Brasil, pena que o evento era fechado.

Em um show curto, com menos de uma hora de duração, o grupo tocou algumas faixas do seu primeiro e único disco, que leva o nome do grupo, além da faixa “Milkshake”, o “segundo lado A” do single “Shook Down”.

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A festa aconteceu no União Fraterna, no bairro da Lapa, geralmente usado para bailes da terceira idade. Apesar do forte calor (o guitarrista Max Bloom chegou a comentar que essa foi a primeira vez em que ele precisou usar uma toalha para secar o rosto durante um show), grande parte do público assistiu animada a apresentação, pedindo músicas para a banda e cantando junto, especialmente em faixas como “The Wall” e “Get Away”.

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Superstar da música, Moby agora mostra ao mundo suas fotografias

moby_photodestroyed“Eu estava no aeroporto de La Guardia, andando neste particularmente longo corredor, desolado, e o monitor apenas piscava a palavra “destruído”. Naquele momento, parecia resumir os últimos 20 anos da minha vida” ©Moby/Reprodução

Nem só de música vive um músico. Prova disso é Moby (nascido Richard Melville Hall), que está lançando seu nono álbum de estúdio, chamado “Destroyed”, e em conjunto publica seu primeiro livro de fotografia, também chamado “Destroyed”. Nele, encontram-se fotos que justapõe barulho e silêncio, inércia e movimento. As fotos são resultado de anos de cliques, durante toda a sua carreira como músico, e não de uma insatisfação do artista com a música, como geralmente acontece.

+ Veja o clipe de Honey, um dos hits de Moby

“Ambos [a música e a fotografia] são frutos de eu estar em turnê, mas com a fotografia eu queria mostrar a estranheza alienígena de se estar em turnê. Há tantos livros e ensaios fotográficos de bandas de rock em turnê fazendo coisas glamourosas de bandas de rock, e mesmo esse livro sendo o de um músico em turnê, eu queria que fosse o oposto de tudo isso, e mostrar de forma  realista como é minha experiência de verdade e a estranha justaposição de estar com um público de 50.000 pessoas e ir para um camarim totalmente desolado e vazio”, contou ele em uma entrevista para a Dazed & Digital.

moby_photos2©Moby/Reprodução

Moby começou a fotografar aos 10 anos de idade – praticamente ao mesmo tempo em que começou a fazer música – porque seu tio, que havia sido fotógrafo do “New York Times”, tinha muito equipamento que não estava sendo usado e  deu ao sobrinho. “Como algumas câmeras de filme antigo e um ampliador Omega D2 que ele não estava usando, então eu comecei a fotografar e a revelar as fotos, e a trabalhar como assistente de fotografia quando eu era bem novo”, explicou Moby.

Embora a experiência como fotógrafo seja longa, é bastante recente a ideia de lançar um livro, que veio após ele mostrar algumas de suas fotos a amigos artistas que o encorajaram. “Acho que eu nunca me senti confortável em me chamar de fotógrafo, mesmo que eu tenho feito isso há mais de 35 anos, porque meu tio era um fotógrafo muito bom e seus amigos eram fotógrafos comerciais bem sucedidos, então eu sentia que jamais poderia competir com eles”.

moby_photo1Los Angeles: “Eu tenho esse fascínio estranho com o artificial, ambientes feitos pelo homem, onde até mesmo os materiais são não-orgânicos. Hoje praticamente conquistamos a natureza e estamos tão bio-fóbico que criamos ambientes onde a vida não pode existir. Este é um deles” ©Moby/Reprodução

O músico explicou que sua arte provém da busca de representar como o mundo está ficando mais estranho e mais bonito, e criticou a mídia que faz com que as pessoas só vejam as coisas ruins acontecendo no mundo. “Eu percebi isso há uns 25 anos, em 1987/88, quando Nova York estava no meio de uma epidemia de crack e de AIDS e o crime era galopante, e a capa do New York Post dizia “New York Capital Assassinada” ou algo assim e o artigo fazia Nova York parecer o lugar mais cruel, sanguinário e bárbaro, mas enquanto eu lia o artigo, eu estava no metrô, e eu olhei a minha volta e ele estava cheio de pessoas normais fazendo coisas normais e eu percebi de repente que a mídia não representa necessariamente as coisas como elas são [...]. Há muitas coisas ruins acontecendo no mundo, mas as coisas ruins são dramáticas e recebem muita atenção da mídia e as coisas boas tendem a serem esquecidas”.

E o lado fotógrafo de Moby não pretende descansar: “Enquanto o mundo continuar a ser estranho e interessante, eu continuarei a fotografar isso. Eu acho que existem dois tipos de fotógrafos, aqueles que querem documentar o mundo e aqueles que querem criar seu próprio mundo. Eu estou mais interessado em documentar o mundo e apresentar para as pessoas uma questão. Isso faz algum sentido pra você?”.

moby_photos3Paris: “Eu tive uma insônia terrível naquela noite. Saí para a varanda do meu quarto de hotel e havia um pátio que foi iluminado por uma luz azul. Parecia frio, e parecia refletir minha miséria, mas tinha esta beleza de outro mundo nele” ©Moby/Reprodução

Entenda (e ouça) o hype em torno da banda Yuck, que toca em SP

21/06/2011

por | Cultura Pop

yuck

Yuck, em inglês, é uma exclamação de desagrado, segundo o dicionário Michaelis. Mas a banda Yuck não tem nada disso, muito ao contrário. Eles tocaram recentemente no festival SXSW, em Austin, Texas, e seu som à la Sonic Youth tem chamado bastante a atenção e o grupo já está em uma daquelas turnês gigantes pelos EUA e, em seguida, pela Europa. Eles tocam nesta terça em SP no Puma Social Club, evento fechado e para vencedores de promoções.

Aliás, não só o som, mas o visual da banda é bem daqueles que logo, logo vira um “statement fashion”, com destaque para o franjão no olho da baixista Mariko e o black power do baterista Jonny. O quinteto é formado também pelo vocalista e guitarrista Daniel, sua irmã, a backing vocal Ilana,  e o guitarrista Max.

Daniel e Max eram da banda Cajun Dance Party, que chegou a fazer um certo sucesso, mas depois se separou. E há pouco eles se juntaram novamente para montar o Yuck e viraram a nova promessa da música. Por quanto tempo a gente não sabe, mas o primeiro album, “Yuck” já está em todas aquelas listas dos melhores do ano, e isso porque estamos apenas em março.

yuck

O som é gostoso de ouvir e isso já é suficiente nos dias de hoje, em que tanta coisa aparece a cada minuto – grande parte descartável. Os meninos não ficam procurando ser a coisa mais nova deste segundo. Na verdade, sua maior referência é a sonoridade dos anos 90 e seu trabalho é bem calcado nisso, com influências de Sonic Youth e Dinosaur Jr. O Yuck faz parte de um estilo que foi chamado de “shoegazing” pelo “NME” e pela “Melody Maker”, uma das publicações de música mais respeitadas e lidas dos anos 80. Shoegaze virou sinônimo de uma vertente do indierock para as bandas que faziam um sonzaço, com muita guitarra e vocais etéreos e melódicos, mas não se mexiam muito no palco (shoe gaze = ficar parado olhando para baixo, para os sapatos). E nisso, o vocal de Ilana ajuda bastante. Enfim, escutem e depois contem pra gente o que acharam.

Aguarde amanhã fotos e notícias sobre o show!

“Estou contente de estar nesse barato”, diz Carlinhos Brown

16/06/2011

por | Gente

IMG_7635©Felipe Abe

No SPFW para a apresentação de sua coleção de óculos feita em parceria com a Chilli Beans, Carlinhos Brown assistiu ao desfile da marca Maria Bonita e falou com o FFW sobre moda, seu projeto de lançar uma grife e ainda deu uma notícia quente, em primeira mão. Olha só:

Qual sua relação com a moda?

Acho que vestir é desnudar-se para o outro. Já que, por questões morais, a gente tem que estar vestido, ou por questões climáticas tipo ‘tá frio, tá quente’, você tem o comportamento de vestir. Mas há um tom de generosidade, porque você está vestindo o que o outro fez pra você. Então, geralmente, o músico toca pra quem faz sapato, o quem faz sapato faz sapato pra quem joga futebol, e ele vai assistir, então o que é a moda senão um serviço importante? Um comportamento de formação de cidadania. Porque eu me visto bem, fulano se veste bem? No interesse de você ficar sempre bem para o outro.

Acho que o SPFW tem esse respaldo de que todo mundo aqui se conhece, mas não é uma panela, é aberto para todos, e a gente termina se encontrando com quem tá a fim de ver as coisas melhores no dia a dia do mundo. O Caio (da Chilli Beans) me trouxe aqui hoje, ele organizou uma história junto com Herchcovitch, Isabela Capeto e Ronaldo Fraga porque a gente desenvolveu uma coleção de óculos. Tô lançando três hoje, mas são nove no total. E eu fiquei muito contente de estar nesse barato. Contente de estar no Brasil por esse caminho, eu que adoro diversidade, e acho uma palavra bem colocada para o momento pra quem realmente é criativo.

Você vai lançar uma marca sua, é isso?

Eu acho que é o momento propício, e bem peculiar no mundo da arte. Descobri a pintura na minha vida, e acho que a questão visual sempre foi forte pra mim, e eu quero sim dar minha opinião na moda e eu quero interferir. Na verdade eu chamo a marca que eu tô desenvolvendo com mais dois estilistas, uma grife que chama “Laiálaiá”, mas associado a isso eu quero fazer um adendo que chama “Figurino Perturbado”, eu gostaria de entortar com elegância alguns estilos. Como eu fiz aqui com o [Giorgio] Armani.

IMG_7639“Começando pelos pés: sandália do nordestino Jailson Marcos, a calça de outro grande nome que admiro, o cara da Osklen; a camiseta é do Laiálaiá; o casaco é Giorgio Armani; o colar é de uma coleção exclusiva minha para a H.Stern, que não foi vendida; a figa é de camelô e esse Santo Antônio do Seculo XVIII, preso num fio de telefone” ©Felipe Abe

Você viu algum desfile nesse SPFW?

Vi Maria Bonita.

Gostou?

Amei, amei, amei. Sabe que eu tenho uma curiosidade com ela porque ela faz uma roupa que é feminina, mas é unissex, e eu adoro pegar uma peça, que combine comigo, claro, e que seja feminina, que parece que você roubou da namorada. Acho isso o máximo.

E a trilha sonora de “Rio”?

Foi inscrita ao Oscar para concorrer, fiquei sabendo há pouco tempo.

Como foi fazer esse trabalho?

Musicalmente, nenhuma dificuldade, porque fui convidado pelo Carlos Saldanha, esse gênio, e por Sergio Mendes, um cara com quem eu já trabalho há uns 20 anos, e ao lado de John Powell, que é o mago da trilha sonora. Juntos produzimos essa trilha, que surtiu um efeito enorme. Sergio trouxe Siedah Garrett para escrever as letras em inglês, ou seja, versionar, porque eu já tinha escrito as letras em português, fizemos coisas juntos, né. Fiquei muito contente em ter escrito o estandarte do filme, que é a música romântica, não só tocar percussão, porque é uma antítese do percursionista tocar um melódico suave. E eu canto na versão em português e o Jamie Foxx canta na versão em inglês, isso realmente somou bastante.

Agora a menina dos meus olhos de trilha sonora é “Capitães da Areia”, que sai no segundo semestre, filme da Cecilia Amado. É uma grande coincidência que é o centenário de Seu Jorge [Amado] e de Carybé, e nessa coisa de cinema eu tô muito contente, também participei da trilha sonora de “Velozes e Furiosos 4″.

Qual sua música preferida da trilha sonora de Rio?

Ah, com certeza é “Ararinha”!

Ararinha – Carlinhos Brown (versão em português de Fly Love)

Nova geração de promoters fala sobre o que é quente em 2011

O WGSN fez o perfil dos cinco nomes mais jovens e mais quentes dos clubes noturnos de Londres, São Paulo, Seul, Tóquio e Los Angeles, e eles falaram sobre música, festas, como usam as redes sociais e o que é quente para 2011.

Toby Bull – LONDRES

bull©Reprodução WGSN

Na tenra idade de 18 anos, Toby Bull faz parte da mais nova geração de produtores musicais e promoters de Londres, e também é um dos mais influentes. Ele começou promovendo shows de bandas como Rolo Tomassi, The King Blues, Sam Isaac, : ( e Zombina & the Skeletones, e hoje comanda a Tender Age, que abrange uma balada, um blog e uma gravadora. Bull, que está terminando sua preparação para ir à universidade, no próximo ano, também cuida das bandas Beat Connection e D/R/U/G/S.

“[Eu fiz isso] pela mesma razão de quase todo mundo, eu acho: crescendo no meio do nada sem acesso a shows de boas bandas. Tendo passado tempo com o meu irmão em lugares abandonados e centros sociais de Londres, essa ausência se tornou óbvia demais para mim. Na época que eu tinha 14 anos, comecei a promover alguns shows. Uma vez que eu aprendi a postura dos negócios – com agentes e gerenciamento e todo o resto – ser tão jovem deixou de ser uma armadilha e ninguém reparou mais nisso”.

Tender Age também comanda o “Happiest Place on Earth” (em português, “Lugar mais feliz do mundo”), um espaço de eventos. “É tanto uma boate quanto um espaço de shows – depende de como estou me sentindo – para novas coisas que eu estou ouvindo e gostando muito”, disse Bull.

Sobre as redes sociais:

“Música é essencialmente sobre comunicação, e aceitar e se envolver com a modernidade é o único jeito de ir pra frente. Se você rejeita as redes sociais, você ainda comunica alguma coisa, mas eu acho que você está sendo nostálgico… Myspace surgiu e já morreu, Facebook existe há bastante tempo e Twitter é a verbalização de coisas que você pensa e nunca diz. [Perfis nas redes sociais] são praticamente parte das pessoas.”

Dicas de festivais e clubes de 2011:

“Para festivais, tudo acontece no Melt, Midi, Lounge on the Farm e Land of Kings. Eu amo o que “Aka Aka Roar” está fazendo em Brighton, e esse novo clube The Tube tem apostado em ótimas coisas. Star of Kings é um novo grande nome, e Corsica Studios tem um ótimas coisas para dançar, e um sistema de som de enlouquecer. Eu também gosto de Dalston Superstore e The Alibi também tem seu charme. Também em Brighton (ou Melhor subúrbio de Londres), mas Green Door Store é fenomenal. Público perfeito, programação perfeita e um reluzente, maravilhoso e agradável local”.

O que ouvir em 2011:

“Eu acho os “Night Angles” incríveis – eles vão lançar um disco-odisséia de 10 minutos que eu quero como trilha sonora desse outono e inverno, quando o sol morre e noites frias tomam conta. Eu acho que Arthur Beatrice vai dominar o mundo até o fim de 2012. Eles são esses quatro jovens surpreendentes das redondezas de Londres que ficam incrivelmente bem colocados juntos, com suas composições fortes e partes sutis… tipo Phil Collins em uma viagem bizarra pelo Reino Unido. Meus garotos “D/R/U/G/S” e “Beat Connection”estão arrasando também – é um fato, mas eles ainda têm umas coisas ótimas para serem lançadas”.

+ Ouça “Beat Connection”

Lais Pattak – SÃO PAULO

lais©Reprodução WGSN

Lais Pattak, 23, é uma promoter de clubes e festas do Brasil. Ela comanda a “Killing the Dance”, uma festa temática no Clube Glória, em São Paulo, toda terceira sexta-feira do mês. Pattak é também uma das DJs residentes, ao lado da drag-queen DJ Ginger Hot e Jorge Wakabara, editor chefe do site lilianpacce.com.br.

“Eu ia a muitas festas diferentes, mas sempre sentia falta de alguma coisa nelas. Então depois de pensar bastante, aos 19 anos, decidi ir atrás disso, correr alguns riscos e criar minha própria festa. Isso foi há quatro anos.”

Pattak estudou comunicação social, rádio e TV na Universidade, mas sempre viveu em São Paulo e desenvolveu uma rede de contatos com o passar dos anos. Ela vive nas redes sociais e é famosa na noite de São Paulo por seu estilo pessoal e seus enfeites de cabelo, assim como por suas festas lotadas.

Sobre as redes-sociais:

Eu sempre digo que minhas festas são festas de Facebook – hoje em dia, quando alguém está procurando por algum lugar para ir, é o primeiro lugar que elas procuram. No Twitter, uma das minhas festas ficou em segundo lugar nos “Trending Topics” do Brasil – isso é muito importante para o meu trabalho.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

Planeta Terra em novembro será bombástico – é um grande festival com mais de 20 artistas do mundo todo. Para clubes, tem que ser Clube Glória e Funhouse.

Jo and Dan – TÓQUIO

toquio©Reprodução WGSN

Jo e Dan começaram como promoters de clubes, antes de decidirem que queriam animar as coisas na Semana de Moda de Tóquio. Tendo promovido várias festas de outras pessoas antes, a dupla decidiu que eles tinham contatos suficientes para lançar uma deles mesmos. Eles acabaram sendo escolhidos para organizar a festa de encerramento da Semana de Moda do Japão.

“Quando começamos a fazer os eventos “Tokyo Dandy”, Tóquio era realmente dividida em gêneros. Mesmo na Trump e La Fabrique (casas noturnas da cidade) era uma noite sem fim de techno. Nós nos certificamos que em nosso line-up houvesse eletrônica, techno, rock, hip hop, pop e K-Pop – uma grande mistura.

Jo e Dan explicaram que em Tóquio os clubes em si são tão importantes, como em outras cidades, dizendo: “Tudo depende do evento, ou dos organizadores, ou de uma festa em particular. Entretanto, nós preferimos Trump Room e Le Baron para nossas festas porque eles representam o underground e a moda de rua (Trump), e a moda mais madura e sofisticada (Le Baron), já que são ambas que fazem a Tokyo Dandy”.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

“Fuji Rock é o melhor festival graças a sua localização nas montanhas japonesas – as performances são quase secundárias devido ao cenário incrível. Há bastante barulho sobre o Big Beach Festival esse ano, também. O futuro dos clubes em Tóquio é difícil de prever por causa do terremoto. Nessa primavera, as pessoas não sabem como reagir e com o verão se aproximando, haverá falta de eletricidade assim que todo mundo começar a usar seu o ar-condicionado. Dito isso, eu espero que isso contribua para maiores espaços abertos, mais atividades ao ar-livre, muitas horas na praia, que normalmente fecha às 21h, e mais coisas nos parques”.

O que ouvir em 2011:

“Trippple Nippples é um dos únicos grupos que estiveram “na cena” nos últimos anos. Há também uma nova geração de jovens DJ’s japoneses chegando, que estão fazendo suas próprias coisas, o que é ótimo. Nosso cenário pode ser pequeno, mas nos grandes clubes é sempre a mesma coisa de sempre, com grandes nomes tipo Ken Ishi, Dex Pistols e Shinichi Osawa”.

Daehyun Kim – SEUL

seul©Reprodução WGSN

Daehyun Kim é chave criativa na cena indie local de Seul, mas também promove bandas da Upper Music Label, DJ’s e festas pós-shows e ainda toca em sua própria banda, Wagwak. Desde seu primeiro passo na cena musical alguns anos atrás, ele diz que a música em Seul cresceu significativamente, com pessoas fazendo mais festas indies e noites de bandas.

“Eu planejo continuar trabalhando para construir um melhor cenário para a música indie em Seul. Eu amo encontrar novas e promissoras bandas, então eu estou sempre procurando por música nova e minha playlist no iPod está sempre mudando. Neste momento eu estou gostando de bandas lo-fi”.

“Eu faço meus shows e eu quero que mais pessoas venham a eles, então eu pensei que se pudesse fazer shows mais baratos com muitas bandas boas, então funcionaria!”.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

Há alguns festivais de verão chegando, mas eu sou todo sobre Jisan Rock Festival, que é o maior de todos na Coreia.

Daniel Boyd Barrett – LOS ANGELES

la©Reprodução WGSN

Com 23 anos, Daniel Boyd Barrett mora em Los Angeles e descreve a si mesmo como um “obcecado por música”. Boyd Barret começou como promoter e na discotecagem por ser um ávido colecionador de discos. “Eu tinha todas essas músicas em minhas mãos que eu queria tocar para as pessoas e todos os meus amigos pareciam gostar. Eu também iniciei um blog de música com um número de razoável de leitores, o que alimentou ainda mais minha obsessão por música”.

Boyd Barrett comanda uma festa mensal na 3Clubs, em Hollywood, e construiu uma reputação como DJ e promoter.

“Eu coleciono todo tipo de música. Nunca me restringi a um ou dois gêneros – eu não acho que ninguém que realmente ama música faria isso. Meus atuais gêneros favoritos seriam Tropicália, luk thung, freakbeat/psychedelic/garage internacional e Anatolian rock. Eu também amo as compilações do Sublime Frequencies, Soundway e Numero Group”.

“Eu amo usar projetores. Eu acho que o final dos 60 e o começo dos 70 foram tão legais, em parte por razões não musicais – havia uma nova geração cultural. LSD, projeções alucinantes, música freakbeat, roupas coloridas, política e a auto exploração”.

Sobre as redes sociais:

“Facebook e Twitter são muito importantes. Você pode literalmente chamar milhares de pessoas para irem a sua festa – quer dizer, isso é enorme! Eu também uso “Soundcloud” para que as pessoas possam escutar exatamente o tipo de música que será discotecada e ter certeza que é o tipo de coisa que elas gostam”.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

“Eu realmente gosto de El Cid para noites comuns como Nomerica e Rhonda. 3Clubs e Black Boar para uma atmosfera cool e música interessante. The Echo para bons shows grátis e Party Time Punks aos domingos. The Smell para super ações de DIY. Wombleton Records de vez em quando às quintas-feiras (é a melhor loja de discos de LA, de longe). Eu acho que o novo bar para se estar é Harvard & Stone – tem um design incrível, é muito convidativo e tudo mundo parece estar amando. Eu definitivamente estarei discotecando lá em algum momento. Para festivais nos EUA, tudo o que você precisa é SXSW. Outro tão bom quanto, FYF Fest”.

O que ouvir em 2011:

“Food Pyramid, Terry Malts, Folakazoid, John Maus, Moon Duo, Purling Hiss, Belong, NoJoy, Craft Spells, Tyler the Creator, Dirty Beaches, the Soft Moon e Tearist”.

+ Ouça “Craft Spells”

Punk, pop e humor do Hunx and His Punx conquista blogosfera e povo da moda

13/05/2011

por | Cultura Pop

por Sergio Amaral

HX1O clã do Hunx and His Punks, hype na blogosfera e entre o povo da moda ©Reprodução

Misturando elementos do punk rock e clichês de pop chiclete, com uma boa dose de bom humor e deboche gay, o Hunx and His Punx é a mais nova banda alternativa a ganhar projeção na blogosfera (e na moda; eles fotografaram um ensaio para a “Vogue” Itália) com seu recém-lançado álbum de estreia, “Too Young To Be In Love”.

Originais de São Francisco, este quinteto é formado pelo vocalista Seth Bogart, o Hunx, e suas “punkettes” Shannon Shaw (baixista), Michelle Santamaria (guitarrista), Erin Emsli (baterista) e Amy Blaustein (pela guitarrista e tecladista).

O som é uma improvável mistura que dá certo: arranjos trashy com guitarras barulhentas, melodias ingênuas dos anos 50/60, letras autobiográficas e vocais simples. Lembra Ramones, The Ronettes, Martha Reeves and The Vandellas, Blondie… A pegada é punk e pop (mais uma improbabilidade deles).

As mais legais do álbum: “Lovers Lane”, “He’s Coming Back”, “The Curse of Being Young” e “Bad Boy” (o clipe tosco, gravado em VHS, é simplesmente sensacional! Confira logo mais abaixo) . Assista e ouça nos players e faça o download de “Lovers Lane” e “Too Young To Be In Love” no site do selo da banda, o Hardly Art. :-)

Hunx and His Punx – “Lovers Lane”

Hunx and His Punx – “He’s Coming Back”

Hunx and His Punx – “Bad Boy”

HX_LPA capa do album de estreia do grupo de São Francisco ©Reprodução

Clã da Colette sugere um paraíso musical na sua compilação “Secret Island”

12/05/2011

por | Cultura Pop

por Sergio Amaral

COLETTE_secret_island1A capa do “Colette Secret Island”, mais nova compilação da Colette ©Reprodução

As temperaturas sobem com o verão do Hemisfério Norte se aproximando. E nas ondas da estação mais quente do ano a boutique Colette lança mais uma de suas novas coletâneas, a “Colette Secret Island”.

Sol, mar, tranquilidade e águas quentes dão o tom da trilha, criada pelo DJ Clément para uma ilha paradisíaca, deserta e perdida no meio do Pacífico. Quem não gosta, não é mesmo?

A seleção, bastante autoral, foge dos clichês mais óbvios de verão, investindo em músicas que desafiam rótulos convencionais e misturam elementos e climas variados. House encontra electro, com indie, chanson, música étnica, instrumental, havaiana e por aí vai.

Entre os destaques, “Sur La Planche”, do La Femme, uma surf music de sotaque francês; e a suave “Before I’m Done”, do projeto Toro Y Moi (já viu a entrevista com ele?).

Outros bons momentos: “Kalimpung a Kalimku”, do projeto Morane, com guitarras distorcidas combinadas a percussão de ritmo afro, “Touchy Touchy”, do Wildcookie, momento fofo, com vocais de soul e arranjo com pianinho dedilhado; e a espacial “Forever Dolphin Love (Erol Alkan Remix)”, de Connan Mockasin.

La Femme – “Sur La Planche”

Connan Mockasin – “Forever Dolphin Love (Erol Alkan Remix)”

Wildcookie – “Touchy, Touchy”

Moby ressurge em projeto multimídia com álbum, livro e ação no Instagram

12/05/2011

por | Cultura Pop

por Sergio Amaral

moby1DJ e produtor, Moby lança seu projeto “Destroyed”, misturando música e fotografia ©Reprodução

Um dos pilares da música eletrônica dos anos 90, Moby está de volta à cena (para usar um termo da época) com o projeto “Destroyed”, que se desdobra em álbum, livro/ exposição itinerante de fotos e ação online no site destroyed.moby.com, onde pretende reunir fotos de várias localidades do planeta às 2h da manhã (para participar é só postar no Instagram com a identificação #destroyed.

Insônia, solidão e a pequenez do indivíduo diante do mundo e da natureza, temas e emoções recorrentes no trabalho do músico, dão o tom do disco em faixas atmosféricas e viajandonas, como “The Low Hum”, “Be The One” e “The Broken Places” e “Rockets”.

“Não durmo muito bem quando viajo. E como resultado tenho a tendência de estar acordado quando todo mundo está dormindo. E daí que o álbum e as fotos que o acompanham surgem”, explica. “[O álbum] foi basicamente composto nas madrugadas quando me sentia a única pessoa acordada (ou viva), uma trilha para cidades vazias às 2h”, completa.

Um contraponto mais sombrio, rocker e barulhento (antes de ser conquistado pelos sintetizadores, Moby tinha uma banda de punk e hardcore) fica mais evidente na segunda metade do álbum, em músicas como “After” e “Blue Moon”.

Uma seleção de fotos feitas durante suas viagens em turnê completa o pacote. De Melbourne a Porto Alegre, passando ainda por Sumatra, Lituânia, Espanha, Rússia, EUA e Inglaterra,  o músico, que tem a fotografia como hobbie há mais de uma década, registra salas de embarque, quartos de hotel, clubes noturnos, plateias em êxtase, desertos, nuvens, céu e mar… Bem Moby.

Destroyed by thelittleidiot

Famosa por antecipar hits, nova coletânea da Kitsuné chega às lojas neste mês

09/05/2011

por | Cultura Pop

por Sergio Amaral

kitsune1A capa da nova edição da coletânea “Maison Kitsuné”, que costuma revelar novos hits das pistas e festivais ©Reprodução

Responsável por algumas das mais descoladas novidades da música e da moda nestas primeiras décadas dos anos 2000, o núcleo francês Kitsuné lança na próxima segunda (16.05) sua mais recente coletânea, a “Maison Kitsuné 11”, com uma nova safra de possíveis hits das pistas e festivais deste ano.

São 16 faixas de uma seleção que foca em músicas de vocação indie e dance e nomes ainda pouco conhecidos, como Housse De Racket, Is Tropical, Creep e Nightbox. Uma amostra das apostas da coletânea está disponível no minimix do DJ Jerry Bouthier disponibilizado para download grátis no kitsune.fr (pegue um atalho direto por aqui…).

Vale lembrar que foi em edições passadas desta mesma compilação que foram projetados nomes como Yelle, Digitalism, Florrie, Two Door Cinema Club, La Roux, Simian Mobile Disco, The Gossip, DatA, Friendly Fires e tantos outros que as pistas consagraram meses ou anos depois.

Confira o playlist da “Maison Kistuné 11” abaixo

1. “Let’s Go All The Way” (Early Version)
2. Alexander Dexter Jones – “Phantastic Phone Call”
3. Housse De Racket – “Roman”
4. Polarsets: “Sunshine Eyes”
5. Gallops: “Miami Spider (Ponciau edit)”
6. Cosmonaut: “Say What You Want”
7. Creep – “Days (Azari & III Remix)”
8. Is Tropical – “The Greeks”
9. Peter & The Magician – “Twist”
10. The Touch – “Sermon”
11. Logo x Icona Pop – “Luvsick”
12. Beat Connection – “Silver Screen”
13. Nightbox – “Pyramid”
14. Guards – “Resolution Of One”
15. Fiction – “Big Things”
16. Exotica – “Conte d’Eté (Afrofunk Version)”

Conheça Adele, a diva dos dias de hoje que alcançou os Beatles

adele_abreAdele ©Lauren Dukoff

Ela tem apenas 22 anos e possui um recorde que só os Beatles já alcançaram: tem dois discos e dois singles no Top Five UK. Essa é Adele Adkins, nascida em Londres, dona de uma voz poderosa e um estilo soul à la Motown, que lançou seu primeiro álbum em 2008, chamado “19”, e o segundo neste ano, intitulado “21″. O álbum, inclusive, foi diretamente para o número 1 da US Billboard, desbancando Justin Bieber. A boa música agradece.

adele_revistasNa capa da revista inglesa “The Gentlewoman”, edição do Verão 2011, e na bíblia da música, “Billboard”, em fevereiro ©Reprodução

A cantora tem a crítica especializada a seus pés, e foi a primeira a ganhar o prêmio Critics’ Choice do BRIT Awards, onde executou a música “Someone Like You” acompanhada apenas de um piano. O vídeo no Youtube teve até agora mais de 10 milhões de visualizações, que comprova o que foi dito por James Corden, apresentador do prêmio, logo após a performance: “Wow. Isso não foi incrível? Você pode ter todos os bailarinos, a pirotecnia, lasers, mas se você gosta de música, tudo o que você precisa é um piano. Incrível”.

Além da voz incrível, Adele canta sobre amores desiludidos de uma maneira que faz muito homem crescido chorar, e o faz com toda a sua alma. Em “Someone Like You”, ela escuta que seu antigo amor (a quem ela se refere como um velho amigo) encontrou uma garota, e está casado, mas ela ainda não o esqueceu. No refrão que machuca o mais duro dos corações, canta: “Não se preocupe, eu vou encontrar alguém como você. Não desejo nada além do melhor para você também. Não se esqueça de mim, eu imploro, e eu vou me lembrar de você dizer: ‘Às vezes o amor dura, mas às vezes fere em vez disso’”. Em “Rolling In The Deep”, a inglesa canta: “As cicatrizes do teu amor me fazem lembrar de nós, me fazem pensar que nós tínhamos quase tudo”. Recomenda-se uma caixa de lenços para um primeiro contato com suas canções.

Rolling In The Deep

Em uma entrevista ao “Telegraph”, Adele se diz sortuda, com o característico humor inglês, pelo seu último relacionamento. “Antes de conhecer o meu ex, eu estava em pânico, pensando sobre o que eu ia escrever no meu segundo álbum: quartos de hotel e milhas aéreas? Ninguém pode se identificar com isso. Então, eu tenho muita sorte que eu o conheci. E tenho sorte que nós terminamos, também”. Óbvio, principalmente pelo teor das letras, que no momento do rompimento Adele não se sentiu assim tão sortuda.

Não bastasse todo o talento, a cantora é charmosa até o ultimo fio de cabelo, tanto que o site de tendências WGSN fez um dossiê de seu estilo.

+ Confira na galeria:

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Gosta de música? Então não perca os documentários incríveis do In-Edit

03/05/2011

por | Cultura Pop

rolling-stones-gimme-shelterRolling Stones em cena de “Gimme Shelter” ©Divulgação

Já ouviu falar no In-Edit? O festival, muito legal, traz documentários musicais e já está na terceira edição em sua versão brasileira. A mostra já começou em São Paulo, na última quinta-feira (28.04) e segue até domingo (08.05). A partir desta sexta (06.05) é a vez do Rio de Janeiro receber o In-Edit Brasil.

O festival apresenta mais de 70 documentários sobre música, alguns imperdíveis. Além dos filmes, também fazem parte da programação shows, debates e oficinas.

Trailer de “Lemmy UK”, documentário sobre a banda Motorhead

O In-Edit Brasil também selecionou seis documentários musicais inéditos em circuitos comerciais para disputar o Circuito In-Edit de Festivais. Todos feitos por brasileiros, “Gretchen Filme Estrada”, “Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano”, “Sex Beatles – Memorabília”, “É Candeia”, “Sonora Rio Bahia” e “Tikimentary – Em Busca do Paraíso Perdido” são os filmes da competição.

Trailer de “Who Is Harry Nilsson (And Why Is Everybody Talkin’ About Him)?”, sobre o cantor americano favorito dos Beatles

Veja a programação completa no site oficial.

In-Edit Brasil

São Paulo
De 28 de abril a 08 de maio
Vários endereços
Entrada franca ou ingressos de R$ 1 a R$ 10

Rio de Janeiro
De 06 a 12 de maio
Vários endereços
Entrada franca ou ingressos a R$ 10

Vazou! Ouça o single da Beyoncé e saiba quem vai vestí-la no clipe

beyonce_abre©Reprodução

Vazou esta semana uma música inédita de Beyoncé, e tudo indica que é o single de seu novo CD, programado para sair em julho. A música é “Girls (Who Run The World)”, e fará parte do quarto álbum solo da cantora. Na letra da canção, Beyoncé fala sobre os domínios das mulheres no mundo, bem ao estilo girl power.

Clica para ouvir:

A música tem um sample de “Pon De Floor“, hit do Major Lazer, projeto colaborativo de Diplo e Switch, que estão produzindo para Beyoncé, o que garante uma sonoridade no mínimo diferente do que ela andava fazendo em seus trabalhos anteriores.

A cantora atualmente está gravando o clipe de um single misterioso (seria “Girls (Who Run The World)”?), e os fashionistas estão em polvorosa. Isso porque nas imagens de bastidores que circulam na internet, a cantora aparece usando Givenchy Couture, Roberto Cavalli e Alexander McQueen. Segundo o site “Necole Bitchie”, o tal clipe terá mais de 200 dançarinos afro-americanos e será dirigido por Francis Lawrence, que também fez o icônico “Bad Romance” de Lady GaGa, “Circus” de Britney Spears e “Cry me a River” de Justin Timberlake. Além de tudo isso, foram necessários nove coreógrafos para conseguir fazer a dança do vídeo, que aparentemente será bem difícil de reproduzir nas boates.

beyonce_jeancharlesBeyoncé de Castelbajac, coleção Verão 2010 ©Reprodução

Alguns clipes da diva são cheios de referências de moda, como em “Why Don’t You Love Me”, em que a cantora encarna a dona de casa dos anos 50, numa clara referência à Bettie Page e aos figurinos do seriado Mad Men. Já em “Telephone”, que gravou com Lady Gaga, Beyoncé veste Thierry Mugler e Jean Charles de Castelbajac.

dereonCampanha da marca Déreon, em que faz parceria com a mãe ©Reprodução

E atrelado ao trabalho de cantora, Beyoncé ainda possui uma marca de roupa, a “House of Deréon” — o nome da marca é uma homenagem a avó dela, Agnèz Deréon — , cujas peças são criações da cantora e de sua mãe, Tina Knowles. Óbvio que a cantora é garota propaganda da marca.

+ Confira na galeria os looks de seu novo clipe:

Clique e ouça duas faixas inéditas do Radiohead, lançadas nesta sexta

15/04/2011

por | Cultura Pop

thom©Divulgação

Se o álbum “King Of Limbs” não foi tão empolgante para os fãs do Radiohead, agora a banda os compensa com duas faixas inéditas, divulgadas nesta sexta-feira (15). “Supercollider” e “The Butcher” foram lançadas dentro do projeto “Record Store Day”, onde centenas de artistas lançam, simultaneamente, edições limitadas de álbuns, EPs e vinis para aquecer a circulação das lojas de discos na Europa e EUA — que estão ameaçadas de extinção, culpa do pequeno volume de vendas.

“Collider” é progressiva, tem quase sete minutos e melodia etérea (remetendo à guinada eletrônica no grupo em 2000, com o disco “Kid A”). Já “Butcher” é rítmica e pesada. Apesar da especulação da imprensa especializada, a banda diz que não planeja lançar uma “segunda metade” para seu disco mais recente.

Ouça no player abaixo:

“Supercollider”

“The Butcher”

CSS anuncia novo disco, gravadora e colaborações de peso

14/04/2011

por | Cultura Pop

cssCSS ©Reprodução

“La Liberacíon” é o nome do novo disco do CSS (conhecido por aqui como Cansei de Ser Sexy), que será lançado em agosto de 2011. A banda se desligou da SubPop, gravadora clássica (pense Nirvana) do rock americano e que lançou seu dois primeiros álbuns; “CSS”, de 2006, e “Donkey”, de 2010. Agora, integram o casting da v2 Music.

Liderado pela vocalista Luísa Lovefoxxx, o grupo toca neste fim-de-semana no festival Coachella. Depois, partem em uma turnê pelos EUA, com shows ao lado do grupo Sleigh Bells.

Em um release disparado para a imprensa, Lovefoxxx revela que o “Liberacíon” foi gravado em São Paulo. Foram anunciadas parcerias com Bob Gillespie, do Primal Scream, e a banda Ratatat. Muita expectativa se forma ao redor do lançamento — principalmente para quem lembra do sucesso estrondoso que o primeiro disco do grupo fez pela Europa e Estados Unidos. No auge dos new-ravers, a banda colecionou capas de revistas como a NME e Dazed And Confused — o que não aconteceu com “Donkey”, álbum cuja recepção foi morna pela imprensa especializada.