Como em todo grande setor, acabamos sempre esbarrando em notícias sobre casos de disputa de direitos autorais, acusações de plágio e outros assuntos em que os fashionistas não se animam muito em participar. Para discutir estes e outros temas foi criado um novo termo, o Fashion Law, cujo conceito já é bem conhecido no exterior, contando até com um curso específico na Fordham University em Nova York. A importância do assunto está presente em todas as fases da indústria da moda: desde a criação até a confecção, processos de importação e divulgação do produto. Pela primeira vez no Brasil, teremos um evento para tratar especificamente destes problemas.
Marcado para o dia 8 de dezembro, o 1º Seminário Brasileiro de Direito e Moda terá nove painéis, em que especialistas em direito irão abranger temas como burocracias durante importações, confecção, registros e patentes, direito da imagem, contratos, e-commerce e produtos piratas. O evento pretende atrair estudantes e profissionais da área de advocacia e, é claro, da moda, já que é essencial que se tenha conhecimento da legislação vigente para que o estilista saiba proteger seu nome e suas criações. Além disso, tal conhecimento ajuda o designer a não se tornar uma vítima de processos burocráticos que podem vir a prejudicar a marca, os produtos e consequentemente os consumidores. Apesar dos temas serem focados no setor da moda, são também de interesse geral para qualquer profissional da área criativa, como fotógrafos, designers gráficos , artistas, jornalistas e muitos outros.
Confira abaixo a programação do seminário:
8h00 Recepção e credenciamento
9h00 Abertura
9h20 A Moda fora da vitrine Palestrante: Carlos Magno Corrêa Gibrail • A transformação do conceito de Moda
• Comunicação através da Moda
• A Moda como indústria e negócio
10h10 A cadeia da Moda – do croqui às prateleiras Palestrante: Sara Matenauer Zutin
Diplomatizar Assessoria e Consultoria
• A relação entre o Direito e as etapas do ciclo produtivo
• Burocracias para confecção, exportação e importação de produtos
• Meios para evitar autuações e o que fazer quando elas ocorrerem
11h00 Intervalo
11h15 A proteção da criatividade – transforme suas idéias em um negócio lucrativo Palestrante: Paulo Mariano (Mariano, Prado & Associados)
• Necessidade de proteção através de registros e patentes
• Proteção como estratégia negocial
• Cuidados necessários para exportação
12h05 Desvendando os contratos no universo da moda Palestrante: Advogado Especialista
• Principais contratos utilizados na indústria fashion
• Peculiaridades das cláusulas contratuais na área da moda
12h55 Almoço
14h00 A proteção da imagem pública Palestrante: Mariana Hamar Valverde Godoy e Michelle Hamuche Costa (Valverde Advogados)
• O Direito de Imagem no mundo Moda
• Riscos na utilização indevida de imagens
• Cases
14h50 Pirataria na Indústria Fashion Palestrante: Maria Fernanda Pallerosi Suplicy (Advocacia José Del Chiaro) • Limites entre fonte de inspiração e cópia não autorizada
• Prejuízos da Pirataria para indústria da Moda
• Imitação dos sinais de uma marca para desvio de clientela
15h10 Debate- Produto pirata: herói ou vilão? Participantes: Maria Fernanda Pallerosi Suplicy, Juliana Ali (Mediadora) e Membro da ABIT
15h50 Intervalo
16h20 Cases
Stroke – Inovação para vencer no mercado global Palestrante: Executivos
Fashion.Me – A transformação no consumo da Moda Palestrante: Lígia Dutra
18h00 Encerramento
1º Seminário Brasileiro de Direito e Moda – Fashion Law Brasil
Quando: 08 de dezembro, das 9h às 18h. Onde: Rua Tabapuã, 81, Itaim Bibi – Auditório Térreo – São Paulo
O Instituto Rio Moda e a Casa Electrolux foram os anfitriões de um bate-papo entre a estilista Lenny Niemeyer, o designer Guto Indio da Costa e o vice-presidente global de design da Electrolux, Henrik Otto. Moda e design foram os temas centrais da conversa que envolveu os convidados na última quinta-feira (20.10), na Casa Electrolux, flagship store da marca, em São Paulo.
A jornalista Alexandra Farah foi a mediadora do debate que começou com cada um apresentando o seu trabalho. A estilista Lenny contou de como começou a fazer seus biquínis no Rio de Janeiro há 30 anos e que há 20 criou sua marca própria e começou a se firmar como estilista. Guto Indio da Costa é designer e possui um escritório onde a equipe cria “em um dia barcos, no outro, fogões e geladeiras, depois quiosques de praia”, segundo o próprio. Quem completou o time de debatedores foi Henrick Otto, que comanda de seu escritório em Estocolmo, na Suécia, o design global da Electrolux.
A discussão começou pela frase do designer francês Philippe Starck, citada pela mediadora: “O design no século XXI vai ser imaterial e humano”. Guto disse que o design caminha cada vez mais para recursos de interação rápida e fácil e destacou que hoje em dia, a vida é muito virtual. Sobre este fato, Lenny confessou: “Só há um ano comecei a conseguir fazer trabalhos como estudo de cores no computador”, mas em contraponto, seu trabalho usa muitos materiais tecnológicos. Já Henrik afirmou apostar na performance como ponto fundamental dos produtos atuais de design.
Foram levantadas questões interessantes como um apelo ao retorno das texturas. Henrik disse que a tecnologia touch não traz nenhum apelo para o tato, e que ela é um dos exemplos de como o design está começando a esquecer a “poesia” dos produtos. “Você às vezes fica fascinado pelo produto antes mesmo de saber o que ele é”, destacou.
Uma discussão que não poderia faltar, claro, são as diferenças e semelhanças entre moda e design de outros produtos. Lenny destacou a importância de inovar na moda. Segundo ela, suas clientes, por mais que optem muitas vezes por modelos clássicos como os de lacinho nos lados, gostam de saber o que tem de novidade, o que a marca está fazendo. “As coisas não evoluem na moda, no sentido de uma mesma peça ser melhorada. Cada coleção nova tem de surpreender”, defende.
Guto concorda que a efemeridade na moda é inegável, e que os produtos se transformam muito rápido, mas ele acredita que o design também pode ser descartável. “O design que perdura tem que ter muita qualidade. O bom design permanece, por que a moda não pode permanecer também?”, levantou o questionamento.
Ao final, o público pôde fazer perguntas aos debatedores e uma das conclusões da noite – que conseguem resumir bem a discussão que aconteceu – foi de Henrik, que definiu que atualmente, as pessoas estão em busca de produtos capazes de ser, de certa forma, uma extensão de cada um. “As pessoas vão atrás de produtos que reflitam sua personalidade, que funcionem como uma extensão de como você quer ser visto”, concluiu. Você concorda?
Para quem cresceu assistindo aos clássicos da Disney, os vestidos usados pelas personagens principais são bastante icônicos e memoráveis. Quem nunca se encantou com o vestido de baile da Cinderela, que desaparecia após as 12 badaladas, ou com o rodado amarelo usado por Bela para dançar com a Fera?
No entanto, a ilustradora Claire Hummel, de Los Angeles, percebeu que ninguém tinha parado para pensar se as vestimentas das meninas da Disney tinham precisão histórica, ou seja, se fariam sentido no contexto histórico no qual se passava a história. Claire decidiu então fazer sua pesquisa, e embora o resultado seja um tanto diferente daquele tão vívido na memória popular, traz uma visão interessante de história da moda.
+ Confira na galeria as versões refeitas dos guarda-roupas Disney:
Diogo Veiga, Fabiano Faccini, Fred Motta, Gabriel Martinez, Leo Calil, Leo Capote, Marcelo Stefanovicz, Paulo Bega, Sandro Mencarini… Quem acompanha a última década da moda no Brasil certamente lembra de ao menos um desses nomes.
Tops em um mercado em que geralmente são as meninas que mais se destacam, os modelos mencionados acima marcaram época e fizeram, cada um a seu modo, um pouco de história.
Anos depois e afastados do mondo modelo, casaram, tiveram filhos, mudaram de profissão, se reinventaram… No texto a seguir você reencontra e descobre por onde andam e que caminhos percorreram estes veteranos das passarelas e campanhas…
Quanto tempo trabalhou como modelo? Comecei no primeiro semestre de 1998 e de vez em quando ainda pego uns trabalhos…
Como começou? Fui convidado para participar do Dakota Elite Model Look de 1997, em Santa Catarina. Ganhei e vim para São Paulo trabalhar na Elite.
Por que parou? Necessidade de mudança. Também não queria esperar a carreira acabar pra depois ter que correr atrás de outra coisa.
Melhor lembrança da época de modelo? São muitas! Fiz muitos amigos que tenho até hoje. Mas as oportunidades de morar na Europa e conhecer muitos lugares maravilhosos, adquirir culturas diferentes e aprender outras línguas, tudo isso é inesquecível.
E a pior lembrança? Não tenho.
O que faz hoje? Era gerente da Diesel, do Iguatemi, mas agora não estou trabalhando…
Família? Moro com minha mulher há um ano e não temos filhos. Ela trabalha com produção de moda na Mint e também como hostess no D-Edge.
Como começou? Em 1997 eu tinha 19 anos, era treinador no Mc Donald’s no shopping Beira Mar, em Florianópolis, e estava no caixa quando atendi um grupo de cinco garotas que usavam uma blusa escrito “Projeto Modelo”, que era um projeto em Florianópolis de um rapaz chamado Elian Gallardo. Elas me perguntaram se eu já havia pensado em ser modelo. Eu falei que não, que nunca tinha pensado. Elas me deram o telefone do Elian pois achavam que eu levava jeito. Pouco tempo depois participei do concurso Dakota Elite Models Look e fui um dos três escolhidos para entrar na Elite. Passei por algumas agências até entrar na agência L’Equipe onde trabalhei por oito anos.
Por que parou? Parei de modelar porque já tinha 29 anos e o mercado da moda exige novos rostos e eu também buscava uma nova rotina com maior estabilidade. Vida de modelo nem sempre é fácil, né..? Então durante um showroom para a Calvin Klein Jeans surgiu a oportunidade de trabalhar em uma nova loja da Calvin como vendedor e topei. Para mim foi um desafio pois não tinha experiência no varejo.
Melhor lembrança da época de modelo? São várias, como as viagens para trabalhos no Brasil e no exterior e os grandes desfiles.
E a pior lembrança? O que não deixou muitas saudades eram alguns castings que demoravam uma eternidade. Já esperei nove horas para fazer um casting, realmente não é nada agradável…
O que faz hoje? Hoje sou Gerente da Calvin Klein Jeans do Morumbi Shopping.
Família: Tenho uma namorada há quatro anos, a Priscila, que é esta comigo nesta foto em Florença. E a outra foto é uma foto do meu book que eu gosto muito, feita por um grande amigo meu, Carlo Locatelli.
Quanto tempo trabalhou como modelo: 13 anos e pretendo continuar!
Como começou? Saí de BH com 17 anos para jogar vôlei pelo Pinheiros. Um dia fui dar uma volta no shopping Iguatemi e uma pessoa me convidou para ser modelo, não levei muito a sério pois meu foco era ser jogador de vôlei. Só que comentei com meu pai, que achou legal, e me levou a uma agência de modelos. Ele acertou com um fotógrafo para fazer o meu book e foi embora para BH. Alguém da Ford viu essas fotos, entrou em contato comigo e acabei já assinando um contrato com eles. Estou lá até hoje!
Melhor lembrança da época de modelo? Tenho ótimas memórias, de muitas viagens e amizades que fiz ao longo desses anos. Tive várias fases, fases de morar com uma galera, bagunça e fase de curtir minha esposa, como nós fizemos em Nova York… Foi sensacional e sinto saudades!
O que faz hoje? Minha esposa e eu administramos um complexo automobilístico, o ECPA, em Piracicaba, além de trabalhar como modelo.
Família? Hoje sou casado com a Daniella e pai de dois filhos maravilhosos: a Vitória, de sete anos, e o Pedro, de sete meses.
Quanto tempo trabalhou como modelo: Uns cinco anos.
Como começou? Comecei em 1999 e fui até 2003. Fiz muitos trabalhos bacanas, como Dolce & Gabbana, Thierry Mugler, Zoomp, Vila Romana, Aramis. Também desfilei na temporada de Paris para Dior e outras marcas e fiz ensaios para “Vogue”, “Elle”, “Nova”, “Marie Claire”, “GQ”, campanha da Galeries Lafayette, lançamento do Mercedes Classe A no Brasil…
Por que parou? Gostei muito de ter trabalhado como modelo e não trocaria por nada as experiências que tive, mas nunca me adequei a ideia de que, por mais que eu me esforçasse e me dedicasse à profissão, no fim das contas o que realmente é considerado é o gosto do cliente pela sua aparência física. O modelo é um objeto, um produto. Nada de errado com isso, mas me incomodava.
Melhor lembrança da época de modelo? Viajar e conhecer diversos lugares com certeza é uma das melhores coisas do mundo. Lembro que em 2001 eu não parava quieto e estava sempre em um lugar diferente, o tempo parece que rende mais. Cada semana pode render uma experiência nova. Hoje em dia, com o meu trabalho, a rotina não nos reserva grandes surpresas e os meses passam sem a mesma intensidade de quem viaja.
E a pior lembrança? Da insegurança de não saber se na semana seguinte eu teria um trabalho. De ir a castings e esperar para ser analisado se servia ou não para aquele trabalho.
O que faz hoje? Tenho uma produtora, a Lado B. Sempre gostei de vídeo. Desde pequeno brincava de fazer filme com os amigos. Enquanto era modelo, já comprava revistas especializadas em vídeo. Ficava deslumbrado com essa área. Em 2004 comecei a trabalhar numa produtora de filmes comerciais e após dois anos de muito trabalho, decidi abrir a produtora com um amigo que conheci lá. Em 2006 inauguramos a Lado B. Como tenho que tomar conta de empresa, também tenho que absorver a função de financeiro (pagar contratados, pagar impostos, pagar contas…). Mas o meu maior prazer é trabalhar com animação. Dá uma olhada nos trabalho que ele já fez aqui…
Como começou? Depois de minha mãe insistir muito, entrei em uma agência no interior de São Paulo, depois fui convidado para uma agência de SP.
Por que parou? Porque essa profissão tem data de validade e já não estava me agregando mais nada… Resolvi seguir outro rumo.
Tem saudades dessa época de modelo? Qual sua melhor lembrança desse período? Olha, saudades não tenho. Mas tenho muitas boas lembranças. A melhor foi a primeira vez que cheguei em Paris a trabalho. Tudo novo e diferente.
E a pior lembrança? Foi quando cheguei em Milão. Me disseram que estava tudo certo sobre a agência adiantar meu apartamento e quando cheguei lá não foi bem assim. Tive que me virar para arrumar um canto pra mim. Se não fossem meus amigos… E algo que não tenho saudades nenhuma é do meio. Muito fútil, também pudera trabalhar com a imagem…
O que faz hoje? Consultor imobiliário.
Família? Namoro há quatro anos, não temos filhos. Minha namorada é estudante de RH.
Como começou? Fui acompanhar um amigo que já era modelo em um teste e fui chamado para trabalhar também.
Por que parou? Sempre tive outro ramo de atividade no qual sou formado, que é o design.
Melhor lembrança da época de modelo? São as viagens, os lugares que visitei, amigos que ganhei. Dá uma saudade…
E a pior lembrança? Momentos difíceis, como a falta de trabalho no exterior estando longe de tudo e de todos, e também pagar excesso de bagagem (rs).
O que faz hoje? Trabalho como designer e cuido da loja de ferramentas do meu avô, Casa das Três Meninas, em Santa Cecília. A loja tem 56 anos, foi onde cresci. Depois que meu avô faleceu, passei a cuidar diariamente dela.
Família? Sou casado há oito anos, tenho uma filha de três anos e um enteado de 11. Minha esposa trabalha na administração de um escritório de arquitetura.
Como começou? Por meio de um convite de uma scouter.
Por que parou? Tudo começou como uma brincadeira, mas nunca imaginei que isso perduraria mais que um ou dois anos. A brincadeira virou trabalho sério, porém não me satisfazia e profissionalmente eu tinha outros planos.
Melhor lembrança da época de modelo? São várias, todo o tempo que morei em Paris foi ótimo. Saudades principalmente de alguns amigos com os quais não mantive contato.
E a pior lembrança? A vontade de voltar para casa durante a primeira viagem a Milão.
O que faz hoje? Trabalho com arte, design, fotografia mais ou menos nessa ordem.
Família: “Casamento moderno” sem papelada e por enquanto sem filhos. Minha namorada é estilista (Marcelo namora Carina Duek).
Quanto tempo trabalhou como modelo: oito anos, de 1998 a 2006
Como começou? Conheci uma menina, com 18 anos, que me apresentou à profissão. Mas antes trabalhei por quatro anos como jardineiro, estoquista da marca Explosão e como militar. Depois fui procurar a L´Equipe e tudo começou a rolar.
Por que parou? Parei porque cheguei a um ponto em que não tinha mais cara de menino, mas também não tinha cara de homem. Deixei a profissão e fui trabalhar na Diesel, como vendedor.
Melhor lembrança da época de modelo? Todas as viagens que fiz e lugares que conheci, ainda mais sendo pago por isso! Viajei para muitos países e aprendi a falar italiano e inglês.
E a pior lembrança? Acho que é sempre quando você descobre que não é mais fashion para o mercado.
O que faz hoje? Depois da minha experiência na Diesel, estou prestes a começar minha própria marca, mas é algo que vai acontecer mais para o fim do ano
Família: Namoro há seis anos e minha namorada é gerente da Lacoste da Oscar Freire.
Entre os inúmeros blogs de street style um se destaca por ser focado em um tipo diferente de fotografado. No “Advanced Style” seu criador e editor Ari Seth Cohen percorre as ruas de Nova York procurando os idosos mais estilosos e criativos. “Respeite os mais velhos e deixe essas senhoras e senhores ensinarem algumas coisas sobre viver a vida. ‘Advanced Style’ oferece prova de que o estilo avança com a idade”, afirma Cohen em seu perfil no blog.
O blog começou em agosto de 2008, quando Ari percebeu pelas ruas de Nova York muitas senhoras e senhores carregando um estilo apuradíssimo com o tempo. Diferente de muitos sites que retratam a moda na rua, no Advanced Style, Aria não publica apenas fotos feitas por ele, ele também edita retratos de idosos estilosos que chegam do mundo inteiro.
As principais inspirações de Cohen para criar o endereço foram sua avó e a atriz e modelo Mimi Weddells, que fez sucesso nessas profissões depois dos 60 anos. Foi logo depois de assistir o documentário “Hats Off” sobre a vida de Mimi — e de fotografá-la — que ele decidiu começar o blog.
O site “Nowness” apresentou um curta produzido por Ari Seth Cohen e dirigido pela cineasta Lina Plioplyte conversando e mostrando o estilo de algumas senhoras nova-iorquinas que têm lições preciosas a ensinar. Elas contaram o que acham chic, como se vestem e de onde vêm suas escolhas.
Em entrevista ao “Nowness”, Ari Seth Cohen contou que ele ainda gostaria que China Machado (a musa de Richard Avedon nos anos 60), Jane Schmitt (que recentemente apareceu na campanha da coleção da Lanvin para a H&M) e Yoko Ono aparecessem em seu blog. Ari disse também que acredita que muitas jovens estão se apropriando do estilo das mulheres mais velhas. “Estampas de animal, pele, turbantes e chapéus são coisas que mulheres mais velhas usam naturalmente, com mais confiança. Com o blog, não quero apenas mostrar como as mais velhas são criativas e vitais, mas também mostrar que as pessoas não precisam ter medo de envelhecer”, contou.
Veja algumas fotos do Advanced Style na galeria e veja o que os mais experientes têm a ensinar sobre estilo.
Os interessados em moda que estiverem em São Paulo no final de janeiro não têm desculpas para não se aprofundarem nesse universo: além do SPFW, acontece na capital paulista a Mostra Cinema de Moda, que tem como uma de suas atrações o desfile “Por Mares Nunca Dantes Navegados”, inspirado nas poesias dos escritores Luis de Camões e Fernando Pessoa.
A apresentação, gratuita e aberta ao público, vai exibir 10 looks de novos estilistas sob a proposta de criar novas linhas a partir de trajes antigos e de expressar o mar, o ar e a terra vistos pelos navegantes portugueses que desembarcaram por aqui. A performance vai começar dentro do Centro Cultural Banco do Brasil e seguir ao ar livre pela Rua Álvares Penteado antes de retornar ao ponto de partida.
O desfile “Por Mares Nunca Dantes Navegados” é apenas uma das atrações da Mostra Cinema de Moda; de 18 a 30 de janeiro também serão realizados debates e mesas redondas, além de exibir 30 filmes que de alguma forma influenciaram a moda. A Mostra integra a 3ª edição do Circuito SP de Moda e Arte, que conta com exposições, desfiles, encontros e debates realizados em espaços como a Casa das Rosas, Reserva Cultural e unidades da Aliança Francesa.
A Mostra Cinema de Moda é uma realização do CCBB, com patrocínio do Banco do Brasil. O Circuito SP de Moda e Arte é idealizado por Danilo Blanco e Fernando Zelman da Galeria Central e tem apoio institucional do São Paulo Fashion Week.
Desfile-performance “Por mares nunca dantes navegados”
Duração: 20 minutos
Data: 28 de janeiro, às 12h30
Entrada franca
Ficha técnica
Concepção e direção da performance: Jô Souza
Looks confeccionados: Ana Paula Andrade, Andiara Pires, Carolina Rodrigues e Tabata Resende
Produção executiva e Styling: Carolina Rodrigues, Jô Souza e Tabata Resende
Execução da roupas: Maurice Fückner
Trilha sonora: Harald Weiss
Makeup e hair: Alessandro Tierni – assistência de Marcio Akiyoshi
Consultoria histórica: Luciano Ramos
Fotos: Daniel Malva
O kaiser da Chanel foi só elogios para a cantora _e queridinha da redação do FFW_ Janelle Monáe. Em um vídeo gravado na véspera do seu aniversário (01/12) e publicado nesta quarta-feira (14/12), no site oficial de Monáe, os dois aparecem abraçados e conversando após um show dela em Moscou, Na Rússia.
“Ela é muito talentosa, seu grupo é maravilhoso. As pessoas estão muito encantadas, elas se levantam [para aplaudir de pé] espontaneamente. Eu prefiro esse tipo de música, que você pode ouvir de pé – ficar sentado em uma poltrona é muito burguês”, ironizou. Karl ainda comentou sobre a dança de Janelle. “Ela tem um jeito único de se mover, é realmente algo que inventou”.
Não seria a primeira vez que o estilista adota uma cantora como musa inspiradora. Eels, vocalista do Vive La Fête, já assumiu essa posição no início da década, assim como Cat Power e Amy Winehouse. Outras queridinhas dele, sempre convidadas para as filas A de seus desfiles, são Courtney Love e Beth Ditto. Mais recentemente, Lily Allen estrelou uma campanha de bolsas da Chanel.
Assista:
Em tempo: Janelle se apresenta em São Paulo, Recife e Florianópolis em janeiro, ao lado de Amy Winehouse e Mayer Hawthorne, no Summer Soul Festival. Saiba mais na FFW Agenda.
O artista plástico francês Zevs, famoso por “derreter” logos de grifes icônicas, fez uma performance na madrugada desta quarta-feira (01/12) na rua Haddock Lobo, em São Paulo _iluminado pelas vitrines da Armani, Diesel e Louis Vuitton. Cerca de 60 pessoas, entre fashionistas, jornalistas e fotógrafos curiosos passaram lá para vê-lo: o artista havia anunciado o happening durante sua palestra no Pense Moda na última semana.
Na peça “fashion victim“, apresentada pela primeira vez no Brasil, Zevs “assassinou” a modelo Marina Dias, nua e com o rosto coberto por sangue falso, com um logo da Louis Vuitton pintado ao seu lado. Com Marina imóvel no chão, o francês (todo de preto, com capuz cobrindo o rosto e maquiagem vermelha cobrindo os olhos), gritou à plenos pulmões no meio da rua, tentando chamar atenção. Foi de longe o momento mais intenso.
Cerca de 15 fotógrafos clicavam compulsivamente, além de uma equipe de TV. A movimentação que chamou a atenção de traunsentes: um entregador de pizza olhou para trás, um carro sedan desacelerou, uma pessoa gritou de dentro de outro. Enquanto os blindados passavam sem olhar, Zevs fazia um contorno de pó branco ao redor do corpo estirado, deixando então uma evidência “policial” da morta pela moda.
A pouca tensão que poderia ter sido gerada se dissipou em poucos momentos. Zevs distribuiu bottons em formato de triângulo para os presentes, que sussurravam. Após o momento, alguns disputaram segundos de atenção do artista, que foi solícito, mas sempre evasivo com todos.
Desde que foi preso no Japão, ao pintar um logo da Chanel em uma loja da Armani e ter seu rosto exibido nos jornais, não dá para chamar Zevs de vândalo. Ele, na verdade, acabou incorporando muito do universo que critica – do hype, dos círculos restritos, da arte-conceito. Ter seu evento divulgado via assessoria de imprensa não soa exatamente anárquico.
Embora seja difícil aceitar que um artista controverso não está mais às margens da sociedade, Zevs segue como um marginal da aristocracia e do luxo _únicos valores que restam a ele romper.
Setembro de 2001: Catherine Middleton foi uma das 1000 pessoas aceitas pela Universidade St Andrews, na Escócia. Naquele ano, o número de vestibulandos do sexo feminino foi muito maior que o normal. O motivo? William _o príncipe de Gales e filho mais velho de Lady Di_ estava indo para lá. Já em novembro de 2010, em frente às câmeras do mundo todo, Kate e William oficializaram seu noivado após quase uma década de namoro.
O anúncio fez o Reino Unido parar (até uma reunião do primeiro-ministro foi interrompida) e, como era esperado, surgiu o “efeito Kate Middleton”. Para começar, o vestido azul marinho da marca Issa usado no dia esgotou em todas as lojas da Inglaterra e, segundo representantes da NK Store, que possui a peça no Brasil, até aqui a procura pela marca da brasileira Daniela Hellayel, uma das favoritas da futura princesa, aumentou bastante.
Outra consequência foi o anel de Middleton, quepertenceu à Diana e tornou-se a réplica mais pedida pelas britânicas quase imediatamente após sua reaparição. Até o vestido que a moça usou num desfile de moda na faculdade em 2002 (um mero tecido transparente) já está estimado em 10 mil libras _e especialistas em artigos da família real projetam esse valor multiplicado por dez com Kate no trono.
O anel de safira e diamantes e o vestido que Kate usou num desfile universitário; dizem que foi nesse dia que ela conquistou o príncipe /Reprodução
Traumatizado com o que aconteceu com a mãe em meio ao descontrole da imprensa, William rodeou sua noiva com RPs e segurança 24 horas por dia da família real, mas a repórter de realeza Judy Wade disse ao WWD “que ninguém pode estar preparado para o que vai acontecer agora”. Afinal, a confusão que Lady Di enfrentou não foi na era da internet. Um comentário parecido foi dito, em entrevista no início de 2010, por ninguém menos que Lady Gaga. “O mundo hoje é muito cruel – se o acidente da princesa Diana tivesse acontecido hoje, nós teríamos a foto”.
O fotógrafo da realeza Steve Wood alertou que “este costumava ser um jogo de cavalheiros, mas agora algumas agências estão contratando ex-membros da Marinha e do Exército para fotografar. E estarão todos lutando por qualquer foto de Kate, mesmo da parte de trás de sua cabeça.” O frenesi deve aumentar antes do casamento (que será bancado pela família real), marcado para 29 de abril de 2011, em Londres, dia já anunciado como feriado nacional.
O furacão midiático também terá seu lado bom: revistas de moda em todo o globo estão disputando a tapas a oportunidade de ter Middleton em suas capas. Mais por vendagem do que por estilo _o que não impede que ela se torne ícone de estilo, agora que grandes grifes mandarão um zilhão de peças para a futura rainha. E Lady Di também não era tão interessante antes das núpcias…
O casamento também deve dar injetar dinheiro na economia local: estima-se que até 18 milhões de libras sejam gerados em produtos relacionados ao noivado, e outros 26 milhões em produtos relacionados ao casamento, além de alta nos setores de turismo e de varejo, que deve lucrar com cópias de todas as roupas da moça daqui pra frente.
O bolão gira em torno do estilista honrado com a tarefa de criar o vestido da noiva que será usado numa cerimônia invariavelmente opulenta e transmitida para mundo inteiro. O escolhido será provavelmente britânico, numa reafirmação da criatividade nacional, como fez a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama. Mas quem? Christopher Bailey, da Burberry, e Sarah Burton, da Alexander McQueen, estão entre as apostas do FFW, mas a curiosidade vai durar um tempo…
Tradição + evolução. A Levi’s, marca que inventou o denim jeans há mais de um século, lança em janeiro a linha ecologicamente correta Water<Less. Enquanto um par em média usa 42 litros de água para ficar pronto, as peças produzidas nesta série economizam entre 11L e 40L do consumo.
Deixando o processo o mais básico e essencial possível, a empresa diminui o número de lavagens pelas quais um jeans precisa passar, que costumam ir de 3 a 10.
O segredo é reunir múltiplos processos de lavagem em uma única fase com água, incorporar ozônio (substância que descolore o jeans) e remover o líquido com pedras. Foram produzidas mais de 1,5 milhões de peças Water<Less, incluindo os clássicos Levi’s 501, 511 e 514, economizando incríveis 16 milhões de litros d’água.