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Marca masculina jovem, usável e com bom preço? Sim, ela existe!

Guilherme e Rafael, sócios da Cotton Project, em seu atelier em São Paulo ©Juliana Knobel/FFW

Entre muitas visitas à loja Surface to Air, em São Paulo, uma marca sempre chamava a atenção: Cotton Project. Pendurada nos cabides, há uma série de camisetas masculinas com tons, texturas e shapes que a gente não acha com facilidade por aí.

Por trás dessa marca estão os amigos Rafael Varandas, 25, e Guilherme Neves, 26. Rafael trabalhava na Box 1824 e Guilherme ficava na administração da empresa do pai. O surf era o ponto de intersecção entre os dois e também o berço da Cotton. “Começamos de forma despretensiosa, a gente não sabia nada de tecido”, conta Rafael. Os meninos pegaram influências mais urbanas, como fotografia, moda, shows e design, e aplicaram nas peças, só que com um astral praiano. Por isso, as peças são confortáveis, têm uma cartela de tons agradável e divertida e detalhes que diferenciam as roupas, como a amarração colorida no jeans (veja foto abaixo). A marca trabalha com um algodão que já foi encolhido e não deforma ou encolhe a camiseta após as lavagens. “Estava cansado de pagar uma grana por uma camiseta que perdia o shape logo na primeira lavagem”, diz Rafael. As peças da marca vão de R$ 89 (camiseta estampada) e R$ 270 (calça de shino).

Calças e camisetas da marca ficam expostas em um espaço semi-aberto em uma casinha na Vila Madalena ©Juliana Knobel/FFW

Criada em 2008, a Cotton sempre foi o projeto paralelo na vida dos meninos, que lançavam linhas pequenas e mais experimentais. Até agora. A partir desta coleção para o Verão 2012, eles passaram a se dedicar totalmente à marca. O que significa dar o sangue mesmo, já que Rafael e Guilherme fazem tudo sozinhos, do desenho da roupa às fotos de divulgação. “Uma marca de tamanho reduzido, que se conecta com uma cultura global e é responsável pelo ambiente que vive. A estrutura horizontal da Cotton Project possibilita uma maior interação entre o cliente e o criador do produto”, diz em um texto postado no site oficial.

O jardim que ficam na frente das araras  ©Juliana Knobel/FFW

Aliás, se você quer saber das novidades da grife, é através da internet mesmo, única ferramenta de comunicação usada pelos meninos, e mais do que suficiente (e eficiente) no caso deles.

 

COTTON PROJECT / ONDE ENCONTRAR

São Paulo

Estúdio, showroom e loja: r. Harmonia, 239, casa dos fundos, Vila Madalena

Surface to Air: al. Lorena, 1.985

Tag and Juice: r. Gonçalo Afonso, 99, Vila Madalena

Rio

Sala de Estar: r. Sorocaba, 585, Botafogo

Porto Alegre

Pandorga: r. Miguel Tostes, 897

 

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Marca masculina jovem, usável e com bom preço? Sim, ela existe!

Para eles saiba o que uma gola diferente pode fazer pelo seu look

©Reprodução

O WGSN juntou seu time de moda para detalhar o quente do verão quando o assunto é camisa masculina. Muito além dos básicos, o bureau de tendências mostra que os rapazes vão ter opção de fazer diferente dando atenção aos detalhes nos tipos de colarinho, que vêm com inspiração vintage, do mundo dos esportes e da alfaiataria.

Colarinho resort

Street style ©WGSN / Lou Dalton ©Reprodução

A gola com lapela aberta é um detalhe essencial para as camisas com cara de resort. As proporções podem ser clássicas (como na primeira foto), ou até mesmo com pontas mais arredondadas (segunda foto).

Colarinho abotoado casual


General Ideas
©Reprodução

Um jeito casual de usar o colarinho abotoado, típico do uso formal de camisa (com gravata, por exemplo). Botões coloridos (foto) ou o uso de tecidos mais informais como o jeans inovam o jeito de abotoar o colarinho.

Colarinho micro

Primavera de Yigal Azrouël ©Reprodução / Burberry Prosum ©Imaxtree

O colarinho micro dá um tom minimalista e clean ao uso das camisas. Pode ser usado completando camisas de modelagem mais justas ao corpo, ou contrastando com proporções mais volumosas. Pode ser acentuado quando a gola contrasta com camisas estampadas ou de cor diferente.

Colarinho redondo


Street style em cliques de Scott Schuman e do WGSN ©Reprodução

O colarinho redondo acrescenta uma estética vintage elegante à clássica camisa branca e pode dar cara nova ao look de trabalho mais casual.

Camisa de fraque


Street style ©WGSN

A camisa com colarinho usado no clássico da alfaiataria é renovado quando colocado fora do conjunto. Novos tecidos como cambraia ajudam o look a ficar ainda mais com a cara do verão e são um jeito mais despojado de usar camisa com gravata.

Gola padre


Emporio Armani ©Imaxtree / Roark at Tranöi @Reprodução

Não é exatamente novidade, mas a gola tipo padre continua como uma importante alternativa para adicionar um efeito elegante com cara de vintage a looks formais e casuais.

Sem colarinho


Richard Chai ©Reprodução

As camisas sem colarinho, como as usadas pelos jogadores de baseball, dão uma pegada minimalista ao look. A falta de gola combina bem com camisas tanto na versão manga longa ou manga curta.

Colarinho contrastante


Primavera de General Idea, street style e Yigal Azrouël ©Reprodução

Colarinhos contrastando com as camisas em que estão aplicados atualizam o look. Cai bem na tendência do color-blocking ou no contraste de camisa estampada com gola lisa.

Para eles saiba o que uma gola diferente pode fazer pelo seu look

Mr. Hare, o nome do momento: ‘Meus sapatos são minhas opiniões’

mr_hare_abre“Mr. Hare”, a marca ©Reprodução

Mr. Hare é uma importante marca de sapatos masculinos, mas ao contrário de outros nomes do segmento, que existem há muitos anos, a Mr. Hare surgiu em 2008, e já é vendida no Mr. Porter, na Harrods, Selfridges e Dover Street Market. O nome por trás da grife é quase o mesmo: Marc Hare, nascido em julho de 1970, em Londres, filho de pai jamaicano e mãe inglesa, que costumava trabalhar como Relações Públicas de marcas como Nike, Adidas, New Balance e Dr. Martens, até um dia que, estando na Espanha, se encantou pelos sapatos de um cavalheiro que estava no mesmo recinto, e pensou onde conseguiria pares como aqueles. “Cinco minutos depois, Mr. Hare, a marca, nascia”, explica o designer na biografia de seu site, onde conta também que nunca teve formação em “fazer sapatos”.

Apesar de super bem conceituada no mundo da moda, a marca é pequena, mas por decisão do dono. Segundo ele, a ideia é fazer extremamente bem um pequeno número de produtos essenciais, “para pessoas que os desejam ao máximo”. Marc também explica que seus sapatos são criados para deixar qualquer look utilitário com estilo e perfeito para a noite. “Isso não significa que eles não podem ser usados durante o dia. Só significa que quando eu os desenhei, eu estava pensando em ter uma ótima noite ao ar livre, com amigos, com ótima comida e bebida, e dança. Muita dança”, explica Marc. Para ele, o objetivo da marca é ser atemporal. “Quando você olha para uma foto velha e vê alguém vestindo algo tão acentuado que isso queima em sua consciência e aquilo se torna uma influência, é esse o meu objetivo”.

mrhare“Mr. Hare”, a pessoa ©Reprodução

Além disso, Mr. Hare é uma marca que preza qualidade, tanto que, apesar de Marc ser inglês, e viver e trabalhar em Londres, os sapatos são todos feitos na Itália, a Meca dos sapatos. O sapateiro, que é muito bem-humorado, justifica sua escolha: “Para ser honesto, minhas duas maiores considerações foram o clima e a comida. Eu tenho que gastar muito tempo visitando as fábricas, então um espaguete “scoglio” seguido de um “branzino al forno” sob um pôr do sol em Toscana me balançou. Se você pudesse escolher visitar Northampton a cada duas semana ou a Toscana, onde você faria seus sapatos?”. Os materiais, como não poderiam deixar de ser, são escolhidos a dedo. “Eu sempre quis que meus sapatos favoritos fossem feitos dos melhores materiais. Eu estou tentando fazer o melhor possível de acordo com meu conhecimento cada vez maior. Ele tem que ser relevante para a situação, e da maneira mais bonita possível”, explicou o sapateiro.

Mr. Hare também já fez uma coleção para a rede de fast fashion Topman, especificamente para a linha “AAA” inspirada no rock’n roll. Como Hare faz sapatos, digamos assim, mais sofisticados, é intrigante saber como foi unir sua própria estética à linha. “Foi fácil. Os sapatos Mr. Hare são geralmente desenhados com um humor de “vocalista”. Para AAA eu só tive que pensar sobre o que o baterista, o baixista, os guitarristas e os roadies poderiam querer usar. A parte mais difícil foi convencer Topman sobre o projeto piloto”. Os preços também são bastante diferentes, sendo os sapatos Mr. Hare várias vezes o preço de um Topman, mas o designer explicou: “Para qualquer um que possa ficar confuso, na Mr. Hare nós escolhemos os melhores materiais disponíveis e deixamos o preço se ditar por si mesmo. Na Topman eles escolhem o melhor preço e deixam os materiais se ditarem por si mesmos. Enquanto me lembrei para quem eu estava trabalhando, não foi difícil”.

topmanModelos para a Topman ©Reprodução

Ao ser perguntado sobre suas inspirações, Marc Hare dá uma excelente resposta: “Costumo visitar todas as grandes feiras de comércio para ver o que está acontecendo no mercado, visitar todas as lojas, reunir todos os “trend reports”, imprimir imagens de blogs; então eu e minha equipe reunimos tudo e queimamos todas essas coisas em uma enorme fogueira, junto com mescalina, e batemos tambores e dançamos para os deuses dos sapatos. Depois de três dias de devaneios orgásticos, nós fazemos o que qualquer um conseguir rascunhar”.

E qual a melhor coisa em poder fazer seus próprios sapatos? Hare não tem menos bom humor ao responder: “Quando as pessoas me perguntam o que eu faço, minha resposta tem apenas três palavras. Eu faço sapatos. É o mesmo que ‘Bond. James Bond’”.

Uma das curiosidades de sua marca é que quase todos os modelos levam o nome de uma pessoa criativa, como um escritor ou músico. A razão disso? “Tributos. É um pequeno reconhecimento a todas as pessoas e coisas que ficaram acima das minhas expectativas. Espere jogadores de futebol, surfistas, rappers, pratos de aperitivos, e arquitetos para o futuro”. Já no quesito “sapateiros”, a lista de nomes que Hare admira e o influencia também não é pequena: “Eu olho de tudo, de sapatos femininos a sneakers de passarela e acessórios. No momento eu estou realmente animado com os acessórios Céline. O trabalho artesanal e as ideias trabalham perfeitamente. Sou fascinado por Alexander Wang, que força! Em sapatos, eu sempre gostei de Dries Van Noten e Margiela. Tem sempre muita coisa acontecendo discretamente em seus sapatos”.

colecaoLookbook da coleção Primavera/Verão 2011, “Ain’t no app for that” ©Reprodução

Para os próximos 10 anos, Mr. Hare tem esperanças ambiciosas: “Eu gostaria de ver mais homens fazerem mais esforços com seus sapatos. A indústria muda conforme a demanda dos consumidores, então até que os homens comecem a levar a sério e realmente desafiar os limites no jogo dos sapatos, a maioria das lojas continuará a vender quadrados de dedos únicos com solado de borracha”.

E “ai” de quem achar que sapatos… São só sapatos. “São expressão pessoal. Algumas pessoas concorrem à presidência, algumas fazem arte. Eu faço sapatos. Meus sapatos são minhas opiniões”, finaliza.

Mr. Hare, o nome do momento: ‘Meus sapatos são minhas opiniões’

Homens em Milão: o chic-irônico e os looks soltinhos

Por Juliana Lopes, de Milão

capa leveza ferragamoLeveza no desfile de Ferragamo ©Juliana Lopes

Verão 2012 – Três tipos de homens ficaram marcados durante a semana de moda de Milão: o esportivo, o british-rocker e o casual-boêmio. Parecem contrastantes entre si, mas são apenas direções superficiais. Independentemente da memória de estilo que cada um desses homens nos provoca, existe um ar geral, comum – seria a tal “macrotendência”, palavra que os trendsetters amam? – de um certo despojamento na moda. Uma des-ostentação, des-obrigação, informalismo.

Despojamento para o “bem” da elegância, ou seja, não estamos falando de desprezo pela moda. Um despojamento… de qualidade. Mesmo porque, estamos na Itália. O mercado italiano – e nisso entram marcas de outros países que vêm para cá produzir – é bastante rigoroso com os detalhes, mínimos que sejam. Na moda masculina, onde as mudanças são sempre mais discretas, esse rigor ganha ainda mais força. Então, onde está o despojamento?

volume e leveza ferragamoVolume e leveza na Ferragamo ©Juliana Lopes

Os italianos são conhecidos por seu ar ‘arrumadinho’, até quando estão na praia. Com pouco dinheiro, é possível comprar uma bermuda bem desenhada, uma jaqueta com caimento incrível, tecido de qualidade. E os italianos adoram. A elegância está presente em todas as faixas sociais. Uma camisa bem passada, ou “crocante” como alguns dizem (tão ‘durinha’ que parece que vai quebrar), não é só pro dia do casamento.

Entendido isso, pensemos: como assim um look “amassadinho” na passarela da super tradicional Salvatore Ferragamo? Algo acontece. O luxo mudou de cara. Esse “algo” é a vontade de livrar-se da ostentação, uma espécie de minimalismo no approach com a moda. Anna dello Russo já pescou a informação e foi bem menos espalhafatosa aos desfiles. Está menos fashionista? Pelo contrário.

amassadinho da ZegnaAlfaiataria “amassadinha” na Zegna… ©Juliana Lopes

amassadinho detalhe…e um close no efeito amassado

Dentro desse despojamento vemos: modelagens desconstruídas (menos geometria nos cortes), cavalo baixo para as calças, tecidos que ajudam a proporcionar mais volume, distanciando do corpo, mais presença de calças curtas, estilo pescador. Menos classicismo. Materiais que, embora de grande qualidade, não precisam do ferro de passar. Travel friendly. Nesses looks soltos, os tecidos escolhidos são cada vez mais leves: toda a indústria de matéria-prima, ano a ano, nos últimos tempos, pontua evolutivamente numa alta tecnologia que produz, cada vez mais, os fios mais leves. Quanto mais “peso pena”, melhor. Menos gramas na balança possível. Alessandro Sartori, da Zegna, no backstage, em menos de duas frases já fala da gramatura dos linhos e sedas.

Se o look é mais estruturado, o formalismo é quebrado nas padronagens, com o mesmo mood de humor que já dava sinais na temporada passada: quadriculados ou vários tipos de xadrezes, que continuam super. Dessa vez em Milão vemos xadrezes misturados com listras, e xadrezes que brilham, em tecidos que parecem engomados. Mas é um engomado “de brincadeira”, como os trench coats da Gucci, acetinados, mas ao mesmo tempo com uma textura esportiva-emborrachada. Ou seja, um chic-irônico.

xadrezes GucciOs xadrezes da Gucci ©Juliana Lopes

É chic-irônico um homem vestido em alfaiataria impecável deixando canelas de fora e misturando xadrezes, não? É também chic-irônico usar uma camisa ou jaqueta sequinha e, embaixo, calça de cavalo baixo, com volume quase indiano. A moda cortou o excesso de pretensão e seriedade em algum aspecto da roupa, sem desvalorizar sua qualidade. Por isso a tendência, aberta pela Prada, do sapato social, que tem sola grossa com detalhes de palha (!) daquelas de espadrilhas ou alpagartas. Todo mundo usou nas primeiras filas e as lojas da Prada estavam sem estoque. Por isso vale usar uma calça aparentemente largada, feita com a melhor lã do mundo.

“Estou de camisa crocante porque estamos trabalhando, mas vejo que a coleção na passarela está muito mais leve, casual”, comenta Alessio Esposito, 31, fashion merchandiser da Salvatore Ferragamo, na saída do desfile. “A moda fica fácil de usar. Pessoalmente aposto que vai vender mais”, opina.

Leia aqui as Rapidinhas de Milão

alfaiataria -amassadinha + calça volume da Ferragamo

Homens em Milão: o chic-irônico e os looks soltinhos

Ame ou odeie: novos creepers da Prada são hit na moda masculina

prada_abrePradismo ©Reprodução

É um consenso: tudo o que Miuccia Prada coloca nas passarelas torna-se desejo instantâneo da população fashionista, instiga diversas cópias ao redor do globo e faz todo mundo querer se vestir do mesmo jeito.

A peça-hit da vez são os “brogues-creeper-shoes”, nome comprido para os sapatos tipo brogues (uma espécie de Oxford, só que mais formal) com solado alto, quase como uma plataforma, desfilados no Verão 2011, tanto no feminino quanto no masculino da marca italiana. Que o sapato faria sucesso com as mulheres já era possível prever, mas acontece que a versão masculina também caiu no gosto dos homens – geralmente tidos como menos abertos às ousadias da moda. O item esgotou e agora tem até lista de espera para adquirir um par, que custa cerca de € 550 e pode ser customizado. As cópias pipocam por toda a internet, custando menos de US$ 100.

creeper_90Os creeper shoes dos anos 90 ©Reprodução

O modelo é quase uma releitura dos “brothel creepers”, hit dos anos 90 e da cultura clubber, mas que ganhou as ruas mesmo nos anos 70, quando Malcolm McLaren e Vivienne Westwood (namorados na época) abriram uma loja em Londres chamada “Let it Rock” e começaram a comercializar o modelo, que fez um enorme sucesso. Miuccia repaginou os “brothel” com ares tropicais no solado mesclados a aparência formal dos brogues.

Para o editor de moda da “MAG!”, Paulo Martinez, os sapatos podem funcionar no Brasil: “Quem vai comprar, aqui e lá fora, são as pessoas “trendy”, que vão usar essa estação e depois vão querer ver só daqui a 15 anos, quando já for vintage”.  O stylist Thiago Ferraz aprova o modelo. “É um sapato incrível, boto a maior fé. A Prada fez uma versão com a sola bem carregada e que remete aos sapatos clubbers dos anos 90. Mas todos os desfiles masculinos do Verão 2012 vieram com a mesma estrutura de sapatos, só que com as solas mais vida real. O que eu tenho, por exemplo, é um do Paul Smith, que é adaptado para um solado mais confortável, mais para a rua”. Aqui no Brasil a British Colony também fez sua versão, mas ao invés dos brogues, atualizou docksides com solados altos.

sapatos2012Burberry, Prada e British Colony com suas versões de creeper shoes para o Verão 2012 ©GQ e Agência Fotosite

“Como é um sapato clássico (por causa do brogue), dá certo com tudo, mas depende do gênero que você faz. Pode até sair todo colorido, como mostrou na passarela, mas eu sou meio contra sair inteiro de Prada, sabe? Fico até espantado de todo mundo querer esse sapato. Aconselharia a sair do seu jeito!”, finaliza Martinez.

+ Veja na galeria como os creeper shoes estão sendo usados

Ame ou odeie: novos creepers da Prada são hit na moda masculina

Manhunt #4: Pedro Frizon, o recordista de desfiles da temporada

via @felipeabe @betosiqueira

Pedro Frizon©Felipe Abe

Hoje nos deparamos com o recordista de desfiles dessa temporada do Fashion Rio. Pedro Frizon fez nove dos 12 desfiles masculinos e também está confirmado em alguns castings da SPFW. O gato fotografou com Mariano Vivanco para a “Dazed & Confused” e participou da Gucci Tour por quatro países asiáticos.

Nome: Pedro Frizon

Idade: 21

Agência: Ten

Como começou: “Comecei bem por acaso. Estava sem muita opção na vida e fui abordado por uma booker que estava fazendo uma seleção pra uma agência em Cascavel, no Paraná, onde nasci. Um mês depois já estava morando em São Paulo, três meses depois estava em Paris!”

Qual a sua melhor experiência: “Com certeza Hong Kong. Lá eles tratam modelo realmente com respeito. É diferente da Europa ou do Brasil, onde você é só mais um rosto bonito. Lá me trataram realmente como profissional. E aconteceu algo engraçado. Como jogava basquete durante a adolescência, acabei sendo convidado pra jogar num time  local. Rolou até de participar de um campeonato!”.

E a sua relação com a moda: “Fui aprendendo com a profissão, há uma cobrança enorme como representante da classe. Mas me informo vivendo no meio da moda mesmo, não pesquiso muito nem uso tendências, gosto de peças confortáveis e básicas”.

Pedro Frizon©Felipe Abe

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Manhunt #4: Pedro Frizon, o recordista de desfiles da temporada

Exclusivo WGSN: calças masculinas de shapes amplos conquistam as ruas

ABRE-CALCASEstilosos na rua experimentam novas modelagens de calça ©Reprodução/WGSN

Para quem acredita que não há muitas opções de modelagens variadas na moda masculina, um compilado do WGSN mostrou as principais tendências só pra eles nos modelos de calças que passeiam pelas ruas de Tóquio, Paris, Nova York e outras cidades.

Os estilos cheios de volume estão ficando populares, em tecidos leves, como as calças ‘parachute’ e as de trilha ou em calças mais pesadas, com pernas largas, num shape que lembra um pouco o dos rappers dos anos 90. Elas vêm com gancho bem baixo, com jeito de calça harém, mas com pegada mais urbana.

calca-haremModelos bem amplos para eles ©Reprodução/WGSN

As calças tipo chino (essas mais soltinhas, geralmente em tons de marrom e bege) ganharam um jeitão mais relaxado e agora estão mais folgadas, amplas.Versões jeans e em tons escuros também renovam o modelo.

calca-chinoPara completar o estilo da calça chino, barra dobrada ©Reprodução/WGSN

A cargo (aquele tipo de calça que geralmente vem com bolsos laterais) está com os bolsos ainda maiores e com um quê de calça de corrida, como os elásticos no tornozelo, que deixam os looks mais frescos.

calca-cargoPara completar o estilo da calça chino, barra dobrada ©Reprodução/WGSN

Outra modelagem que ganhou as ruas é um modelo mais ajustado, com cara de vintage. Nada muito justo, mantendo a cara de confortável, mas nada largo demais, como as calças harém. Bem básico, o modelo mais comum e atemporal de todos.

calca-fitCalças em modelagem mais clássica, mas também com barra dobrada ©Reprodução/WGSN

Um truque em comum nas calças dos estilosos pelo mundo é a barra da calça dobrada. Será que as modelagens diferentes — e o truque da dobra — colam por aqui? Se depender dos meninos antenados que, já há algum tempo, vêm dobrando as barras da calça, essa é uma moda que vai pegar.

Exclusivo WGSN: calças masculinas de shapes amplos conquistam as ruas

Alexander Wang expande seu império com linha masculina

wang_abreTeaser da primeira coleção masculina de Alexander Wang © Reprodução Style.com

O estilista Alexander Wang, californiano que mora em Nova York desde seus 18 anos, está numa excelente maré em sua carreira: acabou de abrir as portas de sua primeira loja na Big Apple, no bairro-descoladinho do Soho, tem sob sua batuta duas marcas, a homônima e a T by Alexander Wang, e acaba de anunciar que os homens também poderão ter uma peça Alexander Wang para chamar de sua, no outono.

O curioso é que Wang, que entrou para valer no mundo da moda apenas em 2007, ganhou os prêmios de melhor Designer Masculino do CFDA e da revista masculina GQ pela sua segunda linha, a T by Alexander Wang, que mescla feminino e masculino. A linha também ficou entre as finalistas do prêmio Swarovski, na categoria Designer Revelação de Moda Masculina. Com tudo isso, Wang não teve saídas “Eles realmente me encorajaram e reforçaram a ideia que achavam que era a hora certa, e eu pensei, bom, vamos fazer isso!”, contou ao Style, e acrescentou “É sobre a hora certa, a oportunidade certa, então uma coisa levou a outra”. E não há grandes dúvidas sobre o sucesso da linha masculina, pois segundo o estilista, moda masculina está entre os itens mais pedidos de sua nova loja.

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Peças do masculino da segunda linha de Wang, a T by Alexander Wang, da coleção Fall 2011 © Reprodução Style.com

Para sua coleção de estreia oficial no masculino, o estilista salienta que será quase como uma coleção cápsula, com poucas peças à disposição, e os preços vão variar de US$ 375 a US$ 1.150 (com um trench-coat todo de couro de US$ 2.150). O fio condutor da coleção é o utilitarismo, algo que Wang sempre gostou de trabalhar, e desenvolve a ideia de pegar uma peça formal e deixá-la com jeito de todo-dia, e o contrário, de transformar algo casual em uma super peça. Para isso Wang abusa da mistura de materiais, como nylon, couro, gabardine, seda, e moletom. E nos planos para a segunda coleção (Spring 2012) já está incluso uma linha de acessórios.

Alexander Wang expande seu império com linha masculina

Conheça os símbolos por trás do estilo de Barack Obama

O presidente norte-americano, Barack Obama, chega neste sábado ao Brasil _a visita inclui Brasília e Rio de Janeiro_ e inicia um tour que passa por Chile e El Salvador. A primeira dama, Michelle Obama, e as duas filhas do casal acompanham Obama na viagem. Michelle chama atenção pelas roupas desde a época da campanha, mas o presidente não fica fora da moda.

obama-party-amtseinfuehrung-11318389-q,templateId=renderScaled,property=Bild,height=349 (1)Smoking do estilista Hart Schaffner Marx

Em 2008, Obama foi capa da “Men’s Vogue” e a fotógrafa Annie Leibovitz o acompanhou em seus comícios. O terno azul-marinho da marca Hartmarx, que ele usou em eventos da campanha em 2008,  sumiu das lojas de departamento que vendiam a grife, a US$ 1.500. A revista “Forbes” já o chamou de trendsetter e sua escolha para o primeiro dia como presidente dos EUA foi um terno assinado por Hart Schaffner Marx _o smoking que ele usou nas festividades também levou a assinatura do estilista americano.

jeans-criticadoJeans Levi’s largadão

Obama também já se envolveu em uma “polêmica” quando foi criticado por usar um jeans Levi’s, que escolheu para jogar a primeira bola de um jogo de baseball, em 2009. O presidente chegou a justificar sua escolha. “Sou um pouco largado, odeio fazer compras e esses jeans são confortáveis. Para vocês que querem que seu presidente fique ótimo em seus jeans apertados, desculpem, eu não sou esse cara”.  Recado enviado.

No mesmo ano da história do jeans, Barack Obama _e Michelle_ entraram para a lista dos mais bem vestidos da revista “Vanity Fair”. No ano passado, a primeira-dama conseguiu entrar pela quarta vez no ranking, já o presidente ficou de fora.

obama-ravatasA simbologia das gravatas

As escolhas do presidente “largado” são quase sempre acertadas e muitos veículos já o chamaram de ícone de estilo. Geralmente, em suas aparições formais, Obama opta pela combinação de ternos escuros _preto ou azul marinho_  com camisa branca e gravata que dificilmente foge do vermelho ou azul. Segundo o “WWD”, a gravata vermelha foi a opção de Obama do ano passado, querendo demonstrar força. Já 2011 é o ano da gravata azul que “reflete o desejo de união.”

Nos finais de semana, Obama costuma se vestir de forma mais casual, optando pelo conforto do jeans e de camisas com a manga dobrada, ou pólos. Suas escolhas informais também já foram criticadas. Resta saber qual será a escolha de Barack Obama _e de Michelle_ para visitar o Brasil. Com um clima tão instável, é bom que o Presidente e a Primeira-Dama tenham algumas boas opções dentro da mala.

Conheça os símbolos por trás do estilo de Barack Obama

#TrendingTopics: decretado o fim da ditadura skinny para homens!

Edição: @luigi_torre

Nos desfiles masculinos de Milão e Paris elas foram item essencial nas principais coleções. Aposta certeira do inverno 2011 do Hemisfério Norte, as calças de modelagem bem mais ampla ganham força a medida que a moda masculina caminha para o lado mais confortável do guarda-roupa, sem que isso signifique deixar a elegância de lado. Meio 70s, meio anos 1940, com barra encurtada ou cobrindo os pés (as favoritas do FFW), masculinas e andróginas ao mesmo tempo.

Confira na galeria abaixo alguns dos principais modelos que foram sucesso nas passarelas e já começam a dar as caras nas ruas.

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