Melissa lança o Love Spot, corner que vai passar por várias cidades do país

11/04/2012

por | Moda

Projeção do Love Spot, o novo corner da Melissa ©Divulgação

Na quinta-feira (12.04), a Melissa vai inaugurar no shopping Iguatemi, em São Paulo, o Love Spot, projeto que vai servir como ponto de encontro e interação com as fãs da marca. A ideia é que o corner seja um espaço alternativo à flagship store Galeria Melissa; por isso, quem passar pelo Love Spot vai encontrar todos os modelos da última coleção, com o diferencial da opção de entrega – se, por algum motivo, a pessoa não quiser levar o seu sapato na hora, o envio pode ser feito para todo o Brasil, diretamente no endereço escolhido.

O projeto Love Spot, com assinatura do escritório Bel Lobo & Bob Neri Arquitetos, ficará três meses no Iguatemi – com a possibilidade de extensão desse período dependendo do retorno das melisseiras — e deve viajar por outras capitais do Brasil. Veja mais imagens abaixo:

©Divulgação

©Divulgação

©Divulgação

Melissa Love Spot
Shopping Iguatemi SP – 1º piso
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, São Paulo
Segunda a sexta – 10h às 22h / Domingo – 14h às 20h

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Alessandra Ambrósio é a mais nova colaboradora da Melissa; saiba tudo!

07/03/2012

por | Moda

A Melissa Incense Glitter + Alessandra Ambrósio nas cores cinza carbono e preto ©Divulgação

A Melissa está lançando uma plataforma de colaboração com personalidades, e já anunciou que a primeira convidada especial é a top Alessandra Ambrósio. A nova linha, batizada de “LOVES MELISSA”, estreia com dois produtos customizados da coleção Inverno 2012: o Melissa Incense Glitter, um scarpin com inspiração ladylike anos 50, e a Melissa Divine, uma releitura de uma sapatilha clássica. “Estava em busca de algo que estava além da carreira modelo. Acho o processo criativo fascinante, e confesso que já estava com vontade de me envolver e criar algo com meu nome, com a minha marca”, afirmou Alessandra.

Os modelos também ganham cartela de cores exclusiva; a Incense Glitter sai em cinza carbono e preto, enquanto a Divine (ainda sem imagem de divulgação) vem em quatro opções: preto, com laço em glitter preto; nude, com laço gliterizado prata ou rosa; e cinza, com laço em glitter prata.

O modelo Incense + Alessanda Ambrósio chega às lojas até o início de abril e a sapatilha Divine ainda não tem data certa. Os preços não foram divulgados.

Além da parceria nos modelos customizados dos sapatos, Alessandra Ambrósio é capa da 7ª edição da revista “Plastic Dreams”, da Melissa ©Divulgação

Galeria Melissa em NY já tem data de inauguração; saiba tudo sobre o projeto

31/01/2012

por | Moda

Croqui da fachada da Galeria Melissa NY ©Divulgação

A primeira loja própria da Melissa fora do Brasil será inaugurada no dia 8 de fevereiro em Nova York, mais precisamente no bairro do Soho. Ela vai seguir os mesmos moldes da concept store da rua Oscar Freire, em São Paulo, com os produtos da marca associados a intervenções artísticas; a diferença é que como o prédio da Galeria Melissa de NY é tombado, as intervenções serão feitas na parte interna. E o FFW adianta: o primeiro artista convidado a expor no endereço é Eli Sudbrack, brasileiro radicado na Big Apple, conhecido por seu trabalho colorido e irreverente. É ele quem assina a malha de paetês que enfeita as paredes do fundo e lados do ambiente; a estrela de neon da vitrine; e o vídeo de arte que será projetado no subsolo.

O lançamento da Galeria Melissa NY deve acontecer com uma festa fechada para parceiros da marca e celebridades: Vanessa Hudgens, Dita Von Teese, Jason Wu e Gaetano Pesce são alguns dos nomes já confirmados.

Galeria Melissa NY
102 Greene St, Manhattan
New York/ US – 10012

Croqui do interior da Galeria Melissa NY ©Divulgação

Croqui do interior da Galeria Melissa NY ©Divulgação

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“Vestir Michelle Obama me lançou de outra maneira”, diz Jason Wu

20/07/2011

por | Moda

entrevistajasonwu_002Jason Wu conversa com o FFW no Dalva & Dito ©Juliana Knobel/FFW

O estilista Jason Wu está em São Paulo à convite da Melissa para lançar sua linha de sapatos para a marca. Acompanhado de seu namorado, Jason enfrentou uma maratona de encontros,  eventos e entrevistas com muito bom-humor. Simples, tímido, focado e sempre com um sorriso no rosto, ele conversou com o FFW durante um café no Dalva & Dito. Veja só.

Qual você acha que foi o momento mais transformador na sua carreira?

Há alguns momentos importantes. Eu acredito que ser parte do CFDA foi crucial e também ter sido indicado pelo CFDA como melhor estilista e melhor designer de acessórios. Claro, vestir a primeira-dama Michelle Obama me lançou de uma forma totalmente diferente. Então várias coisas aconteceram que me trouxeram até onde estou hoje.

A gente sabe o impacto que vestir a primeira-dama ou uma celebridade tem na carreira de um estilista. Você acha esta relação crucial para ter sucesso comercial?

Acho que sim, pois os jovens estilistas não podem anunciar me revistas, não fazem campanhas. Então é importante que nosso trabalhe fale por si próprio. E ter a chance de vê-lo em alguém importante é muito bom, pois traz visibilidade. Então eu acho que é muito bom, mas também é importante que seja a pessoa certa, alguém que aprecie a mesma estética que você.

entrevistajasonwu_003©Juliana Knobel/FFW

Como você percebe a mulher brasileira?

Vejo que elas amam a moda, o que é muito bom. Acho a brasileira muito feminina, o que acho ótimo porque o que eu faço também é muito feminino.

Quais são os planos de expansão da sua marca?

No momento minha marca está em 150 lojas no mundo inteiro, mas quero expandir mais, globalmente. Vou começar a vender em Milão nessa próxima estação e a aumentar meus negócios na China e no Japão e, espero, no Brasil. É muito importante ser um designer global e não regional. Hoje, ter uma coleção bem sucedida é ter visibilidade internacional e também fazer coisas que são diferentes, que é o que me trouxe a essa colaboração com a Melissa. Eu fiquei muito surpreso ao saber que a Melissa existe a todo esse tempo! Tem uma história tão rica e tanta gente que eu conheci cresceu usando as sandálias da Melissa. É interessante porque tenho que pensar em um produto que seja único e diferente do que eles já fizeram – e eles já fizeram tanta coisa – e ainda dar a ele uma pegada Jason Wu.

Você tem 27 anos, sua marca existe há apenas cinco anos e hoje você é um estilista com grande visibilidade e veste mulheres globalmente famosas. Qual o tamanho da pressão ao desenhar cada coleção?

Sou meu pior crítico. Sempre quero ser melhor do que a estação passada e é assim que deve ser: uma evolução. Como estilista e como pessoa, acho que a gente nunca pode achar que já fez de tudo. É importante manter os olhos sempre abertos e especialmente abertos para coisas novas: novos materiais, novas ideias, novas técnicas, novos mercados. A moda é divertida porque tem sempre algo acontecendo. É uma das indústrias que mudam mais rápido no mundo então precisamos estar sempre lá na frente. Entender o que está acontecendo no mundo e traduzir isso em coleções interessantes. Mas é uma busca eterna por um resultado melhor do que o anterior.

Você surgiu junto com outros estilistas asiático-americanos, como Alex Wang, Derek Lam e Phillip Lim. Como é a relação entre vocês?

Nós somos amigos e há essa coisa de se pertencer a um grupo, o que é muito interessante. Somos parte de uma geração, fazemos muita coisa parecida ao mesmo tempo e acho importante se relacionar com os outros estilistas. Essa indústria é tão pequena, de certa forma, que é legal ter essa ideia de comunidade.

Você consegue ficar sem trabalhar?

Não muito. Viajo o tempo todo a trabalho e essa é a melhor parte da minha profissão. Acabo conhecendo diversos países. Aqui no Brasil as pessoas que me acompanharam me levaram para os lugares mais legais de São Paulo, porque eles conhecem bem aqui. Mesmo que eu esteja trabalhando, consigo fazer muitas coisas interessantes porque tenho ótimos “guias turísticos”.

Quando você voltar para Nova York e seus amigos perguntarem “como foi no Brasil?”, o que você vai dizer?

A comida é tão boa! Ou melhor, deliciosa!

FFW bate um papo com o estilista Jason Wu, que está em SP

19/07/2011

por | Moda

Jason_Wu1

Hoje de manhã o FFW esteve em um brunch oferecido pela Melissa no Dalva e Dito em torno do estilista Jason Wu, o mais novo colaborador da marca. No andar de baixo do restaurante, as pessoas eram recebidas por quitutes simples e deliciosos de Alex Atala, como empadinhas de camarão e bolinhos de arroz e bacalhau. Uns tomavam champagne, outros café. E no meio do salão, os modelos que Wu criou para a marca.

Após passar na Galeria Melissa para fazer uma sessão de fotos, Wu chegou com a entourage que veio junto de Nova York, entre eles, a distribuidora da Melissa nos EUA, o diretor da marca e o PR Lorenzo Martone.

Hospedado no hotel Emiliano, ele tinha o primeiro dia livre para descansar, mas preferiu sair para a rua e conhecer a cidade. Visitou o QG da Melissa nos Jardins, almoçou no D.O.M, foi ao Iguatemi e jantou no Kosushi. Muito simpático e educado, Jason conversou com a gente e contou um pouco de sua breve passagem pelo Brasil.

“Gostei muito de trabalhar com a Melissa. Eu aprendi bastante pois usei uma matéria-prima nova para mim (o plástico). Foi um processo bacana”.

“Vou embora na quinta-feira. Uma pena que tudo aconteça tão rápido. Daqui vou pra China e depois tenho que ficar em Nova York porque logo, logo já acontece a temporada de Primavera-Verão”.

“Estou gostando de São Paulo, quero ver se volto para a Fashion Week. O Brasil é muito estimulante. Eu já trabalho com a Daslu e logo vou começar a vender na NK Store”.

“Huum, adoro isso (ao ver um salgado que estava sendo servido no Dalva e Dita). É pan di queij? É assim que se fala? Pan di queij? É uma delícia. Aliás, a comida aqui é muito boa. Ontem fomos almoçar no D.O.M, achei ótimo.”

- Hoje tenho 25 pessoas fixas trabalhando comigo na Jason Wu.

- Nossa, é bastante para um estilista tão jovem (ele tem 27 anos).

- Mas antes só tinha uma pessoa! Tudo aconteceu muito rápido. Comecei há cinco anos no meu apartamento, com meu amigo. Fazíamos tudo que precisava ser feito. Hoje estou a cada semana em um lugar diferente.

- E como você faz para dar conta de tudo com tantas viagens?

- Eu não durmo (risos)! É sério, eu não durmo! Trabalho sem parar.

Veja aqui as Melissas de Jason Wu e aguarde a entrevista com ele, que será publicada amanhã

Jason Wu aterrisa em SP com agenda cheia à convite da Melissa

18/07/2011

por | Moda

jason-wuJason Wu ©Reprodução

Já contamos aqui que Jason Wu é o mais novo nome a colaborar com a Melissa. Ele customizou modelos clássicos da marca (Lady Dragon e Ultragirl), com laços e rendas. O  jovem estilista desembarcou em São Paulo para celebrar a parceria, e de hoje (18.07) até sexta-feira (22.07), ele tem programação em terras brasileiras. Na terça (19.07), a marca fará um brunch para a imprensa e uma festa só para convidados na Galeria Melissa, com ele como principal estrela. O FFW estará em todos os eventos em torno de Wu, aguardem mais notícias e fotos!

Jason Wu nasceu em Taiwan e, aos nove anos, mudou-se para o Canadá com sua família. Seu interesse por moda vem de cedo, ele aprendeu a costurar fazendo roupas para bonecas ainda criança. Aos 14 anos, foi estudar escultura no Japão e aos 16, Wu começou a criar roupas para bonecas em uma companhia de brinquedos. Foram duas linhas para a Integrity Toys, a “Jason Wu dolls” e a “Fashion Royalty”. Um ano depois, Wu assumiu a direção criativa da empresa.

james-taylorAs bonecas de Jason Wu ©Reprodução

Wu passou seu último ano do colegial em Paris e foi por lá que decidiu virar estilista. Depois de se formar, estudou moda na Parsons, instituição reconhecida por seus cursos de moda e design, e chegou a estagiar com Narciso Rodriguez.

Wu lançou sua linha de roupas financiada pelo dinheiro que ganhou desenhando para as bonecas. Em 2006, estreou na passarela e arrancou críticas positivas já em seu primeiro desfile. Sua estética, seus modelos femininos sem pesar no romantismo e a elegância de suas criações começaram a ser reconhecidas já nessa época.

primeiro-desfile-jason-wuO primeiro desfile de Jason Wu ©Reprodução

As principais influências de Jason vêm dos trabalhos de Richard Avedon, Charles James e Jacques Fath. Viajar é outra coisa que atiça a criatividade do estilista, Asia, Europa e América Latina são destinos que o inspiraram.

Com apenas 28 anos, Jason já é considerado um grande designer e conseguiu alçar altos voos. Foi um dos finalistas do prêmio CFDA em 2008 e, no ano passado, ganhou o prêmio de moda feminina da Swarovski, uma das categorias do CFDA. Em abril deste ano, foi indicado para a premiação na categoria de acessórios.

Além do sucesso entre as autoridades em moda, Jason Wu é sucesso de público. Suas criações estão sempre nos tapetes vermelho e uma de suas clientes mais assíduas é, ninguém mais, ninguém menos que a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, que escolhe seus vestidos para usar em celebrações e eventos importantes. Veja o trabalho de Jason Wu na galeria:

+ Releia nossa entrevista com Garth Pugh, que também criou uma Melissa especial

Jason Wu é o mais novo colaborador da Melissa; veja os dois modelos

05/07/2011

por | Moda

jason-wu-é-novo-colaborador-da-melissaJason Wu ©Reprodução

O jovem estilista Jason Wu acaba de ser anunciado como o novo colaborador da Melissa: ele customizou dois modelos clássicos da marca, Lady Dragon e Ultragirl, adicionando detalhes femininos como laços e rendas que têm tudo a ver com o estilo da sua grife homônima. Os produtos chegam às lojas em setembro no Brasil e em novembro no mercado externo.

E mais: para celebrar a parceria, o estilista virá ao Brasil para uma estadia de cinco dias em São Paulo, de 18 a 22 de julho, sendo que no dia 19 a marca brasileira fará uma festa só para convidados na Galeria Melissa.

Esta é a segunda  colaboração gringa anunciada pela Melissa para 2011; no primeiro semestre do ano, foi a vez do britânico Gareth Pugh passar por aqui para divulgar a sua parceria com a marca — relembre a entrevista que ele concedeu ao FFW!

melissa-jason-wu-1 Melissa Lady Dragon + Jason Wu: R$ 169,90 ©Divulgação

melissa-jason-wu-2Melissa Ultragirl + Jason Wu: R$ 109,90 ©Divulgação

Uhu! Gareth Pugh! FFW bate papo com estilista britânico

31/05/2011

por | Gente, Moda

IMG_5537©Juliana Knobel

O estilista britânico Gareth Pugh é conhecido por sua moda experimental, pelos vídeos modernos que produz com a diretora Ruth Hogben para mostrar suas coleções e por ser uma das maiores promessas da herança da moda britânica deixada por McQueen e Galliano. Tímido e sempre de preto, tem também quem ache que ele é uma pessoa difícil e arredia. Nada disso. Gareth é um doce, digamos assim. Educado, fala baixo, com tranquilidade e sorri com frequência. Nosso primeiro encontro foi em 2007, quando ele veio dar uma palestra na primeira edição do Pense Moda. Quatro anos mais tarde, muita coisa mudou em sua vida. Agora, está no Rio à convite da Melissa, que vai lançar uma estampa sua em uma das sandálias da marca e, mais para o fim do ano, coloca nas lojas uma Melissa desenhada pelo estilista, assim como fizeram com Zaha Hadid, entre outros profissionais de destaque. Gareth recebeu a gente para um papo em seu hotel em Copacabana, um lugar que até há pouco tempo, fazia parte apenas dos seus sonhos.

Gareth, como está a sua vida agora? Antes você desfilava em Londres, era ainda um jovem estilista. Hoje você desfila em Paris, um movimento que automaticamente envolve mais pressão.

Agora eu também estou produzindo em uma fábrica italiana, que passa bastante sofisticação para a peça. Produzir na Itália faz você dar um passo a frente com o seu trabalho.

A questão da pressão tem mais a ver com a pressão que eu exerço sobre mim mesmo do que a externa. Eu quero fazer o melhor possível. Todo mundo fala do meu primeiro desfile em Paris, mas eu já tinha aquela ideia na cabeça quando fechei com a semana de moda de Paris. Então eu teria feito algo naquela linha mesmo se tivesse desfilado em Londres. Agora lá era uma coisa mais de diversão do que vender roupas. Eu não tinha um estilo de vida exuberante para sustentar, pegava a verba de patrocínio que recebíamos e montava minha coleção e me envolvia em projetos como o figurino da Kylie Minogue. Era muito mais ligado a sonho e fantasia do que a negócios.

Mas hoje você já não pode mais pensar assim, certo?

Pois é, e tudo tem sempre a ver com dinheiro. Em Londres, um desfile meu custava 6.500 libras. Em Paris, meu primeiro desfile custou mais de 200 mil. Então você tem que ter um negócio concreto, que funcione. Como a minha ideia é ficar lá, preciso vender roupas. Tem sido um grande aprendizado. Nós não temos mais dinheiro dos patrocinadores, temos que pagar nossas próprias contas, pois em Paris o casting de marcas é muito peculiar. A Chanel não precisa de patrocinador para fazer o maior show da temporada (risos). Lá a gente aprende a andar com nossas próprias pernas.

Depois que McQueen morreu e Galliano saiu da Dior, ficou um buraco no tipo de moda e apresentação que eles faziam, sempre muito teatrais. Muitas pessoas vêem em você uma possível continuação desse estilo…

Bom, é muita responsabilidade, mas acho que eu pertenço a uma geração que traz essa herança britânica de estilistas excêntricos. Londres sempre vai produzir gente assim. Quando eu era jovem, olhava muito para Galliano e McQueen e é triste que eles não estejam mais aqui, por razões diferentes. Bom, se essa é uma responsabilidade que eu tenho, é uma responsabilidade bem divertida.

GP Melissa SandalCroqui da Melissa criada por Gareth Pugh ©Divulgação

Em duas estações você fez um filme para mostrar sua coleção em vez de um desfile. Essa decisão tem a ver com custos ou é uma área que você tinha vontade de experimentar?

Eu adoro filmes de moda, acho incrível. Acho extremamente importantes, mas não é qualquer marca que sabe fazer bem. Eu tenho uma parceira que tem um trabalho maravilhoso, a Ruth Hogben, mas trabalhamos duro, não é fácil fazer um filme de alto nível. Claro que você pode gastar milhões nisso, como a Chanel fez ou contratar o Baz Luhrmann, o David Lynch… A Dior chegou a gastar 3 milhões de euros em um desfile. O McQueen mesmo chegou a dizer que já havia reproduzido todos os fenômenos na passarela: fogo, vento, neve…  Às vezes eu fico frustrado com desfile porque, para onde ir depois disso? Onde você vai parar?

Tem também a questão de que uma apresentação em filme pode ser visto por muito mais gente do que um desfile, mesmo com o livestreaming.

Sim, o último vídeo teve milhões de views. Imagine um desfile com toda essa gente! É muito poderoso. Além do mais, com fotos de coleção, eu não tenho controle do que as pessoas vão fazer com essas fotos, de que forma elas serão usadas. Com o vídeo eu tenho o controle de volta.

E você ainda consegue trabalhar de maneira experimental como antes?

Eu sei que uma semana de moda é business e dinheiro. Mas para mim tem que ser algo a mais que isso. Em Londres eu desfilava e não vendia uma única peça (risos). Agora tenho que vender porque quero me manter no jogo. Mas eu não tenho a ambição de vender milhões de roupas, quero continuar fazendo o que eu amo, em baixa escala, e trazer algo que tenha valor para as pessoas.

Como foi a experiência com a Melissa, que é uma marca grande?

Foi um trabalho específico e muito divertido. Essas parcerias são bacanas para as pessoas que não podem comprar uma peça minha de prêt-à-porter poderem ter algo de Gareth Pugh. É importante para mim uma parceria como essa. E a estampa da sandália é muito a minha cara. Ela partiu de um desenho que eu fiz assim que saí do colégio e desde então ele muda um pouco a cada estação. É uma estampa histórica na minha carreira.

Você não tem site, não tem Facebook, twitter… Onde a gente te acha?

Realmente, não tenho nada disso! Estava no início do MySpace, mas comecei a receber umas mensagens de gente brava que eu não aceitava como amigos, daí resolvi sair. Eu não tenho tempo e também não entendo por que alguém quer ficar me seguindo. Mas não dá para renegar a internet, pois você acaba sendo deixado para trás. Eu adoro Google Image, acho incrível. Também amo o showstudio, youtube…  Agora, quanto a informações minhas na internet, eu prefiro manter o negócio assim, meio misterioso…

30743_9441(2)O modelo Ultra-Girl com a estampa desenvolvida por Gareth ©Divulgação

Faz tempo que você tem vontade de vir ao Rio. Como está sua viagem?

Estava contando pro meu namorado como é estranho estar no Rio. Eu comparo com a primeira vez que vi Kate Moss, quando ela passou por mim no backstage de um desfile. É uma pessoa que você está tão acostumado a ver em revistas, anúncios e de repente ela aparece na sua frente. É a mesma coisa com o Rio. Depois de ver o Cristo e a praia de Copacabana em tantos postais e na TV, é uma sensação maluca ver tudo isso ao vivo. É maravilhoso, um sonho. Fomos ao Pão de Açúcar e para mim era como uma Disneylandia.

E você vai vender suas peças aqui em algum momento?

Eu não cuido dessa parte comercial, de estoquistas, de vendas, mas não sei se minhas roupas são apropriadas para o clima brasileiro. (para e pensa). Bom, é pra isso que serve o ar condicionado, não?

Alta do algodão provoca queda nos lucros das lojas de fast fashion

12/04/2011

por | Moda

h&mUma das centenas de lojas da H&M em dia de lançamento

A indústria do fast fashion está em crise. Quem anda saindo na frente, desta vez, são as marcas eco-friendly e as chamadas mid-range, que ficam entre as fast e o prêt-à-porter. É o que diz um estudo feito pelo site stylecompare, em que o consumidor pode comparar os itens das lojas por marca e preço. A pesquisa foi publicada pelo jornal britânico “Telegraph”.

Desde que lojas que vendem suas coleções por preços muito baixo apareceram, pessoas passaram a questionar como conseguiam chegar naqueles valores. Como as roupas são feitas? Onde? E sob quais condições? E não demorou para que várias ONGs colocassem nas ruas campanhas que estimulam o consumo consciente.

O primeiro grande baque sentido pelas fast fashion foi no ano passado, quando o lucro da rede H&M caiu 11%.

Parte do prejuízo se dá por conta da alta do algodão, que quase dobrou seu preço nos últimos meses. A H&M não quis aumentar os preços de suas roupas para suprir os gastos a mais com o algodão e acabou no negativo. Um analista da Societe Generale disse que a indústria do “cheap chic” não pode continuar a absorver os custos cada vez mais altos sem aumentar os preços.

Outras empresas tiveram quedas, como a Next e a Primark, que é ainda mais barata que a H&M. Para outro analista, Tom Gadsby, a situação é uma faca de dois gumes. “Aumente os preços e você ganha rejeição dos clientes, que já se acostumaram com os valores baixos. Não aumente e as empresas não vão lucrar”, diz.

O estudo também aponta um outro motivo para a baixa de lucros do segmento: há um número grande de pessoas que querem devolver suas compras, mostrando que elas esperam mais em troca do que está sendo oferecido (baixa qualidade é uma das maiores reclamações). “O clima do consumo no Reino Unido vai mudar drasticamente”, diz Julia Rebaudo, do StyleCompare. “Os problemas pelos quais a H&M passou eram inesperados. Os hábitos do consumidor estão mudando e eles estão mais atentos ao valor que uma peça de investimento traz, ainda mais em uma época em que ser consciente com seu dinheiro é um dever”. De fato, os preços exageradamente baixos estimulam um consumo negativo: que gera uma ansiedade para se ter muito, por pouco, e depressa.

melissaLoja da Melissa, em São Paulo ©Reprodução

Atualmente, entre as marcas que estão se sobressaindo no gosto do consumidor, estão a Urban Outfitters, uma verdadeira febre entre os jovens americanos e europeus, e a brasileira Melissa, que se encaixa no perfil “consciente”. As vendas de marcas deste tipo subiram cerca de 68%, pois o consumidor associa o termo eco-friendly a qualidade e honestidade nos processos de produção e comercialização.

Melissa monta cápsula do tempo em seu lounge no #SPFW

31/01/2011

por | Moda

por Veronica Deviá

O interior do lounge da Melissa, idealizado por Daniela Thomas e Felipe Tassara ©Divulgação

Durante os desfiles do inverno 2011 do SPFW, o burburinho em frente ao lounge da Melissa não deixa esconder: a marca definitivamente é um dos objetos de desejo de muitas mulheres que frequentam a Bienal. Com “Time Code” como tema da coleção desse ano, o espaço exclusivo tem projeto de Daniela Thomas e Felipe Tassara, que cobriram paredes e teto com espelhos futuristas.

Com parcerias com grandes nomes da moda e das artes como Gaetano Pesce e Vivienne Westwood, a marca vem buscando conectar-se às tendências de seu público também na internet. Nesta temporada, desenvolveu sua nova coleção baseada nos trending topics do twitter após encontrar verbos como kissing, wanting e loving entre os mais usados. A tendência também foi reforçada por um convite feito à blogueiras fãs da Melissa que devem fazer a cobertura do evento participando de desfiles e lounges na Bienal, registrando tudo no site da marca.

Modelo de sandália exposto no lounge Time Code da Melissa ©Divulgação

“A moda para mim é um hobby e estar aqui é um sonho realizado”, conta a bióloga Thaina Lima, 27, uma das blogueiras. Em sua página, ela cria looks com as sandálias da marca e resenha os lançamentos, dando dicas também de como usá-los, “Os sapatos têm apelo porque têm muita variedade, modelos inusitados e um preço acessível”.

Melissa vs. Macy’s: sandália assinada por Madonna pode ser plágio!

27/01/2011

por | Moda

linha-de-madonna-para-a-macys-teria-plagiado-a-melissaO modelo da Material Girl (em cima), a US$ 19,95; e a Zig Zag da Melissa em parceria com os irmãos Campana, a R$ 99,90 ©Reprodução

Estão circulando pela internet notícias de que a Material Girl, linha de roupas e acessórios criada por Madonna em parceria com a rede norte-americana Macy’s, teria plagiado o modelo Zig Zag da Melissa, originalmente criado em parceria com os irmãos Campana em 2004. O FFW falou com Paulo Pedó, gerente da divisão Melissa na Grendene, e ele explicou o caso e os possíveis desdobramentos:

Paulo conta que foi ontem (26/01), por meio do site Petiscos, que tomou conhecimento de que a Material Girl estaria vendendo um produto na Macy’s muito similar à Melissa Zig Zag; ele afirma que viu o modelo no site da Macy’s e achou que há uma “similaridade muito grande”, mas ao contrário do que foi reportado em outros sites, ainda não foi feita uma acusação formal e não há planos concretos de abrir um processo judicial contra a Material Girl ou a Macy’s. O departamento jurídico da Grendene, que fabrica a Melissa, ainda está esperando a chegada do produto físico para avaliar se, realmente, houve utilização da propriedade intelectual Melissa/irmãos Campana. Se isso for comprovado, o primeiro passo é enviar uma notificação formal para as acusadas com o pedido de retirada de produto do mercado. Caso isso não aconteça, só então será aberto um processo jurídico.

“Há muitos modelos parecidos com os produtos da Melissa por aí, e às vezes a gente até considera um elogio, porque é tão difícil uma marca brasileira ser referência no exterior _quer dizer, ninguém copia o que está dando errado no mercado”, Paulo diz. “Mas nós temos todo um gasto com pesquisa, desenvolvimento de produto, além do trabalho de firmar parcerias como com os Campana; o nosso departamento jurídico está em trabalho constante para proteger os nossos direito em relação à propriedade intelectual, ainda mais em casos como esse, em que o modelo Zig Zag é inspirado em um trabalho já estabelecido dos irmãos Campana”, ele continua. Paulo conta até que Fernando Campana chegou a comentar o caso com ele por email, em uma “manifestação de surpresa do tipo “nossa, você viu isso?”".

Paulo conta ainda que esse tipo de ação judicial já foi aberta muitas vezes pela Melissa e que a marca ganhou “quase 100% das vezes”, inclusive no exterior. Fiquem ligados para mais desdobramentos do caso Melissa X Material Girl aqui no FFW!

+ Site da Macy’s

+ Site da Melissa

Melissa lança novo olhar sobre design em plástico com projeto Academy

11/01/2011

por | Moda

via @SergioAmaral

De volta ao Fashion Rio e cheia de novidades, a Melissa lança nesta temporada de moda o projeto Melissa Academy, que pretende incentivar a criação em plástico por meio de workshops e oficinas em parceria com universidades e estudantes de design.

loungeO espaço da Melissa, na entrada do Pier, onde acontece o Fashion Rio ©Sergio Amaral/FFW

E o start foi com o pé direito. A primeira edição do projeto que rolou na renomada Head Gèneve (Escola Superior de Arte e Design de Genebra) já rende frutos: dos 24 designers participantes, 3 estudantes foram selecionadas para ter seus modelos produzidos e comercializados pela marca.

O desafio proposto aos alunos era criar um “walking object”, um “body accessory”. Vieram 1.001 pirações e o vídeo exibido no espaço da marca, em frente à entrada principal do Fashion Rio, mostra várias delas _pés pintados, plástico queimando, gente pulando, andando descalça, muitos desenhos e estudos anatômicos.

patoA Melissa Academy Duck + Head Gèneve, criação de Julie Simon ©Sergio Amaral/FFW

Das salas de aula na universidade de Genebra para as máquinas injetoras de Melissa saíram projetos ultra originais, como os das francesas Julie Simon, 26, que colocou um patinho de borracha no salto de seu modelo, e Morgane Ribeyrolles, 24, que desenvolveu um modelo customizável, que pode ganhar volume e mudar de proporções de acordo com a vontade (e a criatividade) de quem o veste. “Tomei como ponto de partida a bandeira do Brasil e suas estrelas, transformando-as em círculos que você pode interligar, brincando com a forma do calçado”, explica Morgane.

estrelasA Melissa Academy Metamosphose + Head Gèneve, criada por Morgane Ribeyrolles ©Sergio Amaral/FFW

A suíça Marine Stampfli, 26, também foi nesse caminho mutante, criando uma espécie de quebra-cabeças com flores de plástico. “Melissa para mim é diversão, prazer. Flores e quebra-cabeças são coisas com que eu adorava brincar na infância”, comenta.

floresA Melissa Academy Eclosion + Head Gèneve, de Marine Stampfli ©Sergio Amaral/FFW

As três peças estarão à venda a partir de abril na Galeria Melissa e no site melissa.com.br, em tiragem limitada de mil pares no total. Depois da incursão pela Head Gèneve, a Melissa Academy baixa ainda este ano no Senai (RJ), na Esdi (RJ) e na Unisinos (RS).

Melissa lança coleção customizada e limitada: veja as fotos!

07/12/2010

por | Moda

A stylist Lu Lima, em parceria com a Melissa, lançou 6 customizações para os modelos Lua, Patchuli e Amazonas, da coleção Verão 2011, com venda exclusiva na concept store da marca na rua Oscar Freire, em São Paulo, a partir de quinta-feira (09/12).

A carioca contou ao FFW que o convite surgiu há cerca de 5 meses, depois que ela cuidou do styling de um desfile interno da Melissa. A partir daí, foi feito um trabalho de pesquisa de materiais dentro do tema escolhido por ela _os anos 1980. “Eu adoro os anos 1980, é bem o meu universo. Entrei muito no meu mundo com o brilho, a cor, as figuras geométricas e fui provando materiais e fazendo testes”, disse.

Lu criou também os uniformes _macaquinho e vestido_ que as vendedoras da Galeria Melissa usarão no mês de dezembro. O vestido, aliás, também estará à venda exclusivamente nessa loja.

Na galeria você vê todos os modelos customizados! Lu Lima garante que o preferido dela é a rasteirinha Lua com fios de plástico colorido. Deixe o seu comentário e aponte o seu favorito!

Cibelle cria nova fachada e novo modelo na Galeria Melissa

15/10/2010

por | Cultura Pop

A cantora Cibelle, radicada em Londres há uma década, estará em São Paulo no domingo, 17 de outubro, montando a nova fachada da Galeria Melissa, nos Jardins. Em parceria com os artistas plásticos e amigos Rick Castro e Rafa Dejota, ela também montará uma instalação audiovisual no jardim de inverno do espaço.

layout-galeria-melissa-cibePrévia do novo layout, que será montado em 17/10 ©Divulgação

E para juntar ainda mais o útil ao agradável, a equipe Melissa inspirou-se num dos hits de Cibelle, “Sapato Azul”, e aptamente criou 400 pares em azul Klein de um modelo de salto alto estruturado em meia pata: a Melissa Amazonas by Cibelle La Sonja Khalecallon.

melissa-amazonas-cibelleCibelle usando a versão limitada da Melissa Amazonas, em azul Klein ©Divulgação

A embalagem das sandálias, que estarão à venda na própria Galeria e na loja virtual, ainda inclui o single e o clipe de “Sapato Azul”, lançado com exclusividade pela Cria.lab/Crammed/ST2 para a ocasião.

Galeria Melissa
R. Oscar Freire, 827, Jardim Paulista – SP
Tel.: (11) 3083-3612

Katy Perry na capa e Amazônia no recheio: a nova “Plastic Dreams”

06/09/2010

por | Moda

O Verão 2011 da Melissa é Amazonista. Então é natural que, para a 4ª edição da Plastic Dreams, a diretora criativa Erika Palomino, o fotógrafo Gui Paganini e outras 11 pessoas (e 300 quilos de malas) tenham ido até a Ilha de Marajó, no delta do Rio Amazonas, para clicar um mega editorial.

As modelos Marcelia Freesz e Paula Zago (ambas WAY), com styling maximalista de Daniel Ueda, fizeram o necessário: se jogaram na água, escalaram árvores e interpretaram araras – tudo, claro, de Melissa.

melissa-plastic-dreamsFotos da nova Plastic Dreams: Amazônia in loco ©Divulgação

Mas nem só de Marcelias e Paulas é feito um shooting de moda: a Barbie, pelas lentes de Dudu + Mendez, também ganhou uma viagem à Amazônia com looks especiais de Neon, Do Estilista, Osklen e Rosa Chá, além de Melissinhas especiais.

IMG_4388Tudo sob medida para a boneca Barbie (incluindo a mini-Melissa) ©Divulgação

A revista – que traz a cantora Katy Perry na capa – será distribuída a partir de setembro no Brasil. Países gringos como França, Japão, Alemanha, Itália e Inglaterra receberão versões em inglês em janeiro de 2011.

capa-plastic-dreamsKaty Perry na capa da Plastic Dreams #4 ©Divulgação

+ melissa.com.br