Depois da crítica feita à indústria francesa de moda por ela não investir em novos talentos, parece que a mesma está tentando se redimir. Segundo o “WWD”, o presidente da LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), Bernard Arnault, um dos homens mais ricos da Europa, está investindo em um jovem designer, o francês de 27 anos Maxime Simoens, e na sua marca homônima. Esta é a segunda vez que Arnault investe em uma marca nova. A última foi em 2009, quando a LVMH comprou 49% das ações da Edun, grife socialmente responsável de Bono Vox do U2 e de sua mulher Ali Hewson.
O nome talvez lhe seja familiar das novelas da Dior – Maxime era um dos nomes que os boatos apontavam para substituir Galliano na maison francesa –, e agora com o investimento do empresário francês, espera-se que se ouça de Simoens com muito mais frequência. O designer nasceu na cidade francesa de Lille em 1984 e estudou na escola da Chambre Syndicale de la Couture em Paris, onde se formou como melhor da sua classe. Teve como mentores e “padrinhos” Elie Saab, Jean-Paul Gaultier, John Galliano e Nicolas Ghesquière. Em 2011 foi nomeado diretor criativo da maison Léonard, onde ficou durante um ano.
Hoje, Simoens e sua marca homônima fazem parte do calendário da semana de moda de alta costura de Paris, e tem fãs como a atriz Rachel McAdams e a dupla de “Gossip Girl”, Blake Lively e Leighton Meester.
Nesta quarta-feira (04.04), foi anunciada uma parceria surpreendente: em editorial desenvolvido para a revista bianual “Arena Homme+”, os personagens do jogo “Final Fantasy XIII-2” aparecem vestidos por peças da coleção masculina de Primavera/Verão 2012 da Prada. A inusitada colaboração, que poderá ser conferida na íntegra a partir do dia 12 de abril, quando a publicação for lançada, faz parte de uma série de comemorações ao aniversário de 25 anos da franquia de videogames “Final Fantasy”.
“Eu sempre me interessei pelo poder dos videogames e pelo espaço que eles ocupam na sociedade, e a quantidade de trabalho que tivemos para concluir este projeto me deixa assombrado. Estamos muito satisfeitos com o resultado”, comentou Max Pearmain, editor da revista. Sobre a colaboração com a Prada, Yoshinori Kitase, produtor da série, comentou: “A série “Final Fantasy” é conhecida por sua criatividade e inovação, então trabalhar com a Prada, uma marca de moda renomada e com roupas tão bonitas, foi uma oportunidade muito empolgante. As imagens que nós criamos juntos são vibrantes e únicas”.
Apesar de surpreendente, a parceria é algo que se pode esperar da Prada, já que a marca italiana é com frequência pioneira em segmentos que vão muito além da moda, sempre adicionando tecnologia e ousadia aos seus designs e projetos paralelos.
A campanha da nova linha de óculos da Burberry, lançada nesta terça-feira (03.04), traz os músicos das bandas britânicas One Night Only (do vocalista George Craig, garoto-propaganda da grife há algumas temporadas), Life In Film e The Daydream Club, além da cantora inglesa Marika Hackman, em fotos e vídeos gravados exclusivamente em Londres para a marca.
A banda One Night Only, que veio ao Rio de Janeiro durante a edição de Outono/Inverno 2012 do Fashion Rio, gravou a canção “Long Time Coming”; já os grupos Life In Film e The Daydream Club lançaram as músicas “Carla” e “Neon Love Song (Part II)”; enquanto Marika Hackman divulgou “Here I Lie”. Todos os vídeos foram gravados em preto e branco e tiveram a curadoria de Christopher Bailey, diretor criativo da Burberry, que, aliás, vem ao Brasil no final do mês de maio.
Além da campanha, os músicos tocarão em quatro eventos da Burberry durante o mês de maio, realizados em Paris, Milão, Nova York e Sidney. A nova coleção de óculos da Burberry já está disponível nas lojas da marca e em seu site oficial.
A American Apparel teve oito de seus anúncios banidos e retirados do ar pela Advertising Standards Authority (ASA). As imagens em questão apresentavam jovens mulheres expondo peças de roupas íntimas e meias-calças em posições consideradas “pornográficas”. Segundo os jornais britânicos “Telegraph” e “The Guardian”, a medida ocorreu em virtude de reclamações recebidas pela ASA, que, após avaliar a questão, considerou que as fotografias exibiam uma “nudez gratuita”.
A American Apparel negou as acusações de pornografia e objetificação e afirmou que as imagens exibiam apenas garotas reais, na casa dos 20 anos, como muitas fotografias postadas regularmente em redes sociais. Em 2009, a marca americana passou por uma situação similar ao ter uma campanha banida por “sexualizar uma modelo que parecia ser uma criança”.
A Leonard anunciou esta quarta-feira (04.04) a saída de Maxime Simoens de sua direção criativa, após apenas um ano da contratação. De acordo com o “WWD”, ainda não há confirmação do substituto do designer francês, mas especula-se o nome de Raffaele Borriello, co-fundador da marca Requiem.
Ainda segundo o “WWD”, Simoens comentou unicamente que a saída da Leornard o deixaria “livre para se concentrar em projetos novos”, o que abriu espaço para rumores de que o designer estaria em conversações com a Christian Dior.
Paris pode não ser a cidade mais indicada para jovens estilistas. Os preços altos de aluguel, mão de obra e matéria prima deixam a cidade bem mais cara em comparação a outras capitais criativas como Berlim e até mesmo Nova York. Mas mesmo assim, superando todas as dificuldades, uma leva de novo nomes têm chamado considerável atenção nas semanas de moda, atestando que o novo sempre vem.
Paris, ou melhor, a França conta com poucos programas de incentivo e apoio para novos estilistas. As publicações locais tampouco parecem interessadas em promover as marcas jovens que lutam para ter seu espaço entre as grandes maisons. Assim, a moda local parece um tanto quanto estagnada em sua rica e vasta tradição no ramo, tornando o mercado um tanto quanto árido para embriões fashion.
“É muito difícil começar uma grife de moda aqui na França”, conta a especialista em corsets Linda Vongdara que, depois de 5 anos fazendo lingeries sob medida, decidiu lançar sua primeira coleção de prêt-à-porter. Com pano de fundo fetichista, seu Inverno 2010 é inspirado nos uniformes – dos militares aos escolares. Da fonte jorram casacos de marinheiros decorados com faixas vermelhas, capas de alfaiataria desconstruída e saias com plissados nas costas, num estilo bem colegial.
“Quis me focar em peças de corte simples, fáceis de usar, decoradas apenas nos detalhes”, explica a estilista que se encarregou sozinha de todos os processos da pequena coleção – do desenho a costura. E se a imagem final é pouco inovadora, o contrapeso está no acabamento de alta qualidade. “Como é a minha primeira coleção, sei que os compradores prestam muito atenção na qualidade das peças e nos detalhes internos”.
Qualidade e atenção aos detalhes também são elementos essenciais no trabalho de Maxime Simoens. O estilista transforma micro borboletas em animal print de oncinha, canutilhos em estampa abstrata e ainda conta com um manuseio têxtil de alta qualidade.
Seus vestidos próximos ao corpo e suas jaquetas ajustadas em tecidos encorpados com toque militar e um leve clima anos 1940 trazem um equilíbrio muito interessante. “Eu me esforço para nunca cair no excesso, em vestidos muitos elaborados, com decorações over”, diz. “Tenho sempre em mente que a moda será, acima de tudo, vestida por alguém”.
Nicolas Andreas Taralis é outro nome que merece destaque. Depois de três anos longe do circuito fashion, o estilista, que passou rapidamente pela direção criativa da Cerruti, retorna com uma coleção que oscila entre o formal e o casual – com algumas pitadas de sensualidade. Capas de alfaiataria com corte afiado, ângulos precisos e linhas retas, jeans e jaquetas decoradas com zíperes aparentes e vestidos que pareciam maxi echarpes transparentes enroladas pelo corpo.
E já que estamos falando da nova geração, não podemos deixar de lado o jovem brasileiro Pedro Lourenço, que debutou nas passarelas francesas neste Inverno 2010. “A coleção levou três meses para ficar pronta”, contou ao FFW após seu desfile. “Sendo que um mês foi só de desenvolvimento técnico”. O resultado foi positivo: no vídeo acima, a editora da “Vogue Nippon” Anna Dello Russo se declara surpreendida pela qualidade das roupas do estilista que tem somente 19 anos de idade.