Em homenagem à iminente estreia de “Hugo”, o novo filme de Martin Scorsese com première prevista para o dia 23 de novembro nos Estados Unidos e 20 de janeiro no Brasil, a “Harper’s Bazaar” norte-americana armou um ensaio fotográfico que remonta algumas das obras mais icônicas do diretor.
Assista ao trailler de “Hugo”:
“A Época da Inocência”, “Alice Não Mora mais Aqui” e “Taxi Driver” são alguns dos filmes que foram “reencenados” para as lentes do fotógrafo Jason Schmidt, mas com um elenco alternativo que conta com Chloë Moretz, Michael Pitt e Christina Hendricks, entre outros. A revista fez ainda um vídeo com depoimentos dos atores-colaboradores de Scorsese, que você pode assistir aqui, antes de conferir o resultado final do trabalho na nossa galeria de imagens:
O mundo está sem George Harrison desde 29 de novembro de 2001, mas o vazio que ele deixou poderá ser parcialmente preenchido ainda este ano, com o lançamento do documentário “George Harrison: Living in the Material World”, dirigido por Martin Scorsese. Living in the Material World é, aliás, nome do quinto álbum solo de Harrison, lançado em 1973, e também de uma canção de sua autoria.
O filme mostra a carreira do guitarrista nos Beatles, sua empreitada solo muito bem-sucedida e a passagem pelo cinema – ele criou uma produtora em 1978 chamada “HandMade Films” –, e será conduzido por narrações de George, com material inédito como fotos e filmagens caseiras que foram fornecidas pelo arquivo da família Harrison. Óbvio que a paixão do guitarrista pelo misticismo indiano, que esteve tão presente em seu trabalho, não será deixada de lado.
+ Assista ao trailer de “George Harrison: Living in the Material World”:
Quem produz o filme ao lado de Scorsese é ninguém menos que Olívia Harrison, viúva de George. “O conhecimento que Martin Scorsese tem sobre George ficou evidente logo na primeira vez que nos encontramos para discutir o projeto. Ele consegue sentir tudo aquilo que constitui George: sua música, suas crenças, sua arte, seu lugar na história dos Beatles e toda a extraordinária vida que teve depois da banda. O incrível filme de Marty encontrou tudo isso e muito mais”, declarou ela, em um comunicado oficial. Para compor o documentário, Olivia disse que gastou “incontáveis horas à procura de notas de seu marido, fitas cassetes e fotos”. Além desse material, entrevistas com Paul McCartney, Eric Clapton, Terry Gilliam, Eric Idle, George Martin, Yoko Ono, Tom Petty, Phil Spector, Ringo Starr e Jackie Stewart também estarão no filme.
Além de Olivia e Martin Scorsese, Nigel Sinclair também está na produção. Ele trabalhou com Scorsese em um filme sobre o músico Bob Dylan, “No Direction Home”. Sobre o projeto, o cineasta declarou como um “trabalho de amor”, pois sempre fora um admirador das músicas e do próprio Harrison.
+ Ouça “Living in the Material World”, de George Harrison:
“George Harrison: Living in the Material World” foi comprado pela HBO dos EUA, que vai exibir o documentário como um especial de duas partes, em 5 e 6 de outubro. Mas, ainda bem, o filme rodará festivais pelo mundo, começando pelo New York Festival, que acontece de 30 de setembro a 16 de outubro.
Enquanto isso, relembre George em alguns filmes com os “FAB four” de Liverpool: “A Hard Day’s Night” (1964) e “Help!” (1965), com direção de Richard Lester, “Magical Mystery Tour” (1967), a animação “Yellow Submarine” (1968) e o documentário “Let It Be” (que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original), produzidos e dirigidos pelos próprios integrantes da banda.
Há também “I, Me, Mine”, a autobiografia de George Harrison lançada originalmente em 1980, sem versão no português, que leva o nome de uma canção escrita por Harrison, do álbum “Let it Be”.
“Ilha do Medo” (título original “Shutter Island”) se passa em 1954, no auge da Guerra Fria, e tem como ponto de partida uma visita investigativa do detetive americano Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) ao impenetrável (e fictício) Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, que fica numa localidade chamada Shutter Island. Na vida real, a ilha se situa a menos de 160km de Boston e abriga apenas a vida cotidiana, e o sanatório é um asilo abandonado em Massachusetts. Mas isso só na vida real.
A extrema habilidade do diretor Martin Scorsese em romper o limiar entre ficção e realidade é, mais uma vez, arrebatadora: com condições climáticas atuando como se fossem um personagem absolutamente cruel, figurantes doentios e ação de tirar o fôlego, “Ilha do Medo” proporciona 138 minutos de pura adrenalina na veia.
Adaptado do livro homônimo de autoria de Dennis Lehane e assumidamente inspirado no clássico do cinema expressionista “O Gabinete do Doutor Caligari” (Martin Scorsese declarou que estava olhando para um pôster do filme quando aceitou dirigir “Ilha do Medo”), o longa-metragem pode parecer somente uma história noir interessante. Mas as reviravoltas no roteiro logo transportam a sala de projeção para dentro da telona – e, o mais impressionante nos dias de hoje, sem necessidade de recorrer ao 3-D.
No microcosmo de Shutter Island, personagens como Dr. Cawley (Ben Kingsley), Dolores (Michelle Williams) e o nefasto Dr. Naehring (Max von Sydow) cruzam o caminho da dupla de detetives numa trama que leva quatro dias para se desenrolar. “Não há muita esfera de ação para mudar gradualmente as roupas dos personagens”, explicou Sandy Powell, figurinista do filme e dona de três estatuetas do Oscar – a mais recente delas por “The Young Victoria” –, ao portal FFW através da assessoria de imprensa da Paramount Pictures.
Como a maior parte dos personagens usa somente um ou dois figurinos, esses trajes passam por muita coisa. “Tive que fazer quarenta e quatro versões da roupa de Teddy [DiCaprio], porque ele fica encharcado e amarrotado em suas diversas aventuras: furacão, mar, penhascos, caverna. Digamos que ele passa por vários estágios de sujeira, o que fez com que o figurino fosse pensado de uma maneira não convencional”.
Além das adaptações de Powell, o figurino exala anos 1950: os ternos possuem modelagem mais ampla, as calças são folgadas, com pregas e cós generoso, e os ombros são bem marcados por acolchoados internos. No caso de DiCaprio, as gravatas dão um show à parte: minúsculas, elas aparecem sempre em estampas caricatas e divertidas, talvez para quebrar um pouco o clima de terror que, sem dúvidas, vai fazer você pular da cadeira.
O pequeno grande cineasta Martin Scorsese (ele tem somente 1,50 m de altura, sabia?) é o mais recente artista renomado a trabalhar com a Chanel: ele dirigiu a campanha televisiva da nova fragrância masculina da casa, ainda sem nome. A estrela é o ator francês Gaspard Ulliel, novo galã do cinema europeu, que ficou mundialmente famoso ao interpretar a juventude do famoso canibal Hannibal Lecter no filme “Hannibal – A Origem do Mal”.
O resultado da nova parceria só chega às telas em setembro de 2010, e detalhes sobre as filmagens, assim como da fragrância, estão sendo mantidos em absoluto segredo.
Enquanto o dia não chega, assista abaixo às campanhas anteriores (e sempre impecáveis) da marca.
Coco Chanel (1992) >> dirigido por Jean-Paul Goude e estrelado por Vanessa Paradis
Chanel Nº5 (2004) >> dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Nicole Kidman
Chanel Mademoiselle (2007) >> dirigido por Joe Wright e estrelado por Keira Knightley
Chanel Nº5 (2009) >> dirigido por Jean-Pierre Jeunet e estrelado por Audrey Tautou