Drops de beleza: os esmaltes da Kate Spade, Nars olha para a pop art e +

28/03/2012

por | Beleza

Os esmaltes da Kate Spate, em parceria com a Lipstick Queen ©Reprodução

Após os batons lançados em julho do ano passado, a Kate Spade volta a colaborar com a Lipstick Queen, marca australiana fundada por Poppy King. Em abril, chegarão às lojas da grife americana quatro cores de esmaltes inspiradas na artista plástica e designer Florence Broadhurst. Cada tonalidade foi nomeada em homenagem às famosas padronagens de Broadhurst, falecidade em 1977: “Sea Foam Swirls” é um verde água, “Solar Orange” é um laranja avermelhado, “Watermelon Fingers” é um rosa superaberto e alegre e o último, “Yellow Cockatoo” é um amarelo solar. O kit custará US$ 28 (R$ 51,12). A assessoria da grife no Brasil ainda não sabe ao certo quando essa linha chega por aqui.

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©Reprodução

A Chanel abriu um novo espaço dedicado exclusivamente as suas fragrâncias. Localizado dentro da Bloomingdale’s, em sua loja da Rua 59th, em Nova York, o “Espace Parfum” (espaço perfume, em português) foi projetado por Christopher Sheldrake, perfumista da marca francesa.

Com a disposição diária de um consultor de perfumes graduado na ISIPCA – Instituto Internacional Superior de Perfumes, Cosméticos e Aromas Alimentares – o local pretende oferecer um atendimento personalizado e agradável aos clientes, além de dispor de todos os 51 perfumes que integram o portfólio da Chanel.

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Vitrine de uma das lojas da Beauty 360 ©Reprodução

A CVS/pharmacy, uma das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, fechará suas 25 lojas voltadas à comercialização de cosméticos. Segundo o “WWD”, a Beauty 360 encontrou obstáculos em adicionar ao seu acervo algumas marcas que costumam atrair clientela. Imagine o prejuízo…

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“Daisy” e “Lola”: os best-sellers de Marc Jacobs vão ganhar companhia ©Reprodução

Marc Jacobs e a Coty Prestige, empresa francesa de perfumaria que licencia as fragrâncias do designer, estão planejando um super lançamento para “Marc Jacobs Dot”, o novo perfume feminino do americano que, segundo o “WWD”, sairá em agosto nos Estados Unidos. Ao que tudo indica, Marc Jacobs tem a intenção de alçar a fragrância ao status de best-seller, ao lado de “Daisy” e “Lola”, carros-chefes da marca.

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Produtos da Nars e Marilyn Monroe por Andy Warhol ©Reprodução

A NARS, badalada marca de cosméticos americana, está desenvolvendo uma linha especial em parceria com a “The Andy Warhol Foundation”, que será lançada em outubro nos Estados Unidos e em novembro no restante do mundo.

O projeto, encabeçado por François Nars, fundador da marca, tem o objetivo de trazer a imagem cool da pop art de Warhol em cores e embalagens especiais.

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Lily Cole nos bastidores da campanha da The Body Shop ©Reprodução

A The Body Shop, marca britânica de cosméticos fundada em 1976 pela ativista ambiental Anita Roddick e que foi vendida a L’Oréal em 2006, anunciou recentemente sua primeira embaixadora e garota-propaganda: a modelo inglesa Lily Cole. “Pela primeira vez eu pude sorrir em um anúncio e realmente acreditar nesse sorriso”, comentou Cole no lançamento da campanha “Beauty With Heart”, que aconteceu semana passada em Londres.

A The Body Shop tem cerca de 2.500 pontos de venda ao redor do globo e foi criada sob os princípios de não realizar testes em animais, além de defender o comércio justo e a conscientização e manutenção do meio ambiente. A marca tem também uma fundação, a “The Body Shop Foundation”, criada em 1990, com intuito de financiar e apoiar instituições que atuam nas áreas de direitos humanos e proteção animal e ambiental.

O FFW já visitou a mostra “Louis Vuitton – Marc Jacobs”; saiba tudo

08/03/2012

por | Moda

Por Paula Rita Saady, em Paris

©Paula Rita Saady

A exposição “Louis Vuitton – Marc Jacobs” começou na quinta-feira (08.03) no Museu de Artes Decorativas, em Paris. Ela traça um paralelo entre a trajetória desses dois homens, e como suas ideias inovadoras foram importantes para o prestígio que a marca tem hoje.

No primeiro andar, a história de Louis Vuitton, que começou a fabricar malas em 1854. Para se destacar dos demais, ele se lançou como “especialista em bagagem de moda”, um feeling que ele adquiriu de sua amizade próxima com Charles Worth, o primeiro designer de alta costura, também baseado em Paris. Eles inclusive colaboravam e os ateliês eram vizinhos do Café de La Paix, que existe até hoje. Uma história de sucesso que poderia ser tema de um filme.

A mala não era como conhecemos hoje, era praticamente um baú, muito pesado. Com a lona encerada impermeável que substituiu o couro nas criações de Vuitton, ela perdeu em peso e ganhou em divisões internas, essenciais para organizar e proteger todos os elementos da indumentária feminina da época.

©Paula Rita Saady

Luvas, chapéus, crinolinas, broches, corsets, cada um no seu compartimento. E vemos com detalhes tudo que uma dama elegante precisava em uma viagem. Nada simples, já o que o protocolo do Segundo Império impunha sete trocas de roupas por dia. É incrível ver de perto os manequins de época com cabeças e penteados esculpidos em couro, uma colaboração com o top cabeleireiro Guido Palau, o mesmo que assina o desfile, com a Vuitton.

A primeiras malas são cinzas, depois veio o listrado e o xadrez. Mas o famoso monograma foi criado anos mais tarde por seu filho Georges, em uma homenagem póstuma ao pai.

Ele também se destacou pelo instinto comercial, cada nova criação que apresentava nos Exposições Universais não eram apenas protótipos, eram modelos que já estavam à venda na loja. Em uma época de transportes restritos, isso ajudou muito o crescimento da marca que foi adotada até pela imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III. Visionário, ele já usava o prestígio de celebridades para promover sua marca.

No segundo piso está Marc Jacobs e na entrada um mosaico de imagens e trechos de filmes. Divas como Barbra Streisand, Judy Garland; ícones do rock como Mick Jagger, David Bowie e Iggy Pop; filmes como “O bebê de Rosemary”. Até Bob Esponja, Simpsons e South Patrk estavam lá. É o universo de referências estéticas de Marc e logo vemos resultado no trabalho do estilista. “Eu tenho essa curiosidade de criança, sou apaixonado pelo que faço e não tenho medo de correr riscos”, disse Marc sobre seu percurso na Vuitton.

©Paula Rita Saady

De rei do grunge a guru do luxo, o caminho foi longo, mas graças a ele essa tradicional maison francesa se reinventou, dessa vez com um perfume vindo das ruas.

Marc lançou o primeiro prêt-à-porter da marca, que antes de 1997 só produzia bolsas e malas. A mistura de clássicos, savoir faire e muita cultura pop logo chamou atenção das editoras de moda. Além de criar a coleção de roupas e bolsas, ele modernizou a imagem da marca criando campanhas inesquecíveis com a ajuda da amiga e stylist Katie Grand.

Na exposição, eles criaram bem humoradas ambientações, que mostram bolsas em embalagem de bombons gigante, manequins com cabeça de animais, de tule gigante, cocares e até Kate Moss de quatro em uma gaiola, com look da coleção Fetiche. Além de todos os detalhes das parcerias com artistas como Takashi Murakami, Stephen Sprouse e Richard Prince, uma moda lançada por Marc. O livro é ótimo e cheio de imagens icônicas e históricas. Em versão normal custa apenas 50 euros, mais do que abordável. Mas tem também versão luxo, claro é Vuitton, com o rosto de Marc em fundo dourado. Uma aula de moda até para os pequenos, em quatro ateliês diferentes para crianças de 4 a 11 anos, onde elas podem desenvolver atividade a partir de temas das coleções da marca. A família Vuitton vai muito bem, obrigada.

©Paula Rita Saady

©Paula Rita Saady

©Paula Rita Saady

©Paula Rita Saady

©Paula Rita Saady

“Louis Vuitton – Marc Jacobs” @ Les Arts Décoratifs
Até 16 de setembro de 2012
107, rue de Rivoli
75001 Paris
França

+ site da exposição

Direto de Paris: “a LV não conhece a crise”, diz Deneuve ao FFW

07/03/2012

por | Moda

Por Paula Rita Saady, em Paris

Momento final do desfile da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady/FFW

Apresentação teatral e materiais preciosos marcaram o desfile da Louis Vuitton, nesta quarta (07.03), último dia da temporada de Paris e dos lançamentos internacionais para o Inverno 2012. Como foi a primeira apresentação do dia, logo na entrada, a hostess servia suco de laranja e comidinhas em clima de brunch.

A cenografia era a de uma estação de trem e como se não bastasse, um trem construído especialmente para o desfile invade a sala repleto de modelos com direito a trilhos, fumaça e condutor, para êxtase do público, que não demorou para entrar na viagem, que tinha como comandante o estilista Marc Jacobs. Esta cena poderia estar no filme “Hugo Cabret” ou em um episódio da série cult “Boardwalk Empire”, ambos do diretor Martin Scorsese, que assim como a coleção, têm grandes referências dos anos 30.

Carregadores de malas e bolsas ©ImaxTREE

A “companhia ferroviária” Louis Vuitton, como não poderia deixa de ser, oferece um serviço cinco estrelas e nenhuma modelo segurava a bolsa; cada uma delas era acompanhada por carregadores, que levavam as 154 malas e bolsas diferentes mostradas no desfile. Uma verdadeira celebração do DNA da marca, conhecida por sua excelência em maleteria.

A consumidora da marca, uma mulher cosmopolita que está em muitos lugares ao mesmo tempo, explica seu visual composto por sobreposições de estampas e bordados de influências setentistas, orientais e barrocas. Vestidos de corte império, maxi sobretudos levemente acinturados, usados sobre saias e calças cigarretes. Os tecidos eram suntuosos, de cores intensas, estampados em tons vibrantes e rebordados com pedras e cristais. Nesse caso, more is more. “A Louis Vuitton não conhece crise” disse ao FFW a atriz Catherine Deneuve, que estava na primeira fila.

Maxi bolsas ou pequenas malas? ©ImaxTREE

As bolsas, maiores do que nunca, foram inspiradas em modelos antigos de malas da marca. O destaque fica com as maxi bolsas de pele de vison. E o tradicional monograma da marca, dessa vez, apareceu discreto. “A Louis Vuitton é uma marca identificável internacionalmente pelo monograma, e eu quis fazer algo para uma mulher extrovertida, que tem prazer em viajar e se vestir bem. Ela tem desejo de Vuitton não apenas para se exibir, mas para se sentir bem com ela mesma” explicou Jacobs.

Marc após o desfile, tão fotografado quanto as roupas que cria ©Paula Rita Saady/FFW

E sobre a exposição Louis Vuitton e Marc Jacobs, que começa na quinta (08.03) no Museu de Artes Decorativas, ele falou ao FFW sobre sua relação com a arte: “Sempre tive uma conexão com a arte e acho que fui um dos primeiros a realizar colaborações com artistas contemporâneos. E acho que é porque tenho essa noção romântica de Paris nos anos 20 e 30, quando havia uma verdadeira sociedade criativa em que Jean Cocteau, Schiaparelli, Dali, Chanel, Picasso e todos aqueles que possuíam uma visão e voz ativa compartilhavam ideias e criavam juntos. Isso é muito europeu, principalmente parisiense. Não me canso de me deslumbrar com a beleza dessa cidade, ainda sou o típico americano em Paris”.

Sarah Jessica Parker veio de Nova York especialmente para assistir ao desfile. Ela estava usando um look da coleção Vuitton de 2007, feito sob medida para a atriz. “Foi perfeito, essa silhueta é simplesmente muito cool”, disse ela ao FFW. Sarah confessou que está apaixonada por tudo o que tem visto do Brasil, principalmente a personalidade das pessoas, que se assemelham muito a sua, “sorridente e expansiva”. “Foi uma identificação instantânea”, disse ela sobre o beauty artist Claudio Belizário, que está cuidando de seus cabelos em Paris. Em breve ela estará por aqui para conferir pessoalmente a exuberância do país. 

Anna Wntour ©Paula Rita Saady/FFW

Marc recebe Sarah Jessica Parker ©Paula Rita Saady/FFW

Histeria fotográfica no trem da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady/FFW

Primeira fila da Vuitton ©Paula Rita Saady/FFW

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Marc Jacobs: “Eu não sei qual é a chave para a felicidade”

05/03/2012

por | Gente

Marc Jacobs em entrevista para o “The Talks” ©Reprodução

Marc Jacobs, estilista responsável pela direção criativa da tradicional marca francesa Louis Vuitton, que desfila seu Inverno 2012/13 nesta quarta-feira (07.03) na Semana de Moda de Paris, concedeu em janeiro uma entrevista à revista online “The Talks”. Na ocasião, o americano falou sobre seu trabalho como designer, felicidade e sobre a transformação física que empreendeu nos últimos seis anos e que resultou em uma grande modificação em sua saúde e sua autoestima.

Sr. Jacobs, como você descreveria o seu grande objetivo como designer?

Fazer coisas boas e divulgá-las para que as pessoas possam apreciá-las.

Os designers estão vendendo uma imagem mais do que roupas hoje em dia?

Não, eu não acho. Diferentes pessoas compram por razões distintas, mas eu não acho que estejamos vendendo uma imagem. Eu acho que estamos vendendo produtos e esses produtos têm um tipo de integridade intrínseca ou algum tipo de estética ou sensibilidade. Se é uma camiseta ou se é um vestido de festa, a abordagem (“approach”) a eles é exatamente a mesma: é algo que queríamos fazer. Então eu realmente não acho que estamos vendendo uma imagem. As pessoas podem comprar por quaisquer motivos que queiram, mas nós basicamente só nos envolvemos na criação das coisas.

Yves Saint Laurent disse em seu discurso de despedida: “Eu agora compreendo que o mais importante encontro na vida é o encontro consigo mesmo”. Você já alcançou esse momento?

Eu sinto que me conheço muito bem a esta altura. Eu ainda tenho a mente aberta e ainda sou meio curioso e me maravilho com as coisas, mas eu me sinto bem forte como pessoa e desenvolvi certa confiança e certa autoconsciência. Isso não torna a vida fácil todo o tempo, mas me dá uma certa força que talvez tenha levado bastante tempo para desenvolver.

O sucesso é a chave da felicidade?

Eu não sei, eu não sei qual é a chave para a felicidade. “Feliz” é só mais um sentimento como qualquer outro sentimento. Eu certamente me sinto feliz alguns dias e, em geral, sou bastante feliz, mas tenho todos os outros sentimentos também. Então, eu não sei se existe uma chave. Talvez os budistas estejam certos ao meio que honrar todos os sentimentos e ir com o fluxo. E aí eu acredito que você não tenha problemas.

O sucesso e as constantes bajulações podem distrair?

Bem, eu apenas faço meu trabalho. Eu realmente não me distraio por isto. Coisas boas são muito boas de escutar e é lisonjeiro quando se é dado algum tipo de reconhecimento, mas nada disso me distrai do que o meu trabalho é, do que sempre tem sido: criar coisas. E, honestamente, não importa o quão lisonjeiro ou até não lisonjeiro algo seja, não me impede de levantar e ir trabalhar e fazer o que eu amo fazer.

Marc Jacobs: antes e depois da “transformação” ©Reprodução

Você fez uma imensa transformação na sua imagem ao longo dos últimos seis anos. Entrar em forma fisicamente foi uma necessidade a fim de alcançar a imagem que você pensava ser melhor para você e sua marca?

Não, eu não fiz pela imagem. Eu fiz por questões de saúde. Eu realmente era muito fraco. Eu estava trabalhando muito e tive uns problemas de estômago, então consultei um nutricionista e ele me recomendou que eu fosse à academia e mudasse a minha dieta.

Tem sido uma nova sensação para você?

Claro. Eu gostei do resultado em muitos níveis. Eu me sinto melhor, mais forte e acho que ganhei muita confiança com a transformação física que fiz. Uma coisa levou a outra e eu sinto que vivo uma vida mais alegre e rica desde que eu comecei a tomar conta de mim mesmo.

Não há exceções?

Com a exceção de fumar cigarros. Mas, fora isso, eu cuido muito bem de mim. E eu gosto disso.

A mudança na autoconfiança de Marc Jacobs resultou até em atuações como modelo ©Reprodução

Além de olhar no espelho, o que mais você aprecia mais agora no seu dia-a-dia?

É engraçado: gosto mais de roupas, gosto de cortar meu cabelo, gosto de me arrumar. De certo modo, me ajudou a compreender mais o que os consumidores veem em termos de moda. Eu passei a apreciar mais do ponto de vista pessoal. Eu gosto de fazer compras, por exemplo, o que eu nunca gostei antes.

E a percepção que as outras pessoas têm de você, mudou também?

Certamente as percepções dos outros mudaram bastante. Algumas pessoas dizem que gostavam mais de mim do jeito que eu costumava ser, mas essas pessoas não me conhecem de verdade então elas não sabem que eu sou exatamente o mesmo e apenas pareço diferente. No entanto, me sinto muito mais forte e melhor.

A manutenção é difícil?

Eu adoro ir à academia, adoro me exercitar – ajuda a dormir melhor. Eu me sinto muito mais seguro com o meu corpo e, de alguma forma, posso me identificar mais as alegrias que uma mulher tem em termos de tomar conta de si mesma.

Como?

Agora eu levanto de manhã cedo e realmente aprecio me vestir e colocar cremes na pele e fazer as unhas – esse tipo de coisas. É uma alegria, é muito bom. Eu gosto de ambientes bonitos. Eu gosto de comer bem. Eu acho que ganhei uma apreciação pelas coisas que eu tinha como certas. Eu apenas pensava que tinha que estar no escritório e tinha que trabalhar todo o tempo, mas agora eu aprecio muito mais. É o resultado genuíno de tomar conta de mim mesmo.

Como era sua rotinha de começo de dia antes?

Costumavam me custar cinco minutos para entrar e sair do banheiro. Eu entrava no chuveiro, saia e colocava as mesmas roupas de todo dia e nem me importava.

Você diria que, em geral, as pessoas estão mais ligadas a coisas boas, como a moda, que costumavam ser?

Provavelmente intensificou-se, como tudo. Neste dia e era da informação é mais facilmente disponível e, assim como as pessoas que são fãs de esporte ou música, há muitos fãs de moda hoje. Existem muitas pessoas que querem ser tocadas ou que querem possuir uma experiência de moda. Isso cria um tipo de entusiasmo e talvez esteja em uma escala maior agora que há 20 anos atrás.

+ Confira também a entrevista de Pierre Bergé ao “The Talks” 

Marc Jacobs esquenta discussão sobre modelos adolescentes em desfiles

15/02/2012

por | Moda

Marc Jacobs ao fim do seu desfile Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Não falamos que o tema da vez na indústria da moda é a profissão das modelos? O estilista Marc Jacobs esquentou a discussão ao colocar na passarela de sua marca, na segunda-feira (13.02), pelo menos duas modelos menores de 16 anos, idade mínima recomendada (mas não obrigatória) pelo CFDA, Conselho de Designers de Moda da América, da qual, aliás, ele faz parte.

“Eu faço a apresentação do jeito que eu acho que ela tem que ser, e não do jeito que alguém me diz que ela tem que ser”, ele afirmou ao “The New York Times” a respeito da escolha do seu casting. “Se os pais delas estão dispostos a deixa-las participar de um desfile, eu não vejo motivos por que seja eu a pessoa a dizer que elas não podem”, ele continuou, antes de fazer um paralelo com a indústria do entretenimento: “Há atores mirins e modelos infantis para catálogos e coisas do tipo, então eu acho que se um pai acha que é O.K., e a criança quer fazer, não tem problema”.

Ondria Hardin (à esquerda) e Thairine Garcia na passarela de Marc Jacobs ©ImaxTREE

As duas modelos em questão são a norte-americana Ondria Hardin, estrela da campanha Inverno 2011 da Prada, e a brasileira Thairine Garcia, ambas de 14 anos. De acordo com o “The New York Times”, a Ford, agência que representa as duas jovens, divulgou um comunicado afirmando que “nós levamos a idade e a maturidade de nossas modelos muito a sério. Trabalhamos com cada caso individualmente, junto aos pais da candidata a modelo, para determinar se ela está ou não pronta para a passarela”.

Por aqui, nas duas semanas do calendário oficial da moda brasileira, o SPFW e o Fashion Rio, não é permitida a atuação de modelos menores de 16 anos. A Luminosidade, empresa por trás dos dois eventos, mesmo não sendo responsável pela contratação das modelos – o que é feito pelos estilistas diretamente com as agências — assinou em 2007 um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público se comprometendo a permitir a participação somente de modelos profissionais com idade igual ou superior a 16 anos.

Qual a sua opinião sobre o assunto? Apenas a permissão dos pais é suficiente para uma menina de 14 anos?

DoubleTrouble#4: a queridinha de Marc Jacobs + o queridinho dos nossos insiders

14/01/2012

por | Moda

Via @felipeabe @betosiqueira

 @Felipe Abe

Na temporada passada, nossa perambulação pelas semanas de moda resultava na seção Manhunt, em que a gente revelava meninos new faces. Agora, todos os dias, vamos publicar uma matéria com um casal de modelos (não no sentido de namorados!).

Ela abriu um desfile de Marc Jacobs e se tornou o novo rosto das temporadas europeias; batemos um papo com a doce Magda Laguinge. E nossa dupla insider tem seu queridinho nessa temporada, o modelo do interior de São Paulo, ganhador do Super Model of Brazil 2008, Alessandro Pierozan.

Nome:  Magda Laguinge

Twitter: @magdalaguingue

Idade: 19

Agência: Way

Como começou: “Eu comecei a um ano atrás na Argentina, meu país natal, mas fiquei somente dois meses trabalhando e comecei a viajar: primeiro Nova York, depois fui pra Europa. Agora estou aqui para a minha segunda semana de moda. Quando era mais nova todos diziam que eu deveria modelar, por ser muito magra, alta, mas nunca havia pensado na possibilidade real, mas deu certo! No começo eu era muito assustada, não sabia direito como agir, mas com o passar do tempo estou me sentindo cada vez mais confiante, estou adorando”.

Melhor experiência: “Sem dúvida alguma, abrir o desfile de Marc Jacobs. Foi um passo enorme para minha carreira, depois disso as portas começaram a se abrir profissionalmente. As coisas começaram a acontecer de fato desde então. No começo eu era uma modelo qualquer e depois disso passei a ser reconhecida. Fiz editoriais em Paris, “i-D”, “Love”, etc. Eu estou adorando essa temporada no Rio, quero muito voltar mais vezes. Ver a praia nos trajetos entre as provas de roupa e o Pier Mauá, é incrível”.

E sua relação com moda: ”Agora é minha profissão, então moda passou a ser algo sério. Mas eu amo roupas, meu sonho é ter um armário enorme, com muitas marcas, muitos estilos diferentes (risos). Tenho aprendido a combinar peças, montar looks. No começo eu não tinha ideia de nada, cada vez aprendo mais e mais”.

 

@Felipe Abe

@Felipe Abe

Nome: Alessandro Pierozan

Idade: 20

Agência: Ello

Como começou: “Fiz meu primeiro book na cidade natal do meu pai, Seara em Santa Catarina, que também é a cidade da  Aline Weber e Lovani Pinnow. Partiu de mim a vontade de tentar a carreira e correr atrás, sempre quiser ser modelo. Tempos depois uma scouter de SC me indicou para o concurso Supermodel Brazil, da Ford Models, em 2008. Fui ganhador do concurso e logo na sequência já comecei a modelar, tranquei minha faculdade e mudei pra São Paulo. Meu pai não apoiava minha carreira, achava pouco provável que desse certo, mas quando ganhei o concurso ele me ligou chorando muito, orgulhoso da minha conquista, isso foi importante pra mim”.

Qual a sua melhor experiência: “Tiveram várias experiencias boas. Desfilar ao vivo logo de cara pela primeira vez foi muito tenso e emocionante ao mesmo tempo, eu quase tropecei no desfile ao vivo do Super Model, transmitido pela MTV! Além disso desfilei para Alexandre Herchcovitch na SPFW e fiz editorial pra  Harper’s Bazaar brasileira. Isso é uma realização pra qualquer modelo”.

E sua relação com moda: “Minha relação com moda é muito intensa. Sempre procuro conhecer bem pra quem vou trabalhar, e me empenho muito em todos os trabalhos que faço, gosto de saber o que estou fazendo. Apesar de gostar de me vestir bem, sou muito básico. Muitas vezes estou bem sportwear: moletom, regatas, jeans e bermudas de sarja. O Brasil me limita em algumas peças, sinto que chamam muita atenção aqui e fico desconfortável em usar”.

@Felipe Abe

Marc Jacobs + Yayoi Kusama: será que a LV vai deslanchar essa parceria?

25/11/2011

por | Moda

Yayoi Kusama e Marc Jacobs ©Reprodução

A exposição “Louis Vuitton Marc Jacobs”, que fará uma retrospectiva do estilista à frente da maison, está marcada para ocupar o museu Les Arts Décoratifs em Paris entre 6 de março e 16 de setembro de 2012. A mostra também revelará detalhes sobre o próprio Louis Vuitton, que fundou a grife em 1854.

Enquanto boatos dão conta de que a exposição seria uma despedida-homenagem ao estilista, que pode ocupar a direção criativa da Dior (ainda segundo conversas de corredor), Marc está pensando em sua próxima colaboração artística para a Louis Vuitton, desta vez, com a artista japonesa louca por poás Yayoi Kusama.

Parcerias com a LV incluem artistas como Takashi Murakami e Stephen Sprouse ©Reprodução

A parceria não seria nenhuma grande surpresa, já que Marc Jacobs gosta de trazer artistas de vários universos para colaborar com a marca. Takashi Murakami, Stephen Sprouse e até o brasileiro Vik Muniz já fizeram parcerias criando estampas para as bolsas clássicas. Mais uma vez ele demonstra ter um olhar apurado para levar o artista certo para dentro dos ateliês da Vuitton.

O trabalho de Yayoi Kusama é marcado por alguns elementos: acumulação e repetição de padronagens, especialmente as esféricas, que ela diz ter tirado de suas alucinações. Bolinhas estampam padronagens, esculturas, fotos, quadros e outras obras da artista. No Brasil, há até um exemplo grandioso essa obsessão, o Narcissus Garden, obra que leva várias esferas metálicas que flutuam sobre um laguinho em Inhotim, complexo de arte a céu aberto localizado em Minas Gerais e visita obrigatória para quem gosta de arte.

Obra de Yayoi Kusama em Inhotim ©Reprodução

Marc Jacobs já conheceu pessoalmente Yayoi Kusama. Em 2007 foi lançado um documentário chamado “Marc Jacobs & Louis Vuitton”, que contou a trajetória do estilista dentro da marca na época. Há uma parte do filme que mostra o encontro de Marc e Yayoi. Os dois conversaram, trocaram pedidos de que não deveriam parar de trabalhar nunca e até demoraram na despedida, como quem não quer se livrar do outro. Se a parceria vai deslanchar, ainda não há confirmação, mas que promete um resultado interessante, isso promete. Química, os dois já mostraram que têm.

Para conhecer mais do trabalho de Yayoi Kusama, veja algumas de suas obras em nossa galeria. E quem estiver passando por Paris até 9 de janeiro, pode ir visitar a exposição da artista no Pompidou.

 

Vai e vem: novos rumores consideram retorno de Galliano para a Dior

12/11/2011

por | Moda

abre-gallianoVirada nos boatos: Marc Jacobs não sai de onde está e John Galliano pode voltar a seu posto antigo na Dior ©Reprodução

Os boatos de que Marc Jacobs assumiria o lugar deixado por John Galliano na Christian Dior acabaram por mudar de rumo. Depois de terem levantado a bola de que o desfile da Louis Vuitton na última temporada (Verão 2012) seria o derradeiro de Marc Jacobs à frente da LV, novos rumores dão conta de que  John Galliano pode voltar para a Dior.

Depois de muita sondagem sobre quem poderia substituir John à frente da direção criativa da Dior (Ricardo Tisci, da Givenchy, Alber Elbaz, da Lanvin, Sarah Burton, da Alexander McQueen, Katie Grand e Azzedine Alaïa também estiveram na lista de cotados), a opinião do mundo da moda parece estar convergindo a uma simples (e óbvia) resposta: só John Galliano seria a alternativa a ele mesmo na direção da grife.  Desta vez em versão reabilitada, rejuvenescida e arrependida. Nomes fortes, como o designer de sapatos Manolo Blahnik e Franca Sozzani, editora da “Vogue” italiana, já falaram abertamente que apoiam o retorno de Galliano. E até o diretor executivo do grupo LVMH (que controla a Christian Dior), Bernard Arnault, chegou a declarar que não haveria ninguém melhor para fazer o trabalho.

Arnault afirmou que o grupo poderia ter escolhido vários outros estilistas para fazer Dior “mas não teria sido a mesma coisa”. “Veja Marc Jacobs, por exemplo, ele tem sido um sucesso fantástico na Vuitton pois tem proximidade com o espírito da marca, mas não acho que ele seria um sucesso na Dior, nem John Galliano na Vuitton. Um ingrediente essencial ao sucesso da marca hoje é a proximidade de Galliano ao talento de Christian Dior”, completou.

Após a demissão de Galliano, Arnault não cansou de falar como o papel do estilista-estrela era coisa do passado, sempre dando como exemplo o sucesso comercial de Phoebe Philo, que transformou a Céline em objeto de desejo absoluto, trabalhando com discrição.

Atualmente, Galliano está focado em sua recuperação e seu porta-voz negou-se a comentar quais seriam os próximos passos do estilista. “John continua com sua reabilitação. É um longo processo e com a mente mais clara ele pode começar a considerar quais serão seus próximos passos”, disse à revista “Vogue” britânica. Mais capítulos dessa história de suspense virão.

Anúncio de novo perfume de Marc Jacobs é proibido no Reino Unido

09/11/2011

por | Gente

Dakota Fanning em anúncio do perfume de Marc Jacobs ©Reprodução

Marc Jacobs descreveu seu novo perfume Oh, Lola! como “sensual” e disse que a versão mais recente do sucesso Lola é “mais uma Lolita que uma Lola”. Mas a sensualidade em questão gerou problema para o estilista. A campanha para promover a fragrância foi considerada inadequada por alguns e foi proibida de ser veiculada no Reino Unido.

A ASA, autoridade que controla propagandas no Reino Unido, recebeu várias reclamações por causa da imagem da atriz de 17 anos Dakota Fanning posando com um frasco enorme do perfume entre suas pernas. As reclamações alegaram que a atriz estava sendo retratada de forma irresponsável e sexualizada.

A ASA julgou a pose provocativa e considerou que Dakota aparentava ser menor de 16 anos e que, além disso, o comprimento do vestido e a posição de sua perna e do perfume atraía a atenção para sua sexualidade. “Por causa disso, consideramos que o anúncio pode ser visto como uma criança sexualizada”.

A Coty, fabricante do Oh, Lola! disse que não acredita que o anúncio sugeriu uma sexualidade inapropriada, já que não mostrou nenhuma parte privada do corpo ou atividade sexual. Eles consideraram a imagem “provocante mas não indecente”.

E você, concorda com quem nessa história?

Conheça Katie Grand, a stylist cotada para assumir a Louis Vuitton

08/11/2011

por | Gente, Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

Katie Grand ©Reprodução

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Katie, a Grand(e). O trocadilho, embora infame, não poderia ser mais apropriado quando se fala dessa britânica, que há muito tempo é uma das mulheres mais importantes e influentes da moda. Mais uma prova do poder de Grand foi dado esta semana, ao receber o prêmio de “Magazine’s Innovator of the Year”, na categoria Moda, oferecido pelo “Wall Street Journal”. Além disso, há rumores de que Katie é uma provável substituta de Marc Jacobs na Louis Vuitton, caso ele assuma de fato a Dior. Há anos, ela trabalha muito próxima a Marc na Vuitton e está por trás das recentes exposições da marca.

Mas não é como se Katie já não fosse importante o suficiente. Hoje, praticamente tudo em que ela põe as mãos vira ouro, ou no caso da moda, vira tendência imediata. Em entrevista ao “Wall Street Journal”, ela cita um exemplo: “Eu acho que a Topshop está vendendo milhares de hot pants porque Marc [Jacobs] e eu colocamos Kate Moss em um par dessas com uma jaqueta arrumada na passarela do desfile da Louis Vuitton”, disse Grand. “Aquilo apareceu nos jornais ao redor do mundo, e então alguma garota, se ela tiver pernas decentes, diz, ‘Oh yeah, eu poderia usar uma jaqueta legal e um par de hot pants’. Mas acho que essas pessoas nem sabem quem eu sou”.

Desfile da Louis Vuitton, Inverno 2011 ©Reprodução

Isso porque Katie é mais do backstage. Enquanto editoras de moda de todo canto do mundo fazem questão de aparecer e criar uma imagem, ela não faz muito alarde sobre si mesma –  não usa um pingo de maquiagem, por exemplo – embora seu guarda roupa seja gigantesco, já que ela não se desfez de nenhuma peça, desde seus 15 anos. Em uma entrevista ao “Guardian”, contou que teve de mudar de casa, pois já não havia espaço para suas coisas. Hoje, o espaço já está ficando pequeno novamente, mas tudo é extremamente organizado. E por ordem alfabética de designer, tá meu bem?

Porém, o que mais importa para Katie é o seu trabalho. Ela está no topo da pirâmide da influência e trabalha em um ritmo alucinante, seja junto aos designers antes dos desfiles, seja criando conceitos interessantes para campanhas publicitárias, ou, aquilo pelo qual ela é mais conhecida, organizando e exibindo o melhor da temporada nos editoriais das revistas. Hoje, Kate está por trás da revista “Love”, mas sua história na mídia impressa é longa.

Campanha Bottega Veneta, com styling de Katie ©Reprodução

Nos últimos dez anos, o curriculum de Katie só fez aumentar com nomes poderosos, como colaborações ao lado de Marc Jacobs, Giorgio Armani, Alber Elbaz e Miuccia Prada. Ela também fez um bom trabalho de marca com a Bottega Veneta, Topshop e Loewe, mas o que ela mais gosta mesmo de fazer, é revista.

Tudo começou na infância. Ela cresceu em Birmingham, na Inglaterra. Aos 12 anos, enquanto estava de cama, o pai trouxe uma “Vogue” e uma “The Face”. “Eu era realmente nerd, e em seguida, naquela noite, eu pensei ‘Eu só quero ser cool’”, contou ela. Como muitas jovens que algum dia sonharam em trabalhar com moda, Katie queria ser editora da “Vogue”. Para realizar seu sonho, escreveu para Liz Tilberis, editora da “Harper’s Bazaar”, pedindo um conselho. A editora sugeriu que ela estudasse na Central St. Martins, o que ela fez. Um ano depois, desistiu do curso, mas não sem antes fazer alguns amigos, como os estilistas Giles Deacon e Stella McCartney.

“Dazed & Confused”, 1999 ©Reprodução

Foi então que ela conheceu o fotógrafo Rankin, que a convidou para ajudá-lo com uma revista, chamada “Eat Me”. Logo depois veio a “Dazed & Confused”, que Rankin começou com Jefferson Hack, na qual Katie ficou por sete anos. “[Rankin] era muito positivo e sempre teve essa mentalidade de faça-você-mesmo ao invés de trabalhar para alguém. Aquele espírito de ‘Oh, vamos fazer isso, vamos montar uma exibição, vamos começar uma revista’”, contou Katie. Durante o tempo em que esteve lá, não havia orçamento, não havia salário, mas as oportunidades de aprendizado eram infinitas, e ela podia mostrar sua paixão pelo styling. Durante o tempo que esteve na “Dazed”, conheceu Stuart Vevers, que viria a ser diretor criativo da Bottega Veneta.

Pouco tempo depois, Vevers chamou Grand para revitalizar a marca italiana. Ela foi, e levou com ela o amigo Giles Deacon para fazer o design. Foi o grande avanço comercial dela. Ainda trabalhando com a Bottega Veneta, Grand chamou a atenção de ninguém menos que Miuccia Prada, que fez um convite irrecusável: “Venha e faça algo divertido pra mim”. “Foi uma oportunidade maravilhosa e eu acho que foi quando as pessoas começaram a me tratar como stylist”, disse.

Capas da “Dazed & Confused” de 1997 e 1994 ©Reprodução

O trabalho foi excelente enquanto durou. “Ela é brilhante, inteligente e muito boa no que faz”, disse Miuccia certa vez. Mas a estilista parou de trabalhar com Katie. “Acho que ela se cansou de mim”, declarou Katie ao “Guardian”. “Era para eu fazer a campanha da Miu Miu e recebi um telefonema dizendo que eles haviam decidido usar um stylist diferente. Então eu chorei um pouco. Eu ainda vejo Miuccia socialmente e gosto muito dela, mas acho que ela cansou. Ela meio que enjoa das pessoas”.

Apesar dos altos e baixos como stylist e consultora para grandes marcas, o trabalho paralelo nas revistas continuava. Enquanto trabalhava na “Dazed”, foi convidada para ser diretora de moda da “The Face”, em 99.  E logo depois, em 2000, nasceu a “POP”. Katie preferiu colocar a maior parte do orçamento em produção, e pouquíssimo nos salários. Mas com uma bela impressão, os fotógrafos se sentiam atraídos, e assim foi-se construindo uma reputação para a revista.

“The Face” de 1999 e “POP” do Inverno de 2008 ©Reprodução

A publicação bi-anual deu tão certo, que a Condé Nast começou a cortejar Katie para que ela fizesse uma revista para, vejam só, concorrer com a “POP”. Katie – com todo o staff -  foi contratada para que fizesse uma nova revista. Surgia a “LOVE”, em 2009.

Mais uma vez, a britânica provou que é boa na arte de fazer revistas, e o primeiro número foi a edição de estreia com a venda mais rápida da história da Condé Nast UK. Embora dê um lucro considerável, Katie garante que não é esse o propósito da revista. “É um fantástico laboratório para a moda. É divertido fazer uma revista que fala com margens mais selvagens da moda”.

Capas históricas da “LOVE”: Verão 2009 com Beth Ditto e Verão 2010 com Lara Stone ©Reprodução

A história, e o legado que Katie Grand vem construindo, é enorme, assim como seu pagamento. Hoje, um dia de trabalho dela para uma grande marca custa cerca 6 mil libras (cerca de R$ 20 mil). E o que ela faz para valer tanto dinheiro? “Acho que eu tenho um ponto de vista que as pessoas gostam. E eu sou louca por sapatos e bolsas e quero que cada look tenha uma bolsa. E eu vou direto ao ponto. Muitas pessoas criativas tendem a pensar demais e precisam analisar coisas. Quando você está trabalhando com grandes estilistas e vocês têm um desfile no domingo, você tem que dizer, ‘Eu gosto disso, não gosto daquilo, vamos fazer aquilo, vamos fazer esse em cinza’”, explicou.

Com tanta experiência, será possível que Katie assuma a direção criativa de uma grande marca? Há algum tempo, a Mulberry tentou contratá-la para o tal cargo. Após pensar bastante, Katie recusou. “Nunca senti que eu fosse particularmente boa com design. E o problema com design é que a parte divertida, a parte do design, é menos de 10% do dia. Considerando que o stylist pode vir, criar, tomar decisões e depois ir embora. Então sempre pensei que ser uma stylist é um trabalho muito melhor!”, explicou na época.

Editoriais da “LOVE”, com edição de moda de Katie Grand: Inverno 2010 e Inverno 2011©Reprodução

A verdadeira paixão de Grand continua a ser as revistas, embora ela tenha abandonado o sonho de ser editora da “Vogue”. “Eu descobri há uns anos atrás que por mais que eu ame “Vogue” e “W”, o tipo de revista que está mais próxima do meu coração são as revistas de estilo, como “The Face”, “i-D”, “Interview”. Acho a “Interview” realmente inspiradora – não que eu esteja me comparando com Andy Warhol! – mas acho que quero construir alguma coisa tão icônica quanto, com capas que as pessoas vão sempre lembrar”.

Fica sossegada, Katie. Isso você já conseguiu. Vamos agora aguardar os próximos capítulos.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Katie Grand:

Saiba tudo sobre a loja nova de Marc Jacobs, que abre hoje em SP

24/10/2011

por | Moda

Projeto da nova loja ©Divulgação

Muito vem se dizendo sobre grandes marcas de moda que estão aterrisando no Brasil. Topshop, Issa, Balmain, Lanvin e YSL estão entre as grifes que devem chegar por aqui até o ano que vem. Mas as novidades não se limitam às grifes inéditas no país, já que Louis Vuitton, Christian Louboutin e Chanel também devem ampliar o número de lojas, inclusive fora de São Paulo, como é o caso da Vuitton, que deve abrir um novo espaço no Rio, no VillageMall. A Bottega Veneta ainda não tem data confirmada de abertura, mas já tem até local marcado no shopping Iguatemi.

Quem já está com data certa para abrir em novo endereço é a Marc Jacobs, que na próxima terça (25.10)  inaugura loja no shopping Iguatemi. A responsável pela expansão é Natalie Klein, que representa a marca há mais de oito anos por aqui.

Marc Jacobs Verão 2012 ©ImaxTree

O novo espaço terá 90 m², com projeto assinado pelo arquiteto americano Stephan Jaklitsch. A nova loja vai disponibilizar as coleções da Marc Jacobs e da Marc By Marc Jacobs, além da linha Special Items, com produtos como camisetas, bolsas e outros acessórios a preços mais acessíveis e que, em outros países, chega a provocar filas e muito frisson entre as jovens consumidoras da marca.

Bolsa de lona (R$ 199), camisetas (R$ 190) e guarda-chuva (R$ 137), tudo da linha Special Items ©Divulgação

O espaço antigo, que fica no Jardins, em São Paulo, vai virar uma ampliação da NK Store, com um espaço especial vendendo as duas linhas assinadas por Marc Jacobs. O diretor de marketing da NK, Thiago Costa Rego, contou ao FFW que há planos de expansão para a marca no Brasil, “mas nada está definido ainda”. Vamos aguardar pelas novidades.

A festa de inauguração tem produção de Cacá Ribeiro e conta com vários DJ convidados para animar o primeiro dia de loja aberta.

Marc by Marc Jacobs Verão 2012 ©ImaxTree

 Projeto da vitrine da loja que abre hoje ©Divulgação

Quem preparou a vitrine da nova loja é a Vimer, que vai foi escolhida para assinar as vitrines da marca aqui no Brasil até final de 2012. O primeiro projeto possui duas vitrines sendo uma Marc by Marc e uma Marc Jacobs Collection. A cenografia foi criada com espelhos em diferentes profundidades e displays para dar destaque aos manequins. A vitrine traz ainda um lado high-tech, com um grande QR Code, que projeta um elemento tridimensional com vários elementos relacionados à marca na vitrine e os transforma em displays de produto.

Direto de Paris: Louis Vuitton emociona com desfile romântico

05/10/2011

por | Moda

por Paula Rita Saady, em Paris

abre-louis-vuitton-verao-2012-parisO carrossel da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady

A Louis Vuitton emocionou na manhã de quarta-feira (05.10), no Louvre, falando de amor e a alegria de viver, no último dia da semana de moda de Paris. Um carrossel gigante, com todas as modelos posando em seus respectivos cavalos (48 para ser exato), girava enquanto elas saíam, uma por uma, para a passarela. (Veja aqui a coleção completa)

O desfile foi romântico, celebrando o trabalho manual e as técnicas artesanais francesas. O clima era total soft: branco e tons clarinhos de bala e sorvete, que se confirmam como tendências fortes para o Verão 2012.  Até a jaqueta motociclista usada pela top Raquel Zimmermann era em crocodilo em tom perolado.

desfile-louis-vuitton-verao-2012-parisVerão 2012 da Louis Vuitton ©ImaxTREE

Kate Moss fechou o desfile, sem cigarro nem hot pants, mas com um vestido de bordado inglês e plumas, causando menos controvérsias do que na temporada passada — mas não menos impacto. Lágrimas corriam nos rostos de alguns fashionistas que assistiam à fila final.

A simbologia sugestiva do cenário reforçava os rumores que circulam. Será mesmo o fim do ciclo de Marc Jacobs na Vuitton? Muitos se perguntavam.

louis-vuitton-natalia-vodianovaNatalia Vodianova no backstage da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady

Mas esta era a pergunta proibida. Sob riscos de serem expulsos do backstage, jornalistas foram aconselhados a não tocar no assunto Dior. Marc já havia deixado claro que não ia falar sobre isso, e foi embora rapidamente, deixando Natalia Vodianova brilhar nas entrevistas. Ela não desfilou, mas é a nova namorada de Antoine, filho de Bernard Arnault, CEO da LVMH. “Marc é um estilista muito perspicaz, ele sabe o que faz, pois tem uma forte intuição para moda”, dizia a atual primeira dama do luxo.

Enquanto isso, Katie Grand, stylist de Marc Jacobs e editora da revista “Love”, causava no camarim, teve até uma dancinha…. que quebrou um pouco o gelo do suspense que paira sob a marca. Agora é só esperar o próximo capítulo, com direito a muito algodão-doce.

Louis Vuitton presta homenagem a Marc Jacobs com mostra em Milão

29/08/2011

por | Moda

marc-jacobsMarc Jacobs pode estar se despedindo da Louis Vuitton ©Reprodução

Apesar de nenhum comunicado oficial ter aparecido até agora, o boato de que Marc Jacobs deixará a Louis Vuitton para assumir a direção criativa da Dior está cada vez mais próximo de uma possível confirmação.

A última notícia que fez o mundo da moda abrir os olhos para o rumor é que a Louis Vuitton acaba de anunciar uma exposição durante a Fashion Week de Milão que prestará uma homenagem a Marc, diretor artístico da grife há 14 anos, e grande trunfo por trás do megasucesso da marca.

lvDesfile de Inverno 2011 da Louis Vuitton ©FFW

Assim como relatou o portal especializado “WWD”, a curadoria da mostra ficará por conta da editora de moda e stylist Katie Grand, grande amiga e antiga colaboradora de Marc. Katie, inclusive, já assinou o styling de vários desfiles da Louis Vuitton e foi a cabeça por trás da mini-retrospectiva do trabalho de Marc exibida na abertura da flagship da LV em Londres, no ano passado. A nova exposição também tem essa pegada e vai acompanhar a inauguração da expansão da loja da LV de Milão, durante a semana de moda. Ou seja, pode ser apenas um  novo formato de abertura de loja, agregando história e arte ao produto em si.

Entenda o caso

Os rumores de que Marc Jacobs assumiria a direção criativa na Dior ganharam força na semana passada, quando o site “The Daily” contou que Bernard Arnault, presidente do conglomerado LVMH, estaria deslocando Jacobs para a Dior (as duas grifes pertencem ao grupo). O burburinho gerado pela imprensa foi ainda mais longe, com boatos de que Phoebe Philo, atualmente na Céline, estaria cotada para ser a nova diretora de estilo da Vuitton. Faz até sentido essa migração, já que Phoebe é uma das estilistas mais elogiadas por Arnault e transformou as bolsas da Céline em peças de desejo super cobiçadas por qualquer menina que goste de moda. E grande parte do lucro da Louis Vuitton vem da venda de bolsas.

dior1A criticada coleção de alta costura assinada por Bill Gaytten ©FFW

A Dior está sem um grande nome na direção criativa desde março, quando a direção do grupo LVMH resolveu demitir John Galliano. No entanto, durante a última temporada de Alta-Costura, em Paris, a marca apresentou uma coleção sob direção de Bill Gaytten, ex-assistente de Galliano, que foi amplamente criticada.

Desde então, vários nomes foram apontados como possíveis substitutos de Galliano: Riccardo Tisci, Hedi Slimane, Alber Elbaz, Nicolas Ghesquière e Sarah Burton são alguns deles. Será que no caso de Marc Jacobs o que é apenas boato vira realidade? Pois, por enquanto, são apenas boatos.

Marc Jacobs ganha super mostra em Paris, pelo trabalho na Louis Vuitton

16/05/2011

por | Moda

marc_abre©Reprodução

O próximo nome da moda a ter uma exposição para chamar de sua é o americano Marc Jacobs, que vai ganhar uma retrospectiva de seu trabalho na Louis Vuitton, no Les Arts Décoratifs, que faz parte do Musée de La Mode et du Textile du Louvre. É neste mesmo museu que acontecerá a exposição do trabalho de Hussein Chalayan, inclusive.

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Os LV’s estilizados por Takashi Murakami, Stephen Sprouse e Richard Prince ©Reprodução

A curadora do museu, Pamela Golbin, explicou que a mostra será dividida em dois períodos históricos da marca, com base nos homens mais importantes na evolução da Maison: a revolução industrial representada pelo nascimento da Louis Vuitton, em 1854, quando seu fundador fazia malas artesanalmente, e a globalização da moda, simbolizada pela entrada de Marc Jacobs na direção criativa da marca, em 1997. Um dos símbolos do estilista na casa são os monogramas LV estilizados, que desde sua criação, em 1896, não haviam sofrido nenhuma alteração. A exposição entra em cartaz no próximo ano.

Confira na galeria abaixo o trabalho de Marc Jacobs na Maison, desde 2000.

“A moda é uma máscara que nos transforma”, diz Marc Jacobs

10/03/2011

por | Moda

Par6124888Kate Moss fuma na passarela da Louis Vuitton ©Reprodução

Por Juliana Lopes

Depois de um dramático e sexy desfile, onde as modelos chegavam por elevadores dourados no meio da passarela, Marc Jacobs ainda parecia transbordar aquela atmosfera. Já as pessoas em torno estavam na mesma sintonia: “foi lindo chegar na passarela pelo elevador”, disse ao FFW a top brasileira Bruna Tenório. “Foi um dos melhores desfiles dessa temporada”, comentou Anna Dello Russo, depois de falar com Marc Jacobs.

O tema oficial foi mesmo “Fe-tish also fe-tich”. “Fetiche é uma obsessão por certos objetos. Nós somos obcecados por moda, morremos para ter bolsas e sapatos. E eu amo tudo isso, é uma perversão que se deve celebrar”, disse Marc Jacobs, no backstage.

+ Veja fotos e leia mais sobre a coleção Inverno 2011 da Louis Vuitton