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Tudo sobre o espetáculo comandando por Madonna no intervalo do Super Bowl

Madonna durante apresentação no intervalo do Super Bowl 2012 ©Reprodução

Jogo? Que jogo? É verdade que o Super Bowl é, em sua essência, um espetáculo para os amantes do futebol americano, mas é inegável que muitos dos 101 milhões de espectadores (só nos EUA!) que estavam ligados à telinha no domingo (05.02) queriam ver é a apresentação de Madonna no tradicional show de intervalo do evento.

A responsabilidade da cantora era grande: animar o público que acompanhava o jogo, saciar os fãs que só ligaram a TV para ver sua apresentação, celebrar os maiores sucessos de sua carreira, e ainda promover seu álbum “M.D.N.A.”, com previsão de lançamento para o dia 26 de março.

Assista abaixo à apresentação de Madonna (e convidados) no intervalo do Super Bowl 2012:

E Madonna não decepcionou. Os 13 minutos de show foram divertidos e envolventes, com uma superprodução que contou com um palco pirotécnico, a colaboração de artistas do Cirque Du Soleil, dezenas de dançarinos-gladiadores, um coral gospel, quatro participações especiais e muitas trocas de figurino.

A apresentação começou com um remix de “Vogue” seguido por “Music”, que teve interferência do duo LMFAO e seu hit “Party Rock Anthem”; foi impagável ver a rainha do pop fazer o “shuffle”, passo de dança celebrizado nesta música. Em seguida, durante o novo single de Madonna, “Give Me All Your Luvin’”, entraram Nicki Minaj e M.I.A. – esta, no momento “polêmico” da noite, mostrou o dedo do meio para a plateia. A atitude causou certa comoção nos EUA, mas nada comparado ao “Nipplegate” de 2004, quando a cantora Janet Jackson ficou com um seio à mostra durante apresentação com Justin Timberlake. Uma passagem rápida por “Open Your Heart” trouxe ao palco Cee Lo Green, que acompanhou Madonna em “Express Yourself” e na rendição de “Like a Prayer”, que fechou a apresentação com chave de ouro.

Também merece destaque o figurino do show, responsabilidade da stylist B. Akerlund, que já havia trabalhado com Madonna em clipes como “Celebration” “Jump” e “4 Minutes”. A cantora usou três looks de alta-costura da Givenchy, uma coroa de metal com cristais feita por Philip Treacy para a marca, joias Bulgari e botas Miu Miu. “As pessoas dizem que tudo tem um limite, mas o limite não existe com a Madonna”, o designer afirmou em comunicado oficial.

À esquerda, croqui da Givenchy; à direita, o look ao vivo ©Reprodução

À esquerda, croqui da Givenchy; à direita, o look ao vivo ©Reprodução

À esquerda, croqui da Givenchy; à direita, o look ao vivo ©Reprodução

Tudo sobre o espetáculo comandando por Madonna no intervalo do Super Bowl

Carismático, Jean Paul Gaultier fala para plateia lotada no Rio

jpg 3Farida Khelfa, Jean Paul Gaultier e Camila Yahn ©Renata Ambrósio

Nesta segunda, dia 10 de outubro, o Rio de Janeiro sediou uma palestra com um dos mais importantes criadores de moda: Jean Paul Gaultier veio para apresentar o documentário “Jean Paul Gaultier ou les codes bouleversés” no Festival do Rio, dirigido pela ex-modelo e musa Farida Khelfa, que acompanhou seu processo de criação durante um ano, e estava presente na palestra. A convite de Paulo Borges e Bethy Lagardère, com realização do FFW, o estilista bateu um papo ao vivo com Camila Yahn, editora do FFW, em que falou sobre seu trabalho, processos, figurinos para filme, os trabalhos com Madonna, entre outros assuntos. Uma baita chance de ficar cara a cara com alguém tão peculiar e interessante. A plateia estava lotada de estudantes e profissionais da moda, que ao final, cercaram Gaultier para fotos e autógrafos.

jpgFeliz, ao sair do evento, Gaultier é alvo de muitos flashes e pedidos para fotos ©Renata Ambrósio

plateiaPlateia lotada no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico ©Renata Ambrósio

Ele é extremamente generoso e divertido e contou histórias saborosas, como por exemplo, de onde surgiram os sutiãs cones que fez para a turnê Blonde Ambition, de Madonna. O FFW publicará em breve mais sobre esse encontro. Enquanto isso, fique com um pouco de sua história:

Jean Paul Gaultier nasceu em 1952, na França, e nunca teve nenhum tipo de estudo formal sobre moda, desenhos, ou algo do tipo. No entanto, sempre gostou de desenhar, o que lhe rendeu uma história interessante sobre sua infância. Gaultier era o garoto desajustado na escola, ruim em todos os esportes e rejeitado pelos coleguinhas. Um dia, a professora o pegou desenhando na sala e lhe aplicou um castigo, batendo no menino com uma régua, e depois o fez andar pela sala com o desenho preso em suas costas, para que ele se envergonhasse. O efeito foi o inverso: o desenho do pequeno Gaultier era de uma mulher apenas de sutiãs e cinta-liga, inspirada nas mulheres do espetáculo “Folies Bergère”, que ele havia visto na casa de sua avó. Ao invés de ser ridicularizado – ou disciplinado, como esperava a professora –, ele se tornou objeto de admiração entre os meninos da escola. “Foi como um passaporte. Percebi que se desenhasse as pessoas iriam sorrir”, contou em entrevista à “New Yorker”.

jpg_dressVestidos Gaultier em editoriais de moda ©Reprodução

Sua inserção na moda também aconteceu graças aos seus desenhos, enviados por correio para Pierre Cardin, que ficou intrigado com o talento de um garoto de 18 anos totalmente desconhecido de Arcueil, Val-de-Marne (subúrbio no sul de Paris), e o contratou como seu assistente. Enquanto trabalhava com Cardin, o namorado de Gaultier, Francis Menuge, o encorajava a fazer sua própria linha de prèt-a-porter. Francis, que morreu em 1990 de Aids, é citado incontáveis vezes por Gaultier como o maior encorajador de seu trabalho: “Eu seria uma pessoa diferente hoje se nunca tivesse conhecido Francis”, declarou certa vez o estilista. “Foi Francis quem realmente me ‘pressionou’ para que eu começasse minha carreira, porque eu sou uma pessoa mais abstrata do que ambiciosa. Ele viu meu talento e sentiu minha paixão, e sempre me colocava pra cima quando eu ficava preguiçoso ou desmotivado. Ele jocosamente encorajou que eu construísse ‘meu império’”, contou ao “Telegraph”.

jpg_coutureDuas de suas coleções recentes de haute couture mais icônicas de Verão 2007 e Inverno 2009 ©Reprodução

Assim, ao lado de Francis, juntaram dinheiro, recrutaram amigos e familiares – a prima Évelyne tricotou os suéteres, o porteiro do prédio ajudou com as costuras, e o próprio Francis fez os acessórios e cuidou das burocracias – e em 1976 Jean Paul Gaultier apresentou sua primeira coleção, no planetário de Paris. Eram nove modelos, que usavam vestidos feitos com jogos americanos, lonas e estofos, e jaquetas biker combinadas com tutus. As roupas eram muito sexies e espirituosas, e faziam uso de motivos icônicos da moda como a estampa toile de Jouy, jaquetas de motoqueiro e figurinos de ballet de maneiras imprevisíveis, e com materiais humildes de maneira respeitosa e reverente. E é esse espírito que tem orientado seu trabalho desde então, transmitindo sua apreciação por coisas híbridas e surpreendentes, e o que ele mesmo explica, “a questão do que é belo e do que não é”. Outra frase que exemplifica admiravelmente seu trabalho é a recorrente “Por que não?”. Gaultier diz que explica muito de suas decisões assim. Por que alguém iria vestir um tutu com uma jaqueta de motoqueiro? “Bem, por que não?”.

jpg_adfragranceCampanhas de seus perfumes mais vendidos ©Reprodução

No começo dos anos 80 foi chamado de “enfant terrible” da moda, título que o acompanha trinta anos depois de sua estreia, e foi um dos primeiros criadores a polemizar sobre a questão de gêneros, ao fazer saias para homens e colocar modelos masculinos em sua passarela, justificando com um “acredito na igualdade dos sexos”.

Gaultier é também um dos mais famosos estilistas fora do métier, tanto por seus perfumes, pilares que pagam as contas do nome Jean Paul Gaultier, como também pelas blusas tatuadas e as  indefectíveis malhas de listras ao estilo Breton. O mais-mais nesse quesito, porém, é sua quedinha pela cultura pop, que começou em 1990, ao vestir Madonna em sua turnê “Blond Ambition” com sutiãs em formato de cone, e persiste até hoje, com o estilista fazendo figurinos para filmes, como “O Quinto Elemento”, de Luc Bresson, e “Kika”, de Pedro Almodóvar; para as turnês de Marilyn Manson e Kylie Minogue; e colocando a vocalista do “The Gossip” Beth Ditto em sua passarela, bem como a burlesca Dita Von Teese.

jpg_figurinoCroquis para a “Blond Ambition” ©Reprodução

jpg_madonnacelebJean Paul Gaultier e suas musas Madonna, Dita Von Teese e Beth Ditto ©Reprodução

E mesmo sendo tão moderninho, o estilista também desfila coleções de haute couture e ficou sete anos à frente da criação da Hermès, uma das marcas mais tradicionais da atualidade.

São trinta e cinco anos de história de um criador que se destaca por seu sempre presente bom humor, sua paixão pelo corpo feminino e por uma moda original e criativa. “É uma época de menos criatividade. Sou um dos últimos dessa geração”, declarou o estilista em entrevista ao FFW em seu último desfile na semana de moda de Paris. Em tempos que o que mais se valoriza em um estilista é a rapidez e a capacidade de gerar dinheiro para um grande conglomerado, é admirável alguém como Gaultier não arredar o pé de suas convicções. A moda – criativamente falando – agradece.

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Carismático, Jean Paul Gaultier fala para plateia lotada no Rio

Conheça a superstylist Arianne Phillips, que fala quarta no Pense Moda

arianne_ABRE©Reprodução

Na quarta-feira, dia 05.10, o MuBE recebe para uma palestra no Pense Moda a nova-iorquina Arianne Phillips, que tem no currículo as atribuições de figurinista, stylist – de moda e de celebridades – e personal stylist de Madonna, cargo que exerce desde 1997. Como definí-la em uma palavra? Impossível. “Eu sou um stylist quando trabalho com moda. Quando trabalho em um filme, sou creditada como figurinista, que é o que sou. Meu trabalho com músicos, e certamente com Madonna, normalmente carrega aspectos de ambos – stylist e figurinista. Como stylist, meu trabalho é juntar, caçar, editar e geralmente criar um “look”, um “feeling” com roupas vindas de designers, brechós ou shoppings… Quando estou trabalhando em um filme ou em uma grande turnê, e às vezes em clipes musicais, nós estamos criando personagens e ajudando a contar uma “história narrativa”, e nosso trabalho não é só ser capaz de ‘juntar’, mas ‘criar e desenvolver  roupas/figurinos a partir do nada”, explicou em entrevista.

A carreira de Arianne começou no finzinho dos anos 80, quando foi assistente durante um curto período de tempo. “Eu era uma assistente muito ruim. No entanto, [...] me ensinou muito sobre como tratar pessoas, e o quão importante são as ‘relações’ nessa indústria”. Antes disso, enquanto fazia faculdade na San Francisco State University, teve um acidente de carro e ficou meses de repouso em casa. Após a recuperação, pegou o dinheiro do seguro, US$ 10 mil, e fez um mochilão pela Europa, com amigos, onde entrou em contato, e se surpreendeu, com a cena musical e da moda de cidades como Londres. Antes disso, enquanto morava com os pais, Arianne se mantinha longe da influência da cultura pop – não via televisão, por exemplo – e se orgulhava de se interessar pelo lado mais underground das coisas.

Foi em Nova York que Arianne começou a trabalhar com moda, fazendo alguns editoriais, e o primeiro deles foi para a “Details”, a revista do momento, na época. “Achei o mundo da moda muito intimidante e competitivo, então mudei meu foco para música e músicos… Isso foi exatamente quando eu conheci Lenny Kravitz”, explicou ela em entrevista. Os dois ficaram amigos, e ele acabou chamando-a para colaborar com as seções de fotos e vídeos de deu novo CD. “Minha amizade com Lenny foi o começo de minha jornada como stylist, que me trouxe aqui onde estou hoje”.

FILMES

arianne_walkabre“Johnny & June” ©Reprodução

Em uma época em que sair de Nova York e morar em Los Angeles era considerado cafona, Arianne o fez, com a cara e a coragem, e a vontade de trabalhar com algo novo. “Eu sentia que precisava ir para algum lugar que pudesse criar minha própria ‘identidade’/ ‘persona’ criativa”. Ela se mudou tendo trabalhado em apenas dois filmes pequenos, de baixo orçamento, e o primeiro roteiro que chegou em suas mãos foi “Cães de Aluguel”, um clássico de Quentin Tarantino. Mas… Arianne rejeitou. “Pensei que o roteiro era estúpido. Óbvio que não havia ‘pegado’ o filme. Demorou um tempo de tentativa e erro para descobrir o que era um ‘bom’ roteiro… Por exemplo, eu não tinha ideia que “Destino Insólito”, de Guy Ritchie seria um desastre, nós nos divertimos tanto trabalhando nele”. E o oposto claramente poderia acontecer, como de fato, aconteceu. “Eu não tinha ideia que tantas pessoas amariam o filme [Johnny & June], e eu absolutamente não fazia ideia que seria indicada ao Oscar”.

arianne_singlemanCena de “Direito de Amar”, com a modelo brasileira Aline Weber ©Reprodução

Além de “Johnny & June”, Arianne foi responsável também pelo figurino de arrancar suspiros de “Direito de Amar”, primeiro longa de Tom Ford, pelo qual recebeu uma indicação no BAFTA Awards. Sua mais recente empreitada é o novo longa de Madonna, “W.E.”, com figurinos de época misturados com atualidade. A maneira admirável com que trabalha seus figurinos pode ser explicada por uma paixão pela pesquisa.

arianne_girl“Garota, Interrompida” ©Reprodução

“Pesquisa é tudo para mim”, declarou ela. Quando está preparando um filme, ela e a assistente acumulam pilhas de materiais, desenhos de biografias, jornais, fotos e livros de arte. Quando fez “Garota, Interrompida”, por exemplo, leu muito sobre as instituições mentais e hospitais dos anos 60. O processo de criação também inclui a criação de um livro de referências recheado de inspirações visuais. “É como um grande projeto de arte. Nós cortamos fotos de pessoas reais e também de personagens icônicos do cinema de antigamente e fazemos colagens”. Para ela, fazer figurinos de um filme é “criar ferramentas para auxiliar o ator a compreender suas emoções”.

arianne_walk2Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix em “Johnny & June” ©Reprodução

arianne_walk3Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix, em “Johnny & June” ©Reprodução

arianne_singleman2Colin Firth e Julianne Moore em “Direito de Amar” ©Reprodução

arianne_girl2Angelina Jolie e Winona Rider em “Garota, Interrompida” ©Reprodução

MADONNA

madonna_abreMadonna em editorial para a “W”, de junho de 2006 ©Reprodução

Pode-se dizer que o encontro com Madonna foi outro momento crucial na vida profissional de Arianne. Após trabalhar em “O Povo Contra Larry Flynt” com Courtney Love, as duas se tornaram amigas, e quando a roqueira foi chamada para a capa da edição “As Mulheres no Rock” da “Rolling Stone” de 1997, ao lado de Madonna e Tina Turner, levou a stylist e ainda a indicou para Madonna. Em um primeiro momento Arianne não queria o trabalho, pois já estava cuidando de Courtney. A cantora, porém, contatou o agente da stylist sem que ela soubesse, pegou seu portfólio e o enviou para Madonna, com um bilhete de próprio punho recomendando os serviços da stylist. A sugestão foi acatada e dura até hoje.

madonna_musicaTurnê “Re-Invention” e capa do single “Confessions on a dance floor” ©Reprodução

madonna_capasCapa da “W” de junho de 2006 e capa da “Vanity Fair” de maio de 2008 ©Reprodução

madonna_0Em editorial para a “W” de abril de 2003 ©Reprodução

madonna_revista2No mesmo editorial para a “W” de 2003, com fotos de Steven Klein ©Reprodução

CELEBRIDADES

Para Arianne, cuidar do visual de um artista é muito mais do que apenas escolher uma roupa. “É importante ter um ‘ponto de vista’, e ser franca e honesta sobre a estética. Há tantas pessoas contratadas por aí apenas para satisfazer os artistas… Eu tento acelerar e fazer a visão deles ganhar vida ou eu tento traduzir o que eles expressam em suas músicas de uma maneira visual”, explicou. Além disso, Arianne é do tipo que prefere longos relacionamentos com seus clientes, em vez de chamadas ocasionais. Ela, por exemplo, não veste celebridades apenas para eventos. “Eu não participo disso, não porque eu estou acima disso, mas porque eu não sou boa nisso”, explica modestamente.

arianne_courtneyCourtney Love com styling de Arianne Phillips ©Reprodução

MODA

E no meio de tantas atribuições, Arianne Phillips assina o styling de diversos editoriais de moda, perpetuando seu estilo “narrativo” de trabalhar. Ela, aliás, já declarou que “não é muito da moda”. Achou estranho? Ela explica: “Na verdade, eu amo moda. O que eu quis dizer é que eu não sou muito interessada no lado comercial da moda. Eu não me relaciono com a cultura “O Diabo veste Prada” ou “Sex and the City”, uma cultural comercial. Eu amo a arte e a pompa da moda”.

loveDuas das oito capas da “LOVE” F/W 11, com styling de Arianne Phillips e Katie Grand ©Reprodução

vmag_penelopePenélope Cruz na capa da “V Magazine”, edição de Inverno/11 ©Reprodução

voguegermanyAline Weber em editorial para a “Vogue” Alemanha, de julho de 2011 ©Reprodução

karenelsonKaren Elson para edição de junho de 2011 da “Zoo Magazine” ©Reprodução

arianne_dianeDiane Kruger e Quentin Tarantino em editorial para a “The New York Times Magazine”, edição do verão 2009 ©Reprodução

arianne_evanEvan Rachel Wood em editorial para a “Vogue” Italia de setembro de 2007 ©Reprodução

arianne_mag5As brasileiras Bruna Tenório e Carol Pantoliano, fotografadas ao lado de outros modelos para editorial da “Vogue” Italia de setembro de 2008 ©Reprodução

arianne_mag3Editorial dedicado ao ballet, na “Vogue” Italia de fevereiro de 2008 ©Reprodução

+ Leia aqui tudo o que já foi publicado sobre Pense Moda

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Conheça a superstylist Arianne Phillips, que fala quarta no Pense Moda

Estée Lauder quer lançar perfume com assinatura de Madonna

madonnaMadonna pode lançar perfume em breve ©Reprodução

A semana de moda de Nova York ainda é o assunto mais comentado do mundo da moda (pelo menos até começar a temporada de Londres), e parece que a Estée Lauder aproveitou o timing para discutir novas parcerias de perfumes fashion. A primeira marca confirmada a lançar uma fragrância licenciada é a Marni.

Ainda há uma especulação com a possibilidade de que Tory Burch seja a próxima grife a se juntar ao hall de frangrâncias da Lauder. De acordo com o “WWD”, a conversa entre a gigante dos cosméticos e a estilista está rolando. A diretora criativa da Lauder, Aerin Lauder, esteve até na primeira fila do desfile de Tory nesta semana.

Quem também parece estar em negociação com a Lauder é Madonna. Dá para imaginar que a rainha do pop ainda não tem nenhum acordo de licenciamento grande com um perfume em sua homenagem? Desde 1997 há um rumor de que Madonna teria seu próprio perfume, mas desde então, nada surgiu concretamente.

Se a Lauder de fato fechar a parceria com a cantora, a marca vai ter uma tríade incrível de perfumes do pop, junto com Lady Gaga (que lançará sua fragrância no ano que vem) e Beyoncé (que tem dois perfumes assinados). Já pensou?

Estée Lauder quer lançar perfume com assinatura de Madonna

Começa o Festival de Veneza com novos filmes de George Clooney e Polanski

veneza_abreTodos querem o Leão de Ouro; aqui na abertura do Festival de Veneza do ano passado ©Reprodução

Começa na quarta-feira (31.08) o 68º Festival Internacional de Cinema de Veneza, no Palazzo del Cinema, que vai até o dia 10 de setembro. O diretor dessa edição é Marco Müller, que encabeça a divisão de cinema da Bienal de Veneza desde 2004.

Durante esses dez dias, a mostra exibirá trabalhos de diretores dos mais renomados, como Roman Polanski, David Cronenberg e Abel Ferrara. O filme “W.E”, que falamos nessa matéria, da rainha do pop Madonna, também será apresentado na mostra. O Brasil também deixará sua marca com “Girimunho”, de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina. Como em toda edição, há um homenageado, que este ano é o diretor italiano Marco Bellocchio, diretor de “Bom Dia, Noite” e “Vincere”, entre outros. Sobre o homenageado, Müller declarou: “Com cada novo filme, Bellocchio te leva para outra direção, diferente das que você pensava já ter alcançado e descoberto”. A cerimônia de homenagem acontece na sexta-feira, dia 9 de setembro.

Mas as homenagens não terminam aí. Al Pacino, diretor e ator (difícil esquecer suas atuações como Tony Montana e Michael Corleone), é o escolhido para receber o prêmio “Jaeger-Le Coultre – Glória ao Cineasta” dedicado a artistas que deixaram uma marca original no cinema contemporâneo.

idesofmarchPôster e cenas de “Tudo pelo Poder” ©Reprodução

Uma das maiores estrelas do festival é “Tudo pelo Poder”, o mais recente trabalho de George Clooney como diretor, que narra os bastidores da corrida presidencial nos EUA, e abre o festival nesta quinta-feira. Não é a primeira vez que Clooney se envereda pela política (no cinema). Em 2005 ele apresentou no mesmo festival o filme “Boa Noite e Boa Sorte” (2005), produção em preto e branco que se passava na era do macarthismo. Em “Tudo pelo Poder”, além de dirigir, Clooney atua como um governador na disputa pelo cargo, que tem como estrategista um jovem (Ryan Gosling, de “Namorados para Sempre”) um tanto idealista e mal preparado para os entraves – e sujeiras – que encontra pelo caminho. Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman também estão no filme, como gerentes de campanhas rivais. “Tudo pelo Poder” estreia no Brasil em 21 de outubro.

Ao todo, 21 filmes estão na disputa pelo Leão de Ouro. Roman Polanski, cineasta franco-polonês, compete com “Carnage”, cujo roteiro foi feito por Polanski durante prisão domiciliar e narra a história de dois casais que tentam solucionar suas diferenças quando o filho de um deles bate no outro filho em um parque. Estão no elenco Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly.

Outro nome forte é “A Dangerous Method”, do canadense David Cronenberg, que conta com Keira Knightley, Viggo Mortensen e Vincent Cassel. O filme é baseado na relação turbulenta entre o psiquiatra Carl Jung, seu mentor Sigmund Freud e Sabina Spielrein, a mulher que surge entre os dois, e como isso contribuiu para o surgimento da psicanálise.

Fora da competição, mas no line-up da mostra, está, entre outros, “Contagion”, com Matt Damon, Kate Winslet, Marion Cotillard e Jude Law, dirigido por Steven Soderbergh.

Abaixo, veja a lista dos concorrentes ao Leão de Ouro e conte nos comentários a sua aposta:

“The Ides Of March”, George Clooney
“Tinker, Tailor, Soldier, Spy”, Tomas Alfredson
“Wuthering Heights”, Andrea Arnold
“Texas Killing Fields”, Ami Canaan Maan
“Quando La Notte”, Cristina Comencini
“Terraferma”, Emanuele Crialese
“A Dangerous Method”, David Cronenberg
“4:44 Last Day On Earth”, Abel Ferrara
“Killer Joe”, William Friedkin
“Un Ete Brulant”, Philippe Garrel
“A Simple Life”, Ann Hui
“The Exchange”, Eran Kolirin
“Alps”, Yorgos Lanthimos
“Shame”, Steve McQueen
“L’ultimo Terrestre”, Gian Alfonso Pacinotti
“Carnage”, Roman Polanski
“Chicken With Plums”, Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud
“Faust”, Aleksander Sokurov
“Dark Horse”, Todd Solondz
“Himizu”, Sion Sono
“Seediq Bale”, Wei Te-Sheng

Começa o Festival de Veneza com novos filmes de George Clooney e Polanski

Com apresentação de Madonna, Gucci cria prêmio para mulheres do cinema

frida-madonnaFrida Giannini e Madonna juntas em Veneza ©Reprodução

Sabia que a Gucci premiará mulheres que são destaque no cinema na próxima edição do Festival de Veneza? O evento começa nesta quarta-feira (31.08) e o Gucci Award for Woman in Cinema será na sexta (02.09).

A cerimônia premiará mulheres que trabalham na indústria cinematográfica, na produção, edição, direção, figurinos e demais atividades. No júri, além de Frida Giannini, diretora criativa da Gucci, estão os atores James Franco e Robin Wright.

As indicadas ao prêmio são: Caroline Champetier, diretora de fotografia de “Of Gods and Men”; Jessica Chastain, que estrelou em “A Árvore da Vida” com Brad Pitt e Sean Penn; a roteirista Federica Pontremoli; a produtora Nansun Shi; e a diretora e produtora Athina Tsangari. A vencedora ganhará uma bolsa de US$ 25 mil para estudar no Instituto de Televisão Cinema da New York University.

Quem vai apresentar a premiação é Madonna, que vai aproveitar um jantar em sua homenagem oferecido por Frida para lançar o filme “W.E”. O longa é escrito e dirigido pela cantora, baseado no relacionamento entre Wallis Simpson e o príncipe de Gales, Edward.

Com apresentação de Madonna, Gucci cria prêmio para mulheres do cinema

Figurino de novo filme de Madonna é de arrancar suspiros; veja fotos!

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Tom Munro

A “Vanity Fair” divulgou, nesta sexta-feira, imagens inéditas do próximo filme de Madonna, “W.E.”, que já falamos aqui. As fotos mostram o figurino e as personagens do longa, que se passa na Inglaterra nos anos 1930, fala da abdicação de Eduardo VIII e seu caso com Wallis Simpson, socialite americana e divorciada. Muito moderna para sua época, Wallis também era linda e carismática, e a história de amor entre os dois culminou na renúncia ao trono por parte de Eduardo, que preferiu viver com sua amada a ser rei da Inglaterra. Se depender das imagens, vem coisa muito boa – e bonita – por aí.

O ensaio estará na edição de setembro da publicação, foi fotografado por Tom Munro, e traz os protagonistas do filme, James D’Arcy, de “Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo”, como Rei Eduardo VIII e Andrea Riseborough, de “Não Me Abandone Jamais” como Wallis Simpson na West Wycombe House, em Buckinghamshire. O nome por trás dos figurinos lindíssimos é Arianne Phillips, que, surpresa surpresa, trabalhou nos filmes “Direito de Amar” e “Johnny e June”, pelo qual foi indicada ao Oscar, com figurinos igualmente belos. Arianne também foi, por muito tempo, figurinista de Madonna.

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Tom Munro

Segundo a “Vanity Fair”, há cerca de 60 trocas de roupas no filme, ou seja, praticamente uma troca e meia de figurino a cada 1 minuto! Entre as marcas escolhidas pela figurinista estão Dior, Cartier, Dunhill, Chapelaria Stephen Jones e joias Alexis Bittar.

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Reprodução

Já está ansioso para ver esses figurinos em tamanho maximizados? Clique na galeria para ver mais!

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Figurino de novo filme de Madonna é de arrancar suspiros; veja fotos!

A modelo Liberty Ross estreia como atriz em filme de Madonna

liberty_abreLiberty Ross adiciona ‘atriz’ ao currículo ©Reprodução

A modelo veterana Liberty Ross, britânica nascida em 1978 e uma das preferidas de Mario Testino, não diferente de muitas outras modelos, fará seu debut nos cinemas. No entanto, a estreia de Ross se dará em um filme de outra veterana, mas da música: Madonna, que já esteve em mais de 20 filmes, e dirige pela segunda vez.

Sobre a experiência, Ross contou a “Vogue” UK que a cantora está mais inspirada do que nunca: “Ela tem uma visão tão forte. Toda a sua carreira foi baseada em aparências e determinação. Como diretora ela foi simplesmente brilhante. Ela sabia exatamente o que queria. Há tantas coisas para decidir quando se dirige algo – eu ficaria desesperada, há tantas escolhas. Ela trabalhou duro”.

Voguecovers_libertyNa “Vogue” UK em dois momentos: janeiro de 2002 e junho de 2000 ©Reprodução

O filme “W.E.” é ambientado na Inglaterra dos anos 30, e trata da abdicação de Eduardo VIII e seu caso com Wallis Simpson. A modelo interpreta a irmã de uma das amantes do Rei, e o elenco conta também com Andrea Riseborough, Abbie Cornish (de “Sucker Punch”) e James D’Archy.

Além de ser a primeira vez que Liberty atua, foi também a primeira audição que ela fez, após seu empresário colocá-la a par da oportunidade. “Eu mandei uma fita minha para Madonna – e ela ficou emocionada. Eu voei para conhecê-la e ganhei o papel. Foi incrível. Eu estava muito animada por causa da época do filme, e meus avós são dos anos 30, então eu sempre me intrigava e me inspirava por essa época. Eu amei ver como foi para eles”, contou ela à revista. Além de “W.E.”, Liberty também está trabalhando em uma nova versão de Branca de Neve, com Kristen Stewart e Charlize Theron, e em um curta metragem dirigido por Sam Taylor-Wood, de “O Garoto de Liverpool”.

covers_libertyLiberty Ross na “i-D” de novembro de 2002 e na capa de aniversário de 20 anos da “The Face” ©Reprodução

Apesar de sua incursão no cinema, Liberty garante que não vai abandonar a carreira de modelo: “Uma combinação das duas pode ser ótima. Não acho que eu tenha que escolher uma ou outra – não são trabalhos completamente diferentes. Eu só quero ter certeza de que estou aproveitando ao máximo cada oportunidade que aparece em meu caminho”.

E a modelo-atriz completa: “Atuar sempre foi algo que eu quis fazer. Acho que as melhores modelos são atrizes, você incorpora uma personagem. Nesse sentido, eu venho atuando há um bom tempo. Não me parece uma transição maluca. Atuar é um grande passo ao modelar, de certa maneira. Modelar é mais fácil quando você não se parece com você. Quando você parece outra pessoa, você se sente diferente. Atuar vai mais fundo nisso, você tem que se mover e falar como aquele personagem. Eu amo isso!”

A modelo Liberty Ross estreia como atriz em filme de Madonna

Novo single da Lady Gaga: #madonnafeelings?

“Polêmica” poderia ser o nome do meio da Lady Gaga! “Born this Way”, o primeiro single do terceiro e homônimo álbum da cantora, mal foi lançado _no aniversário na morte do estilista Alexander McQueen, aliás_ e as mídias sociais já entraram em rebuliço por causa da suposta semelhança com a música “Express Yourself”, hit de 1989 da Madonna.

Esta, aliás, não é a primeira vez que Lady Gaga é acusada de “reverenciar” demais a obra da material girl; à época do lançamento da música “Alejandro”, muita gente a acusou de ter copiado o vídeo de, novamente, “Express Yourself” (a mesma acusação caiu sobre o clipe “Not Myself Tonight”, de Christina Aguilera, mas isso já é outra história).

E como os internautas não perdem tempo, ”Born this way” e “Express Yourself” já marcam presença no trending topics mundial do twitter. No Youtube, há vídeos que comparam, lado a lado, as 2 músicas.

Ouça o single da Lady Gaga, veja o clipe da Madonna e julgue por si mesmo:

“Born this way”, da Lady Gaga:

“Express yourself”, da Madonna:

E a comparação de um trecho das duas músicas:

Novo single da Lady Gaga: #madonnafeelings?

Melissa vs. Macy’s: sandália assinada por Madonna pode ser plágio!

linha-de-madonna-para-a-macys-teria-plagiado-a-melissaO modelo da Material Girl (em cima), a US$ 19,95; e a Zig Zag da Melissa em parceria com os irmãos Campana, a R$ 99,90 ©Reprodução

Estão circulando pela internet notícias de que a Material Girl, linha de roupas e acessórios criada por Madonna em parceria com a rede norte-americana Macy’s, teria plagiado o modelo Zig Zag da Melissa, originalmente criado em parceria com os irmãos Campana em 2004. O FFW falou com Paulo Pedó, gerente da divisão Melissa na Grendene, e ele explicou o caso e os possíveis desdobramentos:

Paulo conta que foi ontem (26/01), por meio do site Petiscos, que tomou conhecimento de que a Material Girl estaria vendendo um produto na Macy’s muito similar à Melissa Zig Zag; ele afirma que viu o modelo no site da Macy’s e achou que há uma “similaridade muito grande”, mas ao contrário do que foi reportado em outros sites, ainda não foi feita uma acusação formal e não há planos concretos de abrir um processo judicial contra a Material Girl ou a Macy’s. O departamento jurídico da Grendene, que fabrica a Melissa, ainda está esperando a chegada do produto físico para avaliar se, realmente, houve utilização da propriedade intelectual Melissa/irmãos Campana. Se isso for comprovado, o primeiro passo é enviar uma notificação formal para as acusadas com o pedido de retirada de produto do mercado. Caso isso não aconteça, só então será aberto um processo jurídico.

“Há muitos modelos parecidos com os produtos da Melissa por aí, e às vezes a gente até considera um elogio, porque é tão difícil uma marca brasileira ser referência no exterior _quer dizer, ninguém copia o que está dando errado no mercado”, Paulo diz. “Mas nós temos todo um gasto com pesquisa, desenvolvimento de produto, além do trabalho de firmar parcerias como com os Campana; o nosso departamento jurídico está em trabalho constante para proteger os nossos direito em relação à propriedade intelectual, ainda mais em casos como esse, em que o modelo Zig Zag é inspirado em um trabalho já estabelecido dos irmãos Campana”, ele continua. Paulo conta até que Fernando Campana chegou a comentar o caso com ele por email, em uma “manifestação de surpresa do tipo “nossa, você viu isso?”".

Paulo conta ainda que esse tipo de ação judicial já foi aberta muitas vezes pela Melissa e que a marca ganhou “quase 100% das vezes”, inclusive no exterior. Fiquem ligados para mais desdobramentos do caso Melissa X Material Girl aqui no FFW!

+ Site da Macy’s

+ Site da Melissa

Melissa vs. Macy’s: sandália assinada por Madonna pode ser plágio!